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  • GUERRA DO PARAGUAI  RARA MEDALHA DOS ALIADOS PELO TÉRMINO DA GUERRA DO PARAGUAI  CUNHADA EM PRATA DE LEI DESTINADA A OFICIAL BRASILEIRO  (PARA SOLDADOS ERA DE BRONZE) POR DISTINÇÃO NAS BATALHAS DA GUERRA DO PARAGUA AO INTEGRAR O EXERCITO ALIANOI. NO VERSO CONTÉM A INSCRIÇÃO "REPÚBLICA ARGENTINA AL EJERCITO ALIADO EN OPERACIONES CONTRA EL GOBIERNO DEL PARAGUAI" EM TRONO DO PAVILHÃO DE ARMAS NACIONAIS ARGENTINAS. E NO REVERSO CIRCUNDANDO UM SOL RADIANTE: "AL VALOR Y LA CONSTANCIA LA NACION AGRADECIDA". FOI INSTITUIDA PARA OS MILITARES DO BRASIL E URUGUAY. 34 MM DE ALTURA
  • GUERRA DO PARAGUAI  MEDALHA SOL DE PRATA CUNHADA NO URUGUAY DESTINADA  A OFICIAIS BRASILEIROS COMBATENTES DA GUERRA DO PARAGUAI DISTINGUIDOS EM BATALHA. COM SOL EM PRATA DE LEI É DESTINADA A OFICIAIS (AS DE SOLDADOS TINHAM O SOL EM BRONZE) .   ESTA DECORAÇÃO TERIA A FORMA DE UMA CRUZ GREGA, COM UMA MEDIDA DE QUATRO CENTÍMETROS E MEIO DE COMPRIMENTO, COM OS BRAÇOS TERMINANDO EM ÂNGULOS AGUDOS. ESSES BRAÇOS SÃO LIGADOS POR UMA COROA DE LOUROS E UM DISCO NO CENTRO. DE DOIS CENTÍMETROS. SERIAM CUNHADAS EM FERRO MACIO, COLORIDAS EM TÊMPERA, TRAZENDO NO ANEL ONDE A FITA SERIA FIXADA UM SOL PRATEADO PARA OS OFICIAIS E UM SOL COBRE PARA O PESSOAL DA TROPA. NO DISCO CENTRAL QUE MENCIONAMOS, NO ANVERSO DE CADA CONDECORAÇÃO ESTARIA O ESCUDO NACIONAL, RODEADO PELA LEGENDA CAMPAÑA DEL PARAGUAY, ABAIXO NA DIREÇÃO OPOSTA 1865 - 1869. NO VERSO, PODE-SE VER A INSCRIÇÃO ÀS VIRTUDES MILITARES, CIRCUNDANDO ESTA LEGENDA REPÚBLICA ORIENTAL E NA DIREÇÃO OPOSTA, DO URUGUAI.
  • GUERRA DO PARAGUAI - MEDALHA RECOMPENSA A BRAVURA MILITAR RARA MEDALHA EM BRONZE COM SUA FITA ORIGINAL E DOIS PASSADORES POR BRAVURA EM DUAS BATALHAS DA GUERRA DO PARAGUAI. CRIADA POR D. PEDRO II PELO DECRETO 4131 DE 28 MAR 1868, DESTINADA AOS QUE SE DEM0NSTRARAM DIGNOS POR ATOS DE BRAVURA EM AÇÕES DE GUERRA DURANTE A CAMPANHA DO PARAGUAI. A MEDALHA É OVAL, DE BRONZE E USADA DO LADO ESQUERDO DO PEITO, PENDIA DE FITA COM TRÊS LISTRAS, UMA ESCARLATE CENTRAL E COMO EXTREMAS VERDES. ELA POSSUÍA TANTOS PASSADORES QUANTOS ERAM COMO CONCESSÕES POR AÇÕES EM QUE PRATICOU ATO DE BRAVURA. AS AÇÕES FIGURAVAM PELA DATA, OU PELO NOME HISTÓRICO QUE TOMOU A AÇÃO.). O ANVERSO TEM: UM CONJUNTO DE TROFÉUS DE GUERRA COM CANHÕES, BANDEIRAS E BALAS DE CANHÃO CIRCUNDADO PELA LEGENDA.  EXÉRCITO EM OPERAÇÃO CONTRA O GOVERNO DO PARAGUAY. O REVERSO APRESENTA: INSCRIÇÃO CENTRAL RECOMPENSA À BRAVURA MILITAR, CIRCUNDADO PELA INSCRIÇÃO DECRETO DE 28 DE MARÇO DE 1868. A MEDALHA DE MÉRITO POR BRAVURA NA GUERRA DO PARAGUAI, CRIADA PELO DECRETO Nº 4.131, DE 28 DE MARÇO DE 1868, PARA PREMIAR AQUELES QUE SE DISTINGUIRAM, POR BRAVURA, EM QUALQUER AÇÃO DESSE CONFLITO. CONSTITUIU-SE EM UMA DEMONSTRAÇÃO, CONFERIDA PELO IMPERADOR D. PEDRO II, DO QUANTO APRECIAVA O VALOR DOS MILITARES DAS FORÇAS EM OPERAÇÕES NA GUERRA DA TRÍPLICE ALIANÇA. SEU DECRETO DE CRIAÇÃO ESTIPULAVA QUE A MEDALHA SERIA CONFECCIONADA EM BRONZE, SENDO IGUAL PARA TODOS OS MILITARES, SEM DISTINÇÃO DE GRAU HIERÁRQUICO. CERCA DE 2.600 MILITARES BRASILEIROS RECEBERAM A MEDALHA DE BRAVURA DO PARAGUAI. DURANTE A GUERRA, O EXÉRCITO BRASILEIRO CRESCEU DE 18.000 EM 1865 PARA 82.000 HOMENS EM 1869. A ARMADA IMPERIAL EXPANDIU DE 14 NAVIOS DE GUERRA EM 1864 PARA MAIS DE 30 EM 1870 BRASIL, 1869,  4 CM DE ALTURA .NOTA: A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi o maior e o mais sangrento conflito de toda História da América do Sul. O Brasil liderou as operações de Guerra em conjunto com a Argentina e Uruguai contra o Ditador do Paraguai Solano Lopes. Vamos discorrer um pouco sobre as duas batalhas cujos atos de bravura laurearam o soldado que recebeu essa medalha em pregão: BATALHA DE PIRIBEBUY, TRAVADA EM 12 DE AGOSTO DE 1869: A Batalha de Piribebuy foi travada em 12 de agosto de 1869 na cidade paraguaia de Piribebuy, que era então uma porção como uma capital temporária do governo paraguaio. Os defensores paraguaios, que estavam mal armados e incluíam crianças, lutaram contra os ataques das forças aliadas, lideradas pelo general brasileiro CONDE DEU, marido da PRINCESA ISABEL e genro do IMPERADOR PEDRO II do Brasil. O pequeno povoado de Piribebuy, a pouco mais de 70 km a oeste de Asunción, encontrava-se na encosta de um cerro, cercados por colinas mais elevadas. Possuía humildes casas de tetos de palha e uma igreja colonial telhada. A vila era defendida por um fosso e trincheira de leiva, sob a forma de polígono irregular de 28 faces, de 2.422 metros de circunferência. Um córrego cortava Piribebuy, desaguando no arroio homônimo (Taunay, 2002, p. 134 et seq.). No central, forças aliancistas, de vinte mil imperiais e argentinos e mais de trinta canhões, cercaram a vila em 10 de agosto de 1869, onde se encontravam 1.600 defensores, no geral hombres mal armados, la mayor parte muchachos.(homens mal armados e crianças) No dia 11, após posicionar suas forças, o conde dEu teria intimado à rendição a Pedro Pablo Caballero. O comandante da vila teria respondido com palavras de aço: Estoy aquí para pelear, y si es necesario morir; pero no para rendirme (Centurión, 2010, p. 393-94). Na madrugada do dia 12, antes que iniciasse o bombardeio, o conde dEu mandara novamente delegado intimar a Caballero para que retirase del recinto del reducto a las mujeres y a los nios. Novamente Pedro Pablo Caballero respondera em forma altiva: Decid a vuestro jefe que las mujeres y los nios están aquí seguros, y que él mandará en territorio paraguayo cuando no haya uno que lo defienda! Destaque-se que mulheres e crianças eram boa parte das tropas defensoras da vila. A seguir, teria iniciado o ataque, de resultados já certos, devido ao enorme desequilíbrio de forças treze soldados aliancistas para cada paraguaio! Y sin embargo la resistencia fue heroica y prolongada. Duró 5 horas!. Segundo aquele autor, as tropas aliancistas teriam atacado em forma mais encarniçada pelo norte, posição que sabiam guarnecida por cuerpos compuestos de muchachos débiles armados los más de escopetas de cazar y lanzas. Como os demais atacantes, o general João Manuel Mena Barreto, montado en un hermoso alazán, teria sido rechaçado dos veces, retirando-se com suas tropas para reorganizar-se, para além do arroio Mboveví. Na terceira investida, a 500 varas c. 550 metros da trincheira, teria sido ferido mortalmente por uma bala de fuzil na ingle, ou seja, na virilha. Transferido para uma cabana próxima, faleceu antes que o cirurgião chegasse. Entrementes, os assaltantes romperam as defesas pelo sul, aprisionando, entre outros, Pedro Pablo Caballero e o chefe político da povoação, Patricio Marecos, conduzidos diante do conde que habló con Caballero. Porém, ao saber que, mesmo não tendo morrido muitos assaltantes, falecera o general Mena Barreto, o comandante em chefe das tropas imperiais teria dito, apontando para os dois prisioneiros diante de si: Degüéllenlos a esos, ellos tienen la culpa! Ordem que teria sido cumprida imediatamente. Pedro Pablo Caballero teria sido degolado ao lado do cadáver do general sul-rio-grandense ou o seu cadáver foi exposto junto a ele, mais tarde. Mais tarde, uma testemunha ocular, Asunción Gonzáles, que teria levantado o quepe do chefe paraguaio, constatando o corte ao pescoço, afastou a possibilidade de uma morte em combate. A batalha durou 5 horas, com os aliados, que tinham uma grande vantagem numérica, capturaram a cidade. O hospital da cidade foi queimado com varios feridos dentro do hospital, e os documentos oficiais foram perdidos no fogo resultante, mas o fogo resultou por conta de um tiro de canhão não intencional. BATALHA DE NHU-GUAÇU: Na batalha seguinte, Campo Grande ou Nhu-Guaçu (16 de agosto), as forças brasileiras se defrontaram com um exército formado, em sua maioria, por adolescentes e crianças e idosos, recrutados a força pelo ditador paraguaio. A derrota paraguaia encerrou o ciclo de batalhas da guerra. Os passos seguintes consistiram na mera caçada a López, que abandonou Ascurra e, seguido por menos de trezentos homens, embrenhou-se nas matas, marchando sempre para o norte. Dois destacamentos foram enviados em perseguição ao presidente paraguaio, que se internara nas matas do norte do país acompanhado de 200 homens. No dia 1.º de março de 1870, as tropas do general José Antônio Correia da Câmara (1824-1893), o Visconde de Pelotas, surpreenderam o último acampamento paraguaio, em Cerro Corá, onde Solano López foi ferido a lança pelo cabo Chico Diabo e depois baleado, nas barrancas do arroio Aquidabanigui, após recusar-se à rendição. Depois de Cerro Corá, as tropas brasileiras ficaram eufóricas, assassinando civis, pondo fogo em acampamentos e matando feridos e doentes que se encontravam nos ranchos. Não era esse o desejo do imperador D. Pedro II, que preferia ter López preso a morto. No Rio de Janeiro, a morte de Lopéz foi muito bem recebida e o imperador recuperou sua popularidade que havia sido abalada pela dispendiosa guerra. Em 20 de junho de 1870, Brasil e Paraguai assinaram um acordo preliminar de paz.
  • GUERRA DO PARAGUAI - TENENTE CORONEL JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY  IMPORTANTE DIÁRIO DE CAMPANHA MANUSCRITO DO TENENTE CORONEL JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY PRECIOSO RELATO DE SUAS CARREIRA E CAMPANHAS QUE PARTICPOU COMANDANDO O 5. BATALHÃO DE INFANTARIA.  EXCERTOS DO TEXTO: 5. BATALHÃO DE INFANTARIA CORONEL COMANDANTE JOAQUIM RODRFIGUES COELHO KELLY. FILHO DO CORONEL JOAQUIM RODRIGUES COELHO. NASCEU EM 1806 NATURAL DO MUNICIPIO NEUTRO, CORTE DO IMPÉRIO, RIO DE JANEIRO. PRAÇA VOLUNTÁRIO EM 26 DE OUTUBRO DE 1829, 1. CADETE EM 23 DE NOVEMBRO DESTE ANO, PORTA BANDEIRA A 19 DE AGOSTO DE 1822. PASSOU PARA O BATALHÃO DO IMPERADOR A 18 DE JANEIRO DE 1823, FEZ A CAMANHA DA PROVINCIA DA BAHIA ONDE ASSISTIU O ATAQUE DE 3 DE JUNHO DO DITO ANO.  ALFERES POR DECRETO DE  21 DE MAIOR DE 1824, EXPEDICIONOU PARA MONTEVIDEU A 5 DE MAIO DE 1825 E ALI SE CONSERVOU ATÉ 10 DE MAIO DE 1829 DATA EM QUE REGRESSOU A CORTE POR AVISO DE 23 DE OUTUBRO DE 1831 PASSOU A FICAR AVULSO POR TER SIDO DISSOLVIDO O BATALHÃO QUE PERTENCIA. POR AVISO DE 15 DE FEVEREIRO DE 1832 TEVE UM ANO DE LICENÇA COM VENCIMENTO DE TEMPO E MIKEO SOLDO PARA IR A MONTEVIDEU POR OUTRO AVISO DE FEVEREIRO DE 1833 TEVE UM ANO DE PRORROGAÇÃO DA DITA LICENÇA A QUAL FOI DADA POR FINDA POR AVISO DE 18 DE SETEMBRO DAQUELE ANO. POR AVISO DE 12 COMUNIDADO EM OFICIO DO COMANDO DAS ARMAS DA CORTE DE 15 DE OUTUBRO SEGUINTE FOI NOMEADO INSTRUTOR. TENENTE POR DECRETO DE 12 DE OUTUBRO DE 1828.  CAPITÃO POR DECRETO DE 7 DE ABRIL DE 1847. TENENTE CORONEL POR DECRETO DE 2 DE DEZEMBRO DE 1855. CORONEL POR DECRETO DE 22 DE JANEIRO DE 1866 POR MERECIMENTO. POR DECRETO DE 289 DE JULHO PUBLICADO POR ORDEM DO DIA DO EXERCITO N. 410 DE 6 DE AGOSTO DE 1864, FOI TRANSFERIDO DO COMANDO DO CORPO DA GUARNIÇÃO DO AMAZONAS PARA O 5. BATALHAO DE ENGENHARIA AO QUAL RECOLHEU EM 3 DE OUTUBRO SEGUINTE DATA EM QUE ASSUMIU RESPECTIVO COMANDO DAQUELA UNIDADE COM O OFICIO DE AJUDANTE  DE ORDENS DA GUARDA DE NOSSA SENHORA DE IGUAPE EMPREGO DE QUE FOI DISPENSADO EM 1. DE ABRIL DE 1835. PASSOU  A EFETIVO PARA O SEGUNDO BATGALHÃO DE CAÇADORES POR OFICIO DO COMANDO DAS ARMAS DA CORTE DE 16 DO MESMO MÊS. SENDO DISSOLVIDO AQUELE BATALHÃO FICOU OUTRA VEZ AVULSO POR AVISO DE 29 DE FEVEREIRO DE 1836. POR OFICIO DO COMANDO DAS ARMAS DA CORTE DE 28 DE MARÇO FOI ENCARREGADO DA INSTRUÇÃO DOS RECRUTAS DO 1. BATALHÃO DE CAÇADORES DA FORTALEZA DE VILLEAGNON FOI NOMEADO COMANDANTE DE UMA COMPANHIA PROVISÓRIA  DE CAÇADORES QUE ENVIOU DE ANEXO PARA O 2. BATALHÃO DA MESMA ARMA NOVA ORGANIZAÇÃO POR AVISO DE 11 DE JULHO COMO FOI COMUNICADO POR OFICIO DO COMANDO DAS ARMAS DA CORTE DE 15 DO MESMO MÊS. POR AVISO DE 26 DE NOVEMBRO DO DITO ANO PASSOU A SEGUNDA VEZ A EFETIVO PARA O 2. BATALHÇÃO DE CAÇADORES POR AVIDO DE 22 DE MAIO DE 1837 TORNOU A FICAR AVULSO FICANDO PROVISORIAMENTE EMPREGADO EM OUTRO SERVIÇO. POR OFICIO DOS COMANDOS DAS ARMAS DA CORTE PASSOU A ER EMPREGADO NO RECRUTAMENTO SENDO EXONERADO REM 5 DE JULHO DE 1839 LOUVANDO-SE LHE O ZELO E HONRADEZ COM QUE NELE ATUOU. FOI NOMEADO AJUDANTE DA FORTALEZA DE VILLEGAGNON PELO COMANDANTE DAS ARMAS DA CORTE EM 30 DE MAIO. MARCHOU PARA A PROVÍNCIA DE SANTA CATARINA  EM 10 DE JANEIRO DE 1840 PASSANOD A SERVIR NO BATALHÃO DO DESTERRO. MARCHOU PARA PROVINCIA DO RIO GRANDE DO SUL EM 1841 E  ALI PERMANECEU ATE 25 DE NOVEMBRO DO CITADO ANO. MARCHOU PARA PROVÍNCIA DA BAHIA EM 9 DE JANEIRO DE 1844 CONSIDERADO MAJOR GRADUADO DO ESTADO MAIOR DE PRIMEIRA CLASSE. FOI NOMEADO PARA COMANDAR O CORPO QUE SEGUIA PARA O SERTÃO COM DESTINO A PILÃO ARCADO A FIM DE RESTABELECER O SOSSEGO PUBLICO DE ONDE REGRESSOU EM 3 DE MAIO DE 1845. EM 30 DE OUTUBRO DESSE MESMO ANO HOUVE POR BEM SUA MAJESTADE IMPERIAL  LOUVA-LO EM RAZÃO DA INPEÇÃO QUE SOFREU ORDENADO PELA ORDEM DO DIA DO COMANDO DAS ARMAS DA PROVÍNCIA EM 26 DE ABRIL DE 1847. EM 7 DE SETEMBRO DE 1847 FOI NOMEADO MAJOR PERTENCENDO AO 7. BATALHÃO NA PROVINCIA DE ALAGOAS. EM 24 DE ABRIL DE 1847 ASSUMIU O PRIMEIRO BATALHÃO DE CAÇADORES DA BAHIA. EMBARCOU COM O BATALHÃO PARA PERNAMBUCO EM 19 DE NOVEMBRO ASSINTINDO O MESMO AO ATAQUE DA POVOAÇÃO DE CRUANJI CONTRA OS REVOLTOSOS DEM 20 DE DEZEMBRO DE 1848.ASSISTIU AO ATAQUE DE 2 DE FEVEREIRO NA CAPITAL DE PERNAMBUCO . ASSISTIU AO ATAQUE DE 14 DE NOVEMBRO CONTRA OS REVOLTOSOS DO LUGAR CARNEIRO E O ATAQUE GERAL CONTRA OS REVOLTOSOS NO DIA 26 DE JANEIRO DE 1850 NO PRADO DISTRITO DE AGUA PRETA. EM 27 DE ABRIL PASSOU A PERTENCER AO 2. BATALHÃO DE INFANTARIA EM SARNADY RIO GRANDE DO SUL.  MARCHOU DEPOIS COM ELE PARA O ESTADO ORIENTAL E EMBARCOU COM O MESMO DA COLONIA SACRAMENTO PARA BUENOS AYRES A FIM DE ALI AUXILIAR A 1. DIVISÃO VONTANDO PARA MONTEVIDEU EM 19 DE FEVEREIRO DE 1852 DE ONDE SEGUIU PARA O BRASIL DEPOIS DE FEITA  A PAZ EM 5 DE ABRIL. . APRESENTOU CERTIDÃO DE HAVER SE CASADO EM MONTEVIDEU EM 30 DE MARÇO DE 1829 COM DONA PETRONA LOURENÇO MENENDES E QUE EM 8 DE DEZEMBRO DE 1835 BATIZOU UMA MENINA FILHA DE NOME CAROLINA NASCIDA A 19 DE SETEMBRO DO ANTERIOR. FOI TRANFERIDO PARA O COPRO DE MAAZONAS SENDO LOUVADO EM ORDEM DO COMANDO DAS ARMAS PELO ZELO, INTELIGENIC AE DEDICAÇÃO COM QUE SEMPRE ATUOU NO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES. CASTIGOS = 0 NADA. PREMIOS MEDLHA DA CAMPANHA DA BAHIA PELA INDEPENDENCIA CONCEDIDA POR DECERTO DE JULHO DE 1825. CABVALEIRO DE SÃO BENTO DE AVIS CONCEDIDO POR DECRETO DE 3 DE FEVEREIRO DE 1842 POR MAIS DE 20 ANOS DE BONS ERVIÇOS. OFICIALATO DA ROSA CONCEDIDO POR DECRETO DE 14 DE MARÇO DE 1849. POR SERVIÇOS RELEVANTES PRSTADOS NA REVOLUÇÃO DE PERNAMBUCO (PRAIEIRA). MEDALHA DE OURO N. 1 CONCEDIDA POR DECRETO EM 14 DE MARÇO DE 1852 POR TER FEITO A CAMPANHA DO URUGUAI. COMENDA DA ROSA CONCEDIDA PELO DECRETO DE 29 DE JULHO DE 1852  POR GRAÇA ESPECIAL DO MONARCA. APRSENTOU-SE AO COMANDO DO AMAZONAS A 9 DE JULHO DE 1861 NESTA DATA ASSUMIU O COMANDO. POR PORTARIA DA PRESIDENCIA DO AMAZONAS DE 30 DE JUNHO DE 1862 FOI CHAMADO PARA ASSUMIR O COMANDO INTERINO DAS ARMAS VISTO HAVER FALECIDO O QUE EXERCIA. EM 18 DE SETEMBRO DE  DESEMBARCOU EM MONTEVIDEU  ESTADO ORIENTAL PARA SER INCORPORADO AO EXERCITO QUE TINHA OPERAR CONTRA A REPUBLICA DO PARAGUAI. PASSOU A COMANDAR A 2. BRIGADA A 2 DE ABRIL. MARCHOU FAZENDO PARTE DA VANGUARDA DO EXERCITO AO COMANDO DO GENERAL D. VENANCIO FLORES  A 17 DO DITO MÊS. TOMOU O COMANDO DA 12 BRIGADA NACIONAL NA VANGUARDA A 31 DO CITADO JULHO.  ASSISTIU AO ATAQUE DO YATAY EM 17 DE AGOSTO E A RENDIÇÃO DAS FORÇAS PARAGUAIS NA VILA DE URUGUAIANA EM 18 DE SETEMBRO SEGUINTE. POR AVISO DE 19 DO MESMO MÊS MANDOU S.M. IMPERIAL ELOGIAR PELO GARBO E CORAGEM COM QUE MARCHOU PARA O CERCO DE URUGUAIANA. POR DECRETO DE 27 DO DITO MÊS FOI CONCEDIDA A MEDALHA DE PRATA PELA RENDIÇÃO DAS FORÇAS PARAGUAIAS EM URUGUAIAN. EM 2 DE OUTUBRO SEGUIU COM A BRIGADA NA VANGUARDA DA RESTAURAÇÃO PARA CORRIENTES.  A MARGEM ESQUERDA DO RIO PARANA. EM DEZEMBRO DE 1865 FOI-LHE PERMITIDO USAR DA MEDALHA DE OURO CONCEDIDA PELO GOVERNO DO URUGUAY PELO ATAQUE DE YATAY. POR DETRETO DE 3 DE JANEIRO DE 1866 OFI AGRACIADO POR S.M. IMPERADOR COM A INSIGNIA DE DIGNATARIO DA IMPERIAL ORDEM DA ROSA PELOS SERVIÇOS PRESTADOS NO JÁ CITADO ATAQUE DE YATAY. POR DECRETO DE 22 DE JANEIRO DE 1866 FOI PROMOVIDO AO POSTO DE COROPNEL COMANDANTE DO 5. BATALHAO POR MERECIMENTO. EM 27 DE FEVEREIRO FOI TRANFERIDO PARA O COMANDO DA 2. BRIGADA. ATRAVESSOU COM A BRIGADA O RIO PARANÁ DO ESTADO ARGENTINO PARA O DO PARAGUAI EM 17 DE ABRIL. ASSISTIU COM A BRIGADA AO ATAQUE COMETIDO PELO PARAGUAY EM 2 DE MAIO DO MESMO ANO. SEGUIU COM EXERCITO NA AVANÇADA FEITA EM 20 DO CITADO MÊS PARA DESALOJAR O INIMIGO DA POSIÇÃO EM QUE SE ACHAVA. ASSISTIU CO SUA BRIGADA A BATALHA DADA AO EXERCITO PELO PARAGUAI EM 24 DO REFERIDO MÊS E AOS BOMBARDEAMENTOS NO ACAMPAMENTO DE VANGUARDA EM TUYUTY EM 14,19,20,22,24,25,26,29,30 DE JUNHO A 1,2,3,4,5,7,8,9,10,11,13,14 E QUINZE DE JULHO SEGUINTE. ASSISTIU AO ATAQUE DE 16 E 18 DO MESMO MÊS SENDO NESTES DIAS ENCARREGADO PELO ESCELENTISSIMO GENERAL D. VENANCIO FLORES DE COMNADAR A PARTE DA FRENTE DA VANGUARDA GUARNECIDO PELA ARTILHARIA. ASSISTIU AOS BOMBARDEAMENTOS DOS DIAS  20,21,22,25,29 NDE JULHO. FOI AGRACIADO PELO IMPERADOR EM 17 DE AGOSTO COM A COMNEDA DA ORDEM DE CRISTO PELOS SERVIÇOS MILITARES PRESTADOS DOS COMBATES DE 16 E 17 DE ABRIL 2 E 24 DE MAIO DO MESMO ANO. ASSISTIU AOS BOMBARDEAMENTOS FEITOS AO SEU ACAMPAMENTO EM 22,23 E 27 DE SETEMBRO.  17, 27 E 30 DE OUTUBRO 22,24 E 29 DE NOVEMBRO DE 1866 E 20 DE JULHO DE 1867. MARCHOU COM A BRIGADA NA MARCHA DE 20 DE JULHO DE TUYUTY PARA TUYU-CUE ONDE ASSISTIU A BOMBARDEIO NO DIA 30 E COMBATE DE 31 DO DITO MÊS DE JULHO. COMANDOU A A 7. BRIGADA DE INFANTARIA SENDO DENOMINADA KELLY DA VANGUARDA DO 3. CORPO DO EXERCITO TODO O MÊS DE JANEIRO DE 1868. ASSISTU OS BOMBARDEIOS FEITOS PELO INIMIGO NOS DIAS 6,8,10,13,15,18,19,20,21,22,23,24,25,27,29 E 31. COMANDOU A MESMA BRIGADA TENDO DE 1 A 18 DE FEVEREIRO DO DITO ANO ASSISTIR AO BOMBARDEIO FEITO PELO INIMIGO NOS DIAS 1,4,5,6,12,18. .PASSOU O COMANDO DA BRIGADA AO OFICIAL IMEDIATO DE 18 DE FEVEREIRO POR TER TIDO PERMISSAO DE SUA EXCELENCIA O SR.  TENENTE GENERAL BARÃO DO HERVAL E POR AUTORIZAÇÃO DE SUAEXCELENCIA O MARECHAL MARQUES DE CAXIAS CPOMANDANTE EM CHEFE DE TODAS AS FORÇAS BRASILIREIRAS  PARA RETIRAR-SE PARA O BRASIL POR DONEÇA. EMBARCOU COM DESTINO A CORTE DO RIO DE JNEIRO NO PASSO DA PATRIA EM 21 DE FEVEREIRO DE 1868 DESEMBARCANDO EM 23 DE FEVEREIRO DE 1868. OBTEVE TRES MESES DE LICENÇA COM SOLDO INTEGRAL PARA TRATAR A SUA SAÚDE NA PROVINCIA DE PERNAMBUCO. POR DECRETO DE 14 DE OUTUBRO DE 1868 FOI REFORMADO NO POSTO DE BRIGADEIRO POR SOFRE MOLESTIA INCURÁVEL QUE ME TORNAVA INCAPAZ DE CONTINUAR NO SERVIÇO. TRAZ AINDA O DIARIO DO CORONEL KELLY A TRANSCRIÇAO DE UMA NOTA DO PRESIDENTE DO URUGUAY E GENERAL EM CHEFE DA VANGUARDA DO EXERCITO:  O GENERAL EM CHEFE DA VANGUARDA DO EXERCITO ALIADO QUARTEL GENERAL EM SÃO FRANCISCO. PASSO DO ESTERO BELLACO EM 2 DE MAIO DE 1866. EX. SR. GENERAL EM CHEFE DO EX ALIADO BRIGADEIRO GENERAL BARTOLOMEU MITRE. TENHO A HONRA DE LEVAR AO CONHECIMENTO DE VOSSA EXCELENCIA QUE HOJE AO MIEO DIA UMA COLUNA DE INIMIGOS COM 600 HOMENS SENDO A QUINTA PARTE DE CAVALARIA E TRAZENDO 8 PEÇAS DE ARTILHARIA SE DIRIGIU AO CENTRO DE NOSSAS LINHAS AVANÇADAS MARNCHANDO COM TAL CELERIDADE SOBRE ELAS QUE QUASE CHEGOU SOBRE AS PONTES. SÓ PUDERAM APRONTAR 3 BATALHOES QUE LHE ENVIARAM DE RESERVA E QUE SUSTENTARAM O FOGO QUE ESTANCOU O CAMBTE E CHEGARAM EM SUA PROTEÇÃO A BRIGADA ORIENTAL A 12 BIRGADA BRASILEIRA. A BRIGADA DO CORONEL KELLY, E O REGIMENTO E ESCOLTA QUE CUJO OS ESFORÇOS E OS EXERCITOS ARGENTINOS A DIREITA E BRASILEIROS A ESQUERDA SE FIZERAM GERAL O FOGO EM TODAS AS LINHAS. O INIMIGO NO SEU PRIMIEIRO IMPULSO CHEOGU ATE ESTE LADO DO ESTERO BELLACO POREM RECHASÇADO EM TODAS AS PARTES FOI ARROJADO AO OUTRO LADO DO PASSO, PERSEGUIDO POR MAIS DE 10 QUADRAS PARA TRAS DAS SUAS ANTERIOS POSIÇÕES OCUPADAS E DEIXANDO NOSSA VANGUARDA NAS LINHAS AVANÇADAS FICANDO EM NOSSO PODER ENTRE MORTOS, FERIDOS, PRISIONEIROS, ALEM DOS NOSSOS OUTROS CANHOES, BANDEIRAS E ARMAMENTOS QUE FORAM LARGADOS PELAS OUTRAS FORÇAS QUE ENTRARAM EM FUGA. POR PARTE DO EXERCITO ALIADO DE VANGUARDA AS MINHAS IMEDIATAS OPRDENS TIVEMOS 350 HOMENS FORA DE COMBATE ENTRE MORTOS E FERIDOS. A DEICSÃO E HEROISMO COM QUE CONDURIZRAM NOSSOS SOLDADOS NESTA AÇÃO OS HONRA ALTAMENTE OS TORNAM DIGNOS DE SEREM RECOMENDADOS E CONSIDERAÇÃO DE VOSSAS EXCELENCIAS DOS GOVERNOS ALIADOS A QUE PERTENCEM. D. GAL VANGUARDA LIBERTADORA DOS EXERCITOS ALIADOS VENANCIO FLORES.
  • TENENTE CORONEL JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY LINDA CARTA PATENTE EM GRANDE FORMATO PROMOVENDO A  BRIGADEIRO O TENENTE CORONEL JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY. POR OCASIÃO DE SUA REFORMA. ASSINADA PELO IMPERADOR DOM PEDRO II, PELO BARÃO DE MURITIBA E SELADA COM O GRANDE SELO DE ARMAS DO IMPÉRIO. +- EXCERTOS DO TEXTO:  DOM PEDRO POR GRAÇA DE DEUS E UNANIME ACLAMAÇÃO DOS POVOS, IMPERADOR CONSTITUCIONAL E DEFENSOR PERPETUO DO BRASIL, FAÇO SABER AOS QUE ESTA MINHA CARTA PATENTE VIREM QUE NA CONFORMIDADE DAS DISPOSIÇÕES DO PARAGRAFO PRIMEIRO DO ARTIGO NONO DA LEI N. 648 DE DEZOITO DE AGOSTO DE 1852 HEI POR BEM CONCEDER REFORMA COMO ESTA CONCEDO AO CORONEL COMANDANTE DO QUINTO BATALHÃO DE INFANTARIA JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY AO POSTO DE BRIGADEIRO VISTO SOFRER MOLÉSTIA INCURÁVEL QUE O TORNA INCAPAZ DE CONTINUAR NO SERVIÇO. VENCENDO O DEVIDO SOLDO DESTE POSTO PELA TABELA DE 1. DE DEZEMBRO DE 1841 LEI DE 14 DE JULHO DE 1855 O QUAL SERÁ PAGO NA FORMA DAS MINHAS IMPERIAIS ORDENS E GOZARÁ DE TODAS AS HONRAS, JURISDIÇÕES E PROEMINENCIAS QUE DIRETAMENTE LHE PERTENCEREM. PELO QUE MANDO AS AUTORIDADES A QUEM COMPETE QUE PELO TAL O RECONHEÇA, HONRE E ESTIME E O MESMO ORDENO AOS OFICIAIS GENERAIS, OFICIAIS MAIORES E MAIS CABOS DE GUERRA, OFICIAIS SOLDADOS. E O DITO SOLDO SE ASSENTARÁ NOS LIVROS A QUE PERTENCER PARA LHE SER PAGO EM SEUS DEVIDOS TEMPOS.EM FIRMEZA DO QUE LHE MANDO PASSAR A PRESENTE CARTA POR MIM ASSINADA SELADA COM O SELO GRANDE DAS ARMAS DO IMPÉRIO . DADA NESTA CORTE DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO AOS 3 DIAS DO MÊS DE FEVEREIRO DO ANO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO DE 1869 QUADRAGESIMO OITAVO DA INDEPENDENCIA E DO IMPERIO.  ASSINA O IMPERADOR DOM PEDRO II E O BARÃO DE MURITIBA.  57 X 43 CM
  • IMPERIAL ORDEM DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO (ORDEM DE CRISTO) I NSÍGNIA DE PESCOÇO  EM GRAU DE COMENDADOR - LINDA COMENDA EM PRATA DE LEI COM VERMEIL E ESMALTES. CRUZ DE CRISTO QUE PENDE DE SAGRADO CORAÇÃO SOBRE ESTRELA MAÇANETADA E RESPLENDOR. BRASIL, SEC. XIX. 11 CM DE ALTURA.NOTA: A ORDEM DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, A ordem foi usada para premiar pessoas por serviços excepcionais que resultaram em utilidade notável e comprovada para a religião (catolicismo romano), para a humanidade e para o estado. Cavaleiros da Ordem de Cristo faziam parte da nobreza sem título do Império do Brasil. Até Dom João VI a Ordem de Cristo era concedida mediante rigoroso exame do postulante, duas características eram fundamentais: Sangue Limpo (que significava não haver em sua linhagem precedente elementos com ascendência judaica, moura ou negra) e comprovar que pelo menos há três gerações não houve registro de mácula mecânica ou seja depender da subsistência por esforço braçal. A partir do séc. XVIII, sob o reinado de DOM JOSÉ I, e da filha DONA MARIA I para garantir a fidelidade dos vassalos na colônia foi preciso dispensar alguns critérios na concessão da ordem. O pesquisador Kleber Henrique da Silva em seu trabalho intitulado: Distinção, Privilégio e Honra: Os Cavaleiros da Ordem de Cristo da Capitania de Pernambuco nos século XVII- XVIII relatou 35 HABILITAÇÕES PARA ORDEM DE CRISTO NA CAPITANIA DE PERNAMBUCO ENTRE OS ANOS DE 1697 ATÉ 1784. Toda documentação encontra-se no Instituto dos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo- Mesa de Consciência e Ordens de Portugal. O pesquisador cita em seu texto como exemplo alguns casos que chamam atenção. No ano de 1753, Antonio de Souza Couceiro, natural morador no Recife Pernambuco, filho do capitão de Granadeiros José de Souza Couceiro, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, batizado na Vila de Olivença, foi com a idade de 6 meses para o Rio de Janeiro, viveu em Santos Velhos e foi morador em Pernambuco, sendo também Presbítero do Hábito de São Pedro. A sua mãe, Josefa de Souza era natural de Recife. Seu avô paterno era João de Souza Couceiro, ajudante engenheiro, natural de Lisboa, Freguesia de Santos e era casado com Maria Salgado Pereira, natural da freguesia da Magdalena no Rio de Janeiro. O suplicante tinha como avós maternos, Antonio de Souza Marinho, natural de Recife, que era Cavaleiro na Ordem de Cristo, tenente e mestre de campo general em Pernambuco, casado com Antonia Correa, natural do Recife. A avó materna do suplicante teve loja de confeitaria o que acarretou impedimento. Entretanto, o suplicante foi dispensado do impedimento e recebeu o hábito. Caso bem semelhante foi o do suplicante Francisco de Souza Teixeira de Mendonça, natural do Recife- PE, no ano de 1770. Era capitão de uma Companhia de Cavalaria auxiliar da Boa Vista, termo da cidade de Olinda, tinha mais de 50 anos, serviu como tesoureiro dos defuntos e ausentes da Capitania de Pernambuco. Seu pai, coronel Manoel de Souza Teixeira era português, natural da Rua Direita em Arrifana e era cavaleiro da Ordem de Cristo. Sua mãe, Mariana de Mendonça e Sylva, era natural de Pernambuco. Seus avós paternos, Anna de Souza e Manuel Dias Teixeira eram portugueses. Como avós maternos, tinha Antonio Rodrigues da Sylva e Maria da Motta, também naturais de Portugal. A avó paterna do suplicante foi estalajadeira, o que acarretou impedimento. O suplicante recorreu e foi dispensado do impedimento, ficando habilitado a receber o hábito da Ordem de Cristo. 28 Estes dois exemplos citados acima são semelhantes, pois ambos eram descendentes de portugueses e possuíam cargos de importância na Capitania de Pernambuco, descendiam de antepassados já pertencentes à Ordem de Cristo e embora tendo sido descobertos casos de mácula mecânica em suas avós, estes recorreram e foram dispensados do impedimento, podendo ser habilitados a receber o hábito da Ordem. O mesmo não aconteceu com João Velho Barreto, natural de Goiana- Pernambuco, este era filho dos pernambucanos, Francisco Barreto, homem pobre que viveu de recuperar coisas alheias na Vila das Alagoas e tinha como esposa Catherina Paes Barreto. Seus avós paternos, Zacharias Barreto, natural de Ipojuca-PE , era pardo e oficial mecânico, casado com Maria Piteira. Já seus avós maternos, Joseph Lobo Barreto, pernambucano, morador nas Cinco Pontas de Pernambuco, era mulato, filho de negra e tinha a profissão de ourives, casado com a pernambucana Catherina Fernandes. Este suplicante teve sua habilitação negada. Estes três exemplos deixam claro que a aprovação nas habilitações pela Mesa de Consciência e Ordens possuíam pesos diferentes na avaliação dos suplicantes. Em alguns casos, as regras e as prerrogativas necessárias eram reconsideradas, no entanto, para outros aspirantes, os resultados eram inflexíveis. Parece evidente que a mácula de sangue era mais grave que a mácula mecânica e somado a isto, a maior importância dos colonos que descendessem de antigos cavaleiros da Ordem para definir os rumos no processo de habilitação era uma prerrogativa considerável. Com a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil houve um afrouxamento sem precedentes desses critérios. Não foi tarefa fácil transformar a rude colônia em sede de reino e para aglutinar esses esforços Dom João VI passou a oferecer aos ricos proprietários de terra a possibilidade de ascender a categoria de Nobreza não Titulada com a concessão da Ordem de Cristo. Essa estratégia esbarrava em alguns problemas técnicos por assim dizer, difícil era quem não tivesse no Brasil miscigenação de sangue ou que não tivesse dado duro para chegar a condição de senhor. Havia ainda uma categoria de cidadãos abastados enriquecidos de forma escandalosa como o tráfico de escravos. Tudo isso fez com que a partir daí a Ordem de Cristo, ou os critérios para sua concessão, nunca mais fossem os mesmos no Brasil ou em Portugal. Embora a posição de senhor de engenho por si só já oferecesse status privilegiado e uma posição de destaque dentro do cenário colonial muitos senhores de engenho almejavam obter títulos de nobreza devido às vantagens que o ser nobre conferia aos titulados. Fazer parte da nobreza como membros das ordens militares, por exemplo, significava estar isento de impostos como o dízimo, o que interessava a muitos senhores de engenho e em contrapartida era uma das razões para a relutância da Coroa em conceder estas honras. Uma patente de oficial miliciano, assinada pelo rei, proporcionava aos senhores de terra não só a tão almejada distinção, mas também regalias que se caracterizavam como um estilo de vida peculiar da nobreza, que incluía ter serviçais à disposição, usar montaria, gozar de regalias, como obter autorização para celebrar missas no oratório da casa e demonstrar refinamento de maneira e de costumes, a fim de serem reconhecidos enquanto homens bons. Aos homens bons cabia também a escolha, entre o seu meio, dos eleitores que, por sua vez, elegeriam os vereadores, juízes ordinários, procuradores, escrivães, almotacés e outros cargos das câmaras municipais das Vilas.
  • IMPERIAL ORDEM DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. PRECIOSA INSÍGNIA EM GRAU DE CAVALEIRO CONSTRUIDA EM OURO DE ALTO TEOR E ESMALTES. NOTA-SE A CARACTERIZAÇÃO NACIONALISTA DA COMENDA COM A PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL ATRAVÉS DA INSERÇÃO DAS CORES PÁTREAS EM VERDE (ESMALTES NOS LOUROS) E AMARELO (DO OURO).). BRASIL, INICIO DO SEC. XIX. 2,7 CM DE ALTURA.NOTA: Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus, ou simplesmente chamada Ordem de Cristo, é uma ordem de cavalaria instituída pelo imperador Pedro I do Brasil em 7 de Dezembro de 1822, com base da ORDEM DE CRISTO portuguesa fundada pelo rei Dom Dinis e pelo papa João XXII em 1316-1319. A ordem foi usada para premiar pessoas por serviços excepcionais que resultaram em utilidade notável e comprovada para a religião(catolicismo romano), para a humanidade e para o estado. Cavaleiros da Ordem de Cristo faziam parte da nobreza sem título do Império do Brasil. Até Dom João VI a Ordem de Cristo era concedida mediante rigoroso exame do postulante, duas características eram fundamentais: Sangue Limpo (que significava não haver em sua linhagem precedente elementos com ascendência judaica, moura ou negra) e comprovar que pelo menos há três gerações não houve registro de mácula mecânica ou seja depender da subsistência por esforço braçal. A partir do séc. XVIII, sob o reinado de DOM JOSÉ I, e da filha DONA MARIA I para garantir a fidelidade dos vassalos na colônia foi preciso dispensar alguns critérios na concessão da ordem e com a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil houve um afrouxamento sem precedentes desses critérios. Não foi tarefa fácil transformar a rude colônia em sede de reino e para aglutinar esses esforços Dom João VI passou a oferecer aos ricos proprietários de terra a possibilidade de ascender a categoria de Nobreza não Titulada com a concessão da Ordem de Cristo. Essa estratégia esbarrava em alguns problemas técnicos por assim dizer, difícil era quem não tivesse no Brasil miscigenação de sangue ou que não tivesse dado duro para chegar a condição de senhor. Havia ainda uma categoria de cidadãos abastados enriquecidos de forma escandalosa como o tráfico de escravos. Tudo isso fez com que a partir daí a Ordem de Cristo, ou os critérios para sua concessão, nunca mais fossem os mesmos no Brasil ou em Portugal. Embora a posição de senhor de engenho por si só já oferecesse status privilegiado e uma posição de destaque dentro do cenário colonial muitos senhores de engenho almejavam obter títulos de nobreza devido às vantagens que o ser nobre conferia aos titulados. Fazer parte da nobreza como membros das ordens militares, por exemplo, significava estar isento de impostos como o dízimo, o que interessava a muitos senhores de engenho e em contrapartida era uma das razões para a relutância da Coroa em conceder estas honras. Uma patente de oficial miliciano, assinada pelo rei, proporcionava aos senhores de terra não só a tão almejada distinção, mas também regalias que se caracterizavam como um estilo de vida peculiar da nobreza, que incluía ter serviçais à disposição, usar montaria, gozar de regalias, como obter autorização para celebrar missas no oratório da casa e demonstrar refinamento de maneira e de costumes, a fim de serem reconhecidos enquanto homens bons. Aos homens bons cabia também a escolha, entre o seu meio, dos eleitores que, por sua vez, elegeriam os vereadores, juízes ordinários, procuradores, escrivães, almotacés e outros cargos das câmaras municipais das Vilas. Com a Independência do Brasil também era premente garantir as alianças locais e fidelidade dos súditos do Império nascente além da instituição de uma nobreza que garantisse a ordem social necessária ao aparato imperial. Depois da Independência do Brasil, o imperador Dom Pedro I continuou sua autoridade inerente como a fonte de honras transmitida por seu pai, o rei Dom João VI de Portugal. Seu direito estendia-se a conferir títulos de nobreza e também as três antigas ordens portuguesas de cavalaria: Ordem de Cristo, Ordem de Aviz e a Ordem de São Tiago da Espada. Dom Pedro I tornou-se o primeiro Grão-Mestre do ramo brasileiro da Ordem de Cristo. Segundo o historiador Roderick J. Barman, Dom Pedro I declarou em um decreto que seu direito se originou em: Soberanos Reis meus Predecessores, e especialmente pelo meu Santo e Soberano Padre D. João VI. Após a morte de seu pai, Dom Pedro I também se tornou o Grão-Mestre da Ordem Portuguesa de Cristo como Rei Pedro IV de Portugal. Em 1834 a Ordem de Cristo foi reformada pelo governo liberal de Portugal e pela rainha Maria II(irmã do imperador Dom Pedro II).A ordem perdeu suas prerrogativas militares com a reforma e tornou-se uma ordem nacional. Como tal, o ramo brasileiro da Ordem de Cristo era o único ramo que mantinha seu status militar. Em 1843 o ramo brasileiro também foi reformado pelo Imperador Dom Pedro II e tornou-se uma ordem nacional com o decreto N. 2853. Como tal, a Ordem de Cristo terminou a sua existência como uma ordem militar em Portugal e no Brasil; no entanto, a ordem permaneceu altamente considerada pela nobreza do Brasil e Portugal como resultado de sua importância para a história e o prestígio que proporcionava aos cavaleiros. Membros de todas as ordens brasileiras de cavaleiros faziam parte da nobreza sem título, independentemente do grau, dependendo do grau do cavaleiro eles também recebiam honras militares, saudações e estilos honoríficos. Em 22 de março de 1890, a ordem foi cancelada como ordem nacional pelo governo interino dos Estados Unidos do Brasil. No entanto, desde a deposição em 1889 do último monarca brasileiro, o imperador Pedro II, a ordem é reivindicada como uma ordem de casa, sendo concedida pelos chefes da Casa de Orleans-Bragança, pretendentes ao extinto trono do Brasil. A atual família imperial brasileira é dividida em dois ramos, Petrópolis e Vassouras, e o título Grão-Mestre da Ordem é disputado entre esses dois ramos.
  • GUERRA DO PARAGUAI - BRIGADEIRO JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY (1806 RIO DE JANEIRO  1877 (MONTEVIDEU) COMANDANTE DA 12ª BRIGADA DE INFANTARIA  - CARTA DE OUTORGA DA ORDEM DE CHRISTO  EM GRAU DE COMENDADOR CONFERIDO AO TENENTE CORONEL COMANDANTE DE BRIGADA JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY COMO DISTINÇÃO POR SUA ATUAÇÃO NOS COMBATES DE 16 E 17 DE ABRIL (BATALHA DE ITAPIRÚ) E 2 (BATALHA DE ESTERO BELLACO)  E 24 DE MAIO (BATALHA DE TUIUTI)  DE 1866. EXCERTOS DO TEXTO:  DOM PEDRO POR GRAÇA DE DEUS E UNANIME ACLAMAÇÃO DOS POVOS, IMPERADOR CONSTITUCIONAL E DEFENSOR PERPETUO DO BRASIL, COMO GRÃO MESTRE DA ORDEM DE CHRISTO. FAÇO SABER QUE ESTA MINHA CARTA VIREM QUE, ATENDENDO AOS RELEVANTES SERVIÇOS MILITARES PRESTADOS PELO TENENTE CORONEL COMANDANTE DE BRIGADA JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY NOS COMBATES  DE 16 E 17 DE E 2 E 24 DE MAIO DE 1866.. HEI POR BEM, NOMEÁ-LO COMENDADOR DA DITA ORDEM. PELO QUE LHE MANDEI PASSAR A PRESENTE, A QUAL, DEPOIS DE PRESTADO O JURAMENTO DO ESTILO, SERÁ SELLADA COM O SELLO DAS ARMAS IMPERIAIS. NADA PAGOU DE JÓIA NEM DE EMOLUMENTOS EM VIDTURDE DO ART. 16 DA LEI N. 585 DE 6 DE SETEMBRO DE 1850 E DO AVISO DO MINISTÉRIO DA FAZENDA DE 6 DE NOVEMBRO DO MESMO ANNO. DADA NO PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO, AOS 10 DE OUTUBRO DE MIL OITOCENTOS E SESSENTA E SEIS . QUADRAGÉZIMO QUINTO DA INDEPENDÊNCIA E DO IMPÉRIO.  ASSINAM O IMPERADOR DOM PEDRO II E O MARQUES DE PARANAGUA MINISTRO DA GUERRA COM LINDO SELO SECO DAS ARMAS IMPERIAIS. NOTA: O Imperador D. Pedro II' partiu para a cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, apresentando-se no acampamento do exército como o primeiro Voluntário da Pátria. Assim, participando da sorte de seus compatriotas, demonstrou sua dedicação ao Brasil, utilizando essa estratégia política para servir de exemplo aos militares ali estacionados e para o Brasil como um todo. D. Pedro II foi seguido pelo genro, o Conde D'Eu, pelo Marquês de Caxias, pelo general Osório, o Barão de Porto Alegre, e pelo ministro da Guerra, Silva Ferraz. A força moral dos cidadãos que acompanhavam a guerra pelos jornais que circulavam na Corte e nas províncias começou a levantar-se. As informações dos primeiros correspondentes de guerra do Brasil chegavam a todos os pontos da capital do Império, com narrativas sobre o campo de batalha, as marchas pelos pântanos, as dificuldades encontradas pelo exército aliado, apontando, aqui e ali, atos de bravura praticados por soldados, generais e ex-cativos. Contudo, a inexperiência do exército brasileiro e as dificuldades provocadas pelo inóspito território paraguaio ceifaram a vida dos primeiros voluntários. Dos 51 batalhões de Voluntários da Pátria que seguiram para a guerra, restaram 14. Os demais sucumbiram nos combates, caíram nos leitos arranjados em hospitais de campanha ou deixarem no teatro da guerra doentes e mutilados para internamento nos hospitais provisórios de Santa Catarina, nos hospitais militares da cidade do Rio de Janeiro, ou no asilo improvisado no Quartel da Armação, em Niterói. Na fase mais difícil da campanha, entre 1866 e 1870, o governo novamente apelou para o patriotismo da população brasileira. Mais contingentes de Guardas Nacionais foram chamados às armas. Estes, lentamente e em pequenas porções, foram se reunindo, entristecidos, abatidos, como quem se sacrificava sem causa. O governo imperial anunciou aos presidentes de província uma nova ideia: solucionar o dificil problema da emancipação da escravatura no Brasil com a compra de cativos para a guerra. O governo prometia bons preços e títulos nobiliárquicos para aqueles senhores que apresentassem mais libertos. Rapidamente, muitos cidadãos compreenderam que podiam ser substituídos, assim como seus filhos, pelo elemento servil - preferencialmente o mau escravo, o velho e a escória das fazendas. Eram escravos vendidos em leilões e pagos com o crédito do Estado, em apólices que rendiam vantagens aos seus senhores. A alforria em troca dos perigos das batalhas. No entanto, o escravo também entendeu que ir à guerra era a esperança de dias melhores, de um pão menos amargo, da possibilidade de aventurar-se por lugares ignorados. Os escravos fugiam solitários ou em bandos e apresentavam-se aos recrutadores com nomes falsos, para despistar seus senhores. Eram os primeiros que desejavam o embarque imediato, a fim de não serem recapturados. Com a demonstração de bravura, mesmo que em defesa de uma pátria que não lhes pertenciam, esperavam retornar da guerra com a condecoração no peito e a carta de liberdade nas mãos. Encontraram sim, na volta ao Brasil, os velhos grilhões e a humilhação de serem detidos em meio às festividades, ainda vestidos com as fardas desbotadas pela prolongada campanha, depois da árdua tarefa cumprida. Cada navio de passageiros que chegava do teatro da guerra trazia a notícia de um novo triunfo; no dia seguinte, porém, também se liam nos jornais as longas relações dos que haviam morrido nos combates, em torno da bandeira pátria, ou nos hospitais, longe dos seus, que ficavam na viuvez e na orfandade. Do mesmo cais seguiam para os hospitais da Corte ou para seus lares, os feridos, os mutilados e os moribundos, vítimas de moléstias adquiridas nos campos alagadiços, nos vastos pantanais, nos sertões inóspitos e tórridos do Paraguai.Finalmente, depois de cinco anos de luta, no dia 1 de março de 1870, o hinobrasileiro foi tocado em Aquidaban. Era o sinal da vitória final das tropas da TripliceAliança. Terminava a luta medonha e sem tréguas entre o Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai, com a morte de López e de seus generais. O exército paraguaio havia sido completamente desbaratado, embora o Brasil tivesse sessenta mil homens fora de combate, entre os quais, generais de mar e de terra.Começava o regresso dos batalhões de Voluntários da Pátria e GuardasNacionais à pátria, seguidos pelos soldados de linha, todos representados por uma fração do grupo primitivo. Alguns novos agrupamentos resultavam da fusão de cinco ou seis batalhões diversos, dizimados nos sucessivos e encarniçados combates e pelas epidemias de cólera, de variola e de beribéri, entre outras doenças.Quem poderá descrever o delirio que se apoderou da capital do Império, asgalas com que a cidade se adornou para receber os heróis que traziam o pavilhão nacional desagravado da afronta recebida injusta e traiçoeiramente? Os primeiros que pisaram o solo pátrio formaram a brigada sob o comando do baiano Faria Rocha. Este, depois de haver sido abraçado com a maior efusão pelo Imperador, fez sua marcha triunfal pela Rua Primeiro de Março, antiga Rua Direita, enfeitada com os imponentes arcos que os comércios nacional e estrangeiro mandaram erigir em honra dos defensores do Brasil.As jovens senhoras, entre êxtases e risos de júbilo - possuídas de orgulho eradiantes de felicidade por verem chegar incólumes os penhores de seus corações - atiravam nuvens de flores. Junto às jovens, formando um triste contraste, estavam pálidas matronas cobertas de luto, que aos soluços e prantos de dor e de pungente saudade, não encontravam ali seus entes queridos. Apesar de serem privadas até mesmo do piedoso consolo de ver os ossos dos filhos, mortos na campanha, essas mães também lançavam flores e engrinaldavam as esfarrapadas bandeiras enegrecidas pelo fumo dos mortíferos instrumentos de guerra e pela poeira de tantos campos de batalhas! Algumas bandeiras voltaram manchadas com o sangue daqueles que as carregavam e que, a elas abracados foram feridos e morreram no mais sangrento combate!
  • GUERRA DO PARAGUAI  RARA NOTA DO TESOURO  PARAGUAYO MOEDA FORTE DO GOVERNO  CUNHADO EM 1865 EM MEIO AO ESFORÇO DE GUERRA ORDENADO PELO DITADOR SOLANO LOPEZ. VALOR DE FACE DE 1 PESO. TRAZ A ADVERTENCIA: A LEI PERSEGUIRÁ AOS FALSIFICADORES. ASSINADO POR AGUSTIN TRIGO E  MIGUEL BERGES . EM 25 DE MARÇO DE 1865, FRANCISCO SOLANO LÓPEZ ASSINAVA UM DECRETO QUE AUTORIZAVA O TESOURO NACIONAL A EMITIR NOTAS EM DIVERSAS DENOMINAÇÕES. EM MARÇO DE 1865 ERAM EMITIDAS AS PRIMEIRAS NOTAS SOB O GOVERNO DE DOM FRANCISCO SOLANO LOPEZ NA IMPRENSA DO ESTADO, NESSA ÉPOCA O SISTEMA  MONETÁRIO DO PAÍS  ERA O PESO E SUA DIVISÃO ERAM OS REALES.AS NOTAS EMITIDAS CORRESPONDIAM AOS VALORES DE 1, 2 E 4 REAIS COM UMA TIPOGRAFIA A PRETO E BRANCO; AS NOTAS DE PESOS ESTAVAM EM VALORES DE 1, 2, 3, 4, 5 E 10 PESOS COM UMA TIPOGRAFIA AZUL E BRANCO. TODAS ESTAS NOTAS, ALÉM DE APRESENTAREM TAMANHOS DIFERENCIADOS DE ACORDO COM O PODER DE COMPRA DE CADA UMA, ERAM LITOGRAFADAS DE UM LADO, OU SEJA, APRESENTAVAM APENAS UMA FACE. PARAGAUAY, 1865, 15.5 X 10.5 CM.NOTA: Em 13 de dezembro de 1865 o Paraguai entrava em guerra com o Brasil: era o início da Guerra do Paraguai, também conhecida como A Última Guerra do Prata. O conflito  matou mais de 350 mil pessoas.  Esta guerra devastadora teve um impacto significativo na economia e na moeda do Paraguai. O país sofreu alta inflação e foi forçado a cunhar moedas feitas de cobre e estanho de baixa qualidade além de títulos de papel garantidos pelo governo. Após a guerra, o Paraguai adotou o peso argentino como moeda oficial. Entretanto, em 1943 o país introduziu sua própria moeda, o guarani, que é usada até hoje. Na leitura das narrativas jornalísticas pôde-se imaginar o que se passou quando o navio de linha chegou ao Rio de Janeiro, em março de 1870, com a informação que o ditador Solano López, presidente paraguaio, havia aprisionado, em plena época de paz, o navio que transportava o presidente da província do Mato Grosso. Foi possível imaginar, inclusive, as fisionomias dos leitores ao tomarem conhecimento da notícia. Todos os primeiros memorialistas e escritores da Guerra do Paraguai afirmaram ter sido unissono o grito que ecoou pelo Império. Ao brado de angústia da pátria afrontada, a altiva população do Brasil respondeu com grandiosa oferta de seus braços e do sangue de sua mocidade. Porém, como partir para uma desforra condigna se o limitado exército brasileiro era composto por soldados que se achavam distribuídos em destacamentos nas comarcas do interior das províncias, sem conhecer o manejo das armas, sem disciplina, sem meios e sem a prática da rápida locomoção? Quando o governo monárquico começou ver que não estava preparado para uma eventual guerra, chegou a notícia da invasão de Mato Grosso pelas forças inimigas. O governo soube também que outra parte do exército paraguaio, com 24 mil soldados, tinha seguido em marcha forçada com o fim de tomar o Rio Grande do Sul. O terror se apoderou das famílias brasileiras e dos homens de Estado  três meses depois de iniciada a luta, o governo não esperava que a peleja fosse tão terrível, sem tréguas e desigual. Para tentar evitar um resultado infeliz para o Brasil, restou aos homens do governo apelar para o patriotismo dos cidadãos e os sacrifícios de toda a ordem. Recompensas e favores foram prometidos aqueles que marchassem para o sul a fim de barrar a horda invasora, pois apenas com um esforço titânico o Brasil, com menos de doze mil homens inexperientes na arte da guerra, poderia resistir a um exército de 62 mil soldados robustos, disciplinados e conhecedores do manejo das armas que portavam! Durante cinco anos o cenário político e social se modificou e, raro era a família que não teve um filho, irmão, pai, esposo, parente ou amigo lutado no Paraguai. Em 01 de março de 1870 a Guerra do Paraguai estava terminada. Para conter o inimigo em suas fronteiras, o Brasil precisou mobilizar o Exército, a Guarda Nacional e criar corpos de Voluntários da Pátria. A vitória da coalizão do Brasil, Uruguai e Argentina terminou com a morte do ditador Francisco Solano Lopez e um Paraguay definitivamente arrasado.
  • GUERRA DO PARAGUAI - BRIGADEIRO JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY (1806 RIO DE JANEIRO  1877 (MONTEVIDEU) COMANDANTE DA 12ª BRIGADA DE INFANTARIA  - DIPLOMA DA MEDALHA GERAL DA CAMPANHA DO PARAGUAY DECRETO N. 4560 DE 6 DE AGOSTO DE 1870 OUTORGADO  AO EXMO BRIGADEIRO REFORMADO DO EXERCITO JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY.  DATADO DE 26 DE JULHO  DE 1872.ASSINADO PELO BARÃO DA GÁVEA.  BELISSIMO DOCUMENTO COM BRASÃO IMPERIAL ADORNADO POR BAIONETAS, CANHOES, ESPADAS, BANDEIRAS E FESTÕES. BRASIL, SEC. XIX. 35 CM DE ALTURANOTA: "Diferentemente do que se acreditava até meados da década de 1990, a Guerra do Paraguai não foi resultado do imperialismo inglês. Essa interpretação do conflito foi superada por novos estudos realizados na área que levaram os historiadores a um novo entendimento. O conflito hoje é entendido como fruto da disputa de interesses entre as nações platinas naquele período do século XIX.O Paraguai, antes visto como nação possuidora de um modelo de desenvolvimento econômico e industrial único, passou a ser enxergado, com os novos estudos, como uma nação agrária que havia passado por uma modernização exclusivamente no exército e que era sim dependente do capital e de técnicos ingleses. Além disso, era governado de maneira ditatorial por Francisco Solano López, que utilizava sua função para enriquecer sua família ilicitamente.As razões para o conflito desencadearam-se a partir de 1862, quando Francisco Solano López assumiu como presidente paraguaio. O presidente e ditador paraguaio colocou em prática uma política de aproximação com os federalistas de Urquiza  adversários do governo de Buenos Aires  e com os blancos uruguaios  adversários dos governos argentino e brasileiro.A aproximação com os blancos era importante para o Paraguai porque garantiria uma saída para o mar. No entanto, internamente, o Uruguai vivia um período de grande turbulência política por causa da disputa pelo poder travada entre blancos e colorados. Os colorados, liderados por Venancio Flores, lutavam contra o presidente do país, o blanco Bernardo Berro.Essa disputa política repercutiu no Brasil quando o governo brasileiro passou a ser pressionado pelos estancieiros gaúchos para que seus interesses no Uruguai fossem defendidos. O governo brasileiro deu seu apoio aos colorados e demonstrou interesse em intervir militarmente no Uruguai.O interesse brasileiro não agradou ao presidente do Paraguai, que havia sido convencido por seus aliados  os blancos  de que a ingerência brasileira fazia parte de um projeto de anexação do território uruguaio e, em um futuro próximo, do Paraguai. O Brasil, porém, interferiu no Uruguai apenas para garantir seus interesses econômicos e não possuía interesses expansionistas.A ação brasileira gerou uma resposta do governo paraguaio, que lançou em agosto de 1864 um ultimato para que o Brasil não interviesse no conflito uruguaio. O ultimato paraguaio foi ignorado pelo governo brasileiro, que invadiu o Uruguai em setembro de 1864 e colocou os colorados no poder.Em represália à interferência brasileira, Francisco Solano López autorizou o ataque ao Brasil e, em dezembro do mesmo ano, uma embarcação brasileira que navegava o Rio Paraguai foi aprisionada. Em seguida, a província do Mato Grosso foi invadida por tropas paraguaias. A guerra teve início." "Após o início da Guerra do Paraguai, o conflito pode ser dividido em dois momentos distintos, sendo um deles caracterizado pelo predomínio das ações ofensivas por parte do Paraguai. Esse período, no entanto, teve breve duração e foi logo substituído pelo predomínio das ações ofensivas por parte dos membros da Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina).Após a invasão do Mato Grosso, o exército paraguaio coordenou ofensivas militares que ocasionaram a invasão do Rio Grande do Sul e da província argentina de Corrientes. A invasão da província de Corrientes foi responsável pela entrada da Argentina na guerra. A entrada dos argentinos possibilitou a formação da Tríplice Aliança, formalizada em 1º de maio de 1865 e composta por Brasil, Argentina e Uruguai.A invasão do Rio Grande do Sul e a de Corrientes foram grandes fracassos do exército paraguaio, que foi obrigado a recuar de volta para seu território e posicionar-se defensivamente. Isso deu início à segunda fase do conflito, na qual os países da Tríplice Aliança tomaram conta das grandes ações ofensivas.Nesse período, destacou-se a Batalha Naval de Riachuelo (junho de 1865), na qual a Marinha brasileira alcançou uma vitória importantíssima. Nessa batalha, a Marinha paraguaia foi quase inteiramente derrotada e foi imposto um bloqueio naval ao Paraguai, que ficou impedido de receber provisões durante o restante da guerra.Outro destaque pode ser feito para a Batalha de Curupaiti, caracterizada por uma grande derrota dos exércitos da Tríplice Aliança. Estima-se que de 4 a 9 mil soldados (entre brasileiros, argentinos e uruguaios) tenham morrido nessa batalha.Uma vitória fundamental dos exércitos da Tríplice Aliança aconteceu durante a conquista da Fortaleza de Humaitá, em 1868. A Fortaleza de Humaitá era um ponto estratégico da defesa paraguaia, e sua conquista abriu margem para novas conquistas. O enfraquecimento das defesas paraguaias após perderem Humaitá permitiu ao Brasil e aos seus aliados conquistarem Assunção, capital paraguaia, em 1869.As batalhas de destaque após a conquista de Assunção foram, primeiramente, a Batalha de Acosta Ñu, famosa pelo fato de o exército paraguaio que lutou nela ter sido composto por adolescentes com menos de 15 anos. A derrota final do Paraguai aconteceu na Batalha de Cerro Corá, em março de 1870, quando Francisco Solano López foi morto por soldados brasileiros."
  • GUERRA DO PARAGUAI  TENENTE CORONEL JOAQUIM ROGRIGUES COELHO KELLY. DIPLOMA DE OUTORGA DA MEDALHA DE HONRA VENCEDORES DE JATAHY CONFERIDA PELO GOVERNO URUGUAIO AOS COMBATENTES BRASILEIROS QUE SE DISTINGUIRAM NA BATALHA QUE LIBERTOU ESTA PORÇÃO DA REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAY NA GUERRA DO APRAGUAI FOI A PRIMEIRA GRANDE BATALHA TERRESTRE DA GUERRA E TAMBÉM FOI OCASIÃO EM QUE O TENENTE CORONEL JOAQUIM ROGRIGUES COELHO KELLY DESTACOU-SE POR SUA BRAVURA A FRENTE DO COMANDO DA 3. BRIGADA DE INFANTARIA DO EXERCITO IMPERIAL. LINDO DIPLOMA COM SELO EM FORMATO DE ROSA CUJAS PÉTALAS SE ABREM. EXCERTOS DO TEXTO: MINISTERIO DA GUERRA DA MARINHA MONTEVIDEO  SETEMBRO DE 1865. REPUBLICA ORIENTAL DO URUGUAY. EL GOVERNADOR DELEGADO. CONSIDERANDO  QUE A BATALHA DE JATAY ALCANÇADA CONTRA AS HOSTES O DESPOTA PARAGUAIO QUE ESTAVAM DESTINADAS A INVADIR NOSSO TERRITORIO E CONVULSIONAR SEUS HABITANTES REPRODUZINDO OS HORRORES E RUINAS NO ANO DE 1843 E UM FEITO GLORIOSO PRECURSOR DOS MAIORES E EXPLENDIDOS TRIUNFOS QUE É UM TIMBRE DE HONRA HAVER CONCORRIDO A ELE NÃO SÓ POR SUA IMPORTANCIA POLITICA E SIM PELO VALOR E EMULAÇÃO COM QUE TODAS AS TROPAS LIDIARAM POR OBTER TAO COMPLETO TRIUNFO. CONSIDERANDO ENFIM QUE AQUELA VITORIA SE OBTEU SOB AS ORDENS DO GENERAL EM CHEFE DO EXERCITO DE VANGUARDA DOS ALIADOS E GOVERNADOR PROVISORIO DA REPÚBLICA BRIDADEIRO  GENERAL DOM VENANCIO FLORES ACORDA E DECRETA ART.  1 CRIE-SE UMA MEDALHA DE HONRA AQUE DODEM LEVAR AO PEITO COM FITA BRANCA E  CELESTE TODOS OS INDIVIDUOS QUE ASSISTIRAM A BATALHA DE JATAY. 2 ESTA MEDALHA SERA OBLONGA LEVARA NO ANVERSO VENCEDORES DE JATAY E NO REVERSO 17 DE AGOSTO DE 1865  ORALADAS POR ESTAS INSCRIÇÕES POR DOIS RAMOS DE LAUREU. 3 O MINISTERIO DA GUERRA FICA ENCARREGADO DA EXECUÇÃO DESTE DECRETO QUE SE PUBLICARÁ COMUNICARÁ E DARA O REGISTRO RESPECTIVO. VIAL LORENZO BATTLE. DADO EM MONTEVIDEO A 17 DE AGOSTO DE 1868. TENENTE CORONEL DO EXERCITO BRASILEIRO D. JOAQUIM RODRIGO COELHO KELLY.
  • GUERRA DO PARAGUAI  TENENTE CORONEL JOAQUIM ROGRIGUES COELHO KELLY.  RARA CARTA DE OUTORGA DA MEDALHA COMEMORATIVA DA RENDIÇÃO DE URUGUAIANA CONCEDIDA AO TENENTE CORONEL JOAQUIM ROGRIGUES COELHO KELLY. A CARTA DE OUTORGA TEM LINDO FRONTESPÍCIO COM BRASÃO DO IMPÉRIO DO BRAWSIL CERCADO DE ARMAS. FOI ASSINADA PELO GENERAL JOÃO FREDERICO CADWELL (1801-1873). EXCEDRTOS DO TEXTO: AO TENENTE CORONEL COMANDANTE DA 3. BRIGADA DE INFANTARIA JOAQUIIM RODRIGUES COELHO KELLY FOI CONFERIDO O USO DA MEDALHA CMEMORATIVA DO RENDIMENTO DA VILLA DE URUGUAYANA  NA PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO SUL EM 12 DE SETEMBRO DE 1865 CRIADA EM VIRTUDE DO DECRETO M. 5515 DE 20 DO MESMO ANO E MÊS. REPARTIÇÃO DO AJUDANTE GENERAL DA PRESIDENCIA DO ESTADO DOS NEGOCIOS DA GUERRA EM 6 DE MARÇO DE 1868. NOTA: João Frederico Caldwell (Santarém, 1801  Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 1873) foi um militar luso-brasileiro.Filho do general inglês Frederico Caldwell com uma portuguesa,1 assentou praça no 1 regimento de cavalaria, no Rio de Janeiro.Em 1817, combateu a Revolução Pernambucana, sob o comando do general Luís do Rego Brandão. Regressou ao Rio em 1820, sendo promovido a tenente.Em 1821 assinou o manifesto de 9 de janeiro, que solicitava que D. Pedro I ficasse no Brasil, evento conhecido como o Dia do Fico.Promovido a capitão em 1821, foi enviado a Pernambuco para sufocar a revolução republicana. No ano seguinte, após breve passagem pela corte, partiu para o Rio Grande do Sul, para onde já havia ido o 1regimento, então participando das operações da Guerra Cisplatina. Lá serviu sob o comando de Bento Gonçalves, sendo por este elogiado.Retornou à corte, e com a família tentou retornar ao Rio Grande do Sul, obtendo sucesso somente em 1834, como major avulso. Tendo servido D. Pedro I com apreço, foi considerado suspeitoso pelos regentes de Dom Pedro II.Tornou-se comerciante no Rio Grande do Sul, porém com o iniciar da Revolução Farroupilha, foi convocado pelo governo para acompanhar o presidente da província deposto Antônio Rodrigues Fernandes Braga em viagem à corte, abandonando seus negócios e ficando a disposição da corte para retornar ao Sul. Entretanto, contrário às suas expectativas, recebeu ordens para combater a Cabanada no Pará, mas conseguiu reverter as ordens e ser enviado de volta ao Rio Grande do Sul, tendo recebido o comando militar de Rio Grande, em 1836. Logo foi designado major da brigada provisória de cavalaria organizada por João da Silva Tavares, com a qual combateu na Batalha do Seival. Lá foi ferido na mão direita (a qual posteriormente perdeu) e feito prisioneiro. Em 23 de outubro seguinte conseguiu escapar e reintegrou-se às tropas legalistas.Após uma temporada na corte, retornou ao Rio Grande do Sul, onde ficou até o término do conflito, havendo registros de uma situação bem particular, do socorro que concedeu à população da Colônia Alemã de Três Forquilhas, em 1839 num momento muito difícil e traumático na vida dos colonos da localidade. Em 1842 foi promovido a coronel e em 7 de julho de 1845 foi nomeado comandante das armas do Pará, onde permaneceu até 2 de setembro de 1846. Transferido de volta para o Rio Grande do Sul, foi promovido a brigadeiro no mesmo ano e também comandante de armas da província, cargo no qual ficou até 1848, tendo reassumido o cargo em 1850 interinamente.Em 28 de agosto de 1850, foi nomeado comandante da segunda divisão do exército do sul, com o qual marchou para a Guerra contra Rosas. Em 1852 foi nomeado marechal, sendo nomeado comandante de armas do Rio Grande do Sul, ficando até 1856, novamente de 1857 a 1865, onde estava no início da Guerra do Paraguai.Durante a invasão de Uruguaiana manteve intenso debate com David Canabarro a respeito da necessidade de atacar o inimigo, enquanto Canabarro queria aguardar mais reforços. Após a rendição dos paraguaios em Uruguaiana foi enviado à corte, tomando diversos cargos administrativos. Comandou o Ministério da Guerra, de 29 de setembro a 10 de novembro de 1870 (ver Gabinete Pimenta Bueno).Em 1854 foi nomeado dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e em 1859 da Imperial Ordem da Rosa, em 1860 grão-cruz da Imperial Ordem de Avis.
  • IMPERIAL ORDEM DA ROSA  - EXUBERANTE  PLACA PEITORAL  EM GRAU DE COMENDADOR EM OURO, PRATA E ESMALTES . UMA ESTRELA DE SEIS PONTAS, ESMALTADA DE BRANCO E MAÇANETADA NAS BORDAS, ASSENTE SOBRE UMA GRINALDA DE ROSAS FOLHADAS EM SUA COR NATURAL APLICADAS EM ESMALTE. NO DISCO CENTRAL O MONOGRAMA A P (AMÉLIA E PEDRO), CINTURADO PELA LEGENDA AMOR E FIDELIDADE APLICADOS SOBRE ESMALTE AZUL. ESTA ACONDICIONADA EM LINDA CAIXA ESTOJO EM MADEIRA PARA SER PENDURADA.  FREQUENTEMENTE VEMOS AS MEDALHAS NOS DIVERSOS GRAUS MAS POUCAS PLACAS PEITORAIS SUBSISTIRAM AOS NOSSOS DIAS. SEC. XIX. 5 CM DE DIAMETRO. NOTA: A Imperial Ordem da Rosa é uma ordem honorífica brasileira. Foi criada em 27 de fevereiro de 1829 pelo imperador D. Pedro I(1822 1831) para perpetuar a memória de seu matrimônio, em segundas núpcias, com Dona Amélia de Leuchtenberg e Eischstädt e tornou-se a principal ordem honorifica do país. O seu desenho ter-se-ia inspirado ou nos motivos de rosas que ornavam o vestido de D. Amélia, a segunda Imperatriz ao desembarcar no Rio de Janeiro. Trata-se entretanto de um equívoco histórico porque no dia seguinte ao desembarque da nova Imperatriz foi realizado o casamento e Dom Pedro condecorou com a ordem os primeiros titulares. Entretanto o retrato de Dona Amélia enviado ao Brasil quando das tratativas do casamento a representavam trazendo um botão de rosa pendendo do toucado e este parece ser o motivo da inspiração para a comenda. Poucas foram concedidas no 1o Reinado enquanto no 2o Reinado houve um significativo aumento - mais especificamente durante a Guerra do Paraguai. Isso se deveu ao fato de não existir uma medalha específica para atos de bravura individual durante a Guerra do Paraguai. De 1829 a 1831 D. Pedro I concedeu apenas cento e oitenta e nove insígnias. O seu filho e sucessor,D. Pedro II(1840 1889), ao longo do segundo reinado, chegou a agraciar 14.284 cidadãos. Além dos dois imperadores, apenas o duque de Caxias foi grande-colar da ordem durante sua vigência. Um dos primeiros agraciados recebeu a comenda em virtude de serviços prestados quando de um acidente com a família imperial brasileira: conta a pequena história da corte que, em 7 de dezembro de 1829, recém-casado, D. Pedro I regressava com a família do Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista. Como de sua predileção, conduzia pessoalmente a carruagem quando, na rua do Lavradio, se quebrou o varal da atrelagem e os cavalos se assustaram, rompendo as rédeas e fazendo tombar o veículo, arrastado perigosamente. O Imperador fraturou a sétima costela do terço posterior e a sexta do terço anterior, teve contusões na fronte e luxação no quarto direito, perdendo os sentidos. Mal os havia recobrado quando o recolheram à casa mais próxima, do marquês de Cantagalo, João Maria da Gama Freitas Berquó. Segundo o Boletim sobre o Desastre de Sua Majestade Imperial e Fidelíssima publicado no Jornal do Commercio, Dona Amélia foi a que menos cuidado exigiu: "não teve dano sensível senão o abalo e o susto que tal desastre lhe devia ocasionar". A filha primogênita, futura Maria II de Portugal, "recebeu grande contusão na face direita, compreendendo parte da cabeça do mesmo lado".Augusto de Beauharnais, príncipe de Eichstadt, Duque de Leuchtenberg e de Santa Cruz, irmão da imperatriz, "teve uma luxação no cúbito do lado direito com fratura do mesmo". A baronesa Slorefeder, aia da Imperatriz, "deu uma queda muito perigosa sobre a cabeça". Diversos criados de libré, ao dominarem os animais, ficaram contundidos. Convergiram para a casa de Cantagalo os médicos da Imperial Câmara e outros, os doutores Azeredo, Bontempo, o barão de Inhomirim,Vicente Navarro de Andrade, João Fernandes Tavares, Manuel Bernardes, Manuel da Silveira Rodrigues de Sá, Barão da Saúde. Ao partir, quase restabelecido, D. Pedro I condecorou Cantagalo a 1 de janeiro de 1830 com as insígnias de dignitário da Ordem e D. Amélia lhe ofereceu o seu retrato, circundado por brilhantes, e pintado por Simplício Rodrigues de Sá. Foram ainda agraciados com a Imperial Ordem da Rosa os membros da Guarda de Honra que acompanhavam o então Príncipe Regente em sua viagem à Província de São Paulo, testemunhas do "Grito do Ipiranga", marco da Independência do Brasil. Após o banimento da família imperial brasileira, a ordem foi mantida por seus membros em caráter privado, sendo seu grão-mestre o chefe da casa imperial brasileira.
  • GUERRA DO PARAGUAI - BRIGADEIRO JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY (1806 RIO DE JANEIRO  1877 (MONTEVIDEU) COMANDANTE DA 12ª BRIGADA DE INFANTARIA  - CARTA DE OUTORGA DA ORDEM DA ROSA EM GRAU DE DIGNATARIO CONFERIDO AO TENENTE CORONEL COMANDANTE DE BRIGADA JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY COMO DISTINÇÃO POR SUA ATUAÇÃO NO COMBATE DE JATAY NO DIA 17 DE AGOSTO DE 1865. EXCERTOS DO TEXTO:  DOM PEDRO POR GRAÇA DE DEUS E UNANIME ACLAMAÇÃO DOS POVOS, IMPERADOR CONSTITUCIONAL E DEFENSOR PERPETUO DO BRASIL, COMO GRÃO MESTRE DA ORDEM DA ROSA. FAÇO SABER QUE ESTA MINHA CARTA VIREM QUE, ATENDENDO AOS RELEVANTES SERVIÇOS MILITARES PRESTADOS PELO TENENTE CORONEL COMANDANTE DE BRIGADA JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY NO COMBATE DE JATAY NO DIA 17 DE AGOSTO DE 1865. HEI POR BEM, NOMEÁ-LO DIGNATARIO DA DITA ORDEM. PELO QUE LHE MANDEI PASSAR A PRESENTE, A QUAL, DEPOIS DE PRESTADO O JURAMENTO DO ESTILO, SERÁ SELLADA COM O SELLO DAS ARMAS IMPERIAIS. NADA PAGOU DE JÓIA NEM DE EMOLUMENTOS EM VIDTURDE DO ART. 16 DA LEI N. 585 DE 6 DE SETEMBRO DE 1850 E DO AVISO DO MINISTÉRIO DA FAZENDA DE 6 DE NOVEMBRO DO MESMO ANNO. DADA NO PALÁCIO DO RIO DE JANEIRO, AOS 16 DE JANEIRO DE MIL OITOCENTOS E SESSENTA E SEIS . QUADRAGÉZIMO QUINTO DA INDEPENDÊNCIA E DO IMPÉRIO.  ASSINAM O IMPERADOR DOM PEDRO II E O MARQUES DE OLINDA MINISTRO DA GUERRA COM LINDO SELO SECO DAS ARMAS IMPERIAIS. NOTA: A Batalha de Jataí foi travada em 17 de agosto de 1865 entre as tropas da Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai) e os soldados do Paraguai perto de Paso de los Libres, Corrientes, Argentina. A Batalha de Jataí foi a primeira grande batalha em terra da guerra do Paraguai, e a mais importante da segunda fase da guerra. Logo após a declaração de guerra à Argentina, os paraguaios imediatamente atacaram em duas colunas. O plano original era que a primeira coluna, comandada por Wenceslao Robles, tomaria Corrientes, enquanto uma segunda coluna de 12 000 homens, comandada por Antonio de la Cruz Estigarribia, avançaria para o leste de Corrientes e capturaria as possessões brasileiras no rio Uruguai. O foco principal desse plano de invasão foi a captura de bens brasileiros, pois isso impediria a expansão brasileira, uma grande preocupação do presidente López. A outra coluna capturaria Corrientes, distraindo as forças argentinas e criando uma linha vital entre o Paraguai e o oceano Atlântico. Esse plano foi posteriormente revisado para que dois terços da força de ataque atacassem Corrientes e depois desviassem para o sudeste e invadissem o Uruguai.Em resposta, uma aliança militar foi assinada em 1º de maio entre a Argentina, o Uruguai e o Império do Brasil.O presidente argentino, Bartolomé Mitre, nomeou o general Urquiza, governador da província de Entre Rios, encarregado de enfrentar a coluna paraguaia. Urquiza pediu ajuda a Paunero, que se retirou para Esquina. Essas forças foram acompanhadas por um batalhão de voluntários de Corrientes, liderados pelo coronel Desiderio Sosa, que participara da reconquista de Corrientes. Muitos heróis da história da Província de Corrientes, como Santiago Baibiene e Plácido Martínez, estavam naquele batalhão. Enquanto isso, a batalha naval do Riachuelo aconteceu. Durante o curso da batalha, a frota imperial brasileira destruiu a esquadra paraguaia perto da cidade de Corrientes. Essa perda impediu que a coluna paraguaia do rio Paraná prestasse apoio às forças do rio Uruguai.O presidente argentino, Bartolomé Mitre, nomeou o general Urquiza, governador da província de Entre Rios, encarregado de enfrentar a coluna paraguaia. Urquiza pediu ajuda a Paunero, que se retirou para Esquina. Essas forças foram acompanhadas por um batalhão de voluntários de Corrientes, liderados pelo coronel Desiderio Sosa, que participara da reconquista de Corrientes. Muitos heróis da história da Província de Corrientes, como Santiago Baibiene e Plácido Martínez, estavam naquele batalhão. Enquanto isso, a batalha naval do Riachuelo aconteceu. Durante o curso da batalha, a frota imperial brasileira destruiu a esquadra paraguaia perto da cidade de Corrientes. Essa perda impediu que a coluna paraguaia do rio Paraná prestasse apoio às forças do rio Uruguai.Estigarribia avançou sem oposição para o sul, tomando São Borja e Itaqui. Entretanto, a coluna de Estigarribia foi atacada e parcialmente destruída nos arredores de São Borja Algumas das forças paraguaias estavam estacionadas em São Tomé e São Borja enquanto Duarte se dirigia para o sul.Urquiza ordenou que Paunero se juntasse a ele em Concórdia, mas o líder atrasou a conclusão das ordens de Urquiza. Em 4 de junho, as tropas de Urquiza, que se recusaram a lutar contra os paraguaios em razão de serem consideradas aliados contra o Brasil (com o qual a Argentina havia se desentendido), foram desmanteladas.O presidente uruguaio, general Venancio Flores, recém-saído de seu triunfo sobre o partido branco ou "blancos", marchou para se juntar a Urquiza com 2 750 homens. Além disso, as forças brasileiras, comandadas pelo tenente-coronel Joaquim Rodrigues Coelho Nelly, totalizando 1 200 homens, seguiam em frente. Eles se encontraram em 13 de julho. Na primeira reunião Flores recebeu o Regimento de Cavalaria de linha "San Martín", com 450 homens, além do esquadrão de artilharia do leste com 140 homens. No total, Flores tinha 4 540 soldados - não o suficiente para confrontar as colunas paraguaias.Flores, Duarte e Estigarribia marcharam lentamente para se encontrarem e se engajarem em batalha, enquanto os 3 600 homens de Paunero começaram uma marcha através de pântanos e rios, cruzando rapidamente a província de Entre Rios, no sul, para se juntar a Flores. Além disso, 1 400 cavaleiros Correntina sob o comando do general Juan Madariaga juntaram suas forças. Finalmente, o coronel Simeão Paiva, com 1 200 homens, foi seguido de perto pela coluna de Duarte.Estigarribia teve a chance de destruir todos os seus inimigos um por um, mas errou. Ele também desobedeceu ordens de Lopez, que ordenou que ele continuasse a caminho de Alegrete: Em 5 de agosto, ele foi para Uruguaiana e ordenou que suas tropas se reorganizassem e recolhessem suprimentos. As forças brasileiras do general David Canabarro, muito poucas para atacar a coluna de 5 000 homens de Estigarribia, limitaram-se a acampar perto da cidade sem serem atacadas pelos paraguaios.Em 2 de agosto, Duarte ocupou a aldeia de San José de Restauração, hoje a cidade de Paso de los Libres. Uma semana depois, ele avançou e foi derrotado, sofrendo 20 baixas na Batalha de Chap Kish. Dada a notícia de que todas as forças inimigas estavam em perseguição, Duarte procurou ajuda de seu superior, o general Estigarribia, que lhe enviou esta resposta: "Diga ao grande Duarte que, se ele pretende assumir o comando da força uruguaia, eu mesmo lutaria a batalha. Insultado, Duarte estava preparado para dar batalha sem qualquer ajuda. Em 13 de agosto, Paunero evitou o exército de Duarte e juntou-se a Flores, cujas forças, então, somavam 12 000 homens, quase quatro vezes a força de Duarte. Duarte se afastou de Paso de los Libres e tomou posições nas margens do rio Jataí, perto da aldeia.
  • BRIGADEIRO JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY (1806 RIO DE JANEIRO  1877 MONTEVIDEU) COMANDANTE DA 12ª BRIGADA DE INFANTARIA. A PARTIR DESSE MOMENTO APREGOAREMOS UM IMPORTANTE ACERVO DOCUMENTAL PERTENCENTE A UM DOS GRANDES PROTAGONISTAS DO EXÉRCITO IMPERIAL BRASILEIRO AO LONGO DOS REINADOS DE DOM PEDRO I, REGÊNCIA E DOM PEDRO II.  ESQUECIDO PELOS ANOS PORQUE FINDOU SUA VIDA EM MONTEVIDEU É SEM DÚVIDA UM DOS MAIORES HERÓIS BRASILEIROS QUE ATUARAM NO ESTABELECIMENTO DE NOSSA INDEPENDÊNCIA, INTEGRIDADE TERRITORIAL E COMBATENTE DE AMEAÇAS EXTERNAS QUE TENCIONAVAM FRAGMENTAR O BRASIL. PARTICIPOU ATIVAMENTE EM TODAS AS BATALHAS IMPORTANTES  DO MAIOR CONFLITO ARMADO ACONTECIDO NA HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA: A GUERRA DO PARAGUAI. TRATA-SE DO ACERVO DOCUMENTAL DO TENENTE CORONEL  E DEPOIS BRIGADEIRO JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY (1806 RIO DE JANEIRO  1877 (MONTEVIDEU) COMANDANTE DA 12ª BRIGADA DE INFANTARIA (CHAMADA BRIGADA KELLY DA VANGUARDA DO 3. CORPO DO EXÉRCITO IMPERIAL)  A FRENTE DA QUAL EMPREENDEU CORAJOSAS E VITORIOSAS AÇÕES NAS BATALHAS DE JATAY, NO CERCO E  LIBERTAÇÃO DE URUGUAIANA EM PODER DO EXÉRCITO PARAGUAIO  ONDE RECEPCIONOU EM SUA CHEGADA 0 IMPERADOR DOM PEDRO II  VINDO DA CORTE APÓS UMA VIAGEM DE 56 DIAS A CAVALO COM SUA GUARDA IMPERIAL E SEUS OFICIAS. NESTA OCASIÃO NA  PRIMEIRA HORA DA MANHÃ NA CHEGADA DO IMPERADOR AO SOM DE CLARINS O BRIGADEIRO KELLY ORDEN0U UMA SALVA COM TRÊS TIROS DE CANHÃO DE ARTILHARIA  EM HONRA AO SOBERANO. POUCOS DIAS DEPOIS EM 19 DE SETEMBRO DE 1865 RECEBEU DO MINISTRO DA GUERRA ÂNGELO MONIZ DA SILVA FERRAZ UMA CARTA NOS SEGUINTES TERMOS: A ATITUDE E ENTUSIASMO QUE DEMONSTROU A BRIGADA QUE V. Sª COMANDA, NA JORNADA DE 18 DO CORRENTE MÊS, SÃO DIGNOS DE ELOGIOS, O QUE TENHO A MAIS VIVA SATISFAÇÃO DE DECLARAR-LHE EM NOME DE SUA MAJESTADE O IMPERADOR, QUE O TESTEMUNHOU. DEUS GUARDE A V. Sª  ÂNGELO MUNIZ DA SILVA FERRAZ.  SR. TENENTE-CORONEL JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY. TAMBÉM ATUOU COM DESTAQUE NA BATALHA DE TUITY AO LADO DO DUQUE DE CAXIAS. ENGAJOU-SE NO EXÉRCITO AINDA NOS TEMPOS COLONIAS EM 1820 SOB DOM JOÃO VI. DESTACADO PARA A PROVÍNCIA CISPLATINA, NESSA ÉPOCA UNIDA AO IMPÉRIO DO BRASIL, COMPUNHA O BATALHÃO DO IMPERADOR  ONDE ERA O PORTA BANDEIRA DA 1. COMPANHIA ULTIMO CONTINGENTE MILITAR BRASILEIRO A SAIR DA REPÚBLICA ORIENTAL  DO URUGUAI NO FINAL DA CAMPANHA DA CISPLATINA. CONHECEU ALI SUA ESPOSA  DONA PETRONA LOURENÇO MENENDES. PARTRICIPOU DA CAMPANHA DA LIBERTAÇÃO DA BAHIA EM 1823 NAS GUERRAS DA INDEPENDENCIA, NESTA OCASIÃO PARTICIPOU DO  COMBATE DO ENGENHO DA CONCEIÇÃO EM SALVADOR (3/05/23). MARCHOU AO RIO GRANDE DO SUL NA GUERRA DOS FARRAPOS, PARTICIPOU NO COMBATE AOS REVOLTOSOS NA CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR EM PILÃO ARCADO NA BAHIA RECEBENDO POR ISSO ELOGIO DE SUA MAGESTADE O IMPERADOR EM 30/10/1847.  PARTICIPOU NOS COMBATES QUE SUFOCARAM A REVOLUÇÃO PRAIEIRA. PARTICIPOU DA GUERRA CONTRA OS DITADORES ROSAS E ORIBE  (1851-1852) OCASIÃO EM QUE COM SEU BATALHÃO MARCHOU TRIUNFANTEMENTE EM BUENOS AYRES ENQUANTO FUGIA  PARA LONDRES O DITADOR ROSAS. SIM, O BRASIL JÁ INVADIU E TOMOU  BUENOS AYRES. NA GUERRA DO PARAGUAI PARTICIPOU DAS BATALHAS DE URUGUAIANA, PASSO DE PÁTRIA, ESTERO BELLACO, PASSO SIDRA, TUYUTI, BOQUERON, SAUCE, TUYU-CUÉ, FOI PROMOVIDO A GENERAL BRIGADEIRO EM 1968 E FALA3ECEU AOS 62 ANOS DE MOLÉSTIA CRONICA DEVIDO SUAS INÚMERAS BATALHAS EM MONTEVIDEU A 7/12/1877. RECEBEU MEDALHA DA CAMPANHA DA BAHIA PELA INDEPENDENCIA, HÁBITO DE SÃO BENTO DE AVIZ, OFICIAL DA ORDEM DA ROSA, MEDALHA DA CAMPANHA DO URUGUAI, COMENDA DA ROSA GRAÇA ESPECIAL DO IMPERADOR DOM PEDRO II, MEDALHA DO CERCO DE URUGUAIANA, MEDALHA DE YATAY (JATAY) CONCEDIDA PELO GOVERNO DO URUGUAI, COMENDA DA ORDEM DE CRISTO E MEDALHA GERAL DA GUERRA DO PARAGUAI.  TODO ESSE MATERIAL É SUFICIENTE PARA ESCREVER UM LIVRO SOBRE A EXITOSA CARREIRA DO  BRIGADEIRO JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY.
  • BARAO DE CAPIVARY  JOAQUIM RIBEIRO DE AVELAR  BARAO COM GRANDEZA DE CAPIVARI  (1791-1863) MISSIVA DIRIGIDA A DONA LEONARDA MARIA VELHO DA SILVA, VIÚVA DO CONSELHEIRO JOSÉ  VELHO DA SILVA, MÃE DA VISCONDESSA DE UBÁ E AVÓ DA BARONESA DE MURITIBA. EXCERTOS DO TEXTO: MUY DIGNA SENHORA DONA LEONARDA MARIA VELHO DA SILVA. 2 DE MARÇO DE 1861. MUITO  MINHA RESPEITADA SENHORA FOLGUEI MUITO QUE VOSSSA SENHORIA TENHA GOZADO DE SAUDE E TRANQUILIDADE DE ESPÍRITO PARA PODER VIVER MAIS SOSSEGADA PEÇO BASTANTE DESCULPAS POR NÃO TER CUMPRIDO LOGO MEU DEVER. AGRADEÇO A VOSSA SENHORIA O MIMO QUE HONRA-MECOM ELE. DEMOREI A RESPOSTA MAS TIVE UM MÊS DOENTE E AINDA NÃO ESTOU DE TODO RESTABELECIDO. ESPERO A BONDADE DE VOSSA SENHORIA PERDOE ESTA FALTA. DISPONHA PARA TUDO QUE FOR A SEU SERVIÇO. BARÃO DE CAPIVARY. O BARÃO DE CAPIVARY ERA PAI DO VISCONDE DE UBÁ CASADO COM A FILHA DE DONA LEONARDA MARIA VELHO DA SILVA. NOTA: Joaquim Ribeiro de Avelar, primeiro barão com grandeza de Capivari, (Rio de Janeiro, 1791  Pati do Alferes, 2 de julho de 1863) foi um fazendeiro e nobre brasileiro.Filho do tenente Antônio Ribeiro de Avelar e de Antonia Maria da Conceição. Nasceu na rua das Violas, freguesia de Santa Rita, no centro do Rio de Janeiro. Órfão muito cedo, foi, ainda no século XVIII com sua mãe, irmãos e cunhados para a fazenda do Pau Grande, em Pati do Alferes.Quando adulto assumiu, depois de sérias disputas com um de seus cunhados, a direção da Casa Pau Grande que era um latifúndio famíliar composto de sete sesmarias, propriedade de uma sociedade comercial integrada por sua mãe e irmãos. Foi uma fazenda inicialmente de cana de açúcar, considerada pioneira no plantio do café na região sul fluminense, com diversos recordes de produção, motivo da grande fortuna que conseguiram amealhar.Solteiro, teve um filho único reconhecido, Joaquim Ribeiro de Avelar, visconde de Ubá. Era avô da baronesa consorte de Muritiba e de Antônio Velho Ribeiro de Avelar, deputado fluminense.Integrava uma grande família de titulares fluminenses, pois era tio da baronesa do Pati do Alferes, do barão do Guaribu, do Barão de São Luís e do visconde da Paraíba. Tio avô da viscondessa do Arcozelo e do Barão de São Geraldo. Era primo do marquês de Maricá, do barão de Ubá e de Dona Galvina Ribeiro de Avelar.Foi uma das grandes lideranças políticas e econômicas fluminenses no século XIX. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Vassouras. Era ligado politíca e comercialmente ao barão de Vassouras. Tinha relações com a poderosa e rica família paulista Garcia Borges. Era inimigo de seu sobrinho o Barão de Guaribú, com quem tinha desavenças familiares e disputas financeiras.Foi agraciado barão por Decreto Imperial de 15 de novembro de 1846. Acrescido das honras de Grandeza por Decreto de 11 de outubro de 1848.Morreu na sua fazenda do Pau Grande, em cuja capela foi sepultado.
  • CONDE DE PORTO ALEGRE - Manuel Marques de Sousa, Conde de Porto Alegre (Rio Grande, 13 de junho de 1804  Rio de Janeiro, 18 de julho de 1875) O CENTAURO DE LUVAS  UM DOS MAIS BRILHANTES CHEFES MILITARES DO BRASIL NO PERÍODO IMPERIAL. LUTOU EM TODOS OS CONFLITOS EM QUE O BRASIL ESTEVE ENVOLVIDO NA CISPLATINA, GUERRAS DO PRATA, DO PARAGUAI NO INICIO DESTA GUERRA, JÁ ESTAVA APOSENTADO HÁ VÁRIOS ANOS, ENTRETANTO APRESENTOU-SE COMO VOLUNTÁRIO. FOI O COMANDANTE BRASILEIRO DAS FORÇAS QUE OBRIGARAM OS PARAGUAIOS, QUE INVADIRAM O RIO GRANDE DO SUL POR SÃO BORJA, A SE RENDEREM EM URUGUAIANA, EM PRESENÇA DO IMPERADOR D. PEDRO II E DOS PRESIDENTES BARTOLOMEU MITRE E VENÂNCIO FLORES DA ARGENTINA E DO URUGUAI. PARTICIPOU DE ESFORÇO NA GUERRA DO PARAGUAI A FRENTE DE SEU 2º CORPO DE EXÉRCITO, A BASE DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL GAÚCHA. SEU GRANDE MOMENTO COMO LÍDER DE COMBATE FOI COMANDAR PESSOALMENTE A VITÓRIA DO EXÉRCITO ALIADO NA 2ª BATALHA DE TUIUTI, COM EXTREMA BRAVURA.E NO RIO GRANDE SUL CONTRA OS FARROPILHAS. CARTA DIRIGIDA A SUA IRMÃ  MARIA JOAQUINA MARQUES DE SOUZA. ESCRITA EM 4 DE JANEIRO DE 1875. NESTA MISSIVA RELATA COMO FORAM SUAS FESTAS DE NATAL E FIM DE ANO. FALA DE SEUS PLANOS DE VIAGEM  E DESEJA A IRMÃ UM BOM ANO. NOTA: Manuel Marques de Sousa, Conde de Porto Alegre (Rio Grande, 13 de junho de 1804  Rio de Janeiro, 18 de julho de 1875), apelidado de "O Centauro de Luvas",foi um militar, político, abolicionista e monarquista brasileiro. Ele nasceu em uma família rica e de tradição militar, entrando no Exército em 1817 quando ainda era criança. Sua iniciação militar ocorreu na Guerra contra Artigas, que teve seu território anexado e se tornou em 1821 a província brasileira da Cisplatina. Ele ficou envolvido durante boa parte da década de 1820 no esforço brasileiro para manter a Cisplatina como parte de seu território, primeiro durante a independência do Brasil e depois na Guerra da Cisplatina. No final a província conseguiu se separar e se tornou a nação independente do Uruguai. Alguns anos depois em 1835 a província de São Pedro do Rio Grande do Sul se rebelou na Revolução Farroupilha. O conflito durou quase dez anos e Porto Alegre liderou o exército em vários confrontos. Ele teve um papel importante ao salvar a capital provincial dos rebeldes farrapos, permitindo que as forças governamentais conseguissem um fundamental ponto de apoio. Porto Alegre liderou uma divisão brasileira em 1852 na Guerra do Prata em uma invasão contra a Confederação Argentina. Recebeu um título de nobreza e foi sucessivamente barão, visconde e por fim conde. Nos anos pós-guerra ele voltou sua atenção para a política e se aposentou como tenente-general, então a segunda maior patente do exército. Ele se afiliou ao Partido Liberal e foi eleito deputado representando São Pedro do Rio Grande do Sul. Porto Alegre também fundou o Partido Progressista-Liberal no nível provincial  uma coalizão de Liberais como ele e alguns membros do Partido Conservador. Ele brevemente serviu como Ministro da Guerra (ver Gabinete Zacarias de 1862). Porto Alegre voltou ao serviço militar quando estourou a Guerra do Paraguai. Foi um dos principais comandantes brasileiros durante o conflito e sua participação ficou marcada por importantes vitórias, além de brigas constantes com seus aliados argentinos e uruguaios. Porto Alegre voltou para a carreira política ao final do confronto. Se tornou um grande defensor da abolição da escravatura e patrono da literatura e ciência. Ele morreu em julho de 1875 enquanto servia novamente no parlamento. Era muito estimado até a abolição da monarquia em 1889, caindo na obscuridade por ser considerado muito próximo do antigo regime. Sua reputação foi posteriormente reabilitada até certo ponto por historiadores, com alguns o considerando como uma das maiores figuras militares da história do Brasil. A GUERRA DOS FARRAPOS - Uma guerra civil estourou em São Pedro do Rio Grande do Sul no dia 20 de setembro de 1835. A revolta, conhecida como Revolução Farroupilha, começou depois do presidente provincial Antônio Rodrigues Fernandes Braga ter sido deposto do cargo através de um golpe de estado organizado pelo militar Bento Gonçalves. Apesar do nome, os rebeldes farrapos eram donos de terras, assim como Marques de Sousa, que tentaram tomar o poder pela força depois de perderem as eleições. Marques de Sousa foi um dos oficiais da província que permaneceu leal ao presidente deposto. Ele lutou na Batalha do Arroio Grande em 14 de outubro de 1835, onde as forças rebeldes foram derrotadas. Entretanto, as forças leais ao governo legítimo estavam seriamente em menor número. Marques de Sousa e Fernandes Braga partiram para o Rio de Janeiro a fim de pedir ajuda, porém o governo central não foi capaz de prestar grande auxílio já que outras revoltas e tumultos haviam estourado pelo país. Ele foi colocado no comando do 1.º Batalhão de Caçadores, uma unidade de infantaria, e embarcou em 8 de março de 1836 para Pelotas, sul da província, depois de ser nomeado seu comandante militar. Pelotas foi cercada e conquistada pelos farrapos em 7 de abril de 1836.2627 Marques de Sousa foi feito prisioneiro e levado até Porto Alegre, a capital provincial, que estava sob o controle rebelde desde o início da revolta. Ele foi mantido em uma presiganga (navio prisão). Durante seu aprisionamento, com a ajuda dos cidadãos de Porto Alegre, ele conseguiu convencer alguns soldados rebeldes a desertarem, tomando o controle da cidade durante as primeiras horas do dia 15 de junho e prendendo os farrapos restantes. Ele repeliu os rebeldes por terra e mar em ataques contra Porto Alegre nos dias 18 e 30 de junho, e 15 e 20 de julho; dessa forma, a cidade permaneceu nas mãos dos lealistas pelo restante do conflito. O governo imperial promoveu Marques de Sousa a major permanente em 18 de fevereiro de 1837 em reconhecimento de seu papel vital. O equilíbrio do poder virou contra os farrapos apenas alguns meses depois da declaração de independência do Rio Grande do Sul em 11 de setembro de 1836. Apesar de empolgados por seus sucessos iniciais, os rebeldes não conseguiram alcançar o controle total da província. A longa e árdua estrada entre Pelotas e Porto Alegre mais as dificuldades que enfrentou na presiganga tiveram um enorme impacto na sua saúde: ele sofreu de reumatismo e artrite pelo resto da vida. Com Porto Alegre segura, Marques de Sousa recebeu uma licença para se recuperar. Ele viajou para a Europa no meio de 1837 para se tratar. Depois de um ano fora e ainda se sentindo mal, Marques de Sousa voltou e isolou-se em Porto Alegre. Foi feito tenente-coronel interino em 20 de agosto de 1838. Ele voltou para o serviço ativo apenas no início de 1840, logo depois de ter sido promovido a tenente-coronel permanente em 2 de dezembro de 1839 e nomeado comandante do 2.º Regimento de Cavalaria Leve. Entretanto, a guerra contra os farrapos continuava e Marques de Sousa se encontrou e derrotou os rebeldes no dia 16 de setembro de 1841 na Batalha de Várzea do Varejão. Foi promovido novamente em 27 de março de 1842 e recebeu a patente de coronel. O curso do conflito tomou uma virada radical em 1842 quando o governo enviou Luís Alves de Lima e Silva, Barão de Caxias (posterior Duque de Caxias) para colocar um fim na revolta. Marques de Sousa provavelmente o conheceu durante a curta visita que Caxias havia feito a província em 1839 como parte da comitiva do Ministro da Guerra. Eles depois acabariam por manter uma correspondência amigável. Marques de Sousa foi tirado de seu posto no 2.º Regimento de Cavalaria Leve e colocado no comando da 7.ª Brigada, que fazia parte da 1.ª Divisão. A brigada era formada por seu antigo regimento de cavalaria e por uma cavalaria da Guarda Nacional. Diferentemente de seus predecessores que eram notáveis por sua inércia, Caxias foi para a ofensiva desde o início. Marques de Sousa atacou a capital rebelde Piratini em julho de 1843, descobrindo que ela havia sido totalmente abandonada pelos farrapos. De lá marchou para Pelotas e recapturou a cidade que havia perdido em 1836. Ele lutou contra uma pequena escaramuça rebelde em 2 de dezembro perto do principal acampamento imperial. Marques de Sousa permaneceu na proteção do vilarejo de São Gabriel durante boa parte de 1844. Os farrapos estavam fugindo nessa época e passaram a pedir paz. Caxias escolheu Marques de Sousa para levar um representante rebelde até o Rio de Janeiro para discutir um acordo de paz, chegando em 12 de dezembro. Um acordo foi alcançado e a guerra chegou ao fim em 1 de março de 1845.
  • JOSÉ DE AGUIAR TOLEDO, PRIMEIRO E ÚNICO BARÃO DE BELA VISTA E VISCONDE COM GRANDEZA DE AGUIAR TOLEDO (BANANAL, 13 DE JUNHO DE 1823  RIO DE JANEIRO, 14 DE AGOSTO DE 1898) -  CARTA EM PAPEL TIMBRADO COM ENVELOPE ORIGINAL SUBSCRITADO DO ENTÃO BARÃO DE BELA VISTA AO INVENTOR DR. JESUÍNO ANTONIO FERREIRA DE ALMEIDA . ESCRITA NA FAZENDA BELA VISTA EM BANANAL. EXCERTOS DO TEXTO: BELA VISTA, 13 DE MARÇO DE 1876, AMIGO DR .  JESUINO. RECEBI SUA CORRESPONDECIA DE 8 PASSADO ONTEM. ESTIMO DIZER-LHE QUE NÃO POSSO COMPARAR A BELA SITUAÇÃO DO DR.  A. BARBOSA POR MOTIVOS QUE SÓ PESSOALMENTE PODERIA EXTERNAR. GARANTO A PRÓXIMA FATURA DO CARREGAMENTO DE FERRO. PERMITA-ME DIZER-LHE QUE ALGUNS DIAS TEM CEM ANOS...NON CREDO. ESTIMO A CONTINUAÇÃO DE SUA SAÚDE. FELICIDADES. SEU AMIGO BARÃO DE BELA VISTA. NOTA: Barão de Bella Vista e 1º Visconde de Aguiar Toledo, José de Aguiar Toledo nasceu em Bananal SP em 13 de Junho de 1823 e faleceu nessa cidade em 14 de Agosto de 1898. Era filho do Tenente-Coronel Francisco de Aguiar Vallim e de D. Maria Ribeiro Barbosa. Casou em primeiras núpcias com Maria Guilhermina Pacheco, filha do desembargador Joaquim José Pacheco e em segundas núpcias com Maria Madalena Hus, Era sogro do Barão de Almeida Vallim. Tenente-Coronel Comandante Superior da Guarda Nacional de Bananal, era proprietário, fazendeiro em Bananal, chefe do partido conservador, e foi deputado geral nas legislaturas de 1861 á 1864. Era comendador da Imperial Ordem da Rosa e da de Cristo. Seu título de Barão é um título de origem toponímica, tomado da fazenda da família - Bela Vista , em Bananal-SP, constando , em 1865, com 215 escravos, 81.000 pés de café, avaliados em 12:000$000 (12 contos) de réis. Parte das terras desta fazenda pertenciam ao município de Barra Mansa-RJ, com 52.000 pés de café . Seu título de Visconde é um título de origem antroponímica, tirada do sobrenome de família. Tenente-Coronel Comandante Superior do Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da cidade do Bananal. Teve mercê, enquanto barão da Bela Vista, de sua Carta de Brasão de Armas. Foi casado, primeiro, a 30.08.1851, com Maria Guilhermina Pacheco, nascida em 1835 em São Paulo e falecida a 03.07.1865 no Rio de Janeiro-RJ, filha do desembargador Joaquim José Pacheco, baiano, e de Margarida Domenech, uruguaia; neta paterna de Joaquim José Pacheco e de Ana Joaquina Chaves; neta materna de Nicolau Domenech Otero e Joana Maria Garcia. Casou-se pela segunda vez com Maria Madalena Hesse, de família de origem dinamarquesa radicada no Rio de Janeiro, filha de Frederico Rodolfo Hesse e Maria Madalena Huber, nascida no Rio de Janeiro-RJ a 02.01.1860 e falecida também no Rio a 04.06.1912, Viscondessa de Aguiar Toledo. Do seu segundo casamento, nasceu América Brazilina de Toledo, nascida cerca de 1856 e falecida a 06.08.1947 em São Paulo, que, por seu casamento, a 24.06.1878, na família Almeida Valim , de São Paulo, tornou-se, em 1888, a Baronesa de Almeida Valim.José de Aguiar Toledo, primeiro e único barão de Bela Vista e visconde de Aguiar Toledo, (Bananal, 13 de junho de 1823  Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1898) foi um fazendeiro, pecuarista e político brasileiro. Possuía diversas fazendas na região de Bananal e Resende, onde cultivava café, gado leiteiro, carneiros e cavalos da raça Voltigeur.
  • ANTONIO LUIZ DE ALMEIDA COMENDADOR DA ORDEM DA ROSA  OUTOGANDO PROCURAÇÃO AO DR. JESUÍNO FERREIRA DE ALMEIDA ADVOGADO E  INVENTOR DE UMA MÁQUINA DE ESCREVER. ANTONIO LUIZ DE ALMEIDA  ERA FILHO DO COMENDADOR LUCIANO JOSÉ DE ALMEIDA DONO DA FAZENDA BOA VISTA EM BANANAL QUE NA DECADA DE 1850 ERA O MAIOR ESCRAVISTA DA REGIÃO COM 833 ESCRAVOS. ANTONIO LUIZ DE ALMEIDA ERA TAMBEM IRMÃO DA BARONESA DE JOATINGA E DO VISCONDE DE SÃO LAURINDO. ANTONIO LUIZ DE ALMEIDA   ERA GENRO E CUNHADO DE MANUEL DE AGUIAR VALLIM (BARÃO DE AGUIAR VALLIM) CUJO ENTRELAÇAMENTO FAMILIAR FORMOU O PODEROSO CLÃ ALMEIDA VALLIM. TAL O REQUINTE DE ANTONIO LUIZ E ALMEIDA QUE POSSUIA EM SUA FAZENDA UMA BANDA DE MÚSICA FORMADA POR ESCRAVOS REGIDA PELO MAESTRO WILTEM SHOLTZ. EXCERTOS DO TEXTO: ANTONIO LUIZ DE ALMEIDA, COMENDADOR DA ORDEM DA ROSA. DOU PODERES DE PRODURADOR AO DR. JESUÍNO ANTONIO FEREIRA DE ALMEIDA PARA GARANTIR A ESPECIALIÇÃO DE BENS EM GARANTIA DA TUTELA QUE ACEITEI DO ORFÃO JOAQUIM COUTO NÃO PODENSO ASSINAR OS TERMOSEXIGIDOS EM DIREITO COMO SE EU MESMO FOSSE COM PODERES DE SUBESTABELECER. BANANAL 20 DE MAIO DE 1870. ASSINA O COMENDADOR COM RECONHECIMENTO DE FIRMA E SELOS ESTAMPILHADOS DO IMPERIO. .NOTA: TRANCREVEMOS A SEGUIR NOTICIAS RELACIONDAS AO COMENDADOR LUCIANO JOSÉ DE ALMEIDA:  Assim está escrito em seu registro de nascimento: "Novembro-25-1797 - Na fazenda Boa Vista do districto de Areas nos limites da Província do Estado do Rio, e de legitimo matrimonio de Luiz José d'Almeida e D. Anna Maria Nogueira, de Baependy, neto paterno de Pedro Rodrigues d'Almeida de São João d'Rey, nasce Luciano José de Almeida." Foi batizado no oratório da mesma Boa Vista em que nasceu, pelo Pe. Urbano Antonio Cordeiro; foram seus padrinhos o Alferes José Antonio de Oliveira Arruda e D. Maria Leme, irmã de seu pai, que trazia somente o sobrenome materno, Leme. Maço n. 46  Ano  1854  Inventário do Comendador Luciano José de Almeida  Falecido D. Maria Joaquina de Almeida-InventarianteTestamentoTraslado, Folhas hum. Em nome de Deos Amem. Eu, Luciano José de Almeida, estando doente de cama, porem em meu perfeito juiso, e gozo de todas as minhas faculdades intelectuais, rezolvi fazer meu testamento pela forma e maneira seguinte: Sou Católico Apostólico Romano em cuja religião nasci, tenho vivido e desejo morrer, tendo sido batizado nesta Freguezia do Senhor Bom Jesus do Livramento do Bananal. Sou filho legítimo dos finados Luiz José de Almeida e sua mulher D. Maria Joaquina da Conceição. Sou casado em face da Igreja com D Maria Joaquina de Almeida com a qual tenho vivos nove filhos, a saber: Domiciana, casada com Manoel de Aguiar Valim; Placídia, casada com Pedro Ramos Nogueira; Francisca, casada com Manoel de Freitas e Silva; Laurindo, Antonia, Luiz, Alexandrina, Antonio e Maria além de outros que morreram em pequenos. Enquanto solteiro tive um filho natural que foi por mim creado e como tal tratado por mim  Claudino José de Almeida, que já reconheci por escritura pública, o qual tem direito à herança de meus bens igualmente com os outros nove filhos legítimos. Nenhum mais filho tenho legítimo ou natural com direito a herança de meus bens, além dos dez acima mencionados. Nomeio para tutores de meus filhos em primeiro lugar a minha mulher dona Maria Joaquina de Almeida, na falta desta ou não querendo ela aceitar, a meu genro Manoel de Aguiar Valim, em falta deste, ou não querendo aceitar, a meu genro Manoel de Freitas e Silva, a todos os quais e a cada hum deles, hei por habilitado independente de outra ou qualquer habilitação ou fiança. Nomeio para meus Testamenteiros em primeiro lugar meu genro Manoel de Aguiar Valim, digo em primeiro lugar minha mulher Dona Maria Joaquina de Almeida, em segundo lugar meu genro Manoel de Aguiar Valim, em terceiro lugar meu genro Manoel de Freitas e Silva, a qualquer dos quais que aceitar deixo o prazo de hum ano para o cumprir. Deixo a minha mulher Dona Maria Joaquina de Almeida, metade da casa de sobrado da cidade no valor de quinze contos de réis e a outra metade, no valor de outros quinze contos de réis deixo, deixo repartidamente para os meus filhos solteiros e menores. Deixo a minha afilhada Emerenciana filha do defunto Dr. Ovidio duas Escravas Joaquina e sua filha que vieram da Caxoeira. Deixo a Luiz Antonio de Sousa Pinto dois escravos que foram da sociedade que tive com Antonio de Sousa Pinto cujos escravos lhe vendi e ele passou-me dois créditos que por esta doação ficam sem efeito, meu testamenteiro entregará ao mesmo os diversos créditos. Meu escravo Bento, mulato, depois da minha morte servirá seis anos a meus filhos e filhas menores, e no fim dos ditos seis anos ficará livre, passando-lhe meu testamenteiro carta de Liberdade independente de outra circunstância que não seja o teor expirado o dito prazo. Deixo a minha casa térrea na cidade no valor de seis contos de réis a meu filho Claudino, e Genros Pedro Ramos Nogueira e Manoel de Freitas e Silva, vindo por isso ter cada um deles nela a terça parte, no valor de dois contos de réis. Deixo a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia desta cidade a quantia de três contos de réis e além do que a mesma me dever, cuja quantia lhe será entregue por meu testamenteiro logo depois de minha morte. Meu testamenteiro mandará dizer seis capelas de missas, por a Esmola do costume, sendo duas por minha alma, duas por alma dos meus pais e parentes, e duas por alma dos meus escravos falecidos até a data de minha morte. Deixo duzentos mil réis aos filhos e filhas de meu compradre Dionízio agregado da fazenda da Caxoeira, cuja quantia meu testamenteiro entregará a eles em fazendas e gêneros de que mais necessidade tiverem e não em dinheiro, e isto logo depois de minha morte. Deixo a Dona Jezuina, filha da Comadre Dona Rita da Serra a quantia de duzentos réis. Por minha morte ficarão livres as mulatas, Honoria, Maria e Inez, que foram do meu finado sogro Antonio José Sampaio, no gozo de cuja liberdade entrarão logo depois de minha morte. Deixo a cada hum de meus filhos e filhas as amas que os crearam e amamentaram. Minha fazenda da Caxoeira com todas as propriedade, e benfeitorias ficará pertencendo aos meus seis filhos menores em parte iguais vindo cada um a ter a sexta parte do seu valor. Todas as disposições supra serão tiradas da minha terça, a exceção unicamente da última, isto é, da fazenda da Caxoeira com cujo valor os ditos meus seis filhos menores entrarão à colação para lhes ser descontado em suas legitimas. E desta forma hei por findo meu testamento que pelo a Justiça do Império o cumprir, façam cumprir tão inteiramente como nele se contem, por ser esta a minha vontade. Este vai escrito por Manoel Venancio Campos da Paz, ao qual pedi por mim assinasse por me achar impossibilitado de o fazer. Bananal, Fazenda da Boa Vista, aos vinte e oito de abril de mil oitocentos e cincoenta e quatro. Assino a pedido do Comendador Luciano José de Almeida. Manoel Venancio Campos da Paz.Indiciado como traficante de escravos no caso BracuhyEm 11 de dezembro de 1852 houve um desembarque de africanos no porto do Bracuhy, freguesia da Ribeira, próximo à cidade de Angra dos Reis. Narra o delegado que, ao aportar o barco americano "Camargo", comandado por um capitão norte-americano, muitas canoas haviam se aproximado e os africanos desembarcaram em terras da Fazenda Santa Rita do Bracuí, de propriedade do Comendador José de Souza Breves, irmão do "Rei do Café". A polícia prendeu vários traficantes nacionais e estrangeiros, apreendeu parte da carga de 500 africanos vindos de Quelimane e Moçambique, bem como documentação que incriminava muita gente importante, inclusive o COMENDADOR LUCIANO JOSÉ DE ALMEIDA
  • BARÃO DE PARAHITINGA CARTA EM PAPEL TIMBRADO COM COROA DE BARÃO E INSCRIÇÃO BARAO DE PARAHITINGA. MISSIVA É DIRIGIDA A JESUÍNO ANTONIO FERREIRA DE ALMEIDA   O INJUSTIÇADO INVENTOR BRASILEIRO DE UMA MÁQUINA DE ESCREVER. EXCERTOS DO TEXTO: ILMO SR. DR. JESUINO ANTONIO FERREIRA DE ALMEIDA.  SAUDO E COMPRIMENTO A VOSSA SENHORIA DESEJANDO QUE REGREÇASSE COM SAÚDE E FELIZ VIAGEM ACHANDO SUA CASA EM PAZ. NOS FOI MUITO AGRADÁVEL A SUA COMPANHIA E A DE TODOS OS SENHORES QUE ME HONRARAM AO CÁ VIREM APENAS PARA ASSISTIR O CASAMENTO DE MINHA FILHA. POR MIM ESSE PRAZER DUROU POUCO. E QUE EM RECOMPENSA TIVEMOS DE SENTIR A AUSENCIA DE TÃO DIGNOS E AMÁVEIS SENHORES. ACEITE AS MINHAS SAUDADES DE MINHA MULHER E DE MEUS FILHOS E CREIA QUE SOU COM VERDADEIRA AMIZADE AMIGO AFETUOSO. BARÃO DE ITAPETININGA. SÃO LUIZ, 23 DE JUNHO DE 1876.  AS BODAS ERAM DE MARIA AMALIA DE CASTRO NOGUEIRA. QUE CASOU COM JOSÉ LUIZ DE ALMEIDA NOGUEIRA FILHO DO BARÃO DE JOATINGA , PEDRO RAMOS NOGUEIRA.  POR SUJA VEZ DE ILUSTRE TRONCO DE BANANAL, PARENTE DE JESUÍNO ANTONIO FERREIRA DE ALMEIDA E SOBRINHO DO VISCONDE DE SÃO LAURINDO,  LAURINDO JOSÉ DE ALMEIDA (1836-1917). NOTA:  Manuel Jacinto Domingues de Castro, Barão de Paraitinga, (São Luís do Paraitinga, 3 de julho de 1810  São Luís do Paraitinga, 30 de setembro de 1887) foi um nobre, militar e político brasileiro. Filho de Manuel Domingues de Castro e Eufrásia Maria Pereira de Campos, casou-se com Maria Justina Gouveia de Castro. Recebeu o título de Barão de Paraitinga, em 1873, durante a viagem do imperador D. Pedro II pela região.  Foi chefe municipal do Partido Conservador, deputado provincial em São Paulo, nos biênios de 1870-1871 e 1876-1877, e vice-presidente da Assembléia Legislativa. Seu nome figurou em várias listas para o cargo de senador do Império do Brasil. Em sua cidade, fundou o Instituto Literário Luizense, em 1878. Em Bragança Paulista há uma praça em sua homenagem. Coronel da Guarda Nacional, foi presidente da Câmara Municipal de seu município em 1884, bem como da Santa Casa de Misericórdia

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