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  • MARECHAL FLORIANO PEIXOTO  CARTA PATENTE AO GENERAL DE DIVISÃO CONRADO JACOB NIEMEYER NOMEANDO-O  COMANDANTE DO 2. DISTRITO MILITAR. ASSINADO NA CAPITAL FEDERAL EM 10 DE JANEIRO DE MIL OITOCENTOS E NOVENTA E UM. COM ASSINATURA DE FLORIANO PEIXOTO E SELO DO DEPARTAMENTO DE OBRAS MILITARES. FLORIANO ASISNA COMO VICE PRESIDENTE DA REPUBLICA POIS OCUPADA O LUGAR EM VIRTUDE DA RENUNCIA DE DEODORO DA FONSECA O PRIMIERO PRESIDENTE EM VIRTUDE DE DOENÇA. ENTRETANTO ESTA SITUAÇÃO ERA FRONTALMENTE ILEGAL PORQUE A CONSTITUIÇÃO DE 1891 ESTABELECIA NOVAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAS SE A VACÂNCIA DO CARGO DE PRESIDENTE DA REPÚJBLICA SE DESSE ATÉ DOIS ANOS DA ELEIÇÃO (COMO FOI O CASO). MUITA DOR TROUXE AOS BRASILEIROS O GOVERNO DITATORIAL  DE FLORIANO PEIXOTO!NOTA: Filho do teuto-português Conrado Jacó de Niemeyer, coronel de engenheiros, e de Olímpia Estelita de Aguiar Giffenig. Primo de Pedro de Alcântara Bellegarde. Casou-se, em 25 de setembro de 1858, em Rio Grande, com Maria Luísa Mena Barreto, filha do capitão Luís Francisco Mena Barreto e de Maria Angélica Ferreira de Sousa, e neta paterna do Visconde de São Gabriel, com quem teve treze filhos. Destinado à carreira das armas, por tradição de família, assentou praça no 1º Regimento de Cavalaria Ligeira. Depois de cursar a Escola Militar, foi reconhecido Cadete. A 30 de abril de 1835 foi nomeado Alferes-Aluno para a Arma de Artilharia. Formou-se em Matemática e Engenharia Civil e Militar. Participou ativamente na guerra do Paraguai tendo tomado parte em diversas batalhas. Foi promovido a Major, por merecimento, a 18 de maio de 1870. Ao ser promovido a Tenente-Coronel em 1873, foi nomeado chefe de uma comissão de engenharia militar na província do Rio Grande do Sul. Foi Diretor-Geral do Serviço de Extinção de Incêndios no Rio de Janeiro; Engenheiro da Fiscalização das Obras Militares do Quartel-General, e por decreto de 05 de janeiro de 1884, foi nomeado Comandante das Armas da província do Amazonas e daí para Mato Grosso. Em janeiro de 1887, volta ao Amazonas, acumulando os cargos de Comandante das Armas e Presidente da província, onde se revelou como um administrador probo, digno e de grande visão. Exonerado a pedido das funções que exercia no Amazonas, foi incumbido da inspeção do Regimento Policial da Capital do Império. A 25 de abril de 1888 foi promovido a Brigadeiro. A 10 de março de 1889 foi nomeado para o posto de Quartel-Mestre-General e a 02 de novembro desse mesmo ano foi nomeado Diretor da Escola de Guerra. A 03 de maio de 1892 foi promovido a General de Divisão. A 22 de julho de 1893 foi elevado ao posto de Marechal Graduado e a 05 de abril de 1895 foi confirmado no posto de Marechal, foi reformado em 13 de outubro de 1898.
  • LES SOIRS DOPIUM: POEMAS DE MAURICE MAGRE. ILUSTRAÇÃO DE ÉDOUARD CHIMOT E ORNAMENTOS GRAVADOS EM MADEIRA BASEADOS EM DESENHOS DE J.P. SAUGET.. IMPRESSO EM PARIS PELA LE LIVRE DU BIBLIOPHILE EM 1921. 164 PÁGINAS 33CM X 25CM. DESTA EDIÇÃO FORAM FEITAS 55 EXEMPLARES DOS QUAIS 12 EM PAPEL JAPÓN IMPERIAL NUMERADOS DE 13 A 24. CONTENDO ÁGUAS-FORTES ORIGINAIS GRAVADAS PELO ARTISTA, SENDO ESTE O EXEMPLAR Nº17. TEXTOS EM VERSOS. PÁGINA DE ROSTO VERMELHO E PRETO. ENCADERNAÇÃO RIQUÍSSIMA EM MARROQUIM BORDÔ, CANTO SUPERIOR DOURADO E CONTRACAPA MARMOREADA EM LILÁS, SUFERINO, AZUL E OURO, ASSINADO POR FLAMMARION. LITERATURA FRANCESA.Nota: Maurice Magre nasceu em Occitano 2 de março de 1877. Foi um escritor, poeta e dramaturgo francês. Ele foi um ardente defensor do occitano , e fez muito para divulgar o martírio dos cátaros no século XIII. Para seus romances históricos sobre o catarismo, Magre está particularmente alinhado com o historiador Napoléon Peyrat , no sentido de que o autor frequentemente prefere lendas e o épico romântico à verdade histórica. Trecho de um dos poemas: ELA CHOROU TÃO... Ele chorou tanto naquela noite no quarto que empurrei a porta para acalmá-la. Ela estava num canto, tremendo com os membros, E tão pequena! bem como um pobre objeto quebrado. E eu disse a ele: Cale a boca, talvez eu esqueça tudo. Trago o perdão que vem do fundo do meu coração. E a noite solene entrou pela janela, O orgulho da minha bondade substituiu a minha dor... E eu disse novamente, tanta pena dela: Vai, encontraremos toda a felicidade de antes.... E estas palavras de facto secaram-lhe as pupilas, Ela olhou-me, hostil, fixamente... E li nos seus olhos o seu terrível pensamento.... O que ela queria acima de tudo, era ir embora, Ela queria juntar-se ao outro, ser afugentada, A doçura do perdão iria segurá-la. Ela teria preferido o insulto e a censura A este perdão que eu trouxe como um tesouro. Ela o sentiu na porta, bem perto, E foi por eles que ela chorou tanto.
  • MARECHAL FLORIANO PEIXOTO  CARTA PATENTE AO GENERAL DE DIVISÃO CONRADO JACOB NIEMAYER NOMEANDO-O DIRETOR GERAL DAS OBRAS MILITARES. ASSINADO NA CAPITAL FEDERAL EM 10 DE JANEIRO DE MIL OITOCENTOS E NOVENTA E TRÊS. COM ASSINATURA DE FLORIANO PEIXOTO E SELO DO DEPARTAMENTO DE OBRAS MILITARES. FLORIANO ASISNA COMO VICE PRESIDENTE DA REPUBLICA POIS OCUPADA O LUGAR EM VIRTUDE DA RENUNCIA DE DEODORO DA FONSECA O PRIMIERO PRESIDENTE EM VIRTUDE DE DOENÇA. ENTRETANTO ESTA SITUAÇÃO ERA FRONTALMENTE ILEGAL PORQUE A CONSTITUIÇÃO DE 1891 ESTABELECIA NOVAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAS SE A VACÂNCIA DO CARGO DE PRESIDENTE DA REPÚJBLICA SE DESSE ATÉ DOIS ANOS DA ELEIÇÃO (COMO FOI O CASO). MUITA DOR TROUXE AOS BRASILEIROS O GOVERNO DITATORIAL  DE FLORIANO PEIXOTO! NOTA: Floriano Vieira Peixoto (Maceió, 30 de abril de 1839  Barra Mansa, 29 de junho de 1895), cognominado "O Marechal de Ferro" ou "Consolidador da República", foi um militar e político brasileiro, veterano da Guerra do Paraguai e de vários outros conflitos, que serviu como segundo presidente do Brasil, sendo também o primeiro vice-presidente do Brasil a suceder o presidente no meio do mandato. Seu governo abrange a maior parte do período da história brasileira conhecido como República da Espada.  ascido em Alagoas, mudou-se para o Rio de Janeiro aos dezesseis anos para completar o curso secundário. Em 1858 ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro, declarado segundo-tenente quando da conclusão do curso, em 1861. Membro e posteriormente comandante do 1.º Batalhão de Voluntários da Pátria durante a Guerra do Paraguai, participou de importantes episódios do conflito, como as batalhas de Tuiuti, Itororó, Lomas Valentinas e Angostura. Em 1870 retornou à capital e conclui o bacharelado em ciências físicas e matemáticas. Assumiu o cargo de presidente da província de Mato Grosso, em 1884, ficando na posição por pouco mais de um ano. Foi um participante ativo da Proclamação da República, recusando-se a comandar a resistência imperial ao golpe de estado republicano. Ascendendo ao posto mais alto do Exército Brasileiro, em 1890, tornou-se Ministro da Guerra no mesmo ano. Eleito vice-presidente em fevereiro de 1891, torna-se presidente do Brasil em novembro do mesmo ano, face à renúncia do então presidente Deodoro da Fonseca, em meio a uma grave crise política. Seu governo foi marcado por um intenso clima de rebeliões. Em 1892 foi publicado o Manifesto dos 13 generais, que tinha por finalidade contestar a legitimidade do governo de Floriano  constitucionalmente, ele deveria convocar novas eleições, em vez de assumir a presidência até o término do mandato de Deodoro.4 A Segunda Revolta da Armada, resultado de diversos conflitos entre o Exército e a Marinha, e a Revolução Federalista, crise política de ideais federalistas que buscavam depor o governador gaúcho Júlio de Castilhos, eclodiram ambos em 1893. Floriano debelou estes conflitos violentamente, consolidando-se no poder, o que lhe fez ganhar a alcunha de "Marechal de Ferro".13 O culto à sua personalidade, denominado florianismo, foi o primeiro fenômeno político de expressão focalizado em torno da figura de um personagem republicano no Brasil.Assumiu a república de forma ilegal após a renúncia de Deodoro da Fonseca, uma vez que com a Constituição de 1891 em seu artigo 42 dizia:"Se, no caso de vaga, por qualquer causa, da saída da presidência ou vice-presidência, não havendo ainda decorrido dois anos do período eleitoral, proceder-se-á uma nova eleição"Mesmo assim houve a posse de Floriano e esta foi interpretada na época como um retorno à legalidade, contando com o apoio das Forças Armadas, exército, marinha e Partido Republicano Paulista (que era oposição de Floriano até então, mas o apoiou para substituir mais facilmente Deodoro).Os seus primeiros atos depois de assumir a presidência foram anular o decreto que dissolveu o Congresso Nacional, retirada dos interventores estaduais indicados por Deodoro e tomou medidas econômicas atenuante em decorrência dos efeitos causados pela crise financeira gerada pelo estouro da bolha financeira do encilhamento, controlando o preço dos gêneros alimentícios de primeira necessidade e os aluguéis.Essas medidas romperam o apoio que ele estava conquistando e para muitos passou a ser necessária a convocação de uma nova eleição presidencial, conforme determinava o artigo 42. Floriano alegou que a própria constituição abria uma exceção, ao determinar que a exigência só se aplicava a presidentes eleitos diretamente pelo povo, assumindo assim o papel de consolidador da República. A sua forma de governar o deixou conhecido como "Marechal de Ferro", principalmente por causa da dura reação promovida por ele à Revolução Federalista. Assim, a historiografia considera que o seu período de governo foi marcado pelo autoritarismo, personalismo e centralização do poder executivo federal, tal qual o seu antecessor, porém seu governo conseguiu mais estabilidade em relação ao Marechal Deodoro, que havia fechado o Congresso e se viu obrigado a renunciar por causa da pressão da oposição.Durante o tempo em que esteve no poder contrapôs-se ao liberalismo, que era composto pela elite agrícola, especialmente de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e, em parte, também por membros da marinha. Foi nacionalista e favoreceu politicamente o exército, em especial os das escolas militares.A centralização do poder foi importante em seu governo, uma vez que mesmo que Floriano não se identificasse totalmente com o positivismo, ele foi influenciado pela ideologia e o seu entorno era adepto, sendo composto por membros do chamado "tabernáculo da ciência", nome que ficou conhecido a Escola Militar da Praia Vermelha e por ex-combatentes da guerra do Paraguai, guerra essa que o próprio Floriano havia lutado. Em contraste, a oposição ao seu governo era majoritariamente formada por liberais, que nesse momento histórico defenderam a descentralização do poder. Assim, em março de 1892 foi publicado um manifesto conhecido como "Manifesto dos 13 Generais", que contestou a legalidade, legitimidade e o "autoritarismo" de Floriano, pedindo a realização imediata de uma nova eleição presidencial. No dia seguinte à publicação do manifesto mandou reformar e prender os signatários.Em fevereiro de 1893 iniciou-se a Revolução Federalista, conflito que durou dois anos e meio, e em setembro do mesmo ano eclodiu a segunda revolta da armada, que durou até março de 1894. A forma ditatorial e enérgica como Floriano agiu para combater essas revoltas que o deixou conhecido como "Marechal de ferro", sendo que as medidas tomadas nesses episódios geraram a controversa mudança de nome da cidade de Nossa Senhora do Desterro, para Florianópolis ("Cidade Floriana") em Santa Catarina.Ao contrário do que se poderia prever, houve na presidência de Floriano um acordo tácito entre o presidente e o PRP (Partido Republicano Paulista). As razões básicas para isso foram os riscos, alguns reais, outros imaginários, que corria o regime republicano. A elite política de São Paulo via na figura de Floriano a possibilidade mais segura de garantir a sobrevivência da República, a partir do poder central. Floriano, por sua vez, percebia que sem o PRP não teria base política para governar. Assim, mesmo sendo oposição ideológica, parte dos cafeicultores que ajudaram a derrubar o Deodoro da Fonseca, apoiaram o governo Floriano desde o começoConsta que Floriano Peixoto lançou uma ditadura. Seu governo era de orientação centralizadora. Demitiu todos os governadores que apoiaram Deodoro da Fonseca. Na chamada Segunda Revolta da Armada agiu de forma contundente, vencendo-a de maneira cruel, ao contrário de Deodoro.21Em abril de 1892 decretou estado de sítio, após manifestações de opositores e divulgação de manifestos na Capital Federal. Prendeu os manifestantes e desterrou outros para a Amazônia. Quando Rui Barbosa ingressou com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal em favor dos detidos, Floriano Peixoto ameaçou os ministros da Suprema Corte: "Se os juízes concederem habeas corpus aos políticos, eu não sei quem amanhã lhes dará o habeas corpus de que, por sua vez, necessitarão". O STF negou o habeas corpus por dez votos a umA segunda Revolta da ArmadaAconteceu em 1893, desta vez contra o presidente, marechal Floriano Peixoto. Esta também foi chefiada pelo almirante Custódio de Melo, depois substituído pelo almirante Saldanha da Gama. Floriano não cedeu às ameaças; assim, o almirante ordena o bombardeio da capital brasileira. No ano seguinte Floriano e o exército brasileiro obtiveram apoio da marinha de guerra norte-americana no rompimento do bloqueio naval imposto pela marinha brasileira.21 Assim, o movimento desencadeado pela marinha de guerra brasileira no Rio de Janeiro terminou em 1894, com a derrota e fuga dos revoltosos para Buenos Aires.Floriano Peixoto, em seus três anos de governo como presidente, enfrentou a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul, iniciada em fevereiro de 1893. Ao atacá-la, apoiou Júlio Prates de Castilhos.20 O apelido de "Marechal de Ferro" se popularizou devido a sua impiedade diante das mortes que causou afim de suprimir a população envolvida na Revolução Federalista, que ocorreu na cidade de Desterro (atual Florianópolis), como na Segunda Revolta da ArmadaFloriano Peixoto entregou o poder em 15 de novembro de 1894 a Prudente de Morais, e morreu em 29 de junho do ano seguinte, em sua fazenda em Ribeirão da Divisa, atual Floriano, distrito de Barra Mansa, no estado do Rio de Janeiro, vítima de uma cirrose hepática. Deixou um testamento político:"A vós, que sois moços e trazeis vivo e ardente no coração o amor da Pátria e da República, a vós corre o dever de ampará-la e defendê-la dos ataques insidiosos dos inimigos". ... A mim me chamais o consolidador da República. Consolidador da obra grandiosa de Benjamin Constant e Deodoro são o exército nacional e uma parte da armada, que a Lei e às instituições se conservaram fiéis. Consolidador da República é a guarda nacional, são os corpos de polícia da Capital e do estado do Rio, batendo-se com inexcedível heroísmo e selando com o seu sangue as instituições proclamadas pela Revolução de 15 de novembro.Consolidador da República é a mocidade das escolas civis e militares derramando o seu sangue generoso para com ele escrever a página mais brilhante da história das nossas lutas.Consolidador da República, finalmente, é o grande e glorioso partido republicano, que, tomando a forma de batalhões patrióticos, praticou tais e tantos feitos de bravura, que serão ouvidos sempre com admiração e respeito pelas gerações vindouras.São esses os heróis para os quais a Pátria deve volver os olhos, agradecida.À frente de elementos tão valiosos, não duvidei, um momento sequer, do nosso triunfo, e, pedindo conselhos a inspiração e a experiência e procurando amparo no sentimento da grande responsabilidade que trazia sobre os ombros tive a felicidade de poder guiar os nossos no caminho da vitória. ..."
  • MEDALHA DA EXPOSIÇÃO DE HIGIENE DO IV CONGRESSO MÉDICO LATINO-AMERICANO. ACONTECIDO NO RIO DE JANEIRO EM 1909.  GRAVADOR RENÉ GRÉGOIRE.  A MEDALHA FOI OFERECIDA AO INSTITUTO OSWALDO CRUZ POR OCASIÃO DO 4º CONGRESSO MÉDICO LATINO-AMERICANO, REALIZADO ENTRE 1º E 8 DE AGOSTO DE 1909, NO RIO DE JANEIRO, EM RECONHECIMENTO A SUAS REALIZAÇÕES NO CAMPO DA SAÚDE PÚBLICA. EM ESTILO ART NOUVEAU, A MEDALHA FOI CONFECCIONADA PELO ESCULTOR FRANCÊS RENÉ GRÉGOIRE (1871-1945). ESTAMPA A IMAGEM DE UM SOL RADIANTE, UMA VISTA EM PERSPECTIVA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO E DUAS FIGURAS FEMININAS, UMA DELAS PORTANDO UMA PLACA COM OS NOMES DE JENNER, PETTENKOFFER E PASTEUR. NO VERSO, RODEADAS POR UM RAMO DE LOUROS, ESTÃO REPRESENTADAS AS EDIFICAÇÕES EM QUE SE REALIZARAM O CONGRESSO E A EXPOSIÇÃO; NA PARTE INFERIOR, ESTÃO GRAVADAS A PALAVRA BENEMERETI E AS INICIAIS DO ARTISTA, RG. VIDE NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE IMAGEM DA EXPOSIÇÃO DE HYGIENE  DE 1909.  DIMENSÕES: 5,8 CM DE DIÂMETRONOTA: O Congresso Médico Latino-americano, iniciado em 1901 no Chile e realizado periodicamente até 1930, era um evento sobre temas relacionados à ciência médica e à higiene. Entre seus objetivos estavam o fortalecimento e a padronização, na América Latina, de medidas de combate a problemas sanitários, além do estabelecimento de vínculos e parcerias entre instituições e associações médicas da região.Simultaneamente aos Congressos, destinados a médicos e especialistas, ocorriam as Exposições de Higiene. Abertas ao público, elas exibiam inovações em produtos, terapias, equipamentos e instrumentos médicos e procuravam divulgar para a população práticas de higiene. As exposições eram organizadas pelo país que sediava o Congresso, com a participação de instituições médico-científicas locais e dos demais países latino-americanos.A Exposição de Higiene de 1909 ocupou três edificações no bairro da Urca, no Rio de Janeiro, construídas anteriormente para a Exposição Nacional, ocorrida no ano anterior em comemoração ao centenário da abertura dos portos do Brasil. Os prédios ocupados pela Exposição de Higiene foram o Palácio dos Estados, o Palácio das Indústrias e o Palácio do Distrito Federal. Pouco tempo depois, estes prédios foram demolidos, como costumava acontecer com as construções grandiosas, porém efêmeras, erguidas para eventos dessa natureza.A Exposição foi dividida em duas seções: a Científica, da qual só participaram expositores latino-americanos, e a Industrial, aberta à participação de outros países. Nelas, foram apresentados sistemas de esgotos e distribuição de águas, serviços sanitários, laboratórios médicos, serviços de vacinação, hospitais e desinfectórios, aparelhos, instrumentos médico-cirúrgicos, utensílios higiênicos, alimentos e medicamentos. Estiveram presentes 396 expositores, incluindo instituições cientificas e médicas e representantes dos setores industrial e comercial, a maioria deles brasileiros.Na Seção Científica, o Instituto Oswaldo Cruz expôs gráficos, mapas, fotografias de suas novas instalações em Manguinhos, peças de anatomia patológica, exemplares de coleções zoológicas e microbiológicas, medicamentos, soros e vacinas de sua produção.Tais exposições, além de divulgar conhecimento e técnicas, eram também espaços de articulação política, negócios comerciais e laser do público visitante. No dia de sua inauguração, a Exposição de Higiene de 1909 chegou a reunir cerca de 80 mil pessoas, configurando um importante evento sociocultural na antiga capital federal do Brasil.
  • LETTRES DU TONKIN DE MARECHAL LYAUTEY, ILUSTRAÇÃO DE JEAN BOUCHAUD. IMPRESSO EM PARIS PELA ÉDITIONS NATIONALES EM 1928. 2 VOLUMES 29CM X 23CM. LIVRO RARO. COM PREFÁCIO DE MAX LECLERC. NESTA EDIÇÃO FORAM TIRADOS 550 EXEMPLARES IMPRESSOS POR L. MOULIN COM A DIREÇÃO DE G. ROUILLARD. AQUARELAS REPRODUZIDAS EM FAC-SÍMILE NO ATELIER DE D. JACOMET. MARCA DAGUA. LETRAS CAPITAIS EM VERMELHO E AZUL. ENCADERNAÇÃO ESPLÊNDIDA EM MARROQUIM VERMELHO COM CONTRACAPA EM CHAMALOTE VERMELHO. LITERATURA FRANCESA.Nota: Lettres du Tonkin é uma obra que reúne cartas de René-Alexandre-Louis-Victor Normand, que foi morto em Bangbô (China) em 24 de março de 1885. Louis Hubert Gonzalve Lyautey nasceu em Nancy, 17 de novembro de 1854. Foi um militar francês que se destacou nas guerras coloniais e foi o primeiro residente geral do Protetorado Francês de Marrocos de 1912 a 1925, ministro da guerra durante a Primeira Guerra Mundial, Marechal de França em 1921, além de académico. É frequentemente considerado o construtor do império colonial francês.
  • MEDALHA DA INAUGURAÇÃO DA AVENIDA CENTRAL EM 1905 ( ATUAL AVENIDA RIO BRANCO), GRAVADA PELO FAMOSO ARTISTA GIRARDET, COM AS EFÍGIES DO PRESIDENTE RODRIGUES ALVES, O MINISTRO LAURO MULLER E DO ENGENHEIRO PAULO DE FRONTIN. NO CAMPO TRÊS EFÍGIES ORLADAS POR LOUROS A SUPERIOR COM A LEGENDA DR. FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES PRESIDENTE DA REPLUCA DOS E.U. DO BRASIL, ABAIXO À ESQUERDA DR. LAURO SEVERIANO MULLER MINISTRO DA INDUSTRIA AVIAÇÃO E OBRAS PUBLICAS E DR. A.G. PAULO DE FRONTIN ENGENHEIRO CHEFE DA COMISSÃO CONSTRUTORA, NA LATERAL ESQUERDA A INSCRIÇÃO INÍCIOS DOS TRABALHOS 8 DE MARÇO DE 1904 À DIREITA INAUGURAÇÃO DA AVENIDA CENTRAL - 15 DE NOVEMBRO DE 1908 E ABAIXO DECRETO Nº 4969 DE 18 DE SETEMBRO DE 1903 E NO EXERGO A ASSINATURA DO ARTISTA A G GIRARDET REVERSO, NO CENTRO ACIMA DA INSCRIÇÃO RIO DE JANEIRO 15-11-1902 15-11-1906. A OBRA TEVE INICIO EM 1904 E FOI INAUGURADA EM 1905, LIGANDO A PRAÇA MAUÁ ATÉ A AVENIDA BEIRA MAR, COM 33 METROS DE LARGURA E 1.800 METROS DE COMPRIMENTO, PARA SE CONSTRUÍDA FORAM DEMOLIDOS 500 PRÉDIOS VELHOS DO CENTRO DA CIDADE, OBRA FICOU CONHECIDA COMO BOTA-ABAIXO GRAVADOR GIRARDET CUNHAGEM CASA DA MOEDA DE PARIS BRONZE MEDIDA . 5 CM DE DIAMETRONOTA: Em 1905 havia os que não concordavam com as mudanças do prefeito Pereira Passos na capital da república. Comentavam, alarmados, sobre as cifras do empréstimo obtido junto à Inglaterra, que alcançava a metade da receita da União: 8.500.000 libras esterlinas. Na época, o escritor Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) criticou fortemente as obras orquestradas por Francisco Pereira Passos (1836-1913) e sua equipe de engenheiros e operários. Acreditava que tomavam-se altas somas para demolir as velhas casas da capital federal. Lima criou uma fictícia República dos Estados Unidos da Bruzundanga e disse que de uma hora para a outra, a antiga cidade desapareceu e outra surgiu como se fosse obtida por uma mutação de teatro. Havia mesmo na cousa muito de cenografia. Segundo o escritor, as reformas dividiam o Rio em duas partes, uma europeia e outra indígena, na época em que indígena tinha o sentido de nativo. Nesta porção da urbe, viviam os negros, os nordestinos, os imigrantes latinos, enfim, gente pobre de todo o país. O projeto urbanístico das elites visava esconder essa parte da cidade como se fosse uma vergonha, sinônimo de atraso, concluiu a historiadora Mônica Velloso. O professor de arquitetura e urbanismo Luiz Guilherme Rivera de Castro afirma que não se trata de negar as necessidades de saúde pública ou de criação de ambientes urbanos aprazíveis. Mas, por outro lado, (...) não se pode louvar essas intervenções justificando os danos colaterais provocados como se fossem questões de menor importância. Refere-se ao fato de que a população trabalhadora desfavorecida, sendo expulsa de suas habitações, não tinha outra opção se desejava permanecer mais ou menos próxima aos seus locais de trabalho, a não ser a de construir casebres nos morros próximos ao centro do Rio.Se, por um lado, a iniciativa do governo federal deu andamento à modernização necessária, adequando o centro da cidade (em particular a região do porto), por outro, trouxe efeitos excludentes nefastos e duradouros para os habitantes mais necessitados. Nesse sentido, as reformas promovidas durante a administração Pereira Passos são apontadas, frequentemente, como responsáveis pelo aparecimento das primeiras favelas no Rio de Janeiro. Sobre o tema, Lilian Fessler Vaz, arquiteta e urbanista, considera que as classes populares se dispersaram pelos subúrbios (...) e pelas favelas que passaram a fazer parte da imagem urbana carioca num contraponto à modernização. Chama ainda a atenção o fato de que tais localidades passaram a fazer parte da crônica policial. Para o historiador Romulo Costa Mattos, essa forma de tratamento, especialmente pela imprensa, contribuiu para a formação de uma memória social de acordo com a qual as favelas seriam, por excelência, territórios das classes perigosas na cidade do Rio de Janeiro. Em 1905, diante das notícias que pontilhavam os periódicos, somadas às denúncias feitas pelo jovem engenheiro da Prefeitura da capital federal Everardo Adolpho Backheuser, o governo federal nomeou uma comissão para tratar a questão da crise de moradias. Contudo, para um número de mais de duas mil habitações demolidas, ergueram-se em torno de uma centena. As obras terminaram somente em 1908, e as habitações foram ocupadas pelos funcionários da própria municipalidade, conforme denúncias publicadas nos jornais que faziam oposição aos administradores da época.
  • MEDALHA - CENTENÁRIO DA ABERTURA DOS PORTOS - EXPOSIÇÃO NACIONAL 1908  GRAVADOR GIRARDET. 1º CENTENÁRIO DE ABERTURA DOS PORTOS DO BRAZIL AO COMÉRCIO INTERNACIONAL. ANVERSO: EXPOSIÇÃO NACIONAL - 1908 - GRANDE PREMIO - VISTA DO PÃO DE AÇÚCAR, RIO DE JANEIRO E ALEGORIAS REVERSO: 1O. CENTENÁRIO DA ABERTURA DOS PORTOS DO BRAZIL AO COMMERCIO INTERNACIONAL / 1808 RIO DE JANEIRO 1908. VIDE NOS CRÉIDTOS EXTRAS DESSE LOTE IMAGEM DO PAVILHÃO DE SÃO PAULO 48 MM DE DIAMETRONOTA: A Exposição Nacional Comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Portos do Brasil ocorreu em 1908, no bairro da Urca, na cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Suas construções eram em sua maioria de arquitetura efêmera.  romovida pelo Governo Federal destinava-se declaradamente a comemorar o centenário do Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas e fazer um inventário da economia do país à época. O seu principal objetivo, entretanto, era o de apresentar a nova capital da República - urbanizada pelo então Prefeito Francisco Pereira Passos e saneada pelo cientista Oswaldo Cruz - às diversas autoridades nacionais e estrangeiras que a visitaram.Teve lugar entre 11 de Agosto e 15 de novembro de 1908, constituindo-se numa ampla exibição de produtos naturais e manufaturados, oriundos dos principais estados brasileiros. Houve ainda um pavilhão de Portugal. Nos seus três meses de abertura, a exposição foi visitada por mais de um milhão de pagantes, muitos deles oriundos de diferentes pontos de um território em grande parte sequer conhecido pelos demais brasileiros. Todos os estados da Federação organizaram pavilhões ou estandes exibindo seus avanços culturais e econômicos em álbuns, fotografias ou catálogos. Além disso, o Governo Federal e a Prefeitura do Distrito Federal também se fizeram representar, construindo importantes pavilhões e mostrando o desenvolvimento de seus serviços públicos. Mas se o balanço que o país fazia de si próprio em 1908 mostrava-se surpreendente, mais ainda o é a constatação de que inúmeras das nossas instituições atuais foram concebidas e moldadas nos espaços efêmeros dessas mostras do passado. Das palavras aos comportamentos: é a própria cultura do século XX ou os desafios de hoje que se encontram aí delineados em sua força e em seus limites, em seus sonhos e capacidade realizadora, em suas conquistas efêmeras e em seus valores duradouros.
  • UM PÈLERIN DANGKOR: SUIVI DE LE LIVRE DE LA PITIÉ ET DE LA MORT. DE PIERRE LOTI. ILUSTRAÇÃO DE MAURICE. IMPRESSO EM PARIS PELA CALMANN-LÉVY EM 1936. 262 PÁGINAS COM HELIOGRAVURAS 23CM X 18CM. EDIÇÃO DE LUXO. GRAVURAS ALUSIVAS AO TEXTO. TIRAGEM LIMITADA, TIPOGRAFIA BRODARD. ENCADERNAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO, CONTRACAPA EM PAPEL FANTASIA ROSA, VERMELHO E DOURADO, E CORTE SUPERIOR DOURADO. LITERATURA FRANCESA.Nota: Dedicado a Paul Doumer , então governador-geral da Indochina Francesa, este diário de viagem referencial a Angkor começa com uma  lembrança da infância  as imagens de Angkor das páginas de um antigo Revisão colonial mantida pelo autor em sua juventude museu secreto, e por um apelo angustiado para parar de enviar tropas para a Indochina  o irmão mais velho de Loti havia sido morto no Vietnã, e ele próprio serviu como oficial da Marinha Francesa na época. O que torna o livro uma evocação duradoura dos templos Khmer é provavelmente a humildade sincera do escritor, impressionado pelo esplendor místico das ruínas, por seu significado contínuo para o povo cambojano (os monges são onipresentes nos templos antigos) e convencido da futilidade final do empreendimento colonial. Foi dito de Loti que ele era um mestre de o cândido e o melancólico, e estas páginas o provam. Bastante notável, de um corpo ou obra em que, segundo o grande romancista Henry James, O egoísmo também vive e floresce , espalha a fragrância mais rara e joga páginas como grandes flores estranhas.Nunca tentando compreender as complexidades arqueológicas do sítio, o autor confia mais em contos populares sobre os templos e em seus próprios sentimentos quando vagueia pelas ruínas ou tira uma soneca em uma galeria de Angkor Wat. Em todo lugar, as discretamente travessas Apsaras sorriem para mim . Quase incidentalmente, ouvimos sobre um trio de arqueólogos franceses acampando em Angkor Thom. O autor os encontra por acaso, menciona uma breve conversa e se abstém de nomeá-los, apenas acrescentando uma nota de rodapé que l'un d'eux, fils d'un célèbre sculpteur français, n'a pas tardé à y mourir de la fièvre des bois um deles, filho de um renomado escultor francês, logo morreria ali de febre da selva: Charles Carpeaux , obviamente. O relato das suas duas visitas  a primeira em Novembro de 1901 , quando Angkor ainda se encontrava nas províncias cambojanas anexadas pelo Reino do Sião, a segunda em Novembro de 1904 , culminando com uma noite encantadora de dança real Khmer no Palácio Real de Phnom Penh, continua a ser um tour de force literário, expressando o que foi, para citar Henry James novamente, o puro e essencial Loti: poesia na observação, felicidade na tristeza.
  • RAMUNTCHO DE PIERRE LOTI. ILUSTRAÇÃO DE PIERRE BRISSAUD. IMPRESSO EM PARIS PELA CALMANN-LÉVY EM 1936. 261 PÁGINAS COM HELIOGRAVURAS 23CM X 18CM. EDIÇÃO DE LUXO. GRAVURAS ALUSIVAS AO TEXTO. TIRAGEM LIMITADA, TIPOGRAFIA BRODARD. ENCADERNAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO, CONTRACAPA EM PAPEL FANTASIA ROSA, VERMELHO E DOURADO, E CORTE SUPERIOR DOURADO. LITERATURA FRANCESA.Nota: Ramuntcho (1897) é um romance do autor francês Pierre Loti . É uma história de amor e aventura sobre contrabandistas na província basca da França. É uma das histórias mais populares de Loti. Ramuntcho . Filho bastardo de Franchita (pai desconhecido), ele luta para ser um membro aceito da sociedade basca na vila de Etchezar. Um talentoso jogador de pelota e contrabandista. Uma história de jogos rústicos, e com um caráter inocente, o romance parece pertencer a uma certa tradição que floresceu no final do século XVIII  o romance pastoral idílico. Ramuntcho pertence à tradição Bildungsroman , ao romance de aprendizagem e de formação. O Escritor Pierre Loti nasceu em Rochefort, 14 de janeiro de 1850. Foi um escritor e oficial da marinha francês. O seu nome de batismo era Louis Marie Julien Viaud. Foi membro da Academia Francesa desde 1891. Foi sepultado em 10 de junho de 1923, com um funeral com honras de estado, na Ilha de Oléron. A sua casa em Rochefort foi transformada num museu.
  • LES DÉSENCHANTÉES DE PIERRE LOTI. ILUSTRAÇÃO DE A. CALBERT. IMPRESSO EM PARIS PELA CALMANN-LÉVY EM 1936. 312 PÁGINAS COM HELIOGRAVURAS 23CM X 18CM. EDIÇÃO DE LUXO. GRAVURAS ALUSIVAS AO TEXTO. TIRAGEM LIMITADA, TIPOGRAFIA BRODARD. ENCADERNAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO, CONTRACAPA EM PAPEL FANTASIA ROSA, VERMELHO E DOURADO, E CORTE SUPERIOR DOURADO. LITERATURA FRANCESA.Nota: Neste romance, Loti, a amante de Istambul, se torna a voz das mulheres, as mulheres dos haréns, nas últimas horas do Império Otomano. Três mulheres da alta sociedade entram em contato com André Lhéry, um escritor e diplomata francês baseado na antiga Constantinopla. Intercâmbios complexos, apaixonados e violentos surgem entre o autor e essas mulheres ainda prisioneiras de seus véus e de um estilo de vida prisional. Um livro cativante e perturbador. E eles estenderam para ele pequenas mãos enluvadas de branco. Eles falavam o resto do francês com vozes muito suaves e com perfeita facilidade, essas duas novas sombras.  Nossos amigos nos disseram, disse um, que você iria escrever um livro em favor da mulher muçulmana do século XX, e queríamos lhe agradecer por isso.  Como será chamado? perguntou o outro, sentando-se com graça lânguida no humilde e desbotado sofá.  Meu Deus, ainda não pensei nisso. É um projeto tão recente, e um para o qual fui um pouco forçado, admito... Vamos colocar o título em competição, se você não se importa... Vamos ver!... Eu sugeriria: The Disenchanted.  Os Desencantados, repetiu Djénane lentamente. Ficamos desencantados com a vida quando a vivemos; mas nós, ao contrário, que só pediríamos para viver! Não é desencantado que o somos, é aniquilado, sequestrado, sufocado
  • PRESIDENTE AFFONSO PENNA  O MONARQUISTA CONVICTO QUE SE TORNOU PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL . CARTA PATENTE NOMEANDO O TENENTE CORONEL ROGÉRIO CÉSAR DE ANDRADE COMANDANTE DO 265. BATALHÃO DE INFANTARIA DA GUARDA NACIONAL NA COMARCA DE ITATIBA, SÃO PAULO. ROGÉRIO CÉSAR DE ANDRADE ERA SOBRINHO NETO DO GENERAL FRANCISCO GUICÉRIO, REPUBLICANO DE PROA UM DOS GRANDES QUADROS POLÍTICOS DOS PRIMÓRDIOS DA REPÚBLICA. LAVRADO NO PALÁCIO DO RIO DE JASNEIRO EM 16 DE JANEIRO DE 1908. VIGÉSIMO DA REPUBLICA. ASSINA O PRESIDENTE AFFONSO PENNA. NOTA: Afonso Augusto Moreira Pena (Santa Bárbara, 30 de novembro de 1847  Rio de Janeiro, 14 de junho de 1909) foi um advogado e político brasileiro. Foi o sexto presidente da República, de 1906 até sua morte. Iniciou sua carreira política durante o Império, exercendo vários cargos, incluindo de presidente de Minas Gerais, legislador, presidente do Banco da República e ministro de Estado. Filho de um imigrante português, Pena obteve o bacharelado e doutorado em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.  Exerceu advocacia em seu estado natal e foi eleito deputado provincial em 1874. Em 1878, foi eleito deputado geral, sendo reeleito nas eleições seguintes. Ainda durante o Império, foi ministro de Estado entre 1882 e 1885, comandando as pastas da Guerra, da Justiça, da Agricultura e dos Transportes. Em 1892, Pena foi eleito presidente de Minas Gerais. Durante seu mandato, mudou a capital estadual de Ouro Preto para Belo Horizonte e fundou a Faculdade Livre de Direito. Em 1903, foi nomeado vice-presidente da República e, na eleição de 1906, elegeu-se presidente com quase a totalidade dos votos. Como presidente, viabilizou o intercâmbio de diferentes unidades monetárias, expandiu o sistema ferroviário e interligou a Amazônia ao Rio de Janeiro pelo fio telegráfico. Morreu no exercício do cargo, em 1909, sendo sucedido por Nilo Peçanha. Natural de Santa Bárbara, Pena era filho de Domingos José Teixeira Penna e de Anna Moreira Teixeira Penna. Seu pai era natural de São Salvador da Ribeira de Pena, Portugal e no novo país era proprietário de terras e de uma lavra de ouro, trabalhando como minerador. Seus proventos eram suficiente para fornecer à família um padrão de vida descrito como "cômodo".12 Sua mãe provinha de uma influente família na política de Santa Bárbara. Quando criança, era protegido pela ama Ambrosina, uma escrava. De acordo com José Anchieta da Silva, um de seus biógrafos, Pena era um abolicionista precoce que lutou por melhores condições de trabalho para os escravos de seu pai. Sua avó paterna, Maria José dos Prazeres Machado Pena, foi uma portuguesa que viveu 113 anos. Pena completou os estudos primários em sua cidade natal, transferindo-se em 1857 para o Colégio do Caraça, mantido pelos padres lazaristas. No educandário, teve em seu currículo aulas de francês, inglês e retórica. Em 1866, mudou-se para a cidade de São Paulo, de modo a estudar na Faculdade de Direito. Durante o curso, foi colega de Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Castro Alves e Rodrigues Alves. Com este último fundou o periódico Imprensa Acadêmica, focado a debater assuntos acadêmicos e políticos. Diplomou-se bacharel em Direito em 23 de outubro de 1870. No ano seguinte, tornou-se doutor pela mesma instituição, defendendo a tese Letra de Câmbio. Após recusar convite para lecionar em sua alma mater, retornou para Minas, onde fundou seu próprio escritório de advocacia. Em 1875, Pena casou-se com Maria Guilhermina de Oliveira, filha de Belisário Augusto de Oliveira Pena, o Visconde de Carandaí, e descendente de Honório Hermeto Carneiro Leão, o Marquês de Paraná. O casal teve doze filhos juntos: Maria da Conceição, Afonso Júnior, Otávio, Álvaro, Salvador, Albertina, Maria Guilhermina, Alexandre Moreira, Manuel, Regina Alexandre, Dora e Olga. Afonso Júnior foi ministro da Justiça e Negócios Interiores do presidente Artur Bernardes e membro da Academia Brasileira de LetrasPena pensou em abandonar a política com a Proclamação da República para retomar seus projetos pessoais, nomeadamente a advocacia e o magistério. No entanto, acabou por adotar uma "aceitação resignada" ao regime estabelecido, sendo eleito para a Assembleia Constituinte de Minas Gerais, como senador estadual. Em 1892, candidatou-se a presidente de Minas Gerais, em chapa única apoiada por todos os partidos. Era a primeira eleição direta para o cargo, e Pena foi eleito com 48 mil votos. Como governador, Pena opôs-se ao presidente Floriano Peixoto e abrigou no estado seus opositores. Em 1893, obteve a aprovação da lei de sua autoria que fundou a cidade de Belo Horizonte, no lugar de Curral Del Rey, para servir como capital estadual que, na época, era Ouro Preto. Em 1892, foi um dos fundadores da Faculdade Livre de Direito, sendo também um de seus diretores. Pena deixou o governo de Minas em 1894, sendo sucedido por Bias Fortes.1 Em 1895, foi nomeado pelo presidente Prudente de Morais para comandar o Banco da República, o atual Banco do Brasil. Era, à época, a principal instituição bancária brasileira. Manteve-se como presidente do banco até 1898. Em 1900, exerceu o cargo de presidente do Conselho Deliberativo de Belo Horizonte, com funções análogas à posteriormente estabelecida Câmara de Vereadores. Paralelamente, retornou ao Senado estadual, integrando a casa até 1902. Em 1903, Pena foi nomeado vice-presidente da República pelo presidente Rodrigues Alves, em virtude da morte de Silviano Brandão, vice-presidente eleito. O vice-presidente exercia, cumulativamente, o cargo de presidente do Senado Federal. Na eleição de 1906, foi o candidato à presidência da República pela coligação O Bloco, formada pelos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Rio de Janeiro. Pena derrotou facilmente seus opositores, o governador Lauro Sodré e o senador Rui Barbosa, obtendo 288 285 votos, ou 97,92% dos votos válidos. O senador Nilo Peçanha, da mesma chapa, foi eleito vice-presidente com 92,96% dos votos. Antes de ser empossado, Pena percorreu o país, viajando por mais de 21 mil quilômetros e visitando dezoito capitais.1 Tornou-se o sexto presidente da República em 15 de novembro de 1906. Apesar de ter sido eleito com base na chamada política do café com leite, realizou uma administração que não se prendeu de tudo a interesses regionais. Incentivou a criação de ferrovias, e interligou a Amazônia ao Rio de Janeiro pelo fio telegráfico, por meio da expedição de Cândido Rondon. Em 1906, o governo Pena adotou o padrão ouro, criando a Caixa de Conversão, fixando o câmbio à Libra, no valor de 1 mil-réis para 15 pence. Fez a primeira compra estatal de estoques de café, em vigor na República Velha, transferindo, assim, os encargos da valorização do café para o Governo Federal, que antes era praticada regionalmente, apenas por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que haviam assinado o Convênio de Taubaté. Essas medidas implicariam, mais tarde, em um período de grande prosperidade e controle inflacionário, interrompido com o advento da Primeira Guerra Mundial. O governo Pena modernizou o Exército e a Marinha por meio do general Hermes da Fonseca, e incentivou a imigração.2021 Seu lema era "governar é povoar", posteriormente absorvido e ampliado pelo presidente Washington Luís, que declarou: "Governar é povoar; mas, não se povoa sem se abrir estradas, e de todas as espécies; Governar é pois, fazer estradas"Os ministérios durante a presidência de Pena eram ocupados por políticos jovens e que respeitavam muito a autoridade dele. Estes jovens receberam a alcunha de Jardim da Infância.24 Chegou mesmo a declarar, em carta a Rui Barbosa, que a função dos ministros era executar seu pensamento: "Na distribuição das pastas não me preocupei com a política, pois essa direção me cabe, segundo as boas normas do regime. Os ministros executarão meu pensamento. Quem faz a política sou eu." O presidente Pena incentivou grandemente a construção de ferrovias, destacando-se a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e da ligação das ferrovias paulistas com as paranaenses, permitindo-se, pela primeira vez, a ligação do sudeste do Brasil com o sul do Brasil por trem.  Pena ainda modernizou as capitais e os portos brasileiros. Em virtude de seu afastamento dos interesses tradicionais das oligarquias, na chamada República oligárquica, Pena enfrentou uma crise por ocasião da sua sucessão. David Morethson Campista, indicado pelo presidente, foi rejeitado pelos grupos de apoio a Hermes da Fonseca (principalmente por Pinheiro Machado, o mais influente congressista daquela época). O presidente tentou indicar os nomes de Campos Sales e Rodrigues Alves, sem sucesso. Em meio a tudo isso, iniciou-se também a campanha civilista, lançada por Rui Barbosa.
  • PRIME JEUNESSE: SUIVI DE UM JEUNE OFFICIER PAUVRE DE PIERRE LOTI. ILUSTRAÇÃO DE A. E. MARTY. IMPRESSO EM PARIS PELA CALMANN-LÉVY EM 1936. 310 PÁGINAS COM HELIOGRAVURAS 23CM X 18CM. EDIÇÃO DE LUXO. GRAVURAS ALUSIVAS AO TEXTO. TIRAGEM LIMITADA, TIPOGRAFIA BRODARD. ENCADERNAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO, CONTRACAPA EM PAPEL FANTASIA ROSA, VERMELHO E DOURADO, E CORTE SUPERIOR DOURADO. LITERATURA FRANCESA.Nota: O jovem Loti, que conhece o amor por meio de uma jovem cigana, vai para Paris para completar seus estudos e se preparar para a escola naval, onde é admitido aos dezessete anos. Um jovem oficial pobre irá, em forma de diário pessoal, revelar-nos a nova existência do jovem aspirante a bordo de vários navios e durante diferentes campanhas, como aquela que o leva durante um ano ao Senegal, onde reúne elementos que um dia integrará no romance de um spahi. O Escritor Pierre Loti nasceu em Rochefort, 14 de janeiro de 1850. Foi um escritor e oficial da marinha francês. O seu nome de batismo era Louis Marie Julien Viaud. Foi membro da Academia Francesa desde 1891. Foi sepultado em 10 de junho de 1923, com um funeral com honras de estado, na Ilha de Oléron. A sua casa em Rochefort foi transformada num museu.
  • VERS ISPHAN DE PIERRE LOTI. ILUSTRAÇÃO DE HENRI DELUERMOZ. IMPRESSO EM PARIS PELA CALMANN-LÉVY EM 1936. 264 PÁGINAS COM HELIOGRAVURAS 23CM X 18CM. . EDIÇÃO DE LUXO. GRAVURAS ALUSIVAS AO TEXTO. TIRAGEM LIMITADA, TIPOGRAFIA BRODARD. ENCADERNAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO, CONTRACAPA EM PAPEL FANTASIA ROSA, VERMELHO E DOURADO, E CORTE SUPERIOR DOURADO. LITERATURA FRANCESA.Nota: Prefácio  Quem quiser vir comigo ver a estação das rosas em Isfahan, decida caminhar lentamente ao meu lado, por etapas, como na Idade Média. Quem quiser vir comigo ver a época das rosas em Isfahan, consente no perigo de cavalgar pelos maus caminhos onde caem os animais, e na promiscuidade dos caravançarais onde dormimos amontoados num ninho de terra, entre moscas e vermes. Quem quiser vir comigo ver surgir, no seu triste oásis, no meio dos seus campos de papoilas brancas e dos seus jardins de rosas cor-de-rosa, a velha cidade de ruínas e de mistério, com todas as suas cúpulas azuis, todos os seus minaretes azuis de esmalte inalterável; quem quiser vir comigo ver Isfahan sob o lindo céu de maio, preparar-se para longas caminhadas, sob o sol escaldante, ao vento Severo e frio em altitudes extremas, através destes planaltos asiáticos, os mais altos e maiores do mundo, que foram o berço da humanidade, mas que hoje se tornaram desertos. Passaremos diante dos fantasmas dos palácios, todos feitos de pederneira cor de rato, cujo grão é mais durável e mais fino que o do mármore. Ali, há muito tempo, habitavam os donos da Terra, e, nos arredores, observam há mais de dois mil anos colossos com grandes asas, que têm formato de touro, rosto de homem e tiara de rei. Passaremos, mas ao redor não haverá nada além do silêncio infinito do feno florido e da cevada verde. Quem quiser vir comigo ver a estação das rosas em Isfahan, espera planícies intermináveis, tão altas quanto os cumes dos Alpes, atapetadas de grama curta e estranhas flores claras, onde de vez em quando surgirá alguma aldeia em terra cinzenta como pombas, com sua pequena mesquita em ruínas, com uma cúpula mais adoravelmente azul que turquesa; quem quiser me seguir resigna-se a muitos dias passados na solidão, na monotonia e nas miragens.
  • LA MORT DE PHILAE DE PIERRE LOTI. ILUSTRAÇÃO DE HENRI DALUERMOZ. IMPRESSO EM PARIS PELA CALMANN-LÉVY EM 1936. 228 PÁGINAS COM HELIOGRAVURAS 23CM X 18CM. . EDIÇÃO DE LUXO. GRAVURAS ALUSIVAS AO TEXTO. TIRAGEM LIMITADA, TIPOGRAFIA BRODARD. ENCADERNAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO, CONTRACAPA EM PAPEL FANTASIA ROSA, VERMELHO E DOURADO, E CORTE SUPERIOR DOURADO. LITERATURA FRANCESA.Nota: "Egypt (La Mort de Philae)" de Pierre Loti é um romance provavelmente escrito durante o final do século XIX. A obra mergulha na profunda beleza e mística do Egito, com foco particular em suas estruturas antigas icônicas como a Esfinge e as pirâmides, enquanto explora temas de tempo, mortalidade e a interação entre os mundos antigo e moderno. As contemplações do narrador levam a um retrato reflexivo e um tanto melancólico de ambos. A abertura do romance transporta os leitores para uma meia-noite de inverno em meio à presença assombrosa da Grande Esfinge e das pirâmides. O narrador descreve a qualidade onírica da noite de luar, enfatizando os tons surreais, quase etéreos, que envolvem essas estruturas monumentais, criando uma sensação de admiração e mistério. À medida que a narração se desenrola, personagens como turistas e guias beduínos emergem, contrastando a atemporalidade dos monumentos com as ações transitórias e muitas vezes irreverentes dos visitantes modernos. As imagens marcantes e as reflexões filosóficas encapsulam a profunda tristeza e beleza inerentes aos resquícios do passado do Egito, preparando o cenário para uma exploração mais profunda da história, identidade e a passagem inexorável do tempo. O Escritor Pierre Loti nasceu em Rochefort, 14 de janeiro de 1850. Foi um escritor e oficial da marinha francês. O seu nome de batismo era Louis Marie Julien Viaud. Foi membro da Academia Francesa desde 1891. Foi sepultado em 10 de junho de 1923, com um funeral com honras de estado, na Ilha de Oléron. A sua casa em Rochefort foi transformada num museu.
  • MENU EM SEDA DO BANQUETE OFERECIDO PELA IMPRENSA BRASILEIRA AO ENVIADO EXRAORDINÁRIO E MINISTO PLENIPONTENCIARIO DA ARGENTINA NO BRASIL DOM MANOEL GOROSTIAGA EM 1 DE NOVEMBRO DE 1900. O JANTAR SE DEU NA OCASIÃO EM QUE O PRESIDENTE MANOEL FERRAZ DE CAMPOS SALLES VISITAVA A REPÚBLICA ARGENTINA. NUNCA ANTES UM PRESIDENTE BRASILEIRO TINHA VISITADO OUTRO PAÍS E A REPÚBLICA NASCENTE TRATOU DE COMEMORAR ESTE MARCO COMO UMA OCASÍÃO DE POMPA. FESTAS FORAM CELEBRADAS NO BRASIL INTEIRO  E NA ARGENTINA. EM 1899, O PRESIDENTE DA ARGENTINA JÚLIO ROCA, VISITOU O RIO DE JANEIRO, E, EM 1900, CAMPOS SALLES RETRIBUIU A SUA VISITA, SENDO RECEBIDO POR UM GRANDE PÚBLICO, CERCA DE UM QUARTO DA POPULAÇÃO PORTENHA, EM BUENOS AIRES COM CERCA DE 300.000 PESSOAS DO TOTAL DE 1,2 MILHÃO DE HABITANTES DA CAPITAL ARGENTINA. O MENU IMPRESSO EM SEDA TEM A BANDEIRA DA ARTGENTINA E A DO BRASIL ADORNANDO O BRASÃO ARGENTINO. EXCERTOS DO TEXTO: BANQUETE  OFFERECIDO AO SNR. DR. MANOEL GOSTIAGA ENVIADO EXTRAORDINÁRIO EMINISTRO PLENIPOTENCIARIO DA REPÚBLICA ARGENTINA EM 1 DE NOVEMBRO DE 1900 PELA IMPRESNA BRASILEIRA.  O MENU ESCRITO EM FRANCES MOSTRA O REQUIINTE E O LUXO DA OCASIÃO. MANOEL GOROSTIAGA FOI UM DOS MAIS ATIVOS EMBAIXADORES ARGENTINOS NO BRASIL EM PARCERIA COM O VISCONDE DO RIO BRANCO FOI ARTIFICE DO HISTORIO PACTO DE NÃO AGRESSÃO CELEBRADO ENTRE ARGENTINA, BRASIL E CHILE E CHAMADO LIGA ABC (INICIAIS DOS NOMES DESSES PAÍSES). A PRINCIPAL MOTIVAÇÃO DESSES DIPLOMATAS ERA REDUZIR A INFLUENCIA CRESCENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA NO CONE SUL. FOI UM DOS GRANDES DIPLOMATAS DE SEU TEMPO. VIDE NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE FOTO DE  DOM MANOEL GOROSTIAGA JUNTO AO BARÃO DO RIO BRANCO NO ENTERRO DO VISCONDE DE CABO  FRIO UM GRANDE CHANCELER DO IMPÉRIO EM 1907.
  • PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL  - FRANK LEMOYNE  LA DEFENSE DU DRAPEAU  (A DEFESA DA BANDEIRA). GRANDE E EXPRESSIVA ESCULTURA EM BRONZE. RETRATA DOIS SOLDADOS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL COM ESTANDARTE E BANDEIRA CONTENDO INSCRIÇÃO HONEUR ET PATRIE.  FRANÇA, FINAL DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.   76 CM DE ALTURA
  • MATELOT DE PIERRE LOTI. ILUSTRAÇÃO DE CH. FOUQUERAY. IMPRESSO EM PARIS PELA CALMANN-LÉVY EM 1936. 216 PÁGINAS COM HELIOGRAVURAS 23CM X 18CM. . EDIÇÃO DE LUXO. GRAVURAS ALUSIVAS AO TEXTO. TIRAGEM LIMITADA, TIPOGRAFIA BRODARD. ENCADERNAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO, CONTRACAPA EM PAPEL FANTASIA ROSA, VERMELHO E DOURADO, E CORTE SUPERIOR DOURADO. LITERATURA FRANCESA.Nota: Matelot ( Marinheiro ) escrito em 1893, completa a trilogia de romances marítimos, depois de Meu Irmão Yves e Pescador da Islândia. Jean Berny, tendo sido reprovado no Serviço Naval, alistou-se como simples marinheiro na marinha mercante. O resto é tragicamente simples: uma existência muito dura, casos amorosos de curta duração, a renúncia de se tornar um oficial e, finalmente, a doença nos pântanos do Extremo Oriente, de onde o herói é trazido de volta morrendo, como Rimbaud ao mesmo tempo. Este terceiro romance do mar é menos conhecido que os outros dois. Isso é injusto. Loti também colocou nisso parte de sua existência marítima e romântica, e continua sua busca autobiográfica, suas fantasias, suas ansiedades, seu local de nascimento, sua mãe. A isto se soma, pela primeira vez, a religião, o adorável mito. Como escreveu um crítico: "Ele nos fala sobre o mar e os marinheiros como só um marinheiro e romancista poderia." O Escritor Pierre Loti nasceu em Rochefort, 14 de janeiro de 1850. Foi um escritor e oficial da marinha francês. O seu nome de batismo era Louis Marie Julien Viaud. Foi membro da Academia Francesa desde 1891. Foi sepultado em 10 de junho de 1923, com um funeral com honras de estado, na Ilha de Oléron. A sua casa em Rochefort foi transformada num museu.
  • MADAME CHRYSANTHÈME DE PIERRE LOTI. ILUSTRAÇÃO DE SYLVAIN SAUVAGE. IMPRESSO EM PARIS PELA CALMANN-LÉVY EM 1936. 220 PÁGINAS COM HELIOGRAVURAS 23CM X 18CM. . EDIÇÃO DE LUXO. GRAVURAS ALUSIVAS AO TEXTO. TIRAGEM LIMITADA, TIPOGRAFIA BRODARD. ENCADERNAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO, CONTRACAPA EM PAPEL FANTASIA ROSA, VERMELHO E DOURADO, E CORTE SUPERIOR DOURADO. LITERATURA FRANCESA.Nota: Madame Chrysanthème é um romance de Pierre Loti, apresentado como o diário autobiográfico de um oficial da Marinha que foi casado temporariamente com uma japonesa enquanto estava estacionado em Nagasaki, Japão. Segue-se de perto o diário que ele manteve de seu caso de verão de 1885 com Kiku (Crisântemo) nascida Kane alguns quarteirões ao norte do Jardim Glover na vizinhança de Jzenji , de onde ela fugiu para a cidade natal Takeda devido à xenofobia. Originalmente escrito em francês e publicado em 1887, Madame Chrysanthème teve muito sucesso em sua época, chegando a 25 edições nos primeiros cinco anos de sua publicação, com traduções para vários idiomas. O romance foi considerado um texto-chave na formação das atitudes ocidentais em relação ao Japão na virada do século XX. O Escritor Pierre Loti nasceu em Rochefort, 14 de janeiro de 1850. Foi um escritor e oficial da marinha francês. O seu nome de batismo era Louis Marie Julien Viaud. Foi membro da Academia Francesa desde 1891. Foi sepultado em 10 de junho de 1923, com um funeral com honras de estado, na Ilha de Oléron. A sua casa em Rochefort foi transformada num museu.
  • PRESIDENTE MANOEL FERRAZ DE CAMPOS SALLES (1841-1913)  -  QUARTO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. RARA PUBLICAÇÃO DE TIRAGEM ÚNICA OFERTADA POR ANGELO AGOSTINI (1843-1910) COM DEDICATÓRIA PARA O PRESIDENTE. ANGELO AGOSTINI  FOI UM DESENHISTA ÍTALO-BRASILEIRO QUE FIRMOU CARREIRA NO BRASIL E FOI O MAIS IMPORTANTE ARTISTA GRÁFICO DO SEGUNDO REINADO. SUA CARREIRA TEVE INÍCIO QUANDO ESTOURAVAM OS PRIMEIROS COMBATES DA GUERRA DO PARAGUAI (1864) E PROLONGOU-SE POR MAIS DE QUARENTA ANOS. EM SEUS ÚLTIMOS TRABALHOS, TESTEMUNHOU A QUEDA DO IMPÉRIO E A CONSOLIDAÇÃO DA REPÚBLICA OLIGÁRQUICA. FOI PROPIETÁRIO DO JORNAL ILUSTRADO DOM QUIXOTE UMA PUBLICAÇÃO BRASILERIA DE SÁTIRA POLÍTICA QUE CIRCULOU DE 25 DE JANEIRO DE 1895 A 14 DE FEVEREIRO DE 1903. DON QUIXOTE: JORNAL ILLUSTRADO DE ANGELO AGOSTINI FOI UMA PUBLICAÇÃO BRASILEIRA FOI EDITADA  E ILUSTRADA POR ANGELO AGOSTINI, QUE CIRCULOU DE 25 DE JANEIRO DE 1895 (ANO 1, N. 1) ATÉ 14 DE FEVEREIRO DE 1903 (ANO 9, N. 164). SÃO DOIS PRTECIOSOS VOLUMES LUXUOSAMENTE ENCADERNADOS COM CAPA EM COURO VERDE E FRONTESPÍCIO EM OURO COM RESERVA CENTRAL TAMBÉM EM OURO: AO EXMO SNR. DR. MANOEL FERRAZ DE CAMPOS SALLES. OS DOIS LIVROS CONTEM TODOS OS EXEMPLARES DO PERIODIOCO DOM QUIXOTE PRODUZIDOS DESDE O PRIMEIRO EM 1895 ATÉ O NUMERO 104 EM 1900 ANO EM QUE O GOVERNO DE  CAMPOS SALLES COMO PRESIDENTE COMPLETAVA DOIS ANOS. A PRECIOSA E ÚNICA OBRA CONTÉM TODA A CRONICA POLITICA SATIRIZADA DOS PRIMÓRDIOS DA HISTÓRIA REPUBLICANA DO BRASIL ATÉ O ÚLTIMO ANO DO SEC. XIX. NÃO É POSSIVEL PRECIFICAR A IMPORTANCIA HISTÓRICA DESTES DOIS LIVROS, QUANTO MAIS SENDO ÚNICOS E DEDICADOS AO PRESIDENTE CAMPOS SALLES. NO PRIMEIRO LIVRO ANGELO CANONI DE PUNHO PRODUZIU UMA DEDICATÓRIA AO PRESIDENTE: AO ILUSTRISSIMO EXCELENTÍSSIMO SENHOR DR. CAMPOS SALLES OFERECCE ANGELO AGOSTINI. CAPITAL FEDERAL 16 DE MARÇO DE 1900. BRASIL, 1900. 38 X 28 CMNOTA: Manuel Ferraz de Campos Salles nasceu na cidade de Campinas, estado de São Paulo, em 13 de fevereiro de 1841. Advogado, foi deputado provinciano pelo Partido Liberal de São Paulo (1868-1869). Membro das comissões provisória (1872) e permanente (1873) do Partido Republicano (PR), elegeu-se vereador em Campinas por este partido (1872-1876), e deputado geral (1885). Foi presidente da comissão central do Partido Republicano de São Paulo (1889), tendo sido deputado provincial por essa legenda (1882-1883 e 1888-1889). Foi ministro da Justiça do governo provisório (1889-1891) e senador por São Paulo à Assembleia Nacional Constituinte (1890-1891). Residindo na Europa (1892-1893), atuou como colaborador do Correio Paulistano. Voltou ao senado (1894-1895), e se tornou presidente do estado de São Paulo (1896-1897). Por meio de eleição direta, passou a exercer a presidência da República em 15 de novembro de 1898. Foi novamente senador por São Paulo (1909-1912), e assumiu o cargo de ministro plenipotenciário do Brasil na Argentina (1912). Faleceu na cidade de Santos, estado de São Paulo, em 28 de junho de 1913. A eleição de Campos Sales expressou o triunfo da oligarquia cafeeira paulista, diante do esfacelamento da atividade política dos militares "jacobinos", envolvidos na tentativa de assassinato do presidente Prudente de Morais. Campos Sales concebeu a chamada "política dos governadores", que consistia em apoiar os grupos dominantes aliados ao governo federal em cada estado. Esse apoio estava condicionado à garantia de eleição, para o Congresso, de candidatos que defendessem o governo central, no que se refere às políticas nacionais, visto que Campos Sales instituiu a Comissão de Verificação pela qual os grupos politicamente dominantes validavam ou não o resultado de uma eleição.A crise financeira foi enfrentada, momentaneamente, mediante a obtenção em Londres de um novo empréstimo, o funding loan - empréstimo para consolidar uma dívida. Esse acordo financeiro suspendeu temporariamente a cobrança de juros dos empréstimos anteriores, possibilitando que os recursos provenientes do novo empréstimo fossem utilizados para a criação de condições materiais para saldar seu débito. Foi o primeiro presidente a defender abertamente a privatização. Ao final conseguiu equilibrar as contas públicas, Campos Sales iniciou o governo com um rombo de 44 mil contos, e terminou com sobras de 43 mil contos em dinheiro e 23 mil em reservas de ouro. Em seu mandato, foi solucionado o litígio sobre a delimitação da fronteira entre o Brasil e a França. Tal litígio era sobre a demarcação da fronteira entre e estado do Amapá e a Guiana Francesa, que havia invadido o território brasileiro, anexando cerca de 260 mil km² do estado. Depois de quase dois séculos de disputas, o litígio foi vencido pelo Brasil em 1900, através do acordo que ficou conhecido como Questão do Amapá, determinando que a fronteira entre os dois territórios fosse o rio Oiapoque e retornando ao Brasil a área que havia sido tomadaCampos Sales criou o Instituto de Manguinhos, voltado, entre outras atribuições, para a fabricação de vacinas contra a peste bubônica. O Brasil contava, em 1900, com 17.318.554 habitantes, dos quais 64% viviam no campo.
  • GENERAL JOAQUIM DE ANDRADE NEVES (1807-1869) PRIMEIRO E ÚNICO BARÃO DO TRIUNFO, CHAMADO PELO DUQUE DE CAXIAS DE "O BRAVO DOS BRAVOS DO EXÉRCITO BRASILEIRO" SERVIU NO EXÉRCITO DE 1826 A 1869 QUANDO MORREU DE FERIMENTOS SOFRIDOS DURANTE A GUERRA DO PARAGUAI. FOTOGRAFIA COM DEDICATORIA DO GENERAL ANDRADE NEVES AO TENENTE CORONEL JOÃO DE  ANDRADE VASCONCELLOS. O RETRATO É DO FINAL DA CAMPANHA DO URUGUAI DEPOIS DO CERCO DE MONTEVIDEO. POSSUI DEDICATÓRIA COM AS ISNCRIÇÕES: AO MEU OFFICIAL O TENENTE JOÃO LUIZ DE ANDRADE COMO UM TRIBUTO E RECORDAÇÃO DA AMIZADE. 3 DE ABRIL DE 1865. 10,5 X 6,5 CMNOTA: José Joaquim de Andrade Neves, primeiro e único barão do Triunfo, (Rio Pardo, Rio Grande do Sul, 22 de janeiro de 1807  Assunção, 6 de janeiro de 1869) fEm 1826 sentou praça de voluntário, mas nesse mesmo ano se desligou, dando substituto, para auxiliar seu pai na sustentação de sua família. Em 1835, quando rebentou a Revolução Farroupilha, Andrade Neves, deixou a agricultura, alistou-se, voluntariamente, no lado imperia.  Tomou parte ativa em um grande número de combates como membro da Guarda Nacional, tendo se distinguido no ataque à ilha do Fanfa (no rio Jacuí), onde Bento Gonçalves da Silva foi feito prisioneiro. No combate de Taquari Andrade Neves recebeu dois ferimentos de bala, entretanto permaneceu no campo de batalha até o término da luta. Sempre com a lança em punho, à frente de seus esquadrões, serviu à causa da legalidade com inexcedível bravura, até o Tratado de Poncho Verde.Elevado a major da Guarda Nacional em 1840 e a tenente-coronel em 1841. De alferes a tenente-coronel, conquistou todos os postos no campo de batalha, por ato de bravura. Por sua bravura foi convidado a entrar para o exército.  Após um breve período de vida, em paz, no campo, retorna às armas para lutar na Guerra contra Rosas, em 1851, reunindo um grupo de voluntários, destacando-se na batalha de Moron.Em 1864, quando da invasão brasileira à República Oriental do Uruguai, para defender a vida e os interesses brasileiros, o já General Andrade Neves ia à frente da 3ª Brigada de Cavalaria. Por ocasião do episódio conhecido por Sítio ou Cerco de Montevidéu, foi ele designado para atacar a fortaleza do Cerro. A 3ª Brigada avança e a guarnição iça a bandeira branca nas ameias da muralha. Terminada a campanha no Uruguai, pelo tratado de 20 de fevereiro de 1865, o exército imperial marcha a caminho do Paraguai. Penetrou no território do Paraguai em 1867. Na batalha de Tuiucué, em 16 de julho de 1867, suas divisões tomam a trincheira de Punta Carapá, arrastando os paraguaios em derrota até Humaitá. Em 3 de agosto derrota setecentos cavaleiros em Arroio Hondo.Recebeu o título de Barão do Triunfo que lhe foi conferido pelo governo imperial em 19 de outubro de 1867; após a derrota total da cavalaria paraguaia que fazia frequentes diversões no exterior das fortificações de Humaitá; que deixa no campo cerca de 800 baixasO Barão do Triunfo liderou pessoalmente o assalto ao Forte do Estabelecimiento em 1868. O ataque ao forte paraguaio aconteceu no contexto da passagem de Humaitá (19 de Fevereiro de 1868). Sob pesadas perdas, o Barão foi ferido e teve seu cavalo morto, mandou desmontar sua tropa de cavalaria e atacou a fortaleza até tomá-la. As perdas dos aliados foram estimadas em 1.200 homens (entre mortos e feridos) e as paraguaias em 150 homens e 9 peças de artilharia. A tropa sob comando do Barão do Triunfo era apelidada pelos paraguaios de caballeria loca de cuenta (cavalaria louca varrida).Após a queda da Fortaleza de Humaitá (Julho de 1868), Francisco Solano López concentrou as suas tropas em uma posição forte ao longo do riacho Piquissiri, na margem esquerda do rio Paraguai.Para contorná-la, Caxias determinou a construção de uma estrada com onze quilômetros de extensão, na margem direita do Paraguai, através dos pântanos do Chaco, conduzindo à retaguarda dos paraguaios.Três combates tiveram lugar durante a marcha, todos galhardamente vencidos pelo Barão do Triunfo, que foi inclusive ferido pela artilharia Paraguaia.López, convencido de que as tropas aliadas não poderiam cruzar o Chaco, foi surpreendido com o assalto aliado pela sua retaguarda, com seu exército praticamente destruído, foi forçado a recuar com as suas tropas sobreviventes, cerca de 600 homens.Em 1869, contando 62 anos de idade, a febre vem assaltá-lo e o ferimento no Pé que sofreu em Lomas Valentinas agrava-se com rapidez. Levado à Assunção foi recolhido ao palácio tomado de Solano López onde morreu de seus ferimentos. Atualmente o General Joaquim de Andrade Neves está enterrado na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário em Rio Pardo, RS. Foi, por décadas, cultuado como patrono da Cavalaria Brasileira.

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