Peças para o próximo leilão

415 Itens encontrados

Página:

  • IMPERIAL ORDEM DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO  GRAU DE COMENDADOR -   PLACA PEITORAL DE COMENDADOR. SINGULAR PLACA EM OURO MACIÇO, PRATA DE LEI E RICOS ESMALTES. UMA DAS MAIS BONITAS QUE JÁ VI. PRODUÇÃO DE MESMO ENCOMENDANTE E FABRICANTE DA OFERTADA NO PROXIMO LOTE. ESTRELA RAIADA  REMATADA EM PONTA DE DIAMANTE CONFERE UM BRILHO ESPETACULAR A ESTA PLACA. EMOLDURADA POR ESPESSO LAUREO EM OURO DE ALTO TEOR REMATADO POR MICROFLORES E RAMAGENS ESMALTADOS EM RELEVO ESTÁ UMA RESERVA TAMBÉM EM ESMALTE CONTENDO A CRUZ DE MALTA. NO TOPO CORAÇAO FLAMEJANTE ESMALTADO DO QUAL DESPONTA CRUZ EM AZUL DA MESMA ESPÉCIE. MAGNIFICA E MUITO APROPRIADA PARA COLEÇÃO DE ALTO NIVEL PELA VIRTUOSA OURIVESSARIA EMPREGADA EM SUA CONFECÇAO. BRASIL, SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. 6 CM DE ALTURA 33.58 GNOTA: Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus, ou simplesmente chamada Ordem de Cristo, é uma ordem de cavalaria instituída pelo imperador Pedro I do Brasil em 7 de Dezembro de 1822, com base da ORDEM DE CRISTO portuguesa fundada pelo rei Dom Dinis e pelo papa João XXII em 1316-1319. A ordem foi usada para premiar pessoas por serviços excepcionais que resultaram em utilidade notável e comprovada para a religião(catolicismo romano), para a humanidade e para o estado .Cavaleiros da Ordem de Cristo faziam parte da nobreza sem título do Império do Brasil. Até Dom João VI a Ordem de Cristo era concedida mediante rigoroso exame do postulante, duas características eram fundamentais: Sangue Limpo (que significava não haver em sua linhagem precedente elementos com ascendência judaica, moura ou negra) e comprovar que pelo menos há três gerações não houve registro de mácula mecânica ou seja depender da subsistência por esforço braçal. A partir do séc. XVIII, sob o reinado de DOM JOSÉ I, e da filha DONA MARIA I para garantir a fidelidade dos vassalos na colônia foi preciso dispensar alguns critérios na concessão da ordem e com a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil houve um afrouxamento sem precedentes desses critérios. Não foi tarefa fácil transformar a rude colônia em sede de reino e para aglutinar esses esforços Dom João VI passou a oferecer aos ricos proprietários de terra a possibilidade de ascender a categoria de Nobreza não Titulada com a concessão da Ordem de Cristo. Essa estratégia esbarrava em alguns problemas técnicos por assim dizer, difícil era quem não tivesse no Brasil miscigenação de sangue ou que não tivesse dado duro para chegar a condição de senhor. Havia ainda uma categoria de cidadãos abastados enriquecidos de forma escandalosa como o tráfico de escravos. Tudo isso fez com que a partir daí a Ordem de Cristo, ou os critérios para sua concessão, nunca mais fossem os mesmos no Brasil ou em Portugal. Embora a posição de senhor de engenho por si só já oferecesse status privilegiado e uma posição de destaque dentro do cenário colonial muitos senhores de engenho almejavam obter títulos de nobreza devido às vantagens que o ser nobre conferia aos titulados. Fazer parte da nobreza como membros das ordens militares, por exemplo, significava estar isento de impostos como o dízimo, o que interessava a muitos senhores de engenho e em contrapartida era uma das razões para a relutância da Coroa em conceder estas honras. Uma patente de oficial miliciano, assinada pelo rei, proporcionava aos senhores de terra não só a tão almejada distinção, mas também regalias que se caracterizavam como um estilo de vida peculiar da nobreza, que incluía ter serviçais à disposição, usar montaria, gozar de regalias, como obter autorização para celebrar missas no oratório da casa e demonstrar refinamento de maneira e de costumes, a fim de serem reconhecidos enquanto homens bons. Aos homens bons cabia também a escolha, entre o seu meio, dos eleitores que, por sua vez, elegeriam os vereadores, juízes ordinários, procuradores, escrivães, almotacés e outros cargos das câmaras municipais das Vilas. Com a Independência do Brasil também era premente garantir as alianças locais e fidelidade dos súditos do Império nascente além da instituição de uma nobreza que garantisse a ordem social necessária ao aparato imperial. Depois daIndependência do Brasil, oimperadorDom Pedro Icontinuou sua autoridade inerente como a fonte de honras transmitida por seu pai, o reiDom João VIde Portugal.Seu direito estendia-se a conferir títulos de nobreza e também as três antigas ordens portuguesas de cavalaria:Ordem de Cristo,Ordem de Avize aOrdem de São Tiago da Espada.Dom Pedro I tornou-se o primeiro Grão-Mestre do ramo brasileiro da Ordem de Cristo.Segundo o historiador Roderick J. Barman, Dom Pedro I declarou em um decreto que seu direito se originou em: Soberanos Reis meus Predecessores, e especialmente pelo meu Santo e Soberano Padre D. João VI.Após a morte de seu pai, Dom Pedro I também se tornou o Grão-Mestre da Ordem Portuguesa de Cristo como Rei Pedro IV de Portugal. Em 1834 a Ordem de Cristo foi reformada pelo governo liberal de Portugal e pela rainha Maria II(irmã do imperador Dom Pedro II).A ordem perdeu suas prerrogativas militares com a reforma e tornou-se uma ordem nacional.Como tal, o ramo brasileiro da Ordem de Cristo era o único ramo que mantinha seu status militar.Em 1843 o ramo brasileiro também foi reformado pelo Imperador Dom Pedro IIe tornou-se uma ordem nacional com o decreto N. 2853. Como tal, a Ordem de Cristo terminou a sua existência como uma ordem militarem Portugal e no Brasil; no entanto, a ordem permaneceu altamente considerada pela nobreza do Brasil e Portugal como resultado de sua importância para a história e o prestígio que proporcionava aos cavaleiros.Membros de todas as ordens brasileiras de cavaleiros faziam parte da nobreza sem título ,independentemente do grau, dependendo do grau do cavaleiro eles também recebiam honras militares,saudações e estilos honoríficos. Em 22 de março de 1890, a ordem foi cancelada como ordem nacional pelo governo interino dos Estados Unidos do Brasil.No entanto, desde a deposição em 1889 do último monarca brasileiro, o imperador Pedro II, a ordem é reivindicada como uma ordem de casa, sendo concedida pelos chefes da Casa de Orleans-Bragança, pretendentes ao extinto trono do Brasil.A atual família imperial brasileira é dividida em dois ramos, Petrópolis e Vassouras, e o título Grão-Mestre da Ordem é disputado entre esses dois ramos.
  • LÉPOPÉE DU COSTUME MILITAIRE FRANÇAIS. AQUARELLES ET DESSÍNS ORIGINAUX DE JOB. ( A ÉPICA DO TRAJE MILITAR FRANCÊS. AGUARELAS E DESENHOS ORIGINAIS POR TRABALHO.) PARIS. SOCIETE FRANÇAISE DEDITIONS DART. L. HENRI MAY . FORAM RETIRADAS 50 CÓPIAS EM PAPEL JAPONÊS. 30 DE NOVEMBRO DE 1898. GRAVURAS PRETO E BRANCO E COLORIDAS DE M. RAYMOND E MM. DUCOURTIOUX E HUILLARD. 299 PÁGINAS. 25CM X 33CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA EM MARROQUIM VERMELHO COM PAPEL MARMOREADO COLORIDO. LOMBAR COM TEXTO EM DOURADO. CONTRACAPA EM PAPEL MARMOREADO COLORIDO. MIOLO SUPERIOR EM OURO.Nota: Ao Sr. COTTREAU, Oferecemos a você este livro, que se beneficiou muito de seus conselhos e orientação impecável. Talvez não esteja à altura de sua erudição especial, porque, querendo procurar o homem sob o uniforme e casar a alma com o corpo, inclinamo-nos mais prontamente para ideias gerais e deduzimos do estudo do traje o que ele contém de filosofia. O essencial é que o nosso trabalho não ofenda ninguém, que não ofenda aqueles que, como você, se esforçaram muito na ciência da moral militar, sem deixar de ter muito alta a fé do carvoeiro em cujo exército todos, no momento, são, serão ou foram. (H. BOUCHOT). TRECHO DO PRÓLOGO: ÉPICO nem sempre significa glória, conquista ou triunfo; vemos a expressão sublime escondendo também as grandes misérias, as horas más, tudo o que pode nos fazer amar mais o arreio amigo, testemunha das dores. O épico deixou muitos ilustres derrotados e, desde a Durandal de Roland, cantada nos séculos antigos, muitas boas espadas quebradas em batalha tiveram sua própria história fascinante e nobre. Este livro não se debruçará sobre desastres; ele os conhecerá se cair em reconhecê-los, exaltá-los até, ao mesmo tempo em que mostra o que pode, no homem vitorioso ou vencido, o poder da tradição e a força da a ideia. Um filósofo alemão quis inverter o provérbio; Ele escreveu: as roupas às vezes fazem o homem. Mais precisamente, ele teria sugerido que o uniforme faz o soldado. E ele faz o soldado tão perfeitamente que, pouco a pouco, ao longo dos anos, ele transforma o físico e o moral, e passa a despertar qualidades especiais no menos guerreiro dos camponeses, a despertar atavismos entorpecidos e a transformar um grosseirão em herói. Melhor ainda, e esta é a base da nossa tese, se esse herói existe, se ele se condena à privação e ao trabalho duro sem reclamar muito, não é o amor à ostentação que o constrange. Uma coisa o cativou, sobre a qual ele não raciocina e que teríamos dificuldade em deduzir. Há uma espécie de sedução nas roupas que ele veste, mesmo que estejam em farrapos e cobertas de lama; então nascem sentimentos indefiníveis, "bravura" segundo a antiga palavra, e por um botão de metal costurado em um macacão, por uma pena plantada em feltro, o civil mais indiferente a princípio sente algo diferente logo, e de bom grado o marca. Os maiores homens de guerra são aqueles que compreenderam esses êxtases particulares e os exaltaram.
  • OSÓRIO  SINTESE DE SEU PERFIL HISTÓRICO DE J. B. MAGALHÃES EDITORA BIBLIOTECA DO EXÉRCITO BRASILEIRO. BRASIL RIO DE JANEIRO 1978. EDIÇÃO ESPECIAL. PREFÁCIO DE PEDRO CALMON. COLEÇÃO GENERAL BENÍCIO VOLUME 158. PUBLICAÇÃO 479. CAPA DE MURILLO MACHADO. 333 PÁGINAS. 17CM X 24CM. CONTÉM INDICE DIVIDIDOS EM 4 BLOCOS (A VIDA HONROSA DO GENERAL OSÓRIO, EPISÓDIOS E ANEDOTAS, PENSAMENTOS E OPINIÕES, SINOPSE.). ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA EM MARROQUIM BRANCO COM ORNAMENTOS BRASÕES E TEXTOS EM DOURADO, REPETINDO NA LOMBAR E QUARTA CAPA. Nota: APRESENTAÇÃO: A Direção da Biblioteca do Exército Editora pesquisou, entre os membros de seu Conselho Editorial e diversos Cavalarianos ilustres, qual obra, já publicada sobre a personalidade do General Osório, merecia ser reeditada pelo Exército. O trabalho do Coronel João Baptista Magalhães foi o preferido, entre os muitos aventados. Com a presente reedição, prefaciada magistralmente por Pedro Calmon, procura esta Editora continuar a oferecer a seus Assinantes um conjunto de obras biográficas sobre os Patronos das diversas Armas e Serviços. Osório Síntese de Seu Perfil Histórico, um pouco diferente do trabalho original do Coronel J. B. Magalhães, eis que se incumbiu o Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Professor Pedro Calmon, de escoimá-lo do dispensável, a fim de que o leitor moderno, dispondo de reduzido tempo para leitura, pudesse, do Patrono da Cavalaria, saber o mínimo necessário. Ele próprio, Pedro Calmon, explica o seu trabalho de redução sem comutação do sério (e longo) trabalho daquele famoso Coronel de Cavalaria e Estado-Maior. Cumpre, publicamente, agradecer aos herdeiros do autor terem aberto mão dos direitos autorais que lhes caberiam por lei, a Sr. Jussara de Avellar Serpa e o Dr. João Luiz Baptista Magalhães, este filho do Coronel J. B. Magalhães. Espera esta Organização Militar, com o presente livro, estar contribuindo, de forma efetiva, eficaz, objetiva e direta, para a firme manutenção da tão falada, hoje em dia, mas tão esquecida "Memória Nacional". Nunca, como agora, exemplos como os de Osório apresentam-se mais atuais, a esquentar corações e a imunizar nossa juventude militar contra toda ordem de chamamentos ilícitos. Porque, especialmente, "a farda não abafa no peito o cidadão". BIBLIOTECA DO EXÉRCITO  EDITORA VII. Manuel Luís Osório, o Marquês do Herval nasceu em Conceição do Arroio, Rio Grande do Sul no dia 10 de maio de 1808. Foi um marechal, político e monarquista brasileiro. De praça do Exército Imperial aos quinze anos de idade, galgou todos os postos da hierarquia militar de sua época, mercê dos atributos de soldado que o consagram como "O Legendário". Participou dos principais eventos militares do final do século XIX, sendo herói da Guerra do Paraguai. É o patrono da Arma de Cavalaria do Exército Brasileiro (1962).
  • TEMPOS COLONIAES  ORIGEM DO 1º BATALHÃO DE INFANTARIA DO EXERCITO, BIOGRAPHIA DOS DOIS PRIMEIROS COMMANDANTES, ESTUDOS DA TOPOGRAPHIA E BATALHA DE WATERLOO. OBRA ORGANIZADA EM 1903 POR JUVENCIO RODRIGUES DOS SANTOS. MAJOR DE INFANTERIA DO EXERCITO. E AMPLIADA COM OUTROS ASSUMPTOS PELO CORONEL BENEVENUTO PACHECO JORDÃO. BRAZIL  ESTADO DE SÃO PAULO 1910. TYPOGRAPHIA DE HENNIES IRMÃOS CAIXA 189. 143 PÁGINAS. 15CM X 23CM. PÁGINAS GRAMPEADAS. CONTÉM INDICE, FOLHA SUPLEMENTAR DA ESQUADRA NAVAL BRASILEIRA. ENCADERNAÇÃO EM CAPA MOLE. PAPEL ILUSTRADO COM BANDEIRA DO BRASIL E TEXTOS EM PRETO. QUARTA CAPA COM TEXTO EM PRETO.Nota: INTRODUCÇÃO: Os nomes dos ilustres generais Antônio José Claudino de Oliveira Pimentel e João Carlos de Saldanha, pertencem aos primeiros comandantes do 1. Regimento de infantaria, nos tempos coloniais, hoje, 1.º Batalhão de infantaria do nosso exército: o primeiro veio para o Brasil em princípio do ano de 1816 acompanhando a expedição portuguesa, e o segundo achava-se no Rio de Janeiro em companhia do Marechal Beresford e de D. João VI, rei de Portugal, quando a expedição desembarcou em nossas plagas, na Praia Vermelha, hoje, Escola Militar do Brasil. Vamos biografar o primeiro, porque do segundo apenas daremos ligeiros traços da sua vida. O AUTOR.
  • Nota: Momento: instabilidade conjuntural e busca de cooperaçãocom momentos de rivalidade (1898-1961). Argentina boicotou a Primeira Conferência Panamericana (1889-1890). Na ocasião, confrontando a doutrina Monroe, o chefe da Delegação argentina, chanceler Roque Sáenz Peña, proclama a América para a humanidade. A oposição argentina inviabilizou o projeto de união aduaneira continental, abortando o embrião da Alca. O presidente Julio A. Roca firma o Tratado de Fronteira com o Brasil em 1898, abrindo período inédito de aproximação bilateral. Realiza-se a primeira troca de visitas presidenciais  Roca visita o Brasil em 1899 e Campos Sales, a Argentina, em 1900. Futuramente o presidente Roque Sáenz Peña (1910-1914) atua de forma cautelosa para evitar o acirramento de tensões com o Brasil: visita o Brasil em 1910, ocasião em que pronuncia a célebre frase tudo nos une, nada nos separa. A percepção argentina era de que o chanceler Rio Branco imprimia mudanças significativas em relação à diplomacia do início da República, no sentido de restaurar a preeminência na América do Sul, coerente com as tradições imperiais. Trecho da matéria da revista caras y caretas : Brasileiros, sejam bem-vindos! Bem-vindos ao nosso país, vizinhos e amigos, vocês que carregam nas veias o sangue dos filhos daquela margem do Atlântico, que foi a terra escolhida para espalhar seu nome ao longo da história. Eles, como os nossos antepassados, extraíram da Idade Média, do pó dos combates de cavalaria e, acima das abstrações místicas conventuais, o desejo de empreendimentos heróicos; porque era chegada a hora de chegar ao além dos oceanos tempestuosos, onde flutuava Thule... Aos filhos de Portugal, a Bartolomeu Díaz, a Vasco da Gama, atores das epopeias mais gloriosas que a humanidade recorda, seladas para sempre em versos áureos por Camões, caberia a glória de conquistá-la, zarpando daquele ponto da Europa que durante três séculos enviou ao mundo a luz do seu gênio com seus capitães de ferro que na Ásia, África e América deixaram a marca de suas façanhas, arrebatando dos abismos oceânicos ilhas, continentes, terras, como aquele Brasil exuberante e polimorfo, que resumia o universo em seus aspectos, e era chamado aos mais nobres destinos na distribuição das civilizações...
  • FERDINAND DE LESSEPS  (1805-1894) O CONSTRUTOR DOS CANAIS DE SUEZ E DO PANAMÁ E RICHARD DU CHANTAL O NATURALISTA QUE COMPROU 14 CAMELOS PARA O IMPERADOR DOM PEDRO II INTRODUZIR NO SERTÃO DO CEARÁ.  CARTA ESCRITA POR LESSEPS EM PARIS EM 12/02/1860 DIRIGIDA AO PRESIDENTE DA SOCIEDADE DACLIMATATION, ISIDORE GEOFFROY SAINT-HILAIRE CONVIDANDO A SOCIEDADE A DESIGNAR  M. RICHARD DU CHANTAL PARA INSPECIONAR SUA CRIAÇÃO DE CAVALOS ÁRAVES  E JUMENTOS PERCHERON. FERDINAND DE LESSEPS  FOI UM DOS MAIS BRILHANTES E AMBICIOSOS EMPRESÁRIOS NA SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. FOI ELE A VIABILIZAR A CONSTRUÇÃO DO CANAL DE SUEZ E TAMBÉM O CANAL DO PANAMÁ. Com efeito, este personagem é um dos muitos visionários daquela época, defendendo a intercomunicação entre os povos, através da abertura de estradas e canais. Este seu raciocínio reduziria as distâncias e aproximaram todas as regiões do mundo, aumentando assim, na sua perspetiva, o avanço industriA. O PRIMEIRO EMPREENDIMENTO, O CANAL DE SUEZ,  MOSTROU-SE UM NEGOCIO FENOMENAL PARA A INGLATERRA, PELO QUAL FOI CONDECORADO. O SEGUNDO, O CANAL DO PANAMÁ, FEZ OS ACIONISTAS PERDEREM TANTO DINHEIRO QUE LESSEPS FOI CONDENADO A CINCO ANOS DE PRISÃO, QUE ELE NÃO CUMPRIU EM RAZÃO DE SEU PRECÁRIO ESTADO DE SAÚDE. O CANAL DE SUEZ QUE MEDE 265 QUILOMETROS DE COMPRIMENTO, FOI A REALIZAÇÃO MAIOR DE SUA VIDA. A IDEIIA EERA UM PLANO QUE EXISTIA DESDE OS TEMPOS DOS FARAÓS. EM 1941 A.C. SENUSRET III FEZ ESCAVAR UM CANAL ENTRE O MAR VERMELHO E O NILO, COMO COMUNICAÇÃO INDIRETA COM O MEDITERRANEO. LOGO AS AREIAS O OBSTRUIRAM. OUTRAS TENTATIVAS SE FIZERAM.  OS ENGENHEIROS QUE ACOMPANHARAM NAPOLEÃO EM SUA EXPEDIÇÃO AO EGITO FIZERAM OBSERVAÇÕES SOBRE A POSSIBILIDADE DO EMPREENDIMENTO. POR ULTIMO, FERDINAND DE LESSEPS OBTEVE O CONSENTIMENTO DE SEU AMIGO O SULTÃO SAID, VICE-REI DO EGITO SOB A DOMINAÇÃO NOMINAL DOS TURCOS. LESSEPS FORMOU UMA COMPA-NHA PARTICULAR E LANÇOU-SE À TAREFA, QUE DUROU 10 ANOS, ATÉ 1869. OS LIVROS DE TEXTO EGITO FALAM DE 120 MIL OPERARIOS MORTOS POR DESNUTRIÇÃO, FADIGA E DOENÇAS. OS CIRCULOS OCIDENTAIS NÃO VÃO ALEM DE 10 MIL. MAIS TARDE, O VICE-REI IS-MAEL, À BEIRA DA BANCARROTA POR CAUSA DE SEUS GASTOS, VENDEU SUAS AÇÕES DA EMPRESA À GRÃ-BRETANHA. A OPERAÇÃO CONSTITUIU O PRIMEIRO PASSO PARA A DOMINAÇÃO INGLESA DO EGITO. UM ACORDO ESTABELECEU POR FIM A RETIRADA DOS 80 MIL SOLDADOS INGLESES DA ZONA DO CANAL, EM JUNHO DE 1956. TRINTA E OITO DIAS DEPOIS, NASSER 0 NACIONALIZAVA. NOTA: Camelos no Ceará. Por mais inusitada que essa curta frase possa parecer, ela já foi uma realidade. No dia 18 de junho de 1859, 14 deles desembarcaram na cidade de Fortaleza após uma travessia de 34 dias saída da Argélia. Os animais, acredite se quiser, seriam testados como uma alternativa para as mulas de carga na região, num plano do Império que pretendia aproximar cientificamente França e Brasil, tornando nosso país mais relevante no cenário mundial. Palco de várias expedições europeias, que ainda descreviam o solo nacional como uma terra exótica e estranha, os cientistas brasileiros queriam nessa mesma época realizar uma jornada 100% nacional, catalogando fauna, flora, topografia e costumes numa perspectiva interna. Os camelos configurariam uma primeira etapa da expedição ao interior do Ceará, onde os cientistas testariam eles mesmos a aptidão dos animais recém-chegados. Historicamente  e injustamente  lembrada como um fracasso da nossa história, a viagem durou cinco anos e ajudou a catalogar e sistematizar o conhecimento sobre nosso país de uma forma ainda inédita por aqui.  Na manhã de 9 de abril de 1859, o naturalista Richard Du Chantal partiu de Argel com a missão de comprar catorze camelos para o imperador do Brasil. Pedro II encomendara os animais à Sociedade Imperial Zoológica de Aclimatação de Paris, interessado em promover uma experiência de adaptação da espécie ao Nordeste brasileiro. Du Chantal, vice-presidente da instituição científica francesa e conhecedor de expedições na colônia, foi o encarregado da compra. Com receio dos ataques de rebeldes tuaregues, ainda frequentes na Argélia, ele garantiu lugar num comboio militar que viajava para o interior. A caravana cruzou as montanhas do Atlas e seguiu por quatro dias em direção às terras entre as cidades de Boghar e Laghouat, na fronteira do Saara, região habitada por criadores renomados pela qualidade dos dromedários. Uma enorme feira de clãs árabes e beduínos atraía colonos europeus que estavam abrindo fazendas pelo país com o apoio da França. A oferta ali era farta e Du Chantal pôde escolher com cuidado a cáfila imperial. Arrematou dez fêmeas e quatro machos, todos de três a quatro anos, exceto um dos camelos, de sete. Quatro das fêmeas estavam prenhes. Numa homenagem ao Brasil, Du Chantal marcou os animais com a letra B no lado esquerdo do pescoço. No total, ao fim de negociações arrastadas, pagou 12320 francos aos vendedores. A soma pareceu bem moderada ao presidente da Sociedade de Aclimatação, o biólogo Isidore Saint-Hilaire: A média de 880 francos por cabeça foi vantajosa em comparação com o que se vê em outras províncias, de animais de qualidade bem inferior, relatou na prestação de contas. Ao câmbio da época, cada besta custou 330 mil-réis ao governo brasileiro. No Ceará, para onde seriam enviados os camelos, um cavalo encilhado valia em torno de 100 mil-réis. O jegue era mais barato e variava muito de preço a cada localidade. Du Chantal contratou na feira quatro argelinos para acompanhar os camelos na viagem transatlântica até o Siara, o nome com que a província brasileira constava nos documentos. Os tratadores ficaram encarregados de vigiar a tropa na propriedade de um chefe tribal, nos arredores de Boghar, enquanto, em Marselha, um navio de três mastros passava por uma reforma para acomodar a carga inusual. O Splendide era citado como uma joia da construção naval francesa: Trata-se de uma das melhores e mais belas embarcações da marinha mercante, atestou Saint-Hilaire. O representante da Sociedade em Marselha, o naturalista Antoine Hesse, fez o fretamento e se encarregou, durante três meses, da adaptação do veleiro. Sobre o convés, construiu uma espécie de estrebaria dupla. A estrutura retangular, com aberturas dos quatro lados, era alta o suficiente para receber os camelos e baixa o bastante para não atrapalhar as manobras das velas. Um corredor central dividia o espaço em dois blocos, com manjedouras fixadas em cada um deles. O teto de madeira recebeu como proteção uma lona untada de alcatrão que se estendia pelas laterais do estábulo improvisado. A viagem de Argel a Fortaleza durou 34 dias. Apesar das fortes tempestades e das dificuldades com alimentação, os camelos chegaram bem-dispostos e com saúde para enfrentar os testes de aclimatação ao Nordeste. Numa ensolarada manhã de julho, foram empurrados, um a um, para uma baia móvel e içados do Splendide até jangadas que os levaram, com água pelas canelas, ao trapiche do porto. Na praia, protegida por uma cobertura de panos leves, a comitiva de políticos e cientistas enviados pelo imperador acompanhou o desembarque. Logo atrás das autoridades, juntava-se uma multidão, assustada com os animais exóticos e desconfiada dos mouros.  Não vos parece, senhores, que já era tempo de entrarmos, sem auxílio estranho, no exame e investigação desse solo virgem?, propôs o visconde de Sapucaí. De desmentirmos esses viajantes de má-fé ou levianos que nos têm ludibriado e caluniado? Ex-preceptor de Pedro II, Sapucaí presidia o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Na sessão solene de maio de 1856, os sócios da instituição denunciavam, em discursos exaltados, exploradores estrangeiros que haviam publicado na Europa uma série de informações falsas e fantasiosas sobre o Brasil. Defendiam que o país tinha o dever de patrocinar uma missão exploratória e propunham a formação de um grupo de cientistas para estudar por conta própria, sem controle estrangeiro, como nunca havia sido feito antes, o imenso e desconhecido território nacional. Até então, naturalistas locais serviam como meros colaboradores de expedições estrangeiras, sem autonomia sequer para escolher roteiros. Agora eles almejavam mostrar ao mundo que não nos faltam talentos e habilitações para as pesquisas científicas. O Império só teria a ganhar: Tudo seria do mais alto interesse nessa exploração; conhecimentos positivos da topografia, dos cursos dos rios, dos minerais, das plantas e animais, dos costumes, da língua e das tradições dos autóctones, cuja catequese seria também mais facilmente compreendida, previu o visconde. Pedro II assumiu a criação da Imperial Comissão Científica de Exploração das Províncias do Norte (designação usada para todas as terras acima da Bahia), tornando lei a despesa prevista para a empreitada. A jovem monarquia tentava tomar pé de seu tempo, a era de ouro dos naturalistas viajantes, discípulos de Humboldt, que redesenharam o planeta no século XIX. A missão brasileira cobiçava, como as demais, fazer ciência e descobrir riquezas. Pretendia também entender um pouco mais uma nação que mal se conhecia. No Oitocentos, o Norte e o sertão nordestino eram rincões ermos e impermeáveis para a corte. O Ceará foi definido como primeiro destino da expedição por causa de suas promessas de riqueza. Desde a colônia, havia relatos sobre indícios minerais nas serras cearenses, e duas lendas muito difundidas falavam de jazidas escamoteadas por holandeses e tesouros abandonados pelos jesuítas com a expulsão da Companhia de Jesus do Brasil. O problema da seca não teve relevância, pois era visto como uma questão regional, sem a dramaticidade que assumiu em poucos anos. E um atrativo extra pesou na escolha pelo Ceará. Havia alguns meses, o governo estudava com cientistas franceses um projeto de aclimatação de camelos ao Nordeste brasileiro. O IHGB poderia, assim, assumir também a responsabilidade de testar os dromedários como alternativa ao jegue no transporte em longas distâncias desérticas. As catorze cobaias importadas entraram para a história como um fracasso exemplar entre os inúmeros planos insanos e perdulários adotados pelos governos, do Império à República, para enfrentar o drama da seca. A tropa que Du Chantal comprou, três anos depois da criação da Comissão Científica imperial, se destinava a um experimento paralelo, mero anexo de um programa repleto de ambições. A potente mistura de ineditismo e exotismo, porém, transformou o projeto dos camelos na marca da missão de Pedro II. As catorze cobaias importadas entraram para a história como um fracasso exemplar entre os inúmeros planos insanos e perdulários adotados pelos governos, do Império à República, para enfrentar o drama da seca. Uma fama equivocada. Ninguém cogitava solucionar a desgraça das estiagens com dromedários, e os animais não foram testados o suficiente para poderem fracassar. Viraram, sim, uma encrenca política, foram abandonados pelos cientistas e doados a fazendeiros do sertão que não os usaram sequer como jegues. Apesar de tudo, o Camelus dromedarius saiu do episódio com a reputação chamuscada e a pecha de inadequado às veredas nordestinas. Da preparação à extinção, entre os cinco anos que durou, a Comissão produziu e sistematizou conhecimento numa quantidade e qualidade que o país jamais experimentara. Formou coleções botânicas e zoológicas de milhares de exemplares, realizou pesquisas geológicas, estudos de etnologia e levantamentos geográficos e astronômicos. Comparada às missões transcontinentais da época, foi modesta, embora se revelasse pesadíssima para a incipiente monarquia, com suas precariedades e circunstâncias. Sob pressão permanente dos políticos conservadores, que consideravam desperdício gastar mais dinheiro com ciência e educação, sofreu boicote e injustamente ganhou notoriedade por conta de seus reveses. Além dos camelos, é mais lembrada pelos apelidos que levou no plenário do Senado: Comissão das Borboletas, pela acusação de inutilidade; ou Comissão de Defloramento, pelos escândalos provocados na província. Três ilustres brasileiros foram os principais responsáveis pela aventura: o barão de Capanema; o médico e botânico Freire Alemão; e o poeta e etnólogo Gonçalves Dias. Eram diferentes em tudo, da origem familiar ao estilo de vida. Filho de humildes colonos fluminenses, Freire Alemão se tornara um cientista reconhecido na Europa e conselheiro do Império. Capanema, de pai austríaco e mãe suíça, era um rico empreendedor, formado em engenharia e mineralogia. Gonçalves Dias, de sangue indígena, já conquistara o posto de maior poeta nacional e publicara estudos sobre as migrações de povos tupi. Pessoalmente, Freire Alemão encarou o desafio da viagem como a grande chance de sua carreira de pesquisador. Capanema não escondeu de ninguém que uma façanha pioneira lhe valia mais que qualquer coisa. Para Dias, tratava-se da oportunidade de fugir de um casamento infernal. Homens da corte, os expedicionários se depararam com um país que julgaram brutal, embora o cenário descrito por eles pareça estranhamente familiar a um leitor de hoje. A vida testemunhada nos vilarejos, os costumes, as formas como viram se organizar a política e a riqueza, as manhas da justiça, o modo corriqueiro e insidioso com que a chaga da escravidão ia definindo a alma da nação  tudo foi registrado por pesquisadores disciplinados a descrever o desconhecido. Esse retrato dos grotões do século XIX, no entanto, não apareceu nos relatórios finais da Comissão. O trabalho dos cientistas foi censurado pelo governo, preocupado com o que a Europa poderia pensar do Brasil. O trabalho dos cientistas foi censurado pelo governo, preocupado com o que a Europa poderia pensar do Brasil. Com o tempo, as coisas não melhoraram muito para a memória histórica dos expedicionários nem para a dos camelos. Mais de um século depois da chegada, os catorze infelizes dromedários do imperador se consolidaram em definitivo como símbolo da primeira expedição científica brasileira. Em 1995, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense levou à Marquês de Sapucaí o enredo Mais vale um jegue que me carregue do que um camelo que me derrube lá no Ceará. Para os cientistas, o golpe fatal veio em 2017, com o incêndio do Museu Nacional, onde haviam depositado suas coleções.
  • WAR ATLAS 32 PAGES OF FULLY COLOURED MAPS COMPLETE WITH LARGE-SCALE FOLDING AIR VIEW MAP OF THE WESTERN FRONT. COMPILADO POR GEORGE PHILIP & SON LTD. ( PELA  THE LONDON GEOGRAPHICAL INSTITUTE) EXCLUSIVO PARA A  DAILY MAIL. 32 PÁGINAS. 23CM X 29CM. MAPA EXTRA AÉREO DO FRONT OCIDENTAL 100CM X 74CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM LINHO VERMELHO COM ILUDTRAÇÃO E TEXTO EM PRETO. DESGASTE NA LOMBAR DEVIDO AO TEMPO. Nota: O Daily Mail é um tabloide diário britânico de médio porte fundado em 1896 e publicado em Londres. Em 2020 , ele tinha a maior circulação de jornais pagos no Reino Unido. Seu jornal irmão The Mail on Sunday foi lançado em 1982, uma edição escocesa foi lançada em 1947 e uma edição irlandesa em 2006. O conteúdo do jornal aparece no site de notícias MailOnline , embora o site seja gerenciado separadamente e tenha seu próprio editor. George Philip 1800 1882. Foi um cartógrafo escocês , editor de mapas e fundador da editora George Philip & Son Ltd. Philip usou cartógrafos como John Bartholomew, o Velho , August Petermann e William Hughes para produzir mapas em placas de cobre. Philip então os imprimiu e coloriu à mão por suas tintureiras. Na época em que produziu seus mapas de condado de 1862, ele estava usando mapas coloridos à máquina produzidos em prensas litográficas movidas a energia . 'Seus mapas variavam do caro Atlas da Biblioteca Imperial (1864) a um atlas que custava apenas 3d. e, embora a maior parte de sua produção fosse para o mercado comercial e, particularmente, educacional, ele também produziu mapas científicos importantes, principalmente da América do Norte, especialmente do Ártico e do Pacífico Noroeste, e das Índias Ocidentais. A empresa forneceu atlas, livros geográficos e de história, livros escolares e uma variedade de livros e equipamentos educacionais. A empresa também produziu livros didáticos para países estrangeiros, começando com um atlas para escolas australianas em 1865 e para a Nova Zelândia em 1869. A demanda de escolas públicas, estabelecidas após 1870, permitiu uma expansão maior no mercado de livros didáticos gerais, artigos de papelaria escolar, atlas e mapas de parede, etc. Philip também empregou muitos escritores famosos, incluindo o geógrafo e historiador John Francon Williams, que escreveu, compilou e editou muitos livros para a empresa de 1881 ao longo de um período de 20 anos.
  • CERTIDAO DE NASCIMENTO DE ANNE ALEXANDRE NASCIDA EM SETUBAL, PORTUGAL EM 6 DE FEVEREIRO DE 1797. EXCERTOS DO TEXTO: ANNE ALEXANDRE, NASCIDA EM 16 DE JANEIRO DF1787, FILHA LEGITIMA DE PEDRO ALEXANDRE E DE THEREZA DE JESUS, BATIZADA NA PARÓQUIA DE SANTA MARIA DA CIDADE DE SETÚBAL PARA CERTA QUESTÃO PRECISA QUE LHE SEJA DADO POR CERTIFICADO O DIA, MÊS E ANO DE SEU BATISMO, E, COMO NÃO SE PODE DAR-LHE O DITO CERTIFICADO LHE FORNEÇA O TEOR DO REGISTRO DE SEU BATISMO. SEJA FEITO POR MÃO DE PESSOA ECLESEASTICA. ASSINADO. MATTOS. CERTIFICADO JOÃO VITORINO DA CRUZ E SILVA PROFESSO NA ORDEM DE SÃO TIAGO E BENEFICIARIO DA PAROQUIA DE SANTA MARIA, MATRIZ DA VILA DE SETUBAL, CERTIFICA QUE NO REGISTRO BATISMAL  COMEÇADO NO ANO DE 1775 NO PRIMEIRO DIA DE MAIO DE MIL SETECENTOS E NOVENTA E SETE, O BENEFICIARO MIGUEL PORTO BATIZOU E NOMEOU AS SANTAS FILHAS, ANNE, FILHA DE THADEO ALEXANDRE E DE ANA TEREZA  CASADOS NA PAROQUIA DE SANTOS O VELHO NA CIDADE DE LISBOA . O PADRINHO FOI JOÃO PAULO PEDROSO E A MADRINHA FOI EVANGELISTA PACHECO. A PARTERIA FRANÇOISE PAVIER PEDROSO REPRESENTADA POR SEU PROCURADOR ANTONIO JACINTO DA SILVA,  A REFERIDA FILHA NASCEU NO SEXTO DIA DO MÊS DE FEVEREIRO DO DITO ANO, DO QUE FOI FEITO O PRESENTE REGISTRO QUE EU ASSINEI EMANUEL GOMES DE LACERDA. E O DITO REGISTRO AO QUAL ME REPORTO NÃO CONTINHA MAIS INFORMAÇÕES. PRIMIERO DE JUNHJO DE MIL SETECENTOS E OITENTA E CINDO. ASSINADO O BENFICIARIO. JOAO VITORINO DA CRUZ.  NOS TIBERIO BLANC, CHANCELER ASSINAMOS
  • FRANÇOIS PAUL DE NEUFVILLE DE VILLEROY (16771731)  CARTA DIRIGIDA AO CARDEAL CORNELIO BENTIVOGLIO SOBRINHO NETO DO TAMBÉM CARDEAL GUIDO BENTIVOGLIO QUE COMO INQUISIDOR PAPAL ASSINOU A SENTEÇA CONTRA GALILEU GALILEI EM 1633. CORNELIO BENTIVOGLIO FOI TAMBÉM UM FERRENHO INIMIGO DA DOUTRINA JANCENISTA SEGUNDO A QUAL CRISTO VEIO AO MUNDO APENAS PARA OS SEUS ESCOLHIDOS   FRANÇOIS PAUL DE NEUFVILLE DE VILLEROY  FOI ARCEBISPO DE LYON DE 1714 A 1731 OCASIÃO DE SUA MORTE. CARTA DE FRANÇOIS PAUL DE NEUFVILLE DE VILLEROY  ARCEBISPO DE LYON, FILHO DE FRANÇOIS DE NEUFVILLE DE VILLEROY , II DUQUE DE VILLEROY E MARECHAL DE FRANÇA  ( LYON , 7 DE ABRIL DE 1644 - PARIS , 18 DE JULHO DE 1730) DIRIGIDA AO CARDEAL CORNELIO BENTIVOGLIO. EXCERTOS DO TEXTO: SENHOR, PERMITA-ME RENOVAR A VOSSA EMINENCIA NESTE COMEÇO DE NOVO ANO AS ASSEGURAÇÕES MUITO PARTICULARES DE MEU SINCERO E RESPEITOSO APEGO. ELE É SEMPRE TÃO VIVO QUANTO O TEMPO QUE NÓS TIVEMOS A FELICIDADE DE VOS POSSUIR NA FRANÇA, OU VÓS FIZESTES A CONSOLAÇÃO AS PESSOAS DE BEM, E A MINHA EM PARTICULAR UM PRAZER SINGULAR, LIOSONJEIO-ME EM CRER QUE VOSSO AFASTAMENTO NÃO DIMINUIU EM NADA VOSSA AMIZADE POR MIM E QUE VOS DIGNAREIS BEM ME IA CONCEDER DURANTE O CURSO DESTE ANO QUE VOS DESEJO REPLETO DE PROSPERIDADE. TENHO A HONRA DE SER COM UM VERDADEIRO RESPEITO DE VOSSA EMINENCIA SERVIDOR. ASSINA O ARCEBISPO FRANÇOIS PAUL DE NEUFVILLE DE VILLEROY  DATADA DE 1 DE JANEIRO DE 1721NOTA: Cornélio Bentivoglio (Ferrara, 27 de março de 1668 - Roma, 30 de dezembro de 1732) foi um cardeal do século XVIII. Nasceu em Ferrara em 27 de março de 1668. De uma família poderosa e proeminente. Do ramo Ferrarese da família Bentivoglio de Bolonha. Quinto dos sete filhos de Ippolito Bentivoglio e Lucrezia Pio di Savoia, sua prima. Sobrinho-neto do cardeal Guido Bentivoglio (1621). Ele também está listado como Marco Cornelio Bentivoglio d'Aragona. Estudou na Universidade de Ferrara, obtendo o doutorado in utroque iure , direito canônico e civil, em 6 de dezembro de 1701. Ele foi para Roma em uma idade madura. Presidente da Accademia degli Intrepidi , 1698. Membro da Accademia della Crusca , 1699. Referendário dos Tribunais da Assinatura Apostólica da Justiça e da Graça, 1º de junho de 1702. Não tendo conseguido obter o cargo de auditor da Sagrada Rota Romana correspondente a um cidadão de Ferrara, foi compensado pelo Papa Clemente XI nomeando-o clérigo da Câmara Apostólica em 30 de setembro de 1706 e presidente delle armi em agosto de 1707. Recebeu o subdiaconato em 29 de novembro de 1711; diaconato, 8 de dezembro de 1711.Ordenado em 28 de dezembro de 1711. Eleito arcebispo titular de Cartago em 16 de março de 1712.  Assistente do Trono Pontifício em 27 de março de 1712. Consagrada em 3 de abril de 1712, igreja de S. Maria em Vallicella, Roma, pelo cardeal Fabrizio Paolucci, assistido por Pier Marcellino Corradini, arcebispo titular de Atena, e por Domenico de Zaoli, arcebispo titular de Teodosia. Nomeado núncio na França em 20 de maio de 1712. Seu forte apoio, às vezes não diplomático, à bula Unigenitus Dei Filius , 1713, condenando o jansenismo, desagradou o duque de Orléans, regente da França com a morte de Luís XIV em 1715, e ele foi chamado da nunciatura com ordem de permanecer em Ferrara. Criado cardeal sacerdote no consistório de 29 de novembro de 1719; com uma bula apostólica de 3 de dezembro de 1719, o papa enviou-lhe (em Paris) o barrete vermelho com monsenhor Bartolomeo Massei, futuro cardeal; recebeu o chapéu vermelho e o título de S. Girolamo degli Schiavoni, 15 de abril de 1720. Legado na Romagna, 20 de março de 1720; legação prorrogada por um triênio, 28 de maio de 1721; e por mais um triênio, de 12 de junho de 1724 até janeiro de 1727. Participou do conclave de 1721, que elegeu o Papa Inocêncio XIII. Participou do conclave de 1724, que elegeu o Papa Bento XIII. Ministro plenipotenciário da Espanha perante a Santa Sé, 1726 até sua morte. Camerlengo do Sagrado Colégio dos Cardeais, de 20 de janeiro de 1727 até 26 de janeiro de 1728. Optou pelo título de S. Cecília, em 25 de junho de 1727. Participou do conclave de 1730, que elegeu o Papa Clemente XII; apresentou o veto do rei Felipe V da Espanha contra a eleição dos cardeais Giuseppe Renato Imperiali e Antonfelice Zondadari. Ele era um poeta e traduziu para o italiano do latim o poema Tebade de Publio Papiro Stazio, usando o pseudônimo de Selvaggio Porpora. Morreu em Roma em 30 de dezembro de 1732. Exposta no seu título, onde decorreu o funeral, e sepultada à direita do passeio central dessa mesma igreja. Sua lápide foi gravada com suas armas cardeais e uma breve inscrição.
  • LOUIS-FRANÇOIS ANNE DE NEUFVILLE DE VILLEROY, DUQUE DE RETZ , ENTÃO ( 1734 ) 4º DUQUE  DE VILLEROY , FILHO DE FRANÇOIS DE NEUFVILLE DE VILLEROY , II DUQUE DE VILLEROY  AUTOR DO DOCUMENTO ANTERIOR. NASCEU EM PARIS EM 13 DE OUTUBRO DE 1695 E MORREU EM PARIS EM 22 DE MARÇO DE 1766. DOIS MESES ANTES DE FALECER EM 24 DE JANEIRO DIRIGE UMA CARTA AO ADMINISTRADOR DA MAISON DE LAS RECLUSES DE LYON. A MAISON DES RECLUSES ERA UM EDIFÍCIO EM LYON, FRANÇA, QUE SERVIA PARA PRENDER MULHERES E MENINAS DE MÁ VIDA. O EDIFÍCIO FICAVA PRÓXIMO DA MAISON DES PÉNITENTES. A MAISON ERA ADMINISTRADA PELO GOVERNADOR DE LYON NESTE CASO O PRÓPRIO LOUIS-FRANÇOIS ANNE DE NEUFVILLE DE VILLEROY QUE HERDOU ESTA POSIÇÃO COM A MORTE DE SEU PAI EM O6 DE MAIO DE 1734. ERA O GOVERNADOR QUE TINHA O PODER DE PRENDER, ENCARCERAR OU SOLTAR AS MULHERES QUE JULGASSE CONVENIENTE E SOMENTE EM SUA AUSÊNCIA ESTA FUNÇÃO RECAIRIA SOBRE O COMANDANTE. NO ANTIGO REGIME OS COMANDANTES DO SUL DA FRANÇA ERAM CHAMADOS SÉNÉCHAUSSÉE. O SÉNÉCHAUSSÉE DE LYON É UM OFICIAL REAL CUJO QUADRO DE AÇÃO É O DE DETER AMPLOS PODERES JUDICIAIS, CIVIS E MILITARES. AGENTE DE INFLUÊNCIA REAL EM UM TERRITÓRIO FRONTEIRIÇO,. A PARTIR DO SEC. XVI , FOI RELEGADO A UMA IMPORTÂNCIA MILITAR MENOR COM O APARECIMENTO DE GOVERNADORES E, COM A INSTALAÇÃO DE INTENDENTES NO SÉCULO XVII, PERDEU A MAIOR PARTE DOS SEUS PODERES ADMINISTRATIVOS. A CORTE DO SÉNÉCHAUSSÉE DESAPARECEU COM A REVOLUÇÃO FRANCESA. O SÉNÉCHAUSSÉE DE LYON EM 1766 ERA  CHARLES DE MASSO , MARQUÊS DE LA FERRIÈRE, TENENTE-GENERAL DOS EXÉRCITOS DO REI, CAVALEIRO DA ORDEM DE SAINT-LOUIS . EXCERTOS DO TEXTO: PARIS, 23 DE JANEIRO DE 1766. SENHORES, RECEBI A CARTA PELA QUAL ME INFORMAM QUE OS SENHORES DA SÉNÉCHAUSSÉE  RENOVAM SUAS PRETENSÕES INFUNDADAS SOBRE A CASA DAS RECLUSAS CUJA ADMINSITRAÇÃO VOCÊS ESTÃO ENCARREGADOS, E QUE O SR DE MYOUS DEVE VIR NECESSARIAMENTE A PARIS PARA SOLICITAR ESTE ASSUNTO JUNTO AO PARLAMENTO EM FAVOR DE SUA COMPANHIA. QUANDO ME INFORMARAM NO ANO PASSADO SOBRE AS PRIMEIRAS DILIGENCIAS QU A REFERIDA SÉNÉCHAUSSÉE HAVIA FEITO, NESTA OCASIÃO, ESCREVI AO PRIMEIRO PRESIDENTE, AO PROCURADOR GERAL E AO ABEDE CERRAY, CONSELHIERO DA GRANDE CAMARA DO PARLAMENTO E EU CONSIDERAVA ESSE ASSUNTO ENCERRADO DEFINITIVAMENTE, AS COISAS TENDO PERMANECIDO NO ESTADO EM QUE ESTAVAM DESDE O ESTABELECIMENTO DESTA CASA. MAS COMO A  SÉNÉCHAUSSÉE QUER RENOVAR SUAS PRETENSÕES, VEREI O SR. ARCEBISPO DE LYON SOBRE ESTE ASSUNTO, E NÓS FALAREMOS SOBRE ISSO EM CONJUNTO AO PRIMIERO PRESIDENTE, AO PROCURADOR GERAL E AO ABADE TERRAY. TENHO A HONRA DE SER SENHOIRES SEU HUMILDE E MUITO OBEDIENTE SERVIDOS. O MARQUES DE VILEROY. NOTA: LOUIS-FRANÇOIS ANNE DE NEUFVILLE DE VILLEROY,  É O FILHO MAIS VELHO DE LOUIS NICOLAS DE NEUFVILLE DE VILLEROY (24/12/1663 - 22/04/1734 EM PARIS ), MARQUÊS DE ALINCOURT E DA MARQUESA NASCIDA MARGUERITE LE TELLIER DE LOUVOIS (? - 23/4/1711 EM VERSALHES )  . ELE É TENENTE-GENERAL EM LYON, GOVERNADOR DE LYON APÓS A MORTE DE SEU PAI EM O6 DE MAIO DE 1734. EM 1735 , FOI SOB SUA PROTEÇÃO QUE FOI CRIADA A FÁBRICA DE PORCELANA VILLEROY, QUE FOI TRANSFERIDA PARA MENNECY EM 1748 . FOI FEITO CAVALEIRO DA ORDEM REAL E MILITAR DE SÃO LUÍS, O1 DE JANEIRO DE 1737E MARECHAL DE CAMPO O1 DE MARÇO DE 1738. ENTRE 1735 E 1766, ELE FOI DONO DO HÔTEL DE VILLEROY  (HOTEL PARA OS FRANCESES SIGNIFICA PALACIO) EM PARIS, QUE SEU SOBRINHO GABRIEL LOUIS HERDOU . EM 1735, ASSUMIU O PAPEL DE PROTETOR ENTÃO MEMBRO DA ACADEMIA DE CIÊNCIAS, BELAS LETRAS E ARTES DE LYON QUE SEU PAI TINHA .A MAISON DES RECLUSES ERA UM EDIFÍCIO EM LYON, FRANÇA, QUE SERVIA PARA PRENDER MULHERES E MENINAS DE MÁ VIDA. O EDIFÍCIO FICAVA PRÓXIMO DA MAISON DES PÉNITENTES. A MAISON DES RECLUSES ERA ADMINISTRADA PELO GOVERNO, OU PELO COMANDANTE EM CASO DE AUSÊNCIA DO GOVERNADOR. O COMANDANTE TINHA O PODER DE PRENDER, ENCARCERAR OU SOLTAR AS PESSOAS QUE JULGASSE CONVENIENTE. O EDIFÍCIO RECEBIA DO CONSULADO, DOS HOSPITAIS E DOS CIDADÃOS CONTRIBUIÇÕES DIÁRIAS. EM 1794, O EDIFÍCIO FOI TRANSFORMADO EM PRISÃO PARA PRENDER SUSPEITOS E CONTRA-REVOLUCIONÁRIOS. EM 1795, O EDIFÍCIO FOI PALCO DE UM MASSACRE DE JACOBINOS PELOS OPRIMIDOS DA VÉSPERA.
  • AVESTRUZES NO CÉU DA ITÁLIA. A FAB NA GUERRA EUROPÉA. POR LUIZ FELIPE PERDIGÃO 1ª TEN. AV. CAPA DE A. BOCCHETTI 1945. IMPRESSO NAS OFICINAS DA EMPRESA GRÁFICA OUVIDOR S.A. SOB OS AUSPÍCIOS DO MINISTÉRIO DA AERONAUTICA. RIO DE JANEIRO. BRASIL. PRIMEIRA EDIÇÃO. PREFÁCIO DE LUIZ FELIPE PERDIGÃO 1ª TEN. AV. CONTÉM RELAÇÃO DO PESSOAL QUE ESTEVE NA ITÁLIACOM O 1º GRUPO DE CAÇA. RIQUÍSSIMO EM FOTOGRAFIAS EM PRETO E BRANCO COM LEGENDAS.DADOS NUMÉRICOS DE SEIS MESES DE OPERAÇÃO. NÃO CONTÉM NUMERO DE PÁGINAS. 28CM X 34CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA MOLE. PAPEL COM ILUSTRAÇÃO ASSINADA COLADA. FOLHAS GRAMPEADAS. Trata-se de uma das obras mais procuradas sobre o Senta a Pua, face à riqueza de informações, fotografias da Guerra, incluindo individuais dos pilotos e relação dos combatentes. Excelente para pesquisadores de aviação, Segunda Guerra, Força Expedicionária Brasileira e colecionadores de militaria. Contém alguns dados numéricos de seis meses de operação como ( 5.465horas em 445 missões; 1.180.200 cartuchos de munição disparados; 4.442 bombas lançadas; 850 foguetes lançados;1.034 veículos destruídos e muitos outros dados ). Prefácio: "Quando, obedecendo aos desejos do Ten. Cel. Nero Moura, entramos a compilar o presente trabalho, não tivemos intenção de desenvolver um relatório minucioso e compacto que pudesse amedrontar os leitores, nem tampouco de impingir heroísmos fanfarrônicos, cuja imponência inteiramente oca só poderia obscurecer o verdadeiro valor do que foi feito. Quisemos sim gravar no papel a história resumida daqueles dias agitados para que, secundada pela eloquente linguagem muda das fotografias, ela pudesse espalhar uma ideia precisa do que foi a Aviação de Caça brasileira na Itália. No imenso palco da guerra europeia o 1 Grupo de Caça era, sem dúvida, uma unidade diminuta; e portanto, por melhor que lhe tenha sido a fé de ofício, realmente magnífica, sua projeção não vai além das possibilidades que tinha. Podemos compará-lo com vantagem aos esquadrões a que corresponde na Aviação americana, mas seria ingenuidade querer equipará-lo ao imenso poderio aéreo empregado na Itália por outras nações. Acreditamos ter seguido à risca o propósito honesto de dar publicidade a uma narrativa perfeitamente verdadeira e comedida, sem, contudo, privá-la dum entusiasmo construtivo.  " ( Luiz Felipe Perdigão.)
  • THE COMPLETE WORK OF RAPHAEL. AN ARTABRAS BOOK. HARRISON HOUSE, PUBLISHERS, NEW YORK. 1969. (A OBRA COMPLETA DE RAFAEL. UM LIVRO DE ARTABRAS. HARRISO HOUSE, PUBLISHERS, NOVA YORK. 1969.) 649 PÁGINAS. 28CM X 38CM. ISBN 0517254220. 49 PLACAS COLORIDAS E MAIS DE 875 ILUSTRAÇÕES EM PRETO E BRANCO. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM LINHO CRUCOM ILUSTRAÇÃO EM BAIXO RELEVO E TEXTO EM DOURADO TAMBÉM EM BAIXO RELEVO. LOMBAR COM TEXTO EM BAIXO RELEVO DOURADO. SOBRECAPA EM PAPEL VERNIZ ILUSTRADO COM TEXTO EM BRANCO. Nota: A obra completa de RAFAEL Com 49 placas coloridas e mais de 875 ilustrações em preto e branco. Rafael, o gênio da Alta Renascença, é visto aqui pela primeira vez em toda a amplitude de sua atividade artística. Embora tenha morrido durante seu 37º ano, Rafael alcançou fama universal por suas pinturas, desenhos e projetos arquitetônicos. Essas atividades do artista são tratadas por oito dos principais estudiosos da Itália, juntamente com os interesses do artista na Roma Antiga, sua poesia e uma exposição completa de sua vida. Acompanhando o texto, há centenas de ilustrações em preto e branco e dezenas de ilustrações coloridas, tornando este estudo o mais completo sobre Rafael na língua inglesa. Trecho da introdução:  O nome de Rafael, assim como o de Michelangelo, sempre foi objeto de aclamação universal. O nome deste último evoca admiração por seu gênio sobre-humano e por sua arte, na qual o sofrimento de uma vida longa e solitária encontra expressão sublime. Os louvores de Rafael, por outro lado (e aqui não falamos de Urbino, onde ele é a divindade tutelar e onde todos os anos o comemoram como um santo padroeiro) são cantados com a simpatia espontânea do coração humano e ele adquiriu imensa popularidade. Assim, para definir a beleza feminina excepcional com ênfase especial, a linguagem popular usa a frase "tão bela quanto uma Madona de Rafael". É uma frase que pareceria banal se não fosse tão precisa ao se referir a uma beleza idealizada e elevada que se eleva acima de qualquer comparação com a beleza terrena. Ainda assim, na admiração por Rafael, às vezes houve desacordo, motivado por atitudes partidárias ou devido a mudanças de gosto. Por exemplo, enquanto o Mestre ainda estava vivo, os afrescos na Loggia da Farnesina com a "fábula helenística" de Cupido e Psique revelados em 1518 foram definidos por um partidário de Michelangelo como uma "coisa vergonhosa". No mesmo século, Giorgio Vasari, ele próprio um admirador de Rafael, (em uma dessas escalas comparativas de valor que é impossível para nós entendermos) o colocou em segundo lugar, depois de Buonarroti. Podemos acrescentar que a apreciação por nosso pintor, que durante os dois séculos seguintes foi incondicional, encontrou reservas entre os puristas (1843), que expressaram um julgamento negativo de sua obra feita após a Disputa del Sacramento, ou seja, durante os últimos oito anos de sua atividade. Pouco depois, o movimento pré-rafaelita inglês voltou seu interesse para trás no tempo, do século XV para o XIII, exaltando os primitivos e considerando o Renascimento, representado pela arte de Rafael, um período de deterioração. Ainda assim, apesar de certos parênteses, a fama do Mestre não sofreu nenhum dano sério e sua arte tem hoje uma avaliação crítica objetiva e completa, além e acima de opiniões tacanhas. Paralelamente às correntes estéticas já mencionadas durante a segunda metade do século passado, os historiadores da arte começaram uma tarefa complexa de pesquisa literária que continuou neste século ao lado de estudos em outros campos - iconologia, crítica formal e psicologia. Este estudo contínuo, que ilustra o interesse inesgotável no Mestre, é também a premissa para nossa própria avaliação crítica positiva. É permitido, portanto, nos perguntar por que a arte de Sanzio. Conclusão: Hoje, enquanto este volume está sendo preparado, qual é a opinião sobre Rafael e sua arte? Nossos tempos são ricos em contradições. Por um lado, o chamado confronto global visa colocar tudo em discussão, removendo todas as regras tradicionais da sociedade, e neste contexto vê sua imagem refletida em muitas manifestações da arte moderna do Surrealismo em diante. Por outro lado, há os revivals, ou seja, o movimento Liberty, e o gosto criticado do século XIX, parece mais uma vez se afirmar. A pintura acadêmica retorna com a reavaliação de Reni, que foi celebrado em uma exposição em 1954. Poussin é visto novamente na exposição de 1960, e uma exposição foi dedicada ao classicismo da Itália do século XVII em Bolonha em 1962. A França homenageia Charles Le Brun, e Dalí elogia Meissonier. Ingres foi celebrado em cinco exposições importantes: em Montauban, Paris, Roma, Florença e Kansas City. E até mesmo a vanguarda se interessa por um pintor como Bouguereau, considerado o símbolo da pintura pura e do estilo acadêmico. Na já mencionada exposição bolonhesa de 1962, C. Gnudi (cf. Catálogo, p. 21) falou da "complicada grandeza do falecido Rafael", enquanto alguns anos antes Ortolani (1942-48) continuou a exaltar a poesia pura do jovem Rafael. A intervenção dos assistentes é para Gnudi "uma expansão da poesia que veio de sua mente". Para Gnudi, os desenhos para a tapeçaria estão entre as melhores obras-primas ignoradas da arte italiana. Rafael, portanto, poderá reencontrar, se é que de fato a perdeu, a posição da qual parecia ter sido removido, e brilhar mais uma vez como uma estrela de primeira grandeza no céu da arte.
  • FRANÇOIS DE NEUFVILLE DE VILLEROY , II DUQUE DE VILLEROY  ( LYON , 7 DE ABRIL DE 1644 - PARIS , 18 DE JULHO DE 1730) FOI UM MARECHAL E ARISTOCRATA FRANCÊS A SERVIÇO DE LUÍS XIV DURANTE A GUERRA DA SUCESSÃO ESPANHOLA  INICIIADA PELOS PORTUGUESES . ELE FOI NOMEADO COMANDANTE-CHEFE DO EXÉRCITO FRANCÊS NA FRENTE ITALIANA APÓS A DEMISSÃO DE NICOLAS CATINAT . CARTA DO DUQUE DE VILLEROY  EXCERTOS DO TEXTO: 29  10  1706  JÁ VOS MANDEI UM MEMORANDO COM A CARTA EM QUE ME FEZ A PROMESSA DE ENCONTRAR UMA MANEIRA PARA PREENCHER AS VAGAS DO REGIMENTO. FRANÇOIS ENVIOU UM MEMORANDO AO GABINETE CONFORME O  QUE ME ENVIOU MAS  CHAMILLART  (Michel Chamillart  MINISTRO DO REI LOUIS XIV) NÃO O ACEITOU PREENCHER  PORQUE O MESSIER D OLEANS (FILIPE II, DUQUE DE ORLEÃES)  ERA QUEM O FARIA. ...COM TODA HONRA DO MUNDO ASSINA O DUQUE DE VELLEROY. EM 1706, A FRANÇA E A ESPANHA ENVOLVERAM-SE NA GUERRA DA SUCESSÃO ESPANHOLA, NA QUAL OS PORTUGUESES LUTARAM CONTRA OS ESPANHÓIS. NOTA: O Duque de Villeroy veio de uma família nobre que ganhou destaque durante o reinado de Carlos IX da França . Seu pai, Nicolas de Neufville, Marquês de Villeroy, foi marechal da França e governador durante a juventude de Luís XIV, que mais tarde o fez duque. Em 1693, sem ter assumido nenhum comando realmente importante, foi nomeado Marechal da França graças à sua amizade com Luís XIV. Em 1695, durante a Guerra dos Nove Anos , devido à morte de François-Henri de Montmorency , Duque de Luxemburgo, ele obteve o comando do exército francês em Flandres. Guilherme III achou que ele era um oponente mais fácil de derrotar do que o Duque de Luxemburgo. Villeroy foi responsável pelo absurdo bombardeio de Bruxelas em 1695, que forçou sua reconstrução completa. Paradoxalmente, esse fato confere à cidade uma regularidade e unidade arquitetônica características hoje. Em 1701, Villeroy foi enviado à Itália para substituir Nicolas Catinat, mas foi rapidamente derrotado pelo Príncipe Eugênio de Saboia na Batalha de Chiari . Em fevereiro de 1702, ele foi feito prisioneiro na Batalha de Cremona , e a rima se tornou famosa entre seus próprios soldados: Pelo favor de Belona e por uma felicidade sem igual,Mantivemos Cremona E perdemos nosso general. De fato, os franceses mantiveram Cremona e o resultado da batalha foi neutro. Após ser libertado, ele foi destacado para a Frente Continental, onde enfrentou o Duque de Marlborough, na Holanda . Mais por causa das dificuldades internas de Marlborough com os comissários holandeses aliados do que por causa das habilidades de Villeroy, o desastre foi adiado, mas finalmente, em maio de 1706, o Duque de Marlborough o atacou e o derrotou decisivamente na Batalha de Ramillies . Luís XIV consolou seu velho amigo com o comentário "Na nossa idade, não se tem mais sorte" , mas o removeu do comando. A partir de então, Villeroy viveu uma vida de cortesão e, embora fosse considerado suspeito de conspirações, manteve sua amizade com Luís XIV da França.
  • MAX ERNST POR EDWARD QUINN. EDICIONES POLIGRAFA S.A. 1977 BARCELONA.  COM 683 ILUSTRAÇÕES 356 COLORIDAS.TEXTOS DE MAX ERNST, UWE M. SCHNEEDE, PATRICK WALDBERG, DIANE WALDMAN. 442 PÁGINAS. 31CM X 32CM. ISBN 843402535. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM TECIDO CRU COM TEXTO NA LOMBAR EM PRETO. CONTRACAPA COM ILUSTRAÇÃO EM OCRE. SOBRE CAPA EM PAPEL COM VERNIZ ILUSTRADO. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA. Nota: As imagens surreais de Max Ernst, "um jogo de contradições", como ele mesmo as descreveu, desempenharam um papel decisivo na arte contemporânea. Este Max Ernst não é apenas um exemplo magnífico de como fazer um livro, mas também um dos últimos projetos em que o artista trabalhou pouco antes de sua morte em 1976. Os muitos aspectos de sua rica personalidade nunca receberam um tratamento tão amplo e rigoroso, desde seus primeiros anos na Alemanha, sua participação essencial no dadaísmo e no surrealismo, até o reconhecimento máximo de seus últimos anos. A técnica de "colagem", à qual Max Ernst deu grande impulso, serviu a Edward Quinn para reunir uma seleção de textos e um grande número de obras que dão uma imagem fiel deste artista. As "Notas para uma Biografia" autobiográficas são acompanhadas por comentários pessoais e críticos de amigos e escritores que o conheceram melhor, especialmente U. M. Schneede, Patrick Waldberg e Diane Waldman. Max Ernst supervisionou pessoalmente a seleção de mais de 400 de suas pinturas, desenhos, gravuras, esculturas e colagens, que foram reproduzidas em cerca de 650 ilustrações magníficas, 356 das quais coloridas. Fotografias do álbum do próprio artista também foram incluídas, assim como muitas outras tiradas especialmente para ele. Este livro constitui um estudo fundamental sobre este grande rebelde, criador prodigioso de um universo misterioso e lúcido, perturbador e lírico, uma das contribuições mais importantes para a arte do nosso tempo.
  • MICHEL-ANGE DUQUESNE DE MENNEVILLE, MARQUÊS DUQUESNE (C. 1700  17 DE SETEMBRO DE 1778) FOI UM GOVERNADOR GERAL FRANCÊS DA NOVA FRANÇA (CANADÁ) . ELE NASCEU EM TOULON , FRANÇA . MEMORANDO COM A LISTA DOS VÍVERES SOLICITADOS PELO MARQUES DUSQUESNE PARA SEREM ENCAMINHADOS PARA SI NO CANADÁ EM 1754. EXERTOS DO TEXTO: SCAVOIR:  2 TONÉIS DE VINHO DE  GRAVES TINTO, 2 TONÉIS DE VINHO BRANCO, 9 TONÉIS DE VINHO TINCO COM 120 LITROS CADA, 6 CAIXAS DE AZEITE DE OLIVA COM 60 LITROS CADA, 20  GROSSES  DE CARTAS PARA JOGO, 16 CAIXAS DE AGUA ARDENTE COM 16 LITROS CADA, 4 CAIXAS DE SABÃO COM 50 KG CADA, , 6 POTES DE QUINA, 4 CAIXAS 1 DE JULHO DE 1753. AO QUE PARECE OS GOVERNADORES DO SEC. XVIII  COMIAM E BEBIAM COMO OS ATUAIS. NOTA:: Duquesne serviu de 1752 a 1755. Mais conhecido por seu papel na Guerra Franco-Indígena , ele estabeleceu o Forte Duquesne em 1755 na confluência dos rios Allegheny e Monongahela no que é hoje Pittsburgh, Pensilvânia , foi nomeado em sua homenagem. Foi abandonado pelas forças francesas em 1758 com a chegada da muito mais poderosa Expedição Britânica Forbes , que ergueu o Forte Pitt em seu lugar. Ele construiu uma linha de fortificações defensivas para fortalecer a presença francesa. O Marquês Duquesne desembarcou em Quebec em 1º de julho de 1752, para surpresa de todos. Charles Le Moyne* de Longueuil estava servindo como governador interino desde a morte de La Jonquière em 17 de março de 1752; não se sabia que o sucessor de La Jonquière já havia sido providenciado, e pensava-se que a nomeação de um novo governador demoraria muito para chegar. Duquesne rapidamente atraiu hostilidade na colônia. Primeiro, ele se comprometeu a incutir disciplina nas tropas e milícias por meio de revisões, inspeções e treinamento para os numerosos canadenses que haviam se alistado. Então, em outubro de 1752, os canadenses souberam que, apesar dos protestos dos oficiais, Duquesne iria lançar uma expedição militar sob Paul Marin* de La Malgue para ocupar o vale do Ohio. Marin deveria comandar um destacamento de cerca de 2.000 homens, quase todos brancos, de acordo com as ordens da corte, que queria que a França, e não seus aliados indianos, se opusessem aos mercadores britânicos. Durante o inverno de 1752-53, Duquesne dedicou sua atenção a levantar e equipar seu exército; com Bigot, ele regulamentou a venda de alimentos de Louisbourg, Île Royale (Ilha do Cabo Bretão) e Nova Inglaterra. Seu plano original era simples: Marin deveria seguir a rota seguida por Pierre-Joseph Céloron* de Blainville em 1749 e estabelecer uma série de fortes. A expedição de 1753-54, no entanto, encontraria enormes dificuldades e, no final, foi um fracasso parcial, causando sérios danos a Duquesne. O ministro da Marinha o culpou por não ter prudência e, particularmente, por ter escolhido Marin, que não era o oficial mais graduado do Canadá. De sua parte, Bigot denunciou os meios que Duquesne havia utilizado, considerando-os muito custosos para resolver um pequeno problema. No verão de 1753, o bispo Pontbriand  Dubreil*  de Quebec havia até pedido que a expedição fosse abandonada. Duquesne conseguiu, no entanto, convencer Rouillé de que ele não tinha sido capaz de agir de outra forma sob as circunstâncias, e ele não apenas permaneceu no comando da Nova França, apesar de seus críticos, mas também organizou uma nova expedição.Duquesne estava ciente de que precisava agir no início da primavera de 1754; George Washington, representando o governador da Virgínia, ordenou que o sucessor de Marin, Jacques Legardeur* de Saint-Pierre, deixasse Fort de la Rivière au Buf (Waterford, Pensilvânia). Duquesne colocou Claude-Pierre Pécaudy de Contrecur no comando desta nova expedição; Pécaudy desalojou o pequeno grupo de britânicos das bifurcações do Ohio e imediatamente empreendeu a construção do Forte Duquesne (Pittsburgh, Pensilvânia).Após a vitória de Louis Coulon* de Villiers em 3 de julho de 1754 em Fort Necessity (perto de Farmington, Pensilvânia) e a capitulação subsequente de Washington, Duquesne pôde proclamar seu sucesso. Ele estava consciente, no entanto, dos graves erros cometidos no vale de Ohio: ele expressou sérias reservas sobre a cláusula na capitulação que proibia os americanos de entrarem no vale por apenas um ano. Tendo transmitido ao ministro sua versão do caso e o diário de Washington e estando satisfeito com a maneira como as coisas tinham acontecido durante seu mandato, Duquesne pediu em outubro de 1754 sua demissão.Durante o inverno de 1754-55, Duquesne soube que os britânicos estavam se preparando para retaliar; enquanto assegurava que não fariam nada do tipo, o ministro da Marinha, Machault, o avisou da partida de Edward Braddock para a América como comandante das forças armadas. Consequentemente, Duquesne tomou medidas no início da primavera para reforçar o Forte Duquesne e os postos periféricos. Ele novamente concentrou suas forças para defender a fronteira sudoeste da Nova França, embora estivesse ciente dos movimentos britânicos na direção de Acadia e Nova York. Ao fazê-lo, ele estava cumprindo as instruções que havia recebido para não fazer nada em Acadia e ao redor do Lago Champlain. Além disso, ele sabia que seu sucessor chegaria com reforços para o Canadá e Louisbourg. Portanto, ele confiou a defesa do centro à milícia, moveu suas forças disponíveis para o oeste e deixou a defesa do leste para Louisbourg. Essas eram táticas ideais para um homem que subestimou os talentos militares dos americanos e que também estava prestes a ser dispensado de seu posto.De fato, Pierre de Rigaud de Vaudreuil de Cavagnial desembarcou em Quebec em 24 de junho de 1755 durante sua ausência; Duquesne, no entanto, retornou rapidamente de Montreal. O novo governador geral não hesitou em criticar as ações de Duquesne: ele apresentou um quadro sombrio da colônia, exausta pela dura campanha de Ohio, e o culpou por ter colocado todos os seus esforços naquela região, negligenciando os outros setores onde os fortes e postos estavam em más condições, justamente quando os britânicos estavam organizando uma ofensiva geral. Todas essas críticas eram justificadas, mas a responsabilidade não recaía apenas sobre Duquesne, já que em seu desejo de economia a corte havia rejeitado todos os seus planos de consertar as defesas. Vaudreuil e Duquesne não cooperaram e por um tempo estiveram em conflito aberto. Duquesne navegou para a França indignado com a atitude de Vaudreuil.Na França, ele explicou suas ações ao ministro da Marinha, que ficou satisfeito, ainda mais porque a força de Braddock na América havia sido cortada em pedaços. Apenas Fort Beauséjour (perto de Sackville, NB) havia caído  ver Robert Monckton , mas Duquesne colocou essa responsabilidade em Le Loutre. Duquesne foi generosamente recompensado por seus serviços no Canadá, sendo perdoado dos 27.000 libras adiantados a ele em 1752; ele foi consultado sobre assuntos canadenses e parece ter conhecido Montcalm* antes que este partisse para o Canadá.Duquesne retomou sua carreira naval. Em abril de 1756, foi nomeado inspetor-geral das costas da França; em 23 de junho de 1757, assumiu o comando interino da frota em Toulon e participou de ações menores até 1758. Derrotado em um combate com um esquadrão britânico comandado por Henry Osborn , Duquesne perdeu seu navio, o Foudroyant , e foi capturado e levado para a Inglaterra. O ministro da Marinha, Choiseul, o tratou severamente, mas o rei o absolveu da culpa e lhe concedeu uma pensão de 3.000 libras . Essa derrota, no entanto, levantou questões sobre sua futura carreira ativa. Pouco se sabe sobre seus esforços subsequentes, além do fato de que o rei o tornou comandante da ordem de Saint-Louis em 1763.A aposentadoria de Duquesne tornou-se definitiva em 8 de abril de 1776. Embora, como resultado da perda do Foudroyant, ele não tenha sido nomeado tenente-general da Marinha, em consideração às suas 20 campanhas, ele foi premiado com a continuação do seu pagamento de contra-almirante e o título honorário de tenente-general das forças navais. Em 4 de dezembro de 1776, Duquesne informou à corte que, em vista de sua idade, ele não pretendia mais visitar os portos. Ele passou seus últimos dias em uma ou outra de suas residências em Paris e em Antony. Como não tinha filhos quando morreu em setembro de 1778, ele deixou sua fortuna, estimada em 200.000 libras , para seus sobrinhos e sobrinhas e seus servos.Duquesne teve uma carreira ativa, servindo e lutando energicamente. Durante sua estadia na Nova França, esse homem autoritário, orgulhoso, mas obediente, era impopular. Dizia-se que o próprio Bigot o temia. Colocando sua missão "especial" à frente de tudo, ele executou sua tarefa resolutamente, intransigentemente e sem hesitação. Avisado com antecedência que muitos desaprovariam a ocupação militar do vale do Ohio porque a economia da colônia não suportaria tal drenagem de sua mão de obra e recursos, ele desconfiava dos colonos, e eles não o apreciavam. Somente as recomendações de Rouillé e Machault por clemência e prudência suavizaram seu comportamento em relação a soldados sujos, milicianos indisciplinados, oficiais insolentes e comerciantes sem fortes laços com a pátria-mãe.
  • MICHEL-ANGE DUQUESNE DE MENNEVILLE, MARQUÊS DUQUESNE (C. 1700  17 DE SETEMBRO DE 1778) FOI UM GOVERNADOR GERAL FRANCÊS DA NOVA FRANÇA (CANADÁ) . ELE NASCEU EM TOULON , FRANÇA . CARTA DO MARQUES DE DUQUESNE EXCERTOS DO TEXTO: QUEBECK, 1 DE JULHO DE 1753. PEÇO-VOS SENHORES PARA ME LEMBRAREM QUE TIVE A HONRA DE RECEBER ATENÇÃO CORTÊS DE SUA PARTE, QUE EXECUTARAM PERFEITAMENTE MINHAS ENCOMENDAS, MAS TAMBÉM ACRESCENTARAM OUTROS ITENS AO MEU SERVIÇO. CONSEQUENTEMENTE EU EM MEMÓRIA DOSDO SERVIÇO QUE ME ENVIARÃO NO PRÓXIMO ANO PEÇO-VOS QUE QUEIRAM POR FAVOR SEGUIR COM SUA EXATIDÃO HABITUAL. AVISO-VOS QUE SERA ENVIADO DE PARIS DOIS FARDOS QUE VOCÊ ME FARÁ CHEGAR PELO PRIMEIRO NAVIO. ANEXO DUAS LETRAS DE CAMBIO QUE TOTALIZAM 320 LIBRAS QUE VOCE PODE USAR PARA COMPLETAR O PEDIDO. MNÃO PRECISO DIZER MAIS NADA ALEM DE REITERAR A SINCERIDADE DOS SENTIMENTOS COM OS QUAIS TENHO A HONRA DE SER VOSSO AMIGO. ASSINA DUQUESNE  POS SCRIPTE: VOCÊ NÃO PODERIA ME DAR MELHOR PRESENTE DO QUEME OBSEQUIAR COM O GRANDE  SERVIÇO DE DIZER A A MADAME DUQUESNE PARA PREVENI-LA QUE PARTIRÃO PARA QUE ELA POSSA ME ESCREVER. RECOMENDO MUITO QUE A BORDO DOS PRIMEIROS NAVIOS. QUEBEDC, 1753Nota: Duquesne serviu de 1752 a 1755. Mais conhecido por seu papel na Guerra Franco-Indígena , ele estabeleceu o Forte Duquesne em 1755 na confluência dos rios Allegheny e Monongahela no que é hoje Pittsburgh, Pensilvânia , foi nomeado em sua homenagem. Foi abandonado pelas forças francesas em 1758 com a chegada da muito mais poderosa Expedição Britânica Forbes , que ergueu o Forte Pitt em seu lugar. Ele construiu uma linha de fortificações defensivas para fortalecer a presença francesa. O Marquês Duquesne desembarcou em Quebec em 1º de julho de 1752, para surpresa de todos. Charles Le Moyne* de Longueuil estava servindo como governador interino desde a morte de La Jonquière em 17 de março de 1752; não se sabia que o sucessor de La Jonquière já havia sido providenciado, e pensava-se que a nomeação de um novo governador demoraria muito para chegar. Duquesne rapidamente atraiu hostilidade na colônia. Primeiro, ele se comprometeu a incutir disciplina nas tropas e milícias por meio de revisões, inspeções e treinamento para os numerosos canadenses que haviam se alistado. Então, em outubro de 1752, os canadenses souberam que, apesar dos protestos dos oficiais, Duquesne iria lançar uma expedição militar sob Paul Marin* de La Malgue para ocupar o vale do Ohio. Marin deveria comandar um destacamento de cerca de 2.000 homens, quase todos brancos, de acordo com as ordens da corte, que queria que a França, e não seus aliados indianos, se opusessem aos mercadores britânicos. Durante o inverno de 1752-53, Duquesne dedicou sua atenção a levantar e equipar seu exército; com Bigot, ele regulamentou a venda de alimentos de Louisbourg, Île Royale (Ilha do Cabo Bretão) e Nova Inglaterra. Seu plano original era simples: Marin deveria seguir a rota seguida por Pierre-Joseph Céloron* de Blainville em 1749 e estabelecer uma série de fortes. A expedição de 1753-54, no entanto, encontraria enormes dificuldades e, no final, foi um fracasso parcial, causando sérios danos a Duquesne. O ministro da Marinha o culpou por não ter prudência e, particularmente, por ter escolhido Marin, que não era o oficial mais graduado do Canadá. De sua parte, Bigot denunciou os meios que Duquesne havia utilizado, considerando-os muito custosos para resolver um pequeno problema. No verão de 1753, o bispo Pontbriand  Dubreil*  de Quebec havia até pedido que a expedição fosse abandonada. Duquesne conseguiu, no entanto, convencer Rouillé de que ele não tinha sido capaz de agir de outra forma sob as circunstâncias, e ele não apenas permaneceu no comando da Nova França, apesar de seus críticos, mas também organizou uma nova expedição.Duquesne estava ciente de que precisava agir no início da primavera de 1754; George Washington, representando o governador da Virgínia, ordenou que o sucessor de Marin, Jacques Legardeur* de Saint-Pierre, deixasse Fort de la Rivière au Buf (Waterford, Pensilvânia). Duquesne colocou Claude-Pierre Pécaudy de Contrecur no comando desta nova expedição; Pécaudy desalojou o pequeno grupo de britânicos das bifurcações do Ohio e imediatamente empreendeu a construção do Forte Duquesne (Pittsburgh, Pensilvânia).Após a vitória de Louis Coulon* de Villiers em 3 de julho de 1754 em Fort Necessity (perto de Farmington, Pensilvânia) e a capitulação subsequente de Washington, Duquesne pôde proclamar seu sucesso. Ele estava consciente, no entanto, dos graves erros cometidos no vale de Ohio: ele expressou sérias reservas sobre a cláusula na capitulação que proibia os americanos de entrarem no vale por apenas um ano. Tendo transmitido ao ministro sua versão do caso e o diário de Washington e estando satisfeito com a maneira como as coisas tinham acontecido durante seu mandato, Duquesne pediu em outubro de 1754 sua demissão.Durante o inverno de 1754-55, Duquesne soube que os britânicos estavam se preparando para retaliar; enquanto assegurava que não fariam nada do tipo, o ministro da Marinha, Machault, o avisou da partida de Edward Braddock para a América como comandante das forças armadas. Consequentemente, Duquesne tomou medidas no início da primavera para reforçar o Forte Duquesne e os postos periféricos. Ele novamente concentrou suas forças para defender a fronteira sudoeste da Nova França, embora estivesse ciente dos movimentos britânicos na direção de Acadia e Nova York. Ao fazê-lo, ele estava cumprindo as instruções que havia recebido para não fazer nada em Acadia e ao redor do Lago Champlain. Além disso, ele sabia que seu sucessor chegaria com reforços para o Canadá e Louisbourg. Portanto, ele confiou a defesa do centro à milícia, moveu suas forças disponíveis para o oeste e deixou a defesa do leste para Louisbourg. Essas eram táticas ideais para um homem que subestimou os talentos militares dos americanos e que também estava prestes a ser dispensado de seu posto.De fato, Pierre de Rigaud de Vaudreuil de Cavagnial desembarcou em Quebec em 24 de junho de 1755 durante sua ausência; Duquesne, no entanto, retornou rapidamente de Montreal. O novo governador geral não hesitou em criticar as ações de Duquesne: ele apresentou um quadro sombrio da colônia, exausta pela dura campanha de Ohio, e o culpou por ter colocado todos os seus esforços naquela região, negligenciando os outros setores onde os fortes e postos estavam em más condições, justamente quando os britânicos estavam organizando uma ofensiva geral. Todas essas críticas eram justificadas, mas a responsabilidade não recaía apenas sobre Duquesne, já que em seu desejo de economia a corte havia rejeitado todos os seus planos de consertar as defesas. Vaudreuil e Duquesne não cooperaram e por um tempo estiveram em conflito aberto. Duquesne navegou para a França indignado com a atitude de Vaudreuil.Na França, ele explicou suas ações ao ministro da Marinha, que ficou satisfeito, ainda mais porque a força de Braddock na América havia sido cortada em pedaços. Apenas Fort Beauséjour (perto de Sackville, NB) havia caído  ver Robert Monckton , mas Duquesne colocou essa responsabilidade em Le Loutre. Duquesne foi generosamente recompensado por seus serviços no Canadá, sendo perdoado dos 27.000 libras adiantados a ele em 1752; ele foi consultado sobre assuntos canadenses e parece ter conhecido Montcalm* antes que este partisse para o Canadá.Duquesne retomou sua carreira naval. Em abril de 1756, foi nomeado inspetor-geral das costas da França; em 23 de junho de 1757, assumiu o comando interino da frota em Toulon e participou de ações menores até 1758. Derrotado em um combate com um esquadrão britânico comandado por Henry Osborn , Duquesne perdeu seu navio, o Foudroyant , e foi capturado e levado para a Inglaterra. O ministro da Marinha, Choiseul, o tratou severamente, mas o rei o absolveu da culpa e lhe concedeu uma pensão de 3.000 libras . Essa derrota, no entanto, levantou questões sobre sua futura carreira ativa. Pouco se sabe sobre seus esforços subsequentes, além do fato de que o rei o tornou comandante da ordem de Saint-Louis em 1763.A aposentadoria de Duquesne tornou-se definitiva em 8 de abril de 1776. Embora, como resultado da perda do Foudroyant, ele não tenha sido nomeado tenente-general da Marinha, em consideração às suas 20 campanhas, ele foi premiado com a continuação do seu pagamento de contra-almirante e o título honorário de tenente-general das forças navais. Em 4 de dezembro de 1776, Duquesne informou à corte que, em vista de sua idade, ele não pretendia mais visitar os portos. Ele passou seus últimos dias em uma ou outra de suas residências em Paris e em Antony. Como não tinha filhos quando morreu em setembro de 1778, ele deixou sua fortuna, estimada em 200.000 libras , para seus sobrinhos e sobrinhas e seus servos.Duquesne teve uma carreira ativa, servindo e lutando energicamente. Durante sua estadia na Nova França, esse homem autoritário, orgulhoso, mas obediente, era impopular. Dizia-se que o próprio Bigot o temia. Colocando sua missão "especial" à frente de tudo, ele executou sua tarefa resolutamente, intransigentemente e sem hesitação. Avisado com antecedência que muitos desaprovariam a ocupação militar do vale do Ohio porque a economia da colônia não suportaria tal drenagem de sua mão de obra e recursos, ele desconfiava dos colonos, e eles não o apreciavam. Somente as recomendações de Rouillé e Machault por clemência e prudência suavizaram seu comportamento em relação a soldados sujos, milicianos indisciplinados, oficiais insolentes e comerciantes sem fortes laços com a pátria-mãe.
  • ART DE LA CHINE. SOIERIES ET TAPIS, VERRE, IVOIRE, PIERRES DURES FLACONS À TABAC, PIERRES À ENCRE ET EUTRES OBJETS DART. (ARTES DA CHINA. SEDAS E TAPETES, VIDRO, MARFIM, PEDRAS DURAS GARRAFAS DE TABACO, PEDRAS DE TINTA E OUTROS OBJETOS DE ARTE. POR R. SOAME JENYNS. VERSÃO EM FRANCÊS POR DAISY LION GOLDSCHMIDT. EDITORA OFFICE DU LIVRE  PARIS 1981. 253 PÁGINAS. 22CM X 28CM. RICAMENTE ILUSTRADO COM FOTOGRAFIAS COLORIDAS E EM PRETO E BRANCO. SEGUNDA EDIÇÃO. ENCADERNAÇÃO EM TECIDO VERDE JADE COM TEXTO NA LOMBAR EM BAIXO RELEVO EM BRANCO. SOBRECAPA EM PAPEL ILUSTRADO. Nota: Uma introdução à arte chinesa, baseada no estudo de uma seleção representativa de obras-primas, é o tipo de trabalho que nunca envelhecerá. Portanto, uma reimpressão das "Artes da China" poderia ser considerada vinte anos após sua publicação, sem que nenhuma modificação significativa tivesse que ser feita. Era o momento certo de oferecer uma nova apresentação, acessível a um público mais amplo. De fato, cada vez mais a China fascina o mundo ocidental. À medida que viajar se tornou mais fácil, a publicação de histórias, relatórios e trabalhos acadêmicos importantes nos ensinam mais a cada dia. Mas, se a China está despertando, ela não nega suas tradições, nem a qualidade excepcional das obras nascidas de sua antiga civilização. É por meio dessas obras que melhor podemos abordá-lo, e os chineses sabem disso, preservando e restaurando com cuidado meticuloso os vestígios de um passado prestigioso. Escavações estão sendo realizadas em todos os lugares, as pesquisas arqueológicas estão aumentando e museus estão sendo criados. Em uma nova apresentação, reproduzindo o texto e as ilustrações na íntegra, mais uma vez colocamos esta prestigiosa coleção à disposição do número cada vez maior de amantes da arte chinesa. No prefácio do Volume II, foi feita menção ao estado atual das coleções que forneceram ilustrações para as artes menores tratadas no referido volume e aqui. As atribuições dadas às peças ilustradas foram modificadas no caso de peças adquiridas por museus, e neste caso também aparecem os nomes dos antigos proprietários. No caso de dispersões significativas (as coleções Sedgwick, Gure, Mayer, Grice, Low-Beer), novas atribuições a museus nem sempre são completas. Ao longo dos anos desde a publicação da primeira edição, o conhecimento das artes menores aqui estudadas não aumentou de forma extraordinária. A história das artes decorativas ainda obtém apenas um lugar limitado nas publicações chinesas (com exceção da cerâmica, um assunto que não está incluído nas artes menores); e a atenção dos grandes colecionadores, que são os únicos a acalentar a esperança de relatar suas atividades em catálogos, está mais voltada para a pintura, o bronze arcaico e a porcelana. Desde 1949, descobertas arqueológicas na China trouxeram à luz grandes quantidades de bronzes e cerâmicas, alguns exemplos notáveis de antigas esculturas de jade e, graças ao enorme progresso nas técnicas de escavação, muitos exemplos de objetos de madeira laqueada e pedaços de tecido, às vezes até peças de roupa inteiras. Esta última categoria está lindamente representada nas descobertas do túmulo da Sra. Tai, o Mawangdui (Ma-wang-tui), perto de Changsha (Ch'ang-sha) em Honan (Hunan). Os tecidos de seda que enchiam o caixão e as vestes funerárias eram um exemplo muito completo da tecelagem praticada na primeira metade do século II a.C. Eles exibiam tramas de sarja extremamente refinadas e gazes (urdiduras cruzadas) com figuras repetidamente bordadas, vestimentas simples decoradas com motivos coloridos estampados e tecidos de pelo cortado levantados nos losangos da trama de sarja.
  • VIDA COTIDIANA EM SÃO PAULO NO SÉCULO XIX. MEMÓRIAS, DEPOIMENTOS, EVOCAÇÕES. ORGANIZADO POR CARLOS EUGÊNIO MARCONDES DE MOURA. EDITORA ATELIÊ EDITORIAL LTDA. BRASIL 1999. 414 PÁGINAS. 21CM X 28CM. ISBN 8585851678 PAPEL CARTÃO TRIPLEX 350G NA CAPA. COUCHÊ 150G NO MIOLO. FORAM FEITAS 1500 TIRAGENS. ENCADERNAÇÃO EM CAPA MOLE COM VERNIZ E ILUSTRAÇÃO COM TEXTOS EM BRANCO E PRETO. Nota: Trecho da apresentação: Pela ampulheta do tempo - redundante, mas expressiva imagem empregada pelo vale-paraibano de Silveiras, Vicente Felix de Castro, romancista do século XIX, um dos pioneiros da literatura regional paulista - escoam memórias, depoimentos, evocações, obras de ficção, peças de teatro e diários de viagem, gravuras, aquarelas, telas, fotos de paisagens e de tipos humanos, dos quais surgem os contornos de São Paulo e de sua província em meados do século passado. Escondidos nas estantes do colecionador e nas seções de raridades de algumas bibliotecas e arquivos públicos, nos guardados íntimos de descendentes da velha aristocracia da terra, esses variados depoimentos se harmonizam para oferecer-nos um quadro da vida paulista, observada a partir de diversos ângulos e interesses. Editados (ou, em alguns casos, reeditados) em conjunto, deles surge uma visão abrangente do existir cotidiano na cidade e no campo, observado por contemporâneos que o vivenciaram. Ao lado dessa documentação primária, apresenta-se um texto de Aluísio de Almeida, o grande cronista da história de São Paulo. Somente agora começa a manifestar-se, entre nós, um vivo interesse por essa temática, interesse impulsionado por traduções e edições recentes de livros dedicados à história da vida privada. Uma iniciativa editorial como esta que se propõe vem, sem dúvida, ao encontro de tal solicitação e é uma antecipação. Aluísio de Almeida (Guareí, 1904-Sorocaba, 1981), pseudônimo do cônego Luís Castanho de Almeida, cronista, historiador e folclorista, deixou enorme produção e estudos pioneiros sobre vários aspectos da vida paulista. Foi o grande historiador de Sorocaba, e a ele se devem estudos primordiais sobre o tropeirismo. Sua publicação, de circulação extremamente limitada, Vida Cotidiana da Capitania de São Paulo (1722-1822) - Excertos de uma Obra Completa (São Paulo, Pannartz, 1975), escrita em um estilo quase coloquial, que era um dos maiores encantos do autor, traz informações curiosíssimas e muito bem documentadas sobre o tema abordado. D. Maria Paes de Barros, de família de grandes fazendeiros de café da província paulista, deixou-nos em No Tempo de Dantes (São Paulo, Brasiliense, 1946), prefaciado por Monteiro Lobato, escrito quando a autora tinha 94 anos de idade, um relato extraordinariamente fluente sobre os costumes da vida fazendeira, educação feminina, organização familiar, hábitos alimentares, escravidão, usos e costumes, divertimentos e aspectos arquitetônicos da cidade de São Paulo entre 1850 e 1860. Sua colorida narrativa completa-se com as de Noëmia Bueno Bierrenbach, Francisco de Assis Vieira Bueno e Everardo Vallim Pereira de Souza, pertencentes à elite agrária, a alta administração e à Academia de Direito, que evocam sua infância e mocidade, decorridas na capital e nas fazendas de café, geradoras da riqueza que impulsionou a prosperidade paulista. Uma visão mais distanciada, crítica e objetiva, nos chega através do Diário da Princesa Isabel (Excursão dos Condes d'Eu à Província de São Paulo), minuciosamente anotado pelo historiador Ricardo Gumbleton Daunt (S. Paulo, Anhembi, 1957). Realizada em 1884, a excursão dos condes d'Eu à província (Vale do Paraiba, Sorocaba, Capivari, Piracicaba, Itu, Campinas, Limeira e Santos, além da capital) durou apenas 25 dias, período suficiente para a herdeira do trono flagrar, através de suas observações de viajante atenta, o viver bucólico da província, a que não faltou uma pescaria no rio Tietê, em São Paulo, após a qual serviu-se um almoço as suas margens - hoje uma vinheta que nos parece quase surreal. Duas peças de teatro, de autores paulistas e com temática regional, revelam-nos um outro olhar. Uma delas é Sangue Limpo, drama original em três atos e um prólogo, representado pela "primeira vez no Theatro desta Cidade a 2 de dezembro de 1861". A ação passa-se na cidade de São Paulo, "no ano de 1822, desde 25 de agosto até 7 de setembro". Evoca os dias que antecederam a proclamação da Independência e é um dos primeiros textos teatrais a denunciar o racismo na sociedade patriarcal brasileira. Outro texto de grande interesse é Caetaninho ou O Tempo Colonial, de Paulo Antônio do Vale, drama histórico brasileiro em três atos", editado em 1849. Trata-se de uma denúncia dos desmandos e arbitrariedades do poder, encarnados na figura de Martim Lopes Lobo de Saldanha, capitão-general e governador da Capitania de São Paulo. De sua ação resultou o enforcamento público de um homem do povo, injustamente condenado. Comparecem como personagens do drama determinadas personalidades que se fizeram conhecidas na história de São Paulo, entre elas frei Galvão, o fundador do Mosteiro da Luz. A visão do cotidiano de São Paulo completa-se com o artigo "Até Onde o Olhar Alcança", de autoria de Carlos Eugênio Marcondes de Moura, igualmente organizador desta coletânea. Trata-se de um levantamento iconográfico, que se quer abrangente, de tipos humanos, paisagens, vistas de vilas, cidades e da capital da província, documentados nos desenhos e aquarelas de viajantes de várias nacionalidades que aqui estiveram na primeira metade do século XIX: John Mawe, Henry Chamberlain, James Henderson, William Burchell, Charles Landseer, Adrien Taunay, Jean Baptiste Debret, Noel Aimée Pissis, Hercules Florence, Thomas Ender, nas aquarelas do pintor ituano Miguel Arcanjo Benicio Dutra, em daguerreótipo e fotografias de alguns fotógrafos pioneiros da província (Inácio Mariano da Cunha Toledo e Militão Augusto de Azevedo, de São Paulo, Robin & Favreau, em Pindamonhangaba, Taubaté e Guaratinguetá), nas fotografias do inédito álbum do Barão Homem de Melo, correspondentes ao período de 1855 a 1879, que documentam algumas cidades paulistanas, na documentação, igualmente inédita, atribuída ao fotógrafo Militão, sobre a estrada de ferro São Paulo-Jundiaí, datada de 1865. Estudos introdutórios contextualizam as publicações, de autoria de historiadores e críticos de teatro, que abordam com novo olhar a riqueza e complexidade de informações que tais depoimentos encerram sobre a vida cotidiana em São Paulo no século XIX.
  • AGUDA DA DOENÇA. QUE O IMPEDIU DE MONTAR SEU CAVALO E MANTER SUA SUPERVISÃO MÓVEL HABITUAL DOS MOVIMENTOS DAS TROPAS. DOIS DIAS ANTES, SEUS MÉDICOS PERDERAM AS SANGUESSUGAS USADAS PARA ALIVIAR A DOR DE SUAS HEMORROIDAS E ACIDENTALMENTE O SOBREDOSARAM COM LÁUDANO, DE CUJOS EFEITOS NOCIVOS ELE AINDA ESTAVA SOFRENDO NA MANHÃ DA BATALHA. DE ACORDO COM ALGUNS ANALISTAS, OS ATRASOS DE NAPOLEÃO EM LANÇAR SEU ATAQUE TIVERAM MUITO A VER COM SUAS INDISPOSIÇÕES: ORIGINALMENTE PLANEJADO PARA 6H, DEPOIS 9H, ELE NÃO COMEÇOU ATÉ QUASE MEIO-DIA.  ME PERGUNTO COMO SERIA  A HISTORIA DO MUNDO SE NAPOLEÃO NÃO TIVESSE CAIDO EM WOTERLLOU A CARTA FOI ESCRITA EM 1818 E ENDEREÇADA AO CONDE DE CHABROL DE VOLVIC, OFICIAL NAPOLEONICO QUE CURIOSAMENTE NÃO PERDEU SEU LUGAR NO GOVERNO DURANTE A RESTAURAÇÃO DOS REIS DE BOURBON.    EXCERTOS DO TEXTO: SENHOR CONDE, ACEITO COM PRAZER SECUNDAR O CONSELHO DE REVISÃO NO EXAME DOS CONSCRITOS CONVOCADOS PARA RECRUTAR O EXERCITO. SE FOR POSSIVEL QUE EU SEJA CHAMADO APENAS PARA AS AUDIENCIAS QUE ACONTECERÃO DO  MEIO DIA AS QUATRO DA TARDE. TENHO A HONRA DE SER SENHOR CONDE COM O MAIS RESPEITOSO E DEVOTADO SENTIMENTO SEU SERVO. ASSINA DUPUYTREN PARIS NOVEMBRO 1818 PORTANTO NO PERÍODO DA RESTAURAÇÃO DOS BORUBONS COM LOUIS XVIII (1755-1824). NOTA: GILBERT JOSEPH GASPARD, CONDE DE CHABROL DE VOLVIC ( Riom , 25 de setembro de 1773  Paris , 30 de abril de 1843 ) foi um funcionário público napoleônico francês .Engenheiro de pontes e estradas, participou da Campanha Egípcia .De 31 de janeiro de 1806 a 23 de dezembro de 1812, foi prefeito da administração napoleônica no departamento de Montenotte , dividido entre a Ligúria ocidental e o baixo Piemonte , com Savona como capital.A cidade de Savona estava passando por um período de declínio e, durante a administração de Chabrol, experimentou um período de grande prosperidade, graças ao qual a cidade começou um lento renascimento. Em memória deste renascimento, no centro histórico da cidade, foi inaugurada uma praça em sua memória, onde foi colocada uma placa com o seguinte texto:De 31 de janeiro de 1806 a 23 de dezembro de 1812 foi prefeito do distrito napoleônico de Montenotte com Savona como capital, o conde Gilbert Chabrol de Volvic, arquiteto da moderna Savona, "Les Amis de Napoléon" e a Associação Napoleônica da Itália honram sua memória nesta praça que leva seu nome  (Inscrição na Piazza Chabrol em Savona)Em 23 de dezembro de 1812 , ao retornar da Campanha Russa , o Imperador Napoleão Bonaparte , insatisfeito com o prefeito Nicolas Frochot , chamou Chabrol para ocupar o cargo de Prefeito do departamento do Sena . Ele foi nomeado em 1814 Conselheiro de Estado e oficial da Legião de Honra .Ele manteve sua posição mesmo com a restauração da monarquia (diz-se que, aos seus detratores, Luís XVIII respondeu: Chabrol se casou na cidade de Paris, e eu aboli o divórcio. ) e se aposentou apenas na Revolução de Julho de 1830.Ele é creditado com a frase da qual a expressão "Cem Dias" foi tirada para indicar o breve retorno de Napoleão após seu exílio em Elba.GUILLAUME DUPUYTREN (5 de outubro de 1777 - Paris, 8 de fevereiro de 1835) foi um anatomista e cirurgião militar francês. Embora tenha ganhado fama pelo tratamento de hemorroidas de Napoleão Bonaparte, foi um médico extraordinário. Nasceu na cidade de Pierre-Buffière, no atual departamento de Haute-Vienne .Estudou medicina na recém-criada École de Médecine em Paris e foi nomeado prosector , por concurso, quando tinha apenas dezoito anos de idade. Seus primeiros estudos foram direcionados principalmente para a patologia anatômica . Em 1803 foi nomeado cirurgião assistente no Hôtel-Dieu em Paris, e em 1811 tornou-se professor de cirurgia operatória em sucessão a Raphael Bienvenu Sabatier . Em 1816 foi nomeado para a cadeira de cirurgia clínica e tornou-se cirurgião-chefe no Hôtel-Dieu,  cargo que ocupou até sua morte. Dupuytren visitava o Hôtel-Dieu de manhã e à noite, sempre realizando várias operações, dava palestras para grandes multidões de estudantes, aconselhava seus pacientes ambulatoriais e cumpria os deveres decorrentes de uma das maiores práticas dos tempos modernos. Por sua atividade infatigável, ele acumulou uma fortuna, a maior parte da qual legou à sua filha, com a dedução de somas consideráveis para a dotação da cadeira de anatomia na École de Médecine e o estabelecimento de uma instituição benevolente para médicos em dificuldades. O mais importante dos escritos de Dupuytren é seu Tratado sobre o ânus acidental , no qual ele aplicou os princípios estabelecidos por John Hunter . Em suas operações, ele era notável por sua habilidade e destreza e por sua grande prontidão de recursos.  Dupuytren foi um dos primeiros cirurgiões a drenar um abscesso cerebral com sucesso usando trepanação , na qual um orifício é cortado no crânio, e também usou o método para tratar convulsões .  Ele reivindicou o crédito pela descrição original do melanoma e afirmou que Laennec roubou a ideia de suas palestras.  Ele relatou um caso de remissão espontânea de câncer de mama em que, após a paciente recusar a cirurgia, o tumor aumentou de tamanho, rompeu-se e infectou-se, começou a encolher e desapareceu após algumas semanas.  Ele morreu em Paris e lá, com seu legado, fundou o Musée Dupuytren .Ele era um professor brilhante, um astuto diagnosticador e um cirurgião talentoso. Por outro lado, ele era extremamente crítico de alunos e colegas que não conseguiam viver de acordo com seus exigentes padrões profissionais. Isso, junto com seu desejo de ser o melhor dos melhores, lhe rendeu inúmeras críticas, nem todas objetivas. Ele foi descrito por epítetos coloridos como "O Bandido de Hôtel-Dieu" por Jacques Lisfranc e "Primeiro entre os cirurgiões, o menor entre os homens" por Pierre-François Percy .
  • O BRASIL DOS VIAJANTES POR ANA MARIA DE MORAES BELLUZZO. 2ª EDIÇÃO 1999 EDITORA OBJETIVA E METALIVROS. FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. APOIO ODEBRECHT. 192 PÁGINAS. 29CM X 30CM. ISBN 857302285X. CONTÉM ÍNDICE, ÍNDICE REMISSIVO, NOTAS BIOGRÁFICAS, BIBLIOGRAFIA, MAIS DE 500 GRAVURAS, MAPAS, PINTURAS, DESENHOS, E TAPEÇARIAS PRODUZIDOS POR ARTISTAS FUNDAMENTAIS COMO FRANS POST, ALBERT ECKOUT, THOMAS ENDER, JEAN BAPTISTE DEBRET, JOHAN MORITZ RUGENDAS, WILLIAM BURCHELL E OUTROS, ADVINDAS DE 70 FONTES NACIONAIS E ESTRANGEIRAS. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA NA COR BEGE COM ILUSTRAÇÃO E TEXTO EM DOURADO.  COBRECAPA EM PAPEL VERNIZ COM ILUSTRAÇÕES.Nota: Quem somos? Como temos sido vistos pelo olhar estrangeiro ao longo dos séculos? Estas são questões iluminadas por esta obra singular. Apresentando o mais extenso e completo levantamento da iconografia produzida por artistas e cientistas viajantes no Brasil entre o Descobrimento e o final do século XIX, O Brasil dos Viajantes se configura num extraordinário panorama da formação da identidade brasileira. Reunido pela primeira vez em um só volume, este é o resultado editorial de quatro anos de pesquisa da Professora Doutora de História da Arte Ana Maria de Moraes Belluzzo, da FAU/USP. A contribuição de Belluzzo não se limita à seleção do vasto e preciso repertório de imagens. A autora extrapola o previsível ao investigar o significado desse universo iconográfico conhecido genericamente como brasiliana. O nexo do acervo é apreciado diante de questões culturais e filosóficas, filtradas pela perspectiva de momentos históricos ao longo dos quatro séculos cobertos pela pesquisa. O leitor poderá conhecer o caráter imaginário das primeiras referências visuais europeias sobre o Brasil, passando pelo esforço da exploração e do conhecimento científico da natureza do Novo Mundo, e chegar à visão romântica das paisagens brasileiras do século XIX. A narrativa é ilustrada por reproduções de mais de 500 gravuras, mapas, pinturas, desenhos, e tapeçarias produzidos por artistas fundamentais como Frans Post, Albert Eckout, Thomas Ender, Jean Baptiste Debret, Johan Moritz Rugendas, William Burchell e outros, advindas de 70 fontes nacionais e estrangeiras. No todo, texto e imagens compõem obra de referência vital para todos interessados em melhor compreender o Brasil, um convite a um passeio único por quatro séculos de nossa história.

415 Itens encontrados

Página: