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  • MATHIAS JOSEPH PIRES - CONTADOR DA JUNTA DA FAZENDA DA CAPITANIA DAS ILHAS DOS AÇORES - DATADO DE 1 DE JULHO DE 1781, ESCRITO EM ANGRA DO HEROISMO. TEXTO EM FRANCES DIRIGIDA AO CHEVALIER  DE MEYRONNET DE SAINT-MARC DESTACADO TESOUREIRO CONSUL GERAL DA FRANÇA NA CORTE DE LISBOA E NA SUA AUSENCIA M. DHEMARND VICE CONSUL DA NAÇÃO. EXCERTOS DO TEXTO: ANGRA,1 DE JULHO DE 1781, AGUIRRE, POR FAVOR, PAGUE ESTA PRIMEIRA LETRA DE CAMBIO AO SR.  JEAN LE PAGE DE VARANCE, OU  A SUA ORDEM, A SOMA DE VINTE E QUATRO MiL E NOVECENTOS E DEZ REIS EM MOEDA PROTUGUESA,  REFERENTE AO MONTANDE DAS DESPESAS FEITAS POR CONTA DE SUA MAJESTADE O REI CIRSTIANISSIMO  (LOUIS XV) COM DOIS OFICIAIS, UM CIRURGIÃO DO REGIMENTO VIENNOIS E DOIS OUTROS EM GUARNIÇÃO NA DOMINICA E MARTINICA, SÚDITOS DE SUA MAJESTADE, AVISO A MONSEIEUR  CHEVALIER MEYRONENNET, DESTACADO TESOUREIRO CONSELHEIRO GERAL DE FRANÇA NA CORTE DE LISBOA. NA SUA AUSENCIA A M. DHERMAND, VICE CONSUL DA NAÇÃO. SEU SERVO MUITO E OBEDIENTE, MATHIAS JOSEPH PIRES. ASSINADO E DATADO. NOTA: O CHEVALIER  DE MEYRONNET DE SAINT-MARC escreveu missiva deste gênero a BENJAMIM FRANKLIM, um dos pais fundadores dos EUA  neste mesmo ano de 1781. Desta  vez ele cobrava o reembolso das despesas de cinco americanos que foram capturados por navios ingleses e deixados na ilha de FAYAL por tropas inglesas e de lá foram despachados de volta a América do Norte . Na carta digirigida a Bem Franklim e que faz parte do acervo do ARQUIVO NACIONAL DOS EUA MEYRONET escreve nesses termos: Em Lisboa, em 30 de janeiro de 1783, Monsieur É uma honra para mim avisá-lo que recebi há alguns dias uma carta do Vice-Cônsul Francês na Ilha de Fayal;  na qual ele me notifica; que o cônsul anglo-francês havia recebido cinco americanos capturados pelo Corsaire, o Hornett de Bristol South, e pelo Brigantine, o Betsey de Boston. Os marinheiros embarcam num dos navios que partem do Faial para a América do Norte; e que ele se dirige  onde solicitaria o reembolso das despesas. Este Oficial afirma que as despesas com passagem e alimentação estouram  600. Peço-lhe, senhor, que me dê aqui as ordens para o reembolso desta soma que me serão pedidas por uma carta de câmbio à vista. Estou muito feliz, Senhor, por ter esta oportunidade de relembrar minha memória à sua lembrança e de lembrar-lhe também que, a partir de agora, mais do que nunca, posso expressar-lhe todos os sentimentos de estima que sou capaz de transmitir a você; Como lhe disse, quando tive a honra de vê-lo em Passy, na casa da senhora Marquesa de Boulanviliez, na casa do senhor Conde de Estaing e nos banhos, na casa do senhor le Mis. de Gallifet. Se eu puder ser de alguma utilidade para você, senhor, neste país aqui; Peço que me dê a preferência. Estou muito feliz que você tenha vindo em meu auxílio para transmitir meus respeitosos sentimentos.Sou, com todo o respeito, seu senhor, um servo muito humilde e muito obediente. O Cavaleiro de Meyronnet de Saint-Marc  ex-tenente dos navios reais Cônsul Geral da França em Portugal. A captura e encaminhamento de fugitivos ou resgate e encaminhamento de náufragos era assumida por meio de cooperação internacional mas com a ressalva de que as despesas provenientes dessas operações seriam assumidas pelos países de origem dos encaminhados. .
  • HISTÓRIA DA TIPOGRAFIA NO BRASIL. MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO 1979. SECRETARIA DE CULTURA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. COORDENAÇÃO GERAL DE CLÁUDIA  MARINHO SEMERARO E CRISTIANE AYROSA. IMPRESSÃO DE PRAXIS ARTES GRÁFICAS LTDA. 277 PÁGINAS. 23CM X 23CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM TECIDO AZUL COM APLICAÇÃO DE IMAGEM COM MOLDURA E TEXTO EM AZUL EM FUNDO BRANCO. SOBRECAPA EM PAPEL VERNIZ COM IMAGENS EM PRETO E BRANCO. Nota: PREFÁCIO Mais uma vez tomamos a iniciativa de apresentar uma exposição diferente das que ainda se pretende ver num museu de arte, diferença oriunda do acreditar na museu grafia ampliada seja da tarefa tradicional (a simples conservação de obras) e do conceito arte (que não é mais o fato amarrado às fórmulas elitistas do Oitocentos, ainda bastante preferidas). A possibilidade de apresentar esta primeira 'História da Tipografia no Brasil', que esperamos assim a outros estudiosos interessar no assunto, se deve ao secretário da Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, dr. Max Feffer. Neste livro, o leitor é levado numa incursão nos tempos em que a drenagem colonial do ouro vai se apagando e as circunstâncias políticas favorecem a realidade projetada pelos Inconfidentes; daqui e ainda para os tempos que se sucedem do Império e da República, através tantas vicissitudes para chegar até aos nossos dias. O percurso é para acompanhar o invento de Gutenberg (afinal depois de tantos séculos obscuros) como elemento para nosso progresso. Os portugueses, no crescente medo que na Colônia se espraiasse o saber, a cultura e imaginação, hostilizaram tudo o que podia contrariar os planos de exploração, considerando a tipografia o veículo mais nocivo aos interesses do sistema, que já na Metrópole precisava do "imprimatur" do poder. Ciumentos, hábeis desfalcadores das riquezas das quais eram os donos, proibiram a Simão de Vasconcellos e a Antonil de publicar suas obras dedicadas ao paraíso do opulento Brasil. Só em 1808, o Rio de Janeiro recebe sua primeira oficina tipográfica (a tentativa de Antônio Isidoro da Fonseca em 1746 fracassou). A Exposição lembra estes episódios "vade retro" e a inauguração, os começos e o desenvolvimento que suscintamente relata e que, num certo sentido, é a própria história da política, da cultura e da ciência do Brasil independente. Pensamos dedicar a exposição à memória do caro amigo Carlos Rizzini, autor, dentre outros, de O Livro, o Jornal e a Tipografia no Brasil' e de O Jornalismo antes da Tipografia', agradecendo a sua dedicada viúva D.a Áurea Ferreira Rizzini, a preciosa colaboração que nos deu, assim como a seu filho Antônio Ferreira Rizzini. Particularmente o Museu dirige-se ao constante amigo José Mindlin, membro de seu Conselho Consultivo, e a sua esposa D. Guita, ajudados por Alice Aguiar de Barros Fontes, e ao professor Rubens Borba de Moraes, antigo diretor da Biblioteca Nacional, ex-vice-diretor da biblioteca da O.N.U. em Nova York, e um dos fundadores da Escola de Biblioteconomia de São Paulo, que puseram à disposição do Museu suas bens conhecidas Brasilianas, possibilitando a este público apreciar a operosidade de nossos autores e de nossos mestres tipógrafos. A diligente coordenação da exposição esteve a cargo de Cláudia Marino Semeraro, coadjuvada por Christiane Ayrosa. O Museu agradece aos amigos que contribuíram para o êxito da exposição: Capitão-de-Mar-e-Guerra Max Justo Guedes, diretor do Serviço de Documentação Geral da Marinha; João Moreira Garcez Filho; Péricles Coly Machado; Fernando Goldgaber; Marlyse Meyer; José Mendonça Telles; Homero Senna, diretor e Marco Paulo Alvim, assessor cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa; Newton Carneiro; Mario Masetti; Marcos Carneiro de Mendonça; Alberto Beuttemuller; Elias Valentir, da Associação Brasileira da Indústria Gráfica e a Alfredo Crescente, do Setor de Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP. O Museu agradece também ao amigo Regastein Rocha, diretor da gráfica Praxis, e a seus tipógrafos, pela dedicação com a qual atenderam ao bom resultado desta edição. P. M. Bardi
  • NÚCLEO BERNARDELLI ARTE BRASILEIRA NOS ANOS 30 E 40 POR FREDERICO MORAIS. EDITORA PINAKOTHEKE RIO DE JANEIRO 1982. 136 PÁGINAS. 23CM X 21CM. COM CAIXA. CONTÉM ÍNDICE ONOMÁSTICO. 38 IMAGENS SÃO COLORIDAS E 20 EM PRETO E BRANCO COM ANÁLISE CRÍTICA E BIBLIOGRÁFICA. IMPRESSÃO POR ULTRA SET. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM PAPEL MARROM ESCURO COM LETRAS EM BAIXO RELEVO PRATEADO. LOMBAR COM TEXTO EM BEGE. CONTRACAPA COM FOTOGRAFIA EM OCRE. SOBRECAPA EM PAPEL VERNIZ BRANCO COM ILUSTRAÇÃO E TEXTOS EM PRETO E MARROM. Nota:  A atuação dos jovens que se articularam no Núcleo Bernardelli entre 1931 e 1942 e promoveram a primeira abertura para uma nova presença dos artistas plásticos no contexto sociocultural carioca de então, proporciona a Frederico Morais um registro e uma análise de extraordinária abrangência. Da Semana de Arte Moderna (1922), que define o clima ansioso dos anos vinte, até o começo da década de quarenta, quando as angústias provocadas pela Segunda Guerra Mundial chegavam ao auge da apreensão sobre os destinos das liberdades humanas. Não é sem muita razão que, no Brasil, cabe à geração que surge na década de trinta a disposição para agir em vista das reformas que se impunham. Já se delineavam com nitidez as novas alternativas para o comportamento de um mundo que evoluía, renovando, consequentemente, seus critérios de avaliação cultural. Fatores sociais e artísticos já então se conjugavam politicamente no comportamento dos jovens. Urgia assumir o compromisso que estava a desafiá-los frontalmente. A Semana de Arte Moderna de 1922 surgira sob a influência do modernismo internacional, erudito e elitista, do agrado da reduzida minoria que assumia o guidão da cultura nacional. Promovia essa minoria, diligentemente, de maneira sutil e acomodatícia, o desenvolvimento de um progressismo conveniente, sem soluções para a massa impedida de afirmar sua participação decisiva no sistema dominante. Diferente foi o ânimo dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que se torna instrumento decisivo contra as restrições academizantes de nosso ensino artístico e pela abertura profissional e quantos, independentemente de condições socioeconômicas, viam suas aptidões vocacionais cerceadas pela origem social. O ensino oficial, que desde a sua criação em 1816 ditara padrões à formação artística, generalizado por todo o país, não permitia, em carta medida, proceder a uma triagem através de exigências regulamentares que limitavam a iniciação artística em função de status sociais privilegiados. Na busca da objetividade artística e da deselitização profissional, o Núcleo Bernardelli não podia deixar de carregar inclinações políticas, surgidas por exigência de sua própria ação. É nos sentimentos dos jovens que residem as forças maiores e mais eficazes de anseios igualitários e de ideais a serem conquistados. O Núcleo Bernardelli, como um movimento essencialmente jovem, contrariou frontalmente os preconceituosos critérios de ensino e de aferição artística então vigentes, cujos efeitos ocasionavam um retardamento insuportável. A título de introduçãoE m sua famosa conferência de 30 de abril de 1942, promovida pela Casa do Estudante do Brasil e proferida na Biblioteca do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro, Mário de Andrade fez uma autocrítica severa, quase cruel, do Modernismo brasileiro. Como atualização da inteligência artística diz o movimento modernista representou papel contraditório e muitas vezes gravemente precário. Deveríamos ter inundado nosso discurso de maior angústia do tempo, de maior revolta contra a vida como está. Lamentando que os modernistas não tivessem promovido o melhoramento político e social do homem brasileiro, Mário completa, em tom contundente: Façam ou se recusem a fazer arte, ciências, ofícios. Mas não fiquem apenas nisto, espiões da vida, camuflados em técnicos da vida, espiando a multidão passar. Marchem com as multidões. Para o autor de Macunaima, o período verdadeiramente heroico do Modernismo foi aquele iniciado com a exposição de Anita Malfatti, em 1917, e que termina com a Semana de Arte Moderna de 1922. Os anos que se seguem foram, no seu entender, de orgia intelectual, a maior que a história artística do país registra. Passada a festa, terminado o porre, principia para a inteligência brasileira, com a década de 30, uma fase mais calma, mais modesta e cotidiana, mais proletária, por assim dizer. de construção, falou Mário, que concluiu sua conferência afirmando: Creio que os modernistas da Semana não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição. Que nova fase é esta que começa nos anos 30 e estende-se até os primeiros anos da década de 50? O mundo começa a juntar os cacos do crack de 1929, que afetou profundamente a economia do café no Brasil. Aumentam, entre nós, os atritos de uma economia agrária cambaleante, com a ascensão dos setores comercial, financeiro e industrial. Nas capitais, subitamente inchadas de gente, cresce a classe média e forma-se o operariado urbano, ambos pressionando o setor cultural e exigindo novos enfoques da realidade brasileira em suas manifestações artísticas. Note-se, por exemplo, a emergência do trabalho como um dos temas centrais dos novos artistas. Do ponto de vista formal, exige-se uma pintura mais despojada e econômica, menos experimental, mais realista.
  • MIGUEL DE CERVANTES  DOM QUIXOTE DE LA MANCHA  EX COLEÇÃO JOÃO DE ALMEIDA BRANDÃO DE AGUIAR PENETRA JUNIOR BIBLIÓFILO E MEMBRO DA IMPORTANTE DINASTIA DE OURIVES DESSA FAMÍLIA QUE TRABALHOU NA CIDADE DO PORTO NO SEC. XIX. CERVANTES SAAVEDRA, MIGUEL DE: VIDA Y HECHOS DEL INGENIOSO HIDALGO DON QUIXOTE DE LA MANCHA, I Y II PARTES, J. Y P. BONNARDEL, LYON, 1736. VIDAS E FATOS DO ENGENHOSO FIDALGO DOM QUIXOTE DE LA MANCHA (AS CUSTAS DE J E P BONNANDEL  1736  EDIÇÃO ESPANHOLA FEITA A PARTIR  DA EDIÇÃO DE BRUXELAS, 1662. AS PLACAS SÃO AS MESMAS DA EDIÇÃO ORIGINAL, MAS NOVAMENTE GRAVADAS POR FRANÇOIS DIODATI (1647-1690)  -  QUATRO RARAS GRAVURA EM METAL  DA EDIÇÃO ESPANHOLA DE 1736.. SÃO ELAS: O ENCANTAMENTO DE DULCINEIA: DOM QUIXOTE E SANCHO PANÇA PROSTRAM-SE DIANTE DE DULCINÉIA ENCANTADA CAI DO BURRO, DERROTA DE DOM QUIXOTE EM BARCELONA: O CAVALEIRO DA LUA BRANCA DERROTA DOM QUIXOTE NA PRAIA DE BARCELONA, DOM QUIXOTE EM BARCELONA AVENTURA DA CABEÇA ASSOMBRADA: DOM QUIXOTE INTERROGA A CABEÇA FALANTE ANTONIO MORENO CONVIDA SANCHO PANÇA A PERGUNTAR AO CHEFE DOM QUIXOTE ANDA COM UMA PLACA COM SEU NOME NAS COSTAS E AVENTURA DO DESENCANTO DE DULCINEIA: A CARRUAGEM DE MERLIM CHEGA.  LYON, 1736. 14,3 X 8 CMNOTA:  BOUTTATS, O JOVEM, NASCEU EM ANTUÉRPIA E SEMPRE PERMANECEU LIGADO À ESCOLA DE RUBENS. CONSEQUENTEMENTE, AS GRAVURAS QUE ELE EXECUTOU PARA DOM QUIXOTE  E QUE DEOLATI REGRAVOU POUCOS ANOS DEPOIS PARA ESTA  EDIÇÃO  APRESENTAM CENAS FLAMENGAS, COM ESTALAGENS E EDIFÍCIOS HOLANDESES DA ÉPOCA, E PERSONAGENS VESTIDOS COMO OS CONTEMPORÂNEOS DO GRAVADOR. ESTAS GRAVURAS FLAMENGAS COM CENAS COSTUMBRISTAS FLAMENGAS TRANSMITIDAS AO LONGO DA HISTÓRIA DE DOM QUIXOTE E COM MOINHOS DE VENTO HOLANDESES EM VEZ DOS DE LA MANCHA SÃO OUTRA RARIDADE. ESTA GRAVURA PERNTENCE A UMA EDIÇÃO MUITO RARA, A PRIMEIRA PUBLICADA EM ESPANHOL NA FRANÇA. SEGUNDO CHARLOTTE MILLER, VICE-DIRETORA E ESPECIALISTA EM LIVROS ANTIGOS E RAROS DA SEDE DA SOTHEBY'S, E CITADA POR GARBIÑE OCHOA, ESPECIALISTA EM LIVROS DA SOTHEBY'S DE MADRI, O ÚLTIMO EXEMPLAR COMPLETO DESTA EDIÇÃO NO MERCADO INTERNACIONAL DATA DE 1981 E FOI LEILOADO EM LONDRES. NÃO MAIS DO QUE OITO BIBLIOTECAS ESPANHOLAS POSSUEM ESTA EDIÇÃO.LYON
  • MIGUEL DE CERVANTES  DOM QUIXOTE DE LA MANCHA  EX COLEÇÃO JOÃO DE ALMEIDA BRANDÃO DE AGUIAR PENETRA JUNIOR BIBLIÓFILO E MEMBRO DA IMPORTANTE DINASTIA DE OURIVES DESSA FAMÍLIA QUE TRABALHOU NA CIDADE DO PORTO NO SEC. XIX. CERVANTES SAAVEDRA, MIGUEL DE: VIDA Y HECHOS DEL INGENIOSO HIDALGO DON QUIXOTE DE LA MANCHA, I Y II PARTES, J. Y P. BONNARDEL, LYON, 1736. VIDAS E FATOS DO ENGENHOSO FIDALGO DOM QUIXOTE DE LA MANCHA (AS CUSTAS DE J E P BONNANDEL  1736  EDIÇÃO ESPANHOLA FEITA A PARTIR  DA EDIÇÃO DE BRUXELAS, 1662. AS PLACAS SÃO AS MESMAS DA EDIÇÃO ORIGINAL, MAS NOVAMENTE GRAVADAS POR FRANÇOIS DIODATI (1647-1690)  -  QUATRO RARAS GRAVURA EM METAL  DA EDIÇÃO ESPANHOLA DE 1736.  SÃO ELAS: O FINAL DO GOVERNO DE SANCHO: ALERTA PARA INVASÃO DA INSULADOIS VIZINHOS AMARRAM DOIS ESCUDOS EM SANCHO, O RETÁBULO DO MESTRE PEDRO: DOM QUIXOTE DESTROI OSTITERES (BONECOS ) DO RETÁBULO DE TEATRO DO MESTRE PEDRO, FIM DA AVENTURA ZURRANTE: DOM QUIXOTE E SANCHO FOGEM DA ESQUADRA SANCHO É ESPANCADO NO BURRO UM MEMBRO DO ESQUADRÃO BATE EM SANCHO COM UM PEDAÇO DE PAU, SANCHO JUIZ DE BARATARIA: DISPUTA PESSOA AÇÃO DA ESPOSA FORÇADA FAZENDEIRO TENTA EXTORQUIR DINHEIRO DA MULHER. LYON, 1736. 14,3 X 8 CMNOTA:  BOUTTATS, O JOVEM, NASCEU EM ANTUÉRPIA E SEMPRE PERMANECEU LIGADO À ESCOLA DE RUBENS. CONSEQUENTEMENTE, AS GRAVURAS QUE ELE EXECUTOU PARA DOM QUIXOTE  E QUE DEOLATI REGRAVOU POUCOS ANOS DEPOIS PARA ESTA  EDIÇÃO  APRESENTAM CENAS FLAMENGAS, COM ESTALAGENS E EDIFÍCIOS HOLANDESES DA ÉPOCA, E PERSONAGENS VESTIDOS COMO OS CONTEMPORÂNEOS DO GRAVADOR. ESTAS GRAVURAS FLAMENGAS COM CENAS COSTUMBRISTAS FLAMENGAS TRANSMITIDAS AO LONGO DA HISTÓRIA DE DOM QUIXOTE E COM MOINHOS DE VENTO HOLANDESES EM VEZ DOS DE LA MANCHA SÃO OUTRA RARIDADE. ESTA GRAVURA PERNTENCE A UMA EDIÇÃO MUITO RARA, A PRIMEIRA PUBLICADA EM ESPANHOL NA FRANÇA. SEGUNDO CHARLOTTE MILLER, VICE-DIRETORA E ESPECIALISTA EM LIVROS ANTIGOS E RAROS DA SEDE DA SOTHEBY'S, E CITADA POR GARBIÑE OCHOA, ESPECIALISTA EM LIVROS DA SOTHEBY'S DE MADRI, O ÚLTIMO EXEMPLAR COMPLETO DESTA EDIÇÃO NO MERCADO INTERNACIONAL DATA DE 1981 E FOI LEILOADO EM LONDRES. NÃO MAIS DO QUE OITO BIBLIOTECAS ESPANHOLAS POSSUEM ESTA EDIÇÃO.LYON
  • O BARROCO NO BRASIL  PSICOLOGIA REMANESCENTES EM SÃO PAULO , GOIÁS, MATO GROSSO, PARANÁ, SANTA CATARINA, RIO GRANDE DO SUL. POR EDUARDO ETZEL. APRESENTAÇÃO DE MÁRIO GUIMARÃES FERRI. EDITORA MELHORAMENTOS E EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO EM 1974. 314 PÁGINAS. 18CM X 26CM. MUITO RICO EM FOTOGRAFIAS EM PRETO E BRANCO E COLORIDA. OBRA PUBLICADA COM A COLABORAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO SOB REITORIA DO PROF. DR. ORLANDO MARQUES DE PAIVA E PRESIDENCIA DO PROF. DR. MÁRIO GUIMARÃES FERRI. CONTÉM ÍNDICE. ENCADERNAÇÃO EM CAPA MOLE FEITO EM PAPEL VERNIZ COM ILUSTRAÇÃO E TEXTO EM PRETO NA CAPA LOMBAR E QUARTA CAPA.Nota: A Introdução indica, sumariamente, o plano da obra. E já trata de razões emocionais que permitiram o desenvolvimento do Barroco no Brasil. De dois barrocos, o pobre e o rico, o último com base na riqueza das minas de ouro das Minas Gerais por exemplo; o primeiro, nas regiões em que essa riqueza inexistia, e que se mantiveram muito pobres enquanto o desenvolvimento agrícola aí não se instalou. O Barroco foi o estilo artístico dominante no Brasil durante a maior parte do período colonial, encontrando um terreno receptivo para um rico florescimento. Fez sua aparição no país no início do século XVII, introduzido por missionários católicos, especialmente jesuítas, que para lá se dirigiram a fim de catequizar e aculturar os povos indígenas nativos e auxiliar os portugueses no processo colonizador. Ao longo do período colonial vigorou uma íntima associação entre a Igreja e o Estado, mas como na colônia não havia uma corte que servisse de mecenas, como as elites não se preocuparam em construir palácios ou patrocinar as artes profanas senão no fim do período, e como a religião exercia enorme influência no cotidiano de todos, deste conjunto de fatores deriva que a vasta maioria do legado barroco brasileiro esteja na arte sacra: estatuária, pintura e obra de talha para decoração de igrejas e conventos ou para culto privado. O Barroco no Brasil foi formado por uma complexa teia de influências europeias e adaptações locais, embora em geral coloridas pela interpretação portuguesa do estilo. É preciso lembrar que o contexto em que o Barroco se desenvolveu na colônia era completamente diverso daquele que lhe dera origem na Europa. Aqui tudo ainda estava "por fazer". Por isso o Barroco brasileiro, apesar de todo ouro nas igrejas nacionais, já foi acusado de pobreza e ingenuidade quando comparado com o Barroco europeu, de caráter erudito, cortesão, sofisticado, muito mais rico e sobretudo branco, pois grande parte da produção local tem de fato uma técnica rudimentar, criada por artesãos com pouco estudo, incluindo escravos, mulatos forros e até índios. Mas essa feição mestiça, ingênua e inculta é um dos elementos que lhe empresta originalidade e tipicidade. Eduardo Etzel 1906 2003. Foi um homem extraordinário, figura das mais marcantes que conheci. Médico por formação, tornou-se um dos pioneiros da cirurgia de pulmão no Brasil. Em um período em que a tuberculose grassava impune, desenvolveu técnica reverenciada por seus coetâneos. Considerava-o seu primeiro mestre na arte cirúrgica. Operava em São Paulo e também, nos finais de semana, no Sanatório Vicentina Aranha em São José dos Campos, assistindo as comunidades mais carentes. O arguto senso anatômico, unido à vocação de observador e pesquisador, teriam desenvolvido em Eduardo Etzel a admiração pela arte sacra popular, pois estava clinicando na região do Vale do Paraíba, riquíssima nessa manifestação. Com o advento dos antibióticos e dos quimioterápicos e consequente queda vertical da importância da cirurgia da tuberculose, formou-se psicanalista ortodoxo e durante décadas desenvolveu essa atividade. Paralelamente ao trabalho como psicanalista, dedicou-se também às pesquisas de campo relacionadas à Arte Sacra Popular. O quadro mostrar-se-ia perfeito. O médico a entender a anatomia do corpo humano, o psicanalista a penetrar o de profundis dos pacientes. Esta somatória prepararia Eduardo Etzel para outro ato inédito, ou seja, o de ser também pioneiro no desvelamento, através da pesquisa de campo, da Arte Sacra Popular do Brasil, coletando rico material e escrevendo livros antológicos sobre a especialidade. Parte de seu acervo está hoje depositada no Museu de Arte Sacra de São Paulo e no Museu de Antropologia de Jacareí, no Vale do Paraíba. Em fins de 1977, realizávamos, com ampla aprovação do Professor Pietro Maria Bardi, uma exposição no MASP com obras de Dito Pituba por nós recolhidas em períodos diferentes. Nos anos que se seguiram, continuamos esse trabalho de recuperação, verdadeira ourivesaria. Após o exaustivo restauro, tomávamos um lanche preparado pela sua inseparável companheira Kitinha, seguido de sessão de leitura de suas pesquisas, que resultariam em tantos livros fundamentais à bibliografia da arte sacra no Brasil. ( José Eduardo Martins ).
  • MIGUEL DE CERVANTES  DOM QUIXOTE DE LA MANCHA  EX COLEÇÃO JOÃO DE ALMEIDA BRANDÃO DE AGUIAR PENETRA JUNIOR BIBLIÓFILO E MEMBRO DA IMPORTANTE DINASTIA DE OURIVES DESSA FAMÍLIA QUE TRABALHOU NA CIDADE DO PORTO NO SEC. XIX. CERVANTES SAAVEDRA, MIGUEL DE: VIDA Y HECHOS DEL INGENIOSO HIDALGO DON QUIXOTE DE LA MANCHA, I Y II PARTES, J. Y P. BONNARDEL, LYON, 1736. VIDAS E FATOS DO ENGENHOSO FIDALGO DOM QUIXOTE DE LA MANCHA (AS CUSTAS DE J E P BONNANDEL  1736  EDIÇÃO ESPANHOLA FEITA A PARTIR  DA EDIÇÃO DE BRUXELAS, 1662. AS PLACAS SÃO AS MESMAS DA EDIÇÃO ORIGINAL, MAS NOVAMENTE GRAVADAS POR FRANÇOIS DIODATI (1647-1690)  -  TRÊS RARAS GRAVURA EM METAL  DA EDIÇÃO ESPANHOLA DE 1736.  SÃO ELAS: COMBATE ENTRE DON QUIXOTE E O CAVALEIRO DA FLORESTA: OS ESCUDEIROS E CAVALEIROS CONVERSAM ENTRE SI, DOM QUIXOTE ESTA SE PREPARANDO PARA PASSAR A ESPADA NO BACHAREL CARRASCO,  FIM DA AVENTURA DA DAMA ENLUTADA CAVILENO: DOM QUIXOTE E SANCHO MONTADOS EM CAVILENO ACREDITAM ESTAR VOANDO E PIADAS NA CASA DOS DUQUES: SANCHO SAI CORRENDO DO LUGAR ONDE SUA BARBA FOI LAVADA. LYON, 1736. 14,3 X 8 CMNOTA:  BOUTTATS, O JOVEM, NASCEU EM ANTUÉRPIA E SEMPRE PERMANECEU LIGADO À ESCOLA DE RUBENS. CONSEQUENTEMENTE, AS GRAVURAS QUE ELE EXECUTOU PARA DOM QUIXOTE  E QUE DEOLATI REGRAVOU POUCOS ANOS DEPOIS PARA ESTA  EDIÇÃO  APRESENTAM CENAS FLAMENGAS, COM ESTALAGENS E EDIFÍCIOS HOLANDESES DA ÉPOCA, E PERSONAGENS VESTIDOS COMO OS CONTEMPORÂNEOS DO GRAVADOR. ESTAS GRAVURAS FLAMENGAS COM CENAS COSTUMBRISTAS FLAMENGAS TRANSMITIDAS AO LONGO DA HISTÓRIA DE DOM QUIXOTE E COM MOINHOS DE VENTO HOLANDESES EM VEZ DOS DE LA MANCHA SÃO OUTRA RARIDADE. ESTA GRAVURA PERNTENCE A UMA EDIÇÃO MUITO RARA, A PRIMEIRA PUBLICADA EM ESPANHOL NA FRANÇA. SEGUNDO CHARLOTTE MILLER, VICE-DIRETORA E ESPECIALISTA EM LIVROS ANTIGOS E RAROS DA SEDE DA SOTHEBY'S, E CITADA POR GARBIÑE OCHOA, ESPECIALISTA EM LIVROS DA SOTHEBY'S DE MADRI, O ÚLTIMO EXEMPLAR COMPLETO DESTA EDIÇÃO NO MERCADO INTERNACIONAL DATA DE 1981 E FOI LEILOADO EM LONDRES. NÃO MAIS DO QUE OITO BIBLIOTECAS ESPANHOLAS POSSUEM ESTA EDIÇÃO.LYON
  • MIGUEL DE CERVANTES  DOM QUIXOTE DE LA MANCHA  EX COLEÇÃO JOÃO DE ALMEIDA BRANDÃO DE AGUIAR PENETRA JUNIOR BIBLIÓFILO E MEMBRO DA IMPORTANTE DINASTIA DE OURIVES DESSA FAMÍLIA QUE TRABALHOU NA CIDADE DO PORTO NO SEC. XIX (TEM ASSINATURA DO PROPRIETÁRIO NO VERSO) . CERVANTES SAAVEDRA, MIGUEL DE: VIDA Y HECHOS DEL INGENIOSO HIDALGO DON QUIXOTE DE LA MANCHA, I Y II PARTES, J. Y P. BONNARDEL, LYON, 1736. VIDAS E FATOS DO ENGENHOSO FIDALGO DOM QUIXOTE DE LA MANCHA (AS CUSTAS DE J E P BONNANDEL  1736  EDIÇÃO ESPANHOILA FEITA A PARTIR  DA EDIÇÃO DE BRUXELAS, 1662. AS PLACAS SÃO AS MESMAS DA EDIÇÃO ORIGINAL, MAS NOVAMENTE GRAVADAS POR FRANÇOIS DIODATI (1647-1690)  -  RARA GRAVURA EM METAL  FRONTESPÍCIO DA UNIVERSAL OBRA DE MIGUEL DE CERVANTES DA EDIÇÃO ESPANHOLA DE 1736. TEM A LEGENDA DON QUIXOTE CAVALLERO DE LOS LEONES. LYON, 1736. BOUTTATS, O JOVEM, NASCEU EM ANTUÉRPIA E SEMPRE PERMANECEU LIGADO À ESCOLA DE RUBENS. CONSEQUENTEMENTE, AS GRAVURAS QUE ELE EXECUTOU PARA DOM QUIXOTE  E QUE DEOLATI REGRAVOU POUCOS ANOS DEPOIS PARA ESTA  EDIÇÃO  APRESENTAM CENAS FLAMENGAS, COM ESTALAGENS E EDIFÍCIOS HOLANDESES DA ÉPOCA, E PERSONAGENS VESTIDOS COMO OS CONTEMPORÂNEOS DO GRAVADOR. ESTAS GRAVURAS FLAMENGAS COM CENAS COSTUMBRISTAS FLAMENGAS TRANSMITIDAS AO LONGO DA HISTÓRIA DE DOM QUIXOTE E COM MOINHOS DE VENTO HOLANDESES EM VEZ DOS DE LA MANCHA SÃO OUTRA RARIDADE. ESTA GRAVURA PERNTECE A UMA EDIÇÃO MUITO RARA, A PRIMEIRA PUBLICADA EM ESPANHOL NA FRANÇA. SEGUNDO CHARLOTTE MILLER, VICE-DIRETORA E ESPECIALISTA EM LIVROS ANTIGOS E RAROS DA SEDE DA SOTHEBY'S, E CITADA POR GARBIÑE OCHOA, ESPECIALISTA EM LIVROS DA SOTHEBY'S DE MADRI, O ÚLTIMO EXEMPLAR COMPLETO DESTA EDIÇÃO NO MERCADO INTERNACIONAL DATA DE 1981 E FOI LEILOADO EM LONDRES. NÃO MAIS DO QUE OITO BIBLIOTECAS ESPANHOLAS POSSUEM ESTA EDIÇÃO.LYON  18 X 10 CM
  • DOM CARLOS, PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS E PORTUGAL CARLOS LOURENÇO DE HABSBURGO (VALLADOLID, 8 DE JULHO DE 1545  MADRID, 24 DE JULHO DE 1568), PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS, ERA FILHO DE FILIPE II DE ESPANHA E DA SUA PRIMEIRA ESPOSA, MARIA MANUELA, FILHA DE JOÃO III DE PORTUGAL. NOSSA SENHORA DE LA SOLEDADE  GRAVADO PELO MAIOR CALIGRAFO ESPANHOL DE TODOS OS TEMPOS. PEDRO DÍAZ MORANTE. COM DEDICATORIA PARA O INFANTE MORTO EM 1568. UMA MUITO RARA PLACA EM COBRE  GRAVADA A BURIL DE EXTRAOINÁRIA BELEZA.  O TERMO GRAVURA EM METAL É JUSTAMENTE UMA GRAVURA OBTIDA A PARTIR DE UMA PLACA DE METAL, GERALMENTE COBRE GRAVADA A BURIL COM A IMAGEM QUE SE PRETENDE GRAVAR. EM UMA FACE UMA ESPETACULAR E MAGNIFICA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA SOLEDADE EM UMA CAMARA ARDENTE ONDE VENNERA OS INSTRUMENTOS DA PAIXÃO DE CRISTO. A INSIGNE VIRGEM DOLOROSA TEM AOS SEUS PÉS AS ARMAS CHRISTI, OS INSTRUMENTOS DE MARTÍRIO DE CRISTO SENDO A COROA DE ESPINHOS E OS CRAVOS QUE O PRENDERAM A CRUZ. QUATRO QUERUBINS VELAM JUNTO A A VIRGEM, NA PARTE SUPERIOR APOIADOS NOS ARCOS DO PORTAL DOIS DELES ENXUGAM SUAS LÁGRIMAS COM LENÇOS. AJOELHADOS AOS PÉS DA VIRGEM DOIS QUERUBINS EM POSIÇÃO DE SENTIDA CONSTRIÇÃO. AS ARMAS CHRISTI SÃO APRESENTADAS ENTRE ALTOS TOCHEIROS QUE CONTEM CÍRIOS ARDENTES.NA PARTE POSTERIOR ENTRE PÁSSAROS, INSETOS E FLORES ESTÁ GRAVADA NA ESPETACULAR CALIGRAFIA DE MORANTE A SEGUINTE FRASE: SERENISSIMO DOM CARLOS DE ASTURIAS INFANTE DE ESPANHA. QUE DEUS O GUARDE E TENHA 1630. MORANTE TRATA-SE DE UM RARISSIMO TESTEMUNHO DA ARTE DE MORANTE NÃO SÓ COMO NOTÁVEL CALÍGRAFO MAS TAMBÉM COMO HABILÍSSIMO GRAVADOR. OBRAS DE MORANTE ESTÃO EM MUSEUS IMPORTNATES AO REDOR DO MUNDO INCLUSIVE NO METROPOLITAM MUSEUM MAS NÃO SE TEM NOTICIAS DE PLACAS GRAVADAS DO ARTISTA. VEJA UM EXEMPLAR DE GRAVURA DE MORANTI EM: https://www.academiacolecciones.com/estampas/inventario.php?id=GR-1297. PEDRO DÍAZ MORANTE NASCEU EM ALCÁZAR DE SAN JUAN EM 1565 E MORREU EM MADRI EM 25 DE MARÇO DE 1636. AOS 26 ANOS, MUDOU-SE PARA TOLEDO E ABRIU UMA ESCOLA PARA ENSINAR ESCRITA. COM UM PRESTÍGIO MERECIDO, ANOS MAIS TARDE (1612), FIXOU RESIDÊNCIA EM MADRI, ONDE CONTINUOU SEU TRABALHO DE ENSINO ENTRE OS FILHOS DE IMPORTANTES E NOBRES FAMÍLIAS DA CORTE. SUA CARREIRA FOI IMPARÁVEL E, NO ANO SEGUINTE À SUA CHEGADA, APÓS UM RECURSO INTERPOSTO PELOS PROFESSORES DE MADRI, ELE PRESTOU O EXAME E OBTEVE O CERTIFICADO DE PROFESSOR, COM DIREITO A ABRIR UMA ESCOLA PÚBLICA. TRÊS ANOS DEPOIS, ELE FOI NOMEADO EXAMINADOR DE PROFESSORES, UM CARGO MUITO IMPORTANTE NAQUELA ÉPOCA. TAMANHA ERA SUA FAMA E REPUTAÇÃO QUE FILIPE III O NOMEOU PROFESSOR DE ESCRITA DE SEU FILHO, O CARDEAL-INFANTE DON FERNANDO DA ÁUSTRIA, FUTURO GOVERNADOR DO DUCADO DE MILÃO E DOS PAÍSES BAIXOS.ESPANHA. JÁ EM VIDA, DÍAZ MORANTE GOZOU DE ENORME RECONHECIMENTO E ENTRE SEUS MUITOS ADMIRADORES ESTAVA LOPE DE VEGA, QUE ELOGIOU SUA OBRA DEDICANDO-LHE O SEGUINTE POEMA: VOCÊ, FINALMENTE, DEU COM SUA CANETA (PINCEL DE SUA MEMÓRIA), TRANSFERIR DE VOCÊ MESMO ETERNIDADE PARA VOCÊ E GLÓRIA PARA A ESPANHA. INÍCIO E FIM DA ARTE; QUE NINGUÉM PENSE EM SER IGUAL A VOCÊ; PORQUE ELE SERÁ AQUELE QUE IGUALARÁ E PRESUMIRÁ SEU NOME INACESSÍVEL UM PONTO INDIVISÍVEL DA CIRCUNFERÊNCIA DA SUA CANETA MAS PARA QUE NOS LIVROS DA FAMA RESTOS ESCRITOS EM FOLHAS ETERNAS, A CANETA QUE VOCÊ GOVERNA COM UMA HABILIDADE TÃO RARA, QUE COMO O SOL NÃO PARA PELAS LINHAS DOURADAS DOS CÉUS SEU NOME ESCRITO EM LINHAS PARALELAS, COM O QUAL ELE SERÁ O ÚNICO MORANTE AS LETRAS DOURADAS E O PAPEL DIAMANTE. DIZ-SE DE MORANTE QUE FOI O ESPANHOL QUE ADIANTOU-SE 300 ANMOS A MATISSE. ESPANHA, 1630. 17 X 12 CMNOTA: Carlos Lourenço de Habsburgo (Valladolid, 8 de julho de 1545  Madrid, 24 de julho de 1568), Príncipe das Astúrias, era filho de Filipe II de Espanha e da sua primeira esposa, Maria Manuela, filha de João III de Portugal. Carlos nasceu em Valladolid em 8 de julho de 1545, filho de Filipe da Espanha e Maria Manuela de Portugal. Seu avô paterno, o imperador Carlos V, era o rei da Espanha. A mãe de Carlos, Maria Manuela, morreu quatro dias após o nascimento de seu filho, devido a uma hemorragia sofrida após o nascimento.O jovem infante Carlos era delicado e deformado. Ele cresceu orgulhoso e voluntarioso e, quando jovem, começou a mostrar sinais de instabilidade mental. Muitas de suas aflições físicas e psicológicas podem ter decorrido da consanguinidade comum a sua família, a Casa de Habsburgo e as casas reais de Portugal (Casa de Aviz) e da Espanha. Carlos tinha apenas quatro bisavós em vez do máximo de oito, e seus pais tinham o mesmo coeficiente de co-ancestralidade (1/4) como se fossem meio-irmãos. Ele tinha apenas seis trisavós, em vez dos 16 no máximo; sua avó materna e seu avô paterno eram irmãos, seu avô materno e sua avó paterna também eram irmãos e suas duas bisavós eram irmãs. Carlos perdeu a mãe quatro dias após o nascimento. Ele foi criado por suas tias e, depois do casamento, com outros membros da família. Segundo a cortesã Gramiz, Carlos era mimado, emocionalmente instável e pouco brilhante. Ele foi educado na Universidade de Alcalá de Henares, juntamente com João de Áustria e Alexandre Farnésio.As descrições de seu comportamento sugerem que ele sofria de alguns problemas mentais sérios. Havia rumores na corte espanhola de que ele gostava de assar animais vivos e em uma ocasião cegou todos os cavalos nos estábulos reais. Aos onze anos, ele ordenou a chicotada de uma criada sem motivo conhecido. O embaixador veneziano, Hieronymo Soranzo, pensou que Carlos era "feio e repulsivo" e afirmou que Carlos gostava de assar animais vivos e uma vez tentou forçar um sapateiro a comer sapatos que Carlos considerara insatisfatórios. Outro veneziano, Paolo Tiepolo, escreveu: "Ele o príncipe Carlos não queria estudar nem fazer exercício físico, mas apenas prejudicar os outros".José Luís Gonzalo Sánchez-Molero tentou argumentar que esses relatórios eram apenas boatos, com base em suas investigações sobre a biblioteca pessoal de Carlos - mesmo que não haja garantia de que ele leu os livros. Desde 1554, João Honorário ficou encarregado de sua educação e sua biblioteca. A referida biblioteca foi baseada em livros de história espanhola, história aragonesa, história portuguesa, matemática, astronomia e cartografia. Ele não tinha livros em latim, o que era estranho, dada sua idade e posição social, mas ele possuía vários livros em português e começou a aprender alemão em 1566. Sugere-se que o acidente de 1562 não tenha prejudicado sua capacidade intelectual, mesmo que isso seja claro.Em 1556, o imperador Carlos V abdicou e retirou-se para o Mosteiro de Yuste, no sul da Espanha, deixando as propriedades espanholas de seu império para seu filho Filipe, que era o pai de Carlos. O ex-imperador morreu em 1558 e, no ano seguinte, o príncipe Carlos foi prometido a Isabel de Valois, filha mais velha do rei Henrique II de França. No entanto, por razões políticas, e pela desconfiança de seu pai no temperamento de Carlos, ela se casou com seu pai, o rei Filipe, em 1560.Sua saúde estava sempre fraca. Aos 14 anos, ele ficou doente com malária, que provocou graves deformações nas pernas e na coluna vertebral. Em 1561, os médicos do tribunal recomendaram que ele se mudasse permanentemente para Alcalá de Henares por sua saúde, pois o clima era mais ameno. Carlos reclamava constantemente da resistência de seu pai em dar-lhe posições de autoridade. Finalmente, o rei deu-lhe uma posição no Conselho de Castela e outra no Conselho de Aragão. Isso só deixou Carlos mais furioso, pois as duas organizações eram importantes, mas em última análise consultivas. Ele não mostrou interesse nos conselhos ou em se familiarizar com questões políticas por meio deles. Três outras noivas foram então sugeridas para o príncipe: Maria da Escócia; Margarida de Valois, filha mais nova de Henrique II de França; e Ana da Áustria, que mais tarde se tornaria a quarta esposa de Filipe, e era filha do primo de Filipe, imperador Maximiliano II. Foi acordado em 1564 que Carlos deveria se casar com Ana. Seu pai prometeu a ele governar os Países Baixos em 1559, antes de seu acidente, mas a crescente instabilidade mental de Carlos depois disso, juntamente com suas demonstrações de sadismo, fez com que ele hesitasse e finalmente mudasse de ideia, o que enfureceu Carlos ainda mais.Carlos, de 15 anos, foi reconhecido em 1560 como o herdeiro do trono castelhano e três anos depois como o herdeiro da Coroa de Aragão. Frequentou frequentemente reuniões do Conselho de Estado (que tratava de assuntos externos) e estava em correspondência com sua tia Margarida, que governava os Países Baixos em nome de seu pai. Em 1562, ele sofreu um grave ferimento na cabeça ao descer as escadas enquanto perseguia uma garçonete. O príncipe estava perto da morte, com dores terríveis e sofrendo delírios. Depois de tentar todos os tipos de remédios, incluindo médicos de todos os tipos, curandeiros, e até mesmo as relíquias de Diego de Alcalá, sua vida foi salva por uma trepanação do crânio, realizada pelo eminente anatomista Andreas Vesalius. Após sua recuperação, Carlos tornou-se ainda mais selvagem, mais instável em seu temperamento e imprevisível em seu comportamento. Seu pai foi forçado a afastá-lo de qualquer posição de poder. Ele detestou o Duque de Alba, que se tornou comandante das forças de Filipe na Holanda, posição prometida a Carlos. Sua frustração e problemas mentais foram úteis para as facções rebeldes nos Países Baixos. Em 1565, Carlos fez contatos com um representante do conde Egmont e Filipe de Montmorency, dos Países Baixos, que estavam entre os líderes da revolta contra Filipe. Ele planejava fugir para a Holanda e se declarar rei, com o apoio dos rebeldes. Em uma de suas ações caóticas, ele confessou a trama a Rui Gomes da Silva, príncipe de Éboli, que informou fielmente o rei.Em 1566, Floris van Montmorency estabeleceu novos contatos com ele em nome do conde Egmont e Filipe de Montmorency, para repetir a trama anterior.Em 1567, o príncipe deu novas provas de instabilidade mental. Durante uma caminhada, a água jogada de uma janela acidentalmente o espirrou. Ele ordenou que a casa fosse incendiada. Ele tentou esfaquear e matar o duque de Alba em público e em plena luz do dia. Ele tentou atirar um criado que o incomodava pela janela do andar mais alto do palácio, e também tentou matar um guarda que também o desagradara naquele mesmo ano.No outono de 1567, ele fez outra tentativa de fugir para a Holanda, pedindo a João de Áustria que o levasse à Itália. João era leal ao rei e ciente do estado mental de Carlos. Ele pediu 24 horas para pensar sobre isso e os usou para consultar o plano com o rei que imediatamente negou permissão para a viagem. Como consequência, Carlos tentou assassinar João. Ele carregou a arma e chamou João de Áustria para o seu quarto, onde tentou atirar nele várias vezes. A tentativa de assassinato foi infrutífera porque um dos servos, conhecendo bem o príncipe, havia disparado a arma enquanto o príncipe ligava para João. Carlos ficou tão irado que tentou atacar João com as próprias mãos. Ele finalmente informou várias pessoas no tribunal de seu desejo de assassinar o rei. Há um debate sobre se ele realmente tentou fazê-lo. Após esse incidente, Filipe aprisionou o príncipe em seus quartos sem receber correspondência e com contatos limitados com o mundo exterior. Pouco antes da meia-noite de 17 de janeiro de 1568, Filipe II, de armadura e com quatro conselheiros, entrou no quarto de Dom Carlos no Real Alcázar de Madrid, onde declararam sua prisão, apreenderam seus papéis e armas e pregaram as janelas. Desde que Carlos ameaçou acabar com sua própria vida, o rei o proibiu de ter facas ou garfos em seu quarto. Carlos também tentou uma greve de fome, na qual ele falhou. Quando se tratava de explicar a situação à opinião pública e aos tribunais europeus, Filipe tentou explicar a ausência de seu filho sem revelar suas falhas reais ou condição mental, na esperança de uma eventual recuperação. Essa falta de transparência foi usada para alimentar a propaganda anti-imperial de Guilherme, o Silencioso. Em 24 de julho de 1568, o príncipe morreu em seu quarto, provavelmente como resultado de sua saúde delicada. Sua morte foi usada como um dos elementos centrais da Lenda negra na Holanda, que precisava justificar uma revolta contra o rei. Mais tarde foi alegado que ele foi envenenado por ordens do rei Filipe, especialmente por Guilherme em seu pedido de desculpas, um trabalho de propaganda de 1581 contra o rei espanhol. A ideia do envenenamento foi mantida por historiadores da Europa Central e do Norte, com base nas peças de propaganda produzidas na Holanda, até ao século XX, enquanto a maioria dos historiadores espanhóis e italianos continuava alegando que evidências e documentação apontavam para a morte por causas naturais. Os historiadores modernos agora pensam que Dom Carlos morreu de causas naturais. Carlos ficou muito magro e alguns interpretaram seus "ataques de fome" como um distúrbio alimentar desenvolvido durante sua prisão, alternando a uma Bulimia nervosa.
  • LAFITAU, LES ÉMISSAIRES DU PORTUGAL SONT REÇUS À LA COUR DU ROI DU KONGO.SOURCE HISTOIRE DES DÉCOUVERTES ET DES CONQUESTES DES PORTUGAIS, T. I (PARIS, 1733) - GRABADO DEL REY DE KONGO, A PRANCHA. 58. LINDA GRAVURA APRESENTANDO A RECEPCÇÃO DOS EMISSARIOS PORTUGUESES NA CORTE DO REI DO CONGO ONDE SE VE O MONARCA CINGINDO ROUPAS TRAZIDAS PELOS PORTUGUESES UMA MITRA DE BISPO, UMA ECLESIASTICA LHE É OFERECIDA POR UM DOMINICANO. AOS PÉS DO REI OS PRESENTES RECEBIDOS DA EMBAIXADA UM CRUCIFIXO, JARRAS DE PRATAUM CALICE LITURGICO, UM MISSAL, UM DEFUMADOR. 1733, 29 X 21 CM COM O PASPATOUR. NOTA: Em 1483, o navegador português Diogo Cão, em busca de uma passagem que ligasse o Atlântico ao Oceano Índico, seguiu a costa ocidental da África à custa de "muitas dificuldades e perigos", adentrou o hemisfério sul e descobriu a foz do Congo. Pela sua largura, parece ter sido levado a confundi-lo com o estreito que procurava e que lhe permitiria o acesso ao reino cristão do Preste João, meta principal da sua empresa  . Em uma segunda viagem em 1485, ele viajou 140 km rio acima até as Cataratas de Yelala. Incapaz de ir mais longe, ele deixou uma inscrição nas rochas ao longo da costa que ainda pode ser vista hoje . Foi assim que, sem o ter procurado deliberadamente, Diogo Cão descobriu o reino do Congo, e o homem branco fez a sua primeira aparição no mundo dos congoleses.Que efeito a chegada desses homens do mar teve sobre eles? Um missionário italiano registrou esta lembrança no final do século XVII : "Os negros do Soyo, vendo a novidade dos navios, sem saber o que era, começaram a gritar com sinais de admiração, amindelle, amindelle, isto é, coisas como baleias que se vêem no mar. Ntelle significa baleia, muntelle uma coisa como uma baleia, amintelle coisas como baleias"  . Na realidade, "baleia" significa simplesmente "ter saído do mar". Hoje , Mundele tem, em Kikongo, o significado de homem branco  .Quando os portugueses apareceram pela primeira vez em Luanda, os negros, segundo uma tradição oral recolhida no século XX , tomaram-nos por cadáveres vivos, vumbi (cf. o Zumbi Haitiano ): Nossos pais viviam confortavelmente na planície de Luabala  . Eles tinham vacas e plantações; Eles tinham pântanos salgados e bananeiras. De repente, eles viram um grande navio aparecer no grande mar. Este barco tinha asas todas brancas, brilhando como facas. Homens brancos saíam da água e falavam palavras que não eram compreendidas. Nossos ancestrais estavam com medo, eles diziam que eram Vumbi, fantasmas .  Para entender completamente o efeito psicológico do aparecimento dos brancos, é importante saber o que o mar era para os congoleses. No entanto, temos pouca informação sobre esse ponto. No final do século XIX , W. H. Bentley, um missionário em São Salvador, enviou seu colega Comber para Banane, no litoral, perto da foz do Congo. Como o retorno de Comber foi adiado, o Rei D. Pedro V, impaciente, falou de sua "longa estadia em Bilungi (o submundo)". Em sua mente, esse termo designava a costa  .Sem dúvida, o oceano era para os congoleses um pouco como ele parecia para os povos da Alta Antiguidade  e da Europa medieval   : um domínio "fora do mundo", assimilado ao "não-mundo", ao "caos", enfim, uma via de acesso ao "outro mundo". Segundo Bentley, os negros costeiros "acreditam que os mortos são comprados pelos brancos e que os espíritos vão trabalhar para os brancos no fundo do mar; lá eles tecem tangas e fazem vários objetos vendidos em troca de produtos nativos .  Na cosmogonia congolesa, a morada do falecido fica debaixo d'água. Após a morte, os espíritos wenda ku maza  vão para debaixo dágua . Acredita-se que os espíritos dos ancestrais (bakulu) encarnam no outro mundo em corpos brancos, como os albinos . Segundo Pigafetta (1587), os portugueses eram venerados quase como deuses na terra, vindos do céu para estas regiões  . A palavra "céu" é talvez uma forma europeia de traduzir a ideia do outro mundo congolês, que na verdade é subaquático. Que os negros tomaram os primeiros brancos por fantasmas parece ser provado pelo testemunho de Battell (1610) em Loango. Os brancos eram recebidos assim: Baliani Ampembe muenyeye ke zinga  meu companheiro de rosto branco saiu da terra e não viverá muito  uma profecia que muitas vezes era muito verdadeira, por causa do clima  . No final do século XIX , HH Johnstone observou que os negros do Baixo Congo acreditavam que todos os brancos vinham do mar e que suas roupas eram feitas de peles de animais marinhos  . Os exploradores europeus do século XIX eram frequentemente confundidos com espíritos .A aparição dos portugueses no mundo congolês pode ser considerada um acontecimento traumático. Por terem "saído" do mar, eles pertenciam ao reino do sagrado. A tradição oral, recolhida no século XVII por Bernardo da Gallo, fala claramente do medo que sentiam  . Para os congoleses, tudo o que vinha do outro lado do mar vinha de Mputu, uma palavra que muitos comentaristas europeus consideraram uma corruptela da palavra "Portugal". Mas não é o caso: Mputu significa "águas agitadas", termo originalmente aplicado às corredeiras do Congo e, depois, por extensão, ao mar. Mwene Putu não significava "rei de Portugal", mas sim "rei do mar", "chefe de todos os brancos"  .Não há evidências de que os congoleses confundiram os portugueses com os descendentes de seu herói fundador, como foi o caso dos astecas, que acreditavam que Cortez era Quetzalcoatl  , ou dos tupinambás do Brasil, que confundiram os primeiros missionários franceses com os descendentes de Maire Monan . Mas note-se de passagem que os Bakongo têm em comum com os Bakuba a tradição do mesmo herói fundador: Bumba, e que na tradição Bakuba, ele é considerado branco  .Quando chegaram à foz do rio em 1483, os portugueses tiveram a impressão de que o Congo era muito povoado  . O nome do rei era Nzinga Nkuwu  . Diogo Cão enviou-lhe, por meio de marinheiros portugueses, uma mensagem de paz e amizade e um rico presente para a sua capital, 50 léguas para o interior  uma viagem de 23 dias  . Mas, como a embaixada portuguesa demorou a retornar, acreditava-se que seus membros estavam presos à força ou mortos, e Diogo Cão decidiu partir sem mais delongas. Ele levou como reféns vários negros, chefes locais da província congolesa do Soyo, que costumavam visitar o barco sem suspeitas  . Para aqueles que permaneceram em terra, ele prometeu retornar em 15 luas  .Foi, na verdade, dois anos mais tarde (1485)  que Diogo Cão regressou com os reféns, entusiasmado com a civilização europeia e pronto a tornar-se seu propagandista entre o seu próprio povo. Ele trouxe presentes de grande valor para o rei do Congo, a quem ele deveria propor abraçar a religião cristã,"... convidando-o a fazê-lo com admoestações e razões muito santas (...) recomendando-lhe que renunciasse aos ídolos e às práticas de feitiçaria (...) a não mais acreditar neles e a não tolerar que nenhum dos seus súditos acreditasse neles (...) e tudo isso dito com tanta gentileza que não se escandalizou com isso, apesar da barbárie e da idolatria em que vivia" .O regresso dos reféns provocou a maior emoção entre os congoleses, como se tivessem ressuscitado de debaixo da terra .Ao ver seus súditos "ricamente vestidos, retornando em paz, saúde e segurança", o Rei Nzinga Nkuwu considerou-se "tão afortunado que nem se conhecia mais". Convocou os nobres do reino e seus vassalos, para que ouvissem repetidamente tudo o que se relatava sobre Portugal."E as primeiras palavras e admoestações que recebeu no seu coração sobre a fé em Jesus Cristo Nosso Senhor (...) fizeram-lhe, graças a Deus, tão grande impressão na alma, que, movido pelo prazer que sentia e já suspirando pela sua salvação, não deixou partir o embaixador português nem o povo da sua armada, para que os pudesse continuar a ouvir"  .Mas Diogo Cão partiu mesmo assim, levando um embaixador do rei e presentes de "marfim e esteiras de ráfia finamente tecidas". Dirigida ao Rei de Portugal, trazia a seguinte mensagem:que Nzinga Nkuwu "beijou-lhe as mãos pela bondade que lhe fizera, não só em honrar o seu corpo durante a sua vida, mas também em lhe dar os meios pelos seus conselhos para salvar a sua alma depois da sua morte; que tinha por el-Rei de Portugal homem tão favorecido pela fortuna e tão dotado de coração e ciência, que se julgava muito feliz em se conduzir segundo as suas leis e salvar-se segundo a sua fé, pois esta fé, e nenhuma outra, havia de ser a verdadeira, porque fora nela e para ela que Deus o criara, e não podia ser que o Criador tivesse criado um ser tão grande, tão bom e tão perfeito como ele para o condenar; que, por conseguinte, não só queria adoptar esta fé pela razão, mas que a ela aspirava com todo o seu desejo; e por isso lhe pedia em graça e lhe pedia em nome de Deus que lhe concedesse sem demora aquilo a que o convidara com tanto amor e devoção, isto é, a Água Benta do baptismo"  .Ele também solicitou o envio de "mestres carpinteiros e pedreiros, para construir igrejas e outras casas de oração, como as que existiam neste reino; e também enviar-lhe camponeses para domesticar bois e ensiná-lo a cultivar a terra e lucrar com ela. E que ele envie mais algumas mulheres para ensinar aqueles em seu reino a amassar farinha"  . Por fim, ele enviou jovens congoleses para Portugal para se tornarem cristãos e aprenderem a ler e escrever  .Então o que Nzinga Nkuwu realmente entendeu sobre a religião cristã? Ele realmente entendia que a água do batismo garantiria a vida eterna para sua alma, ou imaginava que era um rito mágico que revitalizaria seu corpo, garantindo-lhe uma longevidade excepcional? Seu entusiasmo pelo cristianismo não era um sentimento isento de mistura, pois ao reconhecimento do poder "divino" do Rei de Portugal somava-se sua admiração pela superioridade dos métodos de trabalho europeus. O fato de que no batismo ele tenha solicitado assistência técnica parece prová-lo.O "apelo" de Nzinga Nkuwu não ficou sem resposta. Decidiu-se imediatamente enviar-lhe uma missão de franciscanos para prosseguir com sua conversão e a de seu reino. Tudo foi preparado com cuidado meticuloso. O Rei de Portugal "se aconselhou com os teólogos e canonistas, e com os próprios Irmãos, para saber que método seguiriam para a conversão do dito rei e do povo do seu reino, e que princípios lhes dariam primeiro da nossa fé, para que tudo se fizesse com grande moderação; e sobre este assunto se redigiram instruções mui longas, piedosas e católicas, que se deram aos ditos Irmãos"  .A missão partiu em 1491 e ancorou na foz doCongo, de frente para as terras da província do Soyo. Mani Soyo, governador da província, ficou muito feliz em recebê-lo. Ele ordenou que "sob pena de morte" todo o seu povo se reunisse para uma celebração em homenagem ao Rei de Portugal. Durante as danças, eram cantados louvores a este último, o que lhe dava o título de Zambem apongo, que para eles significa Senhor do Mundo  .3Zambem apongo (Nzambi Mpungu) significa "Deus" em Kikongo moderno, mas, como já observamos, seu significado primitivo parece ter sido "rei divino". O rei de Portugal tornara-se assim, aos olhos dos congoleses, um deus vivo, superior ao seu próprio rei porque vivia num outro mundo, para além das águas.24A missão portuguesa queria ir o mais rápido possível até o Rei do Congo, mas Mani Soyo queria ser batizado imediatamente, porque era velho e temia morrer antes do retorno dos portugueses  . Então cedemos aos seus pedidos; uma igreja em forma de cabana foi construída às pressas. Mani Soyo então reuniu todo o seu povo e dirigiu-se a eles com as seguintes palavras:Amigos, tenho certeza de que não há homens no mundo mais favorecidos pela fortuna ou mais dotados de conhecimento do que os brancos, e vocês verão isso pela perfeição das coisas que eles possuem. E eles têm tudo isso porque, assim como eles acreditam no Deus verdadeiro, assim ele torna suas coisas perfeitas. É por isso que estou deixando vocês saberem que a partir de amanhã eu quero me tornar um cristão, e não me importa se vocês me querem bem ou mal. "Ao que todos responderam: "Senhor, não te daremos nenhum mal, mas sim muito mais bem, já que você está fazendo o que deve fazer. E já que você quer ser um cristão, tenha a bondade de consentir que nós também sejamos um com você. " 26Mas Mani Soyo recusou, porque considerou imprudente permitir que muitas pessoas de posição inferior compartilhassem o privilégio do batismo, antes que o próprio rei do Congo fosse batizado.27Quando chegou o dia da cerimônia, ele entrou sozinho na igreja; os personagens de sua comitiva devem ficar do lado de fora. Eles circulam pela cabana, preocupados com o que está sendo feito ao seu senhor. Por fim, Mani Soyo sai, com o rosto radiante de alegria e serenidade, e diz-lhes:28Amigos, quaisquer que sejam os sinais de prazer e de alegria que me vistes mostrar por ocasião de tais e tais festas nossas ou de tais e tais vitórias que obtive sobre meus inimigos  e este prazer supera todos os outros  asseguro-vos que nunca experimentei felicidade que me enchesse de mais alegria e me rejuvenescesse tanto quanto a que sinto nesta hora...  .29Sua comitiva começou a olhar para os altares e os ornamentos da igreja, mas Mani Soyo gritou para eles:30Saiam daqui, porque enquanto não forem cristãos, não merecem ver coisas tão santas. E todos disseram a uma só voz; Senhor, lembra-te de nós. Já que este bem que recebestes é tal que rejuvenesce os homens pelo prazer que lhes dá, como dizeis, aproveitemo-lo. Ao que ele respondeu: Já vos disse que não o posso fazer agora, e que não é razoável fazê-lo. " 31Segundo estas palavras, relatadas palavra por palavra por Rui de Pina, que deve ter se valido de um texto escrito por uma testemunha, podemos falar de um verdadeiro batismo? Mani Soyo não parece pensar que se tratava de um rito que proporcionava o rejuvenescimento do ser, apoiando as forças vitais do corpo, e não uma graça sobrenatural   ? Essa alegria triunfante diante de um rito sagrado, normalmente acompanhada de humilde contemplação, é compatível com uma compreensão real de seu significado e alcance  ?  Podemos, em suma, falar de uma conversão? Nós não achamos isso.32Depois da cerimónia do baptismo, os religiosos portugueses "convidaram-no ao Mani Soyo sobretudo a não adorar ídolos e a não consentir que continuassem a ser adorados na sua pátria, e isto dando-lhe boas e católicas razões, às quais ele cedeu, tanto que os mandou queimar com o maior rigor e o maior desprezo"  .33Esse detalhe nos permite avaliar qual era, no alvorecer da cristianização, a força vinculativa da nova religião.34A missão portuguesa partiu finalmente para a capital com duzentos carregadores, seguidos por muitos outros negros  . Ao chegar, ela foi recebida por uma multidão inumerável, com pompa barulhenta e alegre. O rei o recebeu no recinto real, em uma plataforma, de peito nu e usando as insígnias da soberania.35"O capitão português aproximou-se dele e beijou-lhe a mão .... E em sinal de agradecimento, o rei tomou um pouco de terra nas mãos e esfregou-a primeiro no peito do capitão, depois no seu, o que é o maior tributo que pode prestar, dada a sua posição e costume. Nisto, todo o povo da sua corte fez grandes demonstrações, todos erguendo os braços em direção ao mar como se apontassem para Portugal, e disseram com grandes gritos: Viva o rei e Senhor do Mundo, e que Deus lhe aumente o poder, pois é tão bom e tão amigo do nosso amado rei e senhor"  .36Se, nesta frase, a expressão Senhor do Mundo se traduz por Nzambi Mpungu, como é o caso acima, qual era a palavra usada para Deus? Não há evidências que sugiram que tenha sido Bumba, o deus criador dos Bakongo. Contudo, mantemos essa hipótese, embora reconheçamos sua fragilidade.37O rei recebeu dos portugueses tudo o que havia pedido: carpinteiros, pedreiros e mulheres cristãs para ensinar a fazer pão, todos munidos de suas ferramentas; Ele também tinha direito a um cavalo selado e arreado e a uma grande quantidade de tecidos ricos. Espantado com a magnificência e a novidade dos tecidos, o rei exclamou:38"Não posso receber de tal rei nada que não mereça que entre em meus olhos e em meu coração, e muito menos que cubra meu corpo, que creio estar sempre morto até agora. " 39Longe de ser um sinal de humildade, essa relutância em relação aos tecidos estrangeiros expressa antes um medo típico da ideologia africana; o risco, para a realeza sagrada, de se expor aos feitiços malignos que uma tanga previamente "tratada" por um inimigo pode conter. Se os reis do Congo e do Loango superaram rapidamente esse tabu, os reis do Kakongo ainda recusavam qualquer contato com tecidos estrangeiros no século XVII  .40Após a apresentação dos presentes, o rei se dirige aos seus nobres da seguinte forma:41"É certo que o rei de Portugal, em quem há tanta bondade e tanta virtude, é o único senhor do mundo, e que o merece, e estas coisas começam a fazer-vos vê-lo. A mim, que sou rei de tão distantes terras, a mim de quem ele não tem necessidade, e só porque uma vez se declarou meu amigo, sem que eu o tivesse merecido nem pudesse jamais merecer, enviou-me auxílio e deu-me tudo o que lhe pedi, e tão completamente como vedes. Que não fará ele pelos outros que o servem ou que mais o poderiam servir? E os nobres lhe disseram: Certamente, Senhor, muito lhe deveis, e as suas obras que temos diante dos olhos o demonstram, e vos obrigam, e não só a vós, mas a todos nós, súbditos do vosso reino, que vos amamos e vos honramos. " Nunca, aparentemente, um rei se colocou tão deliberadamente sob a dependência de outro. É precisamente esta capitulação que parece provar que o monarca português parecia ser de natureza divina.Ansioso por apresentar os congoleses à luz de uma humilde inocência, apta a receber a luz do Evangelho, Rui de Pina omite um detalhe significativo, relatado na obra de um italiano, publicada em Roma em 1506. Segundo este autor, o rei do Congo deu aos portugueses sete homens, que se suicidaram no local. Os portugueses, indignados, tendo-se recusado a comer as suas cabeças assadas, foram entregues ao povo  . Este texto demonstra que os congoleses foram outrora canibais, o que o autor da História do Reino do Congo (c. 1655) nega categoricamente  .A construção de uma igreja para o batismo real foi imediatamente iniciada. Mil negros começaram a reunir as pedras necessárias, "enquanto cantavam de alegria"  . Mas o rei pediu para ser batizado antes que o processo fosse concluído, porque uma revolta das tribos Bateke na fronteira nordeste o forçou a partir para a guerra .  Foi, portanto, batizado, juntamente com seis dos principais nobres, em 3 de maio de 1491, e tomou o nome de João I.Imediatamente, um grande número de nobres, que não haviam sido admitidos ao batismo, apresentaram-se diante do rei, exigindo o mesmo privilégio. Ele respondeu-lhes substancialmente que o dia deles chegaria. Mas Duarte Pacheco Pereira (c. 1508), falando da cristianização do reino em geral, afirma que o rei não queria que mais ninguém além dos seis nobres admitidos ao baptismo se tornasse cristão, dizendo que algo tão santo e bom não se podia dar a nenhum vilão . Esse curioso desejo de limitar os benefícios da nova religião aos governantes do reino sugere ainda mais um mal-entendido fundamental sobre seu verdadeiro significado.Antes de partir para a guerra, o rei recebeu dos portugueses um estandarte com a cruz, e eles lhe fizeram entender que se acreditasse nela seria sempre vitorioso  . Então era um fetiche de um novo tipo. Os portugueses participaram da expedição punitiva, depois de terem levado reforços de navios até a foz do rio. Esta foi a primeira intervenção de brancos em disputas entre africanos. Não se sabe se os portugueses usaram armas de fogo, mas é provável.Terminada vitoriosamente a guerra, a missão portuguesa regressou a Portugal, deixando quatro monges para continuar a evangelização, um negro culto para ensinar os filhos do rei e dos nobres, e alguns portugueses, que iriam descobrir o caminho para as terras do Preste João  .O ardor e o entusiasmo demonstrados pelos congoleses pela nova religião não duraram muito. Dois ou três anos após seu batismo, o rei apostatou, principalmente por causa da incompatibilidade radical entre a poligamia africana, fundamento essencial da economia agrícola dos congoleses, e a moral cristã  .Um missionário contemporâneo relata que era para Nzinga Nkuwu "...um tormento mortal viver dentro dos limites da lei evangélica, e ele se lembrava com nostalgia da liberdade pagã". Para os nobres, renunciar à poligamia era "... arrancar-lhes as entranhas", e as esposas do rei "... vendo-se rejeitadas queimavam-se de raiva e fúria"  .Com alguns apoiantes, o filho mais velho do rei, Mbemba Nzinga, batizado Afonso, permaneceu fiel ao cristianismo e, para puni-lo, o rei exilou-o na província de Nsundi
  • FRANCISCO VIEIRA LUSITANO (1699-1783)  - RESTITUET OMNIA  ALEGORIA AO ESCUDO PORTUGUÊS  PUBLICADO EM 1728  AGUA FORTE E BURIL . ESTA PORTADA ALEGÓRICA DEVE O SEU NOME À DIVISA LATINA DA ACADEMIA REAL DA HISTÓRIA PORTUGUESA, FUNDADA POR DECRETO DO REI D. JOÃO V A 8 DE DEZEMBRO DE 1720. SURGE EM DIVERSAS OBRAS SAÍDAS DOS PRELOS DA TIPOGRAFIA DA DITA ACADEMIA, DESTACANDO-SE, ENTRE OUTRAS, A "HISTÓRIA GENEALÓGICA DA CASA REAL" DE D. ANTÓNIO CAETANO DE SOUSA. EM 1901, JÚLIO DE CASTILHO INCLUI NA SUA OBRA AMORES DE VIEIRA LUSITANO UMA DAS MELHORES DESCRIÇÕES DESTA ALEGORIA: "(...) SOBRE UM PLINTO ALTO VÊ-SE O GÉNIO DE PORTUGAL, EM TRAJO ROMANO, COROADO DE REI, COM DUAS ENORMES AZAS NAS COSTAS, E SEGURANDO DEBAIXO DO BRAÇO ESQUERDO O ESCUDO PORTUGUÊS OVADO; COM A MÃO DIREITA ANIMA, TOCANDO-LHE COM O SCEPTRO, UMA GRANDE FIGURA A DOMINANTE DO QUADRO, E QUE TOMA DE PÉ A LINHA CENTRAL PERPENDICULAR DA COMPOSIÇÃO. ESTA FIGURA É A HISTÓRIA. TRAJA TÚNICA E PEPLUM, CORÔA-SE DE RAINHA, ENFIA NO ANTEBRAÇO DIREITO UMA GRINALDA DE HERA, ALEGORICA ÀS TRADIÇÕES VETUSTAS, E LEVANTA NESSA MÃO UMA ROMÃ, SIMBOLO DO AGRUPAMENTO DOS INDIVÍDUOS QUE FORMAM A SOCIEDADE HUMANA. NA MÃO ESQUERDA SUSTENTA UMA LIMA, INDICATIVA DO INDISPENSÁVEL APURO E CASTIGO CRITICO DAS PESQUISAS HISTÓRICAS, E UMA CORRENTE, COM QUE A HISTÓRIA ESTÁ AGRILHOANDO O TEMPO, QUE AOS PÉS LHE AJOELHA EM AR SUBMISSO. AO FUNDO VÊ-SE, ENTRE ARVOREDO, O TEMPLO DA MEMÓRIA, E DUAS FIGURAS ESCREVENDO: UMA, HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, E A OUTRA, HISTÓRIA SECULAR. AO LADO DIREITO, NO PRIMEIRO PLANO, OS NOSSOS DOIS RIOS PRINCIPAES, O VELHO TEJO, COM O DRAGÃO BRIGANTINO POR DISTINTIVO, E O DOURO, MAIS NOVO, MAIS VIGOROSO, COM OS SEUS PAMPANOS E CACHOS, E OFERECENDO À GRANDE FIGURA OIRO A PLENAS MÃOS, PARA REALIZAÇÃO DOS SEUS COMMETIMENTOS LITTERARIOS. NO ALTO UM GÉNIO ALADO FAZENDO ESVOAÇAR A UMA FITA QUE DIZ: RESTITUET OMNIA."28 X 19,5 CMNOTA: Francisco Vieira de Matos, mais conhecido por Vieira Lusitano (1699-1783), foi o mais importante pintor da cena artística nacional que atravessou o século XVIII. Formado em Roma, para onde foi pela primeira vez com apenas doze anos, ali esteve por duas vezes, a segunda das quais em 1721, tendo estudado sob a direção de importantes mestres italianos. De regresso a Lisboa, veio em 1733 a tornar-se pintor régio de D. João V. Formado como pintor de História, as encomendas que recebeu fizeram-no dedicar-se principalmente aos temas religiosos e ao retrato. Porém, a sua obra como desenhador, apreciado internacionalmente no seu tempo, e como gravador a água-forte, não é menos notável. De entre os seus discípulos, alguns identificaram-se especialmente com as obras do mestre, ao ponto de as transcreverem de forma muito próxima.
  • ABADE JEAN BAPTIST LOUIS CLOUET  O TRATADO DE TORDESILHAS  ESTA É UMA DAS VINTE RARAS E POR ISSO DESEJADAS GRAVURAS DO MAPA DE PAREDE RETRATANDO AS AMÉRICAS PELO ABADE CLOUET  CARTE DAMERIQUE DIVISEEEN SES PRINCIPAUX PAYS DRESSEE SUR LES MEMOIRES LES PLUS RECENTS ET SUR DIFFÉRENTS VOYAGES, ET ASSUJETTIE AUX OBSERVATIONS ASTONOMIQUES DE MRS DE L'ACADÉMIE ROYALE DES SCIENCES. PAR MR L'ABBÉ CLOUET, DE L'ACADÉMIE ROYALE DE ROUEN, 1782. AMÉRICA DIVIDIDA DE ACORDO COM O TAMANHO DE SUAS PARTES PRINCIPAIS, CUJOS PONTOS PRINCIPAIS SÃO DELINEADOS NAS ÚLTIMAS OBSERVAÇÕES. PELO SR. ABADE CLOUET DA REAL ACADEMIA DE CIÊNCIAS EM PARIS, CASA DE L. MONDHARE, RUA DE S. YAGO Y. EM CADIX, CASA DE MONDHARE. 1782.ESTA GRAVURA REPRESENTA A DIVISÃO DAS TERRAS DESCOBERTAS ENTRE PORTUGAL E ESPANHA  CONFORME ESTABELECIDO PELO TRATADO DE TORDESILHAS EM 1492. NO CENTRO DA GRAVURA RESERVA APRESENTANDO NATIVOS  DA AMERICA BRASILEIRA E ESPANHOLA JUNTOS A UM FIDALGO  PORTUGUES E UM ESPANHOL.  NA PARTE INFERIOR EM ESPANHO  E EM FRANCES (A LINGUA DE CORTE) A EXPLICAÇÃO DO TRATADO DE TORDESILHAS. FRANÇA, 1782. 15 X 15 CMNOTA: O abade Jean Baptiste Louis Clouet (c. 1730 - 1790) foi um cartógrafo francês ativo de meados ao final do século XVIII. Clouet ocupou o cargo de Geógrafo Real da Academie des Sciences de Rouen, tinha escritórios em Paris e Cádiz. O trabalho mais importante de Clouet é sua Geographie Moderne, que foi publicada em várias edições de 1776 a 1793. Clouet também produziu uma série de mapas de parede impressionantes e altamente decorativos representando os vários continentes. Ele seguiu os passos de Jean-Baptiste Nolin e outros cartógrafos franceses, reeditando esses grandes mapas de parede na última parte do século 18 para decorar as casas de Paris e, de maneira mais incomum, da Espanha.
  • PORTUGAIS  GRAVURA PUBLICADA EM 1650 COM DESENHO DE Pierre-Paul Sevin E GRAVADA EM METAL  por Pierre-Matthieu Ogier (Lyon, 1676  1709). NA PARTE SUPERIOR BRASÃO DO REINO DE PORTUGAL CERCADO POR CORDA NAUTICA FORMANDO COLAR DE ONDE PRENDE CRUZ DE MALTA. EM PRIMEIRO PLANO SÃO APRESENTADOS DOIS FIDALGOS PORTUGUESES COM A TORRE DE BELEM AO FUNDO VESTIDOS COM AS ROUPAS TIPICAS DE MEADOS DO SEC. XVII. APRESENTA NA PARTE INFERIOR A LEGENDA PORTUGAIS (PORTUGUESES). 18 X 9 CMNOTA: Nascido em uma família de pintores e treinado inicialmente por seu pai, Pierre-Paul Sevin se tornou um renomado pintor, decorador, ilustrador e cenógrafo. Após a morte do pai, o jovem artista ingressou no colégio jesuíta de Lyon, onde conheceu Claude-François Ménestrier (1631-1705) e estabeleceu com ele uma amizade duradoura. Por recomendação de Ménestrier, e com a assistência do pintor real Charles Le Brun, Sevin foi nomeado pensionista da Academia Francesa em Roma, recentemente estabelecida pelo Rei Luís XIV em 1666. Durante sua estadia em Roma, Sevin documentou em desenhos vários eventos que ocorreram na cidade, para muitos dos quais ele também contribuiu com seus próprios designs decorativos. Um grupo de mais de trinta desenhos no Museu Nacional de Estocolmo, por exemplo, retrata banquetes, carnavais, exibições de fogos de artifício e decorações efêmeras criadas em Roma entre 1666 e 1669 (P. Bjurström, Desenhos Franceses. Séculos XVI e XVII, Estocolmo, 1976, nos. 660-693, il.). Outras obras do artista atestam que na Itália Sevin também viajou para o norte, especialmente para o Vêneto. Em Veneza, ele registrou importantes procissões e festividades que aconteceram na Lagoa nos primeiros anos da década de 1670 (S. Damiron, Dessins de Pierre-Paul Sevin de la Collection Chennevières, em LArt baroque à Lyon. Actes du Colloque, Lyon 27-29 de outubro de 1972, Lyon, 1975, pp. 33-45). Ao retornar a Paris, Sevin, junto com Ménestrier, obteve inúmeras encomendas reais, fornecendo projetos para decorações cerimoniais para nascimentos, casamentos, funerais e entradas principescas.Embora o trabalho de Sevin para decorações permanentes e efêmeras tenha sido o foco de um interesse acadêmico crescente nos últimos anos, a produção do artista de pequenas versões das pinturas monumentais de Paolo Veronese, como o guache atual e A Festa na Casa de Levi (ver lote 43), recebeu menos atenção. Ambas as obras são assinadas e datadas de 1674, quando Sevin provavelmente já estava de volta à França. Ele deve ter se baseado em cópias altamente detalhadas dos originais de Veronese, que na época podiam ser admirados em seus locais originais nos refeitórios dos mosteiros de San Giorgio e Santi Giovanni e Paolo. As pinturas estão agora entre os maiores tesouros, respectivamente, do Louvre (inv. 142; ver fig. 1) e da Gallerie dellAccademia, Veneza (inv. 203; ver T. Pignatti e F. Pedrocco, Veronese, Milão, 1995, I, nos. 149, 194, il.). Os desenhos presentes aparecem juntos na venda de 1777 da célebre coleção do Príncipe de Conti. No catálogo da venda de 1756 da coleção de Camille dHostun de la Baume, Duque de Tallard (1652-1728), está registrado um conjunto de quatro guaches semelhantes de Sevin, datados de 1676 (Paris, 22 de março a 13 de maio de 1756, lote 297). Agora perdidas, elas são descritas como representando Les quatre Cénacles, de Paul Véronese, peints en miniature, e também reproduziam obras do grande pintor veronês, a saber, A Última Ceia, A Ceia em Emaús, A Ceia na Casa de Simão e A Ceia de São Gregório Magno  obras que na época de Sevin ainda podiam ser admiradas em Veneza e Vicenza (ver Pignatti e Pedrocco, op. cit., II, n.º 377, il., I, n.º 100, 101, 193, il.). Parece justo supor que o interesse de Sevin pelas cenas luxuosas e elegantes de Veronese esteja relacionado aos seus projetos de banquetes organizados para o rei e membros de sua corte. Uma segunda versão de As Bodas de Caná, de Sevin, estava à venda em Paris, Hôtel Drouot, em 13 de junho de 1986, lote 72; ver Priever, op. cit., pág. 173, no. 8) e atestam como as reproduções em miniatura das grandes obras-primas do Renascimento veneziano feitas pelo artista eram provavelmente itens de colecionador favoritos na França de Luís XIV. Os guaches são notáveis por seu valor histórico, pois documentam a aparência da pintura de Veronese no século XVII, antes de ser levada da Itália para o Louvre e parcialmente alterada em várias restaurações subsequentes.
  • ALAIN MANESSON MALLET (1630-1703)  A CIDADE DE LISBOA - GRAVURA EM METAL PUBLICADA EM 1671. ALAIN MANESSON MALLET FOI UM CARTÓGRAFO E ENGENHEIRO FRANCES AO SERVIÇO DO REI DE PORTUGAL, AFONSO VI, DESDE DE 1663 ATÉ A ASSINATURA DO TRATADO DE LISBOA EM 1668. ESTA GRAVURA É DA SÉRIE A ARTE DA GUERRA. APRESENTA LISBOA COMO UMA CIDADE FORTIFICADA COM MURALHA. A PARTE SUPERIOR  MOSTRA UM PANORAMA DA CIDADE COM EDIFÍCIOS E SILHUETA URBANA. A PARTE CNTRAL DA GRAVURA APRESNTA AS FORTIFICAÇÕES COM SEUS BASTIÕES E ESTRUTURAS DEFENSIVAS. O RIO TEJO É RETRATADO NA PARTE INFERIOR COM DIVERSAS EMBARCAÇÕES DSTACANDO A IMPORTÂNCIA DE LISBOA PARA O COMÉRCIO E A NAVEGAÇÃO. DUAS GRAFIAS COM O NOME DA CIDADE SÃO APRESNTADAS LISBONE E LIS BONE FORMAS SEISCENTISTAS DE REFERIR-SE A CAPITAL DO REINO PORTUGUES. RARA E MAGNIFICA! SEC. XVII, 27 X 19 CM  (COM O PASPATOUR)
  • FILIPE INFANTE DA ESPANHA E DUQUE DE PARMA   MAGNIFICA GRAVURA EM BURIL E AGUAFORTE INTITULADA: PHILIPPUS BORBON. HISPANIARUM INFANS PARMAE PLACEN. VAST. ETC. DUX. GRAVURA DE JOSEPH PERONI PARM E PETRUS PERFETTI SCULP. PLAC. PUBLICADA NA PRIMEIRA METADE DO SEC. XVIII. 34 X 21 CM.NOTA: Filipe, Duque de Parma15 de mar. de 1720 - 18 de jul. de 1765 Filipe foi um infante de Espanha por nascimento, e Duque de Parma de 1748 até sua morte em 1765. Era o quarto filho, terceiro menino, do rei Filipe V da Espanha com sua segunda esposa Isabel Farnésio.A sua mãe, Isabel, provinha da família Farnésio, dinastia que, desde o século XVI governara o Ducado de Parma e Placência, no vale do rio Pó. Durante a Guerra da Sucessão da Áustria, em 1741, Filipe comanda o exército espanhol que interveio em Itália. Pelo Tratado de Aquisgrão, de 1748, os ducados de Parma e Placência, de que seu irmão, don Carlos já havia sido titular são-lhe cedidos pela imperatriz Maria Teresa. Assim, Filipe converte-se no novo soberano de Parma, dando início à Casa de Bourbon-Parma, ramo mais novo dos Bourbon de Espanha.
  • ENGENHO DE SÃO JORGE DOS ERASMOS O MAIS ANTIGO ENGENHO DE AÇUCAR DO BRASIL CONSTRUIDO EM SANTOS EM 1534. PORTUGAL SOB DOMINAÇÃO ESPANHOLA  DATADO DE  23 DE NOVEMBRO DE 1595ESCRITO EM FRANCES, A LINGUA DE CORTE E LATIUM. VALIOSO E MUITO ANTIGOPERGAMINHO COM O CONTRATO DE CASAMENTO ENTRE FIDALGOS. CONGREGA A FAMILIA RANDERARDT, SOUZA E OS VON SCHETZ  DE GROBBENDONK DA NOBREZA FLAMENGA, TESOUREIROS DE FELIPE II DA ESPANHA.   HENRY DE RANDERARDT SENHOR DE BAESWEILER  FILHO DE HERMAN DE RANDERADT E DE CHRISTINA DE SOUZA (DIZ O TEXTO QUE É DAMA MUI NOBRE E QUE SEU PAI FOI GOVERNADOR COLONIAL DO REI DE PORTUGAL DE ONDE PRESUMO TRATAR-SE DE UMA DAMA DA FAMILIA DE MARTIM AFFONSO DE SOUSA, SÓCIO DOS PARENTES DA NOIVA EM EMPREENDIMENTO NO BRASIL. MARIM AFFONSO DE SOUZA  FOI GOVERNADOR DA INIDIA PORTUGUESA E  DE 1533 ATÉ A SUA MORTE, EM 1564 , FOI DONATARIO DA CAPITANIA DE SÃO VICENTE ONDE EM SOCIEDADE COM ERASME II SCHETZ DE GROBBENDONK  FUNDOU O ENGENHO DE SÃO JORGE DOS ERASMOS, UM DOS PRIMEIROS ENGENHOS DE CANA DE AÇUCAR DO BRASIL. A NOIVA CATHERINE SCHETZ É NETA DE   ERASMUS II SCHETZ, SENHOR DE USBACH E GROBBENDONK, E IDA VAN RECHTERGEM FILHA  DE GASPAR SCHETZ (1513-1580), SENHOR DE GROBBENDONK, MARECHAL HEREDITÁRIO DE BRABANTE,  GASPAR FOI UM FINANCISTA E ESTADISTA NOS PAÍSES BAIXOS DOS HABSBURGOS. NASCEU EM ANTUÉRPIA EM 20 DE JULHO DE 1513, FILHO DE ERASMUS II SCHETZ, SENHOR DE USBACH E GROBBENDONK, E IDA VAN RECHTERGEM. ELE ERA ATIVO EM FINANÇAS E COMÉRCIO E TINHA UM GRANDE INTERESSE POR LITERATURA. DE CHARLES DE BRIMEU, O ÚLTIMO SENHOR DE MEGHEM, ELE ADQUIRIU O SENHORIO DE WEZEMAAL, QUE LHE TROUXE O TÍTULO DE MARECHAL HEREDITÁRIO DO DUCADO DE BRABANTE. O TEXTO FALA DA ASCENDENCIA DA NOIVA SENDO NETA DE ERASMUS II SCHETZ, SENHOR DE USBACH E GROBBENDONK, E IDA VAN RECHTERGEM  E FILHA  DE GASPAR SCHETZ. AS DISPOSIÇÕES CONTRATUAIS PREVEEM QUE O NOIVO PAGARA COMO DOTE PARA NOIVA 3000 DUCADOS EM IMOVEIS E  900 FLORINS EM OURO. A MESMA QUANTIA SERÁ PAGA AO NOIVO PELO PAI DA NOIVA. OS SOGROS ADMINIITRARÃO OS BENS. NOTA: ENGENHO DOS ERASMOS OU ENGENHO SÃO JORGE DOS ERASMOS  A expedição de Martim Afonso de Souza e a fundação da Vila de São Vicente, em 1532, marcam o início da manufatura açucareira de larga escala no Brasil. A construção deste e de outros engenhos de açúcar na região testemunham esse propósito. Em sociedade com comerciantes portugueses e flamengos, Martim Afonso, então Governador da Capitania de São Vicente, mandou construir um engenho, inicialmente conhecido como Engenho do Governador ou Engenho do Trato. Em 1540, foi vendido a Erasmo Schetz, que distribuía seus produtos por toda a Europa e tinha ligações de caráter comercial com italianos, holandeses, franceses, portugueses e alemães. O período de apogeu do Engenho foi sob a direção da família Schetz. Católicos e ligados aos jesuítas, os Schetz ergueram neste engenho uma capela dedicada a São Jorge. O Engenho passou, então, a ser conhecido como dos Erasmos ou São Jorge dos Erasmos. Vários fatores contribuíram para a decadência do Engenho, vendido em 1620: a concorrência do açúcar do Nordeste e os sucessivos ataques piratas, foram determinantes. Em menor escala, continuou produzindo açúcar para exportação, além de rapadura e aguardente para consumo interno. O Engenho dos Erasmos ou Engenho São Jorge dos Erasmos foi portanto uma instalação de cana-de-açúcar na ilha de São Vicente , Brasil . Construído por volta de 1534, o engenho foi propriedade da família Schetz durante a maior parte de sua vida útil . Agora é uma ruína, monumento nacional e destino turístico. A fabricação de açúcar em grande escala no Brasil começou com a expedição de 1532 a São Vicente , liderada por Martim Afonso de Sousa . O Engenho dos Erasmos foi construído provavelmente alguns anos depois, por volta de 1534  e era originalmente conhecido como Engenho do Governador. Era propriedade de Martim Afonso, Pero Lopes de Souza, Francisco Lobo e Vicente Gonçalves, e foi possivelmente o terceiro engenho desse tipo a ser instalado no Brasil,  depois do Engenho da Madre de Deus em 1532 e do Engenho de São João em 1533.   Tornou-se propriedade de Erasmus II Schetz por volta de 1540, através dos representantes comerciais Johan Van Hielst e João Veniste . Quando Erasmus morreu em 1550, passou para seu filho, Gaspard II Schetz e foi propriedade de gerações sucessivas da família Schetz até o final do século XVII, embora tenham tentado vendê-la em 1593 e 1612. Produziu cana-de-açúcar para exportação  e consumo doméstico, e operou até pelo menos 1580, quando houve uma competição crescente da produção de cana-de-açúcar do nordeste do Brasil  e fechou no final do século XVIII.  O local continha a fábrica, bem como edifícios administrativos e de alojamento (incluindo para os escravos).  1  Além do edifício principal que continha a fábrica,  tudo sob um único teto e movido por uma roda d'água ,  havia uma ferraria e duas casas cobertas.  O local também tinha uma capela e um cemitério, e era dedicado a São Jorge .  Embora muitas vezes se diga que foi construído em estilo açoriano ,  é baseado no estilo de moinho madeirense . A fábrica foi atacada por Thomas Cavendish em 1591. Em 1615, Joris van Spilbergen ateou fogo à fábrica,  destruindo a maior parte de suas instalações.   O moinho foi abandonado no século XVIII e praticamente esquecido até o século XX. O sítio era propriedade de várias famílias, incluindo Braz Esteves, Pedrosa, Góis, Muniz Guimarães, Viana, Marques do Vale, Graça Martins e Toledo.   Em 1943, o terreno e as ruínas foram adquiridos por Otávio Ribeiro de Araújo . Ele doou-o à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em 1958 e desde então é administrado pela Universidade de São Paulo . Embora não tenha sido realizado muito trabalho de preservação entre 1958 e o final da década de 1980, isso mudou nas décadas de 1990 e 2000,  quando escavações arqueológicas ocorreram no local.  Mais de 2.000 fragmentos, incluindo ossos de animais e humanos datados do século XVI, foram recuperados durante as escavações.   As ruínas são hoje monumento nacional,  tombado pelo IPHAN em 1963 e pelo CONDEPHAAT em 1974.  Está aberto à visitação, com entrada franca, de terça a domingo, das 9h às 16h, todas as semanas e diversos eventos são realizados no local, entre workshops e concertos.  Erasmo II Schetz , às vezes Scets (falecido em 1550), foi um nobre flamengo. Ele nasceu como filho de Conrad I Schetz que se casou em 1485 com Maria Crans di Roscara, filha de Mathieu Roscara. Ele viveu em Maastricht e viveu sua mocidade em Lisboa. Veio para Antuérpia por razões financeiras. Ele adquiriu o Heerlijkheid de Grobbendonk em 3 de junho de 1545, de Philippe, Senhor de Jauche. Seus descendentes são conhecidos como Schetz de Grobbendonk, quando se tornou uma baronia em 1602. Ele se casou com Ida de Rechtergem, filha de um rico comerciante de calamina em Aachen. Eles tiveram 4 filhos, três deles com o nome dos Três Reis Magos .Sua fortuna era imensa, ele tinha uma residência chamada Huis van Aken , herança (1534) de seu sogro. Ele fez a casa se estender em um pequeno palácio onde o Imperador Carlos V o visitou em 1545. Após a morte de Erasmo, a casa foi vendida em 1575. Os herdeiros decidiram baixar o preço: Gaspard presenteou os jesuítas com uma redução de 500 ducados. O valor final pago foi de 17.000 ducados aos herdeiros de Erasmo. Ao lado desta casa, os jesuítas construíram mais tarde a Carolus Borromeuskerk . Por volta de 1540, ele adquiriu o Engenho dos Erasmos , uma usina de cana-de-açúcar na Ilha de São Vicente, no atual Brasil .Seu filho Gaspard frequentou a Universidade de Marburg e estudou com Eobanus Hessus.GASPAR SCHETZ nasceu em Antuérpia em 20 de julho de 1513, filho de Erasmus II Schetz, Senhor de Usbach e Grobbendonk, e Ida VanRechtergem. Ele era ativo em finanças e comércio e tinha um grande interesse por literatura. De Charles de Brimeu, o último Senhor deMeghem, ele adquiriu o Senhorio de Wezemaal, que lhe trouxe o título de Marechal hereditário do Ducado de BrabanteCarreira e forçaPor carta datada de 25 de novembro de 1555, Filipe II da Espanha nomeou Schetz feitor real em Antuérpia. Em 1564, foi nomeado tesoureiro-geral das finanças reais na Holanda. Durante os primeiros anos da Revolta Holandesa, ele foi muito ativo na busca de maneiras de pagar regularmente o exército flamengo e nas negociações para garantir os novos bispados fundados em 1559, o que garantiu uma renda regular dos ativos das abadias medievais dos Países Baixos. Ele estava entre aqueles que convidaram o arquiduque Matias para a Holanda em 1578. Gaspard era até mesmo muito respeitado pela aristocracia holandesa, até mesmo o Duque de Alba escreveu ao Rei da Espanha: Schetz é oDeus vivo deles, todos juram por sua félEm 5 de março de 1579, o Castelo Grobbendonk foi saqueado e destruído, e a biblioteca de Schetz foi incendiada No mesmo ano, ele participou das negociações de paz em Colônia para lançar as bases para a reconciliação entre os Estados Gerais e o rei. Ele publicou um diálogo expressando sua própria perspectiva sob o título Viri, pietate, moderatione, doctrinâque clarissimi, dialogus de Pace, rations, QuibusBelgici tumultus, Inter-Philippum, Serenissimum et Potentissimum Hispania regem, et subditos, hoc rerum statu composi possint, explicans(Antuérpia e Colônia, 1579).Ele morreu em 9 de novembro de 1580 em Mons
  • PORTINARI DESENHISTA POR RALPH CAMARGO. MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES DO RIO DE JANEIRO E MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO. IMPRESSO PELA PRAXIS ARTES GRÁFICAS LTDA EM SÃO PAULO EM 1977. 264 PÁGINAS. 21CM X 21CM. CONTÉM ÍNDICE, CRONOLOGIA E BIBLIOGRAFIA. RICO EM ILUSTRAÇÕES. ENCADERNAÇÃO EM CAPA MOLE, PAPEL COM ILUSTRAÇÃO EM PRETO E BEGE, COM TEXTO EM PRETO.Nota:  Candido Portinari nasceu em Brodowski, São Paulo dia 29 de dezembro de 1903. Foi um artista plástico brasileiro. OMC (Ordem do Mérito Cultural, é uma ordem honorífica dada a personalidades brasileiras e estrangeiras como forma de reconhecer suas contribuições à cultura do Brasil.) Portinari é considerado um dos mais importantes pintores brasileiros de todos os tempos, sendo o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional. Portinari pintou mais de cinco mil obras, de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão (como O Lavrador de Café), até gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956. Em dezembro de 2010, graças aos esforços de seu filho, estes murais retornaram ao Brasil para exibição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ralph Camargo: o caçador de Portinaris revista Manchete do Rio de Janeiro. Comenta o conhecimento e a paixão de Ralph Camargo pela obra de Candido Portinari. Focaliza a mostra Portinari 90 Anos, organizada pelo "marchand", no Jockey Club Brasileiro, destacando algumas obras. Além das pinturas e projetos com poesia e política, Candido Portinari se empenhava para ser um bom desenhista. Os mestres universais do desenho sempre veneraram o impulso do primeiro traço caracterizado pela sutil sensualidade do gesto que leva o desenhista a se exprimir velozmente na exatidão da imagem instantânea. Esta imagem, comparada com a opulência cromática de um quadro, resulta num despojamento total do espaço e da composição, em benefício do ímpeto originário do artista em seu primeiro gesto no espaço, escapando às limitações impostas pelo tema. Ultrapassado esse limite, o desenho representa, ao mesmo tempo, uma refinada elaboração mental e principalmente, a gramática do gesto orgânico. Existem no mundo, e não é ao acaso, imponentes museus especializados nos mestres do desenho de todas as épocas, que coletaram durante séculos os croquis, os esboços e os estudos desses gênios atemporais, como forma de comprovação, para a posteridade, de como suas obras foram germinadas, concebidas. Presentes em todos os períodos de sua vida de trabalho, os desenhos de Portinari representam um diário minucioso de todas as soluções e evoluções imaginárias de sua obra. Inclusive naquele longo período em que esteve impedido de fazer uso das tintas, por questões de saúde. Durante esse período, como única opção diante de sua voracidade inventiva, seus desenhos adquiriram momentos de explosão total. Eles eram seus guias espirituais no desenvolvimento de temas imediatos e futuros, anotações anímicas para soluções telúricas. Retratando os pés e as mãos da realidade árida, registra vidas, desespiritualizadas pela luta da vida, pela dura hora de suas destinações. Porém sua fé na alma do homem prevaleceu, em realidade, como seu axioma primeiro. O homem foi desde sempre a questão fundamental de Portinari. A preocupação mais nítida de seu expressionismo manifestou-se o tempo todo dentro de seu veemente protesto social-humanista. Fonte: CAMARGO, Ralph Portinari Desenhista. Rio de Janeiro. 1977
  • FULVIO PENNACCHI. ARTISTAS DO BRASIL. P.M. BARDI EDITORA RAÍZES 1980. PROJETO GRÁFICO E COORDENAÇÃO POR DAN FIALDINI. 2000 EXEMPLARES.185 PÁGINAS. 23CM X 23CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA E LOMBAR REVESTIDA EM LINHO E TEXTO EM DOURADO. SOBRE CAPA EM PAPEL VERNIZ COM ILUSTRAÇÃO. Nota: Fulvio Pennacchi nasceu em Villa Collemandina, 27 de dezembro de 1905. Foi um desenhista, pintor, muralista e ceramista ítalo-brasileiro. Foi integrante do Grupo Santa Helena, juntamente com Alfredo Volpi, Francisco Rebolo, Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Mario Zanini, Humberto Rosa, Clovis Graciano e outros. Sua pintura é sensível e pessoal, de modo especial na interpretação dos grandes temas bíblicos e da vida dos santos, em razão de uma infância marcada por sólida educação religiosa católica, e na evocação do mundo caipira. Trecho da introdução: Há alguns anos apresentamos no Museu de Arte uma exposição de obras de Fulvio Pennacchi. Provocou uma certa impressão entre a juventude que visita o Masp. São tempos em que um pintor figurativo suscita interesse incomum pois, geralmente, a temática que se sucedeu ao longo dos milênios conta com inumeráveis contestadores, já que a moda divulga e acredita na tendência do não-figurativo, e mais o abstratismo e seus derivados, no tumulto das novidades que, sem dúvida, estão encaminhando as expressões das artes para rumos onde as surpresas são umas mais curiosas que outras. Perdendo o sentido dos estilos, os individualistas insistem no lançar propostas a jato contínuo. Falar de um artista da velha guarda que operou, e continua laborando, sem situá-lo no ambiente do tempo, seria como falar de um dos Carracci, deixando de levar em conta a situação da pintura no agitado século em que viveram. Só que, naquele Quinhentos, os fatos se passavam no normal dos contrastes, ajustamentos e polêmicas de fácil individuação e até possibilidades de participação face as novidades, ao passo que hoje a situação em que o problema Arte se defronta está rico de turbulência e uma certa confusão, tornando-se difícil argumentar em termos adequados para situá-la se não historicamente, pelo menos na própria crônica. Quebrada a unidade teorética da Arte, a antiquíssima distinção entre pintura considerada como 'poesia muda e a poesia entendida como 'pintura parlante', parece coisa antediluviana. Qual, hoje, o sentido semântico do 'Ut pictura poë sis'? Segundo consta por aí afora, o que parece prevalecer nos jardins das artes é o esquecimento da tradição, clamando por 'nem poesia nem pintura, até cancelamentos, pois alguns modos acabam se tornando moda. Depois da estranha descoberta de que o figurativo devia ser substituído pelo abstratismo, os teóricos da estética estão em polêmica permanente, visando encontrar soluções, cada um afirmando o que outros negam. Os artistas seguem as correntes, às vezes sem mesmo saber se o caminho seguido é válido ou se não passa de simples aventura, enquadrando-se nas preferências do momento. Assim vimos as mudanças ocorridas nas manifestações de um sem número de artistas serem categorizados na massa dos sequazes o que leva a pensar num pensamento atribuível à arte contemporânea: nômade.
  • IMAGENS RELIGIOSAS DE SÃO PAULO APRECIAÇÃO HISTÓRICA DE EDUARDO ETZEL. EDIÇÕES MELHORAMENTOS E EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.  1971 COM APRESENTAÇÃO DO PROF. MÁRIO GUIMARÃES FERRI. 302 PÁGINAS.16CM X 23CM. CONTÉM INDICE. ENCADERNAÇÃO EM CAPA MOLE PAPEL VERNIZ COM ILUSTRAÇÃO. QUARTA CAPA COM ILUSTRAÇÃO E TEXTOS. Nota: Este livro original, pioneiro na iconografia brasileira, é um estudo sobre as imagens religiosas de São Paulo, apresentando com farta documentação fotográfica. Analisou o autor, sob vários ângulos, cerca de um milheiro de imagens e suas conclusões são expostas com clareza, entremeadas de aspectos de nossa História.  Eduardo Etzel 1906 2003. Foi um homem extraordinário, figura das mais marcantes que conheci. Médico por formação, tornou-se um dos pioneiros da cirurgia de pulmão no Brasil. Em um período em que a tuberculose grassava impune, desenvolveu técnica reverenciada por seus coetâneos. Considerava-o seu primeiro mestre na arte cirúrgica. Operava em São Paulo e também, nos finais de semana, no Sanatório Vicentina Aranha em São José dos Campos, assistindo as comunidades mais carentes. O arguto senso anatômico, unido à vocação de observador e pesquisador, teriam desenvolvido em Eduardo Etzel a admiração pela arte sacra popular, pois estava clinicando na região do Vale do Paraíba, riquíssima nessa manifestação. Com o advento dos antibióticos e dos quimioterápicos e consequente queda vertical da importância da cirurgia da tuberculose, formou-se psicanalista ortodoxo e durante décadas desenvolveu essa atividade. Paralelamente ao trabalho como psicanalista, dedicou-se também às pesquisas de campo relacionadas à Arte Sacra Popular. O quadro mostrar-se-ia perfeito. O médico a entender a anatomia do corpo humano, o psicanalista a penetrar o de profundis dos pacientes. Esta somatória prepararia Eduardo Etzel para outro ato inédito, ou seja, o de ser também pioneiro no desvelamento, através da pesquisa de campo, da Arte Sacra Popular do Brasil, coletando rico material e escrevendo livros antológicos sobre a especialidade. Parte de seu acervo está hoje depositada no Museu de Arte Sacra de São Paulo e no Museu de Antropologia de Jacareí, no Vale do Paraíba. Em fins de 1977, realizávamos, com ampla aprovação do Professor Pietro Maria Bardi, uma exposição no MASP com obras de Dito Pituba por nós recolhidas em períodos diferentes. Nos anos que se seguiram, continuamos esse trabalho de recuperação, verdadeira ourivesaria. Após o exaustivo restauro, tomávamos um lanche preparado pela sua inseparável companheira Kitinha, seguido de sessão de leitura de suas pesquisas, que resultariam em tantos livros fundamentais à bibliografia da arte sacra no Brasil. ( José Eduardo Martins ).
  • DEBRET E O BRASIL, OBRA COMPLETA 1816-1831. POR JULIO BANDEIRA E PEDRO CORRÊA DO LAGO. EDITORA CAPIVARA 2007. PREFÁCIO DE JOSÉ MURILO DE CARVALHO. PATROCÍNIO DA PEUGEOT CITROËN DO BRASIL AUTOMÓVEIS. 705 PÁGINAS. 1300 IMAGENS. 28CM X 32CM. ISBN 9788589063203. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA COM IMAGEM DE UMA MOLDURA EM ARABESCO FLORAIS E BRAZÕES E INSIGNAS DO IMPÉRIO BRASILEIRO EM FUNDO BRANCO. NO CENTRO O TITULO DO LIVRO EM VERMELHO E PRETO. LOMBAR COM TITULO EM VERMELHO E PRETO E QUARTA CAPA COM LOGOTIPO DE PATROCINADORES. CONTRA CAPA EM PRETO. COBRECAPA EM PAPEL VERNIZ COM ILUSTRAÕES. Nota: Trata-se do primeiro catálogo raisonné da monumental obra realizada no país pelo francês Jean-Baptiste Debret, o mais famoso artista estrangeiro a pintar o Brasil. Com 105 páginas e mais de 1.300 imagens, este volume ilustra a totalidade dos trabalhos do artista, fruto de uma longa pesquisa. As centenas de óleos, aquarelas, desenhos e gravuras, produzidas por Debret nos quinze anos passados no Brasil (1816 1831), estão distribuídas por museus e coleções particulares no país e no exterior. Este acervo fundamental para a cultura brasileira foi todo reunido neste volume, para permitir uma visão completa da obra do pintor que inaugura entre nós a história da vida privada em imagens na feliz expressão de José Murilo de Carvalho, autor do prefácio. Jean-Baptiste Debret ou De Bret nasceu em Paris, 18 de abril de 1768. Foi um pintor, desenhista e professor francês. Integrou a Missão Artística Francesa (1817), que fundou, no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou. De volta à França (1831) publicou Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), documentando aspectos da natureza, do homem e da sociedade brasileira no início do século XIX. Uma de suas obras serviu como base para definir as cores e formas geométricas da atual bandeira do Brasil, adotada em 19 de novembro de 1889. Exímio artista, demonstrou em suas telas não somente o cotidiano do Brasil da época que englobava tanto a aristocracia, da população em geral e a vida dos escravos, como também acontecimentos históricos do período anterior à independência do país e nos anos seguintes. A primeira bandeira da história do Brasil independente é uma de suas obras mais importantes.

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