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  • LOS INTERESES CREADOS DE JACINTO BENAVENTE. IMPRESSO POR VITORIA 1950 EDICIONES DE ARTE FOURNIER. EDIÇÃO DE HOMENAGEM AO DISTINTO ESCRITOR D. JACINTO BENAVENTE. PREMIO NOBEL DE LITERATURA DE 1922. DESTA EDIÇÃO FORAM TIRADAS SOMENTE 150 EXEMPLARES NUMERADOS DE 1 A 150.  ESTE EXEMPLAR É O DE Nº 73. ESTA EDIÇÃO ESTÁ ASSINADA A PUNHO PELO EXIMIO D. JACINTO BENAVENTE, CUJA A ASSINATURA ESTÁ AUTENTICADA E LEGITIMADA PELO D. LUIZ SIERRA BERMEJO, EM MADRI  12/10/1952. ILUSTRAÇÕES COLORIDAS A MÃO PELO ILUSTRADOR C S DE TEJADA. EDIÇÃO PATROCINADA POR Dª ROSARIO AGRELA Y BUENO, CONDESA DE AGRELA, DUQUESA DE LÉCERA. UMA COMÉDIA DE POLICHINELA EM 2 ATOS, 3 QUADROS E 1 PRÓLOGO. 221 PÁGINAS 25CM X 30CM, COM RIQUÍSSIMAS ILUSTRAÇÕES. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM VERDE ESCURO RICAMENTE ORNAMENTADO EM DOURADO COM FLORAIS E INSETOS. LOMBAR EM MARROQUIM MARROM COM ORNAMENTOS E TEXTOS DOURADOS COM FLORAIS E INSETOS ASSINADO POR JOSEFINA L. CONTRA CAPA COM ILUSTRAÇÕES DOURADAS EM PAPEL AMARELO MAIZE. Nota: Interesses Criados é uma das peças mais conhecidas de Jacinto Benavente. Tem como subtítulo "Comédia de Punch e Judy em dois atos, três cenas e um prólogo". Estreou em 9 de dezembro de 1907 no Teatro Lara, em Madri. Segundo o escritor Dámaso Alonso, a fonte de inspiração para esta obra foi O Cavaleiro de Illescas, de Lope de Vega. Interesses Criados tem o tom de uma obra burlesca da commedia dell'arte com um toque clássico. Jacinto Benavente constrói uma trama divertida e rápida. Conta a história de dois personagens (Leandro e Crispín) que chegam a uma cidade e, por meio de golpes, conseguem se tornar heróis locais. Interesses instalados parodiam o mito de como o poder e a notoriedade são alcançados. Aqui, falsas alianças são forjadas para fazer com que outros apreciem o talento, a nobreza ou a habilidade de dois vigaristas. O trabalho se preocupa em deixar evidente que eles não possuem tais atributos. De certa forma, ele disseca a maneira como a vã notoriedade permite que sejamos supervalorizados. A ponto de, uma vez que o jogo se torna evidente, ninguém ousa admitir sua própria frivolidade, mesquinharia e vaidade. Obras de vários autores foram mencionadas como possíveis antecedentes desta comédia: Molière, Regnard, Beaumarchais, Ben Jonson, Goldoni e, claro, a comédia dell'arte . O próprio Benavente escreveu:   Não faltaram acusações de plágio em torno de Intereses Creados  como poderia ser de outra forma?. E assim o plágio. Interesses Criados é a obra que mais se assemelha a muitas outras de todos os tempos e de todos os países. Às comédias latinas, às comédias de arte italianas, a muitas obras de Molière, Regnard e Beaumarchais. Aquele com que menos se parece é, justamente, aquele que disseram que mais se parece. Jacinto Benavente nasceu em Madri , 12 de agosto de 1866. Foi um dramaturgo, diretor, roteirista e produtor cinematográfico espanhol. Um dramaturgo prolífico, ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1922. Sua percepção e conhecimento da língua espanhola são extraordinários, introduzindo críticas habilidosas ao seu uso indevido em situações cotidianas. É por isso que seus textos têm uma alta qualidade de página. Destaca-se seu uso particularmente sutil da ironia , que ele usa para denunciar a manipulação da mídia jurídica, política ou informativa, alterando a sintaxe e a lexicografia. As diferentes e muito variadas atitudes políticas e ideológicas que Jacinto Benavente adotou definem-no como fundamentalmente acomodatício, burguês e conservador. Durante a Primeira Guerra Mundial, ele se declarou germanófilo.
  • FETES GALANTES. PIERRE LAPRADE , PARIS, AMBROISE VOLLARD EDITEUR, 1928. LIVRO RARO, EDIÇÃO ESPECIAL.   LUXUOSA CAPA EM MARROQUIM AZUL MEIA-NOITE REMATADO EM OURO. MIOLO COM BORDAS TAMBÉM REMATADAS EM OURO.  FORRO E GUARDAS EM MOIRÉ AZUL-ACINZENTADO. EDIÇÃO DECORADA COM 42 COMPOSIÇÕES NO TEXTO AQUARELADO COM ESTÊNCEIS E 14 GRAVURAS ORIGINAIS  FORA DO TEXTO EM PRETO POR PIERRE LAPRADE GRAVADAS EM METAL. CONCLUÍDA EM 1866 E PUBLICADA EM 1869, FÊTES GALANTES É A SEGUNDA COLETÂNEA DE POEMAS DE VERLAINE. NUMA NATUREZA ESBOÇADA NO ESTILO DE WATTEAU E FRAGONARD, ENCONTRAMOS UM UNIVERSO ELEGANTE, ARTIFICIAL E REFINADO, POVOADO POR PERSONAGENS MASCARADOS COMO ARLEQUIM, COLOMBINA E OUTROS DA COMMEDIA DELL'ARTE. ESTE TEMA AMOROSO É OPOSTO, SOB A INFLUÊNCIA DE OUTROS POETAS PARNASIANOS, POR UM ESPÍRITO ÀS VEZES MÓRBIDO E CRUEL, COMO NO ÚLTIMO POEMA COLLOQUE SENTIMENTAL. LINDA E LUXUOSA OBRA!  33 X 26 CMNOTA: Paul Marie Verlaine (Metz, 30 de Março de 1844  Paris, 8 de Janeiro de 1896) é considerado um dos maiores poetas do simbolismo francês. Ele inicia na poesia publicando sua primeira coleção, Poèmes saturniens em 1866, aos 22 anos. Sua vida foi virada de cabeça para baixo quando ele conheceu Arthur Rimbaud, em setembro de 1871, a vida amorosa tumultuada e errante na Inglaterra e na Bélgica levou-os a uma cena violenta: em Bruxelas, Verlaine, com um revólver, machucou o pulso daquele que ele chama de seu "marido infernal".1 Verlaine foi julgado e condenado, passando dois anos na prisão, reconectando-se ao catolicismo de sua infância e escrevendo poemas que apareceram em suas seguintes coleções: Sagesse (1880), Jadis et Naguère (1884) e Parallel (1889).2 Desgastado pelo álcool e pela doença, Verlaine morreu aos 51 anos, em 8 de janeiro de 1896, por pneumonia aguda. Ele foi enterrado em Paris no cemitério de Batignolles. Nascido em Metz, Verlaine frequentou o Liceu Bonaparte (atual Liceu Condorcet), em Paris, e depois começou a trabalhar como funcionário público. Começou a escrever poesia cedo, e foi inicialmente influenciado pelo parnasianismo e seu líder, Charles Leconte de Lisle. A primeira obra publicada de Verlaine, Poèmes saturniens (1866), apesar da crítica negativa de Sainte-Beuve, estabeleceu-o como um poeta original e com um futuro promissor. A vida particular de Verlaine invadiu seu trabalho, começando pelo seu amor por Mathilde Mauté. Mauté tornou-se sua esposa em 1870. Na proclamação da Terceira República no mesmo ano, Verlaine juntou-se ao 160º batalhão da Guarda nacional, e tornou-se Communard em 18 de março de 1871. Ele veio a ser chefe do escritório de imprensa do Comitê Central da Comuna de Paris. Verlaine escapou das mortais lutas de rua conhecidas como Semana Sangrenta, ou Semaine Sanglante, e foi esconder-se no Pas-de-Calais. Verlaine voltou a Paris em agosto de 1871 e, em setembro, recebeu a primeira carta do poeta Arthur Rimbaud. Em 1872, ele já havia perdido interesse em Mathilde, e logo abandonou-a com seu filho, preferindo a companhia do seu novo amigo. A tempestuosa relação entre Rimbaud e Verlaine levou-os a Londres, em 1872. Em julho de 1872, estando ambos na Grand Place, em Bruxelas, numa crise de desespero Verlaine disparou dois tiros de pistola sobre Rimbaud, atingindo o seu pulso, mas sem causar sérios danos. Como resultado indireto desse acidente, Verlaine foi preso e encarcerado em Mons, onde ele experimentou uma conversão à Igreja Católica, o que novamente influenciou suas obras e provocou críticas afiadas de Rimbaud. "Romances sans paroles" foi o resultado poético deste período. Depois de sair da prisão, Verlaine viajou novamente para Inglaterra, onde trabalhou por alguns anos como professor e produziu outra obra de sucesso, Sagesse. Voltou a França em 1877 e, enquanto ensinava Inglês numa escola em Rethel, apaixonou-se por um dos seus alunos, Lucien Létinois, que foi quem o inspirou a escrever os seus próximos poemas. Verlaine ficou devastado quando o garoto morreu de tifo em 1883. Os últimos anos de Verlaine testemunharam dependência de drogas, alcoolismo e pobreza. Ele viveu em bairros pobres e hospitais públicos, e passava os dias a beber absinto em cafés parisienses. Por sorte, o amor à arte dos franceses foi capaz de lhe dar apoio e alguma ajuda financeira: as suas poesias antigas foram redescobertas, o seu estilo de vida e estranho comportamento em frente a plateias atraíram admiração, e em 1894 ele foi eleito "Príncipe dos Poetas" de França. A sua poesia foi admirada e reconhecida como inovadora, servindo de fonte de inspiração para famosos compositores, como Gabriel Fauré, que transformou vários dos seus poemas em música, incluindo La bonne chanson, e Claude Debussy, que tornou música cinco dos poemas de Fêtes galantes. Paul Verlaine morreu em Paris com 52 anos de idade, a 8 de janeiro de 1896, e foi enterrado no Cimetière des Batignolles. Muito da poesia francesa produzida durante o fin de siècle (fim do século - movimento cultural francês que aconteceu entre 1880 e o começo da Primeira Guerra Mundial), foi caracterizado como "decadente" por seu conteúdo chocante ou visão moral. Em uma veia parecida, Verlaine usou a expressão poète maudit ("poeta maldito") em 1884 para se referir a um número de poetas como Stéphane Mallarmé e Arthur Rimbaud que haviam lutado contra convenções poéticas e reprimendas sociais sofridas ou foram ignorados pelos críticos. Mas com a publicação do Manifesto Simbolista de Jean Moréas em 1886, foi o termo simbolismo que começou a ser mais aplicado ao novo ambiente literário. Juntamente com Verlaine, Mallarmé, Rimbaud, Paul Valéry, Albert Samain e muitos outros começaram a ser chamados de "Simbolistas". Esses poetas iriam, de vez em quando, compartilhar temas correspondentes às estéticas de Schopenhauer e noções de desejo, fatalidade e forças inconscientes, e temas de sexo (como prostitutas), a cidade, fenômenos irracionais (delírios, sonhos, narcóticos e álcool), e às vezes um vago contexto medieval. Na poesia, o procedimento simbolista era usar discretas sugestões ao invés de precisas declarações (a retórica foi banida) e invocar humores e sentimentos através da mágica de palavras e sons repetidos, da cadência do verso (musicalidade) e da inovação métrica.
  • VIDA DE JESUS DE PLINIO SALGADO. EDITORA PANORAMA 1942. PRIMEIRA EDIÇÃO. LIVRO MUITO RARO. EXEMPLAR NUMERADO E ASSINADO PELO AUTOR. TIRAGEM ESPECIAL EM PAPÉL VERGÉ, NUMERADOS DE 1 A 250. ESTE EXEMPLAR É O EXEMPLAR 91 COM ASSINATURA DO AUTOR. EDIÇÃO NÃO REVISADA PELO AUTOR. EM TODOS OS 250 EXEMPLARES DA TIRAGEM EM PAPEL VERGÉ. 619 PAGINAS. CONTÉM ÍNDICE. 33CM X 24CM. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM PRETO COM ORNAMENTOS EMOLDURANDO O FRONTSPICIO EM DOURADO. LOMBAR COM FLORÃO E TEXTOS EM DOURADO . CONTRA CAPA EM MARROQUIM PRETO EMOLDURANDO UM TECIDO EM CAMURÇA VERMELHO COM ORNAMENTOS DOURADO. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: livro escrito no período de exílio de plínio salgado em portugal. Tendo sido preso e exilado pela ditadura vargas, o autor permaneceu em portugal de 1939 até a queda de getúlio em 1945. Esta primeira edição foi inicialmente apreendida pela censura e depois liberada. Ao final do volume, uma nota indica que a edição não havia sido revisada pelo autor. Salgado proferiu inúmeras conferências relativas a temas políticos e religiosos, e publicou dez livros, em sua maioria produzidos a partir das conferências proferidas: Vida de Cristo (1942); A aliança do sim e do não (1943); O conceito cristão de democracia (1945); O mistério da ceia (1945); A mulher do século XX (1946); A imagem daquela noite (1946); O rei dos reis (1946); A tua Cruz senhor (1946); Madrugada do espírito (1946); e Primeiro Cristo (1946). Tais conferências e publicações, longe de expressar exclusivamente preocupações religiosas, respondiam a uma estratégia bastante clara, principalmente a partir de 1943, quando a derrota do nazifascismo tornava-se previsível: apresentar-se como líder espiritualista e cristão, com sólidos vínculos com a hierarquia católica e uma vasta obra religiosa publicada. O primeiro livro publicado dentre eles, Vida de Jesus, tem especial importância, pela expressiva repercussão que teve em Portugal e no Brasil. A obra era apresentada como uma das maiores obras do cristianismo, com grande eco na imprensa salazarista. Também de grande importância é O conceito cristão de democracia, que indicava o percurso da reelaboração doutrinária seguida por Salgado para se apresentar como democrático, sustentando que uma verdadeira democracia deveria se proteger contra seus inimigos, justificando com isto inclusive a censura e a perseguição a todos que não se enquadrassem no dito conceito cristão. Salgado, por sua vez, não hesitou em reinterpretar a história do integralismo, adulterar textos escritos nos anos 30 e negar manifestações favoráveis ao nazi-fascismo, enfrentando o clima hostil ao integralismo do imediato pós-guerra e conseguindo com isto que o integralismo fosse julgado democrático pelo Tribunal Superior Eleitoral em 1947. Plínio Salgado nasceu em São Bento do Sapucaí, 22 de janeiro de 1895. Foi um escritor, jornalista, poeta, historiador, teólogo e político conservador brasileiro que fundou e liderou a Ação Integralista Brasileira (AIB), partido nacionalista católico de extrema-direita inspirado nos princípios do movimento fascista italiano. Inicialmente um adepto da ditadura de Getúlio Vargas, posteriormente foi preso e obrigado a se exilar em Portugal, acusado de promover levantes contra o governo. Após retornar ao Brasil, lançou o Partido de Representação Popular (PRP), sendo eleito para representar o Paraná na Câmara dos Deputados em 1958 e reeleito em 1962, desta vez para representar São Paulo. Foi também candidato à presidência da República no pleito de 1955, obtendo 8,28% dos votos. Após o Golpe de Estado de 1964, que acabou por extinguir os partidos políticos, se juntou à Aliança Renovadora Nacional (Arena), obtendo mais dois mandatos na Câmara. Se aposentou da vida política em 1974, apenas um ano antes de sua morte. Foi membro da Academia Paulista de Letras, tendo também fundado alguns jornais.
  • LA GRAVURE DE PORTRAITS ET DALLÉGORIES DE EUGÈNE BOUVY. LA GRAVURE EM FRANCE AU XVII SIÈCLE. IMPRESSO EM PARIS E BRUXELAS PELA LES ÉDITIONS G. VAN OEST EM 1929. FOI RETIRADO DESTE TRABALHO 25 EXEMPLARES DE LUXO EM PAPEL DARCHES, NUMERADOS DE 1 A 25. 91 PÁGINAS E MAIS 108 GRAVURAS DE RETRATOS E ALEGORIAS EM 72 FOLHAS. 26CM X 35CM. MPRESSÃO CONCLUÍDA NO DIA NOVECENTOS E VINTE E NOVE, TRINTA DE ABRIL DE 1900, PELA GRÁFICA ARRAULT ET CLE, EM TOURS, PARA AS EDIÇÕES G. VAN OEST, EM PARIS E BRUXELAS. PLACAS FORA DO TEXTO EM HELIOTYPY DE A. FAUCHEUX E FILHO, EM CHELLES. REENCADERNAÇÃO PELA LEART LIVRARIA E ENCADERNAÇÃO LTDA FUNDADA EM 04/08/1970. RESPONSÁVEL TÉCNICA ZELINA CASTELO BRANCO  282-5078 S.P. FEITO EM MARROQUIM VERMELHO BORDÔ COM ORNAMENTOS MOLDURADOS EM DOURADO. LOMBAR DECORADA COM FLORÃO E TEXTOS EM DOURADO EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA. Nota: Estudo da gravura na França no século XVII. Cada impressão reproduzida é objeto de um aviso detalhado. Gravuras de Callot, Philippe de Champagne, Largillière, Charles Le Brun, Mariette, Claude Mellan, Pierre Mignard, Robert Nanteuil, Hyacinthe Rigaud, Jacques Stella, Claude Vignon, Simon Vouet Trecho do livro A História da Gravura de Retrato na França apresenta, desde Francisco I até os dias atuais, uma sucessão ininterrupta de artistas e obras em que cada século fala uma linguagem diferente e mostra um rosto diferente. Dos últimos retratos de Thomas de Leu, com os quais o décimo sétimo abre, até o primeiro de Pierre Drevet, com os quais ele fecha, o florescimento é particularmente brilhante. No século XVI, o que caracterizava o retrato gravado era sua extrema diversidade de design e aparência. de fatura, devido à ausência de um critério que sirva de regra ou pelo menos de orientação comum para os gravadores. Retratos em madeira de Jean Goujon, Tean le Clerc, Georges Reverdy, de artistas anônimos, vários dos quais são mestres, retratos em talhe-doce de Jean Duvet, Jacques Prévost, Nicolas Béatrizet, Étienne Delaune, René Boyvin, Marc Duval, nada é mais variado, tanto em figuras quanto em técnica. Embora o retrato a lápis tenha tido seus próprios profissionais dedicados ao longo do século, temos que voltar a Jean Rabel e Pierre Woeriot, ou seja, ao último quarto do século, para encontrar os primeiros especialistas em retratos gravados. Cada gravador trata-o incidentalmente, ocasionalmente, de acordo com a sua fantasia, criando obras de carácter muito diferente, todas interessantes, além disso, porque são contemporâneas das personagens que representam e porque testemunham uma arte muito pessoal. O século XVII, o século de Descartes e do Discurso do Método, é, na arte como na literatura, o século da razão, dispensadora de toda a verdade e genealogia.
  • RUDOLF II (1552-1612) SACRO IMPERADOR ROMANO. IMPORTANTE MANUSCRITO ASSINADO EM PRAGA EM 1590 EM GRANDE FORMATO E COM SELO DO SACRO IMPERIO ROMANO. ASSINADO PELO IMPERADOR E POR OUTROS DOIS DIGNATARIOS.  EM EXCEPCIONAL ESTADO DE CONSERVAÇÃO UM DOCUMENTO COM QUASE QUINHENTOS ANOS DE IDADE. A GRAFIA MISTURA ALEMÃO ARCAICO E LATIM DE DIFICIL COMPRENSÃO. UM DOCUMENTO RARO COM ELEVADO VALOR INTERNACIONAL. RUDOLF II FOI TALVEZ O GOVERNANTE QUE POR SUAS AÇÕES DESENCADEOU A GUERRA DOS 30 ANOS QUE MATOU NA EUROPA CENTRAL MAIS DE 8 MILHÕES DE PESSOAS. MAS TAMBEM FOI UM MECENAS DAS ARTES COMO NÃO A EUROPA NÃO TEVE ATÉ HOJE CONHECIMENTO, UMA OBRA ICONICA RELACIONADA AO IMPERADOR É SUA REPRESENTAÇÃO COMO O DEUS ROMANO VERTUMMOS, O DEUS ROMANO DAS ESTAÇÕES, CRESCIMENTO, PLANTAS E FRUTAS. O RETRATO É CONCEBIDO COMO UMA ALEGORIA IMPERIAL CORRESPONDENTE A SERIE DE ESTAÇOES DE GIUSEPPE ARCIMBOLDO (1526-1593) VIDE NOS CREDITOS EXTRAS IMAGEM DESTA OBRA. PRAGA, 1590NOTA: Rudolf II (1552-1612) foi o Sacro Imperador Romano conhecido por sua personalidade complexa e reinou durante um período tumultuado na história da Europa Central. Criado em um ambiente culto, ele era fluente em vários idiomas e profundamente influenciado pela literatura humanista. Seu reinado foi marcado por uma mudança da corte imperial para Praga, que ele imaginou como uma capital cosmopolita, destacando suas aspirações por um reino unificado, mas diverso. No entanto, sua liderança foi caracterizada pelo crescente isolamento e instabilidade mental, levando a uma governança errática em meio a crescentes tensões religiosas e desafios políticos. A corte de Rudolf se tornou um centro de artes e ciências, atraindo figuras notáveis como Johannes Kepler e artistas como Giuseppe Arcimboldo, refletindo seu comprometimento com o patrocínio das artes. Apesar de seus esforços, Rudolf lutou com as realidades de governar um império fragmentado, enfrentando pressões significativas de facções protestantes e ameaças externas, notavelmente dos turcos otomanos. Seus últimos anos foram atormentados por crises, incluindo traição familiar e revoltas, culminando em seu confinamento forçado e eventual morte. Em última análise, o reinado de Rudolf II é significativo por suas contribuições culturais e os desafios enfrentados dentro do contexto mais amplo da autoridade dos Habsburgos e da dinâmica mutável da política europeia.  Em seus primeiros anos, Rudolf viveu em Viena; aos onze anos, sua família enviou o menino para viver com seu tio, o rei Filipe II, na Espanha. Devido à sua rigorosa educação católica, ele não teve contato com o protestantismo ou com as ideias da Reforma. Em 1576, como o filho mais velho sobrevivente de Maximiliano II, Rudolf II subiu ao trono como Imperador do Sacro Império Romano. Seus outros títulos incluíam Rei da Boêmia, Hungria e Croácia; Marquês da Morávia; Arquiduque da Áustria. Muitas divisões nacionais e familiares o aguardavam quando ele se tornasse Imperador. Ao contrário do estado centralizado da Espanha, o Império Austríaco era uma associação frouxa de territórios que tinham diferentes tradições legais, culturas e línguas: nada perto de um estado-nação governado centralmente. Esses territórios também tinham diferentes grupos cristãos, o que resultou em constante conflito religioso. Embora a família Habsburgo fosse católica, Rudolf não era religioso e se recusou a apoiar o catolicismo linha-dura. Em vez disso, Rudolf desejava unificar a cristandade no Império e tentou assumir uma postura tolerante em questões religiosas. Por exemplo, ele tentou liderar uma cruzada contra os turcos em uma tentativa de dar ao Império uma causa unificadora; no entanto, seus esforços terminaram mal e levaram ao descontentamento entre seus súditos. Rudolf II era um homem introvertido que tendia a se isolar, e os estudiosos veem seu reinado como desastroso e intelectual. Muitos chamavam Rudolf de governante ineficaz; em vez disso, ele amava os acadêmicos. Sua dedicação às artes e ciências ajudou a plantar as sementes para a Revolução Científica. Em 1583, ele mudou a corte imperial de Viena para Praga, tornando-a "um dos principais centros de artes e ciências do continente". Rudolf é "o maior patrono das artes do mundo", pois filósofos, pintores, alquimistas, astrônomos, arquitetos e matemáticos vieram a Praga para trabalhar sob seu patrocínio. Infelizmente, os monarcas que o sucederam não apreciaram a coleção de arte que ele havia acumulado, e ela acabou caindo em ruínas.Durante a maior parte de sua vida, Rudolf II sofreu de problemas de saúde. Ele tinha sífilis desde jovem; provavelmente sendo a principal causa de sua doença física e mental. Estudiosos levantam a hipótese de que o histórico de doenças mentais dos Habsburgos (como esquizofrenia e epilepsia) é outra possível causa da depressão, ansiedade, paranoia e ideações suicidas de Rudolf. Infelizmente, sua saúde precária o impediu de tomar decisões e cumprir seus deveres de governo. Mais tarde na vida, a sucessão se tornou uma questão de preocupação; Rudolf não tinha interesse no casamento que havia sido arranjado para ele. Embora ele tivesse um relacionamento de longo prazo com Katharina Strada, que não era da realeza, e supostamente fosse pai de seis filhos, Rudolf não produziu um sucessor legítimo. Em 1600, seus parentes decidiram, sem o conhecimento de Rudolf, que Matthias, seu irmão, seria o próximo sucessor ao trono. Matthias tinha uma visão muito hostil de seu irmão e deu um golpe. Seu irmão corroeu o poder de Rudolf com a ajuda da família real, e Matthias foi coroado rei da Boêmia em 1611. Rudolf manteve seu título de imperador, mas era um título vazio, sem poder real. Após um reinado difícil, Rudolf II morreu no castelo real em Praga e foi enterrado na cripta real na Catedral de São Vito em 1612.RELACIONAMENTOS:  Rudolf recusou-se obstinadamente a contrair a união dinástica com um parente próximo da linhagem espanhola que lhe era exigida. Sua falta de descendência legítima enfraqueceu fatalmente sua posição na família.Todas as tentativas de fazer Rudolf se casar com a princesa espanhola Habsburgo escolhida para ele não deram em nada. Infanta Isabella (15661633), filha do rei Filipe II e prima de seu noivo designado, havia sido prometida a Rudolf desde que tinha dois anos de idade. No entanto, como Rudolf demonstrou relutância em se casar, ela acabou sendo prometida a seu irmão mais novo, Albrecht, uma união que lhe rendeu o governo dos Países Baixos.Isso não significava que Rudolf vivesse em abstinência, no entanto. Ele teve um longo relacionamento com Katharina Strada, a neta do negociante de arte e polímata Jacopo da Strada, e gerou vários filhos ilegítimos com ela. As fontes registram até três filhos e três filhas.A razão pela qual a vida de Don Julius d'Austria (1585 ou 15861609), o filho mais velho desse relacionamento, não se perdeu nas brumas da história é devido às suas circunstâncias trágicas. O herdeiro imperial ilegítimo vivia no Castelo de Krumau (esk Krumlov) no sul da Boêmia, para onde havia sido enviado por conta de seu comportamento estranho. Seus ataques psicóticos pioraram, seus gritos ecoaram pelo castelo à noite e seu comportamento cada vez mais agressivo assustou as pessoas ao seu redor. Em outubro de 1607, as coisas chegaram ao auge quando ele esfaqueou sua amante Margarete Pichler, filha de um operador de casa de banho local, e a jogou pela janela de seu quarto. A jovem sobreviveu à queda e fugiu para o pai. Julius a forçou a retornar aprisionando seu pai. Pouco depois, sob o domínio da psicose, ele a assassinou e mutilou seu cadáver. Mais ataques de frenesi destrutivo se seguiram, como consequência disso ele foi trancado em seu quarto. Ele não permitiu que ninguém se aproximasse dele, recusou-se a se lavar e morreu completamente louco e na miséria em 1609. Os eventos se tornaram parte do folclore local. PATRONO DAS ARTES E MECENAS: O Imperador Rudolf é considerado um dos mais importantes patronos das artes já produzidos pela Casa de Habsburgo. Um homem de interesses onipresentes, ele teve um papel ativo no desenvolvimento de suas coleções. A arte era uma questão de real preocupação para ele, não simplesmente um meio de projetar sua magnificência principesca. Rudolf fez de Praga, sua capital imperial, um centro cultural do Maneirismo.É no meio da pintura que o gosto pessoal de Rudolf é revelado mais claramente. O imperador reuniu um círculo de artistas ao seu redor, os mais famosos dos quais foram Giuseppe Arcimboldo e Bartholomäus Spranger. Rudolf tinha uma predileção por cenas mitológicas, e Spranger, seu artista favorito neste gênero, era adepto de apresentar temas eróticos sob o disfarce de mitos antigos.Rudolf também começou a aquisição por atacado de pinturas de vários mestres, como Dürer, Brueghel, Ticiano e Correggio, entre outros. O foco de seu interesse estava em obras holandesas e italianas. No entanto, suas ambições como colecionador também se estendiam a gravuras e impressões, esculturas e objetos artesanais. No último gênero, são acima de tudo as obras dos joalheiros e lapidadores empregados por Rudolf que hoje constituem algumas das principais atrações das coleções exibidas no Kunsthistorisches Museum de Viena.A abordagem de Rudolf à arte era típica de sua época. No Kunstkammer (câmaras de arte e curiosidades), os objetos não eram exibidos de acordo com critérios históricos ou educacionais da arte, como seriam em um museu moderno. O objetivo era refletir a riqueza e a diversidade do universo em microcosmo. Produtos da habilidade do artesão eram exibidos ao lado de maravilhas da Natureza, com espécimes de animais exóticos e fósseis dispostos ao lado de autômatos e instrumentos de medição. O acúmulo de raridades tinha a intenção de demonstrar o gosto requintado do conhecedor aristocrático. Doutrinas e ideias contemporâneas sobre a estrutura da natureza que pairavam na fronteira entre ciência e superstição eram refletidas nas coleções: consequentemente, joias e pedras preciosas, por exemplo, possuíam não apenas valor econômico e estético, mas também eram imagens de poderes cósmicos que estavam incorporados nelas.Rudolf também promoveu as artes e ciências acadêmicas, convocando historiadores e antiquários, matemáticos e astrônomos, especialistas em ocultismo e teólogos, médicos e alquimistas para sua corte. Trabalhando em Praga a mando do imperador estavam pioneiros da ciência moderna, como Tycho de Brahe e Johannes Kepler, ao lado de charlatões e aventureiros em busca da "pedra filosofal".Hoje, apenas resquícios das coleções podem ser encontrados em Praga. A maior parte acabou em Viena e foi mais tarde assimilada aos acervos do Kunsthistorisches Museum, enquanto muito foi saqueado durante o tumulto da Guerra dos Trinta Anos. No entanto, mesmo hoje, Praga ainda mantém sua imagem como a "cidade da magia" graças à presença da Corte das Musas de Rudolf nos anos por volta de 1600.Talvez a obra mais conhecida do mecenato de Rudolff II  seja sua representação como VERTUMMOS, o deus romano das estações, crescimento, plantas e frutas. O retrato é concebido como uma alegoria imperial correspondente a serie de estaçoes de GIUSEPPE ARCIMBOLDO (1526-1593). Após a morte do Imperador Rudolf II em 1612, a pintura ficou em Praga, onde foi registrada no inventário das coleções imperiais em 1621 e 1635. Mais tarde, foi tomada como espólio de guerra pelo exército sueco em 1648.GUERRA DOS 30 ANOS - Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) é a denominação genérica de uma série de guerras que diversas nações europeias travaram entre si a partir de 1618, especialmente na Alemanha, por motivos variados: rivalidades religiosas, dinásticas, territoriais e comerciais. Foi um dos maiores e mais destrutivos conflitos da história, deixando um saldo de mais de oito milhões de mortos, sendo a maioria da Europa Central. As rivalidades entre católicos e protestantes e assuntos constitucionais germânicos foram gradualmente transformados numa luta europeia. Apesar de os conflitos religiosos serem a causa direta da guerra, ela envolveu um grande esforço político do Império Sueco e da França para procurar diminuir a força da dinastia dos Habsburgos, que governavam a Monarquia de Habsburgo (futuro Império Austríaco). As hostilidades causaram sérios problemas econômicos e demográficos na Europa Central e tiveram fim com a assinatura, em 1648, de alguns tratados (Münster e Osnabrück) que, em bloco, são chamados de Paz de Vestfália.Os conflitos religiosos ocorridos na Alemanha e solucionados em 25 de setembro de 1555 com a assinatura da Paz de Augsburgo inauguraram um período no qual cada príncipe podia impor sua crença aos habitantes de seus domínios. O equilíbrio manteve-se enquanto os credos predominantes restringiam-se às religiões católica e luterana, mas o advento do calvinismo complicaria o cenário. Considerada uma força renovadora, a nova linha religiosa conquistou diversos soberanos. Os jesuítas e a Contrarreforma, por outro lado, contribuíram para que o catolicismo recuperasse forças. Assim nasceu o projeto expansionista dos Habsburgos, idealizado por Fernando, duque de Estíria, que fora educado pelos jesuítas. O perigo ameaçava tanto as potências protestantes no norte como a vizinha França.À medida que o conflito se desenrolava, a luta estava sendo influenciada por muitos outros temas colaterais, tais como as rivalidades e ambições dos príncipes alemães e a teimosia de alguns dirigentes europeus, sobretudo dos franceses e suecos, em abater o poderio do católico Sacro Império Romano-Germânico, o instrumento político da família dos Habsburgos.Esta conjuntura fora desencadeada na segunda metade do século XVI pelas fraquezas do Tratado de Augsburgo, um acordo concluído em 1555 entre o Sacro Império católico e os Estados luteranos.As tensões religiosas agravaram-se na Alemanha no decurso do reinado do imperador Rodolfo II (1576-1612), período durante o qual foram destruídas muitas igrejas protestantes. As liberdades religiosas dos crentes protestantes foram limitadas, nomeadamente as relativas à liberdade de culto; os oficiais do governo lançaram as bases do Tratado de Augsburgo, que criou condições para o refortalecimento do poder católico.Com a fundação da União Protestante em 1608, uma aliança defensiva protestante dos príncipes e das cidades alemãs, e a criação, no ano seguinte, da Liga Católica, uma organização semelhante mas dos católicos romanos, tornava-se inevitável o recurso à guerra para tentar resolver o conflito latente, o qual foi desencadeado pela secção da Boêmia da União Protestante.No Reino da Boêmia (atual República Checa), teve início uma disputa pela sucessão do trono, que envolveu católicos e protestantes. Fernando II de Habsburgo, com a ajuda de tropas e recursos financeiros da Espanha, dos germânicos católicos e do papa, conseguiu derrotar os protestantes da Boêmia.Os protestantes, que constituíam a maior parte da população, estavam indignados com a agressividade da hierarquia católica. Os protestantes exigiam de Fernando II, o rei da Boêmia e futuro imperador do Sacro Império Romano-Germânico, uma intercessão em seu favor. Todavia, as reivindicações foram totalmente ignoradas pelo rei, pois este era um fervoroso católico e um potencial herdeiro do poder imperial dos Habsburgos. Fernando II estabeleceu o catolicismo como único credo permitido na Boêmia e na Morávia. Os protestantes boêmios consideraram o ato de Fernando como uma violação da Carta de Majestade. Isso provocou nos boêmios o desejo de independência.A 23 de maio de 1618, descontentes com os católicos que destruíram um de seus templos, os protestantes invadiram o palácio real em Praga e defenestraram dois dos seus ministros e um secretário, fato que ficou por isso conhecido como Defenestrações de Praga, tendo despoletado a sublevação protestante. Assim começava a guerra, que abrangeu as revoltas holandesas depois de 1621 e concentrou-se em um confronto franco-Habsburgo após 1635.
  • KARL WILHELM FRIEDRICH AUGUST LEOPOLD  CONDE VON WERDER (12 SETEMBRO 1808  12 SETEMBRO 1887)  GENERAL  DA PRÚSSIA  CARTA DIRIGIDA AO GENERAL DE BRIGADA  EDMOND JOSEPH LOUIS MORENO (NASCIDO EM 28/12/1812 EM ZWELLE (HOLANDA) foi NOMEADO CHEFE DA SUBDIVISÃO DE BAS RHIN, EM ESTRASBURGO.  O CONDE VON WERDER COMANDOU O CERCOE BOMBARDEUI  A CIDADE DE ESTRARBURGO NA GUERRA FRANCO PRUSSIANA DE 1870. O CERCO QUE COMEÇOU EM 16 DE AGOSTO DE 1870APÓS A BATALHA DE FRSCHWILLER-WRTH , TERMINOU COM A RENDIÇÃO DA FORTALEZA DE ESTRASBURGO , A 28 DE SETEMBRO DE 1870. A CARTA ESCRITA EM 4 DE OUTUBRO DE 1870 LOGO APÓS A RENDIÇÃO DA CIDADE FOI DESITINADA PELO CONDE VON WERDER  A  EDMOND JOSEPH LOUIS MORENO PARA AUTORIZAR SUA SAÍDA DA CIDADE QUE SE RENDEU APENAS ALGUNS DIAS ANTES. O GENERAL MORENO FOI FERIDO POR UM FRAGMENTO DE PROJÉTIL QUE PENETROU EM UM BRAÇO E UMA DE SUAS PERNAS SENDO ASSIM NECESSITAVA DE TRATAMENTO MÉDICO. EXCERTOS DO TEXTO: ESTRASBURGO 4 DE OUTUBRO DE 1870.  EXCELENTISSIMO SENHOR. APRESENTO-LHE MINHA MAIS ALTA CONSIDERAÇÃO E NÃO POSSO DEIXAR DE EXPRESSAR MINHA SATISFAÇÃO POR PODER INFORMAR  QUE O SEU ASSUNTO JÁ ESTÁ EM ORDEM E QUE O SENHOR PODERÁ PARTIR PARA A SUA VIAGEM NO DIA DESEJADO. PEÇO-LHE APENAS QUE INFORME NO COMANDO LOCAL  O DIA EVENTUAL DA SUA PARTIDA PARA QUE AS DILIGÊNCIAS SEJAM TOMADAS PARA SUA LIBERAÇÃO. QUE OS ORDENANÇAS DE VOSSA SENHORIA PERMANEÇAM A SUA DISPOSIÇAO E NÃO ESTEJAM SUJEITAS A NENHUM INCONVENIENTE. O RESTO DE VOCÊS DEVE PERMANECER. QUE VOSSA SENHORIA AJA COM SEGURANÇA EM MINHA MAIS AILTA CONSIDERAÇÃO. ASSINA O CONDE VON WERDER.  COM A ECLOSÃO DA GUERRA DE 70, O GENERAL  EDMOND JOSEPH LOUIS MORENO FOI BREVEMENTE NOMEADO COMANDANTE DA 1ª BRIGADA DA 1ª DI DO 1º CA DO RENO, MAS A MORTE REPENTINA DE SEU SUCESSOR EM ESTRASBURGO EXIGIU SUA VOLTA A ESTE LUGAR. ELE, PORTANTO, APOIOU O CERCO DE ESTRASBURGO, ONDE FOI FERIDO EM 25/8/70 POR UM FRAGMENTO DE PROJÉTIL QUE PENETROU NO BRAÇO DIREITO E UM FRAGMENTO NA PARTE SUPERIOR DA PERNA DIREITA ENVOLVENDO UM ANEURISMA TRAUMÁTICO. ELE FOI PROMOVIDO A GRANDE OFICIAL DA LEGIÃO DE HONRA EM 1871.NOTA:  Guerra Franco-Prussiana ocorreu entre o Império Francês e o Reino da Prússia em 1870-71. A França foi derrotada e o império caiu, substituído pela III República francesa. Além disso, os franceses tiveram que pagar indenizações à Prússia e ceder parte do seu território. Já o Reino da Prússia foi o grande vitorioso. Com esta guerra, a Prússia conseguiu unificar os estados germânicos no processo conhecido como Unificação Alemã. Saiba mais sobre o conflito que é apontado como um dos antecedentes da Primeira Guerra Mundial. Após a derrota de Napoleão Bonaparte, a Europa vive uma intensa onda de nacionalismo. Os países buscam exaltar seu passado histórico através do Romantismo para formar uma identidade comum.Da mesma forma, as mudanças econômicas provocadas pela Segunda Revolução Industrial, modificam a paisagem rural e urbana.No Reino da Prússia, o mais poderoso dos estados germânicos, o chanceler Otto von Bismark queria unificar os estados germânicos do norte e do sul. Sabia que poderia contar com o apoio dos estados do sul se a guerra fosse contra a França, seu inimigo de longa data.Deste modo procurou um pretexto para que a França declarasse guerra ao Reino da Prússia.Além do ambiente tenso entre os dois países, a causa imediata da guerra está relacionada num incidente diplomático.A Espanha estava sem soberano desde 1868 e as nações europeias se moviam para escolher um rei que melhor lhes conviesse.Um dos candidatos era de família alemã pelo qual foi prontamente rechaçado pelos franceses.Isso gerou uma animosidade entre os dois países, com discursos inflamados de militares e políticos contra ambos os povos.Quando o Imperador francês exigiu uma resposta por escrito, Bismarck alterou o telegrama do rei prussiano, a fim de torná-lo ofensivo aos franceses. Com isto, o Imperador Napoleão III encontrou o pretexto para iniciar uma guerra contra os prussianos.Para a França, desde o começo a guerra se revelou um desastre. Com um exército reduzido e armas antigas, os franceses pouco puderam diante da poderosa indústria bélica alemã.Por outra parte, a Prússia tinha a seu favor as ferrovias, a indústria bélica e suas tropas bem disciplinadas e treinadas.Na batalha de Sedan, o próprio Napoleão III comandou as tropas francesas, mas foi capturado pelos prussianos.Com isso, em Paris, a população se revoltou, depôs Napoleão III e instituiu a República.Assim, o novo governo francês tentou negociar a paz com Bismarck. No entanto, devido às divergências internas, a luta ainda prosseguiu por mais um ano, com Paris sitiada e o povo sofrendo todas as dificuldades da ocupação.A vitória alemã foi indiscutível e tornou o Império Alemão o país mais poderoso da Europa continental. A paz foi assinada em 10.05.1871, na cidade alemã de Frankfurt.O Tratado de Frankfurt estipulava aos franceses:Pagamento de indenização de 500 milhões de francos aos prussianos.Cessão ao Império Alemão dos territórios da Alsácia e norte da LorenaOcupação por tropas alemãs em certas partes do território francês enquanto a indenização não fosse paga.Reconhecimento de William I como imperador alemão.A Comuna de Paris foi uma revolta popular contra o governo republicano. Com a derrota francesa, o povo parisiense teve que pagar mais impostos para pagar as indenizações e a reconstrução do país. Isso gerou insatisfação que terminou em guerra civil.Durante quarenta dias, os populares tentaram instituir um governo de características socialistas. Foram reprimidos duramente e muitos executados na Semana Sangrenta. As principais Consequências da Guerra Franco-Prussiana foram de que ambos países iniciam o rearmamento dos seus exércitos iniciando a Corrida Armamentista.Na França se desenvolve o nacionalismo e o revanchismo contra os alemães. Já o Império Alemão tenta conquistar colônias na África, ao mesmo tempo que consolida seu poder no continente europeu.
  • RUDOLF II (1552-1612) SACRO IMPERADOR ROMANO. IMPORTANTE MANUSCRITO ASSINADO EM PRAGA EM 1587 EM GRANDE FORMATO E COM SELO DO SACRO IMPERIO ROMANO. ASSINADO PELO IMPERADOR E POR SEU SECRETARIO ENGELHOFER, EM EXCEPCIONAL ESTADO DE CONSERVAÇÃO UM DOCUMENTO COM QUASE QUINHENTOS ANOS DE IDADE. A GRAFIA MISTURA ALEMÃO ARCAICO E LATIM DE DIFICIL COMPRENSÃO. UM DOCUMENTO RARO COM ELEVADO VALOR INTERNACIONAL. RUDOLF II FOI TALVEZ O GOVERNANTE QUE POR SUAS AÇÕES DESENCADEOU A GUERRA DOS 30 ANOS QUE MATOU NA EUROPA CENTRAL MAIS DE 8 MILHÕES DE PESSOAS. MAS TAMBEM FOI UM MECENAS DAS ARTES COMO NÃO A EUROPA NÃO TEVE ATÉ HOJE CONHECIMENTO, UMA OBRA ICONICA RELACIONADA AO IMPERADOR É SUA REPRESENTAÇÃO COMO O DEUS ROMANO VERTUMMOS, o deus romano das estações, crescimento, plantas e frutas. O retrato é concebido como uma alegoria imperial correspondente a serie de estaçoes de GIUSEPPE ARCIMBOLDO (1526-1593) VIDE NOS CREDITOS EXTRAS IMAGEM DESTA OBRA. PRAGA, 1587, 57 X 40 CMRudolf II (1552-1612) foi o Sacro Imperador Romano conhecido por sua personalidade complexa e reinou durante um período tumultuado na história da Europa Central. Criado em um ambiente culto, ele era fluente em vários idiomas e profundamente influenciado pela literatura humanista. Seu reinado foi marcado por uma mudança da corte imperial para Praga, que ele imaginou como uma capital cosmopolita, destacando suas aspirações por um reino unificado, mas diverso. No entanto, sua liderança foi caracterizada pelo crescente isolamento e instabilidade mental, levando a uma governança errática em meio a crescentes tensões religiosas e desafios políticos. A corte de Rudolf se tornou um centro de artes e ciências, atraindo figuras notáveis como Johannes Kepler e artistas como Giuseppe Arcimboldo, refletindo seu comprometimento com o patrocínio das artes. Apesar de seus esforços, Rudolf lutou com as realidades de governar um império fragmentado, enfrentando pressões significativas de facções protestantes e ameaças externas, notavelmente dos turcos otomanos. Seus últimos anos foram atormentados por crises, incluindo traição familiar e revoltas, culminando em seu confinamento forçado e eventual morte. Em última análise, o reinado de Rudolf II é significativo por suas contribuições culturais e os desafios enfrentados dentro do contexto mais amplo da autoridade dos Habsburgos e da dinâmica mutável da política europeia.  Em seus primeiros anos, Rudolf viveu em Viena; aos onze anos, sua família enviou o menino para viver com seu tio, o rei Filipe II, na Espanha. Devido à sua rigorosa educação católica, ele não teve contato com o protestantismo ou com as ideias da Reforma. Em 1576, como o filho mais velho sobrevivente de Maximiliano II, Rudolf II subiu ao trono como Imperador do Sacro Império Romano. Seus outros títulos incluíam Rei da Boêmia, Hungria e Croácia; Marquês da Morávia; Arquiduque da Áustria. Muitas divisões nacionais e familiares o aguardavam quando ele se tornasse Imperador. Ao contrário do estado centralizado da Espanha, o Império Austríaco era uma associação frouxa de territórios que tinham diferentes tradições legais, culturas e línguas: nada perto de um estado-nação governado centralmente. Esses territórios também tinham diferentes grupos cristãos, o que resultou em constante conflito religioso. Embora a família Habsburgo fosse católica, Rudolf não era religioso e se recusou a apoiar o catolicismo linha-dura. Em vez disso, Rudolf desejava unificar a cristandade no Império e tentou assumir uma postura tolerante em questões religiosas. Por exemplo, ele tentou liderar uma cruzada contra os turcos em uma tentativa de dar ao Império uma causa unificadora; no entanto, seus esforços terminaram mal e levaram ao descontentamento entre seus súditos. Rudolf II era um homem introvertido que tendia a se isolar, e os estudiosos veem seu reinado como desastroso e intelectual. Muitos chamavam Rudolf de governante ineficaz; em vez disso, ele amava os acadêmicos. Sua dedicação às artes e ciências ajudou a plantar as sementes para a Revolução Científica. Em 1583, ele mudou a corte imperial de Viena para Praga, tornando-a "um dos principais centros de artes e ciências do continente". Rudolf é "o maior patrono das artes do mundo", pois filósofos, pintores, alquimistas, astrônomos, arquitetos e matemáticos vieram a Praga para trabalhar sob seu patrocínio. Infelizmente, os monarcas que o sucederam não apreciaram a coleção de arte que ele havia acumulado, e ela acabou caindo em ruínas.Durante a maior parte de sua vida, Rudolf II sofreu de problemas de saúde. Ele tinha sífilis desde jovem; provavelmente sendo a principal causa de sua doença física e mental. Estudiosos levantam a hipótese de que o histórico de doenças mentais dos Habsburgos (como esquizofrenia e epilepsia) é outra possível causa da depressão, ansiedade, paranoia e ideações suicidas de Rudolf. Infelizmente, sua saúde precária o impediu de tomar decisões e cumprir seus deveres de governo. Mais tarde na vida, a sucessão se tornou uma questão de preocupação; Rudolf não tinha interesse no casamento que havia sido arranjado para ele. Embora ele tivesse um relacionamento de longo prazo com Katharina Strada, que não era da realeza, e supostamente fosse pai de seis filhos, Rudolf não produziu um sucessor legítimo. Em 1600, seus parentes decidiram, sem o conhecimento de Rudolf, que Matthias, seu irmão, seria o próximo sucessor ao trono. Matthias tinha uma visão muito hostil de seu irmão e deu um golpe. Seu irmão corroeu o poder de Rudolf com a ajuda da família real, e Matthias foi coroado rei da Boêmia em 1611. Rudolf manteve seu título de imperador, mas era um título vazio, sem poder real. Após um reinado difícil, Rudolf II morreu no castelo real em Praga e foi enterrado na cripta real na Catedral de São Vito em 1612.RELACIONAMENTOS:  Rudolf recusou-se obstinadamente a contrair a união dinástica com um parente próximo da linhagem espanhola que lhe era exigida. Sua falta de descendência legítima enfraqueceu fatalmente sua posição na família.Todas as tentativas de fazer Rudolf se casar com a princesa espanhola Habsburgo escolhida para ele não deram em nada. Infanta Isabella (15661633), filha do rei Filipe II e prima de seu noivo designado, havia sido prometida a Rudolf desde que tinha dois anos de idade. No entanto, como Rudolf demonstrou relutância em se casar, ela acabou sendo prometida a seu irmão mais novo, Albrecht, uma união que lhe rendeu o governo dos Países Baixos.Isso não significava que Rudolf vivesse em abstinência, no entanto. Ele teve um longo relacionamento com Katharina Strada, a neta do negociante de arte e polímata Jacopo da Strada, e gerou vários filhos ilegítimos com ela. As fontes registram até três filhos e três filhas.A razão pela qual a vida de Don Julius d'Austria (1585 ou 15861609), o filho mais velho desse relacionamento, não se perdeu nas brumas da história é devido às suas circunstâncias trágicas. O herdeiro imperial ilegítimo vivia no Castelo de Krumau (esk Krumlov) no sul da Boêmia, para onde havia sido enviado por conta de seu comportamento estranho. Seus ataques psicóticos pioraram, seus gritos ecoaram pelo castelo à noite e seu comportamento cada vez mais agressivo assustou as pessoas ao seu redor. Em outubro de 1607, as coisas chegaram ao auge quando ele esfaqueou sua amante Margarete Pichler, filha de um operador de casa de banho local, e a jogou pela janela de seu quarto. A jovem sobreviveu à queda e fugiu para o pai. Julius a forçou a retornar aprisionando seu pai. Pouco depois, sob o domínio da psicose, ele a assassinou e mutilou seu cadáver. Mais ataques de frenesi destrutivo se seguiram, como consequência disso ele foi trancado em seu quarto. Ele não permitiu que ninguém se aproximasse dele, recusou-se a se lavar e morreu completamente louco e na miséria em 1609. Os eventos se tornaram parte do folclore local. PATRONO DAS ARTES E MECENAS: O Imperador Rudolf é considerado um dos mais importantes patronos das artes já produzidos pela Casa de Habsburgo. Um homem de interesses onipresentes, ele teve um papel ativo no desenvolvimento de suas coleções. A arte era uma questão de real preocupação para ele, não simplesmente um meio de projetar sua magnificência principesca. Rudolf fez de Praga, sua capital imperial, um centro cultural do Maneirismo.É no meio da pintura que o gosto pessoal de Rudolf é revelado mais claramente. O imperador reuniu um círculo de artistas ao seu redor, os mais famosos dos quais foram Giuseppe Arcimboldo e Bartholomäus Spranger. Rudolf tinha uma predileção por cenas mitológicas, e Spranger, seu artista favorito neste gênero, era adepto de apresentar temas eróticos sob o disfarce de mitos antigos.Rudolf também começou a aquisição por atacado de pinturas de vários mestres, como Dürer, Brueghel, Ticiano e Correggio, entre outros. O foco de seu interesse estava em obras holandesas e italianas. No entanto, suas ambições como colecionador também se estendiam a gravuras e impressões, esculturas e objetos artesanais. No último gênero, são acima de tudo as obras dos joalheiros e lapidadores empregados por Rudolf que hoje constituem algumas das principais atrações das coleções exibidas no Kunsthistorisches Museum de Viena.A abordagem de Rudolf à arte era típica de sua época. No Kunstkammer (câmaras de arte e curiosidades), os objetos não eram exibidos de acordo com critérios históricos ou educacionais da arte, como seriam em um museu moderno. O objetivo era refletir a riqueza e a diversidade do universo em microcosmo. Produtos da habilidade do artesão eram exibidos ao lado de maravilhas da Natureza, com espécimes de animais exóticos e fósseis dispostos ao lado de autômatos e instrumentos de medição. O acúmulo de raridades tinha a intenção de demonstrar o gosto requintado do conhecedor aristocrático. Doutrinas e ideias contemporâneas sobre a estrutura da natureza que pairavam na fronteira entre ciência e superstição eram refletidas nas coleções: consequentemente, joias e pedras preciosas, por exemplo, possuíam não apenas valor econômico e estético, mas também eram imagens de poderes cósmicos que estavam incorporados nelas.Rudolf também promoveu as artes e ciências acadêmicas, convocando historiadores e antiquários, matemáticos e astrônomos, especialistas em ocultismo e teólogos, médicos e alquimistas para sua corte. Trabalhando em Praga a mando do imperador estavam pioneiros da ciência moderna, como Tycho de Brahe e Johannes Kepler, ao lado de charlatões e aventureiros em busca da "pedra filosofal".Hoje, apenas resquícios das coleções podem ser encontrados em Praga. A maior parte acabou em Viena e foi mais tarde assimilada aos acervos do Kunsthistorisches Museum, enquanto muito foi saqueado durante o tumulto da Guerra dos Trinta Anos. No entanto, mesmo hoje, Praga ainda mantém sua imagem como a "cidade da magia" graças à presença da Corte das Musas de Rudolf nos anos por volta de 1600.Talvez a obra mais conhecida do mecenato de Rudolff II  seja sua representação como VERTUMMOS, o deus romano das estações, crescimento, plantas e frutas. O retrato é concebido como uma alegoria imperial correspondente a serie de estaçoes de GIUSEPPE ARCIMBOLDO (1526-1593). Após a morte do Imperador Rudolf II em 1612, a pintura ficou em Praga, onde foi registrada no inventário das coleções imperiais em 1621 e 1635. Mais tarde, foi tomada como espólio de guerra pelo exército sueco em 1648.GUERRA DOS 30 ANOS - Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) é a denominação genérica de uma série de guerras que diversas nações europeias travaram entre si a partir de 1618, especialmente na Alemanha, por motivos variados: rivalidades religiosas, dinásticas, territoriais e comerciais. Foi um dos maiores e mais destrutivos conflitos da história, deixando um saldo de mais de oito milhões de mortos, sendo a maioria da Europa Central. As rivalidades entre católicos e protestantes e assuntos constitucionais germânicos foram gradualmente transformados numa luta europeia. Apesar de os conflitos religiosos serem a causa direta da guerra, ela envolveu um grande esforço político do Império Sueco e da França para procurar diminuir a força da dinastia dos Habsburgos, que governavam a Monarquia de Habsburgo (futuro Império Austríaco). As hostilidades causaram sérios problemas econômicos e demográficos na Europa Central e tiveram fim com a assinatura, em 1648, de alguns tratados (Münster e Osnabrück) que, em bloco, são chamados de Paz de Vestfália.Os conflitos religiosos ocorridos na Alemanha e solucionados em 25 de setembro de 1555 com a assinatura da Paz de Augsburgo inauguraram um período no qual cada príncipe podia impor sua crença aos habitantes de seus domínios. O equilíbrio manteve-se enquanto os credos predominantes restringiam-se às religiões católica e luterana, mas o advento do calvinismo complicaria o cenário. Considerada uma força renovadora, a nova linha religiosa conquistou diversos soberanos. Os jesuítas e a Contrarreforma, por outro lado, contribuíram para que o catolicismo recuperasse forças. Assim nasceu o projeto expansionista dos Habsburgos, idealizado por Fernando, duque de Estíria, que fora educado pelos jesuítas. O perigo ameaçava tanto as potências protestantes no norte como a vizinha França.À medida que o conflito se desenrolava, a luta estava sendo influenciada por muitos outros temas colaterais, tais como as rivalidades e ambições dos príncipes alemães e a teimosia de alguns dirigentes europeus, sobretudo dos franceses e suecos, em abater o poderio do católico Sacro Império Romano-Germânico, o instrumento político da família dos Habsburgos.Esta conjuntura fora desencadeada na segunda metade do século XVI pelas fraquezas do Tratado de Augsburgo, um acordo concluído em 1555 entre o Sacro Império católico e os Estados luteranos.As tensões religiosas agravaram-se na Alemanha no decurso do reinado do imperador Rodolfo II (1576-1612), período durante o qual foram destruídas muitas igrejas protestantes. As liberdades religiosas dos crentes protestantes foram limitadas, nomeadamente as relativas à liberdade de culto; os oficiais do governo lançaram as bases do Tratado de Augsburgo, que criou condições para o refortalecimento do poder católico.Com a fundação da União Protestante em 1608, uma aliança defensiva protestante dos príncipes e das cidades alemãs, e a criação, no ano seguinte, da Liga Católica, uma organização semelhante mas dos católicos romanos, tornava-se inevitável o recurso à guerra para tentar resolver o conflito latente, o qual foi desencadeado pela secção da Boêmia da União Protestante.No Reino da Boêmia (atual República Checa), teve início uma disputa pela sucessão do trono, que envolveu católicos e protestantes. Fernando II de Habsburgo, com a ajuda de tropas e recursos financeiros da Espanha, dos germânicos católicos e do papa, conseguiu derrotar os protestantes da Boêmia.Os protestantes, que constituíam a maior parte da população, estavam indignados com a agressividade da hierarquia católica. Os protestantes exigiam de Fernando II, o rei da Boêmia e futuro imperador do Sacro Império Romano-Germânico, uma intercessão em seu favor. Todavia, as reivindicações foram totalmente ignoradas pelo rei, pois este era um fervoroso católico e um potencial herdeiro do poder imperial dos Habsburgos. Fernando II estabeleceu o catolicismo como único credo permitido na Boêmia e na Morávia. Os protestantes boêmios consideraram o ato de Fernando como uma violação da Carta de Majestade. Isso provocou nos boêmios o desejo de independência.A 23 de maio de 1618, descontentes com os católicos que destruíram um de seus templos, os protestantes invadiram o palácio real em Praga e defenestraram dois dos seus ministros e um secretário, fato que ficou por isso conhecido como Defenestrações de Praga, tendo despoletado a sublevação protestante. Assim começava a guerra, que abrangeu as revoltas holandesas depois de 1621 e concentrou-se em um confronto franco-Habsburgo após 1635.
  • EL GRECO ( DOMÉNIKOS THEOTOKÓPOULOS ) 1541-1614 POR JOSE GUDIOL. EDICIONES POLIGRAFA S.A. BARCELONA.1971. 312 IMAGENS CATALOGADAS. CONTÉM INDICE. 376 PÁGINAS 30CM X 25CM. CAPA DURA. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM VERMELHO COM TEXTO DO FONTSPÍCIO E LOMBADA EM DOURADO. CONTRA CAPA COM ILUSTRAÇÃO DE COLAGEM EM TONS DE VERDE. SOBRECAPA ILUSTRADA. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: Este livro responde ao desejo de criar uma síntese do conhecimento atual sobre Doménikos Theotokópoulos, apresentando sua obra inquestionável, ou aquela que é mais provavelmente atribuível, em ilustração, e estudar a totalidade da criação iconográfica do grande cretense. Uma análise de seu conceito pictórico, destacando a evolução de seu estilo ao longo de vários períodos e épocas, juntamente com dados relativos à sua vida, constitui o texto. Obras com uma cronologia segura serviram como marcos para atribuir datas a obras sem data. Este não é um catálogo completo das obras geralmente aceitas como atribuídas a El Greco, mas tentamos incluir todos os "Grecos" que consideramos verdadeiramente importantes, desconsiderando, devido às limitações impostas pelo espaço de um único volume, as réplicas exatas, ou quase, que o pintor executou como uma obra normal. Trabalhos de oficina, muito menos cópias contemporâneas, também não são apresentados. Mesmo sabendo que a classificação definitiva desses grupos tão importantes de telas ainda exigirá o trabalho analítico das futuras gerações de historiadores da arte, ousamos criar este "corpus", pois cada época deve dar sua própria visão da obra dos grandes artistas do passado. Doménikos Theotokópoulos mais conhecido como El Greco, nasceu em Heraclião ou Fodele, 1 de outubro de 1541. Foi um pintor, escultor e arquiteto grego que desenvolveu a maior parte da sua carreira na Espanha. Assinava suas obras com o nome original, ressaltando sua origem. O primado da imaginação e da intuição sobre o caráter subjetivo de criação foi um princípio fundamental do estilo de El Greco. Ele descartou critérios clássicos como medidas e proporção, acreditando que a graça é o supremo objetivo da arte, mas um pintor somente alcança a graça quando consegue resolver os problemas mais complexos com a obviedade do simples. Pesquisadores modernos caracterizam teoricamente El Greco como "tipicamente maneirista" e tendo definido suas fontes dentro do neo-platonismo da Renascença.
  • GOYA / VIE ET OEUVRE DE FANCISCO GOYA. POR PIERRE GASSIER ET JULIET WILSON. EDITADO POR FRANÇOIS LACHENAL. PREFÁCIL DE ENRIQUE LAFUENTE FERRARI. OBRA ILUSTRADA COMPLETA. PINTURA DESENHO E GRAVURA. EDITORA, OFFICE DU LIVRE EDITIONS VILO , PARIS EM 1970. ESTA OBRA FOI IMPRESSA EM OUTUBRO DE 1970 PELA PRESSES CENTRALES S.A., LAUSANNE, PARA A HELIOGRAVURA E TIPOGRAFIA, E PELA IMPRIMERIE PAUL ATTINGER S.A., NEUCHÂTEL, PARA AS VINHETAS COLORIDAS E A CAPA. OS FOTOLITOS FORAM PRODUZIDOS PELA CLICHÉ-ACTUAL, BIENNE. A ENCADERNAÇÃO FOI CONFIADA ÀS OFICINAS KARL HANKE, EM DÜSSELDORF. O MODELO FOI CRIADO POR ANDRÉ ROSSELET, AUVERNIER E FRANÇOIS LACHENAL. IMPRESSO NA SUÍÇA. CAPA DURA. ENCADERNAÇÃO LINHO ORIGINAL DA EDITORA NA COR TRIGO SOBRE CAPAS, LETRAS ESTAMPADAS EM NOGUEIRA NA LOMBADA. SOBRE CAPA ILUSTRADA. 400 PÁGINAS 34CM X 29CM. ABUNDANTEMENTE ILUSTRADO COM 48 PLACAS COLORIDAS, 200 ILUSTRAÇÕES NO TEXTO, COLORIDAS E EM P/B, E 1.900 ILUSTRAÇÕES QUE ACOMPANHAM AS LISTAGENS DO CATÁLOGO (MINIATURAS EM P/B). EM FRANCÊS. O PRIMEIRO DO VERDADEIRAMENTE ABRANGENTE CATÁLOGO RAISONNE DE GOYA, DO QUAL FORAM TRADUZIDAS AS EDIÇÕES SUBSEQUENTES EM INGLÊS E ALEMÃO. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: A obra de Goya, assim como sua vida, estão certamente entre as mais fascinantes da história da arte. Somente o universo de Picasso pode ser comparado a eles hoje, devido à sua situação histórica e à sua diversidade. No início da longa carreira de Goya estão as primeiras pinturas religiosas e as belas tapeçarias de Madri. Passou então a retratos de psicologia penetrante, gravuras satíricas e críticas dos Caprichos e dos Desastres da Guerra e álbuns de desenhos, que permaneceram quase desconhecidos, que constituem um verdadeiro diário pessoal do artista. As impressionantes Pinturas Negras da Quinta del Sordo e, no final da sua carreira, em Bordéus, as pinturas que já anunciam o Impressionismo, são o culminar desta gigantesca obra. A evolução da pintura de Goya é acompanhada pela vida do artista, que abrange o período do Antigo Regime à Restauração, passando pelo ponto de virada da Revolução e as convulsões da Guerra da Independência contra Napoleão. Uma vida marcada pelos dramas pessoais da doença e da surdez, pelo amor pela Duquesa de Alba e, mais tarde, pela jovem Leocádia. Prefácio de Enrique Lafuente Ferrari Como poderia recusar o pedido muito amigável que me foi feito para escrever algumas linhas de introdução a este livro, quando estou ligado a Pierre Gassier e às pessoas que o ajudaram a realizar esta imensa tarefa, Juliet Wilson e François Lachenal, pelos laços criados por uma estima cordial e um entusiasmo comum pela arte brilhante e surpreendente de Goya? Admiro seu empreendedorismo e seu desejo de nos dar um livro que seja preciso e abrangente sobre a obra do grande artista a quem dediquei muitos trabalhos, cursos e conferências desde 1928. E posso dizer que se Goya me fascinou não foi como um compatriota, mas como um artista universal, preocupado com o estudo do homem e a exploração intrépida dos mundos interiores, em suma, como um dos artistas que estendeu suas criações aos mais amplos horizontes. Goya não é grande apenas como pintor, gravador e desenhista, mas também porque, assim como seu contemporâneo Beethoven, ele é um desses seres cujo poder estético revelou novos mundos ao homem. Esses dois artistas, vivendo em um momento de crise para a Europa, conseguiram nos transmitir uma mensagem, uma nova emoção, que ampliou nosso conhecimento da humanidade e abriu as portas para os enigmas que o universo nos oferece.
  • WENZEL ANTON, PRÍNCIPE DE KAUNITZ-RIETBERG (2 DE FEVEREIRO DE 1711  27 DE JUNHO DE 1794)  -  O NEGOCIADOR DA ENTRADA DA ÁUSTRIA NO TRATADO DE VERSALHES EM 1756. CARTA CREDENCIAL DE WENZEL ANTON  PRÍNCIPE DE KAUNITZ-RIETBERG DATADA DE 16 DE OUTUBRO  DE 1779 APRESENTANDO SEU FILHO DOMINIK ANDREAS (II). VON KAUNITZ-RIETBERG-QUESTENBERG (1739-1812)  CONDE DE KAUNITZ-RIETBERG-QUESTENBERG E FUTURO PRÍNCIPE DE KAUNITZ-RIETBERG EM SUCESSÃO DE SEU PAI COMO MINISTRO PLENIPOTNECIARO DA ÁUSTRIA NA CORTE  DE CARLOS IV DA ESPANHA . WENZEL ANTON FOI  CHANCELER DO IMPÉRIO AUSTRIACO SOB A IMPERATRIZ MARIA TEREZA SEU PODER NO IMPERIO AUSTRIACO SÓ SERIA IGUALADO PELO PRINCIPE DE METERNICH DÉCADAS DEPOIS DA MORTE DE WENZEL ANTON CURIOSAMENTE O PRINCIPE DE METERNICK CASOU-SE COM UMA NETA DE WENZEL ANTON. O PRINICPE DE KAUNITZ FOI NOMEADO EMBAIXADOR IMPERIAL NA CORTE FRANCESA EM VERSALHES EM 1750, ONDE TEVE AMPLO CONTATO COM O MOVIMENTO LUMIÈRES E VÁRIOS ENCICLOPEDISTAS .  PERMANECENDO NA FRANÇA ATÉ 1752, ELE COOPEROU NA PREPARAÇÃO DAS BASES PARA A FUTURA ALIANÇA BOURBON-HABSBURGO CONSAGRADA PELO TRATADO DE VERSALHES E DEVE-SE A ELE TAMBEM A APROXIMAÇÃO DA PRÓPRIA IMPERATRIZ MARIA TEREZA COM O ILUMINISMO. MARIA TEREZA FOI UMA DAS CHAMADAS DÉSPOTAS ESCLARECIDAS, MÃE DA RAINHA MARIA ANTONIETA DA FRANÇA, EXECUTADA EM 1793 NA REVOLUÇÃO FRANCESA. OS MUITOS TÍTULOS DE MARIA TEREZA APÓS TER FICADO VIÚVA FORAM: MARIA TERESA, PELA GRAÇA DE DEUS, IMPERATRIZ VIÚVA DOS ROMANOS, RAINHA DA HUNGRIA, DA BOÊMIA, DA DALMÁCIA, DA CROÁCIA, DA ESLAVÔNIA, DA GALÍCIA, DA LODOMÉRIA, ETC; ARQUIDUQUESA DA ÁUSTRIA, DUQUESA DA BORGONHA, DA ESTÍRIA, DA CARÍNTIA E DA CARNÍOLA; GRÃ-PRINCESA DA TRANSILVÂNIA, MARQUESA DA MORÁVIA, DUQUESA DE BRABANTE, DE LIMBURGO, DE LUXEMBURGO, DE GUELDRES, DE VURTEMBERGA, DA ALTA E DA BAIXA SILÉSIA, DE MILÃO, DE MÂNTUA, DE PARMA, DE PLACÊNCIA, DE GUASTALLA, DE AUSCHWITZ E DE ZATOR, PRINCESA DA SUÁBIA, CONDESSA PRINCIPESCA DE HABSBURGO, DE FLANDRES, DO TIROL, DE HAINAUT, DE KYBURG, DE GORÍZIA E GRADISCA, MARQUESA DE BURGAU, DA ALTA E DA BAIXA LUSÁCIA, CONDESSA DE NAMUR, SENHORA DE WINDISCHE MARK E MECHELEN, DUQUESA VIÚVV DE LORENA E BAR, GRÃ-DUQUESA VIÚVA DA TOSCANA. EXCERTOS DO TEXTO: WENZEL ANTON, CONDE DO SACRO IMPÉRIO ROMANO, SENHOR DE KAUNITZ, GRAO DUQUE DE RIETBERG, ETC.. A VOSSA MAJESTADE IMPERIAL O SENHOR IMPERADOR ETC, ETC EU O ABAIXO ASSINADO EM NOME DE SUA MAJESTADE IMPERIAL E REAL ETC, ETC POR ESTES MEIOS DECLARO E DOU A CONHECER A TODOS QUE FOREM INTERESSADOS, QUE O SENHOR DOMINIK ANDREAS . CONSELHEIRO DA CAMARA IMPERIAL FOI NOMEADO E CONSTITUIDO COMO NOSSO MINISTRO PLENIPOTENCIARIO JUNTO A CORTE DE SUA MAJESTADE IMPERIAL E REAL ETC. ETC. PORTANTO PEDIMOS A TODOS OS NOSSOS FIÉIS SÚDITOS E A TODOS AQUELES A QUEM ESTA CARTA FOR APRESENTADA QUE RECONHEÇAM E TRATEM O REFERIDO SR. DOMINIK ANDREAS COOMO TAL E LHE PRESTEM TODA FÉ CRÉDITO E ASSISTENCIA NECESSÁRIOS PARA O DESEMPENHO DE SEU CARGO. EM TESTEMUNHO DO QUAL ASSINAMOS ESTA CARTA COM NOSSA PRÓPRIA MÃO E A SELAMOS COM NOSSO SELO REAL. 16 DE OUTUBRO  DE 1779NOTA: Wenzel Anton, Príncipe de Kaunitz-Rietberg ( 2 de fevereiro de 1711  27 de junho de 1794) foi um diplomata e estadista austríaco e tcheco na monarquia dos Habsburgos . Um defensor do absolutismo esclarecido , ele ocupou o cargo de Chanceler de Estado por cerca de quatro décadas e foi responsável pelas políticas externas durante os reinados de Maria Teresa , José II e Leopoldo II . Em 1764, ele foi elevado à nobreza de Príncipe do Sacro Império Romano. Kaunitz nasceu em Viena , Áustria , um dos 19 filhos  1  de Maximilian Ulrich, terceiro conde de Kaunitz (16791746), e sua consorte Marie Ernestine, nascida condessa de Ostfriesland e Rietberg (16871758), uma herdeira da Casa de Cirksena . A família Kaunitz ( Kounicové ) pertencia a uma antiga nobreza tcheca e, como a dinastia Martinic relacionada , derivou sua linhagem do clã medieval Vrovci no Reino da Boêmia . Mencionados pela primeira vez no século XIV, eles originalmente viviam no ducado silesiano de Troppau , mas em 1509, eles se mudaram para o Castelo Slavkov ( Austerlitz ) perto de Brno . O avô de Wenzel Anton, Dominik Andreas von Kaunitz (16551705), serviu como um Habsburg Geheimrat e enviado. Elevado à posição hereditária de um Conde ( Graf ) em 1683, sua diplomacia contribuiu para a Liga de Augsburgo de 1686 contra o Rei Luís XIV da França e o Tratado de Ryswick de 1697 que encerrou a Guerra dos Nove Anos . O pai de Wenzel Anton, o Conde Maximilian Ulrich, foi nomeado membro do Conselho Áulico ( Reichshofrat ) em 1706; ele serviu como enviado Imperial e como governador ( Landeshauptmann ) da Morávia a partir de 1720. Por seu casamento com Marie Ernestine em 1699, ele herdou o Condado imediato de Rietberg na Vestfália .O próprio Wenzel Anton casou-se com a condessa Maria Ernestine von Starhemberg (17171749), neta do presidente da Câmara Imperial, conde Gundaker Thomas von Starhemberg (16631745), em 6 de maio de 1736. Quatro filhos nasceram do casamento,  entre eles o general austríaco conde Franz Wenzel von Kaunitz-Rietberg (17421825). A neta de Wenzel Anton, Eleonora (filha de seu filho mais velho, Ernest) casou-se com um sucessor no cargo de chanceler de Estado, o príncipe Klemens von Metternich . Como segundo filho, pretendia-se inicialmente que Wenzel Anton se tornasse clérigo e, aos treze anos, ocupou o cônego na Diocese de Münster, na Vestefália .  Com a morte de seu irmão mais velho, no entanto, ele decidiu seguir uma carreira secular e estudou direito e diplomacia nas universidades de Viena , Leipzig e Leiden . Tornou-se camareiro do imperador Habsburgo Carlos VI e continuou sua educação por alguns anos por meio de uma Grand Tour a Berlim , Holanda , Itália , Paris e Inglaterra .  De volta a Viena, foi nomeado membro do Conselho Áulico Imperial em 1735. Na Dieta Imperial de Regensburg ( Ratisbon ) em 1739, foi um dos comissários do imperador. Durante a Guerra da Sucessão Austríaca , em março de 1741, foi enviado em missão diplomática a Florença , Roma e ao Reino da Sardenha . Em agosto de 1742, foi nomeado embaixador em Turim e obteve o apoio do Rei Carlos Emanuel III para Maria Teresa .Em outubro de 1744, foi nomeado ministro plenipotenciário nos Países Baixos austríacos , enquanto seu governador , o príncipe Carlos de Lorena , lutou nas Guerras da Silésia , comandando o exército austríaco na Boêmia contra o rei Frederico II da Prússia . Após a morte em dezembro de 1744 da consorte e cogovernadora de Carlos, a arquiduquesa Maria Ana , irmã de Maria Teresa, Kaunitz era virtualmente o chefe do governo.  Em 1746, no entanto, ele foi forçado a deixar Bruxelas depois que ela foi sitiada pelas forças francesas sob o comando do conde Maurice de Saxe . Ele se mudou com o governo dos Países Baixos austríacos, primeiro para Antuérpia , depois para Aachen . Seu pedido para ser chamado de volta de sua difícil situação foi atendido em junho de 1746. Em uma viagem à Vestfália em setembro de 1746, ele lançou a pedra fundamental da igreja paroquial na vila de Kaunitz   de  .  Dois anos depois, ele representou Maria Teresa no Congresso de Aachen no final da Guerra da Sucessão Austríaca . Extremamente descontente com as disposições que privaram a Áustria das províncias da Silésia e Glatz e as garantiram ao guerreiro rei da Prússia, ele relutantemente assinou o resultante Tratado de Aix-la-Chapelle em 23 de outubro de 1748.  Ambos temendo uma Prússia nascente, os lados austríaco e francês começaram a fazer propostas um ao outro.A partir de 1749, Kaunitz serviu como Geheimrat na corte de Maria Theresa. A imperatriz apelou a todos os seus conselheiros para obter conselhos sobre a política que a Áustria deveria seguir em vista das condições alteradas produzidas pela ascensão da Prússia . A grande maioria deles, incluindo seu marido Francis Stephen de Lorraine , era da opinião de que a antiga aliança com as potências marítimas, Inglaterra e Holanda, deveria ser mantida. Kaunitz havia sido um forte oponente da Aliança Anglo-Austríaca , que existia desde 1731, e deu sua opinião de que Frederico II era agora o "inimigo mais perverso e perigoso da Áustria", que era inútil esperar o apoio de nações protestantes contra ele, e que a única maneira de recuperar a Silésia era por uma aliança com a Rússia e a França. A imperatriz aceitou ansiosamente as opiniões que já eram suas e confiou ao conselheiro a execução de seus próprios planos. Assim, Kaunitz foi nomeado embaixador imperial na corte francesa em Versalhes em 1750, onde teve amplo contato com o movimento Lumières e vários enciclopedistas . Permanecendo na França até 1752, ele cooperou na preparação das bases para a futura aliança Bourbon-Habsburgo. O cargo mais importante e influente de Kaunitz foi o de Chanceler de Estado e ministro das Relações Exteriores, que ocupou de 1753 a 1792 e onde tinha a total confiança da Imperatriz Maria Teresa  contra a oposição de seu marido, Francis Stephen. Ele aceitou relutantemente sua nomeação e exigiu total liberdade para reorganizar o Ministério das Relações Exteriores na Ballhausplatz . Graças em grande parte a ele, a Áustria dos Habsburgos se estabeleceu como uma grande potência soberana , entrando no Tratado de Versalhes (1756) com seu antigo inimigo, o antigo regime francês , comumente conhecido como Revolução Diplomática ( renversement des alliances ). A nova Aliança Franco-Austríaca foi considerada um grande feito da diplomacia e estabeleceu Kaunitz como o mestre reconhecido da arte. Kaunitz foi o mentor da Revolução Diplomática de 1756, que envolveu a dramática sacudida das alianças militares tradicionais na Europa. A Áustria passou de aliada da Grã-Bretanha para aliada da França e da Rússia. A Prússia se tornou aliada da Grã-Bretanha, junto com Hanover. O resultado foi a formação básica de forças na Guerra dos Sete Anos. Uma vez que ele era Chanceler de Estado, Kaunitz seguiu suas políticas buscando reaproximação com a França. Após a eclosão da Guerra Franco-Indígena no exterior em 1754, ele fez o embaixador austríaco em Paris, Príncipe Georg Adam de Starhemberg , levantar o tópico de formar uma liga defensiva. O Rei Luís XV finalmente aceitou, depois que o Tratado Anglo-Prussiano de Westminster foi assinado em 1756. A aliança foi expandida em 1757 para incluir a Rússia e a Suécia .Assim começou a Guerra dos Sete Anos na Europa, que finalmente falhou em trazer as províncias perdidas de volta para a Áustria. Em 29 de agosto de 1756, o Exército Prussiano do Rei Frederico invadiu o Eleitorado da Saxônia em um ataque preventivo ; eles derrotaram as forças saxônicas e ocuparam Dresden . Enquanto os aliados austríacos não conseguiram chegar a um acordo sobre uma ação conjunta, a situação político-militar permaneceu inconclusiva. Kaunitz pediu a substituição do hesitante marechal de campo Conde Leopold Joseph von Daun por Ernst Gideon von Laudon , no entanto, uma vitória decisiva não foi alcançada.Por volta de 1760, o esgotamento gradual de todas as forças tornou-se óbvio, e Kaunitz reagiu privando seu antigo inimigo, o Chanceler da Corte, Conde Friedrich Wilhelm von Haugwitz, de seus poderes. Ele substituiu o cargo fundando o Conselho de Estado Austríaco ( Staatsrat ) em 1761, supervisionando a reorganização do Exército Austríaco. No entanto, quando o novo czar Pedro III da Rússia deixou a aliança em 1762, Kaunitz entrou em negociações de paz que levaram ao Tratado de Hubertusburg de 1763. Após o fim da guerra, Kaunitz ganhou o título de Reichsfürst  (Príncipe do Sacro Império Romano). A falta de uma marinha durante a guerra demonstrou a vulnerabilidade da Áustria no mar, e ele foi fundamental na criação de uma pequena marinha austríaca para impulsionar a presença do estado no Mar Mediterrâneo , lançando as bases para a futura Marinha Austro-Húngara .O Chanceler do Estado foi um patrono liberal da educação e da arte,  um notável colecionador, um dos fundadores da Academia Real de Bruxelas e patrocinador de Christoph Willibald Gluck e um dos primeiros e mais antigos patronos de Wolfgang Amadeus Mozart . Ele trabalhou em direção ao objetivo de submeter a Igreja Católica ao estado, principalmente contra a isenção de impostos e a instituição tradicional de propriedade mortmain de imóveis. Kaunitz seguiu os pensamentos do jansenismo e da Era do Iluminismo ; entre seus objetivos estava também a melhor educação dos plebeus.Embora o filho e herdeiro de Maria Teresa, o Imperador José II, geralmente compartilhasse tais ideias, suas reformas foram muito rápidas e muito completas para Kaunitz. As disputas em andamento entre os dois homens levaram a vários pedidos de renúncia do chanceler do estado. Kaunitz defendeu uma reconciliação com a antiga inimiga Prússia; ele acompanhou José II quando ele se encontrou com Frederico II duas vezes em 1769 e 1770. O rei prussiano ficou incomodado com a arrogância e os modos paternalistas de Kaunitz, no entanto, a abordagem realizada na Primeira Partição da Polônia em 1772, apoiada por Kaunitz e José II contra as preocupações de Maria Teresa ("a boa fé está perdida para sempre").Em 1777, a ação militar precipitada de Joseph levou à Guerra da Sucessão da Baviera . Quando a posição austríaca se tornou insustentável, Kaunitz conduziu as negociações de paz por iniciativa própria; pelo Tratado de Teschen de 1779 , ele ganhou a região de Innviertel da Baviera para a Áustria. Em assuntos imperiais, ele foi capaz de dominar a Dieta Perpétua de Regensburg ; em 1780, ele também foi bem-sucedido em colocar o Arquiduque de Habsburgo Maximiliano Francisco da Áustria , irmão mais novo de Joseph, como bispo coadjutor no Eleitorado de Colônia e no Príncipe-Bispado de Münster .Kaunitz contornou as objeções de Joseph II para iniciar a Guerra Austro-Turca de 17881791. O objetivo era humilhar o antigo inimigo da Áustria, a Prússia. No entanto, falhou: provou ser uma operação militar custosa para ajudar a Rússia, mas não atingiu nenhum objetivo antiprussiano. Após a morte de Joseph II, Leopoldo II tornou-se imperador; a guerra terminou e o poder de Kaunitz entrou em colapso. A renúncia às políticas de equilíbrio de Kaunitz levou a uma séria deterioração dos assuntos domésticos e internacionais da Áustria. Enquanto isso, a Prússia estabeleceu a liga protestante Fürstenbund , e a Revolução de Brabante estourou na Holanda austríaca.
  • THE ROCOCO AGE / ART AND CIVILIZATION OF THE 18TH CENTURY . ARNO SCHÖNBERGER AND HALLDOR SOEHNER. COM COLABORAÇÃO DE THEODOR MÜLLER. IMPRESSO PELA MC. GRAW-HILL BOOK COMPANY, INC. NEW YORK  TORONTO  LONDON EM 1960. IMAGENS IMPRESSAS EM PRETO E BRANCO E PLACAS COLORIDAS. 393 PÁGINAS. 35CM X 27CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM TECIDO VERDE ÁGUA COM LETRAS DOURADAS NA LOMBAR. O ÍNDICE CONTÉM: A MENTE ILUMINADA -- A CULTURA DO SÉCULO XVIII REFLETIDA NA ARTE -- O ROSTO HUMANO -- AS ARTES DA CORTE -- FESTAS E ENTRETENIMENTOS -- MÚSICA E TEATRO -- OS OLÍMPICOS -- PASTORALE -- CHINOISERIE E O ORIENTE EXÓTICO -- EM CASA -- RETRATOS DE ANIMAIS E NATUREZAS MORTAS -- CIDADE E CAMPO -- ECCLESIA TRIUMPHANS. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: Nossos autores, Dr. Arno Schönberger, curador-chefe do Museu Nacional da Baviera em Munique, e Dr. Halldor Sochner, historiador de arte da equipe da Coleção Estatal de Imagens da Baviera em Munique, concluíram THE ROCOCO AGE com a colaboração do Professor Theodor Müller, diretor do Museu Nacional da Baviera em Munique. O livro surgiu de uma exposição, "Rococó Europeu, Arte e Cultura do Século XVIII", organizada pelo Conselho da Europa em 1958 e apresentada no Munich Residenz Palace. A exposição foi a quarta de uma série que retrata as grandes épocas da civilização europeia. Na seleção das inscrições, cada exposição proporcionou uma oportunidade para a colaboração intelectual de representantes das várias culturas nacionais participantes. O que distingue o presente volume de trabalhos anteriores no campo é sua ampla cobertura. Onde o livro tradicional enfatizou o rococó francês, com um aceno para a Itália e a Europa Central, THE ROCOCO AGE analisa fielmente as contribuições de cada um dos países europeus envolvidos no movimento: França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Itália e Espanha. Exemplos de muitas formas de arte são mostrados, incluindo escultura, cerâmica, tapeçaria, prataria e objetos cerimoniais. O escopo da cobertura também foi aumentado por fotografias da arquitetura do século XVIII. Finalmente, e talvez o mais importante, THE ROCOCO AGE, tanto em imagens quanto em texto, fornece uma noção muito concreta do clima cultural do século XVIII. Retratos de grandes figuras como Voltaire, Montesquieu, Diderot e Rousseau são fornecidos, juntamente com páginas de título de The Social Contract, Robinson Crusoé e outras obras literárias importantes. Também estão incluídas fotografias de equipamentos científicos do século XVIII - termômetros, microscópios, máquina a vapor de Watt, etc. Capítulos separados discutem temas tão diversos como retratos, vida na corte e arte, entretenimento, teatro, música (com reproduções de seleções musicais), as divindades olímpicas, Arcádia, o Oriente e a Chinoiserie, imagens de animais, natureza morta, paisagens urbanas, e a Igreja Triunfante Embora A ERA DO ROCOCÓ tenha começado como uma exposição. Embora THE ROCOCO AGE  tenha começado como uma exposição, o livro derivado dela é muito mais do que uma catalogo de imagens e objetos. Ele tem isso, com certeza, e de uma forma muito generosa e esplêndida; além disso, no entanto, o livro fornece um retrato verdadeiro e revelador de uma época. Os triunfos artísticos e intelectuais de muitas nações são amarrados juntos no fio rosa, branco e dourado da era rococó.
  • ÉCOLE DE PARIS EDITORA RIVE GAUCHE PRODUCTIONS PARIS 1981. POR L. CARLUCCIO, J. LEYMARIE, R. NEGRI, F. RUSSOLI E Y BRUNHAMMER. TRADUÇÃO DO ITALIANO POR MIREILLE GAUSSOT. DESIGNER DE CAPA E LAYOUT LOUIS DUPARQUE IMPRESSO NA ITÁLIA PELO GRUPPO EDITORIALE FABBRI S. P. A. MILÃO. CAPA DURA. ENCADERNAÇÃO EM TECIDO AZUL ESCURO. LOMBADA COM LETRAS EM DOURADO. SOBRE CAPA ILUSTRADA. 340 PÁGINAS 27CM X 33CM. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: O livro contém os principais artistas de paris e seus estilos, dentre eles,  O apogeu do cubismo ( Pablo Picasso ), Para aumentar a  simplicidade ( Henri Matisse ), O sentido da tragédia ( Georges Rouault), a Escola de Paris ( vanguarda e tradição) , um mestre do lirismo ( Marc Chagall), a tradição expressionista francesa ( Chaïm Soutine ), tradição e modernismo da imagem: ( Valadon ), ( Modigliani ),( Utrillo).
  • BACCARAT  MODELO S503 DENOMINADO HOUDON INSPIRADO NO BUSTO DO REI DE ROMA, HERDEIRO DE NAPOLEÃO BONAPARTE - CONJUNTO COM SETE DESCANSOS PARA TALHERES EM CRISTAL. NAS EXTREMIDADES, BUSTOS DE INFANTE DESTACADOS EM SATINE. MODELO BONITO E ILUSTRE, INSPIRADO, COMO O NOME SUGERE NA OBRA DO ESCULTOR JEAN-ANTOINE HOUDON REPRESENTANDO O BUSTO DO REI DE ROMA ENQUANTO BEBÊ (VIDE FOTO DE RETRATO DO REI DE ROMA COM SUA MÃE A IMPERATRIZ MARIA LUÍSA DA ÁUSTRIA) a NOS CRÉDITOS EXTRAS DESSE LOTE).SEGUNDO O LIVRO O CRISTAL NO IMPÉRIO DO BRASIL, DE VEIGA, LEAL E SOUZA LIMA NA PAG. 92 REPRESENTA O FUTURO IMPERADOR DOM PEDRO II AINDA BEBÊ. ESSA ATROBUIÇÃO É INCORRETA. EMBORA A CORREÇÃO JÁ TENHA SIDO FEITA A PARTIR DA CONSTATAÇÃO DO ERRO POR VÁRIOS MARCHANDS BEM INTENCIONADOS, A TENTAÇÃO DE VENDE-LOS COMO REPRESENTAÇÃO DO IMPERADOR DOM PEDRO II MENINO PARECE SER MAIS FORTE DO QUE O RECONHECIMENTO DO ERRO. FRANÇA, SEC. XIX. 10 CM DE COMPRIMENTO FRANÇA, PRIMEIRA METADE DO SEC. XIX. 11 CM DE COMPRIMENTO.NOTA: Napoleão Francisco Carlos José Bonaparte, Napoleão II, nasceu em Paris em 20 de março de 1811 no extintoPalácio das Tulheriase foi batizado na Catedral de Notre Dame em evento de muita pompa. Foi de imediato, declaradoRei de Romapor seu pai Napoleão I. Foi também nomeadoImperador da França, em 1815  aos 4 anos de idade (por apenas duas semanas), no fim do governo de Cem Dias, na tentativa frustrada de Napoleão em retornar ao poder depois da fuga do exílio na ilha de Elba. Depois da queda definitiva de Napoleão, o filho não mais veria o pai e ficaria sob a guarda da mãe, aImperatriz Maria Luísa da Áustria, que retornara ao seu país de origem. A esposa de Napoleão I, Imperatriz Maria Luísa da Áustria, era irmã de D.Maria Leopoldina de Áustria, que se casaria com D.Pedro I/IVimperador do Brasil e rei de Portugal. Portanto, Napoleão I e D. Pedro I eram concunhados. Em 1818, aos sete anos, recebe de seu avô,Francesco I, Imperador da Áustria, o título deDuque de Reichstadt. Este título tinha a intenção de apagar sua identidade e assim distanciá-lo de sua vocação ao trono imperial francês. Seu avô o protege e ao mesmo tempo o mantém fora da política. Uma das instruções dadas pelo imperador, era de nunca falar de seu pai diante do neto. No entanto, o pequeno Napoleão, desde muito jovem, desperta o interesse pela leitura e assim, rapidamente se apaixona pela história. Desta forma, ele redescobre a fascinante vida de seu pai nos livros daBiblioteca Imperial de Viena. Ele começa a reaprender o idioma francês e será apoiado durante toda sua vida pela princesaSophie da Baviera, que foi uma fervorosa bonapartista, como a grande maioria dos bávaros. O Duque de Reichstadt decide se tornar um militar, assim como seu pai e desta forma, se alista no exército. Sua mãe, Marie Louise da Áustria, entrega a ele, a espada utilizada por seu pai durante acampanha egípcia(1798  1801). Infelizmente, ele não chegaria a ser um grande líder militar como seu pai, já que, no dia 22 de julho de 1832, Napoleão II morre, vítima de tuberculose, com apenas 21 anos de idade, na mesma sala dopalácio imperial em Schönbrunnque seu pai havia ocupado depois das batalhas deAusterlitzeWagram. Seus restos mortais foram depositados na cripta imperial austríaca daigreja dos Capuchinos em Viena, sendo que mais tarde, sob as ordens de Hitler, durante a ocupação nazista na França em 1940, suas cinzas foram finalmente depositadas noHôtel des Invalides, em Paris.
  • ARTDECO DE VICTOR ARWAS. PUBLICADO PELA ACADEMY EDITIONS DE LONDRES EM 1980. IMPRESSO E ENCADERNADO NO JAPÃO. 316 PÁGINAS, 416 ILUSTRAÇÕES, 200 PLACAS EM CORES. 26CM X 3CM X 31CM. CAPA DURA, ENCADERNAÇÃO EM TECIDO PRETO COM BAIXO RELEVO NO FRONTSPICIO, RICAMENTE DECORADO EM PADRÕES DE ARTDECO. LOMBADA COM TITULO DO LIVRO EM DOURADO, CONTRA CAPA EM XILOGRAVURA PRETO E BRANCO. SOBRE CAPA ILUSTRADA. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: Art Déco foi um grande estilo decorativo da década de 1920. A expressão perfeita da extravagância de Paris durante aquela década. Reconhecido por sua opulência e exclusividade, o Art Déco abraçou todas as áreas das artes decorativas, incluindo móveis, joias, pintura e gráficos, encadernação, vidro e cerâmica, e foi o último estilo decorativo coerente a emergir da Europa durante este século. A Exposition des Arts Décoratifs et Industriels Modernes de 1925, da qual o estilo tirou seu nome, uniu o trabalho dos melhores artistas franceses em uma deslumbrante exibição de luxo. Seus criadores eram principalmente pintores e escultores que empregavam artesãos altamente qualificados para executar seus designs em materiais raros e exóticos, como madeiras figuradas, pedras e metais preciosos, vidro e marfim, favorecendo cores fortes e vibrantes. ART DECO oferece uma ampla visão do esplendor deste mais luxuoso dos estilos decorativos, como visto no trabalho de seus principais expoentes franceses. Suas criações elegantes são reunidas neste volume bonito e profusamente ilustrado, que inclui muito material não publicado anteriormente. O conhecimento íntimo do autor de muitas coleções particulares ao redor do mundo permite que ele compartilhe uma visão privilegiada do melhor artesanato da época. Leitores familiarizados apenas com o Art Déco "kitsch" do período ficarão surpresos com a excelente qualidade dos objetos discutidos e ilustrados neste livro. Há capítulos separados sobre a Exposição de 1925, Móveis, Metalurgia, Prata, Dinanderie, Esmalte e Laca, Joias, Tabletterie, Estatuetas Criselefantinas e Bronzes de Salão, Escultura, Pinturas, Cartazes, Gráficos e Ilustrações de Livros, Encadernação, Vidro e Cerâmica. Também são discutidos temas importantes do Art Déco, incluindo a tradição animalesca e o culto à mulher bela e sofisticada. Além disso, há uma seção especial com biografias de mais de 120 artistas, além de uma bibliografia e um índice, tornando esta uma obra de referência inestimável para o colecionador ou qualquer pessoa interessada em Art Déco e artes decorativas. Victor Arwas é uma das principais autoridades em artes decorativas de 1880 até o presente. Um colecionador de pinturas, esculturas e objetos de arte ao longo da vida, ele regularmente expõe e promove artes finas e aplicadas em sua Editions Graphiques Gallery em Londres. Ele é autor de vários livros sobre o período, incluindo Glass: Art Nouveau to Art Deco, a obra padrão sobre o assunto, bem como várias monografias sobre artistas individuais. Victor Arwas nasceu no Cairo , 29 de junho de 1937. Foi um negociante de arte , colecionador e historiador , especializado nos períodos art nouveau e art déco . Desde 1969 ele dirigiu uma importante galeria de arte na área de Bond Street (Londres). Ele veio de uma família de judeus sefarditas . No início da Primeira Guerra Mundial (1914), seu pai (também chamado Victor Arwas) teve que fugir de Gaza e se refugiou no Egito Britânico, onde enriqueceu no negócio de transporte de petróleo (ele era conhecido como le roi de mazout - o rei do petróleo). Em 1947 a família mudou-se para Paris e mais tarde para o Reino Unido.
  • FRIEDRISH FRANZ III - FREDERICO FRANCISCO III (LUDWIGSLUST, 19 DE MARÇO DE 1851  CANNES, 10 DE ABRIL DE 1897) FOI O PENÚLTIMO GRÃO-DUQUE DE MECLEMBURGO-SCHWERIN. CARTA DIRGIDA A CHARLES I REI DE WURTTEMBERG COMUNICANDO A MORTE DE SEU PAI O REI FREDERICO FRANCISCO II DE MECLEMBURGO-SCHWERIN. O PAPEL É TARJADO EM PRETO EM SINAL DE LUTO.  EXCERTOS DO TEXTO: ILUSTRISSIMO E PODEROSISSIMO REI, AMIGO E PRIMO GENTIL E AMADO. COM RESPEITOSA COMUNICAÇÃO INFORMO QUE APROUVE AO DEUS TODO PODEROSO CHAMAR DA VIDA TERRENA MEU PAI QUERIDO E AMADO, O GRÃO DUQUE FRIEDRIH FRANZ DE  MECLEMBURGO-SCHWERIN NA MANHA DO DIA 15 DE ABRIL AS 10 HORAS. LEMBRANDO OS SENTIMENTOS DE PARTICIPAÇÃO QUE VOSSA MAJESTADE REAL  SEMPRE DEMONSTROU AO FALECIDO, COMO GRÃO DUQUE, OUSO EXPRESSAR NÃO APENAS A ESPERANÇA DE QUE VOSSA MAJESTADE TAMBÉM SE SOLIDARIZARÁ COM A DOR QUE SINTO COM ESTA DIFICIL PERDA, MAS TAMBEM APÓS MINHA ASCENSÃO  AO GOVERNO OCORRIDA EM DECORRENCIA DESTE TRISTE EVENTO, PEÇO COM CONFIANÇA QUE VOSSSA MAJESTADE CONTINUE A CONCEDER A MIM E A CASA GRÃO DUCAL UNIDA A MESMA BENEVOLENCIA QUE SEMPRE DEMONSTROU. PERMITO-ME ACRESCENTAR A GARANTIA DA MINHA MAIS PROFUNDA REVERENCIA E DEVOÇÃO COM A QUAL SEMPRE PERMANECERÁ! DE VOSSA MAJESTADE REAL, PRIMO E IRMÃO SERVO FIEL, FRIEDRICH FRANZ III, SCHWERIN, 25 DE ABRIL DE 1883. AO REI DE WURTTEMBERGNOTA: Frederico Francisco nasceu no Castelo de Ludwigslust em Ludwigslust, no dia 19 de março de 1851. Era filho de Frederico Francisco II de Meclemburgo-Schwerin, e da sua primeira esposa a princesa Augusta de Reuss-Köstritz. Ele sucedeu ao seu pai como grão-duque em 15 de abril de 1883. Desde a mais tenra idade, Frederico Francisco sofreu de asma e de graves dificuldades respiratórias. Ele não podia viver no norte da Europa e foi viver nas margens do mar mediterrâneo onde o clima ameno e adequado à sua saúde. A morte de Frederico Francisco, em 10 de abril de 1897, é envolta em incerteza. Originalmente, comunicaram ter cometido suicídio por atirar-se de uma ponte. No entanto, de acordo com um funcionário, a sua morte ocorreu enquanto estava no seu jardim devido às suas dificuldades respiratórias. Ele foi sucedido pelo seu filho Frederico Francisco IV de Meclemburgo-Schwerin que seria o último grão-duque de Meclemburgo-Schwerin, embora o duque João Alberto de Meclemburgo iria atuar como regente até Frederico Francisco IV atingir a maioridade. A morte através de suicídio teria sido um escândalo, Frederico Francisco barraria o enterro cristão e limitaria as chances de um casamento para os membros da sua dinastia. A sua morte pode ter sido um acidente, mas um suicídio teria sido ocultado pela corte de Meclemburgo. O grão duque era abertamente homossexual e mecenas de Wilhelm von Gloeden, pioneiro na fotografia ao ar livre com o uso do nu masculino. Frederico Francisco casou com Anastásia Mikhailovna da Rússia, em São Petersburgo no dia 24 de janeiro de 1879. Tiveram três filhos: Alexandrina (1879-1952). Casou com Cristiano X da Dinamarca.Frederico Francisco IV (1882-1945)Cecília (1886-1954). Casou com Guilherme, Príncipe Herdeiro da Alemanha
  • MATISSE DE PIÉRRE SCHNEIDER. EDITORA  FLAMMARION 1984. LIVRO RARO, IMPRESSO NA SUIÇA PELA IRL IMPRIMERIES RÉUNIES LAUSANNE S.A. EDIÇÃO Nº 11812. ENCADERNAÇÃO CAPA DURA EM TECIDO AZUL ESCURO COM O NOME DO ARTISTA ( MATISSE ) EM BAIXO RELEVO. LOMBAR SEGUE O BAIXO RELEVO EM BRANCO. SOBRE CAPA ILUSTRADA. 752 PÁGINAS 25CM X 34CM X 5CM. 930 ILUSTRAÇÕES SENDO 220 EM CORES. EX-LIBRES LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA. Nota: Pierre Schneider é um historiador de arte e escritor francês nascido em Antuérpia (Bélgica) em 24 de dezembro de 1925 e morreu em16 de março de 2013 em Paris. Filho de pai polaco e mãe alemã, Pierre Schneider partiu para os Estados Unidos em 1942, onde concluiu os seus estudos em Berkeley e depois na Universidade de Harvard, onde como membro da Society of Fellows (1947-1950), obteve o seu doutoramento em literatura comparada. Regressou a França em 1950, onde iniciou diversas colaborações com revistas como Le Mercure de France, Les Temps Modernes, Critique e L'Express , para as quais escreveu desde a sua fundação em 1953 até 1993. Uma seleção de suas colunas para o L'Express foi publicada em Le Droit à la beauté em 2017. Em 1984 ele escreve Matisse, em Paris, Flammarion. (reimpresso em 1992, atualizado em 2002 e reeditado em 2020 por ocasião da exposição no Centro Pompidou ). Edições em inglês (London, Thames & Hudson Ltd.) e alemão. Henri Émile Benoît Matisse nasceu em Le Cateau Cambrésis, 31 de dezembro de 1869. Foi um artista francês, conhecido por seu uso da cor e sua arte de desenhar, fluida e original. Foi um desenhista, gravurista e escultor, mas é principalmente conhecido como um pintor. Matisse é considerado, juntamente com Picasso e Marcel Duchamp, como um dos três artistas seminais do século XX, responsável por uma evolução significativa na pintura e na escultura.  Embora fosse inicialmente rotulado de fauvista (uso de cores puras, sem misturar com outras), na década de 1920 ele foi cada vez mais aclamado como um defensor da tradição clássica na pintura francesa. Seu domínio da linguagem expressiva da cor e do desenho, exibido em um conjunto de obras ao longo de mais de meio século, valeram-lhe o reconhecimento como uma figura de liderança na arte moderna.
  • PICASSO VIVO 1881-1907 INFANCIA Y PRIMERA JUVENTUD DE UM DEMIURGO POR JOSEP PALAU I FABRE. IMPRESSO NA ESPANHA PELA EDICIONES POLÍGRAFA, S.A. EM 1980. INCLUI APENDICE E CATÁLOGOS DAS OBRAS. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA, TECIDO COR DE MARFIM COM SOBRE CAPA ILUSTRADA. MAIS DE 1.500 OBRAS DE PICASSO REPRODUZIDAS. MAIS DE 350 COLORIDAS E MAIS DE 250 INÉDITAS EM CORES E 123 DOCUMENTOS. 30CM X 32CM 560 PÁGINAS. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: Pablo Picasso (1881-1973) é sem dúvida o artista mais prolífico e influente do recém-encerrado século XX. Os vários passos que críticos e historiadores conseguiram identificar em sua longa carreira foram mais úteis no que diz respeito à classificação de suas obras do que em sua análise e interpretação. Abandonando o uso tradicional do assunto para alcançar variedade e significado, Picasso gradualmente reduziu suas opções a um punhado de motivos padronizados, mas usou uma vasta gama de estilos diferentes como o principal meio de comunicar ideias e sentimentos. Em suma, estilo é significado na arte de Picasso; sua natureza notoriamente mercurial encontrou expressão na variedade estilística e na experimentação. No curso de seu longo ensaio, Josep Palau i Fabre aponta as chaves para entender um período (1881-1907) e um artista que estava totalmente ciente da complexidade de seu tempo e da atemporalidade da verdadeira arte: ''Repetidamente, sou solicitado a explicar como minha pintura evoluiu. Para mim, não há passado ou futuro na arte. Se uma obra de arte não pode viver sempre no presente, ela não deve ser considerada de forma alguma. A arte dos gregos, dos egípcios, dos grandes pintores que viveram em outras épocas, não é uma arte do passado, talvez esteja mais viva hoje do que nunca.'' Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, 25 de outubro de 1881. Foi um pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo espanhol que passou a maior parte da sua vida na França. É conhecido como o co-fundador do cubismo ao lado de Georges Braque. Dentre as suas obras mais famosas estão os quadros cubistas As Meninas DAvignon (1907) e Guernica (1937), uma pintura do bombardeio alemão de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola. Picasso, Henri Matisse e Marcel Duchamp são considerados os três artistas que mais realizaram desenvolvimentos revolucionários nas artes plásticas nas décadas iniciais do século XX, responsável por importantes avanços na pintura, na escultura, na gravura e nas cerâmicas. O pintor de Málaga demonstrava talento artístico desde jovem, pintando de forma realista por toda a sua infância e adolescência. Durante a primeira década do século XX, o seu estilo mudou graças aos seus experimentos com diferentes teorias, técnicas e ideias. Sua obra geralmente é classificada em períodos. Enquanto os nomes de muitos dos seus períodos finais são controversos, os períodos mais aceitos da sua obra são o período azul (1901-1904), o período rosa (1904-1906), o período africano (1907-1909), o cubismo analítico (1909-1912) e o cubismo sintético (1912-1919). Excepcionalmente prolífico durante a sua longa vida, Picasso conquistou renome universal e imensa fortuna graças às suas conquistas artísticas revolucionárias, tornando-se uma das mais conhecidas figuras da arte do mesmo século.
  • IMPERATRIZ DONA AMÉLIA DE LEUCHTENBERG  SEGUNDA IMPERATRIZ DO BRASIL, RAINHA DE PORTUGAL COMO ESPOSA DE DOM PEDRO I (IV DE PORTUGAL)  E DUQUESA DE BRAGANÇA. FOI DONA AMÉLIA A INSPIRAR A CRIAÇÃO DA ORDEM DA ROSA A MAIS CONHECIDA COMENDA IMPERIAL BRASILEIRA .CARTA DIRIGIDA A DONA AMÉLIA ESCRITA EM BROMBACH BADEN 20 DE MARÇO DE 1860. EXCERTOS DO TEXTO:  NÓS EXPRESSAMOS NOSSAS SINCERAS DESCULPAS A SUA ALTEZA DUQUESA DE BRAGANÇA PELO ATRASO DA ENCOMENDA. ENVIAMOS UMA CARTA COM 13 FOLHAS RELACIONANDO AS OBRAS AINDA RETIDAS.LAMENTAMOS MUITO QUE NÃO TENHAM SIDO ENVIADOS. O PACOTE COM LENÇOS FOI ENVIADO. O RESTANTE SERÁ ENIVADO EM BREVE. NOTA: Amélia de Leuchtenberg (nome de batismo francês: Amélie Auguste Eugénie Napoléone de Beauharnais; Milão, 31 de julho de 1812  Lisboa, 26 de janeiro de 1873), foi uma princesa franco-bávara da Casa de Beauharnais, segunda esposa do Imperador Pedro I e Imperatriz Consorte do Brasil de 1829 até 1831. Era filha do príncipe Eugênio, Duque de Leuchtenberg, e de sua esposa, a princesa Augusta da Baviera. Amélia foi a quarta dos sete filhos do general Eugênio de Beauharnais e de sua esposa, a princesa Augusta da Baviera. Seu pai era filho da famosa imperatriz Josefina e de seu primeiro marido, o visconde Alexandre de Beauharnais. Viúva, Josefina casou-se em segundas núpcias com Napoleão Bonaparte, e Eugênio foi adotado oficialmente pelo imperador francês como filho e feito vice-rei da Itália durante as tratativas de seu casamento com Augusta. A mãe de Amélia era filha do rei Maximiliano I José da Baviera e de sua primeira consorte, a princesa Augusta Guilhermina de Hesse-Darmstadt.2 Entre os irmãos de Amélia estavam Josefina de Leuchtenberg, rainha consorte de Óscar I da Suécia, e Augusto de Beauharnais, príncipe consorte de Maria II de Portugal (enteada de Amélia). Napoleão III foi seu primo-irmão.Depois da queda de Napoleão em 1814, Eugênio, tendo assumido o título de duque de Leuchtenberg, fixou residência em Munique, mas após sua morte a família ficou em situação incerta, sem grandes perspectivas para o futuro. Embora fossem nobres, seu parentesco com Napoleão não facilitava seu trânsito entre as cortes e o reconhecimento de sua nobreza. O surgimento da possibilidade de casar Amélia com o Imperador do Brasil pareceu à mãe, Augusta, a melhor alternativa para garantir as pretensões da Casa de Leuchtenberg a um status régioApós a morte da primeira esposa, a arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina, em dezembro de 1826, Pedro I do Brasil incumbiu o Marquês de Barbacena de lhe buscar na Europa uma segunda esposa. Sua tarefa não foi fácil, e vários fatores complicaram a busca. Em primeiro lugar, Pedro havia estipulado quatro condições para aceitar uma nova consorte: ela deveria ser de bom nascimento, bela, virtuosa e culta. Não eram muitas as princesas disponíveis que satisfaziam todos os requisitos. Além disso, a imagem do Imperador na Europa não era boa, seu envolvimento com a Marquesa de Santos era notório e dificilmente alguma candidata deixaria as cortes europeias para casar-se com quem tinha fama de infiel, assumindo além disso cinco enteados. Para piorar a situação, o antigo sogro de Pedro, o imperador austríaco Francisco I, não tinha o ex-genro em bom conceito e divergia de suas ideias políticas, e aparentemente agiu para boicotar um novo casamento a fim de garantir que seus netos herdassem o trono brasileiro, se sobrevivessem à infância. Após enfrentar a recusa de oito princesas, o que tornara o embaixador objeto do escárnio nas cortes, Barbacena, em concordância com o imperador, baixou as expectativas e passou a buscar uma noiva apenas "bela e virtuosa". Surgiu enfim Amélia como uma boa possibilidade, mas seu encontro não se deveu a Barbacena, e sim ao Visconde de Pedra Branca, ministro em Paris, a quem ela havia sido indicada. Não tinha uma linhagem particularmente distinguida por parte de mãe, e seu pai, enteado de Napoleão Bonaparte, em muitos lugares não tinha sua nobreza reconhecida justamente pelo ódio que o ex-imperador francês suscitara em boa parte da Europa. Entretanto, era seu único "defeito". A princesa era muito bela, alta, bem proporcionada, com um rosto delicado e cabelos alourados. O Marquês de Resende, enviado para confirmar a formosura da jovem, escreveu ao Imperador cobrindo-a de elogios e dizendo que ela tinha "um ar de corpo como o que o pintor Correggio deu nos seus quadros à Rainha de Sabá".Era, também, muito culta e sensível. Uma notícia do London Times na época afirmou que ela era uma das princesas mais bem educadas e preparadas da Alemanha. O casamento foi rapidamente arranjado. A convenção matrimonial foi assinada na Inglaterra em 30 de maio de 1829, ratificada em 30 de junho, em Munique, pela mãe e tutora da noiva, a Duquesa de Leuchtenberg. Em 30 de julho daquele ano, foi confirmado, no Brasil, o tratado do casamento de Sua Majestade com Amélia. Ao confirmar-se o casamento, Pedro rompeu definitivamente sua ligação com a Marquesa de Santos. A cerimônia do casamento, realizada por procuração em Munique, na capela do Palácio de Leuchtenberg, a 2 de agosto daquele ano, foi singela, contando com poucos convidados,3 já que Amélia insistiu em doar a um orfanato de Munique a substancial dotação enviada por Pedro para uma celebração faustosa. O noivo foi representado pelo Marquês de Barbacena. Amélia tinha apenas dezessete anos, e seu marido, trinta. A mãe da noiva previu as dificuldades pelas quais sua filha passaria, e providenciou que ela fosse preparada. Além de um bom dote e enxoval, aconselhou-a, recomendando que demonstrasse seus sentimentos e deixasse de lado a timidez para não desestimular o marido, que fosse amorosa com os enteados, e sobretudo que se mantivesse fiel, como imperatriz, aos interesses brasileiros. Além disso, incumbiu o cientista Carl Friedrich von Martius de, durante sua viagem, instruí-la sobre a nação que governaria, e a Condessa de Itapagipe, de introduzi-la no conhecimento da personalidade do seu esposo, da língua portuguesa e dos costumes da corte brasileiraAmélia de Leuchtenberg chegou ao Rio de Janeiro em 16 de outubro de 1829, na fragata Imperatriz, vinda de Oostende, na Bélgica, bem antes da data prevista. Consta, que ao saber que o navio se aproximava, D. Pedro embarcou em um rebocador para encontrá-lo fora da barra, e ao ver que a beleza da esposa correspondia às suas altas expectativas, desfaleceu de emoção. Acompanhavam-na a bordo o Marquês de Barbacena e a pequena Maria da Glória, a futura Maria II de Portugal, em favor de quem o pai renunciara aos seus direitos ao trono português em 1828. Barbacena, que na mesma viagem havia recebido a missão de levar Maria para os cuidados de seu avô, o imperador Francisco I, no meio do trajeto soube da usurpação do trono português por Miguel, irmão de Pedro, e decidiu em vez levá-la para a Inglaterra, que considerou um lugar mais seguro. Após concluir as tratativas do enlace imperial, buscou-a novamente, embarcando-a de volta para o Brasil junto com a comitiva de Amélia, onde se encontrava também o irmão da noiva, Augusto de Beauharnais, 2. Duque de Leuchtenberg.4 Pouco depois do primeiro encontro do casal, os filhos do primeiro casamento de Pedro conheceram sua madrasta ainda no navio que a trouxera, para almoçarem todos juntos. o dia seguinte, ao meio-dia, sob uma forte chuva, Amélia desembarcou, sendo recebida com uma solene procissão. Em seguida dirigiu-se, com seu esposo, à Capela Imperial para receberem as bênçãos nupciais. A beleza da imperatriz deslumbrou a todos, realçada por um longo vestido branco e um manto bordado em prata, segundo a moda francesa. Depois da cerimônia houve uma celebração pública com fogos de artifício, e a corte foi servida com um grande banquete de Estado. Neste mesmo dia, Pedro instituiu, como prova de boas intenções, a Ordem da Rosa, cujo lema é "Amor e Fidelidade".Em janeiro de 1830, ocorreu a apresentação formal da nova imperatriz à corte, com um baile em que todas as damas se vestiram com a cor rosa, sua preferida. Somente no dia seguinte ao baile o casal iniciou sua lua-de-mel, passando seis semanas na fazenda do padre Correa, na Serra Fluminense, local onde futuramente se ergueria a cidade de Petrópolis. Em seu retorno, encontraram o clima na corte pesado, por conta de problemas causados pelo notório Chalaça, amigo íntimo do imperador. Barbacena aproveitou para livrar-se do antigo desafeto, recomendando que ele partisse para a Europa, no que contou com o apoio irrestrito da nova imperatriz, ansiosa para apagar tudo que pudesse lembrar o passado aventuresco de seu esposo. Ela já havia mostrado atitudes firmes anteriormente, recusando-se desde o início a receber na corte a Duquesa de Goiás, filha de Pedro com a Marquesa de Santos, e exigindo que ela fosse mandada para um colégio na Suíça. Ao instalar-se no Palácio de São Cristóvão, percebendo a falta de protocolo que reinava, Amélia impôs à corte como língua oficial o francês e o cerimonial de uma corte europeia. Procurou atualizar a moda e a culinária, redecorou o palácio e renovou os serviços de mesa e pratarias, tentando refinar os costumes. Em parte teve sucesso, e a elegância da imperatriz, sempre impecavelmente vestida, se tornou famosa no estrangeiro. Seu relacionamento com seus enteados foi, segundo relatos, muito positivo. Tendo cativado imediatamente o afeto do marido, sua bela aparência, seu bom senso e sua gentileza no trato conseguiram o mesmo das crianças. Dedicou-se a assegurar que recebessem uma boa educação e tivessem um bom ambiente familiar. Um viajante francês registrou pouco após o casamento: "Parece que a imperatriz continua a exercer sua influência sobre as crianças de Pedro. Os felizes resultados já são aparentes, já fez consideráveis reformas no palácio, e a ordem começa a reinar; a educação das princesas é supervisionada e dirigida pela imperatriz pessoalmente", o mesmo cuidado recebendo o herdeiro do trono, o pequeno Pedro de Alcântara. Prova-o o fato de que ele em breve passou a chamá-la de "mamãe".Amélia sempre manifestou-lhe carinho, e até sua morte manteve correspondência com ele, tentando instruí-lo e apoiá-lo. Sobrevivem cerca de seiscentas cartas que trocaram. Pedro II retribuiria a gentileza solicitando sua ajuda para casar suas próprias filhas e visitando-a em Lisboa em 1871. Também foi importante sua presença para resgatar a popularidade de seu marido e animá-lo em um momento difícil do novo império, mas o entusiasmo gerado pelo casamento entre a população durou pouco. José Bonifácio aconselhou-a no sentido de que fizesse o marido se reconciliar com o povo, mas nada adiantou. A precariedade da situação econômica e a turbulência política precipitaram uma crise incontornável, e em 7 de abril de 1831 Pedro abdicou, deixando o trono para seu filho Pedro de Alcântara. Amélia seguiu com Pedro, agora com o título de duque de Bragança, de navio para a Europa. Encontrava-se grávida de três meses e sofreu muito com enjoos. O primeiro porto a ser alcançado foi do Faial, no arquipélago dos Açores. Após se reabastecer, o navio seguiu viagem rumo a Cherburgo, na França, chegando ali em 10 de junho de 1831. Foram recebidos com honras de monarcas reinantes, com uma salva de 21 tiros de canhão e um destacamento de cinco mil soldados da Guarda Nacional. A Prefeitura da cidade ofereceu-lhes um palácio para que se acomodassem, mas em 20 de junho Pedro seguiu para Londres, deixando para trás Amélia, à qual se reuniu Maria da Glória em 23 do mesmo mês. Em seguida, Amélia estabeleceu residência em Paris, com Maria da Glória e Isabel Maria, Duquesa de Goiás, que acabaria adotando por filha.  No dia 30 de novembro de 1831 a imperatriz deu à luz a princesa Maria Amélia de Bragança, sua única filha. O pai expressou sua felicidade em carta ao pequeno Pedro II, nos seguintes termos: "A Divina Providência quis diminuir a tristeza que sente meu coração paterno pela separação de V.M.I. Vossa Majestade Imperial dando-me mais uma filha e, à V.M.I., mais uma irmã e súdita".Enquanto isso, Pedro I empreendia uma encarniçada luta contra o seu irmão, Miguel I, pelo trono português, em nome de sua filha, Maria da Glória. Com a notícia da vitória do Duque de Bragança em Lisboa, Amélia partiu com sua filha e sua enteada para Portugal, chegando à capital em 22 de setembro de 1833.  Com Miguel derrotado e exilado de Portugal, Pedro e sua família estabeleceram-se inicialmente no Palácio do Ramalhão e, mais tarde, no Palácio Real de QueluzOs prolongados combates na cidade do Porto e a luta de trincheira, minaram a saúde de d. Pedro que contraiu tuberculose e faleceu em 24 de setembro de 1834. Amélia respeitou as disposições testamentárias do finado, que desejava ter sua filha ilegítima com a Marquesa de Santos, Maria Isabel, bem-educada na Europa, como estava sendo sua outra filha, Isabel Maria, Duquesa de Goiás, mas apesar do convite feito para que lhe enviasse a menina, a marquesa declinou. Pedro também estipulara dotes para outros de seus filhos adulterinos, que foram concedidos às expensas da herança de Amélia e de sua própria filha, expressando seu respeito pelo amor que Pedro dedicara a toda a sua prole, legítima ou não. Amélia não voltou a se casar; mudou-se para o Palácio das Janelas Verdes e dedicou-se a obras de caridade e à educação da filha, que demonstrou possuir grande inteligência e pendor para a música,  ocasionalmente visitando a Baviera com sua menina. Apesar de estabelecidas em território luso, elas não eram consideradas parte da família real portuguesa. Amélia solicitou então ao governo brasileiro o reconhecimento dela e de sua filha como membros da família imperial brasileira, com direito a uma pensão, mas Pedro II ainda era menor de idade e o Brasil era governado por uma Regência, que temia uma possível influência da imperatriz-viúva nos negócios de Estado e, mesmo, sua adesão a facções políticas que pudessem vir a prejudicar o governo. Assim, recusou-se o reconhecimento de Maria Amélia como uma princesa brasileira e proibiu-se a ela e sua mãe de colocarem os pés no país. Entretanto, com a maioridade de Pedro II, que mantinha boas relações com elas, a situação mudou, e em 5 de julho de 1841 mãe e filha foram reconhecidas como membros da família imperial brasileira.Por infelicidade, logo após noivar com o arquiduque Maximiliano da Áustria no início de 1852, a princesa Maria Amélia passou a mostrar os sintomas da tuberculose. A doença fez com que ela e sua mãe mudassem para o Funchal, na Ilha da Madeira, em busca de ares mais salubres, lá chegando em 31 de agosto. Todavia, a princesa não resistiu e faleceu, aos vinte e dois anos de idade, em 4 de fevereiro de 1853. Sua morte repercutiu profundamente sobre a mãe, que visitou o túmulo da filha todos os anos no dia 4 de fevereiro até ela mesma falecer, financiou a construção de um hospital no Funchal chamado "Princesa Dona Maria Amélia", ainda existente, e legou suas propriedades na Baviera ao arquiduque Maximiliano, "a quem ela ficaria feliz em ter como genro, se Deus tivesse conservado sua amada filha Maria Amélia".Após a morte da filha, Amélia voltou a residir em Lisboa, onde morreu em 26 de janeiro de 1873, aos sessenta anos. De acordo com o estabelecido em seu testamento, sua irmã, a Rainha da Suécia, foi sua principal herdeira, mas legou para o Brasil muitos documentos pertencentes a Pedro, hoje preservados no Arquivo Histórico do Museu Imperial de Petrópolis.D. Amélia faleceu às 5h da manhã de 26 de Janeiro de 1873, sem agonia, embora tenha passado muito mal a madrugada inteira. Sofreu colapso cardíaco seguido de óbito. Foram constatados edemas, lesões pulmonares e angina pectoris (dor no peito que apresentava desde 1834, época da morte do imperador). O quadro era muito grave. Há registros anteriores de febre, bronquite e sufocação, quando chegou a pedir os sacramentos, mas melhorou ao saber das visitas que sua irmã, a rainha Joséphine da Suécia, e D. Pedro II fariam a ela. Conforme notícia publicada em 29 de janeiro de 1873:"o cadáver de sua Magestade a Imperatriz do Brazil foi embalsamado pelos Drs. Barral, Manuel Carlos Teixeira, assistindo a este acto os testamenteiros e a Sr.ª Condessa de Rio Maior, D.Isabel. Antes do cadáver ser encerrado no caixão de chumbo, fizeram ver Sua Magestade os Srs. Marquezes de Resende, Viscondes de Almeida e de Aljezur, as damas e todos os criados de sua casa".O corpo foi sepultado na Igreja São Vicente de Fora, no Panteão dos Bragança. O ataúde foi forrado por fora de veludo preto, guarnecido de galão de ouro fino, com uma cruz de tela de seda branca, bordada a ouro, com duas fechaduras e chaves de ferro e metal dourado. Neste ataúde havia dois caixões, sendo que um era de chumbo, soldado a um outro de madeira. Dentro do de madeira havia outro de cedro, fechado com parafusos. "Ela estava vestida com um vestido de seda preto lizo, sem enfeites, com punhos e colarinhos de renda branca. Na cabeça uma touca de cambreia branca bordada, e sobre esta um véo de renda de seda preta, crucifixo nas mãos, meias brancas e sapatos pretos sem enfeites".Seus restos mortais foram trasladados para o Brasil em 1982 e jazem na Cripta Imperial do Monumento à Independência do Brasil, em São PauloEm 2012 os restos mortais da imperatriz, bem como de Pedro I e de sua primeira esposa, Leopoldina, foram exumados pela primeira vez por uma equipe de cientistas liderada pela historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, junto com especialistas da Faculdade de Medicina da USP. O processo foi cercado de sigilo, e apenas em 2013 veio a público. Descobriu-se que o corpo de Amélia estava mumificado, com vários órgãos preservados. Os exames realizados revelaram que ela sofria de grave escoliose, uma deformação na coluna espinhal, e osteoporose, um enfraquecimento dos ossos. Media entre 1,60 m e 1,66 m de altura e havia perdido vários dentes. O vestido que usava era preto, já que desde a morte de seu esposo, Pedro, ela guardara luto. As causas da mumificação ainda não foram bem esclarecidas, mas descobriu-se que seu corpo sofreu um processo de conservação após a morte, com a inoculação de substâncias aromáticas como cânfora e mirra. Também deve ter contribuído o lacramento hermético do caixão, impedindo a invasão de microrganismos que decompõem a matéria orgânica. Após os estudos, o corpo recebeu um novo tratamento para sua conservação, semelhante ao usado na época de seu falecimento.
  • CARLOS I  O ESCANDALOSO REI DE WÜRTTEMBERG  DOCUMENTO ASSINADO PRO CARLOS I REI DE WÜRTTEMBERG  EM SEU PRIMIERO ANO DE REINADO (O PAPEL É AINDA TARJADO EM NEGRO PELA MORTE DO REI ANTERIOR, SEU PAI)  DANDO CIENCIA DE QUE RECEBEU E APROVOU A ADMINISTRAÇÃO DO ORÇAMENTO DO REINO NO EXERCICIO 1863/1864. EXCERTOS DO TEXTO: O REI EU RECONHEÇÕ QUE ATRAVÉS DE MEU RELATÓRIO DE CONTAS DE 5 DESTE MÊS COM ANEXO SOBRE A ADMINISTRAÇÃO DO ORÇAMENTO DO ANO DE 1863/64, EU VI, COM O RESULTO FAVORAVEL DEVO EXPRESSAR MINHA SATISFAÇÃO AQUI. CASTELO DE FRIEDRICHSHAFEN, 12 DE SETEMBRO DE 1864. ASSINA CARLOS REI DE WURTTEMBERG.NOTA: Carlos I (Carlos Frederico Alexandre; em alemão: Karl Friedrich Alexander, König von Württemberg) (Estugarda, 6 de março de 1823  Estugarda, 6 de outubro de 1891) foi o Rei de Württemberg de 1864 até sua morte. Era filho do rei Guilherme I e sua terceira esposa Paulina Teresa de Württemberg. A 13 de julho de 1846, Carlos casou-se com a grã-duquesa Olga Nikolaevna da Rússia, filha do czar Nicolau I e da princesa Carlota da Prússia. Carlota era filha do rei Frederico Guilherme III da Prússia e da duquesa Luísa de Mecklemburgo-Strelitz e adoptou o nome de Alexandra Feodorovna quando se converteu à Igreja Ortodoxa. Carlos subiu ao trono de Württemberg após a morte do seu pai em 1864. O casal não teve filhos, talvez devido ao facto de Carlos ser homossexual. Carlos foi protagonista de vários escândalos devido à proximidade que tinha com vários homens. O mais conhecido era o americano Charles Woodcock, um antigo camareiro a quem Carlos concedeu o título de barão Savage em 1888.23 Carlos e Charles tornaram-se inseparáveis, chegando mesmo a aparecer em público vestidos de forma idêntica. O escândalo que daí resultou forçou Carlos a desistir do seu favorito. Woodcock regressou à América e Carlos encontrou consolo alguns anos mais tarde junto do director técnico do teatro real, Wilhelm George. Em 1870, Olga e Carlos adotaram a sobrinha de Olga, a grã-duquesa Vera Constantinovna, filha do seu irmão, o grão-duque Constantino. Com a liderança de Carlos, Württemberg foi integrado no Império Alemão em 1871. Carlos morreu sem filhos em Estugarda a 6 de Outubro de 1891 e foi sucedido como rei de Württemberg pelo seu sobrinho agnático, o rei Guilherme II de Württemberg, filho da sua irmã Catarina. O corpo de Carlos encontra-se enterrado junto ao da sua esposa no Velho Castelo em Sttutgart.
  • ALBERT REI DE SAXE   CARTA AO IMPERADOR DAO IMPERIO ÁUSTRO HÚNGARO  FRANCISCO JOSÉ I (1830-1916)  CASADO COM A IMPERATRIZ SISSI. CARTA DO REI ALBERT DE SAXE COMUNICANDO AO IMPERADOR FRANZ JOSEPH I O NASCIMENTO DE SUA SOBRINHA, FILHA DA GRANDUQUESA DA ÁUSTRIA LUISA DE ÁUSTRIA-TOSCANA COM O FUTURO REI DA SAXONIA FREDERICO AUGUSTO III (1865-1932).  LINDO DOCUMENTO! EXCERTOS DO TEXTO: ALTISSIMO PODEROSISSIMO PRINCIPE, AMADO E QUERIDO IRMÃO E PRIMO. SUA MAJESTADE IMPERIAL, TENHO A HONRA DE COMUNICAR A EXTREMAMENTE FELIZ NOTICIA DE QUE MINHA MUITO AMADA SOBRINHA, SUA ALTEZA  IMPERIAL E REAL A PRINCESA LUISA, ESPOSA DE MEU MUITO AMADO SOBRINHO O PRINCIPE FREDERICO AUGUSTO, DUQUE DA SAXÔNIA, SUA ALTEZA REAL, NO DIA 24 DESTE MÊS DEU A LUZ UMA PRINCESA, QUE NO SANTO BATISMO RECEBEU OS NOMES MARGARIDA CAROLA GUILHERMINA VITORIA ADELAIDE ALBERTINA PETRUSA BERTRAMA PAULA. COM OS SENTIMENTOS DE AMIZADE SEMPRE DEMONSTRADOS POR VOSSA MAJESTADE PARA COMIGO E MINHA CASA, OUSO EXPRESSAR A AGRADAVEL ESPERANÇA DE QUE VOSSA MAJESTADE TAMBÉM PARTICIPARÁ DESTE EVENTO TÃO FELIZ  PARA MIM. RECOMENDANDO A RECEM-NASCIDA PRINCESA A CONSTANTE BENEVOLENCIA DE VOSSA MAJESTADE PERMANEÇO COM A MAIS ALTA CONSIDERAÇÃO.  ALBERTO DUQUE DA SAXONIA.  APROVEITO TAMBÉM ESTA OPORTUNIDADE PARA RENOVAR A GRANTIA DO VERDADEIRO RESPEITO E AMIZADE, COMO OS QUAIS SEMPRE PERMANEÇO DRESDEN, 25 DE JANIERO DE 1900. SUA MAJETADE IMPERIAL E REAL.  ASSINA O REINOTA: Alberto (23 de abril de 1828 - 19 de junho de 1902) foi rei da Saxônia de 29 de outubro de 1873 até sua morte em 1902.Ele era o filho mais velho do príncipe João (que sucedeu seu irmão Frederico Augusto II no trono saxão como rei João em 1854) com sua esposa Amália Augusta da Baviera .Alberto teve uma carreira militar de sucesso, liderando tropas saxônicas que participaram da Primeira Guerra Schleswig , da Guerra Austro-Prussiana e da Guerra Franco-Prussiana .A educação de Alberto, como de costume com príncipes alemães, concentrou-se em grande parte em assuntos militares , mas ele frequentou palestras na Universidade de Bonn . Sua primeira experiência de guerra veio em 1849, quando serviu como capitão na Primeira Guerra de Schleswig contra a Dinamarca .Quando a Guerra Austro-Prussiana estourou em 1866, Albert, então príncipe herdeiro (alemão: Kronprinz ), assumiu o comando das forças saxônicas que se opunham ao exército prussiano do príncipe Friedrich Karl da Prússia . Nenhuma tentativa foi feita para defender a Saxônia, e os saxões recuaram para a Boêmia e efetuaram uma junção com os austríacos . Eles tiveram um papel proeminente nas batalhas pelas quais os prussianos forçaram a linha do Jizera e na Batalha de Jiín . O príncipe herdeiro, no entanto, conseguiu efetuar a retirada em boa ordem, e na decisiva Batalha de Königgrätz (3 de julho de 1866), ele manteve a extrema esquerda da posição austríaca. Os saxões mantiveram seu posto com grande tenacidade, mas se envolveram na derrota desastrosa de seus aliados.Durante as operações, o príncipe herdeiro ganhou a reputação de um soldado completo. Depois que a paz foi feita e a Saxônia entrou na Confederação da Alemanha do Norte , ele ganhou o comando do exército saxão, que agora se tornou o XII corpo de exército do exército da Alemanha do Norte, e nessa posição, ele realizou a reorganização necessária. Ele provou ser um firme adepto da aliança prussiana. Com a eclosão da Guerra Franco-Prussiana em 1870, ele novamente comandou os saxões, que foram incluídos no 2º exército sob o príncipe Friedrich Karl da Prússia, seu antigo oponente. Na Batalha de Gravelotte , eles formaram a extrema esquerda do exército alemão e, com a Guarda Prussiana, realizaram o ataque a St Privat , a ação final e decisiva na batalha.Na reorganização do exército que acompanhou a marcha em direção a Paris, o príncipe herdeiro ganhou um comando separado sobre o 4º exército (Exército do Meuse) consistindo dos saxões, o corpo da Guarda Prussiana e o IV ( Saxônia Prussiana ) corpo. Ele foi sucedido no comando do XII corpo por seu irmão, o príncipe George , que serviu sob seu comando na Boêmia.Albert assumiu um papel de liderança nas operações que precederam a batalha de Sedan , o 4º exército sendo o pivô em torno do qual todo o exército girou em busca de MacMahon ; e as ações de Buzancy e Beaumont em 29 e 30 de agosto de 1870 foram travadas sob sua direção. Na própria Batalha de Sedan (1º de setembro de 1870), com as tropas sob suas ordens, Albert realizou o envolvimento dos franceses no leste e no norte.A conduta de Albert nos combates lhe rendeu a confiança completa do exército e, durante o Cerco de Paris , suas tropas formaram a seção nordeste da força de investimento. Durante o cerco, ele bloqueou as tentativas francesas de romper o cerco em Le Bourget e Villiers . Após a conclusão do Tratado de Frankfurt (1871) , ele foi deixado no comando do exército alemão de ocupação, uma posição que ocupou até a queda da Comuna de Paris . Na conclusão da paz, ele foi nomeado inspetor-geral do exército e marechal de campo .Com a morte de seu pai, o Rei João, em 29 de outubro de 1873, o Príncipe Herdeiro sucedeu ao trono como Rei Alberto. Seu reinado provou ser tranquilo, e ele teve pouca participação pública na política, dedicando-se a assuntos militares, nos quais seus conselhos e experiência foram do maior valor, não apenas para o corpo saxão, mas também para o exército alemão em geral. Durante seu reinado, a monarquia saxônica tornou-se constitucional.Na década de 1870, Albert iniciou a construção de um subúrbio de Dresden, o Albertstadt . Era então a maior guarnição da Alemanha. Perto do antigo subúrbio, outros edifícios e lugares ainda levam seu nome: o Albertbrücke , o Alberthafen , o Albertplatz e o Albertinum .Em 1879, ele iniciou a reconstrução da Escola Saint Afra em Meissen . Em 1897, ele foi nomeado árbitro entre os requerentes do Principado de Lippe .Em Dresden , em 18 de junho de 1853, Alberto se casou com a princesa Carola , filha de Gustavo, príncipe de Vasa e neta de Gustavo IV Adolfo , o segundo ao último rei da Suécia da Casa de Holstein-Gottorp . O casamento não teve filhos, embora Carola tenha sofrido abortos espontâneos muitas vezes. Alberto morreu em seu Palácio Sibyllenort em 19 de junho de 1902 e foi sucedido por seu irmão, que se tornou o Rei George . Ele foi enterrado em Dresden em 23 de junho, entre os enlutados presentes estavam o Imperador Alemão Wilhelm II e o Imperador Austríaco Franz Joseph I

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