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  • RARO RELÓGIO DE BOLSO COM CAIXA EM PRATA DE LEI. DITO RELOGIO DE EXPLORADOR TEM ACOPLADO NO SEU MECANISMO DE FUNCIONAMENTO UMA BÚSSULA COM ROSA DOS VENTOS. DIAL ESMALTADO E POLICROMADO COM REPRESENTAÇÃO DOS NUMERAIS EM ALGARISMO ROMANO. FUNCIONAMENTO POR CHAVE A CORDA. NECESSITA REVISÃO. SUIÇA, SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. 45 M DE DIAMETRO
  • ETTIENE MUGNIER LE JEUNE (O JOVEM) RELOJOEIRO DO IMPERADOR NAPOLEÃO BONAPARTE. FORMIDÁVEL E RARO RELOGIO DE BOLSO COM CAIXA EM PRATA DE LEI MECANISMO VERGE ASSINADO POR ETTIENE MUGNIER LE JEUNE, NUMERADO 401 E INSCRIÇÃO A PARIS. TOTALMENTE ORIGINAL, COM CHAVE E EM FUNCIONAMENTO. MOSTRADOR ESMALTADO COM ORIFICIO PARA INTRODUÇÃO DA CHAVE NA POSIÇÃO 2 HORAS. UM RELOGIO RARO E VALIOSO! FRANÇA, FINAL DO SEC. XVIII OU PRIMEIROS ANOS DO XIX. 90 MM DE ALTURA POR 53 MM DE DIAMETRONOTA: Paris era um importante centro da relojoaria no século XVIII. Era a maior cidade da Europa e ficava próxima à corte real de Versalhes. Por isso, atraía os melhores relojoeiros, que conseguiam encontrar clientes abastados para suas criações. Abraham Louis Breguet e Ferdinand Bethoud, ambos nascidos em Neuchâtel (hoje na Suíça), mudaram-se para Paris para seguir suas carreiras. Havia uma comunidade vibrante de relojoeiros em Paris, e os Mugniers faziam parte dela. Sua origem não é conhecida, mas é possível que tenham emigrado da região de Genebra, onde esse sobrenome é muito comum. Dois deles se tornaram conhecidos como relojoeiros em Paris.Étienne Mugnier l'Aîné (o Velho) era um artesão que trabalhava no Palais Royal, um importante centro da vida artística da cidade, na década de 1780. Possuía vastas habilidades em mecânica, fabricando não apenas relógios de parede e de pulso, mas também autômatos, e colaborava com fundidores de bronze no desenvolvimento de relógios especiais. Era uma figura influente no mundo da relojoaria parisiense e próximo da família Le Roy, que dominava a cronometria francesa na época. Sua filha, Jeanne-Émilie Mugnier, casou-se com Louis Charles Le Roy no início do século XIX.O segundo foi Ettiene Mugnierr le Jeune (o Jovem), provavelmente um parente mais novo de Mugnier l'Aîné. Em 1799,  iniciou sua carreira trabalhando para Breguet e permanece conhecido como um de seus melhores relojoeiros. Posteriormente, estabeleceu-se como relojoeiro independente, tendo sua própria empresa na Rue Neuve-des-Petits-Champs, em Paris, entre 1807 e 1823. A empresa adotou o nome Mugnier & Fils no início da década de 1830. Seu estilo foi profundamente inspirado pelo de Breguet e ele foi um dos poucos, juntamente com Charles Oudin, a conseguir produzir relógios de qualidade semelhante aos de Breguet. Esta é provavelmente uma das principais razões pelas quais Mugnier assinava seus próprios relógios, embora semelhantes aos de Breguet. Ele usava o título de "aluno de Breguet" (Elève de Breguet) e assinava alguns de seus relógios como "Horloger de l'Empereur et du Roi" (Relojoeiro do Imperador e do Rei). De fato, recebeu uma encomenda de um relógio de Napoleão I em 1812 (que concluiu em 1815, mas não pôde entregar ao imperador, que havia sido deposto nesse ínterim) e tornou-se o relojoeiro oficial de Monsieur, Frère du Roi (o futuro Rei Carlos X).Da sua própria oficina na Rue Neuve des Petits-Champs, 57, Mugnier serviu a corte de Napoleão, criando relógios requintados para o imperador e a sua esposa, bem como para a esposa do ajudante de campo mais confiável de Napoleão, o General Duroc.Foi uma honra que ele mais tarde compartilharia com seu próprio filho, Charles Mugnier. A partir de então, eles assinariam "Mugnier e filho, relojoeiros do Rei, Paris". Mugnier, o Jovem, também fornecia relógios para a corte do irmão do Rei, Monsieur frère du roi , intitulado Conde de Artois, que mais tarde se tornaria o Rei Carlos X. Os Mugniers também receberam o título de relojoeiros de Luís VI Henrique José de Bourbon, Príncipe de Condé.Entre as obras-primas pelas quais a Maison Mugnier é conhecida, destaca-se um relógio de ouro 18 quilates, com repetição de quartos, corda automática e indicador de reserva de marcha, datado de 1812. Acondicionado em uma elegante caixa vermelha, marcada com a inicial dourada "N" de Napoleão, o relógio foi vendido por US$ 285.000 em 1993.Um editorial publicado em Paris em 1812 o menciona entre os dez mais importantes relojoeiros da cidade, especificando que " ele próprio fabrica alta relojoaria ".  Ettiene e Charles Mugnier participaram da Exposição de Produtos da Indústria Francesa em 1823 e receberam uma menção "honrosa". Sua empresa é mencionada em diretórios até 1840. Desde então, o destino da relojoaria de Mugnier permanece desconhecido.
  • LINDO FLOREIRO EM PRATA DE LEI COM MARCAS DE CONTRASTE PARA ALEMANHA IMPERIAL (LUA E COROA) E TEOR 800. COPRO FENESTRADO DECORADO COM CINTAS REMATADAS POR SEMI ESFERAS. INTERIOR EM LINDO VIDRO ARTISTICO VERMELHO. INICIO DO SEC. XX. 13 X 10 CM . 305 G (PESO TOTAL)  SOMENTE EM PRATA 150G
  • O ROMANCE DOS TRÊS REINOS  FORMIDÁVEL XILOGRAVURA EM PAPEL XUAN (PAPEL DE ARROZ) APRESENTANDO LIU BEI O DRAGÃO OCULTO, HERDEIRO DO IMPÉRIO HAN, ENQUANTO NAVEGA O RIO AO SUL EM UM BARCO DRAGÃO OCASIÃO EM QUE REÚNE SEUS EXÉRCITOS COM 10000 SOLDADOS DA ELITE DA MARINHA SOB O COMANDO DE GUAN YU PARA ENFRENTAR CAO CAO QUE LHE IMPÔS POUCO ANTES UMA GRANDE DERROTA EM CHANGBANG.  ERUDITA E BELISSIMA OBRA EXCECUTADA EM MEADOS DO SEC. XIX NA DINASTIA QING, REINADO XIANFENG (1851-1861). MUITO BEM EMOLDURADA COM PASPATOUR EM TECIDO ADAMASCADO.  CHINA, MEADOS DO SEC. XIX. 49 X 49 CM  (CONSIDERANDO-SE A MOLDURA)
  • GUAN YUN-CHANG SELA O OURO E PENDURA O SELO (RENUNCIA A SEUS CARGOS E RECOMPENSAS)  BELISSIMA XILOGRAVURA CHINESA SOBRE PAPEL XUAN. O PAPEL XUAN (OU PAPEL DE ARROZ) É UM PAPEL ARTESANAL CHINÊS TRADICIONAL, ORIGINÁRIO DE XUANCHENG, ANHUI, RENOMADO POR SUA ALTA QUALIDADE, TEXTURA MACIA E EXTREMA DURABILIDADE. UTILIZADO HÁ MAIS DE 1.500 ANOS NA CALIGRAFIA, PINTURA A PINCEL E CONSERVAÇÃO DE ARTE, É FEITO DE CASCA DE PTEROCELTIS TATARINOWII E PALHA DE ARROZ, FAMOSO POR SUA ABSORÇÃO DE TINTA E RESISTÊNCIA AO MOFO. ESTA MUITO BEM EMOLDURA GRAVURA COLORIA DA MÃO COM PASPATOUR EM TECIDO ADAMASCADO APRESENTA UMA CENA CLÁSSICA DO ROMANCE DOS TRÊS REINOS QUE APRESENTA O GENERAL GUAN YUN-CHANG A CAVALO COM SUA LONGA ALABARDA APÓS SELAR A PORTA DOS APOSENTOS EM QUE VIVIA E PENDURAR OURO REPRESENTANDO SUA RENUNCIA AOS CARGOS E RECOMPENSAS RECEBIDOS DE CAO CAO. ABANDONA AOS 51 ANOS O SERVIÇO OFICIAL PARA RETORNAR FIELMENTE A LIU BEI. O PERNSONAGEM ESCOLTA UMA LITEIRA ONDE ESTÃO AS ESPOSAS DE LIU BEI. ESTA IMAGEM É REMEMORADA NA CULTURA CHINESA POR EVOCAR VALORES DE LEALDADE, HONRA E RETIDÃO MORAL ALÉM DA FIDELIDADE ACIMA DA HONRA E PODER. POR ISSO REPRESENTAÇÕES DESSE EPISÍDIO HISTÓRICO FORAM FREQUENTEMENTE PRODUZIDAS PRINCIPALMENTE NO SÉC XIX COMO FOI ESTA OBRA EM PREGÃO. FEITA EM MEADOS DO SEC. XIX NA DINASTIA QING, REINADO XIANFENG (1851-1861) . BELISSIMA E DE EXCEPCIONAL QUALIDADE APRESENTA NA LEGENDA TRADUZIDA PARA PORTUGUES  AS PALAVRAS: GUAN YU AOS 51 ANOS ABANDONOU OS CARGOS OFICIAIS.  CHINA, MEADOS DO SEC. XIX. 49 X 49 CM  (CONSIDERANDO-SE A MOLDURA) NOTA: Guan Yu (Yunchang): O Guerreiro Inigualável da China Honra, lealdade e coragem personificadas em um único homem. Guan Yu, o lendário general chinês, imortalizado nos anais da história e reverenciado como um deus da guerra.Sua barba imponente, seu rosto vermelho e sua alabarda Green Dragon Crescent Moon são símbolos reconhecidos em toda a Ásia. Guan Yu é um lendário general chinês do período dos Três Reinos (c. 160220 d.C.), reverenciado como um símbolo de lealdade, força e coragem, frequentemente chamado de "deus da Guerra". Conhecido por sua longa barba e pela longa e pesada alabarda que portava. Ele serviu a Liu Bei e é um ícone cultural, com estátuas colossais em sua homenagem. Guan Yu (foi um guerreiro temido, irmão jurado de Liu Bei e Zhang Fei, desempenhando papel crucial nas batalhas do reino de Shu.
  • PAR DE PALMITOS DE ALTAR EM MADEIRA POLICROMADA E DOURADA.  DECORADO COM PINTURAS DE DELICADAS ROSAS DE MALABAR. ARRMATES EM OURO. FUNDO AZUL. BRASIL, SEC.  XVIII. 23 CM DE ALTURA
  • CRUZ LATINA  DO PINÁCULO DA CAPELA DA FAZENDA SÃO LOURENÇO ENTALHADA EM MADEIRA. BRASIL, SEC. XVIII. 100 CM DE ALTURA
  • PORTA DA CAPELA DA FAZENDA SÃO LOURENÇO (PORTAS DUPLAS E BATENTE) EM MADEIRA PATINADA REMATADA POR ALMOFADAS EM DOCE DE LEITE. FERRAGEM ORIGINAL COM FECHADURA E CHAVE FUNCIONAIS. BRASIL, SEC. XVIII.
  • RARO RECIPIENTE PARA SANTO VIÁTICO  EM PRATA DE LEI COM INTERIOR EM RESPLANDECENTE  VERMEIL  APRESENTANDO-SE COMO SE DE OURO FORA . TAMBEM NO INTERIOR UMA LUNA BASCULANTE PARA ENCAIXAR A SANTA HÓSTIA. DE FEITIO OVAL APRESENTA DECORAÇAO COM ROCAILLES FENESTRADAS E CINZELADAS COM FEITIO DE PALMÁCEAS. PENDE DE UMA ESPESSO E LONGO COLAR. BRASIL, SEC. XVIII. 10 X 8 CM (O RECIPENTE) 84 CM DE COMPRIMENTO (COLAR PARA A PROCISSÃO) PESA 240 G NOTA: SANTO VIÁTICO é a Eucaristia recebida por aqueles que estão para deixar esta vida terrena e se preparam para a passagem à vida eterna. Recebida no momento da passagem deste mundo ao Pai, a Comunhão do Corpo e Sangue de Cristo morto e ressuscitado é semente de vida eterna e potência de ressurreição. A palavra viático vem do latim viaticum (de via, caminho), com o significado de provisão para o caminho. Este caminho é, para a Igreja, não só o caminho da terra, a vida corporal, mas também o caminho do céu, ou seja, a entrada, após a morte, na vida eterna. Para a Igreja, a Eucaristia, que é o mais importante dos sacramentos, sendo o mais excelente alimento espiritual da terra, é também a ajuda mais preciosa para o moribundo, quando está prestes a iniciar a "derradeira viagem". Segundo a fé católica, esta comunhão reveste um significado especial, porque "é semente de vida eterna e força de ressurreição", assim como "sacramento da passagem da morte para a vida, deste mundo para o Pai. A prática de levar a Eucaristia aos que se encontram prestes a morrer é um costume cristão atestado desde a antiguidade. Foi, aliás, a necessidade de conservar o pão consagrado fora da missa para estes casos que deu origem à Reserva eucarística, prática que se mantém ainda hoje pelo uso dos sacrários. O viático é, assim, o último sacramento do cristão, o verdadeiro sacramento da morte cristã. Na verdade, enquanto a Unção dos enfermos é dada a qualquer pessoa gravemente doente, ou em perigo de vida, mas que pode não estar propriamente à beira da morte, o viático é dado a quem efetivamente está prestes a morrer. A Eucaristia como viático, com a Penitência e a Unção dos enfermos, "constituem, quando a vida do cristão chega ao seu termo, os sacramentos que preparam a entrada na Pátria ou os sacramentos com que termina a peregrinação" A Eucaristia como viático é dada ao moribundo geralmente sob a forma do pão. No entanto, nos casos em que o moribundo não pode comungar desse modo, por dificuldades de deglutição, é permitido dar-lhe a comunhão somente com o vinho, que para esse efeito é conservado depois da missa (o que constitui excepção à regra habitual). Esta prática, aprovada pela Igreja, observa-se sempre que for necessário dar a comunhão a algum doente que não possa tomar o pão consagrado. Ao contrário da Unção dos enfermos, cuja administração está reservada, na Igreja Católica, aos presbíteros ou bispos, o viático pode também ser dado por um diácono e, em caso de necessidade, por um ministro extraordinário da comunhão. De São João Crisóstomo são estas palavras luminosas: "Por respeito a Divina Eucaristia, os Anjos fazem guarda de honra ao redor dos corpos dos escolhidos, que repousam no seio da terra."O Santo Viático, que Graça! Quando Santa Teresa de Ávila, já em perigo de morte, viu que ia se aproximando o Sacerdote com o Viático, para a surpresa de todos, pôs-se de rosto ardente e muito formoso, prosternando-se diante da Santa Hóstia, e exclama extática: "Senhor, já era tempo de nos vermos!" São Geraldo Majela pediu e recebeu o Santo Viático com uma piedade verdadeiramente angelical. E, quando a campainha anunciou a chegada da pequena procissão, São Geraldo se comoveu, e se transfigurou exclamando: "Eis que está vindo ao meu encontro o meu Senhor... Quanta dignação e delicadeza Ele tem para comigo!"O Santo Cura d'Ars, já moribundo, quando ouviu o som da campainha que anunciqava a chegada do Santo Viático, comoveu-se até as lágrimas, e disse: "Como conter as lágrimas quando Jesus vem a nós pela última vez com tanto amor?" Debret retratou uma procissão no Rio de Janeiro para levar o "São Viático" à casa de um moribundo. Naqueles tempos era costume corriqueiro tirar o chapéu e ajoelhar-se, ou mesmo acompanhar a procissão em que o Santo Viático passava, em direção à casa do enfermo (VIDE IMAGEM DA FIGURA DE DEBRET NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE)
  • SÃO BENEDITO DAS FL0RES - CAPELA DA FAZENDA SÃO LOURENÇO. GRANDE E FORMIDÁVEL IMAGEM DE SÃO BENEDITO EM MADEIRA POLICROMADA E DOURADA. APRESENTA O SANTO EM SUA RARA ICONOGRAFIA DE SÃO BENEDITO DAS FLORES QUE REMEMORA UM DE SEUS MILAGRES. EXCEPCIONAL MOVIMENTO, LINDOS CABELOS EM CARAPINHAS, EXPRESSIVOS OLHOS EM VIDRO. SOBERBO ROSTO. BRASIL, SEC. XVIII. 69 CM DE ALTURA (SEM CONSIDERAR O TAMANHO DO RESPLENDOR QUE ACOMPANHA A IMAGEM).NOTA: NOTA: O MILAGRE DAS FLORES: Acostumado a esvaziar a dispensa do convento para doar alimentos aos pobres, o frei franciscano foi repreendido por seu superior, que o obrigou a parar com a boa ação. Mas Benedito não conseguiu ficar sem ajudar os mais necessitados e escondeu na barra de seu manto os poucos pães que restavam na cozinha. Surpreendido pelo frade, disse que levava flores nas vestes, e tirou dali um ramalhete de rosas vermelhas, que se espalharam pelo chão. O MILAGRE DO SANGUE: Quando São Benedito era cozinheiro do convento de Santa Maria, trabalhavam com ele alguns Irmãos leigos e clérigos, que desperdiçavam o pão. O Santo os advertia, dizendo-lhes que o pão que sobra é dos pobres! É sangue dos pobres, ouviram?. Mas não adiantava seus pedidos, continuavam a desperdiçar pão. Um dia, São Benedito tomou uma esponja com a qual se limpavam os pratos e que estava com migalhas de pão e, diante dos Irmãos, apertou na mão a esponja, e todos viram escorrer muito sangue das migalhas de pão. Os noviços se arrependeram e pediram perdão a Deus. Depois da morte de São Benedito, o Inquisidor Apostólico mandou pintar um quadro para representar este fato. Nele está a imagem de São Benedito com a túnica feita de folhas de palmeiras que usava, espremendo a esponja da qual sai sangue. Este quadro foi para a Espanha. Uma cópia do mesmo se encontra em Portugal, na capela dos Nery. No processo sobre o culto, várias testemunhas, em 1715, atestaram ter visto várias cópias do célebre quadro em várias igrejas da América. (Brandão, 1983) . São Benedito nasceu perto de Messina, na ilha da Sicília, Itália, no ano de 1526. Benedito significa abençoado. Seus pais foram escravos vindos da Etiópia para a Sicília. Era filho de Cristovão Manasceri e de Diana Larcan. O casal não queria ter filhos para não gerarem mais escravos. O senhor deles, sabendo disso, prometeu que, se eles tivessem um filho, daria a ele a liberdade. Assim, eles tiveram Benedito. E, como prometido, ele foi libertado pelo seu senhor ainda menino. Benedito foi educado por seus pais na fé cristã. Quando menino, cuidava das ovelhas e sempre aproveitava para rezar o Rosário, ensinado por sua mãe. Quando tinha 20 anos foi insultado por causa de sua raça. Porém, com muita calma e paciência suportou tudo. Vendo isso, o líder dos eremitas franciscanos, Frei Jerônimo Lanza, convidou-o para fazer parte da congregação. São Benedito aceitou prontamente, vendeu tudo o que tinha e se tornou um eremita franciscano, ficando com eles por volta de 5 anos. O Papa Pio IV, desejando unificar a ordem franciscana, ordenou aos eremitas que se juntassem a qualquer ordem religiosa. Benedito foi para o mosteiro da Sicília, um convento em Santa Maria de Jesus. Era o convento dos franciscanos capuchinhos. Benedito entrou como irmão leigo, assumindo uma função tida como secundária: a de cozinheiro. Benedito, porém, fez da cozinha um santuário de oração e fervor. Vivia sempre alegre e com muita mansidão, conquistando a todos com sua comida saborosa e sua simpatia. Foi transferido depois para o convento de SantAna di Giuliana, ficando por 4 anos. Depois retornou para o convento de Santa Maria de Jesus, permanecendo ali até sua morte. Por causa de sua vida exemplar, trabalho, oração e ajuda a todos, Frei Benedito tornou-se um líder natural. Em 1578 foi convidado para ser o Guardião, (superior) do mosteiro, cargo que aceitou depois de muita relutância. Apesar de ser analfabeto, administrou o mosteiro com grande sucesso, seguindo com rigor os preceitos de São Francisco. Organizou os noviços, foi caridoso os padres, era o primeiro a dar exemplo nas orações e no trabalho. Todos queriam ver e tocar em São Benedito, por causa de sua fama de santidade, palavras, milagres e orações. Os escravos simpatizavam muito com ele, por ser negro, pobre e com grandes virtudes. Em torno do seu nome surgiram numerosas irmandades. São Benedito é um dos Santos mais populares no Brasil, com inúmeras paróquias por todos os lugares inspiradas em seu modelo de humildade e caridade. Grande é o numero de milagres de São Benedito, inclusive a ressurreição de dois meninos, a cura de vários cegos e surdos, a multiplicação de peixes e pães, e vários outros milagres. Alguns milagres de multiplicação de alimentos aconteceram na cozinha de São Benedito. Por isso, ele é tido carinhosamente pelo povo como o Santo Protetor da cozinha, dos cozinheiros, contra a fome e a falta de alimentos. Um dia Frei Benedito profetizou que quando morresse teria que ser enterrado às pressas para evitar problemas para seus irmãos. Depois disso, ficou gravemente doente e faleceu no dia 4 de abril de 1589, aos 65 anos de idade. E a profecia se cumpriu: quando ele faleceu uma multidão invadiu o mosteiro para vê-lo, conseguir algum objeto seu ou um pedaço de sua roupa de monge para terem como relíquia do santo pobre e humilde, causando problemas para o convento. Na hora de sua morte ele disse com muita alegria: Jesus! Jesus! Minha mãe, doce Maria! Meu Pai São Francisco! E morreu em paz. Seu corpo foi transladado para a igreja e exalava suave perfume. Exumado posteriormente, estava intacto, (incorrupto). Em 1611 seu corpo foi colocado em uma urna de cristal na igreja de Santa Maria em Palermo para visitação e permanece lá até os dias de hoje.
  • CAPELA DA FAZENDA SÃO LOURENÇO   GRANDE E BELA IMAGEM DE SÃO LOURENÇO EM MADEIRA POLICROMADA E DOURADA. COM ATRIBUTO DE SEU MARTÍRIO UMA GRELHA. APRESNTADO DE MÃOS POSTAS. LINDO ROSTO E EXPRESSIVOS OLHOS EM VIDRO. MÃOS POSTAS EM ORAÇÃO. MAGNIFICA E RARA IMAGEM, DO ALTAR MOR DA CAPELA DA FAZENDA SÃO LOURENÇO, JOAQUIM EGYDIO, CAMPINAS. BRASIL, SEC. XVIII. 77 CM DE ALTURA. NOTA: São Lourenço (Huesca ou Valência, Hispânia, 225? Roma, 10 de agosto de 258) foi um mártir cristão e diácono. O cargo de diácono era de grande responsabilidade, pois consistia no cuidado dos bens da Igreja e a distribuição de esmolas aos pobres. No ano 257, o imperador romano Valeriano decretou a perseguição aos cristãos e, ao ano seguinte, foi detido e decapitado o Papa Sisto II. Segundo as tradições, quando o Papa São Sisto se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto a ele e chorava. "aonde vai sem seu diácono, meu pai?", perguntava-lhe. O Pontífice respondeu: "Não pense que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirá". Após a execução do Papa, o imperador ameaçou a Igreja para entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Passados três dias, São Lourenço levou as pessoas que foram auxiliadas pela Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador. Depois, exclamou a seguinte frase que lhe valeu a morte: "Estes são o património (riquezas) da Igreja". O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo, e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha. A tradição católica diz que o santo conservou seu bom humor mesmo enquanto era executado, dizendo aos que o queimavam: "podem me virar agora, pois este lado já está bem assado". Tornou-se um mártir cristão e é considerado um servo fiel da Igreja. Santo Agostinho diz que o grande desejo que tinha São Lourenço de unir-se a Cristo fez com que esquecesse as exigências da tortura. Também afirma que Deus obrou muitos milagres em Roma por intercessão de São Lourenço. Este santo foi, desde o século IV, um dos mártires mais venerados e seu nome aparece no cânone da missa. Foi sepultado no cemitério de Ciriaca, em Agro Verão, sobre a Via Tiburtina. Constantino ergueu a primeira capela no local que ocupa atualmente a Basílica de São Lourenço Extramuros, a qual é a quinta basílica patriarcal de Roma.
  • RELICÁRIO CONTENDO RELÍQUIA DO SANTO LENHO - PRECIOSO RELICÁRIO  SETECENTISTA EM PRATA COM RICO VERMEIL RICAMENTE CINZELADO E ADORNADO COM PEDRAS. REVESTE  TECA EM CRISTAL DE ROCHA QUE CONTEM RELIQUIA DA SANTA CRUZ DE CIRTSO. . POSSUI SELO DE SIGILO EM CERA VERMELHA. ACOMPANHA DOCUMENTO LAVRADO EM 1942, ASSINADO  POR JOHANN   KRISCH,  E PELO PADRE AUGUSTO WEICHERDANGE. COM FIRMAS RECONHECIDAS NO CARTORIO  EM JOINVILLE SC E PORTO ALEGRE. O RELATO DE JOHAM KRISCH DESCENDENTE DE JOHANN FRIEDRICH FRANZ KRISCH,  (01/02/1709 em Roemerstadt, ali faleceu 26/03/1767) , sucessor do pai e do avô na indústria da família DE FABRICAÇÃO DE ARMAS. A 24/10/1735 em Roemerstadt Casou-se como . Maria Viktorine Rosalie Lothereine Loehners, falecida 07/01/1761, filha de Johann Georg Loehners. JOHANN  FRIEDRICH FRANZ KRISCH Burgomestre da cidade de  Roemerstadt, província de MEEHREN, ÁUSTRIA. OS KRISCH ERAM MEMBROS DA PEQUENA NOBREZA AUSTRÍACA, LUTARAM NAS CRUZADAS NO SEC. X E RECEBERAM BRASÃO DE ARMAS.  (O LOTE ACOMPANHA O MODELO DO BRASÃO FAMILIAR E O DOCUMENTO REGISTRADO PELO DESCENDENTE NA CIDADE DE JOINVILLE., SC PARA ONDE A FAMILIA MIGROU EM MEADOS DO SEC. XIX. VIERAM PARA O BRASIL COM RECURSOS PARA MONTAR UMA FÁBRICA E EMPRENDERAM DIVERSOS NEGÓCIOS. O MEMBRO DO RAMO BRASILEIRO DE MAIOR DESTAQUE FOI EDUARDO KRISCH,   QUE OCUPOU FUNÇÃO NA CAMARA LEGISLATIVA DE BLUMENAU AINDA NO PERÍODO IMPERIAL. EXCERTOS DO TEXTO: Tradução do original  em língua alemã para o idioma brasileiro pelo Vigário  AUGUSTO WEICHERDANGE. Segundo uma tradição verbal que é passada de geração em geração um de meus antepassados foi a uma romaria da Austria a Roma. Pelo ano de 1700 e trouxe da cidade eterna um relicário (ostensório) com a documentação papal concernente ao mesmo. Este relicário deverá conforme tradição ter como herdeiro o filho mais velho da família de preferencia com o nome de Johann e esta determinação foi até esta data. Por uma infelicidade este documento papal caiu em mãos de minha filha infeliz e demente que o destruiu completamente. Já que é quase impossível conseguir uma nova documentação do mencionado relicário sirva esta pagina explicativa como prova para o futuro fazendo as vezes do documento extraviado.  Tendo pleno conhecimento do exposto neste documento estou pronto a confima-lo com minha assinatura . Padre AUGUSTO WEICHERDANGE. JOINVILLE 25 DE DEZEMBRO DE 1941. O ATUAL POSSUIDOR DO RELICARIO JOÃO KRISCH. ROMA, PRIMEIRA METADE DO SEC. XVIII. 29 CM DE ALTURA. ACOMPANHA O BRASÃO KRISCH, O DOCUMENTO DECLARATORIO LAVRADO EM 1941, TAMNBÉM O DOCUMENTO ORIGINAL EM ALEMÃO, TAMBÉM UM TERMO DE TRANSFERECNIA DO RELICARIO PARA WALDEMAR KRISH NA DECADA DE 1950 E APÓS A SUA MORTE PARA SUA IRMÃ HILDA KRISH E A SEGUIR PARA O NETO DE WALDEMAR. TAMBÉM UMA PUBLICAÇÃO COMEMORATIVA DOS 100 ANOS DA FAMILIA KRISCH NO BRASIL EM1963 CONTENDO A ARVORE GENEALOGICA DA FAMILIA. TAMBÉM UMA PUBLICAÇÃO COM A BIOGRAFIA DE EDUARDO KRISH. NOTA: A família Krisch originou, segundo a crônica, da Turíngia, Alemanha onde usavam o nome de KREUZ. No século oito ou nove tranferiu-se para a Hungria e o nome foi traduzido para o idioma húngaro, CRIS. Mais tarde a família mudou-se para Roemerstadt na província Maehren, Áustria (hoje Rymarov, Morávia, República Tcheca) e o nome passou a ser pronunciado KRISCH até o presente dia. Participaram nas cruzadas (1096-1291), foram agraciados com título de nobreza, cujo brazão lembra as cruzadas. Mais tarde a família empobreceu e desistiu do título. Quando os Krisch imigraram para o Brasil trouxeram consigo o sêlo do brazão que ainda se encontra nas mãos da família.  Eduardo Krisch nasceu em Roemerstadt, capital da Província de Meehren, Áustria, em 6 de julho de 1863 e faleceu em Joinville em 3 de março de 1903. Era filho de Johan Krisch e de sua mulher Joahanna, nascida Raab. Emigrou para o Brasil, em agosto de 1865, com 27 anos. Em sua companhia vieram seus pais, a irmã Marie, sua sobrinha Hedwuig e sua prima Gabriela. A viagem de Hamburgo/Alemanha, até Itajaí, Santa Catarina, Brasil durou treze semanas, e o mesmo navio levou-os para São Francisco do Sul/SC. Ao chegarem, Eduard Krisch e seu pai, providos relativamente com recursos financeiros, pretendiam montar uma indústria. Para isso adquiriram terras na Estrada para Blumenau. Vereador na 6ª Legislatura Monárquica (1887-1890) daquela colonia: Nas eleições de 1886, Krisch conquistou 16 votos, sendo o vereador mais votado naquele pleito.1 Diferentes atas das reuniões da câmara registram sua ausência, o que mostra que ele faltava bastante, com e sem aviso prévio. Krisch foi um dos vereadores presentes na sessão que votou e aderiu unanimemente ao governo provisório de Santa Catharina e à recém-proclamada república.Casamento de Eduardo, em 1864. Em destaque, a dispensa do impedimento de consanguinidade. Eduardo Krisch nasceu em Römerstadt, Morávia. Eduuardo e seu pai, João (Johann) tinham um plano bem definido: Empreender na estrada Blumenau, nas proximidades de onde se intencionava abrir a estrada para Serra acima. As perspectivas de contato com o planalto e a proximidade com Joinville tornavam a ideia um bom projeto. Os Krischs montaram serraria, engenhos de açúcar e de aguardente. Mas, e a estrada? Estagnou nas proximidades de Neudorf, isolando os empreendimentos, que fracassaram. O planalto acabou sendo conectado via estrada Imperial Dona Francisca, passando por Pirabeiraba, diminuindo muito a importância de Neudorf e da Estrada Blumenau. Eduardo foi contratado pela Sociedade Colonizadora de Hamburgo para substituir o engenheiro Frederico Heeren na continuação da construção da Estrada do Sul,
  • EDIÇÃO 1778 - LE JOURNEE DU CHEETIEN SACRIFIEE PAR LA PRIERE ET LA MEDITATION (O DIA DO CRISTÃO SNATIFICADO PELA ORAÇÃO E MEDITAÇÃO.  EDIÇÃO AMPLIADA. PARIS. CHARLES PIERRE EFRTON, LIVREIRO RUA SAINT VICTOR COM APROVAÇÃO E PRIVILÉGIO DO REI. UMA EDIÇÃO EXTREMAENTE RARA COM CAPA EM LUXUOSO MARROQUIM VERMELHO REMATADO EM OURO. NA CAPA E NA LOMBADA. FRANÇA, SEC. XVIII. 13 X 7 CM
  • EDIÇÃO DO SEC. XVII - ANDREA DOMENICO FIOCCCHI - LUCIUS FENESTELLAE:  DE SACERDOTIIS ET MAGISTRATIBUS ROMANORUM  POMPONI LAETI , RAPHAELIS VOLATERANI ET HENRICI BEBELII E JUSDEN ARGUMENT LIBELLI OMNES NITORI SUO RESTITUTI , EBROICIS APUD JACOBUM ROSSIGNOI LIBELLUS.SOBRE OS SACERDOTES E MAGISTRADOS ROMANOS LIVRO II.  RARA PUBLICAÇÃO DE ANDREA FIOCCCHI (SOB O PSEUDÔNIMO DE LUCIUS FENESTELLA. REARA PUBLICAÇÃO COM CAPA DURA REVESTIDA EM COURO E LOMBADA DECORADA EM OURO. EDIÇÃO DE 1674 PUBLICADA NA CIDADE DE EVREUX, FRANÇA. EDITADO POR JACOBUS ROSSIGNOL. O LIVRO É UM TRATADO CLÁSSICO SOBRE AS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS E POLÍTICAS DA ROMA ANTIGA. ESTA OBRA É UMA COLETÂNEA RENASCENTISTA, COMUMENTE PUBLICADA NO SÉCULO XVI, CONTENDO TRATADOS SOBRE MAGISTRATURAS, SACERDÓCIOS E LEIS DA ROMA ANTIGA. A OBRA REÚNE TEXTOS DE VÁRIOS AUTORES HUMANISTAS, SENDO O PRINCIPAL ATRIBUÍDO POMPONIO LETO (POMPONI LAETI/POMPONII LAETI). RAPHAEL VOLATERRANUS (RAPHAEL MAFFEI) E HENRICUS BEBELIUS (HEINRICH BEBEL). 12 X 6 CMNOTA: Andrea Domenico Fiocchi , também conhecido pelo pseudônimo de Lucius Fenestella ( Florença , ...  Roma , antes de 12 de agosto de 1452 ), foi um humanista e jurista italiano , expoente do humanismo romano . Nascido provavelmente por volta de 1400 em Florença, recebeu sua primeira educação do Cardeal Alamanno Adimari , Arcebispo de Pisa . As informações incompletas sobre sua vida não nos permitem reconstruir sua biografia além do período em que entrou para o serviço do Papa Eugênio IV de Veneza (1431-1447), que, em 1432, o nomeou um dos dez referendos e membros da família da corte papal . Em 13 de novembro de 1435, foi nomeado notário e ingressou na Chancelaria Apostólica como secretário, escrivão e abreviador . Após ter acompanhado o Papa a Florença, Fiocchi é lembrado por Flavio Biondo como um dos participantes no estudo da natureza da língua falada pelos antigos romanos, juntamente com Leonardo Bruni , Poggio Bracciolini , o próprio Biondo, Antonio Loschi e outros intelectuais da época. Tendo-se tornado juiz do Certamen coronario desejado por Piero de' Medici e Leon Battista Alberti em 1441, Fiocchi também permaneceu a serviço de Nicolau V até sua morte, que ocorreu antes de 12 de agosto de 1452
  • DOM PEDRO II  IMPERADOR DO BRASIL  LITOGRAFIA DE 1852 A PARTIR DO RERATO EXECUTADO POR FERDINAND KRUMHOLZ (1810-1878). 40 X 29 CM (CONSIDERANDO-SE O PASPATOUR).NOTA: No início da década de 1850, o Brasil gozava de estabilidade interna, era um Império reconhecido pelas nações do mundo, próspero e consolidado. A nação estava sendo ligada de um ponto a outro através de linhas férreas, telegráficas e de navios a vapor, unindo-a em uma única entidade. Na opinião pública em geral, tanto doméstica quanto externa, esses feitos eram possíveis devido a duas razões: "ao seu governo como uma monarquia e pela personalidade de Pedro II".Pedro II não era nem uma figura ornamental, como os monarcas da Grã-Bretanha, nem um autocrata à maneira dos czares russos. O imperador exercia poder através da cooperação com políticos eleitos, interesses econômicos e apoio popular. Estas interdependência e interação fizeram muito para influenciar a direção do reinado de Pedro II. Os mais notáveis sucessos políticos do imperador foram alcançados devido à maneira cooperativa e de não confrontação no qual ele agia quanto a interdependência e interação com interesses diversos e com as figuras partidárias nos quais ele tinha que lidar. Ele era impressionantemente tolerante, raramente se ofendendo com críticas, oposição, ou mesmo incompetência. Ele era cuidadoso em nomear somente candidatos altamente qualificados para posições no governo, e buscava coibir a corrupção. Ele não tinha autoridade constitucional para forçar a aceitação as suas iniciativas sem o devido apoio, e sua maneira colaboradora quanto a governar manteve a nação progredindo e permitiu ao sistema político funcionar com sucesso. As incertezas de sua infância e a exploração sofrida nas mãos de outros durante a sua juventude fizeram com que o imperador se determinasse a manter um controle sobre seu próprio destino. Em sua visão, para atingir a autodeterminação seria fundamental obter poder necessário e mantê-lo. Ele usava sua ativa e essencial participação no direcionamento do governo como meios de influência. Sua direção se tornou indispensável, apesar de que nunca resultou em um "governo de um homem só".O imperador respeitava as prerrogativas da legislatura, mesmo quando os políticos resistiam, postergavam ou frustravam seus objetivos e nomeações.O sistema político nacional brasileiro assemelhava-se ao de outras nações parlamentaristas. O imperador, como Chefe de Estado, pediria a um membro do Partido Conservador ou do Partido Liberal para formar um gabinete. O outro partido formaria a oposição na legislatura, como contrapeso ao novo governo. "Em seu manejo dos dois partidos, ele tinha que manter uma reputação de imparcialidade, trabalhar de acordo com a vontade popular e evitar qualquer imposição flagrante de sua vontade na cena política."A presença ativa de Pedro II na cena política era parte importante da estrutura do governo, que também incluía o gabinete de ministros, a Câmara dos Deputados e o Senado (os últimos dois formavam a Assembleia Geral ou Parlamento). A maior parte dos políticos apreciava e apoiava o papel do imperador. Muitos haviam vivido durante o período regencial, quando a falta de um monarca que poderia manter-se acima de interesses mesquinhos e próprios levou a anos de luta entre facções políticas. Suas experiências com a vida pública criaram neles a convicção de que o imperador era "indispensável para paz e prosperidade permanente do Brasil".
  • A REPÚBLICA BRASILEIRA -  MUITO RARA GRAVURA APOTEÓTICA DO GOLPE REPUBLICANO COMO NUNCA ACONTECEU. DEODORO SENDO SAUDADO POR MILHARES DE PESSOAS NAS RUAS E NOS BALCÕES DOS EDIFICIOS. TITULO: OVAÇÃO POPULAR AO GENERAL DEODORO DA FONSECA E BOBAYUVA, NA RUA DO OUVIDOR. LEGENDA: LA REVOLTION BRESILIENNE - LES CHEFS DU MOUVEMENT PERCOURANT LA VILLE DE RIO A LA TETE DES TROUPES RALLIEES A LA REPUBLIQUE - DAPRES UN DESSIN C0MUNIQUE PAR M. VERIDIANO CARVALHO. PUBLICADA EM 14 DE DEZEMBRO DE 1889 PELO PERIODICO L'ILLUSTRATION ASSINADA POR  PELO ILUSTRADOR ALBERT BELLENGER. FRANÇA, 1889, 44 X 33 CM  (CONSIDERANDO-SE O PASPATOUR)NOTA: O escritor Machado de Assis no romance Esaú e Jacó, registrou o acolhimento e a percepção do golpe republicano de 1889 junto a população carioca. por ocasião daquele 15 de novembro o povo saiu às ruas do Rio de Janeiro sem saber o que estava acontecendo, acreditando ser mais uma manifestação pública de apreço ao regime que, em quase meio século de vigência, tinha um velhinho de barbas branca bem-amado e admirado, cortês no trato para com seus súditos, por isso desfrutando do respeito da nação. Um Imperador que amava as Artes e abria caminhos para os saberes. Três décadas depois, na mesma data, Lima Barreto recordaria a movimentação na rua, ele um garoto que presenciou muitas coisas, igualmente sem entender o que acontecia, tão desinteressada se apresentava a população naquele dia. Anos depois se comoveu com a morte da Imperatriz brasileira banida da convivência com o povo, que deixou muita gente cabisbaixa. Atribui-se a Machado de Assis um texto no qual o Imperador teria implorado que nunca permitisse implantar no Brasil o sistema republicano, porque seria o nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais iluminou. Ele declarou respeito pela Monarquia, e escreveu: O imperador tem as duas qualidades essenciais ao chefe de uma nação: é esclarecido e honesto. Ama o seu país e acha que ele merece todos os sacrifícios".No romance Esau e Jacó, Machado trata da descrença de Custódio que, com a chegada da República, estando num impasse quanto a tabuleta de identificação de sua loja comercial, se mantinha ou não o nome de Confeitaria do Império. Vai que daqui a dois meses, se houve uma reviravolta, diz o personagem, porque o povo  não levava a sério o que estava acontecendo. Em novembro de 1921, trinta e dois anos depois da deportação do monarca, Lima Barreto ressaltou que a República estava soterrada no lamaçal que preparou. Depois de passear pelos arredores da cidade, diante do estarrecedor quadro social da capital federal à época, sorumbático, escreveu: São será, pensei de mim para mim, que a República é o regime da fachada, da ostentação, do falso brilho e do luxo parvenu (novo-rico), tendo como repoussoir (contrataste, contraposição) a miséria geral. Se o cronista carioca qualificou a República que presenciou nascer como desprezível, grande seria sua angústia vendo os destroços dos tempos que se sucederam até o momento atual, mesmo com a suposta quebra das oligarquias em 1930. Se os poderosos perderam a ostentação dos títulos de nobreza, ganharam outra rotulação, mas continuaram manipulando golpes, fabricam e escancaram falcatruas cada vez mais estrondosas, e rapam o cofre público... Essa é a República que nasceu contaminada, submissa aos mandatários donos das terras e de almas humanas, submissa a estrangeiros, e que continua a espalhar migalhas.
  • PRINCESA CONSORTE DO GRÃO PARÁ  ELISABETH DOBRZENSKY DE DOBRZENICZ DE ORLEANS E BRAGANÇA (1875-1951)  NORA DA PRINCESA ISABEL  CARTÃO COMEMORATIVO DA UNIÃO ENTRE A PRINCESA BRASILEIRA D. MARIA FRANCISCA DE ORLEANS E BRAGANÇA E O DUQUE DE BRAGANÇA DOM DUARTE, PRINCIPE DA BEIRA, HERDEIRO PRSUNTIVO DO  TRONO PORTUGUÊS. DARATADO DE 15/10/1942 E ENDEREÇADO A DONA MARIA IZABEL MONTEIRO DE BARROS PORTELLA DE MELLO FRANCOM PROPRIETARIA DA FAZENDA DE SANTA THEREZA, NASCIDA EM1897 EM PARIS, FRANÇA, E FALECIDA EM 1976.. CASOU-SE EM 20.04.1925 NO RIO DE JANEIRO, RJ, COM JOÃO MELLO FRANCO, N. 23.06.1891 EM OURO PRETO, MG, E + 21.04.1981 NO RIO DE JANEIRO. ADVOGADO. FILHO DE VIRGILIO MARTINS DE MELLO FRANCO E DE ANNA LEOPOLDINA PINTO DA FONSECA. EXCERTOS DO TEXTO: RIO, 21/1/43 PESAROSA POR SABER QUE AINDA NÃO LHE CVHEGOU AS MÃOS OS AGRADECIMENTOS DE MINHA FILHA FRANCISCA, NOSSA PREZADA ISABEL, REITERAMOS HOJE MUITO CALOROSAMENTE! SUA MUITO AFEIÇOADA ELISABETH. 17 X 11 CM. ASSISTA A UM VIDEO COM IMAGENS DA PRINCESA EKLIZABETH EM: https://www.facebook.com/reel/1230985229147974NOTA: Em 30 de outubro de 1908 Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, noivo e namorado de Elisabeth havia oito anos, foi obrigado por sua mãe, a princesa Isabel do Brasil, a assinar um documento em que renunciava a seus direitos dinásticos e aos de seus descendentes devido ao seu plano de casar-se com Dobrzensky. A mãe do príncipe acreditava que seu filho mais velho, considerado herdeiro do trono por republicanos, deveria seguir a antiga tradição da época: matrimônio somente com dinastas de casas monárquicas (ou seja, membros de famílias reais, mesmo de reinos já extintos), jamais apenas com um membro da nobreza, descartando totalmente o casamento com um plebeu. Além disso, Isabel nem sequer via com bons olhos as origens da família de Elisabeth, uma vez que seu avô paterno, Jan Josef II, foi quem primeiro recebera o título nobiliárquico de conde de Dobrzenicz (seus antecedentes haviam sido até então barões). O próprio título de sua nora era tido meramente como de cortesia, haja vista que apenas varões herdavam o condado. Todavia, para que seus netos não perdessem o status de príncipes, Gastão de Orléans, pai de Pedro de Alcântara, buscou reaver a estes os direitos de sucessão ao trono francês (vigente entre os membros do ramo orleanista). Assim, um de seus parentes, chefe da Casa de Orleães, concordou em uma carta que seus descendentes utilizassem o título de príncipe de Orléans e Bragança. A titularidade de tal principado é contestada, e essa contestação vigora entre os descendentes de Elisabeth e do príncipe Pedro de Alcântara, que formam o denominado ramo de Petrópolis. Depois de todo esse episódio, Elisabeth e Pedro de Alcântara desposaram-se no dia 14 de novembro de 1908, em Yvelines, na França. Elisabeth Dobrzensky faleceu aos setenta e cinco anos, na Quinta dos Anjinhos, em Sintra, Portugal. Ela já estava viúva de seu marido havia onze anos. Seus restos mortais encontram-se no Mausoléu Imperial, em Petrópolis, Rio de Janeiro. MARIA FRANCISCA AMÉLIA LUÍSA VITÓRIA TERESA ISABEL MIGUELA GABRIELA RAFAELA GONZAGA DE ORLÉANS E BRAGANÇA (Eu, 8 de setembro de 1914  São João, Lisboa, 15 de janeiro de 1968), foi uma Princesa de Orléans e Bragança e descendente da família imperial brasileira, casada com o pretedente ao trono de Portugal Duarte Nuno, Duque de Bragança.  Passou seus primeiros anos na França, alternando estadias entre o Castelo d'Eu e Paris, onde estudou no Colégio de Notre Dame de Sion. Durante as férias a família visitava parentes na Alemanha, Áustria, Boêmia, Bélgica, Itália e Polônia. Na juventude manifestou-se um problema de saúde que enfraqueceu suas pernas, cuja natureza é incerta. Buscando remédio, a família a encaminhou para temporadas de banhos de mar. Em 1920 o governo brasileiro revogou o banimento da família imperial que havia sido decretado em 1889. Considerando a possibilidade de se radicarem no Brasil, seus pais fizeram uma breve visita ao país, seguida de outra mais longa em 1925, quando tomaram posse do Palácio do Grão-Pará em Petrópolis, e iniciaram reformas para torná-lo habitável. A mudança definitiva ocorreu em 1935.  Maria Francisca continuou seus estudos no Colégio de Notre Dame de Sion de Petrópolis e na Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha Brasileira no Rio de Janeiro. Em 1936 participou de uma viagem com familiares pelo interior do Brasil a fim de conhecer a vida dos indígenas. Casamento: No fim da década de 1930 os monarquistas portugueses se preocupavam que o pretendente ao trono D. Duarte Nuno de Bragança, neto de D. Miguel I, ainda não havia casado. Várias princesas europeias foram cogitadas, mas nenhuma decisão foi tomada, até que surgiu a ideia de uni-lo com uma representante da Casa Imperial Brasileira. A primeira possibilidade a ser aventada foi D. Pia Maria, filha de D. Luís de Orléans e Bragança. João de Azevedo Coutinho, auxiliar de D. Duarte Nuno, providenciou em 1939 que se iniciassem os contatos, mas o projeto acabou sendo adiado. A perspectiva do casamento tornou-se então objeto do interesse do governo português. Ainda em 1939 Oliveira Salazar foi consultado e opinou que preferia que D. Duarte casasse com uma filha de D. Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, e recomendou que D. Duarte, por motivos políticos, não viajasse ao Brasil. O plano então entrou em recesso, mas em 1941 Salazar autorizou o reinício das negociações com a família brasileira através de Azevedo Coutinho. Os contatos progrediram, e em 1942 foi programada a viagem de D. Duarte para o Brasil, que apesar da resistência de Salazar foi autorizada, desde que a questão fosse tratada com toda a discrição. Salazar colaborou na organização da viagem determinando que o embaixador português na Espanha, Pedro Teotónio Pereira, acompanhasse D. Duarte e conseguisse que a embaixada dos Estados Unidos pagasse as passagens num avião da Panair. Finalmente a comitiva partiu de Lisboa no dia 29 de maio, e depois de duas escalas, chegou ao Rio de Janeiro no dia 1º de junho.No Brasil os rumores sobre o casamento receberam ampla divulgação na imprensa, sendo assinalado que ele representaria a reunião de dois ramos da mesma família, separados há mais de um século, após uma cisão separatista entre absolutistas e liberais e uma sangrenta guerra civil, mas a esta altura ainda não havia nenhuma definição quanto à identidade da futura noiva. Preocupado com as repercussões políticas do evento, Salazar enfatizou ao embaixador no Brasil, Martinho Nobre de Melo, que evitasse a todo custo que a participação do governo português aparecesse como feita em caráter oficial, instruindo-o a divulgar a versão de que era apenas uma visita de D. Duarte aos seus parentes brasileiros, e recomendou que tivesse a maior prudência nos contatos com ele e o impedisse de participar de qualquer ato oficial da embaixada.A decisão de escolher D. Maria Francisca entre suas irmãs e primas só foi tomada no Brasil, após D. Duarte conhecê-las pessoalmente. Em 4 de julho D. Duarte pediu sua mão em Petrópolis. Em seguida a noiva viajou a Nova Iorque em companhia da futura cunhada D. Filipa, a fim de visitar parentes exilados, e segundo as memórias do barão de Saavedra, o real motivo foi para que D. Maria Francisca tivesse tempo de se habituar à ideia de sua futura condição, uma vez que ela não esperava ser eleita. Entretanto, o Brasil entrava na II Guerra Mundial. Diante de um novo panorama político, a presença de D. Duarte no Brasil passou a ser vista como indesejável pelo governo português. João do Amaral sugeriu a Salazar que o regresso de D. Duarte fosse apressado e que o casamento fosse adiado, mas Salazar encareceu a necessidade de que tudo fosse resolvido com a máxima rapidez. O noivado foi então divulgado publicamente em 10 de setembro, sendo noticiado em jornais do Brasil e Portugal.  A escolha dos padrinhos também foi submetida ao escrutínio do governo português. Foi sugerido que o padrinho do noivo fosse o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, mas a ideia foi vetada sumariamente por Salazar, que ordenou que fossem escolhidos para o noivo e para a noiva, pelo "alto significado político", os condes de Paris e de Barcelona, pretendentes, respectivamente, aos tronos da França e da Espanha, que aceitaram o convite mas devido à situação de guerra internacional não viajaram ao Brasil, delegando a função a representantes.O casamento civil foi realizado na embaixada de Portugal no Rio de Janeiro em 13 de outubro de 1942, sendo presidido pelo embaixador e oficiado pelo cônsul geral, e acompanhado por altas figuras da sociedade brasileira e da colônia portuguesa. O casamento religioso ocorreu em 15 de outubro, na Catedral de Petrópolis, com suntuosas decorações e grande solenidade, seguido de um banquete. Muitos curiosos afluíram para Petrópolis na esperança de ver os noivos, lotando os hotéis, e um serviço especial de trens foi organizado para atender à grande demanda. O presidente do Brasil, Getúlio Vargas, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Osvaldo Aranha, e os embaixadores de Portugal e da Inglaterra foram representados na cerimônia pelas respectivas esposas. Estiveram presentes ainda o ministro da Aeronáutica Salgado Filho, o almirante Castro e Silva, o brigadeiro Armando Trompowski, embaixadores ou ministros do Canadá, Portugal, Dinamarca, Estados Unidos, França, Peru, Polônia e Suécia, os prefeitos de Petrópolis e do Rio, representantes da realeza e membros da nobreza europeia, membros do corpo diplomático nacional e outras autoridades, o núncio apostólico e membros do alto clero, assim como uma extensa lista de personalidades da sociedade brasileira. O papa Pio XII transmitiu sua benção apostólica por telegrama. A Gazeta de Notícias do Rio disse que o casamento foi o assunto social do mês no Brasil, e a imprensa portuguesa repercutiu o evento em ampla escala. Missas em ação de graças foram celebradas em muitas paróquias portuguesas. No dia 20 Getúlio Vargas reconheceu oficialmente a validade do casamento em território brasileiro
  • DOM ANTONIO  DE ORLEANS E BRAGANÇA - FILHO DA PRINCESA ISABEL E CONDE D'EU - MEMENTO FUNEBRE DO PRINCIPE APRESENTADO COM UNIFORME DE CAPITÃO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DO ROYAL CANADIAN DRAGONES. CONDECORARADO A 13 DE JUNHO DE 1917 COM A MILITARY CROSS E COM A CROIX DE GUERRE. POR ORDEM DO DIA DO EXERCITO FRANCES.DE 14 DE FEVEREIRO DE 1919. FALECIDO DEPOIS DE RECEBER OS SACRAMENTOS NO HOSPITAL MILITAR DE EDMONTON , LONDRES EM CONSEEQUENCIA DFE UM ACIDENTE DE AEROPLANO NO DESEMPENHO DE UMA MISSÃO DE  CORRESPONDENCIA MILITAR ENTRE A FRANÇA E A INGLATERRA A 29 DE NOVEMBRO DE 1918COM 37 ANOS DE IDADE. FRANÇA, 1919. 12 X 7,5 CM NOTA: Antônio do Brasil (Paris, 9 de agosto de 1881  Edmonton, 29 de novembro de 1918), cognominado "o Príncipe Soldado", foi um príncipe, piloto e militar brasileiro, filho mais novo da Princesa Isabel e do príncipe Gastão, Conde dEu, que serviu como piloto de avião durante a Primeira Guerra Mundial.Nascido em Paris, em 1881, com a presença de todo o corpo diplomático brasileiro, D. Antônio era o último neto de D. Pedro II. O príncipe era chamava afetuosamente de "Totó" ou Totone por sua família.Exilado do Brasil aos oito anos de idade, nunca mais reviu seu país. Foi educado entre Paris e Viena, vindo a servir como tenente dos hussardos do exército austro-húngaro, atividade que exerceu de 1908 a 1914. Junto a seu irmão, o príncipe Luís, viajaram pelos Estados Unidos, Rússia, Índia, Ceilão, Terra Santa, entre outros lugares.Com o início da Primeiro Guerra, o príncipe se recusa a lutar contra a França, que considera seu segundo país. Contudo, uma lei excluía qualquer príncipe de casa anteriormente reinante no país de se alistar no exército francês. Com a permissão do primo, o rei Jorge V do Reino Unido, se alistou como membro da Canadian Cavalry Brigade e, depois, se tornou capitão dos Royal Canadian Dragoons, lutando pelos Aliados sob o comando do Gen. Frank Seely.Faleceu em acidente de avião após o armistício, em 29 de novembro de 1918, em Edmonton, subúrbio de Londres, recebendo postumamente a Legião de Honra. Sarcástico, irônico, e apesar de um temperamento sedutor, o príncipe nunca se casou e não teve descendentes. Antônio nasceu às 7h da manhã do dia 9 de agosto de 1881 na residência de seus pais, localizada na "Rue de la Faisanderie", em Paris, França, durante uma viagem que seus pais, a Princesa Isabel e o príncipe Gastão, Conde d'Eu, fizeram em 1881, para tratar da saúde de seu filho mais velho, o Príncipe do Grão-Pará. A seu nascimento compareceu todo o corpo diplomático brasileiro na França. Sua mãe era a filha mais velha e herdeira do imperador Pedro II do Brasil, enquanto seu pai era neto do último rei dos franceses, Luís Filipe I.Foi batizado no dia 27 de agosto no oratório particular da residência de seus pais em Paris, pelo Monsenhor André Sisson. O príncipe recebeu o nome de Antonio Gastão Philippe Francisco de Assis Maria Miguel Raphael Gabriel Gonzaga. Foram seus padrinhos o príncipe Antônio, Duque de Montpensier e Francisca, Princesa de Joinville.O príncipe e seus pais voltaram rapidamente ao Brasil e Antônio passou os primeiros anos de sua vida na região de Petrópolis, com seu avô, o imperador D. Pedro II, e o restante da família imperial. Ainda na infância o príncipe, junto a seus irmãos, os príncipes Pedro e Luís, publicavam um jornal abolicionista no Palácio de Petrópolis, no auge da campanha abolicionista. Na companhia de seus dois irmãos mais velhos, os príncipes Pedro e Luís, D. Antônio recebe uma educação cuidadosa, ministrada por uma multidão de preceptores escolhidos pelo imperador e supervisionados pelo Barão Ramiz Galvão.8 Sua educação incluía escrita, leitura, história, geografia, ciências naturais, desenho, aritmética, álgebra e linguística, em português, francês, e alemão..Depois que seu avô foi deposto por um golpe militar em 15 de novembro de 1889, o príncipe, então com 8 anos, teve que deixar o seu país e seguir a sua família no exílio, primeiro em Portugal e Espanha, depois na Normandia.É nesta região, e mais particularmente no Castelo d'Eu, comprado pelo pai ao Conde de Paris, que o príncipe passa a maior parte da vida. Ele continuou seus estudos em Paris e na Academia Militar Teresiana em Wiener Neustadt, Áustria. Seu pai, o Conde d'Eu, preferia vê-lo alistado no exército francês, mas ele foi impedido de ingressar por uma lei que excluía os membros das casas antes governantes no país de servir nas forças armadas nacionais. Depois de se formar, ele serviu como tenente nos hussardos do exército austro-húngaro entre 1908 e 1914, como seus dois irmãos, serviu ao imperador Francisco José I em várias ocasiões. Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o príncipe deixou o exército austro-húngaro porque se recusou a lutar contra a França, que considerava seu segundo país. Como seu irmão Luís, o príncipe Antônio solicitou permissão ao rei Jorge V do Reino Unido para ingressar em seu exército, o que foi autorizado a fazê-lo.Ele foi comissionado como tenente no Royal Canadian Dragons, onde serviu anexado ao Royal Flying Corps como oficial de inteligência. Ele foi promovido a capitão em 1916, e foi premiado com a Cruz Militar em 1917.Ele foi ajudante de campo do comandante da Brigada de Cavalaria Canadense, o Brigadeiro-General John Seely, de fevereiro de 1917 até maio de 1918 e depois foi destacado para o serviço no Escritório de Guerra em julho. O príncipe conseguiu passar a Primeira Guerra Mundial sem se ferir, mas três dias depois de ser assinado o Armistício, ele sofre um acidente após seu avião se chocar com fios elétricos em Edmonton. O príncipe é socorrido mas acaba não resistindo aos ferimentos e morre alguns dias depois no Hospital Militar de Edmonton.
  • PRINCESA ISABEL -  FOTOGRAFIA DE DOM PEDO HENRIIQUE DE ORLEANS E BRAGANÇA. COM DEDICATORIA DA PRINCESA ISABEL: MEU NETO PEDRO HENRIQUE  COM UM ANO DE IDADE. ASSINA A PRINCESA.  FRNAÇA, 1910, 14 X 9 CM. NOTA: Pedro Henrique Afonso Filipe Maria Gastão (Boulogne-sur-Seine, 13 de setembro de 1909  Vassouras, 5 de julho de 1981) foi um membro da família imperial brasileira e pretendente ao abolido trono do Brasil entre 1921 e 1981. Primogênito do príncipe Luís do Brasil e da princesa Maria Pia das Duas Sicílias, foi reconhecido por setores do movimento monarquista como sucessor de sua avó, a princesa Isabel, na chefia da Casa Imperial do Brasil em novembro de 1921, contando também com o apoio de seu tio Pedro de Alcântara.Nascido durante o exílio familiar na França, passou a infância entre o Castelo d'Eu e o palácio em Boulogne-sur-Seine. Sua formação inicial ficou a cargo da avó, a princesa Isabel, e de preceptores escolhidos para orientá-lo segundo a tradição dinástica, na perspectiva de um eventual retorno à chefia de Estado no Brasil.Tendo sido recusado seu pedido de ingresso nas Forças Armadas Brasileiras, permaneceu na França, onde concluiu estudos em Ciências Políticas e Sociais na Universidade de Sorbonne. Em agosto de 1937, durante o governo de Getúlio Vargas, casou-se com a princesa Maria Isabel da Baviera, neta do rei Luís III da Baviera, com quem teve doze filhos: Luiz, Eudes, Bertrand, Isabel Maria, Pedro de Alcântara, Fernando, Antônio, Eleonora, Francisco, Alberto, Maria Tereza e Maria Gabriela.Somente após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, Pedro Henrique mudou-se para o Brasil com a esposa e os filhos. Estabeleceram-se inicialmente em Petrópolis e, posteriormente, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, a família adquiriu a Fazenda São José, no norte do Paraná, para onde se transferiu. Segundo relato de autores, no fim da década de 1950, durante o governo de Juscelino Kubitschek, teria sido procurado por militares de alta patente que buscavam seu apoio para um projeto de restauração monárquica por meio de um golpe de Estado, proposta que ele teria recusado, afirmando que não recorreria a métodos republicanos para alcançar o poder. Pedro Henrique nasceu em 13 de setembro de 1909 no Palácio de Boulogne-sur-Seine, na França, onde sua família estava exilada desde a Proclamação da República, que aboliu a monarquia no Brasil em 1889. Era o primeiro filho do príncipe Luís de Orléans e Bragança e de sua esposa, a princesa Maria Pia das Duas Sicílias, que eram primos um do outro varias vezes. Seu pai era o segundo filho da princesa Isabel do Brasil e do príncipe Gastão de Orléans, Conde d'Eu, e a sua mãe a terceira filha do príncipe Afonso, Conde de Caserta e da princesa Maria Antonieta das Duas Sicílias. Pedro Henrique era ainda bisneto de dois monarcas: o imperador Pedro II do Brasil e o rei Fernando II das Duas Sicílias. Consolidada a sua educação, seria o momento para encontrar uma pretendente. Após ser apresentado a princesa Maria Isabel da Baviera, por seu tio Fernando, que era casado com uma das tias de Maria Isabel, os jovens logo ficaram noivos. O casamento civil teve lugar em 17 de agosto, no Palácio Leutstetten, e o religioso em 19 de agosto de 1937, na Capela do Palácio de Nymphenbourg, em Munique. A noiva era a filha mais velha do príncipe Francisco da Baviera e da princesa Isabel de Cro, e neta de Luís III, último rei da Baviera. No casamento estiveram presentes vários representantes de casas reais europeias, entre eles: o rei Afonso XIII de Espanha, a Grã-Duquesa Carlota de Luxemburgo, o Czar Fernando I da Bulgária e a rainha Amélia de Portugal.13O casamento repercutira intensamente nos meios monárquicos de vários países europeus, sendo igualmente comemorado pelos monarquistas brasileiros. Em Recife, capital do Estado de Pernambuco, os monarquistas gozavam de grande influência cultural e social, e resolveram comemorar o casamento sugerindo que fosse dado o nome Dom Pedro Henrique a uma rua. O pedido foi recebido favoravelmente pelas autoridades municipais, de modo que, usando das atribuições que lhe são conferidas por lei, o Sr. Prefeito desta Cidade resolveu, pelo Decreto nº 400, de 4 de novembro de 1937, denominar a rua recentemente aberta, transversal do lado esquerdo à Av. Visconde de Suassuna, no flanco da casa 747, de RUA DOM PEDRO HENRIQUE. Ainda hoje, a rua permanece com esse nome.O casal passara a viver na França, numa comuna francesa vizinha de Cannes, chamada Mandelieu, onde Pedro Henrique nascera e fora criado. Maria Isabel da Baviera, passou a adaptar-se à Pátria da qual agora fazia parte  Aprendeu o português, estudou a história do Brasil e procurou familiarizar-se com os costumes e tradições do povo brasileiro. O casal vivera na Europa até o término da Segunda Guerra, impedidos de se realocarem para o Brasil em virtude dos desdobramentos do conflito em 1945. O casal teve doze filhosDois dias após nascer, foi batizado na Capela do Palácio de Boulogne-sur-Seine, com água levada do Brasil, do Chafariz do Largo da Carioca, após ter sido registrado no Consulado Brasileiro.8 Os padrinhos foram a avó paterna e o avô materno. Como seu tio, Pedro de Alcântara, havia renunciado aos seus supostos direitos ao trono do Brasil em 1908, seu pai, Luís, tornou-se pretendente ao título de Príncipe Imperial do Brasil e, como seu primogênito, o jovem Pedro Henrique tornou-se pretendente ao título de Príncipe do Grão-Pará logo que nasceu.Sofreu grandes perdas familiares ainda jovem: Perdera o pai, Luís, em 1920, a avó, Isabel, em 1921 e o avô, Gastão, em 1922. Em vista o falecimento do pai, herdou a pretensão ao título de Príncipe Imperial do Brasil. Pedro Henrique realizou uma viagem para o Brasil, junto da mãe e do avô, no ano de 1922, de modo a comparecer às comemorações do centenário da independência, à luz da revogação da Lei do Banimento.10 Esse foi, então, o primeiro contato do jovem herdeiro com o Brasil e os brasileiros, tendo sido apresentado ao Brasil pela mãe, dado o falecimento do avô Gastão a bordo do navio Massilia. Em terras brasileiras, Pedro e Maria foram recebidos por uma multidão no hotel no qual se instalaram, o Hotel Glória; o povo tanto prestava homenagens pelo falecimento do Conde d'Eu, quanto aclamava aquele que futuramente poderia ocupar o vago trono brasileiro.Sua educação e formação passaram a depender, a partir daquele momento, exclusivamente da mãe, Maria Pia. Segundo os relatos constatados nos documentos de memórias da irmã, Pia Maria, a mãe desejava que os três filhos fossem educados em casa. Para realizar esta formação, Dona Maria Pia procurou, dentre tutores e mestres, um preceptor que fosse capaz de fornecer a educação que o Chefe da Casa Imperial necessitava na sua transição da infância para a adolescência.Pedro Henrique, assim como o pai e os parentes da Casa de Orléans, tentou a carreira militar, enviando um pedido às Forças Armadas Brasileiras aos 16 anos, em 1925. A República Brasileira indeferira seu pedido, negando-lhe a participação nas Forças Armadas nacionais, por temer a popularização da monarquia entre as tropas diante da presença dele.Tendo seu pedido negado, voltou a residir na Europa após breve estadia no Brasil, visando complementar sua formação com o curso superior. Ingressou na renomada e prestigiada Universidade de Sorbonne, em Paris. Por lá, cursou Ciências Políticas e Sociais, curso no qual se formara em meados da década de 1930. Consolidada a sua educação, seria o momento para encontrar uma pretendente. Após ser apresentado a princesa Maria Isabel da Baviera, por seu tio Fernando, que era casado com uma das tias de Maria Isabel, os jovens logo ficaram noivos. O casamento civil teve lugar em 17 de agosto, no Palácio Leutstetten, e o religioso em 19 de agosto de 1937, na Capela do Palácio de Nymphenbourg, em Munique. A noiva era a filha mais velha do príncipe Francisco da Baviera e da princesa Isabel de Cro, e neta de Luís III, último rei da Baviera. No casamento estiveram presentes vários representantes de casas reais europeias, entre eles: o rei Afonso XIII de Espanha, a Grã-Duquesa Carlota de Luxemburgo, o Czar Fernando I da Bulgária e a rainha Amélia de Portugal.O casamento repercutira intensamente nos meios monárquicos de vários países europeus, sendo igualmente comemorado pelos monarquistas brasileiros. Em Recife, capital do Estado de Pernambuco, os monarquistas gozavam de grande influência cultural e social, e resolveram comemorar o casamento sugerindo que fosse dado o nome Dom Pedro Henrique a uma rua. O pedido foi recebido favoravelmente pelas autoridades municipais, de modo que, usando das atribuições que lhe são conferidas por lei, o Sr. Prefeito desta Cidade resolveu, pelo Decreto nº 400, de 4 de novembro de 1937, denominar a rua recentemente aberta, transversal do lado esquerdo à Av. Visconde de Suassuna, no flanco da casa 747, de RUA DOM PEDRO HENRIQUE. Ainda hoje, a rua permanece com esse nome.O casal passara a viver na França, numa comuna francesa vizinha de Cannes, chamada Mandelieu, onde Pedro Henrique nascera e fora criado. Maria Isabel da Baviera, passou a adaptar-se à Pátria da qual agora fazia parte  Aprendeu o português, estudou a história do Brasil e procurou familiarizar-se com os costumes e tradições do povo brasileiro. O casal vivera na Europa até o término da Segunda Guerra, impedidos de se realocarem para o Brasil em virtude dos desdobramentos do conflito em 1945. O casal teve doze filhos, Pedro Henrique regressara ao Brasil junto da família em 1945, alojando-se inicialmente no Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, Rio de Janeiro, até que em 1951 fixou-se no interior do Paraná, onde adquiriu uma fazenda em Jacarezinho, a Fazenda Santa Maria, onde dedicou-se à criação dos filhos.20Em 1965, retornou ao estado do Rio de Janeiro, junto de parte da família, e passara a viver em Vassouras. Durante sua estadia em Vassouras, dedicou-se a outras atividades como a leitura e a pintura de aquarelas. Pedro Henrique residiu no chamado Sítio Santa Maria, até o final de sua vida. Em fevereiro de 1956, durante a Revolta de Jacareacanga, rebelião de militares da Aeronáutica contrários à posse de Juscelino Kubitschek, um grupo de militares de alto escalão, foram até a Fazenda São José em Jacarezinho, residência de Pedro Henrique, para oferecer a restauração da monarquia, por meio de um golpe de estado. Sem hesitar, Pedro Henrique respondeu: "Não utilizarei de artimanhas republicanas para retornar ao poder. A Monarquia só volta pela vontade popular, pois, só assim, será legítima.
  • CONDE D'EU - CARTÃO DE AGRADECIMENTO POR  VISITA DE CONDOLENCIA A FAMILIA IMPERIAL APOS A MORTE DA PRINCESA ISABEL. ESCRITO A MAO E ASSINAOD PELO CONDE D1EU. DE CRAÇÃO AGRADEÇO A EXPRESSÃOE DE SUA SYMPATHIA EM NOSSA GRANDE MAGOA. GASTON DE ORLEANS, CONDE D'EU. CASTELO D'EU, NOVEMBRO DE 1921. 13 X 10 CM

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