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  • A MÃO AFRO-BRASILEIRA  SIGNIFICADO DA CONTRIBUIÇÃO ARTISTICA E HISTÓRICA. DE EMANOEL ARAÚJO ( ORG.) EDITORA TENENGE 1988. COMEMORAÇÃO AOS 100 ANOS DA ABOLIÇÃO. 624 PÁGINAS. 24CM X 34CM. ISBN 8585231017. ENCADERNAÇÃO COM CAPA DURA EM VERNIZ BRANCO COM LOMBAR EM TITULO E ILUSTRAÇÃO EM PRETO. SOBRECAPA ILUSTRADA. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: Um amplo e preciso panorama da participação dos afrodescendentes na arte brasileira em todos os cantos do país, desde o período colonial até hoje, organizado por um dos maiores experts no tema, Emanoel Araújo. Entre os artistas que têm seus trabalhos analisados estão Machado de Assis, Aleijadinho, Antônio Bandeira, Assis Valente, Cruz e Souza, Castro Alves, Grande Otelo, José do Patrocínio, Juliano Moreira, Mestre Valentim, Mestre Didi, Pixinguinha, Rubem Valentim, Ruth de Souza e Walter Firmo. Trecho do prefácio: O teatro brasileiro voltou à estaca zero", desabou recentemente pelos jornais um conhecido diretor carioca. No entanto, diariamente, dezenas de prestidigitadores, acrobatas, raizeiros, controladores de bola, encantadores de cobras, cantadores e dramaturgos dos seus próprios textos, transformam o centro do Rio naquilo que era chamado na Espanha do Siglo de Oro "teatro derepente". O que impede uma pessoa culta, como o aludido diretor, de ver o óbvio? Teatro é o que as pessoas cultas dizem ser teatro. Por extensão, cultura é o que os cultos dizem ser cultura, não passando tudo o mais de folclore.  Nesse amplo conjunto a que chamamos cultura popular, o núcleo pesado é forma do pelas culturas negro-brasileiras, com seus sentidos instauradores, seus campos de força, valores e instituições. Culturas negro-brasileiras e não negro-africanas, das quais descendem, é certo, mas de que se separaram nos quinhentos anos de história brasileira (um dos melhores capítulos dessa história, por sinal, é o retorno de ex escravos à África, no meio e no fim do século XIX: constituem lá, até hoje, enclaves negro-brasileiros no mundo afro). Esse núcleo pesado, ou hegemónico, se preferir, foi quase sempre tratado como folclore: fixado e diminuído.
  • FELIPE V  REI DA ESPANHA - MANUSCRITO NOMEANDO VICE REI DO PERU A DOM DIEGO MURCILLO ARCEBISPO DE LOS CHARCOS (1642-1730)  COM SELO REAL. LAVRADO EM 17 DE AGOSTO DE 1714. MUIOT IMPORTANTE DOCUMENTO. EXCERTOS DO TEXTO: DOM PHILLIPE POR LA GRACIA DE DIOS, REY DE CASTILLA, DE LEÓN, DE ARAGÓN, DE LAS DOS SICILIAS, DE JERUSALÉN, DE NAVARRA, DE GRANADA, DE TOLEDO, DE VALENCIA, DE GALICIA, DE MALLORCA, DE SEVILLA, DE CERDEÑA, DE CÓRDOBA, DE CÓRCEGA, DE MURCIA, DE JAÉN, DEL ALGARVE, DE ALGECIRAS, DE GIBRALTAR, DE LAS ISLAS CANARIAS, DE LAS INDIAS ORIENTALES Y OCCIDENTALES, DE LAS ISLAS Y TIERRAFIRME DEL CONTINENTE OCEÁNICO, ARCHIDUQUE DE AUSTRIA, DUQUE DE BORGOÑA, DE BRABANTE Y DE MILÁN, CONDE DE ABSPURG, DE FLANDES, DEL TIROL Y DE BARCELONA, SEÑOR DE VIZCAYA Y DE MOLINA, ETC. PORTANTO QUE CONVEM A MEU SERVIÇO QUE O REINO DO PERU PARA QUE SEJA DADO PROVIDENCIA PARA QUE NA FALTA DE UM VICE REY QUE SERVE AQUELE REINO QUE ENTRE IMEDIATAMENTE A SERVIR OS CASRGOS DE VICE REY, GOVERNADOR, CAPITÃO GERAL, PRESIDENTE DAQUELAS PROVINCIAS CONVIENDO A MEU SERVIÇO QUE VOS DOM DIEGO MURCILLO ARCEBISPO DE LOS CHARCOS TENHO POR BEM NOMEA-LO. .. ASSINADA O REI FELIPE V COM SELO REAL.  FILIPE V (VERSALHES, 19 DE DEZEMBRO DE 1683  MADRID, 9 DE JULHO DE 1746), APELIDADO DE O ANIMOSO E REI ANFÍBIO,1 FOI O REI DA ESPANHA EM DUAS OCASIÕES DIFERENTES, PRIMEIRO DE 1700 ATÉ SUA ABDICAÇÃO EM JANEIRO DE 1724 EM FAVOR DE SEU FILHO LUÍS I, E DEPOIS AO ASSUMIR O TRONO NOVAMENTE EM SETEMBRO DE 1724 ATÉ SUA MORTE. A SOMA DE SEUS DOIS REINADOS, 45 ANOS E 21 DIAS, É A MAIS LONGA DA HISTÓRIA DA MONARQUIA ESPANHOLA. A CHEGADA DO JOVEM E VIGOROSO FILIPE À ESPANHA TROUXE CONSIGO UM SENTIMENTO DE RENOVAÇÃO AOS ESPANHÓIS APÁTICOS AO SEU PREDECESSOR, O REI CARLOS II, DA CASA DE HABSBURGO, MALFORMADO E ENFERMO. SEGUNDO FRANCISCO ALONSO-FERNÁNDEZ, FILIPE CHEGOU PARA SUBSTITUÍ-LO COM MUITAS VIRTUDES: ERA BONITO, FALAVA DEVAGAR E ALTO, ERA CONTRA A INQUISIÇÃO, ERA DOCE, SIMPLES E TÍMIDO. NO ENTANTO A HISTORIADORA FRANCESA JANINE FAYARD AFIRMOU QUE "O ESCRITÓRIO O ENTEDIAVA, ELE NÃO SABIA COMO SE DIVERTIR E NO FINAL DA VIDA ESSE TÉDIO O LEVARIA A AFUNDAR-SE NA INÉRCIA TOTAL, PRISIONEIRO DE UMA PROFUNDA MELANCOLIA PATOLÓGICA. SOMENTE A GUERRA O TIROU BREVEMENTE DE SUA APATIA CONGÊNITA, O QUE LHE RENDEU O APELIDO DE 'O ANIMOSO'. ASSIM COMO O AVÔ, LUÍS XIV DE FRANÇA, FILIPE ERA UM AMANTE DO SEXO, O QUE MUITOS HISTORIADORES ACEITAM SER UMA 'HERANÇA' DA CASA DE BOURBON. O REI ESTAVA TÃO APAIXONADO POR SUA PRIMEIRA ESPOSA, MARIA LUÍSA DE SABOIA, E TÃO CARENTE AFETIVO E SEXUALMENTE QUE CHEGOU A TER RELAÇÕES SEXUAIS COM A ESPOSA DOENTE DE TUBERCULOSE, "ATÉ O ÚLTIMO MOMENTO, QUANDO ELA ERA A COISA MAIS PRÓXIMA DE UM CADÁVER. NASCIDO FRANCÊS, O REI ESPANHOL TROUXE CONSIGO PARA A ESPANHA DIVERSOS COSTUMES E INFLUÊNCIAS CULTURAIS DA FRANÇA, COMO A ARTE, A PINTURA, A ARQUITETURA E A MODA, CONTRIBUINDO PARA A INTEGRAÇÃO DE ESTILOS FRANCESES ÀS CORTES E TRANSFORMAÇÃO DO CENÁRIO ARTÍSTICO E SOCIAL DO PAÍS. NAS ARTES, FILIPE V FINANCIOU A VINDA DOS PINTORES FRANCESES MICHEL-ANGE HOUASSE, JEAN RANC E LOUIS-MICHEL VAN LOO À ESPANHA PARA RETRATAREM A FAMÍLIA REAL E A NOBREZA ESPANHOLA. NA ARQUITETURA, O REI MANDOU CONSTRUIR O PALÁCIO DE LA GRANJA DE SAN ILDEFONSO COM INSPIRAÇÃO FRANCESA DO PALÁCIO E JARDINS DE VERSALHES.NOTA: DIEGO MORCILLO RUBIO DE AUÑÓN, também conhecido como Diego Morcillo Rubio de Suñón de Robledo, (1642 - 1730) foi um bispo espanhol no Peru e duas vezes vice-rei da colônia, de 15 de agosto de 1716 a 5 de outubro de 1716 (ad interim) e de 26 de janeiro de 1720 a 14 de maio de 1724. Filho de Alonso Morcillo e María Manzano. Ainda jovem ingressou na Ordem da Santíssima Trindade, em Madrid, onde serviu como provincial. Estudou teologia na Universidade de Alcalá. Mais tarde o rei Carlos II o promoveu a pregador do Rei e teólogo da Junta da Imaculada Conceição; também foi nomeado qualificador no Conselho Supremo da Inquisição e teólogo consultor do núncio de Sua Santidade em Madrid. Em 21 de novembro de 1701, no pontificado do Papa Clemente XI, foi nomeado bispo de León, na Nicarágua. Ordenado bispo em 1703, tendo Dom Juan de Argüelles, OSA, bispo do Panamá, como consagrante principal. Antes de assumir, foi transferido em 14 de maio de 1708 para a sé de La Paz. Foi nomeado arcebispo de La Plata ou Charcas, em 21 de março de 1714 e, finalmente, arcebispo de Lima, nomeado pelo Papa Inocêncio XIII, em 12 de maio de 1723. Em 1716, quando era arcebispo de Charcas, o rei Filipe V o nomeou vice-rei interino do Peru. Em 15 de agosto, ele entrou em Lima e substituiu Mateo de la Mata Ponce de León, presidente da Real Audiência. Mateo de la Mata serviu como interino desde a deposição do vice-rei Diego Ladrón de Guevara, ocorrida em 2 de março de 1716. Morcillo ocupou este cargo até 5 de outubro de 1716, quando a posição foi ocupada por Carmine Nicolao Caracciolo, Príncipe de Santo Buono, o sucessor oficial de Ladrón de Guevara. Morcillo, em seguida, retornou a suas funções eclesiásticas como arcebispo de Charcas.Ao final do mandato de Caracciolo, Morcillo, mais uma vez, se tornou vice-rei, desta vez permanentemente. Ele entrou em Lima e assumiu o cargo em 26 de janeiro de 1720. Com a morte do arcebispo de Lima, Francisco Solano, ele também ocupou esse cargo. Assumiu a sé de Lima em 18 de dezembro de 1723.Entre suas realizações políticas estão o aumento das receitas reais da colônia, a expulsão dos piratas ingleses da costa e a revolta dos índios araucanos.Durante esse período, o Papa Bento XIII canonizou dois santos peruanos, Toríbio de Mongrovejo e São Francisco Solano. Morcillo doou grandes somas de dinheiro para a Ordem da Trindade, a fim de promover a construção de hospitais e escolas, e um convento da Ordem dos Carmelitas Descalços em sua cidade natal. Ele é autor de um livro chamado Clamores de la obligación. Deixou a função de vice-rei em maio de 1724, após incidentes graves no Paraguai. Ele morreu em Lima, em 1730, e foi sepultado na cripta da catedral.
  • PINTORES NEGROS DO OITOCENTOS DE JOSÉ ROBERTO TEIXEIRA LEITE. IMPRESSO PELA MWM MOTORES DIESEL LTDA. BRASIL.1988. PROJETO EDITORIAL DE MANOEL ARAÚJO E VALÉRIA DE MENDONÇA. TEXTO DE JOSÉ ROBERTO TEIXEIRA LEITE. À MEMÓRIA DE MANOEL RAIMUNDO QUERINO 1851-1923. DADOS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) INTERNACIONAL (88-1843). 246 PÁGINAS. 24CMX 30CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA E LOMBAR EM VERNIZ ROSA ESCURO COM TEXTO EM BRANCO. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: pintores negros citados: Miguel Dutra 1810-1875; Emmanuel Zamor 1840-1917; Estêvão Silva 1845?-1891; Manoel Querino 1851-1923; Horácio Hora 1853-1890; Firmino Monteiro 1855-1888; Crispim do Amaral 1858-1911; Pinto Bandeira 1863-1896; Rafael Frederico 1865-1934; Isaltino Barbosa 1867-1935; João Timóteo 1879-1932; Artur Timóteo 1882-1922. Trecho da introdução:  Versa o presente livro sobre assunto ainda não ventilado, como seja o da contribuição negra à pintura brasileira do Oitocentos. O autor teve de se restringir ao estudo de um só meio expressivo a Pintura e a um século apenas de nosso desenvolvimento artístico o XIX por estar convicto de que lhe seria impraticável debruçar-se sobre todos os artistas negros ou de ascendência negra que trabalharam no Brasil desde a época colonial até a atualidade, praticando todos os meios expressivos e todas as técnicas, tantos e tão importantes foram e continuam sendo os enriquecimentos trazidos à arte brasileira (e não somente às artes visuais) pelo colono africano e seus descendentes entre nós. Na verdade, diante de nomes como os de Antônio Francisco Lisboa, José Maurício Nunes Garcia, Machado de Assis ou Cruz e Souza é que se pode aquilatar o quanto deve a sensibilidade nacional ao generoso sangue negro, puro ou mesclado ao sangue de outras raças. E ainda que se limitasse à pintura do Oitocentos, o autor teve de reduzir seu estudo a uma dúzia de nomes apenas, optando, no amplíssimo espectro que tinha ante si, por aqueles que são, em seu entender, os mais característicos. A atuação desses pintores cobre praticamente todo o Séc. XIX e adentra o Séc. XX, tendo seus limites de um lado em Miguelzinho Dutra (nascido em 1810 e em cuja arte ecoa ainda forte a lição dos tempos coloniais), e de outro em Artur Timóteo da Costa, falecido em 1922, poucos meses, somente, após a realização em São Paulo da Semana de Arte Moderna. José Roberto Teixeira Leite nasceu no Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1930. É um jornalista, professor, curador, perito, escritor, historiador e crítico de arte brasileiro. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em1954, mas nunca exerceu a advocacia. Dirigiu sua vida profissional para o jornalismo como crítico de arte em vários jornais e revistas e para o magistério, tendo lecionado no Instituto de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Universidade Gama Filho. Em 1977 passa a residir em São Paulo e dedica-se ao ensino no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP até sua aposentadoria compulsória no ano de 2000. De então até 2017 teve a seu encargo a curadoria do acervo de arte da FIEO - Fundação Instituto de Ensino para Osasco. Nomeado pelo presidente Jânio Quadros, foi diretor do Museu Nacional de Belas Artes de 1961 a 1964. Fecundo escritor, competente pesquisador, escreveu cerca de 40 livros, na sua grande maioria sobre arte e artistas. Membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte, do Comitê Brasileiro de História da Arte e da SOCIARTE - Sociedade dos Amigos da Arte de São Paulo. Pertence ainda aos conselhos consultivos da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu de Arte Contemporânea de Campinas. É membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e presidente honorário da Asociación Argentina de Criticos de Arte. Tem assento, ainda, no Conselho de Orientação Artística do Estado de São Paulo.
  • ALEXANDRE JOÃO I - FOI O FUNDADOR DA ROMÉNIA MODERNA, PRÍNCIPE DA VALÁQUIA E DA MOLDÁVIA, O PRIMEIRO PRÍNCIPE (DOMNITOR) DA ROMÉNIA (1859 - 1866).  MANUSCRITO DO PRINCIPE COM SINETE REAL ASSINADO POR ELE .  SEC. XIX. 33 CM NOTA:  Alexandre João Cuza ou Alexandre João I (Alexandru Ioan Cuza em romeno); (Bârlad, Roménia, 20 de março de 1820  Heidelberg, Alemanha, 3 de maio de 1873) foi o fundador da Roménia moderna, Príncipe da Valáquia e da Moldávia, o primeiro príncipe (Domnitor) da Roménia (1859 - 1866).Cronologia (1856 - 1866)1859No dia 5 de janeiro, em Iai, Alexandre João Cuza foi nomeado príncipe da Moldávia. Em 24 de janeiro, em Bucareste, foi também nomeado príncipe da Munténia.Portanto os romenos, como não desejavam uma duplicação de poder relativo à existência de dois países com duas monarquias, dois governos, dois parlamentos, etc., aproveitando a ausência de precisão em relação ao facto destas duas monarquias puderem ou não ser governadas por uma mesma pessoa, de modo deliberado e calculado são dirigidas pelo mesmo príncipe, Alexandre João Cuza, que efetuaria, de facto, a união dos Principados Romenos.Este militar de profissão relativamente jovem mostrou ter um talento político, de liderança, diplomático, visionário, com uma capacidade notável de execução dum projecto secular para os romenos.Iniciou imediatamente a criação, nos principais centros do país, de instituições de cultura geral e de instituições de ensino médio. No ano a seguir, em 1860, foram criadas as primeiras instituições de ensino superior.1860Neste ano fundou-se, em Iai, a Universidade, o Conservatório de Música, e preparou-se um Projecto de lei orgânica para a instrução pública nos Principados Unidos, na qual se previa a obrigatoriedade do ensino primário nas aldeias e cidades.No orçamento do ano 1860, previa-se um incremento real do número de escolas rurais. Nestes primeiros anos realizaram-se convénios e relações diplomáticas com vários estados. Também neste ano, fundou-se em París uma agência diplomática dos Principados Unidos e acordou-se uma convenção telegráfica com a Rússia, "a primeira convenção internacional dos Principados Unidos".1861No dia 24 de dezembro, embora os dois principados unidos se encontrassem ainda sob a soberania feudal otomana, Alexandre João Cuza declarou a existência do estado da Roménia com a capital em Bucareste.1862No ano de 1862 foram estabelecidas acordos e relações telegráficas com o Império dos Habsburgos (Áustria). Teve lugar a revolução dos camponeses liderada por Mircea Mlieru.1863Alexandru Ioan Cuza formou um governo singular sob a direcção de Mihail Koglniceanu. O novo governo realizou e apresentou na Assembleia o projecto de lei relativo à secularização das propriedades dos mosteiros, com a qual foram abolidos os poderes feudais. Também, submeteu-se o povo à aprovação através de plebiscito, dum novo imposto, uma nova lei eleitoral. Foram nacionalizados os Correios e Telégrafos de capital grego.11864Foi decretada a Lei Rural, através da qual se anulava a servidão. A reforma agrária de 1864, aplicada em termos gerais em 1865, satisfez parcialmente a necessidade de terras dos camponeses, aboliu as servidões e relações feudais, dando um impulso significativo ao desenvolvimento do capitalismo. Também foi fundada naquela altura a Universidade de Bucareste, foi criada a Escola de Belas Artes, em Bucareste, presidida por Theodor Aman, e foi inaugurada a Escola de Medicina Veterinária.Não existe nenhum âmbito de actividade económica, sociopolítica, cultural, administrativa ou militar no país, onde Cuza não tenha realizado melhoras ou renovações organizativas baseadas nas necessidades da época moderna.Foi forçado a abdicar em 11 de fevereiro de 1866. Esta abdicação forçada pôde ter consequências graves, porque:1.após a demissão de Cuza os aldeões horrorizaram-se com a ideia da anulação da reforma agrária.2.No dia 3 de Abril de 1866, em Iai, o Movimento Separatista provoca a anulação da união da Moldávia com a Roménia.3.A Sublime Porta (otomana) mobiliza o exército no Danúbio para intervir na Roménia, sendo apenas reconhecida a união na altura do reinado de Cuza.Foi inicialmente sepultado na Igreja Senhorial junto ao Palácio de Ruginoasa, tal como ele tinha pedido, embora após a Segunda Guerra Mundial os seus ossos foram levados para a Igreja das Três Hierarquias, em Iai.
  • PER GUSTAF, (FILHO DE CARL ADOLF, TAB 3), NASCIDO EM 1783-06-08 EM HOVGREN. CORNETIM NO CORPO DE HUSSARDOS DO REGIMENTO VITALÍCIO 1804-07-06. TENENTE DO EXÉRCITO 1807-12-03. DEMISSÃO DO REGIMENTO SD DEMISSÃO DO MESTRE DE CAVALARIA DO SERVIÇO MILITAR 1810-05-08. CASADO EM 1811-12-26 COM A BARONESA MARGARETA CATHARINA FLEETWOOD, NASCIDA EM 1787-10-28 MÄNGSHOLM, FILHA DO CORONEL BARÃO HARALD GEORG FLEETWOOD, E DA BARONESA CHRISTINA CHARLOTTA FOCK
  • ALEIJADINHO DE GERMAIN BAZIN (CURADOR TÉCNICO DO MUSEU DO LOUVRE). EDITORA LE TEMPS PARIS 1963 PANORAMIQUE. EDIÇÃO Nº171. A SUA EXELÊNCIA O EMBAIXADOR DO BRASIL ASSIS CHATEAUBRIAND. SEGUNDO TÍTULO (ALEIJADINHO LA SCULPTURE BAROQUE AU BRÉSIL). 325 PÁGINAS. 23CM X 29CM. IMPRESSO NPELA ART GRAPHIQUES KLAUSFELDER S.A. SUÍÇA. ENCADERNAÇÃO EM LINHO CRU COM TÍTULO NA LOMBAR EM NOGUEIRA. SOBRE CAPA ILUSTRADA. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: Trecho do Prefácio : Escrever não é também morrer um pouco? Como não sentir algum arrependimento ao deixar um livro que me acompanhou durante tantos anos, ao ver concluído um estudo que, para mim, despertou tantas emoções artísticas e que foi ocasião de tantas amizades fiéis? Em meu livro Arquitetura Religiosa Barroca no Brasil, contei como em 1945 descobri o Aleijadinbo, qual foi meu entusiasmo e como esse encontro mudou o rumo da minha pesquisa, voltada desde então para as manifestações da arte barroca. Para melhor compreender o surgimento desse gênio, era importante, primeiramente, conhecer a arte brasileira de sua época, e esse foi o tema dos dois volumes da obra citada, publicados em 1956 e 1958, onde sua atuação como arquiteto e decorador me pareceu o coroamento da arte barroca luso-brasileira. Poderia então dedicar-me a esta monografia exaustiva, que era o meu objetivo inicial, onde a obra do escultor seria particularmente explorada em profundidade; mas primeiro era necessário pesquisar e descrever a situação da escultura barroca portuguesa e brasileira. Quanto à obra do próprio Aleijadinho, pareceu-me que ela tomaria todo o seu valor se eu conseguisse mostrar que esse artista veio inscrever-se como termo, e último, na gloriosa coborte dos grandes criadores de imagens cristãos. É por isso que esta obra inclui estudos sobre temas iconológicos, aos quais ele deu sua brilhante contribuição, e em particular esta montanha sagrada, da qual o santuário de Congonhas do Campo é a expressão máxima no Brasil. Junto com um inventário completo da documentação referente ao artista e sua família, encontraremos aqui pela primeira vez um catálogo raisonné de todas as suas obras como entalhista e escultor e também de todas aquelas que se enquadram em seu estilo. Germain René Michel Bazin nasceu em Suresnes, Altos do Sena, 24 de setembro de 1901. Foi um historiador de arte, curador e restaurador francês. Foi conservador de pinturas do Museu do Louvre. Viajou pelo Brasil, onde estudou a arquitetura religiosa barroca e as obras de Aleijadinho, sobre quem publicou importantes trabalhos.
  • IMAGENS RELIGIOSAS DO BRASIL DE STANISLAW HERSTAL. SÃO PAULO 1956. FORAM TIRADOS DESTA EDIÇÃO 2000 EXEMPLARES NUMERADOS DOS QUAIS 200 FORA DO COMÉRCIO, EM PAPEL ESPECIAL, ENCADERNADOS E NUMERADOS DE 1 A 200 E ASSINADAS PELO AUTOR. ESTE É O EXEMPLAR Nº 1036. A IMPRESSÃO DESTA OBRA FOI CONCLUIDA 04/07/1956 NAS OFICINAS GRAFITEC GRÁFICA TÉCNICA LTDA. SÃO PAULO. FOTOGRAFIAS DE WALTER E. O. FRIEDRICH ( FUNTIMOD) TRADUÇÃO DO TEXTO PARA O IDIOMA INGLÊS DE ELISA SCHAFFMAN E PONTES DE PAULA LIMA. EDIÇÃO DO AUTOR EM COLABORAÇÃO COM A SOCIEDADE BRASILEIRA DE EXPANSÃO COMERCIAL LTDA. CLICHÊS DA FUNTIMOD FUNDIÇÃO DE TIPOS MODERNOS S.A. CONTÉM CORRIGENDA E INDICE. 304 PÁGINAS. 25CM X 34CM. TEXTOS EM PORTUGUÊS E INGLÊS COM NOTAS DE RODAPÉ. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM MARROM CLARO COM LOMBAR ORNADA EM FLORAIS E TITULOS EM DOURADO. CONTRACAPA COM MOLDURAS EM MARROQUIM MARROM DOURADO COM FLORAIS DOURADOS E TECIDO TEXTURIZADO BEGE. E PAPEL MARMORIZADO EM MARROM ESCURO. MIOLO SUPERIOR ARREMATADO EM OURO. OBRA PROFUSAMENTE ILUSTRADA COM FOTOGRAFIAS A PRETO E BRANCO E GRAVURAS A CORES DE PÁGINA INTEIRA EM SEPARADO. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: O AUTOR: Talvez seja prematuro escrever sobre imagens brasileiras, pois que o material existente não foi até hoje devidamente explorado, as pesquisas e estudos realizados neste setor, não sendo ainda suficientes. Quando há anos me apaixonei pela beleza ingênua das imagens brasileiras, julguei que poderia chegar um dia a um conhecimento profundo do assunto, permitindo-me escrever um livro; mas logo percebi ser o campo mais rico e vasto do que a princípio me parecia, enorme a variedade, com cada peça surgindo novos problemas e dificuldades que superam as forças de uma só pessoa. A prática decorrente da observação de milhares de peças me convenceu de que é impossível, sem estudos de âmbito mais largo e sem o concurso de muitos, chegar-se a deduções firmes. Desistindo então da minha primitiva intenção, de escrever uma história da imaginária no Brasil, resolvi publicar somente o material iconográfico e algumas opiniões próprias. Estas, não baseadas em literatura alguma e sem qualquer preconceito histórico, resultam unicamente da observação artística das peças encontradas. A maioria das minhas ideias é puramente hipotética e em vários casos poderá encontrar oposição e suscitar críticas. Justamente esse é o meu objetivo: se outros colecionadores ou estudiosos, publicando os resultados das suas pesquisas, contribuírem para descobrir falhas nas minhas ideias e firmar novas conclusões, a finalidade deste esboço já estará atingida. Não pretendo, assim, mais do que dar o primeiro impulso a um estudo de grande interesse. O material iconográfico desta publicação deixa a desejar, apesar dos meus esforços para reproduzir as peças mais características, faltando tipos de várias regiões e épocas, a mim não acessíveis. Portanto, este acervo constitui antes um álbum artístico do que um conjunto científico perfeito. Embora incompleto, já pode dar ideia da variedade, da riqueza e da originalidade das imagens brasileiras. As reproduções são quase todas de imagens pequenas, as mais típicas, uma vez que as grandes, de encomenda, eram geralmente baseadas em modelos estrangeiros. As menores, executadas pelos simples santeiros, muitas vezes sem escola, sem a preocupação de satisfazer um determinado gosto, são muito mais espontâneas e ingênuas. Por isso de maior originalidade e mais características da arte brasileira. São Paulo, 1954
  • CARTA DOS PRINCIPES FERDINAND E CAROLINE DA DINAMARCA ENVIADA AO COMENDADOR MANUEL RODRIGUES GAMEIRO PESSOA (PORTUGAL, C. 1800  NÁPOLES, 22 DE JANEIRO DE 1846), 1.º BARÃO E 1.º VISCONDE COM GRANDEZA DE ITABAIANA (VISCONDE DE ITABAYANA, ENCARREGADO DE NEGOCIOS DE DONA MARIA II , RAINHA DE PORTUGAL NA DINAMARCA.  NATURAL DE PORTUGAL E BRASILEIRO PELA CONSTITUIÇÃO DO IMPÉRIO, SUBIU À CÚPOLA DA GRANDEZA POR SEU MERECIMENTO E ERA O DECANO DOS DIPLOMATAS BRASILEIROS, SENDO NOMEADO EM 1822 POR JOSÉ BONIFÁCIO COMO MINISTRO PLENIPOTENCIÁRIO NA FRANÇA. CONTRIBUIU MUITO COM A SUA PRUDÊNCIA, PERSPICÁCIA E TINO PARA FIRMAR NO TRONO DE PORTUGAL A SENHORA D. MARIA II, E, RECONHECENDO ISSO, A MESMA SENHORA CONCEDEU-LHE UMA PENSÃO ANUAL.  EXCERTOS DO TEXTO: SUAS ALTEZAS REAIS , PRINCIPE FERDINAND E PRINCESA CAROLINE RECEBERAO O SR. COMENDADOR RODRIGUES NA SEGUNDA FEIRA, DIA 5 DE NOVEMBRO , AS 2H:30 DA TARDE . SR BAUDTZ TEM A HONRA DE INFORMAR . COM CONSIDERAÇÃO E DISTINÇAO. COPNEHAGUE 4 DE NOVEMBRO DE 1857. AO SR. COMENDADOR RODRIGUES ENCARREGADO DE NEGOCIOS DE SUA MAJESTADE A RAINHA DE PORTUGAL. DATADA DE  4/11/1837. NOTA: Ferdinando da Dinamarca (Copenhague, 22 de novembro de 1792 - Copenhague, 29 de junho de 1863) foi um membro da família real dinamarquesa, neto do Rei Frederik V. Foi príncipe herdeiro da Dinamarca de 1848 até à sua morte. Se tivesse vivido mais cinco meses tinha-se tornado rei.Ferdinando era o filho mais novo do príncipe-herdeiro Frederik da Dinamarca e da duquesa Sofia Frederica de Mecklemburgo-Schwerin. Era irmão mais novo do Rei Christian VIII da Dinamarca. Os seus avós paternos eram o Rei Frederik V da Dinamarca e a duquesa Juliana Maria de Brunswick-Wolfenbüttel. Os seus avós maternos eram o duque Luís de Mecklemburgo-Schwerin e a duquesa Carlota Sofia de Saxe-Coburgo-Saalfeld.Christian VII, tio de Ferdinando, tinha sido declarado louco, por isso o seu pai foi regente do país após a queda de Johann Friedrich Struensee em 1772. Contudo, após um golpe de estado em 1784, quando o filho do rei, o príncipe-real Frederik, passou a ser regente, o pai de Ferdinando perdeu toda a influência que tinha na corte.Apesar de tudo, o príncipe-real não tinha descendentes masculinos, pelo que Ferdinando e o seu irmão Christian eram os descendentes masculinos mais próximos do trono.Quando o Palácio de Christiansborg foi destruído por um incêndio em 1794, o jovem príncipe e a sua família mudaram-se para o Palácio de Amalienborg onde Ferdinando cresceu, passando os seus verões no Palácio de Sorgenfri.O príncipe Ferdinando casou-se no Palácio de Frederiksberg no dia 1 de agosto de 1829 com a sua prima em segundo-grau, a princesa Caroline da Dinamarca, filha mais velha do príncipe Frederik que tinha retirado o pai de Ferdinando da regência em 1784. Quando Frederik VI morreu em 1839, Caroline não o pode suceder devido à lei sálica, tendo este passado para o seu parente masculino mais próximo, o irmão mais velho de Ferdinando, o príncipe Christian Frederik.O número de membros masculinos da família real dinamarquesa era tão pequeno que nas décadas que se seguiram Ferdinando continuou a ser o príncipe mais próximo do trono. Quando o seu irmão Christian morreu em 1848, um Ferdinando envelhecido tornou-se herdeiro presuntivo do trono da Dinamarca.Ferdinando morreu sem ter filhos, uma das razões pela qual o ramo principal da família real dinamarquesa se extinguiu, levando ao rebentar da Segunda Guerra de Schleswig. Esperava-se que Ferdinando fosse o primeiro a romper com a contínua linha de reis chamados Christian e Frederik desde o século XVI.O príncipe está sepultado na Catedral de Roskilde
  • RELIQUIAS DA TERRA DO OURO DE EDGARD DE CERQUEIRA FALCÃO. EDIÇÃO COMEMORATIVA DO OCTOGÉSIMO ANIVERSÁRIO NATALÍCIO DE DOM HELVÉCIO GOMES DE OLIVEIRA. 2º ARCEBISPO METROPOLITANO DE MARIANAE DO BICENTENÁRIO DA INSTITUIÇÃO DO SANTUÁRIO DO BOM JESUS DE MATOZINHOS EM CONGONHAS DO CAMPO. MCMLVII (1957). TIRAGEM ESPCIAL, SUPLEMENTAR ÀPRIMEIRA EDIÇÃO DE RELÍQUIAS DA TERRA DO OURO CARACTERIZADA PELA IMPRESSÃO DAS ESTAMPAS MONOCROMAS COM TINTA E PAPEL DIFERENTE DA COMUM. COMPOSTA POR 85 EXEMPLARES E 5 EXEMPLARES NUMERADOS COM ALGARISMO ROMANOS DE I (1) A LXXXV (85), AUTOGRAFADOS PELO AUTOR, PRECEDIDO DE DADOS BIOGRÁFICOS DO VETERANO E, POR MUITOS TÍTULOS, BENEMÉRITO ANTÍSTITE, E DO HISTÓRICO DA DEVOÇÃO AO SENHOR DE MATOZINHOS, TANTO EM PORTUGAL , QUANTO NO BRASIL,BEM COMO DA FORMAÇÃO E DOS VALORES ARTISTICOS DO SANTUÁRIO DE CONGONHAS. TODOS RIQUISSIMAMENTE ENCADERNADOS EM PERGAMINHO COM MOTIVOS ORIGINAIS NA CAPA E NO DORSO REPRODUZIDOS A NANQUIM POR LAERTE CASSOLI, SOB DESENHOS COMCEBIDOS POR GENTILEZA , PELO ARTISTA BENEDIRINO IRMÃO PAULO LACHENMAYER, O.S.B. ESTE É O EXEMPLAR LXXV ( 75 ). IMPRESSO NA EMPRESA GRAFICA DA REVISTA DOS TRIBUNAIS LTDA . SÃO PAULO 1957. CONTÉM INDICE DE GRAVURAS.392 PÁGINAS .34CM X 26CM. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM BEGE COM ILUSTRAÇÃO EM PRETO DE UM BRASÃO ECLESIÁSTICO COM DIZEREM EM LATIM  ( SVSTINVIT CRVCEM ) QUE SIGNIFICA SUPORTOU A CRUZ. LOMBAR COM TITULO E AUTOR EM PRETO. CONTRACAPA EM PAPEL MARMOREADO EM TONS DE BEGE . EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: traz uma coleção de imagens de diversas cidades coloniais de Minas Gerais, com foco nas igrejas e na arte sacra. Trecho das notas preliminares Quando em março de 1937, o prof. Pirajá da Silva me incumbiu de obter para ele certo número de fotografias de lugares e edifícios históricos da Bahia, afim de ilustrar o monumental tratado quinhentista de Gabriel Soares,  Notícia do Brasil  que vinha pacientemente anotando a muitos anos, e acaba de reeditar acrescido de magistrais ensinamentos de sua autoria. _ longe estava de supor que rasgava para mim novos horizontes e me impelia para o campo de atividades, nunca dantes imaginado. Com efeito, jamais perpassara pela mente a ideia de que ia tornar-me, a partir daquela época, modesto garimpeiro do opulento tesouro de arte e história espalhado na vastidão do Brasil, a pôr ao alcance de todas as vistas riquezas e belezas inigualáveis, dispersas algumas vezes em recônditos de não fácil acesso.  Edgard de Cerqueira Falcão era filho do Dr. Teófilo Borges Falcão, honrado funcionário público baiano, por três vezes secretário da fazenda do mesmo estado, e de D. Maria das Dores Cerqueira Falcão. Fez os primeiros estudos na capital da Bahia entre 1910 e 1919, tendo-se diplomado médico pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1925, em cujo curso foi laureado como seu primeiro aluno, e após o qual foi exercer a profissão em Santos, São Paulo. Em seu tempo livre, exercia a função de historiador, possuindo grande quantidade de publicações em seu nome.
  • CHARÍLAOS TRIKÚPIS (10 DE JULHO DE 1832  30 DE MARÇO DE 1896)  OFICIO DE CHARÍLAOS TRIKÚPIS  PRIMEIRO MINISTRO DA GRÉCIA DATADO DE 3 DE DEZEMBRO DE 1877. OI UM POLÍTICO GREGO QUE SERVIU COMO PRIMEIRO-MINISTRO DA GRÉCIA SETE VEZES DE 1875 ATÉ 1895. ELE É MAIS LEMBRADO POR INTRODUZIR O VOTO DE CONFIANÇA NA CONSTITUIÇÃO GREGA, PROPONDO E FINANCIANDO PROJETOS AMBICIOSOS E MODERNOS COMO A CONSTRUÇÃO DO CANAL DE CORINTO, MAS TAMBÉM EVENTUALMENTE LEVANDO O PAÍS À FALÊNCIA. HOJE EM DIA, ELE É COMUMENTE CONSIDERADO UM DOS MAIORES PRIMEIROS-MINISTROS GREGOS QUE JÁ SERVIU. NOMEADO EMBAIXADOR NA CAPITAL BRITÂNICA, TRIKOUPIS NEGOCIOU HABILMENTE COM O GOVERNO BRITÂNICO A CESSÃO DAS ILHAS JÔNICAS À GRÉCIA, QUE COM O TRATADO DE LONDRES, ASSINADO PELO DIPLOMATA GREGO EM 29 DE MARÇO DE 1864.NOTA: Desistindo de uma carreira diplomática, foi primeiro secretário da embaixada grega em Londres e mais tarde foi eleito presidente da Assembleia Nacional. Nomeado embaixador na capital britânica, Trikoupis negociou habilmente com o governo britânico a cessão das Ilhas Jônicas à Grécia, que com o Tratado de Londres, assinado pelo diplomata grego em 29 de março de 1864, passou a ser três províncias helênicas. Por outro lado, os britânicos usufruíam do porto de Corfu.Em 1865 foi eleito deputado de Missolungi, enquanto em 1866 se tornou ministro das Relações Exteriores no governo de Mpenizelos Roufs, tendo que enfrentar a Revolta de Creta nesta qualidade , que eclodiu naquele mesmo ano contra o domínio do Império Otomano. Entrando em conflito com a política retrógrada da corte, Trikoupis foi temporariamente preso, mas, uma vez solto, ele continuou sua carreira política, tornando-se primeiro-ministro da Grécia em 8 de maio de 1875 .Durante o seu primeiro mandato, introduziu no Parlamento o princípio da maioria parlamentar e lutou com algum sucesso o flagelo do banditismo, enquanto na política externa, após o início da guerra russo-turca naquele ano, o primeiro-ministro grego ordenou a mobilização do exército para a aquisição da Tessália, ainda sob o domínio otomano.Tendo renunciado após uma crise ministerial, o político grego voltou várias vezes ao chefe do governo (2 de novembro - 7 de novembro de 1878; 22 de março - 25 de outubro de 1880; 15 de março de 1882 - 1 de maio de 1885; 21 de maio de 1886 - 5 de novembro de 1890; 22 de junho de 1892 - 15 de maio de 1893; 11 de novembro de 1893 - 24 de janeiro de 1895), tentando dar ao país uma ordem moderna e enfrentando crises gravíssimas. De fato, em 1885 o governo grego teve que sofrer a humilhação do desarmamento e do bloqueio naval pelas grandes potências, para evitar uma possível guerra com a Turquia, fato pelo qual renunciou, enquanto em 1893 Trikoupis teve de declarar a falência do Estado, após o fracasso de um empréstimo estatal, e renunciar ao cargo. Seu último mandato foi sucedido por Nikolaos Deligiannis, uma expressão do movimento irredentista grego
  • CARTA DO EMIR ADDALCADER AO DR. POSSON. EXCERTOS DO TEXTO: LOUVADO SEJA DEUS É BOM! O AMADO SENHOR POSSON, O MÉDICO. OS ÁRABES DIZEM QUE A CIÊNCIA DAS CIÊNCIAS O QUE CONSTITUI O CONHECIMENTO DOS SÁBIOS É O CONHECIMENTO DO CORPO E O DA RELIGÃO. MAS A CIÊNCIA DO CORPO VEM ANTES DO DA RELIGIÃO PARA QUAL ELA CONDUZ.. A PAZ ESTEJA COM VOCÊ DE SEU AMADO ABDELKADER FILHO DE   MAHI-ED-DIN. ESTA É UMA REFLEXÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO DA MEDICINA. NOTA: Abdalcáder (Mascara, 6 de Setembro de 1808  Damasco, 26 de Maio de 1883) foi um Emir dos árabes argelinos (1832), dirigiu a luta contra os franceses na Argélia, onde é lembrado como um herói nacional. Foi vencido em Orã, mas um tratado assinado com o general Desmichels lhe assegurou um reino em torno de Mascara (1834). A posse da província de Orã e de parte da de Argel, reconhecida por Bugeaud pelo Tratado de Tafna (1837), não impediu que voltasse à luta, em 1839. Os franceses venceram e ocuparam toda a Argélia. A tomada de sua smala pelo Henrique d'Orléans, Duque de Aumale (18221897) e a derrota do seu aliado, o sultão de Marrocos, em Isly (1844), o fizeram render-se ao general Lamoricière. Refugiou-se então em França até 1852, período durante o qual se tornou amigo dos franceses por ter ajudado os cristãos que estavam a ser perseguidos durante o Conflito do Líbano de 1860, salvando muitos cristãos da morte. Retirou-se de seguida para Bursa (1853) e depois para Damasco (1855), onde ficou até à data da sua morte, em 1883. Em 1864 tornou-se maçon. Passados poucos anos, contudo, o emir desiludiu-se com o crescente sentimento anti-religioso por parte da maçonaria francesa e dela se desligou. "Indivíduos sem lei, sem crenças e dispostos a perturbar a ordem da sociedade", ele teria dito sobre alguns maçons. Em 1877, o Grande Oriente da França eliminou a necessidade da crença em Deus e na imortalidade da alma, decisão que levou a Grande Loja da Inglaterra a romper com o ramo francês da Maçonaria. Ao concretamente abandonar a invocação ao "Grande Arquiteto do Universo" (Deus), o emir não considerou mais apropriado seguir filiado à maçonaria. Os seus restos mortais foram transferidos para a Argélia em 1966.Nasceu por volta de 1808 nas cercanias de Mascara e faleceu em Damasco, em 1883. Foi um célebre chefe árabe, filho do Marabu Mahi-ed-Din Em 1832, começou a apelar à guerra santa e, à frente de 10 000 cavaleiros, foi cercar Orã, mas o general Boyer forçou-o a bater em retirada. Em 1834, Abdalcáder concluiu, com o general Desmichels, um tratado. Quando o governo francês reconheceu o erro em que tinha caído ratificando a convenção Desmichels, substituiu este por Trèzel que perdeu contra Abdalcáder, em 26 de Junho de 1835, a batalha de Macta.A Trèzel sucedeu Clauzel, que marchou contra o emir, derrotou-o, arrasou-lhe Mancara e desbloqueou Tremecém, mas durante uma viagem que fez este marechal a Paris o general d'Arlanges, sofreu uma derrota, próximo de Sidi-Yacub. Em 1837, o general Bugeaud, recém chegado a África, assinou com Abdalcáder o tratado da Tafna, mais desastroso que o tratado Desmicheis. A França apenas conservava para si os arredores de Argel e de Orã. Abdalcáder aproveitou-se desses erros para organizar o seu país. Assim, quando o marechal Valée lhe submeteu um artigo que rectificava o tratado da Tafna, Abdalcáder não quis entender-se com o negociador francês. Valée resolveu intimida-lo com uma demonstração militar e transpôs o desfiladeiro das Portas de ferro em Outubro de 1839. Abdalcáder respondeu-lhe imediatamente proclamando a guerra santa. Foi então que principiou a luta apaixonada em que vencedores e vencidos fizeram prodígios de heroísmo principalmente em 1840. Em 1841, Bugeaud substituiu Valée no governo geral da Argélia. Adoptando uma nova táctica, aperfeiçoada por Lamoricière, colheu tais resultados que a partir de 1843, Bugeaud só pensou em se apoderar do próprio emir que só fazia um guerra de guerrilhas e vagueava de um lado para outro com a sua smala, composta de 12 000 a 15 000 homens. O trabalho de o capturar foi confiado às tropas que tinham partido de Mascara sob às ordens de Lamoriciére, e de Medea sob o comando do duque d'Aumale, marechal de campo. Em 10 de maio de 1813, tendo Bugeand sabido que a smala se encontrava nas proximidades de Gudjila, a coluna do duque de Aumale deixou Boghar e dirigiu-se para o sul, ao passo que Lamoricière, de Mascara, marchava na mesma direcção. Abdalcáder compreendera que, para salvar os restos mais preciosos de seu poderio, só lhe restava torná-los moveis. Organizou portanto a smala, espécie de capital ambulante. A 16 de Maio de 1843 a cavalaria francesa apareceu bruscamente na imponência da montanha que domina a nascente de Taguin no alto Chelife. Sem dar ao inimigo tempo para se refazer da surpresa, o duque formou rapidamente as suas pequenas forças e apesar da inferioridade do número, apoderou-se da smala. Abdalcáder, a mulher e a mãe conseguiram fugir, mas as suas bandeiras, munições, barracas, tesouros e correspondência caíram nas mãos dos franceses, assim como 3 000 prisioneiros. O emir, abandonado pela maioria das tribos da Argélia, fugiu para Marrocos. Longe de se desanimar, sobrexcitou o fanatismo das forças religiosas, a ponto de obrigar o sultão Mulei Abderramão a obedecer-lhe cegamente, sob pena de sublevar os seus próprios vassalos contra ele. Na primavera de 1844, foi declarada a guerra entre a França e Marrocos. Mas a ocupação de Ujda, o bombardeamento de Tanger, a ruína de Mogador e a vitória do Isly obrigaram o sultão marroquino a repudiar a aliança de Abdalcáder (1814). Este, que entrara de novo na Argélia, não deixou todavia de excitar as tribos. Num reconhecimento para os lados de Sidi-Brahim, o coronel de Montagnac encontrou-o e sucumbiu no combate com a maior parte dos seus homens. Em Ain-Temouchent a guarnição teve de render-se e, ao cabo de seis meses de cativeiro, o emir mandou-a matar para não ter que a sustentar. Enfim, em 31 de Dezembro de 1847, esta guerra que se tinha tornado atroz de um e do outro lado, terminou pela submissão de Abdalcáder que entregou a sua espada a Lamoricière. O general prometeu-lhe deixá-lo retirar-se para Alexandria ou para São João de Acre, mas o governo, em vez de ratificar esta promessa, fez internar o vencido em Toulon, em Pau e enfim em Amboise. Só recebeu em 1853 autorização para se retirar para a Síria, para Brussa, e depois para Damasco, onde viveu de uma pensão de 100 000 francos que lhe dava o governo francês. Vivia muito retirado, venerado pelos árabes, protegendo os cristãos do Oriente que salvou em grande número por ocasião das carnificinas de 1860. Procedeu até ao fim como amigo leal da França e conservou-se fiel à palavra jurada.
  • JOHAN VAN HEURNE   - JOHANNES HERNIUS POR CLAUDINE BRUNAND (1630-1674). RARA GRAVURA UM DOS QUATRO TRABALHOS CONHECIDOS DE CLAUDINE BRUNAND ( Oliver Cromwell  ; Rei Gustavo Adolfo da Suécia  ; o médico holandês Johan Van Heurne  ; o médico de Montpellier Lazare Rivière)   UMA RARISSA MULHER DOS ANOS 1600 QUE PRATICAVA UMA ATIVIDADE PROFISSIONAL QUASE QUE EXCLUSIVA PARA HOMENS EM SUA ÉPOCA. ESTA GRAVURA  do médico Johan Van Heurne , FOIS EXECUTADA EM 1658  PARA OCUPAR O frontispício da edição DA Opera omnia , Lyon, JA Huguetan e MA Ravaud, DE AUTORIA DE   JOHAN VAN HEURNE. NO TOPO DA GRAVURA LE-SE JOHANNES HEUNIUS ULTRACTINUS INDICA O NOME E A ORIGEM DESTE FAMOSO MÉDICO HOLANDES DO SEC. XVI NATURAL DE ULTRECHT. TAMBEM POSSUI INSCRIÇÃO ATATIS XLVII. ANNO DOMINI M.D.XCI QUE INFORMA QUE A GRAVURA FOI FEITA NA ÉPOCA EM QUE JOHANNES HERNIUS TINHA 47 ANOS DE IDADE EM 1591. NA PARTE INFERIOR UMA CARTELA EM QUE SE APRESENTAM ELOGIOS AOS CONHECIMENTOS MÉDICOS DE JOHANNES HERNIUS   E TAMBÉM COMO TRADUTOR DE TEXTOS MÉDICOS CLÁSSICOS. TAMBÉM MENSICIONA A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO MÉDICO. SEC. XVII. 31 X 20 CMNOTA: Johannes Heurnius (nascido Jan van Heurne ; 4 de fevereiro de 1543  11 de agosto de 1601) foi um médico e filósofo naturalISTA holandês . Heurnius nasceu em Utrecht e estudou em Leuven e Paris. Ele foi para a Universidade de Pádua para estudar com Hieronymus Fabricius ;  e se formou MEDICINA lá em 1566, examinado por Petrus Ramus e Fabricius.  Ele escreveu sobre o Grande Cometa de 1577 ; naquela época ele era médico da cidade em Utrecht . Em 1581 ele se tornou professor de medicina na Universidade de Leiden .  Heurnius já tinha uma reputação e bons contatos com estudiosos humanistas, e foi nomeado sênior de Gerardus Bontius , um médico anterior na faculdade.  Ele foi um pioneiro do ensino de medicina à beira do leito e recebeu crédito por seus métodos.  De Pádua, ele trouxe não apenas anatomia na tradição de Vesalius , mas demonstrações anatômicas e trabalho clínico prático.  Não está claro, entretanto, se a proposta de 1591 de Heurnius e Bontius para implementar o ensino prático nas linhas de Pádua foi aceita oficialmente.  O médico Otto Heurnius era seu filho;  As ideias de Heurnius sobre o ensino foram amplamente transmitidas por Otto, Franciscus Sylvius , Govert Bidloo e Herman Boerhaave .  Após a morte de seu pai, Otto reuniu suas palestras, publicadas na Opera Omnia , cobrindo medicina tanto na teoria quanto como disciplina prática .  Ele morreu em Leiden , Holanda.Seu filho, Justus Van Heurn , Van Heurne ou Heurnius (1587  c. 1653) foi um médico, missionário, tradutor e botânico. Ele ajudou a preparar uma das primeiras traduções da Bíblia para o malaio e foi o primeiro europeu a coletar, documentar e registrar muitas das plantas do Cabo da África do Sul
  • CARTA DO EMIR ADDALCADER COM  SELO DO EMIRADO DE ABDELKADER DATADA DE 1845 DIRIGIDA AO SULTÃO DO MARROCOS MUHAMAD IV APÓS SUA DERROTA NA BATALHA DE ISLY TRAVADA EM 14 DE AGOSTO DE 1844 ENTRE A FRANÇA E O MARROCOS . AS FORÇAS FRANCESAS FORAM COMANDADAS PELO MARECHAL THOMAS ROBERT BUGEAUD. E DERROTARAM UMA UMA FORÇA MARROQUINA MUITO MAIOR, MAS MAL ORGANIZADA, SOB MAOMÉ IV, FILHO DO SULTÃO ABD RAHMAN. BUGEAUD, TENTANDO COMPLETAR A CONQUISTA FRANCESA DA ARGÉLIA, INSTIGOU A BATALHA SEM UMA DECLARAÇÃO DE GUERRA, A FIM DE FORÇAR AS NEGOCIAÇÕES RELATIVAS AO APOIO MARROQUINO PARA O LÍDER DA RESISTÊNCIA ARGELINA ABD EL-KADER PARA CONCLUIR EM TERMOS FAVORÁVEIS AOS FRANCESES.BUGEAUD, QUE RECUPEROU A TENDA E O GUARDA-CHUVA DO COMANDANTE MARROQUINO (O EQUIVALENTE A CAPTURAR UM STANDARD MILITAR NUMA GUERRA EUROPEIA), TORNOU-SE DUQUE DE ISLY COM A SUA VITÓRIA. EXCERTOS DO TEXTO: AO NOSSO SENHOR MUHHAMAD, QUE AS BENÇAOS DE DEUS ESTEJAM COM VOCÊ. AMADO SENHOR  A PAZ ESTAJA COM VOCE E A MISECORDIA DE DEUS E SUAS BENÇÃOS. RECEBEMOS SUA CARTA INFORMANDO O QUE LHE ACONTECEU EM SUA JORNADA, CLAMAMOS POR VOCÊ. TENHA PACIÊNCIA A MANHÃ ESTA PROXIMA, SE DEUS QUISER TUDO SERÁ COMO VOCE DESEJA. DEUS TRARÁ FACILIDADE APÓS A DIFICULDADE E CONFORTARÁ SEU CORAÇÃO E ALIVIARÁ SUA DOR . DEUS É VENCEDOR  NOTA: Abdalcáder (Mascara, 6 de Setembro de 1808  Damasco, 26 de Maio de 1883) foi um Emir dos árabes argelinos (1832), dirigiu a luta contra os franceses na Argélia, onde é lembrado como um herói nacional. Foi vencido em Orã, mas um tratado assinado com o general Desmichels lhe assegurou um reino em torno de Mascara (1834). A posse da província de Orã e de parte da de Argel, reconhecida por Bugeaud pelo Tratado de Tafna (1837), não impediu que voltasse à luta, em 1839. Os franceses venceram e ocuparam toda a Argélia. A tomada de sua smala pelo Henrique d'Orléans, Duque de Aumale (18221897) e a derrota do seu aliado, o sultão de Marrocos, em Isly (1844), o fizeram render-se ao general Lamoricière. Refugiou-se então em França até 1852, período durante o qual se tornou amigo dos franceses por ter ajudado os cristãos que estavam a ser perseguidos durante o Conflito do Líbano de 1860, salvando muitos cristãos da morte. Retirou-se de seguida para Bursa (1853) e depois para Damasco (1855), onde ficou até à data da sua morte, em 1883. Em 1864 tornou-se maçon. Passados poucos anos, contudo, o emir desiludiu-se com o crescente sentimento anti-religioso por parte da maçonaria francesa e dela se desligou. "Indivíduos sem lei, sem crenças e dispostos a perturbar a ordem da sociedade", ele teria dito sobre alguns maçons. Em 1877, o Grande Oriente da França eliminou a necessidade da crença em Deus e na imortalidade da alma, decisão que levou a Grande Loja da Inglaterra a romper com o ramo francês da Maçonaria. Ao concretamente abandonar a invocação ao "Grande Arquiteto do Universo" (Deus), o emir não considerou mais apropriado seguir filiado à maçonaria. Os seus restos mortais foram transferidos para a Argélia em 1966.Nasceu por volta de 1808 nas cercanias de Mascara e faleceu em Damasco, em 1883. Foi um célebre chefe árabe, filho do Marabu Mahi-ed-Din Em 1832, começou a apelar à guerra santa e, à frente de 10 000 cavaleiros, foi cercar Orã, mas o general Boyer forçou-o a bater em retirada. Em 1834, Abdalcáder concluiu, com o general Desmichels, um tratado. Quando o governo francês reconheceu o erro em que tinha caído ratificando a convenção Desmichels, substituiu este por Trèzel que perdeu contra Abdalcáder, em 26 de Junho de 1835, a batalha de Macta.A Trèzel sucedeu Clauzel, que marchou contra o emir, derrotou-o, arrasou-lhe Mancara e desbloqueou Tremecém, mas durante uma viagem que fez este marechal a Paris o general d'Arlanges, sofreu uma derrota, próximo de Sidi-Yacub. Em 1837, o general Bugeaud, recém chegado a África, assinou com Abdalcáder o tratado da Tafna, mais desastroso que o tratado Desmicheis. A França apenas conservava para si os arredores de Argel e de Orã. Abdalcáder aproveitou-se desses erros para organizar o seu país. Assim, quando o marechal Valée lhe submeteu um artigo que rectificava o tratado da Tafna, Abdalcáder não quis entender-se com o negociador francês. Valée resolveu intimida-lo com uma demonstração militar e transpôs o desfiladeiro das Portas de ferro em Outubro de 1839. Abdalcáder respondeu-lhe imediatamente proclamando a guerra santa. Foi então que principiou a luta apaixonada em que vencedores e vencidos fizeram prodígios de heroísmo principalmente em 1840. Em 1841, Bugeaud substituiu Valée no governo geral da Argélia. Adoptando uma nova táctica, aperfeiçoada por Lamoricière, colheu tais resultados que a partir de 1843, Bugeaud só pensou em se apoderar do próprio emir que só fazia um guerra de guerrilhas e vagueava de um lado para outro com a sua smala, composta de 12 000 a 15 000 homens. O trabalho de o capturar foi confiado às tropas que tinham partido de Mascara sob às ordens de Lamoriciére, e de Medea sob o comando do duque d'Aumale, marechal de campo. Em 10 de maio de 1813, tendo Bugeand sabido que a smala se encontrava nas proximidades de Gudjila, a coluna do duque de Aumale deixou Boghar e dirigiu-se para o sul, ao passo que Lamoricière, de Mascara, marchava na mesma direcção. Abdalcáder compreendera que, para salvar os restos mais preciosos de seu poderio, só lhe restava torná-los moveis. Organizou portanto a smala, espécie de capital ambulante. A 16 de Maio de 1843 a cavalaria francesa apareceu bruscamente na imponência da montanha que domina a nascente de Taguin no alto Chelife. Sem dar ao inimigo tempo para se refazer da surpresa, o duque formou rapidamente as suas pequenas forças e apesar da inferioridade do número, apoderou-se da smala. Abdalcáder, a mulher e a mãe conseguiram fugir, mas as suas bandeiras, munições, barracas, tesouros e correspondência caíram nas mãos dos franceses, assim como 3 000 prisioneiros. O emir, abandonado pela maioria das tribos da Argélia, fugiu para Marrocos. Longe de se desanimar, sobrexcitou o fanatismo das forças religiosas, a ponto de obrigar o sultão Mulei Abderramão a obedecer-lhe cegamente, sob pena de sublevar os seus próprios vassalos contra ele. Na primavera de 1844, foi declarada a guerra entre a França e Marrocos. Mas a ocupação de Ujda, o bombardeamento de Tanger, a ruína de Mogador e a vitória do Isly obrigaram o sultão marroquino a repudiar a aliança de Abdalcáder (1814). Este, que entrara de novo na Argélia, não deixou todavia de excitar as tribos. Num reconhecimento para os lados de Sidi-Brahim, o coronel de Montagnac encontrou-o e sucumbiu no combate com a maior parte dos seus homens. Em Ain-Temouchent a guarnição teve de render-se e, ao cabo de seis meses de cativeiro, o emir mandou-a matar para não ter que a sustentar. Enfim, em 31 de Dezembro de 1847, esta guerra que se tinha tornado atroz de um e do outro lado, terminou pela submissão de Abdalcáder que entregou a sua espada a Lamoricière. O general prometeu-lhe deixá-lo retirar-se para Alexandria ou para São João de Acre, mas o governo, em vez de ratificar esta promessa, fez internar o vencido em Toulon, em Pau e enfim em Amboise. Só recebeu em 1853 autorização para se retirar para a Síria, para Brussa, e depois para Damasco, onde viveu de uma pensão de 100 000 francos que lhe dava o governo francês. Vivia muito retirado, venerado pelos árabes, protegendo os cristãos do Oriente que salvou em grande número por ocasião das carnificinas de 1860. Procedeu até ao fim como amigo leal da França e conservou-se fiel à palavra jurada.
  • O ENGENHOSO FIDALGO DOM QUIXOTE DE LA MANCHA POR MIGUEL DE CERVANTES SAAVEDRA. 2 VOLUMES. TRADUÇÕES DE VISCONDE DE CASTILHO E DE AZEVEDO. COM DESENHOS DE GUSTAVO DORÉ, GRAVADOS POR H. PISAN.IMPRESSO PELA PORTO ARTES GRÁFICAS. LIVRARIA CHARDRON DE LELLO & IRMÃO LTDA 1929. BELA EDIÇÃO DESTA OBRA ILUSTRADA COM AS CÉLEBRES E ADMIRÁVEIS ILUSTRAÇÕES DE GUSTAVO DORÉ IMPRESSAS NAS PÁGINAS DO TEXTO E EM FOLHAS À PARTE.  CONTÉM INDICE DA OBRA E DE IMAGENS. 62 IMAGENS E RETRATO DO AUTOR NO VOLUME 1 COM 326 PÁGINAS. 58 IMAGENS NO VOLUME 2 COM 363 PÁGINAS. AMBAS MEDINDO 38CM X 29CM.  DEDICATÓRIA AO CONDE LEMOS PELO AUTOR ESCRITO  EM OUTUBRO DE 1615. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM COR DE TERRA COTA, LOMBAR COM LETRAS DOURADAS. CONTRACAPA EM PAPEL MARMOREADO  EM MARROM E BRANCO. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: Dom Quixote de la Mancha é um livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616). Com sua primeira edição publicada em Madrid, em 16 de janeiro de 1605. É composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615. A coroa espanhola patrocinou uma edição revisada em quatro volumes a cargo de Joaquín Ibarra. Iniciada em 1777 concluiu-se em 1780 com tiragem inicial de 1 600 exemplares. O livro surgiu em um período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou romances de cavalaria que gozaram de imensa popularidade no período e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis. A história é apresentada sob a forma de novela realista. É considerada a grande criação de Cervantes. O livro é um dos primeiros das línguas europeias modernas e é considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola. Em princípios de maio de 2002, o livro foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelo Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional. O livro é estruturado em duas partes, a primeira maneirista, enquanto a segunda é mais barroca. Enquanto a primeira parte da obra deixa a impressão de liberdade máxima, a segunda parte produz a sensação constante de nos encontrarmos encerrados em limites estreitos. Essa sensação é sentida mais intensamente quando confrontada com a primeira parte. Se anteriormente, a ironia era, sobretudo, uma expressão amarga da impossibilidade de dar realidade a um ideal, com a segunda parte nasce muito mais da confrontação das formas da imaginação com as da realidade. Miguel de Cervantes Saavedra nasceu em Alcalá de Henares, 29 de setembro de 1547 Espanha. Foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano. É bem notória a coincidência das datas de morte de dois dos grandes escritores da humanidade, Cervantes e William Shakespeare, ambos com data de falecimento em 23 de abril de 1616.
  • ROMEYN DE HOOGHE, (LEIDEN, 1682  1733) ONDERAERSE GRONT OP MALTA (LUGARES SUBETERRANEOS EM MALTA)  AS CAVERNAS DE GAR DALAM  LOCAL COM OCUPAÇÃO HUMANA DURANTE MILHARES DE ANOS -   GRAVURA DA SÉRIE LES INDES ORIENTALES E OCCIDENTALES E AUTRES LIEUX . ESPETACULAR GRAVURA EM METAL DA A SÉRIE TEM O SUBTITULO:  ÁRVORES, ANIMAIS E NOZES, VENERAÇÃO DE IMAGENS DE DEUS MANGAS NOOTEN / ARBRES, ANIMAUX, ETC. DES INDES // TYDEN, IDOLS / IDOLES, MATHEMATICIENS, PHILOSOPHES ETC. UM PRECIOSO REGISTRO DA OCUPAÇÃO HUMANA NAS CAVERNAS DE GAR DALAM   EM MALTA NO SEC. XVII. OS MALTESES VIVIAM NESSAS CAVERNAS COMO VERDADEIRAS CIDADES SUBRERRANES. OS ELEMENTOS NA CENA DENTRO DA CAVERNA SÃO NUMERADOS E APRESENTAM LEGENDA COMO SEGUE: 1. GRANDE COMANDANTE ESPANHOL DE MALTA ÁRVORE DE CANELA (A ESPECIARIA MAIS CARA DO QUE OURO), 2 MOUROS COMO PORCOS EM SUA TOCA 3 FOGO E LOCAL DE COZIMENTO, 4 COCHEIRAS E ESTABULOS COM CAVALOS E VACAS, 5 PREPARANDO A REFEIÇÃO, ENTRADA DE AR 8 ENTRADA DA CAVERNA). ESTA PRODUÇÃO NÃO FOI FEITA PARA UM LIVRO MAS SIM PARA SER ADQUIRIDA DE FORMA INDIVIDUAL VISAVA APLACAR A CURIOSIDADE DA CLASSE ABASTADA DA HOLANDA COM AS ESTRANHAS MARAVILHAS DO NOVO MUNDO. HOLANDA, SEC. XVII 30 X 21 CM NOTA: A curiosidade com o novo mundo na época das conquistas holandesas causou furor, interesse e vívida curiosidade na sociedade dos Estados Reunidos da Holanda. De fato foi tão intenso o choque com as notícias que chegavam das excentricidades desta nova terra que  influenciou de maneira definitiva a arte, nesse período floresceu a pintura flamenga com representação de exuberantes florais, frutos, artefatos que foram trazidos dessas terras distantes. Era um símbolo de status, riqueza e luxo demedido apresentar estas intrigantes maravilhas exóticas nas casas principalmente da burguesia mercantil. ROMEYN DE HOOGHE (batizado em 10 de setembro de 1645 - 10 de junho de 1708) foi um pintor, escultor, gravador e caricaturista do barroco holandês tardio .Ele nasceu em Amsterdã , e foi um gravador , desenhista , pintor , escultor e medalhista habilidoso . Ele é mais conhecido por caricaturas políticas de Luís XIV e gravuras propagandísticas apoiando Guilherme de Orange . Ele também foi ativo como um artista erótico e algumas de suas gravuras de propaganda política podem ser consideradas primeiras tiras cômicas prototípicas.  Durante sua carreira, de Hooghe produziu mais de 3500 gravuras. Ele também ilustrou livros, e suas ilustrações podem ser encontradas em alguns dos textos mais importantes de seu período. O Hieroglyphica of Merkbeelden der oude volkeren (1735) foi um livro de emblemas e livro de fontes bem conhecido para a mitologia clássica e sua iconografia .De acordo com Houbraken, ele era particularmente bom em arranjos inventivos de assuntos em gravuras. Ele também era um pintor talentoso e pintou grandes painéis para as salas do gabinete do prefeito em Enkhuizen e uma sala na propriedade de Mattthijs van den Broeck em Dubbeldam.  Houbraken desaprovava seu estilo de vida dissoluto, no entanto, e sentiu que, apesar de um enorme talento, à medida que envelhecia, ele gravava assuntos vergonhosos que eram uma vergonha para a profissão.  Contrariamente a isto, o historiador Simon Schama escreveu no rescaldo dos assassinatos do Charlie Hebdo em 2015 que: "O primeiro grande satirista gráfico moderno foi Romeyn de Hooghe, alistado por Guilherme III no final do século XVII na sua implacável guerra até à morte com Luís XIV. De Hooghe obrigou com desenhos animados extensos que representavam as guerras contra o monarca francês e os seus aliados como uma batalha entre a liberdade e o despotismo religioso". De acordo com o RKD, ele se tornou membro da Confrerie Pictura em 1662 e novamente em 1683 em Haia.  Ele ficou noivo de Maria Lansman de Edam em 1673, e seu filho foi batizado no Nieuwezijds Kapel em Amsterdã em 1674.  Ele é conhecido por bordas decorativas em mapas de cidades em grande escala. Seus alunos foram Filibert Bouttats (1654-depois de 1731), Filibertus Bouttats (1635-1707), Frans Decker , François Harrewijn, Jacobus Harrewijn , Aernout Naghtegael, Laurens Scherm e Adriaen Schoonebeek. De Hooghe morreu em Haarlem , em 10 de junho de 1708.
  • ANCRE 15 RUBIS - ESPETACULAR RELÓGIO CAÇADOR EM PRATA DE LEI  E OURO  REMATADO EM NIELLO. DOTADO DE TRÊS TAMPAS SENDO A DIANTEIRA APRESENTANDO UM CAVALO E SEU JOQUEI EM OURO SALTANDO UM OBSTÁBULO. A CENA É REALÇADA EM RICO NIELLO. A TAMPA TRASEIRA APRESENTA O CAVALO SENDO CONDUZIDO COM SEU JOQUEI. LINDOS ARABESCOS EM NIELLO. MOSTRADOR ESMALTADO COM ALGARISMOS ROMANOS E SEGUNDEIRO NA POSIÇAO DE SEIS HORAS. SUIÇA, INICIO DO SEC. XX. 55 CM DE DIAMETRO
  • ROMEYN DE HOOGHE, (LEIDEN, 1682  1733) KANEEL EM NOTMUS -   GRAVURA DA SÉRIE LES INDES ORIENTALES E OCCIDENTALES E AUTRES LIEUX . ESPETACULAR GRAVURA EM METAL DA A SÉRIE TEM O SUBTITULO:  ÁRVORES, ANIMAIS E NOZES, VENERAÇÃO DE IMAGENS DE DEUS MANGAS NOOTEN / ARBRES, ANIMAUX, ETC. DES INDES // TYDEN, IDOLS / IDOLES, MATHEMATICIENS, PHILOSOPHES ETC. UM PRECIOSO REGISTRO DAS EXÓTICAS E VALIOSAS ESPECIARIAS  ENCONTRADAS NAS TERRAS OCUPADAS PELOS HOLANDESSES NA ÉPOCA DA REPÚBLICA DE UTRECHT, PERÍODO ÁUREO DOS PAÍSES BAIXOS NO SÉCULO XVII. ESTA EXCENTRICA GRAVURA APRESENTA UMA CENA INUSITADA ONDE SÃO REUNIDOS ELEMENTOS DIVERSOS DA FAUNA, FLORA E  ANTROPOLOGIA DO MUNDO ABERTO PARA OS HOLANDESES COM SUAS CONQUISTAS ULTRAMARINAS. OS ELEMENTOS NA CENA SÃO NUMERADOS E APRESENTAM LEGENDA COMO SEGUE: 1. ÁRVORE DE CANELA (A ESPECIARIA MAIS CARA DO QUE OURO), 2 CASCA DE CANELA, 3 SECAGEM DA CANELA, 4 NOZ MOSCADA, 5 ARMAZENAMENTO, 6 OLEO DE NOZ, 7 ÁRVORE DE NOZ, 8 CAPTURA DE ELEFANTES NO CEILÃO). ESTA PRODUÇÃO NÃO FOI FEITA PARA UM LIVRO MAS SIM PARA SER ADQUIRIDA DE FORMA INDIVIDUAL VISAVA APLACAR A CURIOSIDADE DA CLASSE ABASTADA DA HOLANDA COM AS ESTRANHAS MARAVILHAS DO NOVO MUNDO. HOLANDA, SEC. XVII21 X 18 CM NOTA: A curiosidade com o novo mundo na época das conquistas holandesas causou furor, interesse e vívida curiosidade na sociedade dos Estados Reunidos da Holanda. De fato foi tão intenso o choque com as notícias que chegavam das excentricidades desta nova terra que  influenciou de maneira definitiva a arte, nesse período floresceu a pintura flamenga com representação de exuberantes florais, frutos, artefatos que foram trazidos dessas terras distantes. Era um símbolo de status, riqueza e luxo demedido apresentar estas intrigantes maravilhas exóticas nas casas principalmente da burguesia mercantil. ROMEYN DE HOOGHE (batizado em 10 de setembro de 1645 - 10 de junho de 1708) foi um pintor, escultor, gravador e caricaturista do barroco holandês tardio .Ele nasceu em Amsterdã , e foi um gravador , desenhista , pintor , escultor e medalhista habilidoso . Ele é mais conhecido por caricaturas políticas de Luís XIV e gravuras propagandísticas apoiando Guilherme de Orange . Ele também foi ativo como um artista erótico e algumas de suas gravuras de propaganda política podem ser consideradas primeiras tiras cômicas prototípicas.  Durante sua carreira, de Hooghe produziu mais de 3500 gravuras. Ele também ilustrou livros, e suas ilustrações podem ser encontradas em alguns dos textos mais importantes de seu período. O Hieroglyphica of Merkbeelden der oude volkeren (1735) foi um livro de emblemas e livro de fontes bem conhecido para a mitologia clássica e sua iconografia .De acordo com Houbraken, ele era particularmente bom em arranjos inventivos de assuntos em gravuras. Ele também era um pintor talentoso e pintou grandes painéis para as salas do gabinete do prefeito em Enkhuizen e uma sala na propriedade de Mattthijs van den Broeck em Dubbeldam.  Houbraken desaprovava seu estilo de vida dissoluto, no entanto, e sentiu que, apesar de um enorme talento, à medida que envelhecia, ele gravava assuntos vergonhosos que eram uma vergonha para a profissão.  Contrariamente a isto, o historiador Simon Schama escreveu no rescaldo dos assassinatos do Charlie Hebdo em 2015 que: "O primeiro grande satirista gráfico moderno foi Romeyn de Hooghe, alistado por Guilherme III no final do século XVII na sua implacável guerra até à morte com Luís XIV. De Hooghe obrigou com desenhos animados extensos que representavam as guerras contra o monarca francês e os seus aliados como uma batalha entre a liberdade e o despotismo religioso". De acordo com o RKD, ele se tornou membro da Confrerie Pictura em 1662 e novamente em 1683 em Haia.  Ele ficou noivo de Maria Lansman de Edam em 1673, e seu filho foi batizado no Nieuwezijds Kapel em Amsterdã em 1674.  Ele é conhecido por bordas decorativas em mapas de cidades em grande escala. Seus alunos foram Filibert Bouttats (1654-depois de 1731), Filibertus Bouttats (1635-1707), Frans Decker , François Harrewijn, Jacobus Harrewijn , Aernout Naghtegael, Laurens Scherm e Adriaen Schoonebeek. De Hooghe morreu em Haarlem , em 10 de junho de 1708.
  • ROMEYN DE HOOGHE, (LEIDEN, 1682  1733) MANGAS NOLDEN  GRAVURA DA SÉRIE LES INDES ORIENTALES E OCCIDENTALES E AUTRES LIEUX . ESPETACULAR GRAVURA EM METAL DA A SÉRIE TEM O SUBTITULO:  ÁRVORES, ANIMAIS E NOZES, VENERAÇÃO DE IMAGENS DE DEUS MANGAS NOOTEN / ARBRES, ANIMAUX, ETC. DES INDES // TYDEN, IDOLS / IDOLES, MATHEMATICIENS, PHILOSOPHES ETC. UM PRECIOSO REGISTRO DAS MUITAS CURIOSIDADES ENCONTRADAS NAS TERRAS OCUPADAS PELOS HOLANDESSES NA ÉPOCA DA REPÚBLICA DE UTRECHT, PERÍODO ÁUREO DOS PAÍSES BAIXOS NO SÉCULO XVII. ESTA EXCENTRICA  GRAVURA APRESENTA UMA CENA INUSITADA ONDE SÃO REUNIDOS ELEMENTOS DIVERSOS DA FAUNA, FLORA E  ANTROPOLOGIA DO MUNDO ABERTO PARA OS HOLANDESES COM SUAS CONQUISTAS ULTRAMARINAS INCLUSIVE DO BRASIL. OS ELEMENTOS NA CENA SÃO NUMERADOS E APRESENTAM LEGENDA COMO SEGUE: 1. NOZES EM CASCAS DAS MALDIVAS, 2 TARTARUGAS, 3 JACARÉS BRASILEIROS (CURIOOSAMENTE APRESENTADOS COMO UM TIPO DE TARTARUGA QUE MISTURA A MORFOLOGIA DO REPTIL COM ELEMENTOS TIPICOS DE AVE E DO MÍTICO DRAGÃO AO SEU LADO UMA LAMPARINA TAMBÉM APRESENTANDO UMA FIGURA DE JACARÉ ESTILIZADA COMO NA IMAGINAÇÃO DO ARTISTA, 4 TARTARUGAS QUE CARREGAM HOMENS (SOBRE UMA GRANDE TARTARUGA ESTÃO ACOMODADOS TRÊS HOLANDESES ARMADOS COMO QUE SENDO TRANSPORTADOS PELO ANIMAL), FRUTO DE  MANGA (A DELICIOSA E EXÓTICA FRUTA QUE BRILHOU NAS OBRAS PICTORICAS DA PINTURA FLAMENGA DO SEC. XVII), MANGUEIRA COM SEUS FRUTOS, ÁRVORE DE ÁGUA DAS ILHAS CANÁRIAS (AO FUNDO UMA GRANDE ÁRVORE DESPEJANDO GRANDE QUANTIDADE DE ÁGUA COMO UMA CHUVA QUE É COLETADA E ADORADA POR NAITVOS. ADORADA PELOS BIMBACHES (ANTIGOS POVOADORES DA ILHA DE EL HIERRO) É HOJE TODO UM SÍMBOLO DA IDENTIDADE INSULAR. AS FOLHAS DESTA ÁRVORE  ERAM CAPAZES DE RECOLHER ÁGUA SUFICIENTE PARA ABASTECER TODA A POPULAÇÃO DE HERRENHA NUMA ILHA QUE NÃO POSSUI NENHUMA FONTE DE ÁGUA NATURAL, O QUE FEZ COM QUE SE TENHA CONVERTIDO NUMA ÁRVORE SAGRADA). ESTA PRODUÇÃO NÃO FOI FEITA PARA UM LIVRO MAS SIM PARA SER ADQUIRIDA DE FORMA INDIVIDUAL VISAVA APLACAR A CURIOSIDADE DA CLASSE ABASTADA DA HOLANDA COM AS ESTRANHAS MARAVILHAS DO NOVO MUNDO. HOLANDA, SEC. XVII21 X 18 CM NOTA: A curiosidade com o novo mundo na época das conquistas holandesas causou furor, interesse e vívida curiosidade na sociedade dos Estados Reunidos da Holanda. De fato foi tão intenso o choque com as notícias que chegavam das excentricidades desta nova terra que  influenciou de maneira definitiva a arte, nesse período floresceu a pintura flamenga com representação de exuberantes florais, frutos, artefatos que foram trazidos dessas terras distantes. Era um símbolo de status, riqueza e luxo demedido apresentar estas intrigantes maravilhas exóticas nas casas principalmente da burguesia mercantil. ROMEYN DE HOOGHE (batizado em 10 de setembro de 1645 - 10 de junho de 1708) foi um pintor, escultor, gravador e caricaturista do barroco holandês tardio .Ele nasceu em Amsterdã , e foi um gravador , desenhista , pintor , escultor e medalhista habilidoso . Ele é mais conhecido por caricaturas políticas de Luís XIV e gravuras propagandísticas apoiando Guilherme de Orange . Ele também foi ativo como um artista erótico e algumas de suas gravuras de propaganda política podem ser consideradas primeiras tiras cômicas prototípicas.  Durante sua carreira, de Hooghe produziu mais de 3500 gravuras. Ele também ilustrou livros, e suas ilustrações podem ser encontradas em alguns dos textos mais importantes de seu período. O Hieroglyphica of Merkbeelden der oude volkeren (1735) foi um livro de emblemas e livro de fontes bem conhecido para a mitologia clássica e sua iconografia .De acordo com Houbraken, ele era particularmente bom em arranjos inventivos de assuntos em gravuras. Ele também era um pintor talentoso e pintou grandes painéis para as salas do gabinete do prefeito em Enkhuizen e uma sala na propriedade de Mattthijs van den Broeck em Dubbeldam.  Houbraken desaprovava seu estilo de vida dissoluto, no entanto, e sentiu que, apesar de um enorme talento, à medida que envelhecia, ele gravava assuntos vergonhosos que eram uma vergonha para a profissão.  Contrariamente a isto, o historiador Simon Schama escreveu no rescaldo dos assassinatos do Charlie Hebdo em 2015 que: "O primeiro grande satirista gráfico moderno foi Romeyn de Hooghe, alistado por Guilherme III no final do século XVII na sua implacável guerra até à morte com Luís XIV. De Hooghe obrigou com desenhos animados extensos que representavam as guerras contra o monarca francês e os seus aliados como uma batalha entre a liberdade e o despotismo religioso". De acordo com o RKD, ele se tornou membro da Confrerie Pictura em 1662 e novamente em 1683 em Haia.  Ele ficou noivo de Maria Lansman de Edam em 1673, e seu filho foi batizado no Nieuwezijds Kapel em Amsterdã em 1674.  Ele é conhecido por bordas decorativas em mapas de cidades em grande escala. Seus alunos foram Filibert Bouttats (1654-depois de 1731), Filibertus Bouttats (1635-1707), Frans Decker , François Harrewijn, Jacobus Harrewijn , Aernout Naghtegael, Laurens Scherm e Adriaen Schoonebeek. De Hooghe morreu em Haarlem , em 10 de junho de 1708.
  • REPÚBLICA UNIDA DOS PAISES BAIXOS   MAGNIFICO PERGAMINHO PROCLAMAÇÃO AOS NOBRES, DIRIGENTES E AO POVO DOS ESTADOS DA CONFEDEREÇÃO HOLANDESA INDEPENTE SIGNATARIOS DO TRATADO DE UNIÃO DE UTRECHT EM 1579. O PERÍODO DA REPÚBLICA É DOS ESTADOS DE UTRECHT É CONHECIDO COMO A ERA DE OURO HOLANDESA. ESTE GRANDE E MAGNIFICO PERGAMINHO DATA DE 1601 E ESTÁ ENDEREÇADO AOS ESTADOS DE UTRECHT CUJOS PROTETORES ERAM A CASA DE NASSAU ORANGE. O PERGAMINHO DA ÉPOCA DA GUERA DOS 80 ANOS CONTRA A ESPANHA QUANDO OS HOLANDESES SE INSURGIRAM CONTRA FELIPE II DA ESPANHA, IMPERADOR DO SACRO IMPÉRIO ROMANO-GERMANICO QUE INCLUIA EM SEUS DOMÍNIOS ESTA REGIÃO. A GUERRA DOS 80 ANOS OU REVOLTA HOLANDESA DE 1568 A 1648, FOI A GUERRA DE SECESSÃO NA QUAL AS PROVÍNCIAS UNIDAS SE TORNARAM, POR UM CURTO PERÍODO HISTÓRICO, UMA POTÊNCIA MUNDIAL, COM GRANDE PODER NAVAL, ALÉM DE SE BENEFICIAREM DE UM CRESCIMENTO ECONÓMICO, CIENTÍFICO E CULTURAL SEM PRECEDENTES. OS PAÍSES BAIXOS PERTENCIAM AO IMPÉRIO ESPANHOL, MAS O CONSELHO DE REGÊNCIA DE FILIPE II ROMPEU COM OS NOBRES LOCAIS, QUE FORAM EXCLUÍDOS DO GOVERNO. ALTOS IMPOSTOS, DESEMPREGO E TEMORES DA PERSEGUIÇÃO CATÓLICA CONTRA OS CALVINISTAS CRIARAM UMA PERIGOSA OPOSIÇÃO, ESMAGADA PELO DUQUE DE ALBA EM 1567 COM UM REINO DE TERROR E PESADA TRIBUTAÇÃO. SEGUIU-SE UMA REVOLTA LIBERAL INICIADA POR GUILHERME, O TACITURNO, QUE EVITOU BATALHAS CAMPAIS COM AS FORÇAS ESPANHOLAS, EXPLORANDO ESTRATEGICAMENTE SEU CONHECIMENTO DA REGIÃO, SALVANDO CIDADES SITIADAS COMO LEIDEN E ABRINDO DIQUES QUE INUNDARAM A ZONA RURAL. O SAQUE DE ANTUÉRPIA LEVOU A UMA UNIÃO TEMPORÁRIA DE TODOS OS PAÍSES BAIXOS NA PACIFICAÇÃO DE GANTE. OS EXCESSOS CALVINISTAS LOGO LEVARAM AS PROVÍNCIAS DO SUL A FORMAREM A UNIÃO DE ARRAS E A FAZER AS PAZES COM A ESPANHA. DATA DESTA GLORIOSA ÉPOCA HOLANDESA AS INVASÕES PERPETRADAS NO BRASIL. O PERGAMINHO ESTA EM EXCLEENTE ESTADO É MUITO BONITO E DE GRANDE DIMENSÃO. 58 X 41 CMNOTA: A República Unida dos Países Baixos foi a antecessora dos atuais Países Baixos, agrupando, à época, sete províncias: Frísia, Groninga, Gueldres, Holanda, Overissel, Utreque e Zelândia. Fundada pela União de Utreque em 1579, sobreviveu até à sua transformação em República Batava na sequência da ocupação francesa de 1795. Um dos episódios mais marcantes da sua história está ligado à criação das Companhias das Índias Orientais e Ocidentais, instituição que teve um papel decisivo na navegação e no comércio intercontinentais, numa época em que outras potências europeias, como a Inglaterra, Espanha e Portugal, também sulcavam os mares.  As sete províncias do norte dos Países Baixos percorreram um longo caminho até se libertarem da coroa espanhola, a 26 de julho de 1581. A partir daí, ainda enfrentaram uma demorada luta pela independência, que só foi reconhecida pela Paz de Vestfália, em 1648. Tudo começou com Felipe 2º, que, em 1556 herdara de seu pai, Carlos 5º, a parte ocidental do império dos Habsburgo, incluindo a Espanha, os Países Baixos e parte da Itália. O príncipe herdeiro tentou manter a integridade de seu território com repressão e violência. A emergente reforma protestante foi combatida por meio da Inquisição e de uma nova administração eclesiástica, que possibilitou a Felipe 2º vigiar fortemente a Igreja nos Países Baixos. Com isso, ele não só interveio em questões religiosas como também cortou privilégios da alta nobreza. A criação de novos impostos e o estacionamento de tropas espanholas nos territórios sob seu domínio causaram irritação e temor, gerando movimentos de oposição. Já em meados de 1550, o procurador real Antoine de Granvalle havia escrito a seguinte advertência ao monarca: "As tropas devem ser retiradas imediatamente; do contrário, o resultado será uma revolta." Quando o rei lhe deu ouvidos, em 1561, era tarde demais. O fosso entre os súditos e o monarca tornara-se profundo. Em meados dos anos 60, ocorreram protestos em massa. Uma onda calvinista combinada com agitação social inundou o país. O rei reagiu com o envio de uma "expedição de castigo" comandada pelo temido duque Alba. Milhares de oposicionistas foram processados e executados, muitos deles fugiram, principalmente para territórios de difícil acesso na costa norte, que se transformaram em centros da resistência. Um dos líderes da oposição foi Guilherme, o Taciturno, da casa de Orange, que havia sido nomeado por Felipe 2º para governar as províncias de Utrecht, Zelândia e Holanda. A oposição aristocrata, inicialmente católica e fiel ao rei, exigia apenas a preservação de seus direitos e privilégios tradicionais. Somente durante a longa guerrilha contra as tropas espanholas cristalizaram-se três tendências: radicalização, confessionalização e regionalização. No princípio, a confissão religiosa não dividiu a população; nas províncias rebeldes a tendência básica era favorável a reformas. Mas diante da intransigência do rei em questões de fé, o assunto foi ganhando importância nacional. As províncias valonas do sul, dominadas por forças aristocratas católicas mais conservadoras, fundaram em 1579 uma união para a preservação da fé católica e fecharam um acordo de paz com Felipe 2º. As províncias do norte, calvinistas-burguesas, criaram uma união própria  a República Unida da Holanda. Na prática, isso significou a separação da Espanha. Oficialmente, porém, as Províncias Unidas só proclamaram sua autonomia em relação à monarquia espanhola a 26 de julho de 1581, num manifesto publicado em Haia. "Acreditamos que um príncipe é imposto por Deus aos seus súditos, principalmente para protegê-los de toda injustiça. Se, em vez disso, ele lhes rouba velhas liberdades, privilégios e direitos baseados no costume e os humilha como escravos, não deve mais ser considerado príncipe e, sim, um tirano. Por isso, seus súditos têm o direito de desobedecê-lo, abandoná-lo e eleger outro líder máximo para substituí-lo", dizia o documento. Com essa declaração de autonomia, a ruptura com a Espanha estava irreversivelmente consumada. A luta pela independência, porém, ainda se arrastou por aproximadamente sete décadas. Em seu início, a chamada Revolta dos Países Baixos foi um movimento isolado, durante o qual diferentes grupos sociais e religiosos lutaram entre si, bem como contra seus governantes Habsburgos. Embora heterogêneas, as sete províncias rapidamente se fundiram numa potência europeia. Seu poderio militar foi reforçado, em parte, por recursos oriundos da expansão comercial e territorial além-mar. Segundo Paul Kennedy, autor do livro Ascensão e queda das grandes potências, entre 1598 e 1605 uma média de 25 navios partiu a cada ano para a África Ocidental, 20 para o Brasil, 10 para as Índias Orientais e 150 para as Caraíbas. Em 1600, os 70 mil rebeldes holandeses eram apoiados por um exército constituído por 43 companhias inglesas, 32 francesas, 20 escocesas, 11 valonas, nove alemãs e apenas 17 holandesas, treinado por Maurício de Nassau. Mesmo assim, os Países Baixos só conquistaram sua soberania a 30 de janeiro de 1648, por um acordo de paz especial assinado com a Espanha.NESTA ÉPOCA ACONTECERAM INVASÕES HOLANDESAS NO BRASIL: O SAQUE DO RECIFE, também conhecido como "Expedição Pernambucana de Lancaster", foi um episódio da Guerra Anglo-Espanhola ocorrido em 1595 no porto do Recife, em Pernambuco, Brasil Colônia. Liderada pelo almirante inglês James Lancaster, foi a única expedição de corso da Inglaterra que teve como objetivo principal o Brasil, e representou o mais rico butim da história da navegação de corso do período elisabetano. A União Ibérica colocou o Brasil em conflito com potências europeias que eram amigas de Portugal mas inimigas da Espanha, como a Inglaterra e a Holanda. A Capitania de Pernambuco, mais rica de todas as possessões portuguesas, se tornou então um alvo cobiçado. Poucos anos após derrotarem a Invencível Armada espanhola, em 1588, os ingleses tiveram acesso a manuscritos portugueses e espanhóis que detalhavam a costa do Brasil. Um deles, de autoria do mercador português Lopes Vaz, veio a ser publicado em inglês e enfatizava as qualidades da rica vila de Olinda ao dizer que "Pernambuco é a mais importante cidade de toda aquela costa". A opulência pernambucana impressionara o padre Fernão Cardim, que surpreendeu-se com "as fazendas maiores e mais ricas que as da Bahia, os banquetes de extraordinárias iguarias, os leitos de damasco carmesim, franjados de ouro e as ricas colchas da Índia", e resumiu suas impressões numa frase antológica: "Enfim, em Pernambuco acha-se mais vaidade que em Lisboa". Logo a capitania seria vista pelos ingleses como um "macio e suculento" pedaço do Império de Filipe II. A expedição de James Lancaster saiu de Blackwall, na Grande Londres, em outubro de 1594, e navegou através do Atlântico capturando numerosos navios antes de atingir Pernambuco. Ao chegar, Lancaster confrontou a resistência local, mas se deparou na entrada do porto com três urcas holandesas, das quais esperava uma reação negativa, o que não aconteceu: os antes pacíficos holandeses levantaram âncora e deixaram o caminho livre para a invasão inglesa, e além de não terem oposto resistência à ação, terminaram por se associar aos ingleses, fretando seus navios para o transporte dos bens subtraídos em Pernambuco. Lancaster então tomou o Recife e nele permaneceu por quase um mês, espaço de tempo no qual se associou aos franceses que chegaram no porto e derrotou uma série de contra-ataques portugueses (ver: Invasões francesas no Brasil). A frota partiu com um montante robusto de açúcar, pau-brasil, algodão e mercadorias de alto preço. Dos navios que partiram do porto, apenas uma pequena nau não chegou ao seu destino. O lucro dos investidores, entre eles Thomas Cordell, então prefeito de Londres, e o vereador da cidade de Londres John Watts, foi assombroso, estimado em mais de 51 mil libras esterlinas. Do total, 6 100 libras ficaram com Lancaster e 3 050 foram para a Rainha. Com tal desfecho, a expedição foi considerada um absoluto sucesso militar e financeiro. Após a visita de Lancaster, a Capitania de Pernambuco organizou duas companhias armadas para a defesa da região, cada uma delas com 220 mosqueteiros e arcabuzeiros, uma sediada em Olinda e outra no Recife. Anos depois, o então governador Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife.EXPEDIÇÃO DE VAN NOORTFoi nesse contexto da União Ibérica que ocorreu a expedição do almirante Olivier van Noort que, de passagem pela costa do Brasil, conforme alguns autores, tentou uma invasão da baía de Guanabara. A esquadra de van Noort partiu de Roterdã, nos Países Baixos, a 13 de setembro de 1598, integrada por quatro navios e 248 homens. Padecendo de escorbuto, a frota pediu permissão para obter refrescos (suprimentos frescos) na baía de Guanabara, que lhe foram negados pelo governo da capitania, de acordo com instruções recebidas da metrópole. Uma tentativa de desembarque foi repelida por indígenas e pela artilharia da Fortaleza de Santa Cruz da Barra, conforme ilustração à época. Afirma-se que pilhagens e incêndios de cidades e embarcações foram praticadas pela expedição na costa do Chile, do Peru e das Filipinas. Na realidade, sofreu grandes perdas em um ataque dos indígenas da Patagônia (no atual Chile) e das forças espanholas no Peru. Alguns autores atribuem a van Noort, nesta viagem, a descoberta da Antártida. A expedição retornou ao porto em 26 de agosto de 1601 com apenas uma embarcação, tripulada por 45 sobreviventes.EXPEDIÇÃO DE VAN SPIELBERGENIncidente semelhante registrou-se com a expedição do almirante Joris van Spielbergen, que realizava a segunda viagem de circum-navegação neerlandesa, entre 1614 e 1618. As suas embarcações aportaram em Cabo Frio, ilha Grande e São Vicente (São Paulo), enfrentando resistência portuguesa ao tentar reabastecer nesta última (3 de fevereiro de 1615). Na edição de 1648 da obra "Miroir Oost & West-Indical" (originalmente publicada em Amsterdã, em 1621, por Ian Ianst), a narrativa de Spielbergen é ilustrada por uma gravura de São Vicente, onde retrata o incidente ocorrido em Santos. Apesar de suas imprecisões, essa iconografia descreve os contornos da baía, os rios, as fortificações e o casarioAMAZÔNIA HOLANDESANas proximidades de Almeirim (antiga Aldeia de Paru), os holandeses, acompanhados de alguns ingleses, liderados por Pieter Adriaansz, empreenderam uma tentativa colonial com a construção, em 1623, do "Forte do Morro da Velha Pobre". Foram repelidos pela incursão portuguesa liderada por Bento Maciel Parente, que os expulsou de volta para a Zelândia, nos Países Baixos. O forte holandês foi destruído.INVASÃO DE SALVADOR (1624-1625)Cientes da vulnerabilidade das povoações portuguesas no litoral Nordeste brasileiro, os administradores da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (W.I.C.) decidiram pelo ataque à então capital do Estado do Brasil, a cidade do Salvador, na capitania da Bahia.123Desse modo, no dia 10 de Maio de 1624, uma expedição da W.I.C. com vinte e seis navios transportando um efetivo de cerca de mil e setecentos homens sob o comando do almirante Jacob Willekens atacou e conquistou a capital. Em pânico, os habitantes retiraram-se para o interior. O Governador-Geral, Diogo de Mendonça Furtado, entrincheirou-se no palácio, mas tanto ele como o filho e alguns oficiais foram aprisionados e enviados para os Países Baixos. A administração da cidade passou a ser exercida pelo fidalgo holandês Johan van Dorth. O Governador da Capitania de Pernambuco, Matias de Albuquerque, foi então nomeado Governador-Geral, administrando a colônia a partir de Olinda, e enviando expressivos reforços para a guerrilha sediada no Arraial do Rio Vermelho e no Recôncavo.123Em 1625, a Espanha enviou, como reforço, uma poderosa armada de cinquenta e dois navios com cerca de doze mil homens sob o comando de D. Fadrique de Toledo Osório, marquês de Villanueva de Valduesa, e do general da armada da Costa de Portugal, D. Manuel de Meneses, a maior então enviada aos mares do Sul: a famosa Jornada dos Vassalos. Essa expedição derrotou e expulsou os invasores holandeses a 1 de maio desse mesmo ano.123O enorme gasto com a invasão às terras da Bahia foi recuperado quatro anos mais tarde, num audacioso ato de corso quando, no mar do Caribe, o Almirante Piet Heyn, a serviço da W.I.C., interceptou e saqueou a frota espanhola que transportava o carregamento anual de prata extraída nas colônias americanasINVASÃO DE OLINDA E RECIFE (1630-1654)De posse dos recursos obtidos no saque à frota da prata, os neerlandeses armaram nova expedição, desta vez contra a mais rica de todas as possessões portuguesas. O seu objetivo declarado era o de restaurar o comércio do açúcar com os Países Baixos, proibido pela Coroa da Espanha. Uma nova e poderosa esquadra com sessenta e sete navios e cerca de sete mil homens  a maior já vista na colônia  sob o comando do almirante Hendrick Lonck, investirá agora sobre Pernambuco onde, em fevereiro de 1630, conquista Olinda e depois Recife. Com a vitória, os invasores foram reforçados por um efetivo de mais seis mil homens, enviado da Europa para assegurar a posse da conquista.910A aquisição de mão de obra escrava tornou-se imprescindível para o sucesso da colonização neerlandesa. Por essa razão, a W.I.C. começou a traficar escravos da África para o BrasilA CAPITULAÇÃO HOLANDESAA capitulação holandesa no Brasil, assinada em 26 de Janeiro de 1654, melhor conhecida na historiografia em História do Brasil como Capitulação do Campo (campanha ou campina) do Taborda, fixou os termos e as condições pelas quais os membros do Conselho Supremo do Recife entregavam ao Mestre de Campo, General Francisco Barreto de Menezes, Governador da Capitania de Pernambuco, a cidade Maurícia, Recife, e mais forças e fortes junto deles, e os lugares que tinham ocupado ao Norte, a saber:
  • NORDESTE: ASPECTOS DA INFLUENCIA DA CANA SOBRE A VIDA E A PAISAGEM DO NORDESTE DO BRASIL, DE GILBERTO FREYRE. 1951 PELA LIVRARIA JOSÉ OLYMPIO EDITORA ILUSTRAÇÃO DE LULA CARDOSO AYRES, M. BANDEIRA. COLEÇÃO DOCUMENTOS BRASILEIROS, DIRIGIDO POR OCTAVIO TARQUINIO DE SOUSA. 2ª EDIÇÃO, REVISTA E AUMENTADA. . 200 EXEMPLARES EM PAPEL PLUMA NUMERADOS DE 1 A 200. TODOS ASSINADOS PELO AUTOR. ESTE É O EXEMPLAR Nº 29. CONTÉM INDICE GERAL, E ILUSTRAÇÕES. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM MARROM COM FLORAIS E TEXTO EM DOURADO. CONTRA CAPA MARMOREADO EM VERMELHO, BRANCO E PRETO. MIOLO SUPERIOR ARREMATADO EM OURO. 297 PÁGINAS 24CM X 31CM. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: No prefácil destacamos este trecho: Este ensaio é uma tentativa de estudo ecológico do Nordeste do Brasil. De um dos Nordestes, acentue-se bem, porque há, pelo menos, dois, o agrário e o pastoril; e aquí só se procura ver de perto o agrário. O da cana de açúcar, que se alonga por terras de massapê e por várzeas, do Norte da Bahia ao Maranhão, sem nunca se afastar muito da costa. Ver simplesmente. Não se trata de sondagem nem de análise minuciosa. A análise ecológica de uma região tão complexa seria tarefa para mais de um autor, e não para um só; e também para mais de um volume. Aqui apenas se tenta esboçar a fisionomia daquele Nordeste agrário, hoje decadente, que foi, por algum tempo,  centro da civilização brasileira. Do outro Nordeste traçará  perfil para esta coleção um dos conhecedores mais profundos de sua formação social Djacir Menezes. O critério deste estudo já disse que é um critério ecológico. O centro de interesse, o homem, fundador de lavoura e transplantador e criador de valores à sombra da agricultura, ou antes, da monocultura da cana. O homem colonizador, em suas relações com a terra, com o nativo, com as aguas, com as plantas, com os animais da região ou importados da Europa ou da África. Muito diferente da imagem que a maior parte dos brasileiros tem da região, o Nordeste, de Gilberto Freyre, é uma terra de fartura, de águas abundantes, "onde nunca deixa de haver uma mancha d'água: um avanço de mar, um rio, um riacho, o esverdeado de uma lagoa", como no poema de Carlos Pena Filho. Classificado pelo autor como "tentativa de ensaio ecológico", o livro retrata aquela região agrária do Nordeste que, segundo Freyre, "foi, por algum tempo, o centro da civilização brasileira". O outro Nordeste, mais conhecido pelos brasileiros, foi estudado por um outro escritor, Djacir Menezes. O Nordeste de Gilberto Freyre é o da região da monocultura da cana, sustentada pelo braço escravo, dos grandes senhores de engenho, patriarcais, de voz áspera, cujos gritos faziam tremer crianças e mulheres, mandões, ligados à terra, aos bichos, à vegetação, "o tipo mais puro de aristocrata brasileiro". Uma aristocracia quase feudal, de hábitos requintados, que sabia recepcionar, lia livros e revistas, cultivava a música em pianos. Cada propriedade era um mundo à parte, autossuficiente, dirigido pelo pater-família, como um pequeno império. Ali, modelada pela cana-de-açúcar, surgiu uma civilização original, hábitos muito peculiares, uma cozinha riquíssima em doces e comidas açucaradas, que levavam ao delírio as sinhás e os meninos, luxo nos trajes, excesso de joias nas mulheres, uma atividade sexual desregrada, que os molecotes exibiam, escandalizando os moralistas. Quando de sua publicação, Nordeste foi considerado uma novidade na obra de Gilberto Freyre, um livro eminentemente geográfico, mais simples e despojado do que as obras anteriores. O estilo, de "sabor sensual, denso, oloroso" (Manuel Bandeira) continuava o mesmo, assim como a arte de narrar do autor, com alguma coisa de romancista.  Gilberto de Mello Freyre nasceu no Recife, 15 de março de 1900 foi um polímata brasileiro. Como escritor, dedicou-se à ensaística da interpretação do Brasil sob ângulos da sociologia, antropologia, geografia e história. Foi também autor de ficção, jornalista, poeta e pintor. É considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX. Gilberto Freyre foi o intelectual mais premiado da história do país; laureado com o Prêmio Aspen, honraria que consagra "indivíduos notáveis por contribuições excepcionalmente valiosas para a cultura humana, e com o prêmio italiano La Madonnina. Dentre outros prêmios e honrarias, recebeu a Ordem do Império Britânico, o Prêmio Jabuti de Literatura, o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio de Excelência Literária da Academia Paulistana de Letras, medalhas de Portugal e da Espanha e a Ordem Nacional da Legião de Honra da França. Sagrou-se ainda imortal da Academia Pernambucana de Letras.

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