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  • SABRE PII MODELO 1852  USADA PELA INFANTARIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO NA GUERRA DO PARAGUAI. ESPADA DE INFANTARIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO PERTENCENTE AO PERÍODO DA GUERRA DO PARAGUAI COM BAINHA E GUARDA EM ALPACA COM MONOGRAMA PEDRO II NA GUARDA CABO SOB COROA IMPERIAL GUARNECIDO  POR RAMOS DE FUMO E DE CAFÉ..BRASIL, SEC. XIX. 94 CM DE COMPRIMENTO.
  • BENEDIKT FÜRSTENFELDER (1680-1754), RELOJOEIRO DE FRIEDBERG, AUGSBURG, SACRO IMPERIO ROMANO.  POR VOLTA DE 1736-1737  RARISSIMO RELOGIO COM FEITIO DITO CEBOLA COM CAIXA EM PRATA REVESTIDA DE VERMEIL. DOTADO DE SONERIA. MECANISMO VERGE FUSEE.  TAMPA DA CAIXA EXTERNA DECORADA COM CENA MITOLOGICA. ASSINATURA DE BENEDIKT FÜRSTENFELDER. FUNCIONANDO ACOMPANHA CHAVE DE CORDA. FRIEDBERG, SEC. XVIII   6 CM DE DIAMETRONOTA: O século XVIII foi o auge do comércio de relojoaria em Friedberg. Um total de mais de 150 mestres relojoeiros pode ser rastreado durante este período: Por volta de 1740, a cidade tinha 1.800 habitantes, dos quais pelo menos 40 eram mestres relojoeiros. Na década de 1790, havia até cerca de 70 relojoeiros vivendo em Friedberg. Em comparação, Augsburg, que tinha cerca de 30.000 habitantes na época, tinha cerca de 30 relojoeiros em 1781. O status dos relojoeiros também se reflete no fato de que alguns deles ocupavam altos cargos, de magistrado a prefeito. Entre os relojoeiros mais conhecidos do século XVIII estavam Sebastian Baumann (1729-1805), Benedict Fürstenfelder (1680-1754), Philipp Happacher (ca. 1711-1792), Johann Heckl (1673-1743) e Joseph Spiegel (1706-1760). Além dos mestres artesãos, jornaleiros, aprendizes e, acima de tudo, subcontratados viviam na cidade. Com o tempo, os ofícios de Friedberg se especializaram nessa direção: havia ourives, fabricantes de caixas, gravadores, fabricantes de chaves, fabricantes de molas, fabricantes de serras de tamancos e correntes de relógios. A participação feminina no ofício (esposas, viúvas ou filhas) era considerável. Algumas esposas de relojoeiros possuíam a destreza para serrar os frágeis galos e pontes. No século XVIII, também pode ser observada uma especialização dos relojoeiros de Friedberg em relógios de bolso e de carruagem. Friedberg se tornou um centro de produção de preciosos relógios de carruagem, ou seja, magníficos relógios de viagem que parecem relógios de bolso muito ampliados. Os relógios de carruagem tinham que ser robustos, tinham que cumprir funções importantes para o viajante e, ao mesmo tempo, tornar visível sua posição elevada; eles eram um objeto transportável de prestígio. Até meados do século XVIII, os relógios de bolso de Friedberg eram baseados nos cobiçados relógios de Londres. Pode-se presumir que também houve uma troca com Londres - possivelmente por meio de ourives ou relojoeiros emigrantes. ou relojoeiros. Talvez os relojoeiros de Londres também tenham encontrado uma boa fonte de suprimento em Friedberg para atender à forte demanda em casa. A partir da segunda metade do século XVIII, os relojoeiros de Friedberg adotaram as características de estilo externo da construção francesa (por exemplo, pontes de fuso em vez de galos). (
  • SOBRADOS E MUCAMBOS DE GILBERTO FREYRE 3 VOLUMES. 1951 PELA LIVRARIA JOSÉ OLYMPIO EDITORA ILUSTRAÇÃO DE L. CARDOSO AYRES, M. BANDEIRA, CARLOS LEÃO E DO AUTOR. COLEÇÃO DOCUMENTOS BRASILEIROS, DIRIGIDO POR OCTAVIO TARQUINIO DE SOUSA. INTRODUÇÃO À HISTORIA DA SOCIEDADE PATRIARCAL NO BRASIL II. DECADENCIA DO PATRIARCADO RURAL E DESENVOLVIMENTO URBANO. 200 EXEMPLARES EM PAPEL PLUMA NUMERADOS DE 1 A 200. TODOS ASSINADOS PELO AUTOR NO VOLUME 1 DE CADA EXEMPLAR. ESTE EXEMPLAR É O Nº29 ( 66; 66-A; 66-B) . CONTÉM INDICE GERAL DOS 3 VOLUMES E ILUSTRAÇÕES. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM MARROM COM FLORAIS E TEXTO EM DOURADO. CONTRA CAPA MARMOREADO EM VERMELHO, BRANCO E PRETO. MIOLO SUPERIOR ARREMATADO EM OURO. 340 PÁGINAS 24CM X 31CM. EX-LIBRES DE LATIFFE ET GERALDO DO NASCIMENTO SERRA.Nota: Gilberto Freyre é considerado um dos principais nomes da sociologia e do pensamento brasileiro. O livro foi publicado pela primeira vez no ano de 1936. O livro tem como tema a decadência do patriarcalismo do Brasil rural, ocorrida no século XIX. O título é uma referência aos antigos aristocratas, que, com o declínio do regime escravocrata brasileiro, tiveram que se mudar da casa-grande para sobrados em áreas urbanas. Por conseguinte, os ex-escravos também deixaram as senzalas para morarem em casebres de palha e barro em bairros pobres de áreas urbanas, chamado de áreas periféricas. Nesta obra aos volumes 1-2 desta INTRODUÇÃO A HISTORIA DA SOCIEDADE PATRIARCAL NO BRASIL, intitulados CASA-GRANDE & SENZALA (Formação da Familia Brasileira sob o Regime de Economia Patriarcal), seguem-se estes, 3-5, SOBRA-DOS E MUCAMBOS (Decadencia do Patriarcado Rural e Desen-volvimento do Urbano), aos quais se seguirão: volume 6, ORDEM E PROGRESSO (Processo de Desintegração das Sociedades Pa-triarcal e Semipatriarcal no Brasil sob o Regime de Trabalho Livre); volume 7, JAZIGOS E COVAS RASAS (Sepultamento e Comemoração dos Mortos no Brasil Patriarcal e Semipatriarcal); volume 8, SELEÇÃO DE MANUSCRITOS E DOCUMENTOS ILUSTRATIVOS DAS RELAÇÕES MAIS CARATERÍSTI-CAS ENTRE PESSOAS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES NAS SOCIEDADES PATRIARCAL E SEMIPATRIARCAL NO BRASIL, NAS SUAS PRINCIPAIS AREAS E NOS SEUS PERÍODOS DE INTEGRAÇÃO, EQUILIBRIO E DESINTE-GRAÇÃO NEM SEMPRE COINCIDENTES NAS VARIAS AREAS; volume 9, SELEÇÃO DE REPRODUÇÕES DE PINTURAS, MAPAS, GRAVURAS, DAGUERREÓTIPOS E FOTOGRAFIAS ILUSTRATIVAS DOS TIPOS MAIS CA-RATERÍSTICOS DE HOMENS, ANIMAIS, CASAS, MO-VEIS, VEÍCULOS, TUMULOS E DOMINIOS PATRIAR-CAL E SEMIPATRIARCAL NO BRASIL, NAS PRINCI-PAIS AREAS DE MONOCULTURA, GADO E MINERAÇÃO; volume 10, BIBLIOGRAFIA GERAL E INDICES, Todos esses volumes aparecerão sob a denominação geral de INTRODUÇÃO A HISTORIA DA SOCIEDADE PATRIARCAL NO BRASIL. Gilberto de Mello Freyre nasceu no Recife, 15 de março de 1900 foi um polímata brasileiro. Como escritor, dedicou-se à ensaística da interpretação do Brasil sob ângulos da sociologia, antropologia, geografia e história. Foi também autor de ficção, jornalista, poeta e pintor. É considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX. Gilberto Freyre foi o intelectual mais premiado da história do país; laureado com o Prêmio Aspen, honraria que consagra "indivíduos notáveis por contribuições excepcionalmente valiosas para a cultura humana, e com o prêmio italiano La Madonnina. Dentre outros prêmios e honrarias, recebeu a Ordem do Império Britânico, o Prêmio Jabuti de Literatura, o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio de Excelência Literária da Academia Paulistana de Letras, medalhas de Portugal e da Espanha e a Ordem Nacional da Legião de Honra da França. Sagrou-se ainda imortal da Academia Pernambucana de Letras. Seu primeiro e mais conhecido livro é Casa-grande & senzala, publicado no ano de 1933 e escrito em Portugal. Nele, Freyre rechaça as doutrinas racistas de branqueamento do Brasil. Baseado em Franz Boas, demonstrou que o determinismo racial ou climático não influencia no desenvolvimento de um país. Ainda, essa obra foi precursora da noção de democracia racial no Brasil, com relações harmônicas Inter étnicas que mitigariam a influência social do passado da escravidão no Brasil, que, segundo Freyre, fora menos segregadora que a norte-americana.
  • OFICIAL DE DRAGÕES  DE LINHA DO PERÍODO DA RESTAURAÇÃO FRANCESA (CIRCA DE 1830)  OLEO SOBRE CANVAS  O OFICIAL É REPRESENTADO EM CENA DE CAMPANHA,  SENTADO EM CADEIRA SEGURANDO SEU SABRE E POUSADO DO SEU LADO O CAPACETE SOBRE O MANTO. 58 X 46 CM (SEM CONSIDERAR O TAMANHO DA MOLDURA) COM A MOLDURA TEM 73 X 60 CMNOTA: A França criou muitos regimentos de dragões ao longo de sua história; os dragões originalmente formando unidades "híbridas" de infantaria e cavalaria . A primeira formação deste corpo foi levantada em 1541  . Durante as Guerras Napoleônicas , de 1804 a 1815, os regimentos de dragões serviram principalmente na Espanha . Regimentos de dragões ainda serão alinhados posteriormente dentro dos exércitos franceses que serviram sob os vários regimes que marcaram a história da França ao longo do SÉCULO XIX. O exército francês ainda mantém unidades de dragões durante as duas guerras mundiais. Com a mecanização dos exércitos europeus no período entreguerras, estes combateram tanto a cavalo como a bordo de viaturas motorizadas, tendo a mecanização do corpo dado origem nomeadamente aos Regimentos de Dragões Montados (RDP) que se tornariam célebres durante as campanhas de Maiojunho de 1940( Invasão de Luxemburgo , Invasão da Bélgica , Batalha da França ). A Segunda Guerra Mundial veria finalmente o desaparecimento completo das unidades montadas de todos os corpos ( hussardos , couraceiros , etc . ) da cavalaria francesa integrada nas Armas e Cavalaria Blindada . Na segunda metade do século 20  , os regimentos de dragões participaram da Guerra da Argélia e da Guerra do Golfo e foram implantados nas forças francesas na Alemanha .No exército francês, o branco - conhecido como "  barriga de corça  " - é a cor tradicional do corpo.
  • BALSAMAIRE  - FORMIDÁVEL FRASCO PARA BÁLSAMOS DITO BALSAMAIRE, VIDRO ROMANO ANTIGO MUITO FINO SOPRADO TRANSLÚCIDO NA COR ÂMBAR COM SUAVE IRIDESCÊNCIA. PESCOÇO FINO E CILÍNDRICO COM UMA BORDA EVERTIDA. CRISTAS EM ESPIRAL DECORAM O CORPO MOSTRANDO COMO O VIDRO FUNDIDO FOI TORCIDO DURANTE O PROCESSO DE PRODUÇÃO, CONFERINDO-LHE ELEGÂNCIA. LÁCIO ITÁLIA, CULTURA ROMANA SEC. I d.C ao II d.C 17 CM DE ALTURA. Nota: Os romanos praticamente ignoraram o vidro como material até o século I a.C., quando o vidro soprado foi inventado. Não havia sequer uma palavra latina para ele até cerca de 65 a.C. No entanto, pouco mais de um século depois, recipientes de vidro podiam ser encontrados em praticamente todas as casas romanas. O artesanato de vidraria havia se transformado em uma indústria, com talvez até 100 milhões de recipientes sendo feitos a cada ano  tudo, desde delicados frascos de perfume até pesados potes de armazenamento e todos os tipos de utensílios de mesa.Os primeiros trabalhadores do vidro na Itália eram escravos, artesãos sírios e judeus enviados como espólios de guerra por volta de 10 a.C. Eles trouxeram consigo os ofícios de fundição de moldes e sopro livre que eram essenciais para o sucesso da indústria de trabalho em vidro. Seus descendentes, como libertos, provavelmente administravam as oficinas que surgiram perto de cada cidade provincial e acampamento militar em todo o império. No início do século I d.C., todas as técnicas estéticas da nossa indústria de vidro moderna  entre elas sopro de moldes, corte em torno e facetamento  eram padrão no repertório de trabalho em vidro romano.Vidro soprado moldado produzia recipientes resistentes adequados para remessas de curto e médio alcance de mercadorias de mercado. Vinho e azeite de oliva, frutas em conserva e molhos para cozinhar, ervas secas e remédios eram conteúdos comuns. Comparadas com ânforas de cerâmica maciças, garrafas de vidro tinham pouca importância no comércio de longo alcance. No entanto, elas frequentemente viajavam para longe de onde eram feitas. Enchidas e recarregadas, garrafas eram transportadas de cidade em cidade até que finalmente descansassem como recipientes de armazenamento em alguma cozinha provincial distante. No entanto, artigos de vidro podiam viajar longas distâncias rapidamente se fossem parte da transferência de uma legião militar para um novo ponto problemático.A invenção do sopro de vidro, por volta de 70 a.C. e seu uso em escala industrial na época de Cristo tornou os artigos de vidro acessíveis a todos os romanos. Os ricos armazenavam seus cosméticos e loções medicinais em prata e bronze. Os mais pobres agora podiam usar cerâmica e vidro. Frascos chamados unguentários eram usados para armazenar óleos ou loções. Inicialmente pequenos e com acabamento grosseiro, seus formatos se tornaram muito refinados ao longo dos séculos. Vários outros tipos de jarras e potes de vidro armazenavam ingredientes e óleos de ervas para que as loções pudessem ser preparadas frescas todas as manhãs.
  • LES LUXURIES: EXTRAIT DES NEVROSES DE MAURICE ROLLINAT COM TRINTA E UMA ÁGUAS-FORTES DO PINTOR E GRAVURA DE LOBEL-RICHE. IMPRESSO EM PARIS PELA LIVE DE PLANTIN EM 1929. 125 PÁGINAS 31CM X 23CM. TIRAGEM DE 200 EXEMPLARES DO QUAL ESTE É RESERVADO PARA O ARTISTA, EM FORMATO IN-4º, CONTENDO ÁGUAS-FORTE PARA UM ESTADO NEGRO COM OBSERVAÇÕES, EM ESTADO EM SANGUINE COM OBSERVAÇÕES, O ESTADO TERMINADO NO TEXTO E UM DESENHO ORIGINAL. IMPRESSÃO PELA R.COULOUMA PARA TEXTOS E PARA ÁGUAS-FORTES VICTOR VIENNOIS EM 30/04/1929. TEXTOS EM VERSOS ENTRE CERCADURAS ORNAMENTADAS. REFERÊNCIA BIBLIOTHÉQUE NATIONALE DE FRANCE. ENCADERNAÇÃO ESPLÊNDIDA EM MARROQUIM MARROM COM DESENHO EM CORES NA CAPA, ASSINADA POR GRUEL. EX-LIBRIS DE ALBERT DUBOSC. LITERATURA FRANCESA.Nota: O poeta francês Maurice Rollinat (18461903) cresceu em uma família literária. Seu pai era amigo de George Sand, cuja influência é muito marcante no primeiro volume do jovem Rollinat, Dans les brandes ( Nas brasas , 1877), e a quem foi dedicado. Após sua publicação, ele abandonou o realismo e trabalhou de uma maneira muito diferente. Ele se juntou a um círculo literário que se autodenominava Les Hydropathes, fundado por Émile Goudeau, um grupo anticlerical com laços com o movimento literário decadente. Sob sua influência, ele escreveu os poemas que fizeram sua reputação. Em Les névroses ( As neuroses ), ele se mostrou um discípulo de Charles Baudelaire, explorando os horrores físicos da dor e da morte. Este volume, Les luxures ( Os luxos ), é a seção mais conhecida de  Les névroses . Publicada por Charpentier em 1883 e anunciada em 1882, esta coleção é a mais famosa de Rollinat. Mais do que em In the Heathers , a estranheza e o macabro desempenham um papel importante. A natureza é então transfigurada pelo poeta sob a pressão de um imaginário do estranho que ele faz emergir do menor acontecimento (A Vaca com o Touro) . As Neuroses , obra de fascínio por excelência, próxima do simbolismo, despoja a realidade de toda a sua inocência e virgindade mitológica
  • BRASIL IMPÉRIO  GRANDE E BELO SINO EM BRONZE DO SÉCULO XIX CINZELADO COM FOLHAS DE CAFÉ, COM DUAS MEDALHAS EM RELEVO SENDO 1 COM ESFINGE DE DOM PEDRO SEGUNDO IMPERADOR DO BRASIL  E OUTRO COM A INSCRIÇÃO DE PRÊMIO CONFERIDO NA EXPOSIÇÃO NACIONAL 1861. EM EXCELENTE CONDIÇÃO!  MEDINDO 34 CM POR 30 CM.
  • LE SERPENT NOIR  DE PAUL ADAM  1913 PARIS, LITERATURA FRANCESA, COM ILUSTRAÇÃO COLORIDAS DE POINTES SÈCHES E MALO RENAUT . 345 PÁGINAS 30CM X 22CM. DESTA EDIÇÃO FORAM FEITAS 130 EXEMPLARES NUMERADOS COM O NOME DO PRIMEIRO PROPRIETÁRIO, SENDO ESTA A EDIÇÃO Nº46. IMPRESSÃO PHILIPPE RENOUARD PAR LE SOINS DEUGÈNE RODRIGUES, EM 28/02/1913. COM MARCA DO EDITOR NA PÁGINA DE ROSTO: LES CENT BIBLIOPHILES. ENCARDENAÇÃO BISELADA EM MARROQUIM VERDE MUSGO. EX-LIBRIS ALBERT HORNUNG.Paul Auguste Marie Adam foi um escritor e jornalista francês simpatizante do anarquismo. Escreveu à maneira naturalista várias obras que se tornaram famosas. Adam escreveu uma série de romances históricos que se passavam no período das guerras Napoleônicas e seu desfecho; seu primeiro romance da série, La Force, foi primeiramente publicado no ano de 1899. Le serpent noir, foi publicada em 1905.
  • TRADIÇÃO COLONIAL/BANDEIRISTA   EXPLENDIDO MUG/CANECA EM PRATA DE LEI  SETECENTISTA BATIDA  E REPUXADA. CORPO LISO, FEITIO DE SINO COM ELEGANTE  ALÇA EM CARAPETA.  AS CANECAS EM PRATA DE LEI FORAM NA SOCIEDADE COLONIAL BRASILEIRA UM OBJETO DE OSTENTAÇÃO E MANIFESTAÇÃO DE RIQUEZA. ERAM DE USO EXCLUSIVO DO DONO DA RESIDÊNCIA FUNCIONANDO COMO PEÇA DE APARATO. LIANA MESGRAVES EM SUA OBRA DE BANDEIRANTE A FAZENDEIRO ASPECTOS DA VIDA SOCIAL E ECONÔMICA DE SÃO PAULO COLÔNIA. HISTÓRIA DA CIDADE DE SÃO PAULO A CIDADE COLONIAL DE 1554-1822 AFIRMA QUE  NAS CASAS PAULISTAS DO PERÍODO COLONIAL  A LOUÇA MUITAS VEZERS  ERA DE BARRO E AS GAMELAS DE MADEIRA, COLHERES, FACAS E PANELAS DE FERRO. ENTRETANTO, SEGUNDO MESGRAVES, S OS MAIS ABASTADOS POSSUIAM CANECAS E COPOS EM PRATA. BRASIL, SEC. XVIII. 430 G 11 X 12 CM
  • ANTONIO CAETANO DE SOUZA. HISTORIA GENEALOGICA DA CASA REAL PORTUGUESA (OBRA EM 14 VOLUMES). COLEÇÃO COM 14 TOMOS, IMPRESSOS E ENCADERNADOS. É CONSTITUÍDA DE: HISTORIA GENEALOGICA DA CASA REAL PORTUGUEZA (13 VOLUMES) E INDICE GERAL DOS APELIDOS, NOMES PRÓPRIOS E COUSAS NOTAVEIS (1 VOLUME). SOUSA, ANTONIO CAETANO DE. HISTORIA GENEALOGICA DE CASA REAL PORTUGUEZA, DESDE A SUA ORIGEM ATE O PRESENTE, COM AS FAMILIAS ILUSTRES, QUE PROCEDEM DOS REYS, E DOS SERENISSIMOS DUQUES DE BRAGANÇA, JUSTIFICADA COM INSTRUMENTOS, E ESCRITORES DE INVIOLÁVEL FÉ, E OFFERECIDA A ELREY D. JOAÕ V NOSSO SENHOR. TOMO I AO TOMO XII. LISBOA OCCIDENTAL, NA OFFICINA DE JOSEPH ANTONIO DA SYLVA, IMPRESSOR DA ACADEMIA REAL. M. DCC. XXXV. M. DCCC. XLVIII. 1735-1748. 12 TOMOS EM 13 VOLUMES - O ÚLTIMO TOMO XII CONSTA DE 2 VOLUMES OU PARTES, CONSIDERADO PELO AUTOR O 12º E 13º TOMOS. SOUSA, ANTONIO CAETANO DE. PROVAS DA HISTORIA GENEALOGICA DA CASA REAL PORTUGUEZA, TIRADAS DOS INSTRUMENTOS DOS ARCHIVOS DA TORRE DO TOMBO, DA SERENISSIMA CASA DE BRAGANÇA, DE DIVERSAS CATHEDRAES, MOSTEIROS, E OUTROS PARTICULARES DESTE REYNO. INDICE GERAL DOS APPELLIDOS, NOMES PROPRIOS, E COUSAS NOTÁVEIS, QUE SE COMPREENDEM NOS TREZE TOMOS DA HISTORIA GENEALOGICA DA CASA REAL PORTUGUEZA. LISBOA, NA REGIA OFFICINA SYLVIANA, E DA ACADEMIA REAL. M.DCC.XLIX. 1749. 1 VOLUME. O AUTOR - D. ANTONIO CAETANO DE SOUSA, FOI CLÉRIGO REGULAR, E ACADEMICO DO NUMERO DA ACADEMIA REAL. O IMPRESSOR - JOSEPH ANTONIO DA SYLVA, INICIOU O TRABALHO NA OBRA COMO IMPRESSOR DA ACADEMIA REAL DA HISTÓRIA, MAS, EM 1739 DURANTE A IMPRESSÃO DA MESMA, PASSOU A SER O IMPRESSOR DA CASA REAL PORTUGUESA, DANDO ASSIM ORIGEM À IMPRENSA NACIONAL. A COLEÇÃO POSSUI ENCADERNAÇÕES DA ÉPOCA INTEIRAS DE PELE MOSQUEADA, COM RÓTULOS VERMELHOS E INSCRIÇÕES DOURADAS. A OBRA FOI IMPRESSA SOBRE PAPEL DE LINHO MUITO ALVO E ENCORPADO E AS FOLHAS DE ROSTO FORAM IMPRESSAS A DUAS CORES, COM EXCEÇÃO DO VOLUME DO ÍNDICE. OBRA MUITO ESTIMADO PELOS COLECIONADORES, CHEGANDO A PREÇOS ELEVADOS NO MERCADO INTERNACIONAL DE 13 MIL EUROS. 30 CM DE ALTURA (14 VOLUMES).NOTA: Oportunidade única de adquirir uma coleção importantíssima, completa e em excelente estado. Entre as várias citações bibliográficas da obra, estão as de Barbosa Machado, Inocêncio, Brunet, Pinto de Matos, Samodães, Soares e Ernesto Soares. Destacamos aqui duas delas, a de Samodães e a de Inocêncio I. A citação de Samodães refere-se ao lugar dessa coleção nas letras portuguesas e ao trabalho primoroso de sua impressão e ilustração: " Obra importantíssima, de grande valor para a História de Portugal e muito particularmente para tudo o que diz respeito à genealogia da Casa Real Portuguesa e mais nobreza lusitana; a melhor, que no seu género, veio a lume entre nós. É muito apreciada não só em Portugal como também no estrangeiro, e especialmente pelos bibliógrafos. A edição, verdadeiramente monumental, é justamente considerada como uma obra prima saída dos prelos portugueses. E na verdade, no seu texto empregaram-se belos e elegantes caracteres, redondos e itálicos, de vários corpos; as gravuras são simplesmente magníficas, finamente abertas a buril em chapa de metal; e em papel, de linho, de óptima qualidade: tudo expressamente encomendado para esta esplêndida publicação. As gravuras, devidas a dois notáveis artistas franceses (Guilherme Debrie e Pedro de Rochefort), constam de letras iniciais de lindos desenhos de fantasia, cabeções, florões de remate, brasões darmas, retratos de monarcas, reproduções de selos, medalhas e moedas antigas, etc. além, no volume primeiro, de uma bela estampa alegórica (comum nas publicações da Academia Real da História Portuguesa) original de Vieira Lusitano (Francº Vieira Lusitano, invent. et scul. Lisboa, 1728) e ainda um retrato em busto de D. António Caetano de Sousa (G. Debrie ad vivum facieb del. et sculp. Lusit. 1735). Os exemplares, muito procurados, são atualmente MUITO RAROS." Por sua vez, Inocêncio I exalta a importância e a raridade da coleção: "Esta obra grandiosa e monumental, dedicada pelo autor a el-rei D. João V, e por este mandada imprimir á sua custa, com quanto pareça pelo seu título pertencer só á Casa Real, pode ser verdadeiramente considerada uma história geral do reino; pois que nas suas vastas dimensões abrange variadíssimos assumptos, mais ou menos enlaçados com a genealogia e acções da família real desde o princípio da monarquia
  • BOA VISTA - REDUTO DA BOA VISTA - FRANZ POST - GRANDE E MAGNIFICA GRAVURA EM METAL COM AGUA FORTE A PARTIR DA OBRA DE FRANZ POST GRAVADA EM 1647. 72 X 63 CM CONSIDERANO-SE O TAMANHO DA MOLDURA NOTA: O Reduto da Boa Vista, também denominado Palácio da Boa Vista ou Schoonzicht, em holandês, foi construído na Ilha de Antônio Vaz, na foz do Rio Cabibaribe, orientado para o poente (oeste), de frente para o continente e junto à primitiva Ponte da Boa Vista (ainda de madeira), na Cidade Maurícia (Maurits Stadt, em holandês), atual Bairro de Santo Antônio do Recife, no litoral do estado de Pernambuco, no Brasil. Este reduto foi construído por Maurício de Nassau em 1643, no contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil (1630-1654), dominando o ponto de travessia do rio Capibaribe, que ligava a Ilha de Antônio Vaz ao continente. A seu respeito, Maurício de Nassau, no seu "Breve Discurso" de 14 de Janeiro de 1638, sob o tópico "Fortificações", comenta:"A um tiro de arcabuz do Forte Frederik Hendrik, para o lado do noroeste, fica, junto ao rio Capibaribe, um reduto, que serve de guarda avançada para se descobrir se o inimigo tenta atravessar o rio."Corresponde a um dos pequenos redutos que figuram no mapa da Ilha de Antônio Vaz por Frans Post (1612-1680), pelo lado do Rio Capibaribe (1637). Sua localização figura no mapa "A Cidade Maurícia em 1644", de Cornelis Golijath (na História dos feitos recentemente praticados no Brasil de Gaspar Barléu, Amsterdã, 1647), como Schoonzigt (Bela Vista), futuro bairro da Boa Vista. A melhor imagem conhecida desse edifício é Boa Vista, de Frans Post, de cerca de 1647.O Palácio foi originalmente destinado ao seu repouso e lazer de Maurício de Nassau, porém, quando do cerco final por tropas portuguesas (1653-1654) ao Recife, o reduto encontrava-se artilhado com duas peças. De acordo com o IBGE, além de características holandesas, nos quatro bastiões com telhados afunilados e na flecha do torreão com bandeira, "o edifício possuía características de arquitetura portuguesa, com linhas horizontais predominantes, telhados baixos de quatro águas e pequenas janelas quadradas"
  • DOM PEDRO I DO BRASIL E IV DE PORTUGAL  24 DE SETEMBRO (DIA E MÊS DA MORTE DE DOM PEDRO)  MUITO RARA LITOGRAFIA GRAVADA LOGO APÓS A MORTE DO IMPERADOR DOM PEDRO I. AUTORIA DE  MAURICIO JOSÉ DO CARMO SENDIM  (1786-1870) GRAVADA POR MANUEL LUIS DA COSTA. O IMPERADOR É APRESENTADO ENTRE NUVENS NO CÉU, SEGURANDO BANDEIRA COM ESTANDARTE E CINGINDO ARMADURANA. NA TERRA, EM UMA PRAIA, UM QUERUBIM DESCONSOLADO SEGURA O ESCUDO PORTUGUES PARTIDO AO MEIO E A ESPADA DE DOM PEDRO. AOS PÉS DO QUERUBIM E EM UMA DE SUAS MÃOS ESTÃO AS QUATRO COROAS QUE DOM PEDRO ABRIU MÃO DE GOVENAR BRASIL, GRÉCIA, ESPANHA E PORTUGAL. DE FATO ALÉM DA COROA PORTUGUESA E A DO BRASIL, D. PEDRO I FOI CONVIDADO EM TRES MOMENTOS PELA ESPANHA (1826, 1829 E 1830) QUE TENTARA CONVENCER D. PEDRO I A ACEITAR A COROA ESPANHOLA, INSISTINDO PARA ELE ASSUMIR A TRÍPLICE COROA (LA TRIPLICE CORONA): BRASIL, PORTUGAL E ESPANHA.. ENTRETANTO, ESTA FOI, UMA VEZ MAIS, RECUSADA POR D. PEDRO, QUE NÃO ADMITIRA SAIR DO BRASIL. JÁ EM 16 DE MAIO DE 1822, PERÍODO QUE ANTECEDE A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, DOM PEDRO I RECEBEU UM EMISSÁRIO DA GRÉCIA, CUJA MISSÃO ERA CONVENCÊ-LO A ACEITAR A COROA DA GRÉCIA, CONTUDO, ELE REJEITOU A COROA DAQUELA IMORTAL NAÇÃO E BERÇO DA CULTURA UNIVERSAL. ERA BEM POSSÍVEL QUE ELE JÁ ESTIVESSE NA EXPECTATIVA DE DECLARAR A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL, O QUE OCORREU EM 07 DE SETEMBRO DO MESMO ANO (1822).  NO MAR HÁ NAIVOS ANCORADOS. LINDAMENTE EMOLDURADA. DEC. 1839. 56 x 45 CM CONSIDERANDO O TAMANHO DA MOLDURA.  NOTA: às 14h30 do dia 24 de setembro de 1834,D.Pedro I falecia no Palácio Real de Queluz, em Portugal. Morte do Primeiro Imperador do BrasilApós ganhar a Guerra Cívil Portuguesa do irmão, o Rei Dom Miguel I, adoecido, Pedro IV ficou de cama no Palácio de Queluz, sofria de tuberculose que contraiu nas trincheiras do cerco do Porto. A rainha D. Maria II subira ao trono. A sua filha reinava em Portugal; no Brasil reinava seu filho.Duas semanas antes de morrer ditou uma carta aberta para os brasileiros publicada após sua morte pela Tipografia Fluminense: "Chegado á época solene, em que o homem entrega a sua alma nas mãos do seu Criador, quando toda ilusão se dissipa, toda paixão se cala, quando a consciência acordada pronuncia sem apelo, quando a porção imortal do ser humano, deita o ultimo olhar sobre os atos desta carreira, Minha irresistível simpatia, uma saudade sem par, me chama para vós! Brasileiros! eu sou vosso patricio, vosso patrício por escolha, por adoção, por voluntaria dedicação de alma! embora nascesse eu em Portugal! é no Brasil que eu nasci ao sentimento de mim mesmo, é no Brasil, sob o seu benigno Céu, seu sol resplandecente , no seio da sua virginal e incomparável natureza, que minha juventude floresceu, e que a vida com os seus mistérios mocidade com os seus encantos, se manifestarão á minha alma; e no Brasil que eu fui filho, esposo, pai, cidadão, Soberano, Legislador, Fundador de hum Imperio!.... Brasileiros! Eu deixo meu coração à Heroica Cidade da Porto, teatro da minha verdadeira gloria, e o resto do meu despojo mortal à Cidade de Lisboa, lugar da minha nascença ; porem vós possuis a reliquia mais preciosa, a emanação vivente do meu ser, meu filho! meu filho enrico Brasileiros, não podeis estimar cai demasia este caro penhor, porque ele e sua progenie serão sempre o nó da vossa existencia como Nação grande, o Paladium da vossa Constituição e da vossa Liberdade. Meu Deus! a tua benção permaneça eternamente sobre os Brasileiros e meu Filho!"D.Pedro I faleceu as 14:30 horas do dia 24 de Setembro de 1834, figura controvérsa, odiado pelos anti-liberais partidários de seu irmão Dom Miguel, amado pelos liberais da Europa. Seu conflito com o clero português, que era em sua maioria simpático ao irmão lhe rendeu a excomunhão pelo Papa Gregório XVI.As notícias de sua morte chegaram no Rio de Janeiro em 20 de Novembro de 1834, porém seus filhos foram informados somente em 2 de Dezembro. José Bonifácio, que havia sido removido da posição de tutor pouco antes, escreveu a Dom Pedro II e suas irmãs: "Dom Pedro não morreu, só morrem os homens vulgares, os heróis não" e assim terminou a história de Pedro de Bragança, um dos criadores do Brasil Independente" Dom Pedro morreu no quarto D. Quixote, em Queluz,  mesmo quarto onde trinta e cinco anos antes viera a luz ao nascer. Seu corpo, depositado por muitos anos em São Vicente de Fora, foi transladado para o Brasil em 1972 e colocado na cripta do monumento do Ipiranga.
  • BARÃO DE SÃO JOSÉ DA LAGOA  CORONEL JOÃO GUALBERTO MARTINS DA COSTA  (NOVA ERA  FLORÁLIA, 27 DE FEVEREIRO DE 1897)  MUITO RARO DOCUMENTO DE TITULAÇÃO DO BARÃO DE SÃO JOSÉ DA LAGOA ASSINADO PELO IMPERADOR DOM PEDRO II E PELO BARÃO DE LORETO DATADO DE 10 DE AGOSTO DE 1889. PAPEL COM CHANCELA IMPERIAL. EXCERTOS DO TEXTO: DOM PEDRO, POR GRAÇA DE DEUS E UNANIME ACLAMAÇÃO DOS POVOS IMPERADOR CONSTITUCIONAL E DEFENSOR PERPÉTUO DO BRASIL. FAÇO SABER AOS QUE ESTA CARTA VIREM QUE QUERENDO DISTINGUIR E HONRAR O CORONEL JOÃO GLABERTO MARTINS DA COSTA HEI POR BEM FAZER-LHE MERCE DO TITULO DE BARÃO DE SÃO JOSÉ DA LAGOA. E QUERO E MANDO QUE O DITO CORONEL JOÃO GLABERTO MARTINS DA COSTA DAQUI POR DIANTE SE CHAME BARÃO DE SÃO JOSÉ  DA LAGOA E QUE COM O REFERIDO TITULO GOZE DE TODAS AS HONRAS, PRIVILIEGIOS, ISENÇÕES, LIBERDADES E FRANQUEZAS QUE HÃO E TEM E DE QUE UZAM E SEMPRE UZARAM OS  BARÕES E QUE DE DIREITO LHE PERTENCEM...DADA NO PALACIO DO RIO DE JANEIRO NO DIA DEZ DE AGOSTO DE MIL OITOCNETOS E OITENTA E NOVE. ASSINA O IMPERAROR E O BARÃO DE LORETO.  NOTA: oão Gualberto Martins da Costa, primeiro e único barão de São José da Lagoa (Nova Era  Florália, 27 de fevereiro de 1897) foi um fazendeiro e empreendedorbrasileiro.Proprietário de terras em Minas Gerais, criador de gado, foi dono de casas comerciais em Ouro Preto, São Domingos do Prata e Lagoa. Foi também juiz de paz e chefe político de grande prestígio na região de Nova Era.Foi agraciado barão em 10 de agosto de 1889.O Coronel João Gualberto Martins da Costa. Nasceu na Fazenda da Figueira(hoje Nova Era). Estudou no colégio do Caraça. Foi homem de atividade poliforma. No volume III da Revista do Arquivo Público Mineiro, lemos que ele sustentava e acoroçoava todo ramo de indústrias, comprava tudo quanto produziam as classes trabalhadoras; sua fazenda era uma constante feira comercial abastecida de tudo; criava em alta escala gado vacum, cavalar e muar além de ter plantas em parceria. Nunca trabalhou com braço escravo. Manteve casas comerciais em Ouro Preto, São Domingos do Prata e Lagoa. Industrial, meteu-se até em siderurgia. E Pandiá Calógeras quem nos dá esta informação no seu livro: As minas do Brasil e sua legislação e na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de SP. Falando sobre o ferro, esse notável engenheiro, grande estadista e grave historiador, entre outras teve estas palavras: "A fábrica no arraial de Santa Rita Durão, no Município de Mariana, foi projetada e construída em menos de um ano pelo Dr. Ernesto Betim Paes Leme, em 1893, por conta de uma associação de que faziam para ele próprio, o Cel. João Gualberto Martins da Costa e José Gomes de Almeida Cota...Do Cel. João Gualberto Martins da Costa sabemos ainda que foi Juiz de Paz em sua terra durante muitos anos, ao tempo do segundo Império. Nesse posto, valendo-se desempenhada coragem de atitudes e sustentando com toda força moral, pelo alto pessoal do distrito, guerreou com toda vantagem a ociosidade e vagabundagem quando apareciam. Foi também chefe político de grande prestígio na região de Piracicaba (São José da Lagoa, atualmente município de Nova Era  MG) . Não concordou com a política de Floriano Peixoto ,. Por isso chegou a receber uma advertência do Marechal. Uma ameaça, diríamos melhor. Faleceu em Rio São Francisco (hoje Florália) aos 27 de fevereiro de 1897. Os seus ossos repousam na Igreja Matriz de São José da Lagoa, ali bem perto do Altar Mór.
  • L'OPERA DE GUEUX DE JOHN GAY. TRADUÇÃO DE A. SAINT-ANDRÉ, COM PREFÁCIO DE DANDRÉ MAUROIS. ILUSTRAÇÃO DE LOUISI IBELS. IMPRESSO EM PARIS PELA LES BIBLIOPHILES FRANCO-SUISSES EM 1934. 140 PÁGINAS 32CM X 24CM, EM CAIXA. OBRA RARA IMPRESSO PELA PRIMEIRA VEZ EM 1728 TRADUZIDO POR A. DE SAINT-ANDRÉ, COM PREFÁCIO DE ANDRÉ MAUROIS E ILUSTRAÇÕES POR LOISI IBELS. DESTA EDIÇÃO FORAM TIRADOS 115 EXEMPLARES, DOS QUAIS ESTE FOI FEITO ESPECIALMENTE PARA O CONDE DE BARANTE. ESTE EXEMPLAR Nº 5. ENCADERNAÇÃO EM MARROQUIM BORDÔ COM UMA LAMINA DE METAL DESENHADA, ASSINADA POR A. TAFFIN REL.Nota: É uma ópera balada em três atos, escrita em 1728 por John Gay, com música de Johann Christoph Pepusch. As óperas baladas eram espetáculos característicos do palco inglês do século XVIII  , escritas em reação à preeminência da ópera italiana nos palcos da época. Eram peças musicais satíricas que seguiam algumas convenções da ópera, mas sem recitativos. Os textos dessas peças foram musicados com base em hinos religiosos, melodias populares da época, árias de óperas conhecidas e, sobretudo, em romances , baladas populares , que deram nome ao gênero. A ideia para esta ópera veio de Jonathan Swift , quando ele escreveu a Alexander Pope em 30 de agosto de 1716 perguntando-lhe "o que você diria de uma pastoral que acontecesse em Newgate entre os ladrões e prostitutas que estão lá ? ". O amigo deles, John Gay, decidiu que não seria uma ópera pastoral, mas sim uma ópera satírica. Para sua produção original de 1728, ele insistiu que todas as canções, da tradição inglesa, bem como escocesa e galesa, retiradas de uma coleção de Thomas d'Urfey , fossem cantadas sem qualquer acompanhamento, aumentando assim a atmosfera chocante e dura que ele tinha em mente. A obra foi um grande sucesso na época. O tema da corrupção é central na trama, ilustrado em particular pela ária de Peachum no início do primeiro ato: "Em todas as ocupações da vida, cada vizinho abusa de seu irmão. A crítica social é constante, dirigida originalmente ao primeiro-ministro britânico da época, Robert Walpole , mas passível de adaptação a cada encenação conforme os acontecimentos políticos atuais. A Opera passou por revisões e novas versões foram realizadas em quase 300 anos de existência. Em dezembro de 2013 o Núcleo Universitário de Ópera (NUO) estreou a Ópera do Mendigo em São Paulo. Nessa montagem o NUO procurou ser fiel à versão original, abandonando os excessos românticos presentes nas adaptações realizadas no século XIX. Para isso o NUO resgatou as partituras das canções originais coletadas por Johann Pepuch e optou por uma encenação fortemente apoiada no trabalho do ator. John Gay nasceu em 30 de junho de 1685 em Barnstaple , Inglaterra. foi um poeta e dramaturgo inglês e membro do Scriblerus Club. Ele é mais lembrado por The Beggar's Opera (1728), uma Lopera De Gueux . Os personagens, incluindo o Capitão Macheath e Polly Peachum, tornaram-se nomes conhecidos.
  • HÉRODIAS DE GUSTAVE FLAUBERT, COM ILUSTRADO COM ONZE ÁGUAS-FORTES ORIGINAIS DESENHADAS E GRAVADAS POR WILIAM WALCOT. IMPRESSO EM PARIS PELA DEVAMBEZ EM 1928. 54 PÁGINAS 33CM X 26CM. LIVRO RARO , UM DOS 25 EXEMPLARES EM JAPÓN A LA FORME, COM TRÊS ESTADOS DE ÁGUAS-FORTES. O 1º ESTADO E O 2º COM ANOTAÇÕES. O 3º ESTADO DEFINITIVO, 4 LÂMINAS SUPLEMENTARES NOS SEUS TRÊS ESTADOS E UM DESENHO ORIGINAL DO ARTISTA. ESTE É O EXEMPLAR Nº 18. SEMI ENCADERNADO EM MARROQUIM VERMELHO COM CONTRACAPA MARMOREADA EM VERMELHO E PRETO. LITERATURA FRANCESA.Nota: "Hérodias" é a recontagem da decapitação de João Batista . Começa um pouco antes da chegada do governador sírio, Vitélio . Herodias faz uma grande festa de aniversário para seu segundo marido, Herodes Antipas . Sem que ele saiba, ela elaborou um plano para decapitar João. De acordo com Flaubert, esse plano envolve fazer seu marido se apaixonar por sua filha, Salomé , levando-o a prometer a ela o que ela quiser. Salomé, obviamente de acordo com as instruções de sua mãe, pedirá a cabeça de João. Tudo sai como planejado. João tem insultado repetidamente a realeza, então o rei não pensa muito antes de conceder o desejo de Salomé. A multidão reunida para a festa espera ansiosamente enquanto o carrasco, Mannaeus, mata João. A história termina com alguns dos discípulos de João aguardando o Messias. O escritor Gustave Flaubert nasceu em Rouen, 12 de dezembro de 1821. Foi um escritor francês. Prosador importante, Flaubert marcou a literatura francesa pela profundidade de suas análises psicológicas, pelo seu senso de realidade, pela sua lucidez sobre o comportamento social, e pela força de seu estilo em grandes romances, tais como Madame Bovary (1857), A Educação Sentimental (1869), Salammbô (1862). Flaubert é contemporâneo de Charles Baudelaire e, como o poeta das Flores do Mal, ocupa uma posição crucial na literatura do século XIX. Ambos são contestados (por razões morais) e admirados (por suas forças literárias). Hoje Flaubert é considerado um dos maiores romancistas do séc. XIX, com Madame Bovary, fundadora do bovarismo; e A Educação Sentimental, meio termo entre o romance psicológico (Stendhal) e o movimento naturalista (Zola e Maupassant). Fortemente influenciado pela obra de Balzac, cujos termos ele assumirá de maneira muito pessoal (Educação Sentimental é outra versão do Lírio do Vale; e Madame Bovary da Mulher de Trinta Anos), segue o caminho do romance realista. Ele também era muito preocupado com a estética - daí o longo trabalho de elaboração das suas obras. Flaubert testava os seus textos submetendo-os a um famoso teste, que consistia em lê-los em voz alta, por horas a fio, até alcançar a completude e o prazer estético que almejava.
  • OEUVRES COMPLETES DE BUFFON DE GEORGE LOUIS LECLEC BUFFON. HISTÓRIA NATURAL E ZOOLOGIA. COM A NOMENCLATURA LINEAR E A CLASSIFICAÇÃO DR. CUVIER / GEORGES LOUIS LECLERC BUFFON REVISADO NA 4ª EDIÇÃO DA GRÁFICA REAL E ANOTADO POR M. FLOURENS ILUSTRADO POR M.M. TRAVIÈS E HENRY GOBIN. SÃO 12 VOLUMES 29CM X 19CM IMPRESSA EM PARIS PELA GARNIER POR J.CLAYE  A QUANTIN. ATÉ O V.3 TEM ANOTAÇÃO DE 149 PLACAS GRAVADAS EM AÇO APÓS E A PARTIR DO V.4 AO V.12 ESTÁ ANOTADO 150 PLACAS. ENCARDENAÇÃO EXCELENTE, BISELADA EM MARROQUIM VERMELHO.Nota: Georges Louis Leclerc, conde de Buffon nasceu em Montbard, em 7 de setembro de 1707. Foi um naturalista, matemático e escritor francês. As suas teorias influenciaram duas gerações de naturalistas, entre os quais se contam Jean-Baptiste de Lamarck e Charles Darwin.Em 1732 mudou-se para Paris, onde conheceu Voltaire e outros intelectuais. Ele deixou sua marca pela primeira vez no campo da matemática e, em seu Sur le jeu de franc-carreau (Sobre o jogo do quadrado justo), introduziu o cálculo diferencial e o cálculo integral na teoria da probabilidade; o problema da agulha de Buffon na teoria da probabilidade leva o seu nome. Em 1734 foi admitido na Academia Francesa de Ciências. Durante este período, ele se correspondeu com o matemático suíço Gabriel Cramer. Buffon e Johann Blumenbach acreditavam no monogenismo, o conceito de que todas as raças têm uma única origem. Graças ao seu talento como escritor, ele foi convidado a ingressar na segunda grande academia de Paris, a Académie française em 1753 e, em seguida, em 1768 foi eleito para a American Philosophical Society. Buffon considerou as semelhanças entre humanos e macacos, mas acabou rejeitando a possibilidade de uma ascendência comum. A certa altura, Buffon propôs uma teoria de que a natureza no Novo Mundo era inferior à da Eurasia. Ele argumentou que as Américas careciam de criaturas grandes e poderosas e que mesmo as pessoas eram menos viris do que suas contrapartes europeias. Ele atribuiu essa inferioridade aos odores do pântano e às densas florestas do continente americano. A Librairie Garnier Frères ("Livraria Garnier Irmãos" em francês) foi uma livraria editora francesa, sediada em Paris. Foi fundada pelos irmãos Auguste e Hippolyte Garnier em 1833. Em 1833, Auguste e Hippolyte abriram uma livraria na galeria de Orléans no Palais-Royal, em Paris, e logo se juntaram a Pierre. Todos os três obtiveram sua licença de livreiro: Auguste em 9 de março 1835, Hippolyte em 22 de fevereiro 1838 e Pierre em 28 de março 1838. Fundaram então a editora Garnier Fréres, cujo acervo foi inicialmente sendo formado por meio de aquisição dos direitos de venda de outras casas editoras, bem como os fundos comerciais dos que abriam falência e liquidavam todo o estoque. Com a expansão,  herdeiro da família de livreiros, se instalara em Portugal e que depois foram responsável por uma nova livraria no Rio de Janeiro.
  • LES CHOUANS DE HONORÉ DE BALZAC, COM PREFÁCIO DE JULES SIMON, LITERATURA FRANCESA, COM ILUSTRAÇÃO DE JULIEN LE BLANT GRAVÉES SU BOIS PARA LÉVEILLE. 446 PÁGINAS, 29CM X 20CM COM CAIXA. UMA TIRAGEM DE GRANDE LUXO LIMITADA A 110 EXEMPLARES DOS QUAIS 35 EM PAPEL CHINA EXTRA FORTE COM 4 ESTADOS DE GRAVURAS. ESTE É O EXEMPLAR Nº 95. IMPRESSÃO POR ÉMILE TESTARD PAR GEORGES CHAMEROT EM 20/05/1889  INCLUINDO ÍNDICE DE GRAVURA. ENCADERNAÇÃO RICA EM COURO MARROM, CONTRACAPA EM PELICA PÉROLA COM FLORES DE LIZ EM DOURADO E CHAMALOTE MARROM, CORTES DOURADOS ASSINADO POR RENÉ ASSOURD.Nota: Les Chouans é um romance histórico de 1829 escrito pelo autor francês Honoré de Balzac e incluída na seção das Scènes de la vie militaire de sua La Comédie humaine. Fortemente influenciado pela obra de Sir Walter Scott, foi o primeiro sucesso real de Balzac como escritor e a primeira obra que assinou com o próprio nome. O romance combina a história militar com uma história de amor entre uma aristocrata e um rebelde anti revolucionário. O Prefácio foi escrito por Jules Simon nasceu em Lorient em 27 de setembro de 1814. freqüentou um colégio em Vannes, e em 1833 se torna um aluno da École Normale Supérieure em Paris. Lá ele entrou em contato com Victor Cousin, que o enviou para Caen e depois para Versalhes para ensinar filosofia. Ajudou Cousin, sem receber nenhum reconhecimento, em suas traduções de Platão e Aristóteles, e em 1839 tornou-se seu vice na cadeira de filosofia da Universidade de Paris, com o magro salário de 83 francos mensais. Ele também lecionou história da filosofia na École Normale Supérieure. Nesse período, ele editou as obras de Nicolas Malebranche (2 vols, 1842), de René Descartes (1842), Bossuet (1842) e de Antoine Arnauld (1843), e em 1844-1845 apareceram os dois volumes de sua Histoire de l 'école d'Alexandrie. Tornou-se colaborador regular da Revue des deux mondes e, em 1847, com Amédée Jacques e Émile Saisset, fundou o Liberté de penser, com a intenção de se livrar do jugo de Cousin, mas se aposentou quando Jacques permitiu a inserção de um artigo defendendo os princípios do coletivismo, com os quais ele nunca simpatizou. Foi um político francês. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da França, entre 12 de Dezembro de 1871 a 17 de Maio de 1877. Já o Ilustrador Julien Le Blant nasceu em Paris , 30 de março de 1851. Foi um pintor francês. Ele se dedicou a retratar temas militares, com ênfase especial na captura de cenas das Guerras da Vendéia (1793-1799), ocorridas durante a Revolução Francesa. Por ser oriundo de uma família de Bas Poitou, parte da antiga província de Poitou, Le Blant era descendente dos "Blancs" franceses, que se opuseram à Revolução Francesa e, portanto, simpatizava com aqueles que se levantaram e formaram o Grande Exército Católico da Vendéia . Ele dedicou sua carreira artística à comemoração dos eventos da rebelião em um extenso conjunto de obras que foi exibido no Salão de Paris . Le Blant foi altamente premiado; Ele ganhou uma medalha de bronze no Salão de 1878, uma medalha de prata em 1880 e uma medalha de ouro na Exposição Universal de 1889, que comemorou o centenário do início da Revolução Francesa . Le Blant também foi um ilustrador prolífico, contribuindo com mais de quinhentas ilustrações para dezenas de livros. A última grande conquista de Le Blant foi produzir uma grande série de desenhos, aquarelas e pinturas de soldados franceses retornando para casa ou partindo para o front durante a Primeira Guerra Mundial.
  • GENERAL VENANCIO FLORES   (1808-1868) PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO URUGUAI- CARTA DO GENERAL EM 17 DE AGOSTO DE DE 1865 DIA DA HISTORICA BATALHA DE JATAI, A PRIMEIRA GRANDE BATALHA TERRESTRE DA GUERRA DO PARAGUAI VENCIDA SOB SEU COMANDO. EXCERTOS DO TEXTO:  O GOVERNADOR DA REPUBLICA ORIENBTAL DO URUGUAI GENERAL EM CHEFE DO EXERCITO ALIADO DA VANGUARDA. SOLVADOS ARGENTINOS, BRASILEIROS E ORIENTAIS. OS TRABALHOS DE MARCHA FORÇADA, FADIGAS DE TODOS OS GENEROS, VENCENDO ATÉ O RIGOR DOS LEMENTOS, HAVEIS CHEGADO ATÉ ONDE AS FORÇAS DO INIMIGO INVASOR OSTENTAVA SUAS LEGIÕES ASSOLANDO O TERRITORIO DE CORRIENTES. HOEJ AS HOSTES FORAM PULVERIZADAS DANDO UMA LIÇÃO TERRIVEL AOS TIRANOS. VOSSOS ESFORÇOS NÃO TEM SIDO ESTÉREIS FORAM RECOMPENSADOS. VOSSO VALO TUDO TEM SUPEERADO ASSIM COMO A MAIS EXPLENDIDA VITORIA SE COLOCA COMO GLORIA IMORTAL SOBRE AS VOSSAS FRONTES. A DIVIDSÃO PARAGUAIA FORTE DE MAIS DE 3000 HOMENS DAS ARMAS DE CAVALARIA E INFANTARIA HÃO DESAPARECIDOS. E ANTE VOSSA PRESENÇA FICANDO PRISIONEIROS MAIS DE 1000 SOLDADOS COM SEU CHEFE MAJOR DUARTE E O RESTO MORTO E FERIDO SOBRE O CAMPO DE BATALHA PELA TENACIDADE BÁRBARA E IGNORANTE QUE OS DOMINA. TODAS AS SUAS BAGAGENS,  ARMAMENTOS,  APETRECHOS DE GUERRRA E QUATRO BANDEIRAS SÃO OS TROFÉUS QUE SÃO DEIXADOS EM VOSSO PODER E QUE DEVEIS OSTENTAR COM ORGULHO PORQUE O HAVEIS CONQUISTADO COM VOSSO VALOR E HEROISMO. SOLDADOS OS TIRANOS SÃO IMPOTENTES ANTE AQUELES QUE COMBATEM PELA LIVERDADE E IGUALDADE DOS POVOS. O TRIUNFO DE JATAHY É O PRECURSOS QUE NOS ABRIRÁ AS PORTAS DE ASSUNÇÃO PARA REMIR ESSE POVO IRMAO DANDO-LHJES PÁTRIA, INSTITUIÇÕES E LIBERDADE. VOS SAUDA O VOSSO GENERAL E AMIGO CAMPO JATAHY 17 DE AGOSTO DE 1865. VENANCIO FLORES. NOTA:  Venancio Flores (Trinidad, Províncias Unidas do Rio da Prata, 18 de maio de 1808  Montevidéu, 19 de fevereiro de 1868) foi um militar e político uruguaio. Foi presidente da República por dois mandatos (1854-1855 e 1865-1868). Em 1839, foi eleito chefe político do departamento de San José. Ele lutou na "Guerra Grande" contra Manuel Oribe e seus apoiadores argentinos. Ele se tornou uma figura importante no Partido Colorado e formou um triunvirato com Fructuoso Rivera e Juan Antonio Lavalleja em 1853. Ele serviu como presidente interino do Uruguai e permaneceu no poder até agosto de 1855, quando foi deposto pelo presidente blanco Manuel P. Bustamante, o que resultou na guerra civil e no refúgio de Flores na Argentina. Em 1863, ele iniciou uma rebelião (Cruzada Libertadora ou Cruzada do Libertador) contra o presidente blanco Bernardo Berro, o que levou à guerra civil no Uruguai. Com a ajuda de argentinos e brasileiros, em fevereiro de 1865 tomou Montevidéu. Ele estabeleceu um governo provisório, termo usado para disfarçar sua ditadura pessoal. Embora o Partido Colorado do Uruguai tenha a reputação de ser progressista e democrático, Flores e outros líderes do Partido Colorado do século XIX, e muitos líderes proeminentes do Colorado do século XX, demonstraram coletivamente por suas ações que se sentiam confortáveis com o governo por decreto, sem o poder excepcionalmente concentrado em poucas pessoas. A tendência de alguns observadores de descrever os chefes de estado latino-americanos que governaram por decreto como presidentes "de fato" pode ser vista sob esta luz. Durante seu governo, Flores se juntou ao Brasil e à Argentina na devastadora Guerra do Paraguai. O governo de Flores terminou em 15 de fevereiro de 1868. Quatro dias depois de deixar o cargo de presidente, Flores foi assassinado por um grupo de assassinos não identificados. Mas embora os assassinos de Flores não tenham sido formalmente identificados, pode-se acrescentar que como pano de fundo de seu assassinato está a intermitente Guerra Civil Uruguaia, que continuou durante grande parte do século XIX entre Colorados e Blancos.
  • CARTA DO GENERAL VENANCIO FLORES, PRESIDENTE DO URUGUAY  E COMANDANTE EM CHEFE DAS TROPAS URUGUAIAS RECOMENDANDO O RECONHECIMENTO DA ATUAÇÃO DO TENENTE CORONEL JOAQUIM RODRIGUES COELHO KELLY (1806 RIO DE JANEIRO  1877 (MONTEVIDEU) COMANDANTE DA 12ª BRIGADA NA JORNADA DA BATALHA DE JATAY. O DOCUMENTO FOI ESCRITO EM PAPEL TIMBRADO COM SELO DE ARMAS DO URUGUAY. DATADO DE 26 DE AGOSTO E 1865. APENA UMA SEMANA APÓS A BATALHA DE JATAI. EXCERTOS DO TEXTO: EXCELENTISSIMO BARAO DE PORTO ALEGRE GENERAL EM CHEFE DO EXCERCITO IMPERIAL DE RIO GRANDE. TENDO EU TIDO A HONRA DE CONDUZIR  UMA BRIGADA BRASILEIRA SOB O COMANDO DO COMANDANTE COELHO KELLY NA JORNADA DO DIA 17 EM JATAY FICO CONTENTE EM DIZER QUE O CHEFE OFICIAL DA VALOROSA E VALENTE BRIGADA FOI FIEL AO COMPRIMENTO E DESEMPENHO DE SUAS ORDENS COM PRECISÃO. PORTANTO A VISTA DA JUSTIÇA RECOMENDO A CONSIDERAR A EXPRESSIVA RECOMENDAÇÃO DE RECONHECIMENTO DO GOVERNO IMPERIAL COM0 UM ATO DE PLENA JUSTIÇA. NOTA: A incursão paraguaia no Rio Grande do Sul obrigou o comando aliado a remeter reforços para essa província. O General Bartolomeu Mitre, presidente argentino e Comandante-em-chefe das forças aliadas, enviou tropas sob o comando do General Venâncio Flores, presidente da República do Uruguai, em direção a Paso de los Libres, cidade localizada na margem argentina do rio Uruguai. Na Batalha de Jataí (nome de um arroio tributário do rio Uruguai), Flores atacou, em 17 de agosto de 1865, a coluna paraguaia do Major Duarte, evitando sua junção com a coluna do Coronel Estigarribia, 25 que ocupava Uruguaiana, no outro lado do rio Uruguai, desde 05 de agosto. Cabe ressaltar que Jataí foi a primeira vitória aliada na campanha. (DORATIOTO, 2002). Já em território brasileiro, tropas do General Manuel Marques de Sousa, o Conde de Porto Alegre, que assumira o comando das forças aliadas em ação no Rio Grande do Sul, sitiaram a cidade de Uruguaiana, ocupada pela coluna do Coronel Estigarribia. Logo em seguida o General Flores, vitorioso em Jataí, viria a reforçar os efetivos brasileiros na operação de cerco, em que as forças paraguaias foram instadas a render-se. Uma vez que o coronel Estigarribia recusou-se a depor armas, foram iniciados os preparativos para um ataque às posições paraguaias. Ao meio-dia de 18 de setembro de 1865, antes do desencadear do ataque, o Conde de Porto Alegre fez novo apelo de rendição ao coronel Estigarribia, o qual, encurralado, aceitou os termos impostos, capitulando na presença do próprio Imperador D. Pedro II. A artilharia aliada empregada no cerco a Uruguaiana, do qual o 1º R A Cav participou com duas de suas baterias, foi preponderante no campo de batalha como forma de dissuasão perante os paraguaios, evitando, com isso, um maior custo em vidas e poupando a cidade de ser destruída. As referidas baterias estavam à disposição das forças da Guarda Nacional, comandadas pelo General David Canabarro, as quais, por sua vez, atuaram subordinadas ao Conde de Porto Alegre. No contexto dessa sequência inicial de episódios da campanha do Paraguai, o então Tenente-Coronel Mallet realizou intervenções que permitiram incrementar o apoio de fogo disponível para o comando brasileiro intervir no combate. Ainda em Montevidéu, após o final da campanha contra Aguirre, assessorou o Comandante-Geral de Artilharia na condução de relevantes mudanças na organização dos batalhões e regimentos de artilharia, racionalizando efetivos e padronizando o material e a instrução, com vistas a melhorar a eficiência logística e operativa. Por ocasião da concentração de tropas para a campanha contra Solano López, o 1º Batalhão de Artilharia a Pé, cujo contingente era comandado pelo Tenente Antonio Tibúrcio Ferreira de Souza, foi deslocado para o Uruguai, a fim de reforçar a artilharia brasileira que acabara de participar das ações naquele país. Por solicitação do Almirante Tamandaré, a Esquadra Imperial seria apoiada por tropas do Exército no valor de uma 26 brigada, para atuar no desembarque em Corrientes. Nesse momento Mallet demonstrou sua capacidade organizacional, ao propor nova composição dos meios de artilharia. (Com isso, cedeu dois obuses de alma lisa do 1º R A Cav, bem como a maior parte da munição disponível, ao Tenente Tibúrcio, que iria embarcar na esquadra e, posteriormente, atuaria na Batalha do Riachuelo. Em contrapartida, incorporou ao 1º R A Cav metade do efetivo do 1º Batalhão de Artilharia a Pé, bem como seus doze canhões raiados La Hitte de 42 , de origem francesa, que se somaram às demais peças La Hitte de calibre 4 e 6 de que já dispunha. (AMARAL, 2017). Mallet estendeu seus cuidados, ainda, aos diversos setores administrativos, tendo fardado seu pessoal, adestrado animais destinados à tração dos novos canhões La Hitte e idealizado um sistema de atrelamento das peças mais adequado às características da campanha. Ao final da execução das referidas medidas, o 1º RACav estava dotado de 24 bocas-de-fogo La Hitte raiadas de 4, pois Mallet, preocupado em torná-lo mais ligeiro e apto a acompanhar as ações da cavalaria, havia passado os canhões de 6 aos batalhões de Artilharia a Pé, padronizando, com o canhão de 4, o material do Regimento, agora organizado em seis baterias a 4 peças. Desse modo, o restante do ano de 1865 foi dedicado a ultimar a concentração das tropas no território argentino. Com a rendição de Uruguaiana, os aliados encontravam-se divididos, com uma parte das forças estacionada na cidade brasileira e outra em Concórdia. Em 19 de setembro, as tropas aliadas de Uruguaiana iniciaram a marcha em direção a Mercedes, atravessando o Rio Uruguai. Para o referido ponto de reunião também se dirigiram os generais Osório, Comandante do 1º Corpo de Exército Imperial, e Gelly de Obes, do Exército Argentino, oriundos do acampamento aliado em Concórdia
  • SALDANHA MARINHO (1816-1896)  - PERGAMIINHO CONFERINDO O GRAU DE SOBERANO PRÍNCIPE ROSA  CRUZ (GRAU 18) A FILISMIINO VIEIRA CORDEIRO. COM SELO DE SIGILO EM PRATA DE LEI ASSINADO DENTRE OUTRAS PERSONALIDADES PELO GRÃO MESTRE DA ORDEM DO VALLE DO RIO DE JANEIRO (VALLE DOS BENEDITINOS) SALDANHA MARINHO DENTRE OUTROS. RARO E MAGNIFICO DOCUMENTO. EXCERTOS DO TEXTO: A TODOS DO UNIVERSO O SUPREMO CONSELHO DO RITO ESCOCÊS ANTIGO ACOLHIDO NO SEIO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL ATENDENDO A SOLICITUDE E VIRTUDES DO CARO FILISMINO VIEIRA CORDEIRO, BRASILEIRO, 24 ANOS, CASADO, NEGOCIANTE, MEMBRO DA REGULAR CONSTITUIDA NO RITO ESCOCES ANTIGO  E ACEITA COM O TITULO DISTINTIVO 7 DE SETEMBRO, VALLE DE SÃO PAULO TENDO EM CONSIDERAÇÃO SEU ZELO SÃO MORAL  E BONS COSTUMES TANTO EM COMO FORA DELE E HAVENDO CERTIFICADO DE QUE TEM  PREENCHIDO TODOS AS OBRIGAÇÕES DE VERDADEIRO MEMBRO E SATISFEITOS TODOS OS ENCARGOS QUE LHE SÃO EXIGIDOS. POR UNANIME ACORDO LHE TEM CONFERIDO O GRAU DE SOBERANO PRINCIPE DE ROZA CRUZ PARA EM VIRTUDE DELE GOZAR DE TODAS AS PRERROGATIVAS ANEXAS AO MESMO GRAU EM QUALQUER LUGAR DA SUPERFÍCIE DA TERRA...DADO NA SECRETARIA GERAL DO IT: IMP: VALLE DO RIO DE JANEIRO EM  1  DIAS DO 2. MÊS DO ANNO DA VL 5870. ASSINA JOAQUIM SALDANHA MARINHO E OUTRO MEMBROS GRADUADOS. O  RITO ESCOCÊS (REAA) NOS SEUS GRAUS CAPITULARES, TERMINA COM O GRAU 18, QUE É DENOMINADO SOBERANO PRÍNCIPE ROSA-CRUZ, OU CAVALEIRO DA ROSA-CRUZ, COMO É CHAMADO ESTE GRAU NA MAÇONARIA DO ARCO REAL. ESTE GRAU FOI INTRODUZIDO NOS RITOS MAÇÓNICOS PELOS MAÇONS JACOBITAS, COMO ERAM CONHECIDOS OS MEMBROS DA GRANDE LOJA DE INGLATERRA, QUE APOIARAM OS DESCENDENTES DA DINASTIA DOS STUARTS NA SUA PRETENSÃO DE RECUPERAR O TRONO INGLÊS, PERDIDO EM RAZÃO DA CHAMADA REVOLUÇÃO GLORIOSA. NOTA: Bacharel da Faculdade de Direito do Recife em 1836. Advogado, foi presidente das províncias de Minas Gerais, de 1865 a 1867, e de São Paulo, de 24 de outubro de 1867 a 24 de abril de 1868, e deputado pela província de Pernambuco.  Na sua gestão como Presidente da Província de São Paulo aplacou as lutas políticas entre Liberais e Conservadores. Tal fato foi decisivo para a fundação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, já que aglutinou as necessidades dos fazendeiros necessitados de transporte para suas mercadorias (que se dividiam naquelas duas correntes) e para levantamento dos capitais necessários à construção do trecho inicial da ferrovia, de Jundiaí a Campinas. Foi também fundamental à fundação da Companhia Paulista sua interpelação aos ingleses da São Paulo Railway, detentores da concessão imperial, que não manifestavam interesse em prolongar a ferrovia além de Jundiaí. Foi signatário do Manifesto Republicano (1870). Eleito senador, não foi escolhido na lista tríplice por D. Pedro II. Durante o império, foi Deputado Geral (equivalente dos atuais deputados federais) por cinco legislaturas (de 1848 a 1849, de 1861 a 1863, de 1864 a 1866, de 1867 a 1868 e de 1878 a 1881). Grão-mestre da maçonaria, teve destacada atuação na Questão Religiosa na década de 1870 quando publicou vários artigos em jornais com o pseudônimo de Ganganelli. Com a Proclamação da República Brasileira, foi um dos autores do anteprojeto da Constituição de 1891 e senador da República pelo Distrito Federal da 21ª a 23ª legislaturas (de 1890 até a sua morte em 1895). Casou-se, em 1837, em Pernambuco, com Paulina de Carvalho (1876), de cuja união nasceram três filhos, dentre os quais, Joaquim Saldanha Marinho Jr., professor de Matemática. Faleceu aos 79 anos, no Rio de Janeiro, e seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista.

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