Peças para o próximo leilão

7 Itens encontrados

  • BARONESA DE NIOAC (SEGUNDA) - CECÍLIA HELENA MONTEIRO DE BARROS, FILHA DE MARIA EUGÊNIA MONTEIRO DE BARROS, CONDESSA DE MONTEIRO DE BARROS, E NETA DE LUCAS ANTÔNIO MONTEIRO DE CASTRO, SEGUNDO BARÃO DE CONGONHAS DO CAMPO. NORA DO CONDE DE NIOAC E ESPOSA DE ALFREDO DE NIOAC (ALFREDO DA ROCHA FARIA)  SEGUNDO BARÃO DE NIOAC. DEC. 1880. 17 X 12 CM
  • ALFREDO DE NIOAC (ALFREDO DA ROCHA FARIA)  SEGUNDO BARÃO DE NIOAC  1859  1942 - FOTOGRAFIA TIRADA EM ARGEL (ARGÉLIA) NA DECADA DE 1876 QUANDO ACOMPANHOU SEU PAI, O CONDE DE NIOAC, CAMARISTA DO IMPERADOR DOM PEDRO II EM SUAS VIAGENS AO NORTE DA ÁFRICA E EGITO.  EXECUTADA POR  POTER PHOTOGRAPHIE ARTISTIQUE.  15 X 11 CMNOTA: Dom Pedro II visitou a Argélia durante as suas viagens ao Norte da África e Oriente Médio, especificamente no contexto de sua segunda grande expedição (1876). Nessa ocasião, o Imperador do Brasil teve um encontro notável com Abdul Cader Aljazairi (ou Abd el-Kader), um líder sufi e herói da resistência argelina contra a colonização francesa, que vivia exilado na região.
  • ALFREDO DE NIOAC (ALFREDO DA ROCHA FARIA)  SEGUNDO BARÃO DE NIOAC  1859  1942 - FOTOGRAFIA TIRADA EM LONDRES EM JULHO DE 1892.  EM 1903. EXECUTADA POR WILLIAM WHITELEY. COM DEDICATÓRIA AO PREZADO PRIMO JOÃO PORTELLA. ASSINADA E DATADA DE JULHO DE 1892,  17 X 11 CMNOTA: JOÃO PORTELLA POR SEU CASAMENTO COM  DONA MARIA MARCOLINA DA SILVA PRADO MONTEIRO DE BARROS FOI SUCESSOR DE ANTONIO AUGUSTO MONTEIRO DE BARROS NO COMANDO DA FAZENDA SANTA THEREZA.
  • MARIA EUGENIA MONTEIRO DE BARROS NIOAC (GINOCA) 1867-1944   NORA DO CONDE DE NIOAC, CASADA COM ALBERTO ROCHA FARIA NIOAC (FILHO DO CONDE DE NIOAC E IRMÃO DO SEGUNDO BARÃO DE NIOAC). FILHA DA CONDESSA MONTEIRO DE BARROS. IRMÃ DA SEGUNDA BARONESA DE NIOAC, CECILIA HELENA MONTEIRO DE BARROS DE NIOAC  (TAMBEM SUA CUNHADA). RETRATO EXECUTADO POR THOMAS HEINRICH VOIGT  FOTOGRAFO E PINTOR IMPERIAL. 7 X 11 CM
  • ALFREDO DE NIOAC (ALFREDO DA ROCHA FARIA)  SEGUNDO BARÃO DE NIOAC  1859  1942 - FOTOGRAFIA TIRADA EM HAMBURGO EM 1903. EXECUTADA POR THOMAS HEINRICH VOIGT  FOTOGRAFO E PINTOR IMPERIAL. 15 X 11 CMNOTA: Alfredo da Rocha Faria, segundo barão de Nioaque, (Montevidéu, 4 de dezembro de 1859  Monte Carlo, 4 de janeiro de 1942) foi bacharel em Direito e nobre brasileiro. Filho de Manuel Antônio da Rocha Faria, conde de Nioaque; e de Cecília Fernandes Braga, filha de Antônio Rodrigues Fernandes Braga, sobrinha do barão de Quaraim e irmã de Ana Joaquina Fernandes Braga, esta casada com o segundo barão de Andaraí.  Em 14 de setembro de 1885, na Fazenda Três Poços, em Barra Mansa, Rio de Janeiro, casou-se com Cecília Helena Monteiro de Barros, filha de Maria Eugênia Monteiro de Barros
  • CONDE DE NIOAC - MANUEL ANTÔNIO DA ROCHA FARIA, CONDE DE NIOAC (PORTO ALEGRE, 7 DE MARÇO DE 1830  CANNES, 20 DE JUNHO DE 1894). FOTOGRAGIA DO CONDE DE NIOAC EM FRENTE A SUA RESIDÊNICA EM CANNES LOCAL EM QUE HOSPEDOU POR VÁRIAS VEZES O IMPERADOR DEPOISTO DO BRASIL DOM PEDRO II.  FRANÇA. CIRCA DE 1890. 18 X 13 CMNOTA: O CONDE DE NIOAC era camarista do IMPERADOR DOM PEDRO II e seu amigo pessoal. Como o Imperador era também um erudito. Tronou-se um dos mais destacados membros da COLOINIA BRASILEIRA em Paris que formou o séquito da família Imperial Brasileira no Exílio.  No periódico Le Figaro, podem ser encontradas, aproximadamente, 140 notícias que trazem exatamente o termo colônia brasileira no corpo do texto, entre 1882 e 1920. Os assuntos são os mais variados e concernentes a celebrações religiosas (batismos, casamentos, falecimentos, missas comemorativas etc), assuntos culturais, econômicos, políticos e a Grande Guerra. A figura do Imperador Dom Pedro II recebeu por parte da imprensa francesa um tratamento respeitoso. Desde de 1889 vivendo na França, o monarca, embora caracterizado como resignado e silencioso, não deixou de frequentar os meios sociais, científicos e intelectuais parisienses. Notícia constante nos principais jornais cotidianos de grande tiragem, D. Pedro II tinha suas aparições em público vigiadas de perto pelos admiradores, angariando respeito e simpatia nos meios que frequentava: A sua redor, uma atroz melancolia. Três anos dura o exílio, três anos durante os quais esse Habsburgo, Bourbon e Bragança, vivendo em hotéis de segunda categoria, continuou a receber no estrangeiro honrarias, como se permanecesse ainda no Trono do Brasil. Sua popularidade atinge o auge em 1890/91. À exceção do Príncipe de Galles, o futuro Eduardo VII, ninguém gozou de maior fama em Paris do que Pedro II . Dois anos de exílio, presença assídua nas sessões da Academia de Ciências, tempo dedicado aos estudos, passeios pela cidade, visitas a amigos célebres e uma Corte de exilados ao seu redor. Le Figaro publicava, no dia do falecimento do Imperador, a seguinte nota: Muito instruído, muito letrado, muito artista, em constant troca com nossos grandes escritores e sábios, membro correspondente da Academia de Ciências, membro livre do Instituto, sabendo de cor nossas belas partições e nossos grandes poetas, D. Pedro se fixou em Paris depois do golpe e ele era tratado com tanto respeito quanto quando ele estava no trono, mas essas homenagens que o adulavam, não o distraitam seus pensamentos e sua constant preocupação commo ultimo pensamento foi pelo seu povo.  O ritual em torno do falecimento de D. Pedro II começou ainda no pequeno Hotel Bedford, na cidade de Paris, onde o monarca passou seus últimos meses. O atestado de óbito lavrado por Charcot, Bouchard e Mota Maia deu início aos preparativos dos procedimentos envolvidos no sepultamento. Em Paris o ritual durou três dias, depois o corpo seguiu para Portugal. Vestiram o Imperador colocando-lhe o colar da Ordem da Rosa sob a barba (ainda mais branca e sempre ligada à figura do monarca), um crucifixo de prata abençoado pelo Papa, a Ordem do Cruzeiro do Sul, a placa da Legião de Honra e o colar de Santiago de Portugal também repousavam sobre seu corpo. Duas bandeiras nacionais cobriam as pernas. Por questões estéticas, um livro, objeto que sempre o rodeava em suas representações, foi colocado embaixo da cabeça para que o fotógrafo obtivesse um melhor angulo para a foto oficial. Juntou-se ao corpo um pacote lacrado que continha terra trazida do Brasil, como um costume tradicional oriental, o Imperador pediu em bilhete deixado que fosse enterrado com um punhado de terra de seu país. No dia seguinte um grupo de brasileiros deixou no hotel um ramo de fumo e outro de café. O rei exilado é enterrado como Imperador brasileiro, adornado com os símbolos de sua terra. O antigo abandono se converte em mais um grande ritual . O funeral demarcou um momento de claras e fortes disputas, batalhas e negociações em torno da memória foram travadas desde então. O luto atrapalhava o desejo de rompimento com o passado monárquico que a República nutria. O complicado cenário da política nacional agravava-se com a morte do Imperador e com as diversas manifestações que ocorreram por ocasião do falecimento. Por todo o país, surgiram dissenções em torno dos pronunciamentos que se fizeram quer a favor quer contra o ex-monarca. Um grande número de casas de comércio fechou suas portas e muitas associações, tanto brasileiras quanto e sobretudo estrangeiras, baixaram suas bandeiras a meio pau em sinal de luto . A legação portuguesa no Brasil enlutou-se por vinte dias, realizaram-se missas solenes por todo o país, seguidas de pronunciamentos fúnebres em que o Imperador era enaltecido, bem como o regime monárquico, movimentos e manifestações de simpatia ao Imperador foram realizados em diversas partes do país. Com a morte do Imperador a COLÔNIA BRASILEIRA jurou fidelidade a sua herdeira a Princesa Isabel passou a receber tratamento de Imperatriz de jure e Chefe da Casa Imperial Brasileira. Isabel morreria em 14 de novembro de 1921, aos 75 anos. Ela foi inicialmente enterrada na França, mas seus restos mortais foram trazidos até o Brasil, onde ela foi enterrada novamente na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, ao lado de seus pais, Pedro II e Teresa Cristina, nomeado Mausoléu Imperial.
  • "Após haver tomado conhecimento da carta que me foi remetida a 16 de novembro, às 3 horas da tarde, resolvi me inclinar diante das circunstâncias e partir amanhã para a Europa com toda a minha família" . Com essas palavras D. Pedro II redigiu sua ultima missiva em solo brasileiro. Era o fim do período Imperial. Ao meio-dia de 17 de novembro de 1889, uma embarcação sob o comando do capitão-de-fragata José Carlos Palmeira, levantou ferros e partiu em direção a Ilha Grande para encontrar o paquete Alagoas, da Companhia Brasileira de Navegação a Vapor, o mais novo e moderno navio de passageiros da marinha mercante do Brasil, que fora requisitado pelo governo republicano, para levar a realeza destronada para o exílio na Europa, acompanhada por  seu pequeno séquito. Além dos membros da família imperial, de André Rebouças, viajaram o barão e baronesa de Loreto, Franklin Américo de Meneses Dória, e a sua esposa Maria Amanda Lustosa Paranaguá; o marquês e a marquesa de Muritiba, Manuel José Vieira Tosta e sua esposa Maria José Velho de Avelar, amiga e dama da princesa Isabel; a octogenária viscondessa de Fonseca Costa, Josefina de Fonseca Costa, dama da Imperatriz por mais de 40 anos; o professor de línguas orientais dr. Cristian F. Seybold; o médico do imperador Claudio Velho de Motta Maia, conde Motta Maia, e seu filho Manoel Augusto, de 14 anos; as criadas da imperatriz Joana de Alcântara, Leonídia L. Esposel, Ludomilla de Santa Mora, Maria da Gloria e Julieta Alves; o criado do príncipe D. Pedro Augusto François N. Boucher; os criados dos filhos da princesa Isabel, Eduardo Damer, e Guilherme Wagner Camerloker; o professor dos príncipes mais novos Fritz Stoll, além de Francisco de Lemos Faria Pereira Coutinho, o conde de Aljezur, substituindo o mordomo imperial. Juntaram-se ao grupo os familiares do CONDE DE NIOAC, Manuel Antônio da Rocha Faria, camarista do Imperador, seu amigo pessoal e confidente . Este pequeno, grupo, a corte de Dom Pedro II no exílio,  formou o que em Paris na França, ficou conhecido  como A COLÔNIA BRASILEIRA. Eram os monarquistas que espontaneamente insurgiram-se contra o  golpe republicano. A maior parte dos que se auto exilaram com a Familia Imperial, jamais retornou  ao Brasil . Ainda que dos membros desse grupo, além dos integrantes da família imperial, o único decreto de banimento expedido pela República foi o Decreto n. 78, de 21 de dezembro de 1889, que baniu do territorio nacional os cidadãos Affonso Celso de Assis Figueiredo, intitulado conde de Ouro Preto, e Carlos Affonso de Assis Figueiredo, e desterrou para o continente europeu o cidadão Gaspar Silveira Martins. Manuel Antônio da Rocha Faria, Conde de Nioaque (1830-1894) foi um militar, político e banqueiro gaúcho. Casou com D. Cecilia Fernandes Braga (1839-1875), Viscondessa de Nioac, filha de Antônio Rodrigues Fernandes Braga, Magistrado e Senador pela Província do Rio Grande do Sul.F ilho do Dr. Manuel Antônio da Rocha Faria e de sua mulher D. Luísa Justiniana de Freitas. Era Pai do 2º Barão de Nioac, Alfredo da Rocha Faria de Nioac que foi casado com Dona Cecilia Monteiro de Barros, filha da CONDESSA MONTERIO DE BARROS, irmã da primeira proprietária da FAZENDA DE SANTA THEREZA DONA MARIA THEREZA MONTEIRO DE BARROS. O CONDE DE NIOAC depois de completar o curso da Escola da Marinha, foi praticar na Marinha de Guerra Francesa durante 5 anos. Tomou parte nos combates da Criméia, no vapor de guerra Napoléon, e foi ferido em Marrocos, onde recebeu por seus serviços o oficialato da Legião de Honra, com 21 anos de idade. Reformando-se no posto de 1º Tenente, dedicou-se à carreira comercial. Foi Deputado Geral do Partido Liberal pela Província do Rio Grande do Sul na 10ª legislatura de 1851 a 1860. Rico aos quarenta anos , Nioac realizou vultosos empréstimos ao governo do Uruguai , sem juros ,  para socorrer despesas de guerra daquele país . Foi feito barão com grandeza em 1870 por sua ajuda financeira a causa brasileira na Guerra do Paraguai, que enriqueceu vendendo medicamentos ao Exército Brasileiro. Grande amigo e confidente do Imperador Dom Pedro II, teve vasta correspondência pessoal com o monarca brasileiro. Era Grande do Império, Gentil-Homem da Imperial Câmara; Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa, Comendador da Legião de Honra, da França; Grã-Cruz da Real Ordem de Villa Viçosa, de Portugal; da de Francisco José, da Áustria; da Corôa da Itália, e Grande Oficial da Ordem de Leopoldo, da Bélgica. Atualmente do Museu Imperial de Petrópolis, possuí vasto acervo documental que pertenceu ao Conde de Nioac, conhecido como " Coleção Conde de Nioac" que concentra diversos documentos relacionados à atuação econômica e política de Manuel Antônio da Rocha Faria. Composta por 179 documentos, o conjunto documental reúne correspondência remetida por figuras importantes na dinâmica política e social brasileira do século XIX. O Conde de Nioac assim como seu amigo e soberano Dom Pedro II tinha um gosto exacerbado pela fotografia. O arquivo da Fazenda Santa Thereza conserva, apregoado neste leilão conserva uma grande quantidade de fotos e documentos que perteceram a família NIOAC datando principalmente do período do exílio em Paris. Exilado na FRANÇA o Imperador Dom Pedro II  em seus últimos anos de vida dividia seus dias entre a casa da Princesa Isabel e do Conde D'eu em Versalhes e a Casa do CONDE NIOAC em Paris. A DARGENT LEILÕES APRESENTA SEU  PREGÃO DE ABERTURA DA TEMPORADA 2026. COMPÕE O ROL DE LOTES UMA IMPORTE COLEÇÃO DE FOTOGRAFIAS E DOCUMENTOS DO ARQUIVO NIOAC, DOCUMENTOS E FOTOS DO SENADOR  VIRGIÍLIO DE MELLO FRANCO, PATRIARCA DA FAMÍLIA QUE FIRMOU A REPÚBLICA BRASILEIRA EM SEUS PRIMÓRDIOS. TAMBÉM ELEMENTOS DE COLECIONISMO E ARQUEOLOGIA QUE PERTENCERAM AOS MEMBROS DA FAMÍLIA MELLO FRANCO DE DIVERSAS GERAÇÕES.  (FOTO DOM PEDRO II, CONDE DE NIOAC E CONDE DE MOTTA MAIS, MEDICO IMPERIAL EM CANNES EM 1890)