Peças para o próximo leilão

418 Itens encontrados

Página:

  • MARECHAL DE CAMPO FITZROY JAMES HENRY SOMERSET, 1. BARÃO DE RAGLAN, SECRETARIO MILITAR DO DUQUE DE WELINGNTON. FERIDO NA BATALHA DE WATERLOO TEVE UM BRAÇO AMPUTADO. CARTA ESCRITA EM LONDRES EM 6 DE OUTUBRO DE 1826  DIRIGADA A PARIS ENCOMENDANDO UM COLETE EM VELUDO NEGRO COMO O QUE TINHA ENCOMENDADO NO ANO ANTERIOR. INDICAVA QUE A ENCOMENDA DEVERIA SER ENTREGUE AO PORTADOR. PODERIA SER UMA ENCOMENDA CORRIQUEIRA NÃO FOSSE O FATO DE RAGLAN SENDO AMPUTADO DE UM BRAÇO FOI O INVENTOR DA MANGA RAGLAN , COSTURADA NA GOLA E NÃO NO OMBRO FACILITANDO O ATO DE VESTIR-SE SENDO AMPUTADO.  INGLATERRA, 1826. NOTA: O marechal de campo FitzRoy James Henry Somerset, 1.º Barão Raglan, GCB, PC (Badminton, Inglaterra, 30 de setembro de 1788 - Crimeia, Império Russo, 28 de junho de 1855), conhecido antes de 1852 como Lord FitzRoy Somerset, foi um militar britânico. Foi ferido na Batalha de Waterloo, tendo-lhe sido amputado um braço. Foi o primeiro comandante-chefe britânico na Guerra da Crimeia (1854). Durante as Guerras Napoleónicas, Somerset serviu como secretário militar do Duque de Wellington. Foi duramente criticado pelas suas estratégias durante a Batalha de Balaclava. Ele também participou da política como membro conservador do Parlamento por Truro , antes de se tornar Mestre-General da Artilharia . Ele se tornou comandante das tropas britânicas enviadas à Crimeia em 1854: seu objetivo principal era defender Constantinopla , e ele também recebeu ordens de sitiar o porto russo de Sebastopol . Após um sucesso inicial na Batalha de Alma , uma falha em entregar ordens com clareza suficiente causou a fatídica Carga da Brigada Ligeira na Batalha de Balaclava . Apesar do sucesso posterior na Batalha de Inkerman , um ataque aliado mal coordenado a Sebastopol em junho de 1855 foi um fracasso completo. Raglan morreu mais tarde naquele mês, após ter disenteria e depressão . Somerset lutou com Wellington na Batalha de Salamanca em julho de 1812, no Cerco de Burgos em setembro de 1812 e na Batalha de Vitória em junho de 1813, bem como no Cerco de San Sebastián em julho de 1813, na Batalha dos Pireneus em julho de 1813 e na Batalha de Nivelle em novembro de 1813.  1  Eles também lutaram juntos na Batalha do Nive em dezembro de 1813, na Batalha de Orthez em fevereiro de 1814 e na Batalha de Toulouse em abril de 1814.  Após a nomeação de Wellington como Embaixador Britânico durante o curto período da restauração dos Bourbon , Somerset assumiu o papel de seu secretário na Embaixada em 5 de julho de 1814.  Somerset foi transferido para a 1ª Guarda em 25 de julho de 1814 e foi nomeado Cavaleiro Comandante da Ordem do Banho em 2 de janeiro 1815.  Somerset também viu ação durante os Cem Dias : serviu na equipe de Wellington na Batalha de Quatre Bras em 16 de junho de 1815 e na Batalha de Waterloo dois dias depois, onde teve que amputar seu braço direito  (e então exigiu seu braço de volta para que pudesse recuperar o anel que sua esposa lhe dera).  Diante das dificuldades de se vestir após a amputação, ele inventou a chamada manga Raglan , costurada na gola e não no ombro.  Promovido a coronel e nomeado ajudante de campo do Príncipe Regente em 28 de agosto de 1815,  foi nomeado Cavaleiro da Ordem Militar da Baviera de Max Joseph em 3 de outubro de 1815.  Permaneceu no Exército de Ocupação na França até maio de 1816, quando retornou ao cargo de secretário na Embaixada Britânica em Paris .
  • ROBERT PEEL PRIMEIRO MINISTRO DA INGLATERRA  POR DUAS VEZES (1788-1850) FOI O PRECURSOR DOS CONCEITOS MODERNOS DE FORÇA POLICIAL E SEGURANÇA PÚBLICA. CARTA DE ROBERT PEELDATADA DE 10 DE JULHO DE 1842 AGRADECENDO SUA NOMEAÇÃO COMO PRESIDENTE HONORÁRIO DA SOCIETE DES NAUFRAGES (SOCIEDADE HUMANITARIA DESTINADA AO SALVAMENTO DE NAUFRAGOS) . EXCERTOS DO TEXTO:  WHITEHALL 10 DE JUNHO DE 1842. SENHOR, TENHO A HONRA DE ACUSAR O RECEBIMENTO DE UMA CARTA QUE O SENHOR ME DIRIGIU NO FINAL E MAIO PASSADO INFORMAMDO-ME QUE A SOIETÉ DES NAUFRAGES TEVE A GENTILEZA DE COLOCAR MEU NOME NA LISTA DE PRESIDENTES HONORÁRIOS. SOU COM GRANDE RESPEITO SEU FIEL E OBEDIENTE SERVO. ROBERT PEEL. NOTA: Robert Peel, 2.º Baronete (Bury, 5 de fevereiro de 1788  Londres, 2 de julho de 1850) foi um político britânico, primeiro-ministro de seu país de 10 de dezembro de 1834 a 8 de Abril de 1835 e de 30 de Agosto de 1841 a 29 de Junho de 1846. Ajudou a criar o conceito moderno da força policial do Reino Unido. Seu pai era um fabricante de têxtil na Revolução Industrial. Peel foi educado na Escola primária Hipperholme, depois em Harrow School e finalmente na Christ Church, em Oxford.Político britânico nascido em Bury, conhecido como administrador competente e incorruptível, foi o fundador do Partido Conservador e criador da primeira força policial disciplinada de Londres. De origem rica, estudou em Oxford, tornou-se membro do Parlamento (1809) e teve seu primeiro cargo executivo quando nomeado secretário da Irlanda (1812). Depois foi Ministro do Interior (1821-1834), quando promoveu uma ampla reforma do código penal, promulgou da lei de emancipação da Irlanda (1829) e reorganizou e ampliou a polícia londrina.Foi primeiro-ministro (1834-1835, 1841-1846), onde desenvolveu medidas administrativas de grande repercussão como a criação do imposto de renda e a abolição das corn laws, leis que restringiam a importação de milho e outros cereais. Estas duas medidas provocaram forte reação dos partidos de oposição e provocaram a queda de seu gabinete (1846). Decepcionado renunciou ao cargo, abandonou o Parlamento e morreu poucos anos depois. Faleceu em Londres em 2 de julho de 1850, a consequência de um acidente de cavalo na estrada Constitution Hill. Encontra-se sepultado em St Peter Churchyard, Drayton Bassett, Staffordshire na Inglaterra.
  • LORD PALMERSTON  - HENRY JOHN TEMPLE, 3º VISCONDE PALMERSTON (LONDRES, 20 DE OUTUBRO DE 1784  HATFIELD, 18 DE OUTUBRO DE 1865). PRIMEIRO MINISTRO DA INGLATERRA ENTRE 185558 E 185965. DOCUMENTO ASSINADO PELO LORDE PALMERSTON AINDA COMO SECRETÁRIO DE GUERRA DATADO DE 4 DE DEZEMBRO DE 1818. LORD PAMERSTON ERA UM ULTRA NACIONALISTA BRITÂNICO E SOB SEU GOVERNO COMO PRIMEIRO MINISTRO OCORRERAM GRAVES FATOS RELACIOANADOS AO BRASIL. EM PRIMEIRO LUGAR A LEI BILL ABERDEEN PARA A SUPRESSÃO DO COMÉRCIO DE ESCRAVOS  QUE PERMITIA AOS NAVIOS INGLESES APRESAR OU AFUNDAR NAVIOS NEGREIROS MESMO NO LITORAL BRASILEIRO (NESTA ÉPOCA LORD PALMERTON ERA MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES). DEPOIS JÁ COMO PRIMEIRO MINISTRO A QUESTÃO CRISTIE E OS FATOS QUE CULMINARAM NA GUERRA DO URUGUAI E NA SANGRENTA GUERRA DO PARAGUAI.  EXCERTOS DO TEXTO: GABINETE DE GUERRA, 4 DE DEZEMBRO DE 1818. SENHOR, O AGENTE DO 2. REGIMENTO DE DRAGÕES TENDO SIDO INFORMADO DE QUE A ORDEM DE PAGAMENTO PARA O REFERIDO CORPO PARA O ANO DE 1818 FOI ENCAMINHADA AO SEU GABINETE E DESEJANDO TOMAR AS MEDIDAS MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA ACERTAR AS CONTAS EM CONFORMIDADE  TENHO A HONRA DE SOLICITAR QUE QUANDO AS REFERIDAS CONTAS TIVEREM SIDO AJUSTADAS, TENHA A GENTILEZA DE NOTIFICAR O MESMO AO MEU DEPARTAMENTO. SOLICITO AINDA QUE CASO O AGNETE NÃO TENHA ACERTADO AS CONTAS NO PRAZO DE DOIS MESES A PARTIR DESTA DATA TENHA A GENTILEZA DE ME INFORMAR SOBRE O OCORRIDO E DE ME COMUNICAR AS RAZÕES SE HOUVER APRESENTADAS PELO AGENTE PARA A DEMORA. ASSINA LORD PALMERSTON. NOTA: LORD PALMERSTON (NASCIDO EM 20 de outubro de 1784, Broadlands , Hampshire, Inglaterra - falecido em 18 de outubro de 1865, Brocket Hall, Hertfordshire) foi um Whig-Estadista liberal cuja longa carreira, incluindo muitos anos como secretário de Relações Exteriores britânico (183034, 183541 e 184651) e primeiro-ministro (185558 e 185965), fez dele um símbolo do nacionalismo britânico . Palmerston dominou a política externa britânica durante o período de 1830 a 1865, no auge do poder imperial da nação. Ele serviu o país em cargos públicos praticamente de forma ininterrupta de 1807 até sua morte em 1865. De fato, Palmerston começou sua carreira parlamentar no partido Tory, antes de se mudar para os Whig em 1830 e depois se tornou o primeiro líder do seu país do Partido Liberal, em 1859. Durante boa parte do seu governo, ele desfrutou de boa popularidade com o povo britânico. O biógrafo David Brown argumentou que "uma parte importante do apelo de Palmerston estava em seu dinamismo e vigor." Até os dias atuais, ele é o único primeiro-ministro britânico a morrer ainda no cargo. Palmerston controlava a opinião pública ao estimular ideias do nacionalismo britânico. Embora a Rainha Vitória e a maioria da liderança política não confiava nele, Palmerston era apoiado pela imprensa e pela população em geral, que costumavam chamar ele de "Pam". Sua alegada fraqueza incluía sua inabilidade de lidar com assuntos pessoais e suas desavenças com a rainha sobre o dever da Coroa em política externa. Historiadores colocam Palmerston como um dos melhores Secretários do Exterior devido a forma como ele lidou com várias crises, seu comprometimento com o equilíbrio de poder na Europa e no Mundo (que forneceu à Grã-Bretanha uma agência decisiva em muitos conflitos), suas habilidades analíticas e seu comprometimento em defender os interesses do Reino Unido. Suas políticas em relação à Índia, China, Itália, Bélgica e Espanha tiveram consequências benéficas extensas e duradouras para a Grã-Bretanha. As consequências de suas políticas para a França, o Império Otomano e os Estados Unidos foram mais efêmeras, especialmente com este último, já que Palmerston considerou intervir na Guerra Civil Americana, mas não o fez, preferindo focar em assuntos europeus e não se associar com a escravidão A aplicação da Bill Aberdeen para a supressão do comércio de escravos (Slave Trade Suppression Act) de 8 de agosto de 1845, e a aprovação da Lei Eusébio de Queirós (4 de setembro de 1850) destinada a frear o tráfico de escravos para o Brasil, tiveram como resultado na prática uma intensificação do comércio e o crescimento do sentimento antibritânico no Brasil. Embora o líder conservador Eusébio de Queirós houvesse defendido diante dos legisladores a necessidade de tomar por si mesmos a decisão de por fim ao tráfico e preservar assim a imagem de nação soberana, não se ocultava para a opinião pública o papel da Grã-Bretanha. Apesar de que com o tratado as tensões entre ambos países haviam diminuído a raiz do término (ou melhor, redução) do tráfico negreiro, a percepção do acordo como uma humilhação nacional influiria nos futuros acontecimentos.O naufrágio do Prince of WalesEm 2 de abril de 1861 o mercante britânico Prince of Wales zarpou de Glasgow, Escócia, com destino para a cidade de Buenos Aires, Argentina, com carregamento de carbono, cerâmica, tecidos, azeite e vinho.Entre os dias 5 e 8 de junho de 1861 o navio encalhou na costa da então província do Rio Grande do Sul, em uma região desértica de perigosas praias para a altura do Farol de Albardão, a 87 quilômetros da barra do Arroio Chuí.Na tarde de 12 de junho o Juiz de Paz do distrito de Albardão, Bento Venâncio Soares comunicou ao cônsul britânico em Rio Grande, Henry Prendergast Vereker, que se haviam encontrado vários corpos na costa, vítimas de um naufrágio. Suspeitando de que se trataria de um navio britânico, Vereker iniciou averiguações e em 14 de junho pôde identificar o barco por um papel encontrado em uma das vítimas, pelo que na manhã de 16 de junho se fez presente na cena do naufrágio, onde se encontravam já 10 homens armados da subdelegação de polícia da próxima Tahim encarregada por Faustino José da Silveira, cunhado de Bento Soares. Lá se conseguiu comprovar que muitos dos barris haviam sido recentemente forçados e esvaziados do seu conteúdo. O subdelegado Delfino Francisco Golçalves informou-lhe que se haviam encontrado e sepultado dez corpos, oito homens, uma mulher e uma menina, podendo identificar apenas o comandante do navio, John McKinnon. Em 20 de junho escreveu para o Juiz de Paz do Rio Grande, Antônio Estevão de Bittencourt e Silva e para Joaquim Antão Fernandes Leão, presidente da província, reclamando pela "culpável negligência das autoridades locais" e manifestando suas suspeitas de que os náufragos haviam sido assassinados pelos saqueadores. Os despachos de Vereker ao Secretário de Assuntos Exteriores Earl Russell3 logo tiveram resposta. Em 5 de setembro o governo britânico respondia ao cônsul no Rio Grande que "É evidente que a partir de seus despachos que tem havido negligência grave, se não má conduta por parte das autoridades locais do Brasil, e que inclusive há razões para suspeitar que o saque da carga, e dos efeitos dos passageiros, e inclusive o do assassinato de alguns dos sobreviventes do naufrágio, têm sido o resultado de que a negligência." Seguidamente, comunicava-se que o encarregado de negócios no Rio de Janeiro receberia instruções de pressionar as autoridades imperiais. Lord Russell dispôs também que o secretário da legação do Rio, Evan P. M. Baillie transmitisse suas ordens para a Estação Naval do Atlântico Sul comandada pelo contra-almirante Richard Laird Warren, para que se colocasse a disposição de Vereker a força naval necessária para acompanhar suas gestões. Em meados de setembro as investigações haviam conseguido deter apenas um dos participantes no saque, um indígena chamado Mariano Pinto e apontar a outro, Manuel Maria Rodrigues, que havia fugido para o Uruguai. O delegado local da polícia e o juiz municipal Antônio Ferreira Garcês e o subdelegado de Tahim manifestavam carecer de recursos e de toda a colaboração com os vizinhos que se negavam a comparecer como testemunhas. Afirmavam carecer por completo de provas e inclusive consideravam o "desafortunado índio Mariano Pinto (...) um dos menos culpáveis porque não ocultou o que roubou e de imediato se entregou ao inspetor".Da investigação surgia bem ao menos em 9 de junho a difundida notícia do naufrágio, os vizinhos interessados em ocultar o saque comunicando ao inspetor mais perto, que residia a 6 léguas do local, recente na noite do dia 11. O funcionário notificou ao subdelegado de Tahim e se aproximou do local do acontecido no seguinte dia. Recente em 14 de junho tomou conhecimento oficial o delegado da polícia. Em 17 de outubro Fernandes Leão teve que deixar a presidência do estado do Rio Grande do Sul em mãos do vice-presidente Patrício José Correia da Câmara, mas para começos de dezembro as novas investigações encarregadas por Correia da Câmara ao chefe da polícia Dario Rafael Callado não haviam arranjado novos resultados. Callado reiterava as dificuldades em encontrar aos verdadeiros culpados e afirmava que os suspeitos haviam já fugido para o Uruguai. Apesar da opinião contrária de Vereker, e para as instâncias do Conde Russell, o embaixador britânico no Rio de Janeiro, William Dougal Christie, instruiu ao almirante Warren para que disponibilizasse o envio para a área de uma força naval. Em 31 de março em comboio pelo HMS Oberon, a fragata HMS Sheldrake chegou no Rio Grande conduzindo ao capitão Thomas Saumarez, do HMS Forte (51 canhões), para colaborar com Vereker, a quem conduziu no dia 4 de abril para Porto Alegre para entrevistar-se com o novo presidente, Francisco de Assis Pereira Rocha, quem em 16 de janeiro de 1862 havia substituído Correia da Câmara. A partir desse momento cresceu a participação de Christie no conflito. Sua contraparte era o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Benevenuto Augusto Magalhães Taques (18181881), membro desde 10 de julho de 1861 do gabinete conduzido pelo conservador Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias. Christie também tinha "muita confiança na retitude do presente Ministro da Justiça", Francisco de Paula Negreiros de Saião Lobato, mas não houve avanço algum. Diante da falta de avanços, de comum acordo com Vereker em abril Saumarez deixou Rio Grande para se reunir com Warren em Montevidéu, mas a decisão não foi do agrado de Russell, quem em 4 de julho enviou uma lacônica nota para Christie: "Tenho que lhe ordenar para insistir em uma adequada investigação sobre as circunstâncias do naufrágio do barco Prince of Wales, e que um oficial britânico deveria estar no terreno durante a investigação".Em 13 de maio o ministro Taques informou para a Assembleia Legislativa. Em 24 de maio de 1862 a crise havia provocado a queda de Duque de Caxias e sua substituição por Zacarias de Góis e Vasconcelos, quem nomeou como chanceler Carlos Carneiro de Campos, Terceiro Visconde de Caravelas, e na Justiça por Francisco José Furtado. Entretanto, a vida do gabinete de Zacarias foi breve: em 30 de maio foi substituído por Pedro de Araújo Lima, Marquês de Olinda, quem nomeou Miguel Calmon du Pin e Almeida, Marquês de Abrantes, nas Relações Exteriores e Caetano Maria Lopes Gama na Justiça. Se bem que boa parte da opinião pública ressentia a atitude britânica, se reconhecia que Albardão era "o bairro clássico das depreciações, os roubos, assassinatos e estrangulamentos" e que havia acontecido delito e incapacidade do Estado em responder ao mesmo: "Não são os canhões Armstrong os que exigem uma satisfação senão o direito das nações, o código que regula as relações internacionais. As humilhações de 1851 não podem dar-se conta do que agora acontece: onde então houve abuso, agora só há uma justa reclamação que deve ser satisfeita".Russell escrevia para Christie em 3 de julho manifestando que apesar de que tinha "esperanças muito escassas de chegar em uma conclusão satisfatória neste assunto" pressionou ao governo imperial para, mais além de achar os culpados, obter indenizações: "Existindo ou não culpabilidade das autoridades locais do Brasil, não há dúvida de que se tem cometido um atropelo e que o assunto reflete o pouco crédito que merece o estado da civilização brasileira, pelo que em tais circunstâncias parece natural que o Governo brasileiro deveria estar ansioso de conceder todas as reparações que estejam em seu alcance".Incidente do HMS ForteLogo, um novo incidente agravaria ainda mais a situação entre ambas nações.Segundo declarariam posteriormente, ao redor das 19 horas de terça 17 de junho de 1862 o reverendo George Geoffrey Ward Clemenger, capelão da fragata de 51 canhões HMS Forte, o tenente John Eliot Pringle e o guarda-marinha Geoffrey Hornby, oficiais do mesmo navio, todos de civis, voltavam da Tijuca e se dirigiam para tomar o "machabomba", pesado carro de dois pisos, para o Rio de Janeiro quando foram detidos por um sentinela. O capelão foi interpelado e respondeu "O que você quer?", sendo que o guarda já o deteve com a coronha de seu fuzil e o ameaçou com sua baioneta enquanto chamava ao guarda do posto. Enquanto o sentinela golpeava novamente com a coronha do fuzil Clemenger, o resto dos guardas se lançaram sob seus companheiros reduzindo ao tenente Pringle que levava um bastão por toda arma e a Hornby. Depois do que os oficiais britânicos coincidiram em qualificar "o ataque mais justificável e brutal contra minha pessoa e liberdade" foram conduzidos pela até a guarda, onde se identificaram diante do oficial de guarda e após escrever uma nota que o oficial se comprometeu em entregar ao consulado na primeira hora do seguinte dia, foram confinados. Na manhã de quarta 18 foram conduzidos a pé ao Rio de Janeiro com uma escolta de 7 policiais, negando o pedido de utilizar uma carruagem que os britânicos se ofereceram a costear em razão de que "que apesar de serem oficiais agora eram presos comuns". Já em uma estação de polícia da capital, Pringle perguntou "ao oficial se eram perfeitamente conscientes de nossa posição e nacionalidade, ao que respondeu de maneira afirmativa". Novamente tomaram suas informações e foram confinados em uma prisão "abarrotada de homens da mais baixa extração social", onde permaneceram duas horas. O capitão Thomas Saumarez do HMS Forte se encontrava em terra caminhando com o capitão Arthur Robert Henry da escuna de 6 canhões HMS Stromboli quando às 17 horas de quarta 18 de junho foi notificado que seus oficiais estavam na prisão. Encontrando fechado o consulado, Saumarez se dirigiu para a central da polícia. Lá se reuniu com o chefe de polícia Agostinho Luiz da Gama, que confirmou a identidade dos detidos e requereu sua liberdade, comprometendo-se a colocá-los a disposição da justiça para qualquer visita necessária. O chefe de polícia se negou a fazê-lo e o notificou de que as deposições diante do tribunal se efetuariam na manhã seguinte. Saumarez o perguntou então quem era seu superior, ao que Da Gama respondeu que era o Ministro da Justiça, mas que inclusive ele não poderia colocá-los em liberdade. Finalmente, a intervenção do consulado através de Tupper foram transferidos em carruagem para outra prisão com melhores condições por outra hora e meia e finalmente para a estação central da polícia onde foram "tratados com a cortesia necessária".Na manhã de quinta um oficial os notificou de que estavam em liberdade por ordem escrita da sede da polícia do Rio de Janeiro, mas não pôde informá-los a razão do confinamento, se havia apresentado acusações, porque não haviam sido levados diante de juiz algum e que sim estavam livres sob fiança. Em 20 de junho de 1862, já no Forte, Clemenger, Pringle e Hornby escreveram suas declarações que Saumarez enviou ao contra-almirante Richard Laird Warren. Em 22 de junho de 1862, Warren escreveu para Christie sobre o que chamou "o mais brutal ultraje cometido contra 3 oficiais do navio de sua Majestade Forte", acompanhando as declarações dos implicados. Warren não se limitava a notificar os feitos mas sim que requeria a colaboração do cônsul para obter do governo brasileiro uma investigação do "atroz ultraje" que castigou aos seus autores e as indenizações mais amplas para "as indignidades cometidas contra a honra nacional e pelo brutal ataque realizado nas pessoas destes oficiais".Enquanto Warren partia para Montevidéu, Christie teve em suas mãos a nota do comandante naval na manhã do dia 24, enquanto se dispunha a abandonar o Rio de Janeiro para um descanso de uma semana por motivos de saúde. No caminho para fora se hospedou na casa do Marquês de Abrantes e em sua ausência se colocou atualizado do acontecido ao seu secretário, depois tendo seguido viagem. Na manhã do dia 25, Mr. Elliot, oficial do consulado interinamente no cargo de Thomas Hollocombe, entregou para Abrantes a cópia das declarações e da dura carta de Warren a respeito dos acontecimentos "que se haviam transformado na fofoca da cidade".Quando Christie voltou ao Rio de Janeiro em 1 de julho nada se havia feito. Se reuniu de imediato com Abrantes que se comprometeu a que o chefe da polícia iniciasse a investigação. Em 4 de julho Warren e os oficiais implicados estavam já no Rio. Recente o dia 17 de julho, Abrantes enviou ao cônsul o reporte preliminar mas não as deposições. Para o 2 de agosto ainda não se haviam sido enviadas, pelo que Christie e Warren resolveram preparar um informe próprio, o qual Christie enviava para Lord Russell em 7 de agosto de 1862, manifestando seu parecer de que "o governo brasileiro tem procedido com inadequada lentidão e indiferença dada a gravidade dos feitos e o grave caráter das denúncias do almirante Warren".O reporte remitido por Abrantes incluía a versão dos feitos brindada pelos membros do destacamento da Tijuca:61.Que na tarde de 17 de julho, após ceiar e tomar duas garrafas de vinho de Burdeos e meia garrafa de conhaque no hotel de Robert Bennett na Tijuca, três estrangeiros se dirigiram para a cidade;2.Que no caminho molestaram aos transeuntes e trataram de desmontar a um ginete violentamente ao tomar as rendas de seu cavalo;3.Que às 7 da tarde chegaram na estação do destacamento e o chamado Clemenger deu uns passos até o sentinela e o perguntou "O que estava fazendo aí?". Quando o sentinela lhe deu a ordem de retirar-se, Clemenger começou a dar-lhe golpeadas pelo que o sentinela se defendeu com a coronha de sua arma sem usar sua baioneta para não feri-lo e chamou a guarda;4.Que a guarda fez uso moderado da força para deter os estrangeiros que opuseram viva resistência;5.Que uma vez detidos no posto o comandante requereu seus nomes e que, ao não compreender a língua, se utilizaram os serviços como tradutor do vizinho austríaco Rodolph Müller mas os estrangeiros "escolheram não responder as perguntas mostrando-se altivos e desdenhosos;6.Apesar de tudo, "foram tratados pelo comandante do destacamento com a maior amabilidade e urbanidade, providenciando-os não só de papel para escrever e cartas para jogar, mas também colocando a sua disposição sua própria cama, a única na casa de guarda";7.Que se bem estes três estrangeiros "não estavam completamente embriagados, não pareciam estar em plena possessão de suas faculdades mentais";8.Que ao dia seguinte foram enviados ao Rio sem que o comandante soubesse ainda que eram oficiais navais britânicos. Em sua chegada "não foram postos na prisão de escravos, mas sim na de homens livres, onde também pode haver pessoas de cor já que, segundo nossa legislação não existe nenhuma diferença nas condições de encarceramento a causa desta condição". Tão logo como se conheceu sua condição de oficiais, foram enviados de imediato para outro centro penitenciário especial e logo para os quartéis dos corpos policiais.A Questão ChristieDois dias depois do incidente com os marinheiros, o então Ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antônio Coelho de Sá e Albuquerque, enviou uma nota diplomática ao embaixador britânico, pedindo que os responsáveis do incidente fossem postos à disposição das autoridades nacionais. O trâmite era necessário porque os súditos britânicos apenas respondiam aos tribunais de seu país.William Christie respondeu exigindo que se compensara aos afetados pelos acontecimentos do Prince of Wales, afirmando que os membros mortos de sua tripulação haviam sido assassinados pelos ladrões, a detenção dos marinheiros brasileiros envolvidos nos recentes distúrbios e a demissão dos policiais que participaram na detenção, assim como a apresentação de uma desculpa formal por parte do governo imperial para Grã-Bretanha. De não cumprir-se com seus termos, a Royal Navy bloquearia a entrada da Baía de Guanabara.Em dezembro de 1862 um esquadrão de guerra ao mando do contra-almirante Richard Laird Warren, composta da fragata HMS Forte, as escunas HMS Stromboli (comandante Arthur Robert Henry) e HMS Curlew (comandante Charles Stuart Forbes), a corveta HMS Satellite (comandante John Ormsby Johnson) e a canhoneira HMS Doterel, bloquearam o porto do Rio de Janeiro, tomaram cinco barcos que estavam ancorados lá, e exigiram uma compensação do governo de  3200.Este incidente enfureceu a população da capital, que promoveu uma série de protestos e ameaçou com tomar represálias em contra das propriedades britânicas.Após protestar as medidas, o governo brasileiro, através de sua representação em Londres, apresentou uma demanda de indenização pelo confisco das embarcações capturadas pelo almirante Warren em princípios do ano 1863, mais além da exigência de uma desculpa formal pela violação do território nacional.Diante da escalada, o governo brasileiro aceitou a arbitragem do rei belga Leopoldo I da Bélgica, da Casa Saxe-Coburgo-Gota, mas apenas no referente ao tratamento dos oficiais da fragata Forte.Na crença de que a arbitragem seria contrária ao Brasil, Pedro II decidiu pagar em adiantado a indenização manifestando que a base da discussão não era pelo dinheiro mas ao desprezo britânico pela soberania do Brasil.Contra o esperado, em 18 de junho de 1863 o árbitro Leopoldo, tio da Rainha Vitória, sentenciou a favor do Brasil. Era ministro em Bruxelas o conselheiro Joaquim Tomás do Amaral, depois barão e visconde de Cabo Frio. O resultado foi comunicado ao representante do governo brasileiro em Bruxelas, quando foi recebido na corte em 21 de junho de 1863.Diante do resultado, o imperador começou a exigir a devolução do dinheiro pago e uma desculpa por parte do embaixador britânico, mas nunca conseguiu nem um nem o outro.O diplomático do Império em Londres Francisco Inácio de Carvalho Moreira, depois barão de Pinedo, pediu ao gabinete de Saint James:71.que manifeste seu pesar pelos feitos ocorridos nas represálias;2.que manifeste não haver tido a intenção de violar a soberania do Império;3.indenização dos interessados.Negando-se a tudo o governo britânico, o ministro se retirou da Grã-Bretanha e em 25 de maio de 1863 o Brasil rompia relações com a Grã-Bretanha. O novo rei de Portugal Luís I ofereceu então sua mediação e propôs como base as cláusulas já rejeitadas. Desfeita essa mediação, em 1864 a Grã-Bretanha ofereceu termos de compromisso que o Brasil não admitiu por não reconhecer o direito a indenização. Invasão do Uruguai e a Guerra do ParaguaiA Questão Christie, antes de finalmente se resolver, teria indiretamente um importante papel nos acontecimentos que desembocariam na Guerra do Uruguai e na sangrenta Guerra do Paraguai.Quando os dirigentes do estado do Rio Grande do Sul pressionaram ao governo para atuar contra as depredações, reais ou supostas, cometidas contra seus cidadãos no Uruguai a raiz da guerra civil que assolava esse país, a recente humilhação pesou decididamente na opinião pública e as autoridades: "quando o velho brigadeiro Neto veio ao Rio de Janeiro a começos de 1864 a excitar nosso governo contra o governo do Uruguai, apresentando, o novo Régulo da campanha oriental, o quadro dos atropelos de longo tempo atrás cometidos em prejuízo dos brasileiros, produziu um arrebato da opinião, e deste violento impulso nasceu a missão Saraiva. Acabávamos de sofrer a humilhação das represálias inglesas na entrada da baía do Rio de Janeiro, e a própria democracia, com Teófilo Ottoni na cabeça, se mostrava de humor tão belicista como se dizia estar o imperador mesmo".Assim, a missão dos fazendeiros rio-grandenses achou o eco esperado e a missão Saraiva ia condenada ao fracasso:"A irritada impotência do governo blanco coincidia por desgraça com o ardor belicista sentido no Rio de Janeiro. Nosso governo parecia não ter mais ideia que a de obrigar ao Uruguai a satisfazer suas exigências. Não queria descontar a revolução mas sim aproveitá-la, nem acreditava nos planos pacificadores de Saraiva. Sentia a necessidade se fortalecer levantando o prestígio do império, lastimado pela questão inglesa. A ideia de represálias toma o aspecto de um reflexo do orgulho nacional ferido".Era evidente entretanto a duplicidade do governo brasileiro que condenava por um lado a Grã-Bretanha pela adoção de represálias por delitos contra seus cidadãos que afetavam a soberania brasileira e simultaneamente operava de maneira similar com o Uruguai, pior ainda, já que chegaria a invasão. Assim sinaliza o mesmo ator principal do affaire, W.D. Christie, quem em Notes on Brazilians Questions escreve: "Estava o exército brasileiro para cruzar a fronteira e exercer as represálias contra Montevidéu, quando o senhor Carvalho Moreira recebeu ordens de protestar e protestou contra as represálias inglesas nas águas do Brasil como constituindo uma violação do direito público e da soberania brasileira".Por outro lado, ao se evidenciar a relativa indefesa dos principais portos brasileiros e a insuficiência da marinha imperial frente a ameaça de uma frota moderna, impulsou ao governo imperial a lançar-se em um rearmamento, ainda antes de se iniciar o conflito com o Paraguai: "ao ocorrer repentinamente em 1862 a questão inglesa, o país sente que está por completo desarmado, sem exército nem marinha; que não tem feito mais que dormir em paz um sonho militar de vinte anos (mais de uma geração) interrompido apenas pelo golpe contra Rosas".Resolução do conflitoEm 1865 se renovaram as negociações. Recebeu o governo de Pedro Araújo Lima, Marquês de Olinda; em missão ao embaixador na Argentina Sir Edward Thornton. Grã-Bretanha cumpria os primeiros dois pontos da reclamação brasileira e aceitava o resultado belga, mas insistia com não reconhecer indenizações. Apesar disso, a proposta foi aceita pelo governo. Ao ser censurada sua atitude no parlamento pelo deputado José Bonifácio na sessão de 30 de abril, em representação do gabinete, Saraiva explicou que a questão foi submetida aos ministros do gabinete nestes termos:1.Será conveniente dadas as circunstâncias atuais do país, e dado o ponto ao que tem chegado a negociação, negar a aceitar o meio de restabelecer as relações diplomáticas que nos oferecem?2.Não poderá nos prejudicar diante da opinião pública da Europa o feito de rejeitar as condições oferecidas apenas porque nelas não está incluída a indenização monetária?3.Poderá prescindir-se desta em atenção a que o governo inglês dá o primeiro passo mandando uma missão especial, aparte da permanente que logo enviará?4.Pode aceitar o governo imperial a última proposição sem a quebra da dignidade do país? O imperador por sua parte escreveu:"Cedi a opinião de quase todos os ministros e conselheiros de estado. Se houvesse feito o contrário e houvessem ocorrido graves complicações na questão do Paraguai, que haveriam dito do imperialismo?" Efetivamente, a situação do Brasil, envolvido já em uma guerra contra o Paraguai, e a impossibilidade de sustentar e escalar um conflito com a principal potência do mundo, faziam razoáveis um acordo. Por outro lado, o Brasil precisava do crédito britânico e entre 1863 e 1865 havia procurado com êxito ao mercado de Londres para contratar empréstimos, que o gabinete Palmerston tolerou apesar de ter como destino o rearmamento, o que era citado por outra parte como um sinal de que o governo britânico não acreditava que a situação desembocaria uma guerra. Inclusive alguns destacados políticos britânicos haviam saído em defesa do Brasil, entre eles Cobden e Bright, Lord Malmesbury, Mr.Fitzgerald, Mr.Osborne, Mr.Roebuck, Mr.Bramley Moore, Lord Brougham, Sir Hugh Cairns e Lord Salisbury, então Lord Cecil. Finalmente, aceitas as proposições da Grã-Bretanha, em 23 de setembro de 1865 o embaixador Thornton se reuniu com o imperador no teatro de operações, nas barracas de Uruguaiana, dando assim fim ao episódio.
  • PABLO DE SÉGOVIE: EL GRAN TACANO DE FRANCISCO QUEVEDO. TRADUZIDO POR J.H. ROSNY; ILUSTRADO COM CENTO E VINTE DESENHOS DE DANIEIL VIERGE. IMPRESSO EM PARIS PELA E. PELLETAN EM 1902.229 PÁGINAS 33CM X 26CM. UM LIVRO RARO COM EDIÇÃO DEFINITIVA, PREFACIADO POR ROGER MARX. DESTA EDIÇÃO FORAM FEITOS 440 EXEMPLARES, SENDO 40 EM PAPEL JAPÓN NUMERADOS DE 1 A 40 COM 3 AQUARELAS ORIGINAIS DE VIERGE, MAIS UMA SEQUÊNCIA DE TODAS AS GRAVURAS EM CHINA, COM ASSINATURA DO ILUSTRADOR. ESTE É O EXEMPLAR Nº25. IMPRIMIDO POR LIMPRIMIERE GEORGES PETIT. TÍTULO EM VERMELHO E PRETO. CAPITAIS VERMELHAS. INCLUI ÍNDICE. ENCADERNAÇÃO BELÍSSIMA EM MARROQUIM PRETO CONTENDO NAS CONTRACAPAS AQUARELAS ORIGINAIS, SENDO QUE UMA DELAS COM OBSERVAÇÃO DO ARTISTA NO VERSO; ENCADERNAÇÃO ASSINADA POR A. TOUMANIANTZ. EX-LIBRES DE DANIEL VIERGE. LITERATURA CLÁSSICA.Nota: Narra a história de um segoviano pobre, filho de um ladrão e uma bruxa, e suas aventuras como escudeiro de um filho da nobreza, como andarilho e como membro de uma confraria de rufiões. É uma novela picaresca em castelhano , escrita por Francisco de Quevedo. O livro foi publicado pela primeira vez em 1626, mesmo que tenha circulado em cópias manuscritas anteriormente, algumas das quais ainda são preservadas hoje. Quevedo nunca reconheceu ter escrito El Buscón, provavelmente para se esquivar de problemas com a Inquisição, e seu silêncio sobre esta obra, apesar de sua autoria ser inquestionável, aumenta os problemas da datação de sua composição. Propõe-se datas que vão de 1604 a 1620, e um processo de reelaboração posterior em que Quevedo estaria trabalhando até 1640.
  • MADEMOISELLE BERTIN: COMERCIANTE DE MODA DA RAINHA, 1747-1813 ( UM MINISTRO DA MODA SOB AS LEIS XV ) POR PIERRE DE NOUVION E ÈMILE LIEZ; COM ILUSTRAÇÕES GRAVADAS EM CORES POR G. RIPPART. IMPRESSA EM PARIS POR HENRI LECLERC EM 1911. 225 PÁGINAS 28CM X 21CM. COM CAIXA. LIVRO RARO. DESTA EDIÇÃO FORAM FEITOS 400 EXEMPLARES EM VÉLIN DARCHES, ESTE É O EXEMPLAR Nº 82. RETRATOS DE ROSE BERTIN, MARIA ANTONIETA  1775. IMPRESSÃO DOS TEXTOS POR P.HÉRISSEY, E DAS PRANCHAS COLORIDAS POR A. PORCABEUF. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM VERMELHO CONTENDO CONTRACAPA EM SEDA FLORIDA, ASSINADO POR CH. LANOÉ SUC. DE P. RUBAN. LITERATURA FRANCESA. MEMÓRIAS DA CORTE LUIS XV. MODA LUIS XV.Nota: Marie-Jeanne "Rose" Bertin Nascida em 2 de julho de 1747, Abbeville , Picardia , França. Foi uma comerciante de moda e empresária francesa. Ela foi particularmente conhecida por seu trabalho com a rainha Maria Antonieta . Bertin foi a primeira estilista francesa célebre e é amplamente creditada por ter trazido a moda e a alta-costura para a vanguarda da cultura popular. INTRODUÇÃO Antes de escrever a história de M Bertin, dedicamos um ano inteiro a longas e pacientes pesquisas em bibliotecas e arquivos. Consideramos que foram coroados por maccess. Não acreditamos, de fato, que tenhamos deixado de lado nenhum dos fatos que poderiam contribuir para reviver M Bertin. Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que facilitaram nossa pesquisa. Sr. Prefeito de Abbeville, que, com grande gentileza, orientou nossas investigações sobre a herança do comerciante de moda da Rainha; Sr. Lucion Lazard, arquista Ferudit do departamento do Sena; O Sr. Jacques Doucet, o eminente colecionador parisiense, dono dos papéis comerciais de Mª Bertin e que nos autorizou a publicitar aqueles que julgamos mais interessantes. É graças a ele que conseguimos concluir o nosso trabalho com as faturas dos clientes de Mª Bertin e as contas da Rainha, que têm um significado histórico. MADEMOISELLE VERTIX interesse indiscutível e que, até hoje, permanecia desconhecido. Ao fazer esta publicação, acreditamos estar respondendo aos desejos de todos aqueles que se interessam pela Rainha Maria Antonieta em sua obra LE COMMERCE ET ESTRELA PH M. A. Raimon relatou essas faturas da Rainha desde que foram publicadas. Damos-lhe esta satisfação e agradecemos-lhe o entusiasmo com que nos comunicou algumas informações para o nosso trabalho. Não esquecemos todos aqueles que nos deram acesso aos seus arquivos e nos permitiram colher um manancial de documentos. A sua competição permitiu agora evitar erros à sua benevolência, por isso estamos convencidos de ter escrito uma obra cuja documentação apresenta as mais sérias garantias históricas.
  • HUBERT ROBERT 1733-1808 DE PIERRE DE NOLHAC. IMPRESSO EM PARIS PELA GOUPIL EM 1910. 169 PÁGINAS 33CM X 26CM. LIVRO RARO, DESTA EDIÇÃO FORAM FEITOS 500 EXEMPLARES EM PAPEL RIVES. ESTE É O EXMPLAR Nº 253. CAPITAIS ORNAMENTADAS NO INÍCIO DOS CAPÍTULOS. REFERÊNCIA DE LIBRARY OD CONGRESS ONLINE CATALOG. ENCADERNAÇÃO EM COURO PRETO COM ORNAMENTOS DOURADOS NA CAPA E LOMBADA. PINTORES FRANCESES, BIOGRAFIA. SÉCULO XIX, CATÁLOGO.Nota: Hubert Robert Nasceu em Paris, 1733. Foi um dos principais protagonistas do barroco europeu. Célebre como pintor e decorador, foi igualmente gravurista. Atualmente, a maioria das suas obras é conservada nos mais importantes museus da Europa e do Mundo, como o Louvre, em Paris, o Getty Museum, em Nova Iorque, ou a Alte Pinakothek, em Munique. A sua primeira exibição, em 1767, foi pomposamente criticada por Denis Diderot que afirmava que essas ideias de representação de ruínas romanas despertam nele e em mim, grandes e diversos sentimentos. Com base nesta ótima crítica Luís XVI mandou chamar Hubert Robert à corte e encomendou-lhe um projeto para uns jardins, que, infelizmente, com a decapitação do Rei, não passaram do papel. Depois da tumultuosa Revolução Francesa, tornou-se num dos primeiros curadores do Museu do Louvre, em Paris. Pierre Girault de Nolhac nasceu em 15 de dezembro de 1859. Conhecido como Pierre de Nolhac , foi um historiador, historiador de arte e poeta francês. Suas atividades no museu de Versalhes foram cruciais, pois contribuíram muito para a modernização e para a restauração das coleções, incluindo o mobiliário, que havia sido disperso durante a Revolução Francesa . Ele desempenhou um papel nos preparativos para o Tratado de Versalhes , que ocorreu no Palácio em junho de 1919. Pierre de Nolhac deixou um corpo substancial de trabalho amplamente dedicado à história, especialmente ao humanismo renascentista.
  • REINADO GEORGE III (1760-1820) RARO DOCUMENTO ASSINADO PELO PRIMEIRO MINISTRO WILLIAM PITT EM 1784 TAMBEM PELO CONDE DE HARDWICKE, SECRETARIO DO TESOURO, PHILIP YORKE. WILLIAM PITT FOI ATÉ HOJE O MAIS JOVEM PRIMEIRO MINISTRO BRITÂNICO A OCUPAR A FUNÇÃO. UM DOS DOCUMENTOS MAIS MISTERIOSOS E INTERESSANTES RELACIONADOS A FUNDAÇÃO DO BRASIL, À SUA INDEPENDÊNCIA E À CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO EM TORNO DE SEU TERRITÓRIO É ATRIBUÍDO A ESTE POLÍTICO CONSERVADOR TRATA-SE DE UM DISCURSO NO QUAL O PRIMEIRO-MINISTRO DEFENDIA ANTE A IMITENTE AMEAÇA FRANCESA A TRANSFERÊNCIA DA CAPITAL DO REINO DE PORTUGAL  A UMA CIDADE A SER CONSTRUÍDA NO INTERIOR DO BRASIL, A SER OPORTUNAMENTE CHAMADA DE NOVA LISBOA. TRATA-SE, TALVEZ, DE UMA DAS MAIS ANTIGAS REFERÊNCIAS À CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA CAPITAL NO INTERIOR DO PAÍS  PROJETO QUE, COMO SE SABE, SERIA POUCOS ANOS DEPOIS DEFENDIDO POR FIGURAS COMO JOSÉ BONIFÁCIO E, JÁ ÀQUELA ALTURA, ERA SUGERIDO PELO JORNALISTA LIBERAL HIPÓLITO DA COSTA. TAL DISCURSO TERIA SIDO PUBLICADO EM 1808 OU 1809 PELA IMPRENSA RÉGIA PORTUGUESA EM LISBOA, COM O NADA LACÔNICO TÍTULO DE DISCURSO DO IMORTAL GUILHERME PITT, PRONUNCIADO POUCOS ANOS ANTES DO SEU FALECIMENTO, NO PARLAMENTO IMPERIAL DOS REINOS UNIDOS DA GRÃ-BRETANHA E IRLANDA. CONTÉM REFLEXÕES E PROGNÓSTICOS DIGNOS DE PERPÉTUA LEMBRANÇA DOS VENERADORES DESTE GRANDE HOMEM DE ESTADO. O CONTEXTO É O DA TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL, OCORRIDA, COMO SE SABE, EM 1808, COM A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL AO RIO DE JANEIRO ESCOLTADA POR NAVIOS BRITÂNICOS. É COMUM ATRIBUIR-SE A CAUSA DA SUA MORTE DE PITT  A CIRROSE HEPÁTICA AO CONSUMO EXCESSIVO DE VINHO DO PORTO. ELE ESTÁ ENTERRADO NA ABADIA DE WESTMINSTER.   EXCERTOS DO TEXTO: DESPESAS DE VIAGEM E ENCARGOS EM JULHO E AGOSTO DE 1784, ENTREGUES SETE LIVROS DE PERGAMINHO EM BRANCO, RETIRADOS DOS ESCRITORIOS DO REMMBRANCER (AUTORIDADE DO TESEOURO) DO REI, SOB O SELO DO CHANCELER. DESTINADOS AOS COLETORES E CORRESPONDENTES DOS PORTOS DE MILFORD E CARDIFF, PARA REGISTRAR TODAS AS MERCADORIAS A SERM TRANSPORTADAS A PARTIR DOS REFERIOD PORTOS DO DIA DE SÇAI JOÃO BATISTA NO VIGESIMO QUARTO ANO DO REINADO DO REI GEORGE III ATÉ A FESTA DA BBATUVUDADE DE BISSI SEBGIR JESUS CRISTO  SEGUINTE SENDO O ESPAÇO DE MEIO ANO PARA O SERVIÇO DE SUA MAJESTADE. TENDO ESTE SERVIÇO SIDO REALIZADO O REFERIDO MENSAGEIRO HUMILDEMENTE SOLICITA UMA COMPENSAÇÃO PELO MESMO E SUBMETE A FATURA AVALIADA POR SUA GRAÇA O DUQUE DE NEWCASTLHE, AUDITOR DO TESOURO E PAGO POR UM DOS ESCRIVÃES DO TESOURO. PREZADOS SENHORES DO TESOURO, MEU LORD DUQUE DE NEWCASTLE POR FAVOR PAGUE O VALOR TOTAL DESTA FATURA. 12 E NOVEMBRO DE 1784. LORD HARDWICK POR FAVOR PAGUE O VALOR TOTAL DESTA FATURA DE ACORDO COM O RECIBO DE 25 DE OUTUBRO DE 1760, ENTRE JULHO E AGOSTO DE 1784. ASSINADO POR WILLIAM PITTI E LORD DARDWICK.  REGISTRADO A 22 DE NOVEMBOR DE 1784.NOTA: William Pitt (1759/1806) era filho do Conde de Chatman, conhecido político que tinha o mesmo nome. Concluiu sua formação humanista em Cambridge, aos 17 anos. Revelou desde cedo grande interesse pela vida política do país e achava-se presente à sessão da Câmara dos Lordes em que seu pai faleceu, na própria tribuna, enquanto discursava (1778). Tinha 22 anos quando se elegeu para a Câmara dos Comuns. Seu primeiro discurso no Parlamento revelou que se tratava de um jovem extremamente bem preparado para a vida pública, a ponto do Primeiro Ministro da época (Lord North) haver registrado que fora o melhor a que presenciara enquanto membro do Parlamento. O jovem parlamentar teria oportunidade de participar dos debates relacionados à Independência dos Estados Unidos, propugnando pelo fim da beligerância.Em março de 1782 iniciou sua primeira participação no governo whig1, formado em decorrência da vitória eleitoral alcançada naquele ano. Na primeira reforma ministerial seria nomeado Ministro do Exterior. Tinha então apenas 23 anos. Permaneceu no posto um ano.A experiência parlamentar de Pitt convenceu-o de que a forma de escolha dos membros da Câmara dos Comuns proporcionava ao país uma falsa estabilidade. O sistema em vigor, que dava excessivo poder a alguns de seus membros  pelo direito de eleger representante em localidades sem qualquer representatividade , segundo seu entendimento, carecia de uma profunda reforma. Tão logo saiu do governo, submeterá à Câmara um projeto que incluía: 1) verificação e punição de suborno a eleitores; 2) eliminar a representação das localidades que, pelas reduzidas dimensões do eleitorado, facilitava a corrupção; e, 3) ampliar o número de componentes da Câmara dos Lordes. A proposta foi derrotada por 293 a 149 votos. Embora desfavorável, tal resultado permitiu-lhe verificar que suas idéias eram apoiadas por expressivo grupo de deputados. Desde então passou a exercer inconteste liderança do que se poderia denominar de elemento renovador.Em fins daquele ano (1783), tendo o gabinete renunciado, o Rei Jorge III indica-o para o cargo de Primeiro Ministro. A maioria receberia a indicação com uma grande gargalhada, o que não impediu a sua eleição mas praticamente paralisou o seu governo. As sucessivas derrotas na Câmara não o levaram a renunciar. Ao contrário, aproveitou a circunstância para popularizar suas idéias no país, considerando-se que teria contribuído para estigmatizar a representação daquelas localidades, desprovidas de maiores contingentes eleitorais, designando-as como burgos podres. Confiante nessa estratégia, convocou eleições gerais para março de 1784. Estas eleições asseguraram-lhe maioria. Elegeu-se representante de Cambridge, colégio eleitoral incluído entre aqueles de maior destaque.William Pitt ganhou sucessivas eleições e permaneceu no poder até 1801, isto é, dezessete anos. Em sua longa permanência na chefia do governo, Pitt privilegiou as seguintes linhas de atuação: lª) Aperfeiçoar os mecanismos governamentais destinados a transformar a Inglaterra na maior potência comercial do mundo, introduzidos por Elisabete I e que, embora negligenciados sob os Stuart, lograram ampla continuidade nos dois séculos desde então transcorridos. Conseguiu muita coisa neste sentido, inclusive a eliminação do contrabando; e, 2ª) Aperfeiçoar o arranjo institucional do Império a fim de evitar fraturas, a exemplo daquele que resultou da independência dos Estados Unidos. Nesse mister não seria bem sucedido. Concebeu um mecanismo de convivência com a maioria católica da Irlanda, atribuindo-lhe a prerrogativa de fazer-se representar no Parlamento inglês, respeitados os direitos da minoria protestante. Esse arranjo encontrou uma formulação acabada em 1801 mas encontrou grande resistência, a começar do próprio rei George III, levando à renúncia de Pitt.O seu grande feito, entretanto, consistiu em tornar o Parlamento uma instituição independente perante a Coroa e respeitada pela opinião pública. O desfecho dessa conquista seria o surgimento de uma variante do governo representativo: o denominado sistema parlamentar ou parlamentarismo. Na Inglaterra preservou-se a monarquia, porém as funções executivas passaram a ser exercidas por um governo não só constituído como aprovado pelo Parlamento, e por este controlado. Nessa modalidade de monarquia constitucional, "o Rei reina mas não governa".O curioso é que esse fato notável foi alcançado em que pese a Câmara dos Comuns não haja acolhido o seu projeto de reforma, transformando-o em lei. Além do projeto de 1783, antes referido, voltaria à carga, animado pelos resultados eleitorais alcançados em março de 1784. Gozando de inconteste prestígio nos mais amplos círculos do país, acreditava que venceria a resistência, na Câmara dos que seriam diretamente afetados. A nova proposição consistia em extinguir a representação de 37 localidades que não tinham qualquer representatividade e ampliar a base territorial de outras, de modo a dispor de mais 34 lugares. As 71 cadeiras daí resultantes seriam distribuídas naquelas regiões em que a população registrava crescimento.Apesar de advertido de que, se não fechasse a questão  fazendo com que a votação equivalesse a um voto de confiança , Pitt recusou o alvitre e foi derrotado. A proposição obteve 174 votos enquanto 248 representantes votaram contra. Grande número de deputados deixou de comparecer à votação, quase um terço, porquanto a Câmara era integrada por 600 deputados, enquanto votaram apenas 422.Apesar de derrotado, Pitt conseguiu implantar padrão de austeridade no exercício da função. Rompendo com a praxe, nenhum de seus ministros poderia obter emprego nas Companhias de Comércio, que era a forma pela qual o governo organizava o intercâmbio comercial.2 A compra de votos passou a merecer tal repulsa que virtualmente cessou. Os recalcitrantes eram denunciados e execrados. Os líderes políticos tiveram que se preocupar em preservar a reputação. O exemplo do próprio Pitt tornou-se edificante: ao sair do governo acumulou uma dívida tão grande que, embora ajudado pelos amigos, teve que se desfazer do patrimônio da família, inclusive a casa em que residia.Assim, ainda que a reforma preconizada por Pitt acabasse sendo postergada até 1832, nos decênios posteriores à sua saída do governo a interferência dos reis no governo é efetivamente reduzida.Os rumos seguidos pela Revolução Francesa tiveram um grande impacto nos destinos das reformas capitaneadas por Pitt, desde que, progressivamente, as relações com a França tornaram-se o tema fundamental.De início, pareceu ao governante inglês que se tratava de assunto doméstico daquele país. Entretanto, o fato de ter-se tornado patente a existência na Inglaterra de grupos favoráveis àquele movimento, contando inclusive com o apoio de parlamentares,3 levou-o a condenar publicamente tal posicionamento. Diante da execução de Luís XVI em janeiro de 1793, retirou de Paris o embaixador inglês. A primeiro de fevereiro seguinte, a França declarou guerra à Inglaterra.Desde então, Pitt passa a atribuir prioridade á luta contra a França. Entre março e outubro desse mesmo ano (1793), consegue promover coalizão militar integrada pela Rússia, Prússia, Áustria, Espanha, Portugal e diversos principados germânicos. A coalizão sofreu diversas derrotas em 1794 e a Inglaterra preparou-se para o prolongado conflito que de fato ocorreria. Os impostos elevaram-se brutalmente mas ainda assim o país enfrentava déficits sucessivos.Afastando-se do governo, em 1801, por motivo da desaprovação pelo monarca de sua política em relação à Irlanda - batizada de "emancipação católica" , Pitt voltaria ao poder em 1804 para fazer face à ostensiva preparação da Armada Francesa para invadir a Inglaterra. Atenderia de modo satisfatório a esse chamado, mas logo dar-se-ia conta de que a tomada do poder por Napoleão, em 1799, iria postergar por muitos anos a resolução do conflito. Os ingleses conseguiram destroçar a Armada Francesa na Batalha de Trafalgar, a 21 de outubro de 1805. Porém, quase de imediato, Napoleão obteve uma grande vitória sobre a coalizão, em Austerlitz, em dezembro do mesmo ano. Deprimido pelos rumos da guerra, Pitt adoece seriamente, vindo a falecer a 16 de janeiro de 1805.A consolidação do governo representativo na Inglaterra, no século XVIII, teve profundas conseqüências nos destinos do Ocidente.O caminho apontado pela Revolução Francesa não conduziu á concretização de nenhuma de suas promessas. A liberté que era o centro de sua bandeira, direcionada precisamente contra a monarquia absoluta - ideário que se supunha seria melhor efetivado pela República, proclamada em 1792 - viu-se espezinhada, tanto pelo Terror dos republicanos como pela revogação do princípio constitucional, sob Napoleão, ao proclamar-se Imperador e dispensar a existência do Parlamento. O ideal de egalité seria apropriado pela nova vertente, socialista, surgida no século XIX, que pretendia a igualdade social imposta pela força, exigente da abolição dos ricos, que o marxismo também saberia encarnar. E, quanto à fraternité, seria simplesmente esquecida, tamanho o ódio que a Revolução acabou inoculando na convivência da Europa continental.Num quadro destes, a alternativa do governo representativo deixava de ser um simples ideário vazio, a exemplo do que se tornara a experiência da França. Pelo caminho da reforma, daria corpo ao projeto moral que as consignas da Revolução Francesa pretendiam expressar, reduzindo-o à escala humana, única capaz de leva-lo à progressiva implantação e sucessivo aperfeiçoamento.
  • LEWIS ET IRÈNE DE PAUL MORAND. GRAVURES AU BURIN DE LOUIS CAILLAUD. IMPRESSO EM PARIS PELA CERCLE LYONAIS DU LIVRE EM 1929. 255 PÁGINAS 28CM X 24CM COM CAIXA. EDIÇÃO LIMITADA A 162 EXEMPLARES, SENDO QUE 120 PARA CERCLE LYONNAISDU LIVRE SOB A DIREÇÃO DE M.L.CAILLAUD, COM TIRAGEM EM PAPEL VÉLIN DE HOLLANDE, SOB O PRELO DE DUCOS ET COLAS EM PARIS, 03/09/1929, E OS TALHOS DOCE SOB O PRELO DE MME JACQUEMIN. CONTÉM 2 DESENHOS ORIGINAIS DO PROPRIETÁRIO E ARTISTA. EM ANEXO LISTA DOS MEMBROS DO CERCLE LYONNAIS DU LIVRE. ENCADERNAÇÃO BELÍSSIMA EM MARROQUIM AZUL ROYAL, COM ORNAMENTOS E CORTES DOURADOS, ASSINADO POR SEPTIER. EX-LIBRES DE M.L.(DU) BOURG. LITERATURA FRANCESA.Nota: Lewis e Irene é um romance de 1924 do escritor francês Paul Morand . Ele conta a história do romance entre um especulador financeiro francês e uma jovem viúva grega de uma família de banqueiros. O livro foi publicado em inglês em 1925. Lewis é um especulador financeiro francês do tipo aventureiro e apostador. Ele assume uma opção em uma mina de enxofre na Sicília, mas é superado por Irene Apostolatos, uma jovem viúva grega que representa o Banco Apostolatos. Os dois se apaixonam. Eles decidem se estabelecer e se dedicar à vida doméstica, mas isso acaba sendo impossível, pois são atingidos pelo tédio. Irene retorna ao banco em segredo. Lewis tem um caso, que Irene descobre imediatamente. O casal termina. Embora não sejam mais amantes, Lewis e Irene continuam seu relacionamento como parceiros de negócios. Paul Morand nasceu em 13 de março de 1888. Foi um autor francês cujos contos e novelas foram elogiados por seu estilo, sagacidade e poder descritivo. Seu período literário mais produtivo foi o período entreguerras das décadas de 1920 e 1930. Ele era muito admirado pelos altos escalões da sociedade e pela vanguarda artística que o tornou um favorito cult. Ele foi categorizado como um modernista e imagista inicial .
  • MERVEILLEUSES HISTOIRES DE NARS EDDINE DE PIERRE MILLE. ILUSTRAÇÃO EM COULEURS DE J. TOUCHET. IMPRESSO EM PARIS PELA RENÉ KIEFFER EM 1924. 185 PÁGINAS 24CM X 19CM. LIVRO NOTÁVEL PELAS ILUSTRAÇÕES. EDIÇÃO LIMITADA A 500 EXEMPLARES DOS QUAIS, 450 EM VÉLIN BLANC DE CUVE, NUMERADOS DE 51 A 500. ESTE É O EXEMPLAR Nº215. IMPRESSO POR DUCROS & COLAS, COM DATA DE 1924 AO FINAL DO LIVRO. LETRAS CAPITAIS COLORIDAS. INCLUI ÍNDICE. ENCADERNAÇÃO APRESENTANDO A LOMBADA PIROGRAFADA, CORE SUPERIOR DOURADO E CONTRACAPA NA COR VERMELHO, NEGRO E OURO. LITERATURA FRANCESA.Nota: "Nasr Eddin Hodja, às vezes escrito Nasreddin ou Nasreddine, é uma figura mítica na cultura muçulmana, um filósofo de origem turca, nascido em 1208 em Sivrihisar e falecido em 1284 em Aksehir. Um ulemá ingênuo e falsamente ingênuo que ministra ensinamentos às vezes absurdos e às vezes engenhosos, sua fama se estende dos Bálcãs à Mongólia e suas aventuras são celebradas em dezenas de idiomas, do servo-croata ao persa, incluindo turco, árabe, grego, russo e outros. As histórias de Naceradim são conhecidas em todo o Oriente Médio e tocaram culturas ao redor do mundo. Superficialmente, a maioria das histórias de Naceradim pode ser dita como piadas ou anedotas de humor. Eles são contadas e recontadas eternamente em casas de chá e caravançarás da Ásia e podem ser ouvidos nas casas e nos rádios. Mas é inerente a uma história de Naceradim que possa ser entendida em vários níveis. Não é a piada, seguido por uma moral e, geralmente, o pequeno extra que traz a consciência do potencial místico um pouco mais sobre a forma de realização. Pierre Mille é um escritor e jornalista francês , nascido em 27 de novembro de 1864 em Choisy-le-Roi , Seu nome continua vinculado ao Prêmio Pierre Mille de melhor reportagem, concedido pela União da Imprensa Francesa Ultramarina e destinado a premiar um jornalista da imprensa escrita ou audiovisual francófona.
  • PIERRE ET JUNE DE GUY DE MAUPASSANT. ILUSTRAÇÃO DE ERNEST DUEZ ET ALBERT LYNCH. IMPRESSO EM PARIS PELA BUSSOD VALLADON EM 1888. 165 PÁGINAS 32CM X 26CM. LIVRO RARO . DESTA EDIÇÃO FORAM FEITOS 200 EXEMPLARES EM PAPEL JAPÓN, COM 2 SUITES DE ESBOÇO, A 1ª IMPRESSA EM CAMAIEU EM PAPEL WHATMAN E A 2ª IMPRESSAEM BISTRE EM PAPEL JAPÓN. ESTE É O EXEMPLAR Nº 173. CAPITAIS ORNAMENTADAS REFERÊNCIAS DE LIBRARY OF CONGRESS ONLINE CATALOG. INCLUI ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES.Nota: Pierre e Jean é uma obra naturalista ou psico-realista escrita por Guy de Maupassant em Étretat, na sua Normandia natal , entre junho e setembro de 1887. Este foi o romance mais curto de Maupassant. Trama: Pierre et Jean conta a intriga entre dois irmãos, Pierre e Jean, quando Jean herda uma grande fortuna de um "amigo da família". Pierre suspeita secretamente que este homem seja o pai de Jean. Henri René Albert Guy de Maupassant nasceu no Reino Unido  5 de agosto de 1850. Foi um autor francês do século XIX , celebrado como um mestre do conto , bem como um representante da escola naturalista , retratando vidas humanas , destinos e forças sociais em termos desiludidos e muitas vezes pessimistas.Maupassant foi um protegido de Gustave Flaubert e suas histórias são caracterizadas pela economia de estilo e desfechos eficientes e aparentemente sem esforço . Muitas são ambientadas durante a Guerra Franco-Prussiana da década de 1870, descrevendo a futilidade da guerra e os civis inocentes que, envolvidos em eventos além de seu controle, são permanentemente alterados por suas experiências. Ele escreveu 300 contos, seis romances, três livros de viagem e um volume de versos.
  • NOUVELLE HISTOIRE DE FRANCE ( NOVA HISTÓRIA DA FRANÇA ) ANTIGUIDADE, IDADE MÉDIA, TEMPOS MODERNOS, A REVOLUÇÃO, O IMPÉRIO, A FRANÇA CONTEMPORÂNEA, A GRANDE GUERRA DE ALBERT MALET. ILUSTRAÇÃO DE MAIS DE 960 GRAVURAS E MAPAS. IMPRESSO EM PARIS PELA HACHETTE EM 1922. 543 PÁGINAS 32CM X 25CM. 11 PLANCHES COLORIDAS. MARCA DO TIPÓGRAFO PÁGINA DE ROSTO E COLOFÃO: NRF. NOTA MANUSCRITA ENCADERNADA COM O VOLUME, A SER DECIFRADA. REFERENCIA : LIBRARY OF CONGRESS ONLINE CATALOG. INCLUI INDICE. ENCADERNAÇÃO EM ÓTIMO ESTADO. HISTÓRIA FRANCESA. Nota: Prefácio. Nos anos que acabamos de viver, ocorreram acontecimentos tão grandes que o curso da História foi singularmente modificado. Vastos impérios, que estavam entre os mais poderosos do mundo, desmoronaram e ruíram. A maior parte da Europa está mergulhada no caos e ameaça regressar à barbárie. No entanto, no meio desta agitação prodigiosa que não a poupou, a França conseguiu reencontrar o seu caminho: através de façanhas incomparáveis, à custa de sacrifícios incríveis, recuperou na sua integridade o património que por um momento lhe foi roubado, a Alsácia, a Lorena, a fronteira do Reno. Estes acontecimentos recentes não só constituem matéria para novos capítulos da nossa História Nacional: não só a completam, como a iluminam com uma luz tão brilhante que é como que renovada. Anteriormente terminou dolorosamente com o Tratado de Frankfurt: as derrotas, as capitulações mais humilhantes, a mutilação do território pareciam desmentir todo um longo passado de glória, de poder, de expansão contínua em direção às fronteiras naturais. Toda a história da França foi obscurecida por isso e como se estivesse envolta num véu de luto. Chegando a esta conclusão desconcertante, o leitor francês ficou surpreso e começou a duvidar; não podia deixar de ouvir certos escárnios hostis, alusões angustiantes à suposta decadência da sua pátria. Apesar de uma esperança secreta e incontrolável, ele sentiu o coração tomado pela ansiedade. Desde então, ah! desde estas horas de dúvida e angústia, vieram outras horas, ainda mais angustiantes; A França encontrou-se em perigo mortal, mas, em última análise, superou a provação: milhares e milhares de seus filhos ofereceram-se como sacrifícios para escrever uma nova conclusão que é o mais magnífico ato de fé no destino da pátria francesa. O mundo inteiro reconheceu, nos rostos destes heróis, os traços eternos da França que havia esquecido. O Marne, Verdun e novamente o Marne reconectaram a gloriosa cadeia, tão fatalmente interrompida, que formou ao longo dos séculos os Champs Catalauriques, Poitiers, Boucines, Orléans e Valmy. Um novo pico surgiu na nossa História, mais alto, mais luminoso que todos os outros. Do alto deste cume, não estaremos nós em melhor posição do que anteriormente, na base da encosta, para contemplar uma NOVA HISTÓRIA FRANÇA. Albert Malet nasceu em 3 de maio de 1864, em Clermont-Ferrand Foi um historiador e escritor francês de livros didáticos acadêmicos, morto durante a Primeira Guerra Mundial. Malet contribuiu para a Histoire Générale du I'VE siècle à nos jours ( História Geral do Século IV até os Dias Atuais ) em doze volumes, editada por Ernest Lavisse e publicada de 1893 a 1904. Malet escreveu muitos textos de história para o Hachette Book Group . Um dos textos de Malet foi considerado o "texto clássico" sobre a história francesa. O texto clássico foi Nouvelle histoire de France: l'Antiquité, le Moyen âge, les Temps modernes, la Révolution, l'Empire, la France contemporaine.
  • VILA RICA  MINAS GERAIS  - REPRODUÇÃO DE BARRA DE OURO DA CASA DE FUNDIÇÃO DE VILA RICA EM PRATA DE LEI. BARRA EM PRATA EMITIDA PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL REPRODUZINDO UMA BARRA DE OURO DA CASA DE FUNDIÇÃO DE VILA RICA. ESTA REPRODUÇÃO FOI CUNHADA EM PRATA TEOR 900 PELA CASA DA MOEDA DO BRASIL EM 1990. A CIRCULAÇÃO DO OURO EM PÓ FOI PROIBIDA EM 1720, CRIANDO-SE AS CASAS DE FUNDIÇÃO ONDE O OURO ERA TRANSFORMADO EM PEQUENOS LINGOTES APÓS RETIRADA A PARTE CORRESPONDE AO IMPOSTO DEVIDO A PORTUGAL.ESTAS BARRAS CIRCULAVAM COMO MOEDA, ACOMPANHADAS DE UM CERTIFICADO QUE COMPROVAVA SUA LEGITIMIDADE.DIMENSÕES COMPRIMENTO: 9,7CMLARGURA: 3,6CMESPESSURA: 1CMCOMPOSIÇÃO: PRATA 900135 GACOMPANHA ESTOJO E CERTIFICADO.
  • ZENITH - RARO RELÓGIO DITO CAÇADOR COM TRÊS TAMPAS. CAIXA ESPESSURADA A OURO MOSTRADOS ESMALTADO COM ALGARISMO ARÁBICOS IMPECÁVEL. FUNCIONANDO. SUIÇA, INICIO DO SEC. XX. 52 M  DE DIAMETRO
  • OMEGA - BELO RELÓGIO COM CAIXA EM OURO 14K . MOSTRADOR ESMALTADO EM OURO COM ALGARISMOSARÁBICOS EM NEGRO E VERMELHO. DOTADO DE TAMPA E SOBRETAMPA.  NECESSITA REVISÃO NO MECANISMO APARENTEMENTE LAVAGEM E LUBRIFICAÇÃO E AJUSTE NA CHARNEIRA DA TAMPA. SUIÇA, INICIO DO SEC. XX. 48 MM DE DIAMETRO. 66,3 G (PEDO TOTAL)
  • RARA MEDALHA EM PRATA DE LEI COMEMORATIVA DA  TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO DA ITALIA AO RIO DE JANEIRO  (1930/1931) REALIZADA POR  ITALO BALBO. CROTIERA AEREA ITALIA SUD AMERICA DIC 1930 GENN 1931. UMA ESQUADRILHA COM QUATORZE AVIOES SAVOIA-MARCHETTI S55 LIDERADOS POR ITALO BALBO CRUZARAM O ATLANTICO A PARTIR DA ITÁLIA ATÉ O RIO DE JANEIRO. SOMENTE ONZE AVIÕES CHEGARAM AO DESTINO NO BRASIL, TRÊS ACIDENTARAM-SE NO PERCURSO MATANDO SUA TRIPULAÇÃO. A TRAVESSIA FOI AMPLAMENTE COMEMORADA, GETULIO VARGAS ALINHADO COM O FASCISMO DE BENITO MUSSOLINE PRESTOU GRANDES HOMENAGENS A BALBO NO BRASIL. ESTE FOI O PRIMEIRO CRUZEIRO DE TRAVESSIA EM MASSA DO ATLÂNTICO E FICOU REGISTRADO NOS ANAIS DA HISTÕRIA DA AVIAÇÃO. NO VERSO A ESQUADRILHA COM OS QUATORZE HIDROAVIÕES VOANDO PARA O SUL E A LEGENDA OMANA VIRTUS ITALO BALBO CONSULE OCEANUM PLURIBUS SUPERAT ALIS E  NO ANVERSO REPRESTAÇÃO DOS TRÓPICOS DE CANCER E CAPRICÓRNIO COM CONSTELAÇÕES E A LEGENDA: RUZEIRO AÉREO ITÁLIA AMÉRICA DO SUL DEC. 1930 JANEIRO DE 1931,. ITALIA, 1931. 7 CM DE DIAMETRO. 143 GNOTA: Italo Balbo (Ferrara, 6 de junho de 1896  Tobruk, Líbia, 28 de junho de 1940) foi um aviador, militar e político italiano. Foi ministro da aeronáutica do seu país e governador da Líbia, à época, colônia italiana.Foi um dos primeiros a aderir ao Partido Nacional Fascista, e um dos organizadores da Marcha sobre Roma, mais tarde se tornando comandante-geral da Milícia Voluntária para Segurança Nacional e subsecretário de economia.Em 1929, ele foi nomeado ministro da Aeronáutica, posto a partir do qual promoveu e guiou vários cruzeiros aéreos, como o cruzeiro aéreo transatlântico da Itália-Brasil e o cruzeiro aéreo Decenal. Considerado como um potencial rival político de Benito Mussolini por causa da grande popularidade alcançada, Balbo foi designado em 1934 como governador da Líbia.No início da Segunda Guerra Mundial, ele organizou voos de reconhecimento para capturar alguns veículos blindados ingleses para suas mal-armadas tropas. Durante o retorno de um desses voos, em 28 de junho de 1940, foi derrubado por engano e morto pelo fogo antiaéreo do Cruzador italiano San Giorgio.  Savoia-Marchetti S.55 é um hidroavião que foi produzido pela fábrica italiana Savoia-Marchetti. Foi desenvolvido no ano de 1924, mas comercializado apenas a partir de 1926. Logo após o seu lançamento, este hidroavião estabeleceu os recordes de velocidade, carga, altitude e distância. Foi a aeronave escolhida pelo Comandante João Ribeiro de Barros para cruzar o Atlântico Sul pela primeira vez sem escalas, em 28 de abril de 1927.HistóriaO S.55 foi projetado pelo engenheiro italiano Alessandro Marchetti. Um desenho moderno e ousado para a época. Muito versátil, teve uso militar (bombardeiro, reconhecimento aéreo) e civil (correio aéreo, socorro marítimo). Graças ao seu desempenho, o hidroavião ganhou status de lenda em sua época. Os nomes de grandes aviadores do século XX e suas façanhas estão ligados a ele: João Ribeiro de Barros e João Negrão, os italianos Italo Balbo e Francesco de Pinedo, entre outros.Em 15 de janeiro de 1931, chega ao Brasil, liderada por Italo Balbo, uma esquadrilha de onze S.55. Quatorze partiram deOrbetello (Itália) em 17 de dezembro de 1930, porém três acidentaram-se durante a viagem, matando suas tripulações. O governo brasileiro adquiriu estas aeronaves em troca por café. Durante a II Guerra Mundial foi utilizado ativamente pela Itália e Alemanha (Luftwaffe). Foi retirado de serviço no ano de 1945. O último exemplar do Savoia-Marchetti S.55 do mundo encontra-se hoje no Brasil. É também o último hidroavião usado nas travessias transatlânticas remanescente daquele período. Trata-se do Jahu, a aeronave utilizada por João Ribeiro de Barros para realizar a primeira travessia aérea transatlântica Africa - América do Sul sem escalas da história, no ano 1927. Atualmente encontra-se restaurado e em exposição Museu TAM da cidade de São Carlos-SP. É de propriedade da Fundação Santos Dumont.
  • MEDALHA PELA CONSTITUIÇÃO  SÃO PAULO É O DIREITO A FORÇA  MEDALHA PRO REVOUÇÃO CUNHADA EM 1932 DURANTE A REVOLUÇÃO COM OBJETIO DE AUFERIR FUNDOS PARA OS ESFORÇOS DE GUERRA. NO  VERSO FIGURA DE COMBATENTE E NO ANVERSO SÃO PAULO. GRAVADA POR AS ASSINATURAS  LANGONE E MATTEI, SUAS ASSINATURAS SÃO BEM VISÍVEIS. CONSTA NOS CATÁLOGOS:  LIVRO ÁLBUM DE FAMÍLIA;  ÁLBUM PAULISTA FIGURINHA Nº 17;  LIVRO CRUZES PAULISTAS. ESSE MODELO DE MEDALHA, FEITO NA ÉPOCA E COMERCIALIZADO EM SÃO PAULO ERA UM DOS ICONES DO MOVIMENTO. POR NÃON TER SIDO ATRIBUIDO POR ORGÃO PUBLICO NÃO HÁ DECRETO, NEM DESCRIÇÃO OFICIAL. A MEDALHA ERA FORNECIDA SEM FITA. MUITOS ADICIONAVAM UMA FITA ESTREITA QUE ERA COLOCADA EM FORMA DE LAÇO NAS CORES DE SÃO PAULO. AS FITAS QUE QUE SE VEEM ALÉM DISSO SÃO MERAS "CUSTOMIZAÇÕES" DOS PROPRIETÁRIOS.3,2 CM DE DIAMETRO
  • JOSÉ WASTH RODRIGUES (SÃO PAULO, 19 DE MARÇO DE 1891 - RIO DE JANEIRO, 21 DE ABRIL DE 1957)  ILUMINURA COM BRASÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO DE AUTORIA DE JOSÉ WASTH RODRIGUES  E POR ELE AUTOGRAFADO PARA EDUARDO STOPPEL, ALEMÃO QUE FORMADOR A COLEÇÃO EM PREGÃO. AO AMIGO SOTPPEL LEMBRANÇA DE JOSÉ WASTH RODRIGUES  16 DE SETEMBRO DE 1936. FOI INSTITUÍDO POR OCASIÃO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, PELO DECRETO Nº 5.656, ASSINADO PELO INTERVENTOR FEDERAL PEDRO MANUEL DE TOLEDO, EM AGOSTO DO MESMO ANO. O LEMA QUE CONSTA NO BRASÃO, QUE SE TORNOU OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, FOI INSPIRADO EM UMA INSCRIÇÃO LATINA GRAFADA NOS MUROS DO RESERVATÓRIO DA REPARTIÇÃO DE ÁGUAS DE SÃO PAULO EM 1895. A HISTÓRICA INSCRIÇÃO ERA ORIGINALMENTE GRAFADA COMO PRO SÃO PAULO FIAT EXIMIUM E MAIS TARDE SERVIU COMO BASE PARA COMPOR O BRASÃO DE JOSÉ WASTH RODRIGUES, APENAS SOFRENDO PEQUENAS MODIFICAÇÕES NA ESCRITA, TRANSFORMADA EM PRO S. PAVLO FIANT EXIMIA. APÓS A APROVAÇÃO DO BRASÃO, PEDRO DE TOLEDO O MODIFICOU, SUBSTITUINDO A FRASE HISTÓRICA QUE EVOCAVA O ORGULHO PAULISTA POR UMA DE CUNHO MAIS NACIONALISTA EM RELAÇÃO AO BRASIL, FICANDO PRO BRASILIA FIANT EXIMIA. CRIADO PELO PINTOR JOSÉ WASTH RODRIGUES, FOI SÍMBOLO DA CAMPANHA "OURO PARA O BEM DE SÃO PAULO". UTILIZADO ATÉ O ESTADO NOVO, EM 1937, FOI SUBSTITUÍDO POR OUTROS SÍMBOLOS NACIONAIS. RECONQUISTA SUA FUNÇÃO SIMBÓLICA ORIGINAL COM A REDEMOCRATIZAÇÃO E A NOVA CONSTITUIÇÃO DE 1946. A VERSÃO ESCULTÓRICA OFICIAL FOI FEITA PELO ESCULTOR LUÍS MORRONE E ESTÁ NO ACERVO DO PALÁCIO DOS BANDEIRANTES.NOTA:  José Wasth Rodrigues (São Paulo, 19 de março de 1891 - Rio de Janeiro, 21 de abril de 1957) foi um pintor, desenhista, ilustrador, ceramista, professor e historiador brasileiro. Era tio do também ilustrador Ivan Wasth Rodrigues. Wasth Rodrigues foi importante figura para a história da cidade de São Paulo, sendo responsável pelo desenvolvimento de brasões de vários municípios brasileiros, como o brasão da Cidade de São Paulo, o brasão de Mogi das Cruzes e o Brasão de São Sebastião. Também viria, posteriormente, a desenhar o brasão do Estado de São Paulo. Destaca-se ainda por seu trabalho como historiador, deixando várias publicações voltadas à documentação arquitetônica da construção civil e religiosa e obras sobre mobiliário antigo, indumentária, insígnias e armas militares.José Wasth Rodrigues foi pioneiro em demonstrar preocupação em relação às demolições e descaracterizações sofridas por exemplares do patrimônio cultural brasileiro, sugerindo, em inquérito do jornal O Estado de São Paulo sobre Arquitetura Colonial, que "a fundação de uma Sociedade ou Comissão de Arquitetos com plenos poderes junto aos governos e às Cúrias para embargar as demolições e impedir que as restaurações sejam feitas com o sacrifício da fisionomia característica do edifício.José Wasth Rodrigues, natural de São Paulo, realizou estudos durante dois anos com Oscar Pereira da Silva. Não somente pintor, foi também historiador e especialista em mobiliário, armaria e heráldica. Destacou-se, ainda jovem, na produção de artes plásticas. Em 1910, recebeu do governo do Estado de São Paulo, após seus estudos de 1908 a 1909, uma viagem à Europa. Na França, frequentou em Paris a Académie Julien e a École des Beaux-Arts, tendo por mestres Jean Paul Laurens, Nandi e Lucien Simon. Em 1914, expôs no Salão de Paris, e antes do início da I Guerra Mundial, voltou ao Brasil. Dois anos depois (1916) fundou em São Paulo um curso de desenho e pintura. Retorna a São Paulo em 1914, participando ativamente da vida artística da cidade. Em 1916, em conjunto com George Fischer Elpons e William Zadig, inaugura um curso de pintura e desenho. Wasth Rodrigues cria muitos brasões, como por exemplo o da cidade de São Paulo, em 1917, com o auxílio do poeta Guilherme de Almeida (1890 - 1969), e também o do Estado de São Paulo, em 1932. Recebeu sua primeira medalha de ouro no Salão Paulista de 1933, e seu primeiro prêmio de pintura em 1934. Em suas viagens por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro registrou em óleos, aquarelas e desenhos, principalmente bicos de pena, velhos solares, igrejas e monumentos da região. Prestou importante colaboração ao Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, participando do Conselho consultivo e executando obras artísticas históricas. Quando recém-chegado de uma temporada europeia, Wasth Rodrigues, além de prestar serviços aos estudos de Ricardo Severo, dedicava-se também a ilustrar os livros de Monteiro Lobato e artigos da Revista do Brasil. Na sua primeira fase (entre 1916 e 1925), Wasth Rodrigues contava com a colaboração da parcela mais importante da intelectualidade brasileira, para a defesa e difusão do nacionalismo, conquistando um espaço privilegiado pela qualidade editorial e pela disposição em romper com a superficialidade que caracterizava as revistas nascidas sob o signo da virada do século. Nascida de articulações promovidas pelos proprietários do O Estado de São Paulo, a Revista do Brasil, embora de repercussão nacional, trazia a marca das elites paulistanas na sua diretoria, formada por Júlio de Mesquita, Alfredo Pujol e Luís Pereira Barreto; e, principalmente, na lista de 66 membros da sociedade anônima (presidida por Ricardo Severo) que viabilizou financeiramente o projeto. A questão do "nacional" estava na ordem do dia, manifestando-se em todos os setores da vida intelectual do país, e de forma particular em São Paulo. A guerra europeia se encarregara de ferir de morte o espírito da Belle Epoqe e, embora as reações não se limitassem à busca nativista pelas raízes brasileiras, por algum tempo "modernidade" e "nacionalismo" foram quase sinônimos. A vertente paulista desse movimento se manifestou no interesse pelos temas históricos e folclóricos do passado: bandeirantes, caipiras, genealogia, relatos de viajantes. Por volta de 1918, Wasth Rodrigues passa a dedica-se ao estudo de história colonial, e tornou-se um dos pioneiros no registros das atividades artísticas do período. José Wasth Rodrigues foi pioneiro em demonstrar preocupação em relação às demolições e descaracterizações sofridas por exemplares do patrimônio cultural brasileiro. Sugeriu, então, em inquérito do jornal O Estado de São Paulo sobre Arquitetura Colonial, que "a fundação de uma Sociedade ou Comissão de Arquitetos com plenos poderes junto aos governos e às Cúrias para embargar as demolições e impedir que as restaurações sejam feitas com o sacrifício da fisionomia característica do edifício. Este interesse pela arquitetura do passado, que se estende até a defesa de preservação, é pouco comum no período, e não era manifestada nem mesmo por Ricardo Severo, que jamais externou qualquer preocupação a respeito. Outro importante protagonista do período que também parece ter sido fortemente impressionado pelas ideias de Severo é Mário de Andrade, cujos primeiros artigos sobre arquitetura - a série de artigos sob o título A Arte religiosa no Brasil, publicados em 1920 na Revista do Brasil - bem como as viagens que empreendeu para escrevê-los, parecem claramente motivados por elas. Tal como Wasth Rodrigues, Mário está certamente entre os primeiros artistas e intelectuais do período a conhecer in loco antigas cidades brasileiras. Excelente desenhista, ficou famoso por seus trabalhos em bico de pena, nos quais abordava a paisagem urbana e detalhava a arquitetura e o mobiliário coloniais brasileiros. José Wasth Rodrigues foi o responsável por reintroduzir a tradição de pintura em azulejos nos obras de arte públicas de São Paulo. Executou painéis decorativos para os quatro monumentos da Calçada do Lorena e da estrada velha de Santos. Na capital paulista, decorou em azulejos da Ladeira da Memória. Como pintor, destacou-se por seus trabalhos históricos, destacando-se pelo capricho no retrato dos detalhes dos acontecimentos retratadosEm 1932, passa a integrar a Sociedade Pró-Arte Moderna. Ilustrou num estilo bastante realista diversos livros (Urupês, de Monteiro Lobato; Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso; Brasões e Bandeiras do Brasil, de Clóvis Ribeiro; Vida e Morte do Bandeirante, de Alcântara Machado, etc.). Entre 1935 e 1936, concebe o projeto de restauração de itens da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto.9Na abertura do XVIII Salão Anual da ENBA, a 12 de agosto de 1921, foram expostos os dez projetos concorrentes, e, depois de uma demorada deliberação, a comissão julgadora do IBA anunciou os vencedores. O primeiro prêmio foi concebido a Nereu de Sampaio e Gabriel Fernandes, mas José Wasth Rodrigues, que se aventurava pela arquitetura, foi considerado forte concorrente. O neocolonial chegava ao Rio de Janeiro como um desafio lançado ao conservadorismo acadêmico: a ENBA representava para a arquitetura e as artes plásticas o que a Academia Brasileira de Letras representava para a literatura. Através da sedução exercida pelos concursos promovidos por José Marianno e pelas ideias propagandeadas por Ricardo Severo, os alunos e profissionais recém formados desenvolvem nos anos seguintes centenas de projetos em estilo neocolonial, e José Wasth Rodrigues de destacava
  • MARCEHAL DEODORO DA FONSECA. - CURIOSA  CARTA DE JOSÉ SOARES A MEIRELLES CUNHADO DO PRESIDENTE DEODORO DA FONSECA LAMENTANDO A MORTE DE UM FILHO DO GENERALISSIMO EM UM NAUFRAGIO, NOTICIA INVERIDICA PORQUE SEQUER DEODORO DA FONSECA TEVE DESCENDENTES. EXCERTOS DO TEXTO: MEU BOM AMGIO MEIRELLES RECEBA DESDE JÁ A MINHA SOLIDARIEDADE ESTOU PRONTO A MANDAR A CARTA COM A MARGEM ADEQUADA AO QUE DEOS SE ACHA (TARJA DE LUTO NOTA MINHA) MAS PREFERI MANDAR AQUI  MEUS COMPRIMENTOS. LAMENTO NÃO PODER IR AÍ ABRAÇA-LO. MEUS SINCEROS SENTIMENTOS. DO AMGIO JOÃO SOARES.
  • MARECHAL DEODORO DA FONSECA  CARTA DIRIGICA POR PIZA AO IRMÃO DE DONA MARIANA CECILIA DA FONSECA REFERIDO APENAS COMO MEIRELLES PEDINDO CONFIRMAÇÃO DA NOTICIA DA MORTE O FILHO DO GENERAL DEODORO EM UM NAUFRÁGIO. NA VERDADE DEODORO DA FONSECA NUNCA TEVE FILHOS, HÁ QUEM DIGA QUE ERA ESTÉRIL, ENTRETANTO SUA ESPOSA DONA MARIANA DE SOUZA MEIRELLES DA FONSECA CASOU-SE COM IDADE BEM AVANÇADA PARA OS PADRÕES DA ÉPOCA (34 ANOS) O QUE TALVEZ TENHA SIDO A CAUSA DA INFERTILIDADE DO CASAL E JÁ CARREGAVA QUANDO CASOU A PECHA DE MULHER VITALINA (SOLTEIRONA, MOÇA VELHA). EXCERTOS DO TEXTO: JANEIRO 98  1922. MEIRELLE. O JORNAL DE ONTEM DEO A NOTÍCIA DO FALLECIMENTO DE UM FILHO DO GENERAL DEODORO QUE NAUGRAGOU NO PORTO DE BUENOS AYRES.  CREIO QUE NA  NOTICIA NÃO É VERDADEIRA E QUE NEM O SEU CUNHADO TEM FILHO ALGUM. EM TODO CASO PEÇO-LHE DE DIZER-ME O QUE SABE SOBRE O ASSUNTO. ENVIO DESDE JÁ OS AGRADECIMENTOS AO AMIGO. PIZA. NOTA: A EXÓTICA MARINA DA FONSECA PRIMEIRA DAMA DO BRASIL. Mariana Cecília da Fonseca, nascida Mariana Cecília de Sousa Meirelles (Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1826  Rio de Janeiro, 9 de abril de 1905) foi a esposa de Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente do Brasil. É considerada a 1ª primeira-dama do país, tendo ocupado tal posição de 1889 até 1891, com a renúncia de seu marido. Com a proclamação da República, Mariana tornou-se primeira-dama do país aos sessenta e três anos. Ela pode ser vista no quadro da cerimônia de assinatura, por Deodoro, da Constituição de 1891. Foi uma primeira-dama discreta, papel que lhe pusera à mulher durante a no início até a metade do século XX, fazendo o papel de dona de casa no Palácio do Itamaraty, residência presidencial à época. Mas teve um grande papel de influência sob o marido, fato conhecido por toda a sociedade. À exemplo da jornalista Corina Coaracy, que pediu a Mariana que pedisse ao marido que ajudasse os "escravos de grilhetas". Astuta, a primeira-dama viu em uma trama política, que a sucessão de Deodoro muito questionada, daria-se a gerar uma intriga com Benjamin Constant, ministro da guerra, que todos viam como sucessor direto do marechal ao cargo de presidente da República. Em uma festa realizada na residência presidencial, Mariana convidou as filhas do ministro para um passeio nos jardins do palácio e, de modo elegante e intimidadora, disse: Vocês estão vendo como isto é bonito; pois tudo em breve é para vocês. Seu pai é muito ambicioso e tem bastante razão para isso, porque tem filhas... A princípio, Mariana não quis carregar o título que lhe fora atribuído em razão da posição do marido à frente do poder executivo da nação. Gostava de ser tratada como "baronesa", pois na época do poder monárquico, marechal Deodoro foi bastante noticiado nos jornais que receberia o título de barão do imperador Dom Pedro II, fato que não se levou a diante. Fascinada pela família imperial, não escondia o gosto pelos Orléans e Bragança, mantendo em um dos salões do Palácio do Itamaraty, fotografias dos membros da antiga corte brasileira, que em suas palavras dizia "aos quais refere-se sempre com maior deferência, profundo e respeitoso afeto".Considerada uma mulher de personalidade forte e opinião própria, a primeira-dama apoiou a iniciativa de criação de uma escola doméstica que em sua prática, dava instrução primária e ensinava tipos de prendas do lar a meninas pobres e órfãs. Tal escola contou com a administração da jornalista Francisca Senhorinha da Motta Diniz, que em homenagem a incentivadora do projeto, levou o nome de Escola Doméstica Dona Mariana, que permaneceu em atividade até o início do século XX. Mariana exerceu sua pouca influência em favor de pessoas ao seu redor. No dia 17 de dezembro de 1889, enviou uma carta a Ruy Barbosa, ministro da fazenda, solicitando um emprego para um indicado de Maria de Los Angeles Margiños Cervantes, baronesa de Vila Bela  segunda consorte de Domingos de Sousa Leão, barão de Vila Bela , no Banco de Pernambuco. Outrora, em outro pedido feito ao ministro, em 24 de março de 1890, fez fazer nomeado para trabalhar como ajudante de fiscal de loterias no Rio de Janeiro, Pedro Brant Paes Leme.  Mariana era filha do capitão Feliciano de Sousa Meireles e de sua esposa Henriqueta Júlia Carneiro Leão. A família mudou-se para Cuiabá, na então província do Mato Grosso. Lá, por volta de 1860, ela conheceu seu futuro marido, o então capitão do exército brasileiro Manuel Deodoro da Fonseca. Muito apaixonados um pelo outro, ele se casaram poucas semanas depois, em 16 de abril daquele ano; ela tinha trinta e quatro anos de idade e ele, trinta e três. Todavia, não tiveram filhos. Os apelidos do casal eram Maneco e Marianinha.
  • MARECHAL CONRADO JACOB DE NIEMEYER - CARTA PATENTE DO IMPERADOR DOM PEDRO II NOMEANDO-O QUARTEL MESTRE GENERAL PELO IMPEDIMENTO DO  MARECHAL DE CAMPO VISCONDE DE MARACAJU. DATADO DE 19 DE MARÇO DE 1899 E ASSINADO POR THOMAZ JOSÉ COLEHO DE A LMEIDA. EXCERTOS DO TEXTO: SUA MAGESTADE IMPERIAL O IMPERADOR HÁ POR BEM NOMEAR O BRIGADEIRO CONRADO JACOB DE NIEMEYER PARA ASSUMIR O LUGAR DE QUARTEL MESTRE GUERRA DURANTE O IMPEDIMENTO DO MARECHAL DE CAMPO VISCONDE DE MARACAJU. ...Thomaz José Coelho de Almeida (Campos dos Goytacazes, 27 de dezembro de 1838  Rio de Janeiro,1 20 de setembro de 1895) foi um proprietário rural, magistrado, político brasileiro e fundador do Colégio Militar do Rio de Janeiro.Era sogro do acadêmico Alberto de Faria, autor da biografia do Visconde de Mauá, e avô do escritor e acadêmico Otávio de Faria. Alberto de Faria, genro de Tomás Coelho, foi sogro dos escritores Afrânio Peixoto e Alceu Amoroso Lima.Foi vereador, deputado provincial, deputado geral, ministro da Marinha, ministro da Guerra, senador, de 1887 a 1889, e conselheiro do Império do Brasil.Membro do Partido Conservador, o conselheiro Thomaz Coelho manteve influência politica na cidade de Campos dos Goytacazes através do Barão de Miracema2É considerado também o patrono do Colégio Militar do Rio de Janeiro.Foi a seus pés, enquanto ministro da Guerra do Império do Brasil (ver Gabinete João Alfredo), quando em visita à Escola Militar da Praia Vermelha, que o então jovem cadete Euclides da Cunha, contagiado pelo ideal republicano, atirou o espadim, que não conseguira quebrar, episódio que culminou com a expulsão do cadete daquela instituição em dezembro de 1888.

418 Itens encontrados

Página: