Peças para o próximo leilão

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  • DUQUE DE PALMELA  - D.PEDRO DE SOUSA HOLSTEIN (1781-1850)  -CARTA ESCRITA EM 21/04/1837 ACEITANDO CONVITE MAS PEDINDO PARA ADIAR EM FUNÇÃO DA CHEGADA DE SUA FAMÍLIA.  EXCERTOS DO TEXTO:  È COM RECONHECIMENTO E COM O MAIS SENSÍVEL PRAZER QUE ACEITO POR MIM E POR MEU COMPANHEIRO DE VIAGEM O AMÁVEL CONVITE QUE VOCÊ NOS DIRIGIU.  NO ENTANTO MINHA FAMÍLIA CHEGA ESTA NOITE OU AMANHA DE MANHA SERIA PRECISO QUE VOCE TIVESSE A GENTILEZA DE ADIAR ESTA PARTIDA. DESCULPE-ME. . EU VOS  PEÇO QUE ACEITEM ESTA CONDIÇAO, VÓS CERTAMENTE HAVEIS DE APRECIAR A NECESSIDADE DE APÓS UMA LONGA SEPARAÇÃO NÃO DEIXAR NEM POR UM MOMENTO AS PESSOAS QUE LHE SÃO CARAS. ADMITO QUE COMEÇO A SENTIR ALGUMA INQUIETAÇÃO COM O ATRASO DESTA CHEGADA. EU VOS APRESNTO A EXPRESSAO DFE MEUS SENTIMENTOS MAIS PROFUNDOS. PALMELLA.
  • DUQUE DE PALMELLA  - CARTA E ENVELOPE DIRIGIDA AO DUC DE GUICHE EM 20/4/1845. HÉRACLIUS DE GRAMONT, 9.º DUQUE DE GRAMONT ( ANTOINE GENEVIÈVE HÉRACLIUS AGÉNOR ; 17 DE JULHO DE 1789  3 DE MARÇO DE 1855), 9.º DUQUE DE GRAMONT , DUQUE DE GUICHE , PRÍNCIPE DE BIDACHE , ETC. FOI UM GENERAL E CORTESÃO DO EXÉRCITO ARISTOCRÁTICO FRANCÊS DO SÉCULO XIX.  LUTOU CONTRA NAPOLEAO SOB AS ORDENS DO DUQUE DE WELLINGNTON SUA MÃE FOI A DUQUESA DE POLIGNAG AMIGA E FAVORITA DA RAINHA MARIA ANTONIETA. EXCERTOS DO TEXTO: PAIS, 20 DE ABRIL DE RECEBI ONTEM A NOITE AO REGRESSAR A CASA A SUA CARTA DE 18 E APRESSO-ME A DUZER-LHE QUE NÃO TIVE A HONRA DE LHE ENCONTRAR EM SUA CASA, MAS IREI APRESENTAR-ME AMANHA DE MANH. ESTAREI A SUA DISPOSIÇÃO DEPOIS DE AMANHÃ, TERÇA FEIRA DAS DUAS AS TRES HORAS. UM COMPROMISSO QUE TENHO PARA AMANHA E QUE ME OBRIGA A SAIR DE MANHA NÃO ME PERMITE DEISGNAR UM DIA PARA A ENTREVISTA QUE VOSSA ALTEZA TEVEA GENTILEZA DE ME PROPOR. TENHA A GARANTIA DE MINHA MAIS ALTA CONSIDERAÇÃO. DUQUE DE PALMELLANOTA: De Gramont nasceu em Versalhes , filho único de Antoine, 8º Duque de Gramont , com sua esposa Aglaé , filha de Gabrielle de Polastron, duquesa de Polignac , uma favorita da corte da rainha Maria Antonieta . Uma de suas irmãs mais velhas, Aglaé-Angélique-Gabrielle (1787-1842) casou-se primeiramente com o conde Aleksandr Lvovich Davydov (ou Davidoff) , que morreu em 1833, e foi ancestral dos marqueses de Gabriac ; a condessa viúva Davidoff casou-se em segundo lugar com o conde Horace Sébastiani de La Porta . Quando a Revolução Francesa eclodiu, no ano de seu nascimento, a família De Gramont deixou a França e foi para várias partes da Europa: incluindo Grã-Bretanha , Itália , Áustria e Rússia .Héraclius de Gramont juntou-se ao pai em Mittau , que estava servindo com Luís XVIII , antes de ser comissionado aos nove anos no Regimento de Granadeiros de Tauride . Após o treinamento básico, foi promovido a tenente e lutou sob o comando do general russo Suvorov .Concedido o título de cortesia de duque de Guiche em 1813, ele retornou à Inglaterra para completar sua educação antes de servir sob o duque de Wellington mais tarde nas Guerras Peninsulares . Após a queda de Napoleão, sua carreira militar continuou a prosperar e ele foi nomeado tenente-general no Exército Francês em 1823 e, em 1830, mais tarde acompanhou o Rei Carlos X ao exílio na Escócia .
  • CONTES DE ALFRED DE MUSSET. AQUARELLES DE LABOCCETTA. LA BIBLIOTHÉQUE PRECIEUSE. EDITORA NILSSON PARIS. CONTÉM INDICE COM 5 CONTOS: PIERRE ET CAMILLE; SECRET DE JAVOTTE; HISTOIRE D'UN MERLE BLANC; MIMI PINSON, PROFIL DE GRISETTE; LA MOUCHE. 12 AQUARELAS COLORIDAS. DATA DESCONHECIDA, MAS ESTA OBRA FOI REALIZADA EM 1854. 250 PÁGINAS. 13CM X 19CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM MEIA PELE E CANTOS COM MARROQUIM VERDE ARREMATADA COM MOLDURAS DOURADAS COM PAPEL TEXTURIZADO EM TONS DE VERDE. LOMBAR EM MORROQUIM VERDE COM MOLDURAS, TEXTOS E FLORAIS EM DOURADO. CONTRACAPA EM TECIDO EM TONS DE VERDE E PADRONAGEM GEOMÉTRICA EM DOURADO. Nota: Alfred Louis Charles de Musset nasceu em Paris, 11 de Dezembro de 1810. Foi um poeta, novelista e dramaturgo francês do século XIX, um dos expoentes mais conhecidos do período literário conhecido como Romantismo. Diz-se que ele foi "o mais clássico dos românticos e o mais romântico dos clássicos". O seu estilo influenciou profundamente a literatura europeia, tendo surgido múltiplos seguidores, entre os quais se conta o poeta português Fausto Guedes Teixeira, o expoente máximo do neo-romantismo na poesia lusófona. Alfred de Musset nasceu em Paris, filho de Victor-Donatien de Musset-Pathay e de sua mulher Edmée Guyot-Desherbiers, uma família culta e equilibrada, desde há longa data ligada às letras. O seu avô fora poeta e o seu pai, também escritor de mérito, mantinha uma relação estreita com Jean-Jacques Rousseau, cujas obras editava. Por esta via, Rousseau exerceu uma grande influência sobre o jovem poeta, em cuja obra recebe diversas homenagens, enquanto atacava violentamente Voltaire, o grande adversário de Rousseau. Matriculou-se no Lycée Henri-IV com nove anos de idade. Em 1827 ganhou o segundo lugar no prémio de escrita em latim do Concours général com o ensaio A origem de nossos sentimentos, revelando assim o seu talento literário. Ainda hoje um busto assinala naquele liceu a passagem de Musset como aluno distinto. Depois de tentar iniciar uma carreira em Medicina, que abandonou devido à sua repugnância pelas dissecções, tentou Direito, desenho, ensino da língua inglesa, piano e saxofone. Foi então que, com a ajuda de Paul Foucher, um cunhado de Victor Hugo, começou a frequentar, com apenas 17 anos de idade, o Cénacle, o salão literário de Charles Nodier na Bibliothèque de l'Arsenal, descobrindo a sua vocação para a literatura e decidindo seguir carreira literária. No Cénacle simpatiza com Charles Augustin Sainte-Beuve e Alfred de Vigny, mas recusa-se a adular o mestre Victor Hugo. Mais tarde ridicularizou os passeio nocturnos dos membros do Cénacle pelas torres da catedral de Notre-Dame e outras actividades do grupo. Publicou em 1829 o seu primeiro livro, intitulado Contos de Espanha e da Itália, que despertou ao mesmo tempo admiração e protesto, por conter paródias em verso a algumas das mais reverenciadas obras românticas da época.
  • KINGS PHOTOGRAPHIC VIEWS NEW YORK 450 ILLUSTRATIONS. A SOUVENIR COMPANION TO KINGS HANDBOOK OF NEW YORK CITY. PUBLICHED BY MOSES KING BOSTON  MASS. 1895. 720 PÁGINAS. 15CM X 29CM. IDIOMA EM INGÊS. INCLUSO UM MAPA DE NEW YORK CITY 55CM X 36CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM TECIDO VERDE CHÁ COM LETRAS, ILUSTRAÇÕES E MOLDURAS EM VERMELHO E DOURADO.Nota:  As fotografias mostram viadutos e pontes ferroviárias, uma loja de departamentos no Brooklyn, vários arsenais com torres imponentes, as grandes residências de Andrew Carnegie, Sra. Cornelius Vanderbilt e outros na Quinta Avenida; o Plaza Bank coberto de trepadeiras; hotéis esplêndidos, cenas de rua "típicas da vida de Nova York", monumentos, prédios de escritórios, vistas do porto e navios, etc. Indexado.
  • L.FRITZSCHES ILLUSTRIERTES SERVIETTEN ALBUM. (O ÁLBUM DO GUARDANAPO ILUSTRADO DE L.FRITZSCHES). ARRUME A MESA; SERVIR; QUEBRE GUARDANAPOS; ESCULTURA. 138 FIGURAS. MAIS DE 500 ILUSTRAÇÕES. PRÊMIO HONORÁRIO E MEDALHA DE OURO. FRANKFURT MAIN 1894. DEDICADO PARA LAMBER JOSEPH KELLNER. 1903. 176 PÁGINAS. 16CM X 25CM. CONTÉM ÍNDICE. LIVROS ESPECIALIZADOS RECOMENDADOS, BIOGRAFIA DE LFRITZSCHES,  IDIOMA ALEMÃO. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM TECIDO AZUL COM CHANCELAS PRATEADAS TEXTOS EM BAIXO RELEVO DOURADOS E TEXTOS, ILUSTRAÇÃO E MOLDURA EM PRETO. CONTRACAPA EM FLORAIS AMARELOS, COM TODAS AS PÁGINAS DO MIOLO EMOLDURADAS COM PLANTAS ANIMAIS E FRUTAS EM AZUL.  Nota: TRECHO DO PREFÁCIO: Este álbum de guardanapos ilustrado substitui os livros originais do mesmo autor, há muito esgotados, que na primeira edição tinham o título >The Skilled Waiter> e, mais tarde, Table Setting, Serving, Napkin Breaking and Carving. As várias edições desses livros, que eram, no entanto, mais substanciais do que outras obras e mini-obras com propósito semelhante, foram logo vendidas e chegaram aos melhores círculos familiares, bem como ao setor de hospitalidade, um sinal de que havia necessidade delas. O reconhecimento universal que recebeu, bem como o surgimento de obras concorrentes de qualidade inferior, deram ao autor motivos para aperfeiçoar e melhorar continuamente sua obra e moldá-la no que ela é hoje, de modo que dificilmente alguém será capaz de criar algo mais completo.  Após o autor desta obra, L. Fritzsche, falecer em 27 de fevereiro de 1898 no hospital municipal de Plauen i/V. faleceu, acreditamos estar cumprindo um dever de gratidão e ao mesmo tempo atendendo a um desejo dos leitores desta obra se lhes traçarmos brevemente um retrato da vida do falecido e assim contribuirmos para que seu nome e obra não caiam no esquecimento ao longo dos anos, destino habitual de inventores, descobridores e benfeitores. TRECHO DE SUA BIOGRAFIA:  Heinrich Louis Fritzsche nasceu como o mais velho de cinco irmãos e duas irmãs em 21 de junho de 1853 em Greiz (Reu ä. L.), filho de um pobre mestre tecelão, portanto um verdadeiro filho do povo alemão. Depois de frequentar a escola primária local, ele se tornou aprendiz de garçom no Hotel zum Kranich. Perto do fim de seu aprendizado de dois anos, ele aprendeu as formas mais simples de quebrar ou colocar guardanapos com um garçom no Schützenhaus, uma arte que havia sido quase esquecida na época, mas que se tornaria muito importante em sua vida posterior. Fritzsche então se tornou garçom na estação de trem em Glauchau e no Hotel St. Hamburg em Crimmitschau, de onde a sede de viajar inerente à maioria dos garçons alemães dessa época o levou ao Reno. Ele foi garçom no Domhotel em Colônia, passou uma temporada no Hotel Schlo Langenau em Bad Ems, em Worms e em Heidelberg. De lá, ele viajou para a Inglaterra com uma família inglesa e aprendeu inglês lá.
  • OEUVRES DE PAUL VERLAINE ILUSTRÉS PAR BERTHOLD MAHN (VI) EDITORA LIBRAIRIE DE FRANCE E IN OFFICINA SANCTANDREANA. CONTÉM 6 ILUSTRAÇÕES EM PRETO E BRANCO E 4 ILUSTRAÇÕES EM AQUARELA COLORIDA DA HISTÓRIA DE JADIS ET NAGUÈRE. LIVRO PÓSTUMO. DATA DESCONHECIDA, MAS POR VOLTA DE 1938. PÁGINAS DE 289 A 304. 19CM X 24CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM MEIA PELE E CANTO EM MARROQUIM PRETO E TECIDO CAMURÇA AZUL. CONTRACAPA EM PAPEL TEXTURIZADO COM FLORES DOURADAS E UMA LOMBAR COLADA SOBRE ELA. Nota: Paul Marie Verlaine nasceu em Metz, 30 de março de 1844. E é considerado um dos maiores poetas do simbolismo francês. Ele inicia na poesia publicando sua primeira coleção, Poèmes saturniens em 1866, aos 22 anos. Sua vida foi virada de cabeça para baixo quando ele conheceu Arthur Rimbaud, em setembro de 1871, a vida amorosa tumultuada e errante na Inglaterra e na Bélgica levou-os a uma cena violenta: em Bruxelas, Verlaine, com um revólver, machucou o pulso daquele que ele chama de seu "marido infernal". Verlaine foi julgado e condenado, passando dois anos na prisão, reconectando-se ao catolicismo de sua infância e escrevendo poemas que apareceram em suas seguintes coleções: Sagesse (1880), Jadis et Naguère (1884) e Parallel (1889). Desgastado pelo álcool e pela doença, Verlaine morreu aos 51 anos, em 8 de janeiro de 1896, por pneumonia aguda. Ele foi enterrado em Paris no cemitério de Batignolles. O mais velho de quatro filhos, Berthold Mahn nasceu no bairro de Belleville, da união de um artesão da Silésia que veio se estabelecer em Paris.filho de uma luxemburguesa nascida Marie-Jeanne Dantz . Aos dezesseis anos, obrigado a trabalhar para viver, foi contratado numa fábrica de fornos e fogões na Avenida Parmentier . Teve aulas de desenho com Edmond Eugène Valton na escola Germain Pilon (futura escola Duperré ). Berthold Mahn estimou ter ilustrado cerca de cem livros.
  • OEUVRES DE ALFRED DE MUSSET. PREMIÈRES POÉSIES 1828  1833. (OBRAS ILUSTRADAS DE ALFRED DEMUSSET PRIMEIRA POESIA 1828  1833). CONTOS DA ESPANHA E DA ITÁLIA. ILUSTRAÇÕES DE CHARLESMARTIN. EDITORA LIVRARIA DA FRANÇA PARIS. 1927. 52 PÁGINAS. 19CM X 24CM. 4 ILUSTRAÇÕES COLORIDAS. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA REVESTIDA EM MEIA PELE E CANTO EM MARROQUIM PRETO E PAPEL MARMOREADO EM AZUL. CONTRA CAPA EM PAPEL MARMOREADO EM TONS DE AZUL. COM LOMBAR ORIGINAL COLADA SOBRE A CONTRACAPA. Nota: Alfred Louis Charles de Musset nasceu em Paris, 11 de Dezembro de 1810. Foi um poeta, novelista e dramaturgo francês do século XIX, um dos expoentes mais conhecidos do período literário conhecido como Romantismo. Diz-se que ele foi "o mais clássico dos românticos e o mais romântico dos clássicos". O seu estilo influenciou profundamente a literatura europeia, tendo surgido múltiplos seguidores, entre os quais se conta o poeta português Fausto Guedes Teixeira, o expoente máximo do neo-romantismo na poesia lusófona. Publicou em 1829 o seu primeiro livro, intitulado Contos de Espanha e da Itália, que despertou ao mesmo tempo admiração e protesto, por conter paródias em verso a algumas das mais reverenciadas obras românticas da época. Sendo o mais novo integrante da nova escola literária francesa, ombreando com grandes nomes, como Alfred de Vigny, Prosper Mérimée, Charles Augustin Sainte-Beuve, entre outros, quando tinha 20 anos a sua fama literária era já grande, colocando-o entre os melhores cultores do Romantismo, mas também já o ligando a hábitos de dandy e a uma vida amorosa desregrada e boémia. Musset tentou então a sua sorte no teatro, tentando produzir obras dramáticas que lhe permitissem ganhar a vida. Em Dezembro de 1832 aparece o seu primeiro Spectacle dans un fauteuil, que se compunha de um drama, La Coupe et les Lèvres, uma comédia, À quoi rêvent les jeunes filles?, e um conto oriental, Namouna. Musset exprime já nesta recolha a dolorosa tensão entre deboche e pureza de costumes que dominará muita da sua obra.
  • EDMUND DULACS PICTURE BOOK FOR THE FRENCH RED CROSS. PUBLICADO PARA O DAILY TELEGRAPH POR HODDER E STOVCHTON  PARA LONDRES; NOVA YORK; TORONTO. TODOS OS LUCROS DA VENDA SERÃO DOADOS A CRUZ VERMELHA FRANCESA PELO COMITÉ DE LONDRES. DATA DESCONHECIDA, MAS POR VOLTA DE 1930. 134 PÁGINAS 22CM X 28CM. CONTÉM ÍNDICE FOTOGRAFIA DE EDMUND DULAC, 19 PLACAS ILUSTRADAS COLORIDAS. DENTRE AS HISTÓRIAS TEMOS:  A HISTÓRIA DO PÁSSARO FENG UM CONTO DE FADAS DA CHINA. JOVEM ROUSSELLE: UMA CANÇÃO FRANCESA DOS TEMPOS ANTIGOS. LAYLA E MAJNUN UMA HISTÓRIA DE AMOR PERSA. O ROUXINOL DEPOIS DE UM CONTO DE FADAS DE HANS ANDERSEN. TRÊS REIS DO ORIENTE, UMA CANÇÃO DE NATAL. SINDBAD O MARINHEIRO: UM CONTO DAS MIL E UMA NOITES. A PEQUENA COSTUREIRA: UMA CANÇÃO FRANCESA DOS ANTIGOS TEMPOS. A VERDADEIRA PRINCESA: DEPOIS DE UM CONTO DE FADAS DE HANS ANDERSEN. MINHA LISETTE: UMA ANTIGA CANÇÃO FRANCESA. CINDERELA: UM CONTO DE FADAS DOS FRANCÊS. THE CHILLY LOVER: UMA CANÇÃO DOS FRANCÊS. A HISTÓRIA DE AUCASSIN E NICOLETTE: UM IDÍLIO DO VELHO MUNDO. BARBA AZUL: UM ANTIGO CONTO DOS FRANCÊS. CÉRBERO, O CÃO NEGRO DE HADES. A SENHORA BADOURA: UM CONTO DAS MIL E UMA NOITES. O ADORMECIDO DESPERTO: UM CONTO DAS MIL E UMA NOITES. JUSEF E ASENATH: UMA HISTÓRIA DE AMOR DO EGITO. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA ORIGINAL. REVESTIDO EM TECIDO DE LINHO CRU. COM ILUSTRAÇÃO EM BAIXO RELEVO NA COR VERDE. LOMBAR ACOMPANHA O DESIGNER DA CAPA. CONTRACAPA FROUXAMENTE PRESA AO MIOLO. PRESIDENTE DE HONRA SE MONSIEUR PAUL CAMBON. PRESIDENTE VISCOMTESSA DE LA PANOUSE. SOB O PATROCÍNIO DE RAINHA ALEXANDRANota: O livro ilustrado de Edmund Dulac para a Cruz Vermelha Francesa é uma obra impressionante, produzida no meio da Primeira Guerra Mundial, por um verdadeiro gênio da ilustração. Foi publicado originalmente em 1915 e contém imagens coloridas. Dulac era um ilustrador de revistas, ilustrador de livros e designer de selos naturalizado britânico, nascido na França, que, apesar de sua idade avançada, desejava ajudar o esforço de guerra de qualquer maneira que pudesse. Os desenhos são delicadamente desenhados, notáveis por seus encantos clássicos de contos de fadas e influência estilística japonesa. As imagens habilmente coloridas refinam ainda mais a narrativa encantadoramente simples - todas apresentadas juntas neste texto. É um livro para ser apreciado por jovens e velhos; um belo objeto, produzido em um momento de grande perigo. Ele projetou selos postais para a Grã-Bretanha, incluindo o selo postal emitido para comemorar a coroação do Rei Jorge VI, emitida em 13 de maio de 1937. Dulac foi um dos designers dos selos da série Wilding, que foram os primeiros selos definitivos do reinado da Rainha Isabel II.
  • DUQUE DE PALMELLA (ENTÃO COMO MARQUÊS DE PALMELLA)  IMPORTANTE CARTA ESCRITA DE NANTES NO MOMENTO DO EMBARQUE DOM DOM PEDRO I PARA INICIAR A CAMPANHA MILITAR CONTRA DOM MIGUEL I A FIM DE RESTAURAR NO TRONO DONA MARIA II, FILHA DO IMPERADOR DOM PEDRO I E DA IMPERATRIZ LEOPOLDINA E PRINCESA DO BRASIL.  EXCERTOS DO TEXTO: SENHOR, PARA MEU DESEPERO DE NÃO TER APROVEITADO MELHOR MINHA ESTADIA AQUI, DEVIDO A FELICIDADE QUE TIVE EM ENCONTRA-LO, DEVO DIZER-LHE QUE ESTIVE SEMPRE DOENTE E NA IMPOSSIBILIDADE DE SAIR DO HOTEL MESMO PARA ACOMPANHA-LO POR UM INSTANTE. RECEBA MEUS SINCEROS VOTOS E ACEITE MINHAS FELICITAÇÕES PELA CARTA. ANEXADA CARTA PARA O SR. SEU TIO QUE CONFIO EM SEUS CUIDADOS. VOSSO MUITO HUMILDE PALMELLA. NANTES, 1 DE FEVEREIRO 1832. COM SELO DE SIGILO DO MARQUES DE PALMELA EM PERFEITAS CONDIÇÕES E ANOTAÇÃO DO DESTINATÁRIO: BILHETE QUE O MARQUES DE PALMELLA ME DIRIGIU NO MOMENTO DE DESEMBARCAR COM DOM PEDRO PARA A EXPEDIÇÃO CONTRA PORTUGAL, PARTINDO DE BELLE ILLE. BELLE ILE  É UMA ILHA DA BRETANHA, FRANÇA, QUE SERVIU COMO PONTO DE PARTIDA DA EXPEDIÇÃO DE DOM PEDRO A PORTUGAL.  O BILHETE É UM REGISTRO HISTORICO DE UM MOMENTO CRUCIAL NA GUERRA CIVIL PROTUGUESA (1828-1834) COM O APOIDO DO MARQUES DE PALMELLA, INICIOU SUA CAMPANHA MILITAR PARA RESTAURAR SUA FILHA NO TRONO DE PROTUGAL CONTRA OS ABSOLUTISTAS QUE APOIAVAM SEU IRMÃO O USURPADOR DOM MIGUEL. NOTA:  SOBRE O INICIO DA CAMPANHA DE RESTAURAÇÃO DA PRINCESA IMPERIAL DO BRASILDONA MARIA DA GLORIA COMO RAINHA DONA MARIA II DE PORTUGAL. No dia 13 de novembro de 1831, entrava no porto de Angra, vindo do Rio de Janeiro, o brigue de guerra Conde de Vila Flor, trazendo diferentes emigrados, entre eles os brigadeiros Travassos e Bento de França. Salvou a terra com 21 tiros, sendo correspondido das fortalezas; e no dia 20 chegou a notícia de que vinha efetivamente D. Pedro para a ilha Terceira, com todos os emigrados que estavam em Inglaterra, Franca e Bélgica, a fim de organizar um exército para ir sobre Portugal, tendo a frente esse valoroso príncipe que tomara o título de Duque de Bragança.A Regência mandou logo proceder, por Decreto de 19 de novembro, em todas as ilhas dos Açores, exceto na ilha Terceira, a um recrutamento de dois mil oitocentos cinquenta e três homens; e a 14 aportou um navio, vindo de Inglaterra, com munições de guerra e fardamentos para toda a tropa, dando a certeza de que a esquadra de D. Pedro se estava organizando e brevemente partiria para os Açores.Vinha outro navio do Rio de Janeiro com quarenta e tantas pessoas e grandes riquezas para a ilha Terceira, mas, infelizmente, a 26 foi a pique defronte da ilha Graciosa.No dia 28 de dezembro era recebido de São Miguel um grande auxílio pecuniário de trinta e dois contos de réis, emprestados pelo rico proprietário daquela ilha, Nicolau Maria Raposo, ainda que não voluntariamente.Em Londres estava D. Pedro empregando todos os esforços para alcançar um empréstimo grandioso, sem o qual não era possível levar a efeito a intentada empresa. Pôde finalmente conseguir o empréstimo de trezentas e quarenta mil quinhentas vinte e nove libras, dezanove xelins e seis pence; alistando depois homens em Inglaterra e França para o serviço da marinha e do exército.Rose George Sartorius1 foi nomeado vice-almirante e encarregado do comando da parte naval da expedição; e também incumbido de convidar e alistar, com certas condições, os oficiais de marinha e marinheiros necessários para os vasos de guerra que havia de comandar. Criou-se também em Londres uma comissão de aprestos, de que era membro Mendizábal,2 que pôde efetuar a compra de dois grandes navios da carreira das Índias e da Ásia, que se armaram em fragatas com os nomes de Rainha de Portugal e D. Maria II.Os armamentos e tripulação dos navios de guerra não podiam, segundo as leis britânicas, fazer-se em Inglaterra; deviam levar-se em transportes ao porto designado para a reunião da esquadra e das tropas alistadas. Escolheu-se para isso o porto de Belle-Isle,3 onde, à custa de grandes despesas se pôde iludir as leis britânicas acerca do recrutamento estrangeiro; recorreu-se também a Nantes para a compra de tudo o que era preciso ao abastecimento que demandava a grande e extraordinária empresa.Sobre estas fadigas e cuidados que punham em atividade e desassossego, o Duque de Bragança, sérios e profundos desgostos lhe suscitaram subitamente os Constitucionais adversos que, cheios de ambições e vaidades, lhe atribuíam intuitos sinistros, deslembrados de que, sem os esforços daqueles príncipe à testa dos negócios da Rainha e da emigração, nada tinham absolutamente a esperar senão infortúnios, peregrinando em países estrangeiros. Era o mais furioso daqueles adversários Rodrigo Pinto Pizarro,4 que publicavas opúsculo terríveis em seu descrédito.Não desanimava entretanto o Duque de Bragança, prosseguindo sempre nas diligências de organizar a intentada expedição, já preparando forças em Belle-Isle, ponto de reunião, já mandando para os Açores armas, fardamentos, provisões de guerra, víveres e mantimentos necessários. Todos os fidalgos, generais e emigrados existentes em diferentes países, foram convidados para acompanhar a expedição.No dia 24 de janeiro de 1832 despediu-se D. Pedro, em Paris, do rei de França, Luís Filipe, e a 25 partia para Orléans; e de lá para Angers, onde embarcou para Nantes, chegando a Belle-Isle no dia 2 de fevereiro. Foi ali recebido com salvas de vários navios de guerra portugueses, indo a terra o almirante Sartorius cumprimentar o Duque de Bragança e conduzi-lo para bordo da fragata Rainha de Portugal, onde foi içado o pavilhão real entre aclamações dos portugueses já a bordo dos navios e uma salva de artilharia. De bordo do pavio almirante, a 2 de fevereiro, fez D. Pedro o seguinte manifesto, anunciando ir assumir a autoridade da Regência e colocar-se à testa do exército libertador:Chamado a suceder a El-Rei, meu augusto pai, no trono de Portugal como seu filho primogénito, pelas leis fundamentais da monarquia mencionadas na Carta de lei e édito perpétuo de 15 de novembro de 1825, fui formalmente reconhecido como Rei de Portugal por todas as potências e pela nação portuguesa, que me enviou à corte do Rio de Janeiro uma deputação composta de representantes dos três diferentes estados: e desejando eu, ainda à custa dos maiores sacrifícios, assegurara fortuna de meus leais súbditos de ambos os hemisférios, e não querendo que as relações de amizade recíprocas tão felizmente estabelecidas entre os dois países, pela independência de ambos, pudessem ser comprometidas pela reunião fortuita de duas coroas sobre uma mesma cabeça, decidi-me a abdicar a coroa de Portugal em favor de minha mito amada e prezada filha D. Maria da Glória, que igualmente foi reconhecida por todas as potências e pela nação portuguesa.  Ao tempo de concluir esta abdicação, os meus deveres e os meus sentimentos a prol do país que me deu o nascimento e da nobre nação portuguesa que me havia jurado fidelidade, induziram-me a seguir o exemplo do meu ilustre avó o senhor D. João IV, aproveitando o curto espaço de meu reinado para restituir, como ele fizera, à nação portuguesa a posse dos seus antigos foros e privilégios, cumprindo dessa maneira também as promessas de meu augusto pai, de gloriosa memória, anunciadas na sua proclamação de 31 de maio de 1823, e na Carta de lei de 4 de junho de 1824.  Com este fim promulguei a Carta Constitucional de 29 de abril de 1826, na qual se acha virtualmente revalidada a antiga forma do governo português e constituição do Estado: e, para que esta Carta fosse realmente uma confirmação e um seguimento da lei fundamental da monarquia, garanti em primeiro lugar a proteção mais solene e o mais profundo respeito à sacrossanta religião de nossos pais: confirmei a lei da sucessão com todas as cláusulas das Cortes de Lamego, fixei as épocas para a convocação das cortes, como outrora já se havia praticado nos reinados dos senhores D. Afonso V, e D. João III: reconheci os dois princípios fundamentais do antigo governo português, isto é, que as leis só em cortes se fariam, e que as imposições e administração da fazenda pública só nelas seriam discutidas, e jamais fora delas; e finalmente determinei que se juntassem em uma só câmara os dois braços do clero e da nobreza, compostos dos grandes do reino, eclesiásticos e seculares, por ter mostrado a experiência os inconvenientes que resultavam da separada deliberação destes dois braços.  Acrescentei algumas outras providências tendentes todas a firmar a independência da nação, a dignidade e autoridade real, e a liberdade e prosperidade dos povos; e desejoso de não aventurar estes dons aos riscos e inconvenientes de uma menoridade, julguei que o meio de os assegurar seria o de unir a minha augusta filha a um príncipe português a quem naturalmente, pela conformidade de religião e nascimento, mais que a nenhum outro devia interessar a completa realização de tantos benefícios com que eu pretendi felicitar a nação portuguesa; persuadindo-me também que os bons exemplos do meu virtuoso parente, o monarca em cuja corte residira, o tivessem tornado digno de avaliar a grande confiança que nele punha um irmão que dele fazia depender os destinos de sua muito amada filha.  Tal é a origem da escolha que fiz do infante D. Miguel; escolha funesta, que comigo têm deplorado tantas vítimas inocentes, e que marcará uma das mais desastrosas épocas da história portuguesa!  O infante D. Miguel depois de haver-me prestado juramento como a seus natural soberano e à Carta Constitucional na qualidade de súbdito português; depois de haver de mim solicitado o cargo de regente do reino de Portugal, Algarves e seus domínios, que eu efetivamente lhe conferi com o título de meu lugar-tenente, por Decreto de 3 de julho de 1827; depois de ter entrado, no exercício de tão eminentes funções, prestado, livre e voluntariamente juramento de manter a Carta Constitucional tal qual tinha sido por mim dada, à nação portuguesa, e de entregar a Coroa à senhora D. Maria II logo que tocasse a época da sua maioridade, arrojou-se a cometer um atentado sem exemplo, pelas circunstâncias que o acompanharam.  Debaixo do pretexto de decidir uma questão que nem de facto nem de direito estava litigiosa, violando a Carta Constitucional que acabava de jurar, convocou os três estados do Reino da maneira mais ilegal e ilusória, abusando assim da autoridade que eu lhe havia confiado; e, atropelando o respeito devido a todos os soberanos da Europa, que haviam reconhecido como Rainha de Portugal a senhora D. Maria II, fez decidir pelos supostos mandatários, que se achavam reunidos debaixo do seu poder e influência, que era a ele e, não e a mim que devia passar a Coroa de Portugal quando faleceu o senhor D. João VI e desta maneira usurpou o infante D. Miguel para si o trono cujo depósito eu lhe havia confiado.  As potências estrangeiras estigmatizaram este ato de rebelião, fazendo, imediatamente retirar os seus representantes da corte de Lisboa, e os meus ministros plenipotenciários como imperador do Brasil, nas cortes de Viena e Londres, fizeram os dois solenes protestos de 24 de maio e de 8 de agosto de 1828 contra toda e qualquer violação dos meus direitos hereditários e dos de minha filha; contra a abolição das instituições espontaneamente outorgadas por mim e legalmente estabelecidas em Portugal; contra a ilegítima e insidiosa convocação dos antigos estados daquele Reino, que haviam deixado de existir, já por efeito de uma diuturníssima prescrição, já em virtude das mencionadas instituições; contra a precipitada decisão dos chamados três estados do reino, e os argumentos em que a apoiaram; nomeadamente contra a falsa interpretação de uma antiga lei feita nas Cortes de Lamego, e de outra feita em 12 de setembro de 1642, por El-Rei D. João IV, a pedido dos três estados, e em confirmação da mencionada lei das Cortes de Lamego.  Todos estes protestos foram selados com o sangue que quase quotidianamente têm vertido desde então tantos milhares de vítimas da mais acrisolada fidelidade: e na verdade esta criminosa usurpação, colocando ao príncipe que a perpetrou no caminho da ilegalidade e da violência, tem feito pesar sobre os desgraçados Portugueses um cúmulo de males superior a quantos jamais foram suportados por outros povos.  Para sustentar um governo que blasonava emanar da vontade nacional, foi preciso levantarem-se cadafalsos, onde foram imolados um grande número daqueles que tentaram resistir ao jugo atroz da usurpação; encheram-se de vítimas todas as prisões do reino, castigando-se por esta forma, não o crime, mas a lealdade e o respeito à fé jurada; inumeráveis inocentes vítimas foram enviadas para os horrorosos desertos de África, outras têm acabado a sua existência em horríveis cárceres à força de angústias e de tormentos: e finalmente os países estrangeiros encheram-se de Portugueses fugitivos da sua pátria, constrangidos a suportarem longe dela as amarguras de um não merecido desterro!  Por esta forma se desencadearam sobre o país em que eu nasci todos os horrores que pode excitar a perversidade humana! Oprimidos os povos pelos ultrajes que cometem as autoridades que os governam, manchadas as páginas da história portuguesa pelas afrontosas satisfações com que o frenético governo da usurpação se tem visto obrigado a expiar alguns atos da sua irrefletida atrocidade contra súbditos estrangeiros em menoscabo de seus governos; interrompidas as relações diplomáticas e comerciais com a Europa inteira; enfim, a tirania manchando o trono, a miséria e a opressão sufocando os mais nobres sentimentos do povo; eis o quadro lastimoso que apresenta Portugal há perto de quatro anos! O meu coração aflito pela existência de tão terríveis males, consola-se porém reconhecendo a proteção visível que Deus, dispensador dos tronos, concede à nobre e justa causa que defendemos.  Ao contemplar que, apesar dos maiores obstáculos de todo o género, a lealdade pôde salvar na ilha Terceira, asilo e baluarte da liberdade portuguesa já ilustrado em outras épocas da nossa história, os escassos meios com que seus nobres defensores, não só têm conseguido, desde ali, juntar novamente ao domínio de minha augusta filha as outras ilhas dos Açores, mas também reunir as forças com que hoje contamos; não posso deixar de reconhecer a proteção especial da Divina Providência.  Confiado no seu amparo, havendo-me representado a atual Regência em nome da Rainha fidelíssima, por via de uma deputação que enviou à presença da mesma soberana e Rainha, os vivos desejos que tinham os povos das ilhas dos Açores e mais súbditos fiéis daquela senhora residentes nas sobreditas ilhas de que, tomando eu ostensivamente a parte que me cabe nos negócios de Sua Majestade Fidelíssima, como seu pai, tutor e natural defensor, e como chefe da Casa de Bragança, desse em tão grande crise as providências prontas e eficazes que as circunstâncias imperiosamente reclamam; movido finalmente dos deveres que me impõe a lei fundamental de Portugal, resolvo-me a abandonar o repouso a que as minhas atuais circunstâncias me levariam; e, deixando no continente os objetos que mais caros são ao meu coração, vou-me reunir aos Portugueses que, à custa dos maiores sacrifícios, se têm sustentado por seu heróico valor contra todos os esforços da usurpação.  Depois de agradecer nas ilhas dos Açores aos indivíduos que compuseram a Regência, que nomeei por estar ausente, o patriotismo com que desempenharam, em circunstâncias tão dificultosas, o seu encargo, reassumirei, pelos motivos que ficam ponderados, a autoridade que na mesma Regência se achava depositada, a qual conservarei até que, estabelecido em Portugal o governo legítimo de minha augusta filha, deliberem as Cortes Gerais da nação portuguesa, a cuja convocação imediatamente mandarei proceder, ses convém que eu continue no exercício dos direitos que se acham designados no artigo 92. da Carta Constitucional; e, resolvida que seja esta questão afirmativamente, prestarei o juramento exigido pela mesma Carta para o exercício da Regência permanente.  Será então que os Portugueses oprimidos verão chegar o termo dos males que há tanto tempo os flagelam; não deverão temer as reações e as vinganças por parte de seus irmãos que os vão resgatar; ao momento de os abraçarem os que estiveram tanto tempo longe do solo pátrio, deplorarão com eles os infortúnios por que têm passado, e prometerão sepultá-los em eterno esquecimento. Quanto aos desgraçados cuja consciência culpável teme a ruína da usurpação de que foram os fautores, devem estar certos que, se a ação das leis os pode castigar com a perda dos direitos políticos, de que fizeram um tão vergonhoso abuso para desgraça de sua pátria, nenhum deles ficará privado nem de sua vida, nem dos direitos civis, nem de suas propriedades, salvo o direito de terceiro, como o foram desgraçadamente tantos homens honrados cujo crime era defender a lei do país.  Publicarei um Decreto de amnistia, em que claramente sejam marcados os limites deste indulto; declarando desde já que não será escolhida delação alguma sobre acontecimentos ou opiniões passadas, evitando-se por meio de medidas oportunas que ninguém possa ser para o futuro inquietado por tais motivos.  Sobre estas bases, ocupar-me-ei com o mais constante desvelo de outras muitas medidas não menos convenientes à honra e ao bem-estar da nação portuguesa, sendo uma das primeiras o restabelecimento das relações políticas e comerciais que existiam entre Portugal e os demais Estados, respeitando religiosamente seus direitos, evitando escrupulosamente todo e qualquer comprometimento em questões de política estrangeira, e que possam inquietar para o futuro as nações aliadas e vizinhas.  Portugal ganhará todas as vantagens que resultam da paz interna e da consideração dos estrangeiros. O crédito público se restabelecerá pelo reconhecimento de todas as dívidas do estado, quer nacionais quer estrangeiras, legalmente contraídas, e com isso se acharão os meios para o seu pagamento; o que sem dúvida influirá sobre a prosperidade pública.  Asseguro àquela parte do exército português que, iludida, hoje sustenta a usurpação, que será por mim acolhida, se, renunciando à defesa da tirania, se unir espontaneamente ao exército libertador, exército que prestará sua força à sustentação das leis, e será o mais firme apoio do trono constitucional, e do bem-estar de seus concidadãos: igualmente asseguro aos militares de segunda linha, que não tomarem parte na defesa da usurpação, que não serão incomodados, e imediatamente serão dispensados do serviço, a fim de poderem voltar ao seio de suas famílias e aos seus trabalhos domésticos, de que há tanto tempo se acham separados.  Não duvidando que estas minhas francas expressões penetrarão os corações dos Portugueses honrados e amantes da pátria, e que eles não hesitarão em vir unir-se a mim e aos leais e denodados compatriotas que me acompanham na heroica empresa da restauração do trono constitucional da Rainha fidelíssima minha augusta filha. Declaro que não vou levar a Portugal os horrores da guerra civil, mas sim a paz, e a reconciliação, arvorando sobre os muros de Lisboa o estandarte real da mesma soberana, como o pedem as leis da eterna justiça, e os votos unânimes de todas as nações cultas do universo.  Bordo da fragata Rainha de Portugal, aos 2 de fevereiro de 1832.  D. Pedro, Duque de Bragança.A galera Fluminense, surta em Brest, veio a Belle-Isle conduzir emigrados para a Terceira; e os transportes Tyrian e Edwards, foram destinados para trazer a seu bordo a força estrangeira alistada em Inglaterra e França, formando um batalhão denominado Auxiliares Ingleses, de que era comandante o coronel George Lloyd Hodges.5O vice-almirante Sartorius, no dia 5 de fevereiro, teve de prestar, com grande solenidade, juramento de obediência e fidelidade à Rainha D. Maria II e à Regência que em seu nome governava; e igual juramento prestaram todos os oficiais presentes, acabando este ato solene com uma salva de 21 tiros. No dia 10 de fevereiro largou a esquadra liberal para os Açores, ficando, a partir o depósito de oficiais militares e paisanos. Dirigia-se D. Pedro na fragata Rainha de Portugal para a ilha Terceira, mas o tempo obrigou-o a desembarcar em São Miguel, onde a fragata lançou ferro no dia 22, pelo meio dia, em frente da cidade de Ponta Delgada, sendo saudado o pavilhão real pelo castelo de São Brás com 21 tiros, a que a fragata correspondeu.Dirigiu-se logo a bordo, num escaler do Governo, a cumprimentar Sua Majestade Imperial, o governador da ilha, Conde de Alva,6 acompanhado pelos oficiais do seu estado-maior e o cônsul britânico; indo noutro escaler o corregedor e o juiz de fora. Apenas o augusto príncipe recebeu a bordo o governador e pessoas que o acompanhavam, desceu com eles, e com mais alguns portugueses, para o escaler e dirigiu-se para terra, onde era esperado por muito povo que saudou o desembarque com entusiásticos vivas.No cimo da escada do cais agradeceu D. Pedro a receção, lhe faziam e ali mesmo levantou vivas a D. Maria II, que foram repetidos por todos os espectadores. O Batalhão de Caçadores n.º 5 e o Regimento de Infantaria n.º 18 estavam postados nas ruas por onde passava o cortejo até ao palácio que era destinado para D. Pedro. Houve depois receção de todos os oficiais dos corpos e do estado-maior, autoridades eclesiásticas, judiciárias e Câmara Municipal.Demorou-se D. Pedro na ilha de São Miguel oito dias, examinando a cidade e seus arredores, informando-se do estado da administração pública, passando revista às tropas e dando várias providências. Durante a sua estada em São Miguel, viu-se D. Pedro na necessidade de passar uma ordem sobre uma casa de Londres, para receber trinta contos de réis e dez imediatamente, para prosseguir na sua arriscada empresa. Indagou quem o poderia servir nesta urgência, oferecendo-se o rico proprietário e negociante Jacinto Inácio da Silveira,7 pelo que D. Pedro o agraciou com o título de Barão de Fonte Bela.A 2 de março, pelas 2 horas da tarde, dirigiram-se ao palácio, a Câmara e as autoridades a despedirem-se de D. Pedro, acompanhando-o depois ao cais, Às 6 horas da tarde largou a esquadra para a ilha Terceira.Tinham já chegado vários transportes ao porto de Angra, conduzindo passageiros. A 22 de janeiro deu fundo um grande transporte com duzentos e oitenta soldados, a maior parte estrangeiros, com seus respetivos oficiais; e a 24 chegou a fragata D. Maria II, trazendo, entre outros passageiros, vários personagens e patentes superiores, o Conde de Vila Real, o Barão de Rendufe, o Conde da Taipa, o Marquês da Fronteira e os Condes de Linhares e Paraty. A 25 entrou um brigue de guerra com cento e cinquenta praças, soldados estrangeiros; a 26 outro navio com o Marquês de Loulé, Conde de Ficalho e o coronel comandante do corpo de ingleses, ao mesmo tempo que desembarcava na baía da Praia outro contingente de cento e cinquenta praças do corpo de ingleses e a respetiva música.Era grande a afluência de gente que quase diariamente chegava a Angra, de países estrangeiros, tornando-se difícil o aquartelamento da tropa e os aboletamentos na cidade. Providenciou a Regência, mandando a 30 de janeiro sair do convento da Conceição de Angra as últimas religiosas que ali existiam, ficando o edifício despejado ou para aquartelamento ou para hospital.Sendo indubitável a próxima chegada do Duque de Bragança, a Câmara Municipal de Angra preparou-lhe uma receção estrondosa, nomeando uma comissão especial para os festejos que deviam ter lugar. No Pátio da Alfândega erguia-se um arco triunfal; ornou-se de colunas a Rua Direita, e pelas outras ruas, por onde devia passar o cortejo, só se viam flores e bandeiras.Constando achar-se já na ilha de São Miguel o senhor D. Pedro, a Regência dirigiu-lhe uma deputação, no dia 27 de fevereiro, composta do brigadeiro Sebastião Drago Valente Leão Cabreira e do major de engenheiros Bernardo de Sá Nogueira, para o felicitar pela sua próspera chegada aos Açores e render-lhe o tributo de respeito, obediência e fidelidade, em seu nome e no de todos os habitantes da ilha Terceira. Na ocasião da apresentação, foi lido a D. Pedro o seguinte discurso:Senhor.  A Regência criada por V. M. I., e estabelecida na Capital dos Açores, em Nome de S. M. F. a Senhora D. Maria II, Augusta Filha de V. M. I., cometeu-nos hoje o honroso encargo de trazermos, na Presença de V. M. I., aos pés do Trono de Sua Augusta Filha, e nossa legítima Rainha, o devido tributo dos mais puros, e mais cordeais sentimentos de respeito, de amor, e de lealdade, que se prezam de professar a S. M. F., e a seu Augusto Pai, os membros da Regência, os bravos defensores, e os leais habitantes daquelas ilhas.  Logo que, na Capital delas, constou o feliz regresso de Vossas Majestades à Europa, um entusiasmo mais fácil de sentir-se que de descrever-se, se apoderou de todos; e a Regência, obedecendo ao sentimento do seu dever, e mais ainda, se é possível, ao impulso generoso de tão geral, e tão bem merecido alvoroço, destinou desde logo enviar à Presença de Vossas Majestades a expressão sincera de tão nobres, e tão leais sentimentos; mas então, Senhor, bravas Tropas de S. M. F. haviam começado a nobre empresa de trazer todo aquele Arquipélago à obediência da Mesma Augusta Senhora; e a Regência, confiada no bom êxito de um intento, que a justiça guiava, e que o valor, e a lealdade prosseguiam, preferiu aguardar o momento em que pudesse aumentar aquele primeiro tributo de respeito, e de amor, com os protestos de submissão, e os votos unânimes de todos aqueles Povos.  A Regência não esperou em vão: apenas saindo do porto de Angra, uma Força protetora da Justiça, e da razão oprimida, pôde cruzar os mares dos Açores, umas das suas Ilhas espontaneamente ergueram o grito da lealdade, e nas outras aonde uma guarnição mal aconselhada conseguiu abafá-lo, forçoso lhes foi ceder ao impulso generoso dos Povos, e ao brio denodado das Tropas de S. M.  Tais foram, Senhor, os acontecimentos que a Providência, tinha reservado, para marcar com eles a época do regresso de Vossas Majestades à Europa, época destinada a formar a mais bela páginas da história portuguesa, na qual é justo esperar que os súbditos fiéis de S. M. F. a Senhora D. Maria II, pela sua lealdade, e pela sua coragem, assombrem os feitos espantosos de Aljubarrota, e a deliberada, e gloriosa empresa de 1640; e pela escassez dos seus meios, pela sua resignação, pelas suas privações, e pela sua constância tomem o passo aos portentosos defensores de Diu, e deixem muito atrás de si as heroicidades, e os sacrifícios que seus gloriosos Avós obraram na Índia.  Tem pois a Regência, que nos envia, a mais bem fundada confiança em que uma época tão bem marcada, seja precursora da completa felicidade dos Povos Portugueses, e da restauração da Pátria, e da Carta Constitucional, que V. M. I. generosamente Outorgou; e nesta certeza nos encarrega de suplicarmos fervorosamente a V. M. I. duas Graças: sendo a primeira, que permita, que Sua Augusta Filha, a Senhora Rainha de Portugal, vá afortunar com a Sua Presença os habitantes dos Açores, estabelecendo a Sua residência na Sede atual da Monarquia; com isso pagará S. M. F. largamente, o bem merecido amor daqueles Povos; fará desenvolver ainda mais, se é possível, o fogo da lealdade neles tão vivamente ateado, criará, e levantará uma nova e mais bem fundada esperança, nos corações dos seus leais súbditos, que jazem oprimidos no Reino, e nos Domínios Portugueses.  Mas para que esta medida, que a Regência tem por muito conveniente, possa ser coroada pelo mais feliz resultado, é indispensável que V. M. I. se identifique com a Causa de Sua Augusta Filha, e com a nobre Causa da lealdade Portuguesa, que é hoje por muitos títulos a mesma Causa de V. M. I.; de V. M. a quem com tão grande alvoroço os corações Portugueses, pressagiosos de futuras desgraças, juraram em outro tempo obediência, que V. M. I. generosamente transferiu para Sua Augusta Filha.  Este desejo, eminentemente gravado no ânimo da Regência, forma o importantíssimo objeto da outra Súplica, que ela nos encarrega de por na Presença de V. M. I.  Sirva-se pois V. M. I. de pôr-Se ostensivamente à testa dos Negócios a de S. M. F. e de desembaraçar, e de seguir por todos os modos, o fio delicado e importante, que deve conduzir a um fim glorioso os nobres esforços da Nação Portuguesa: nisto, Senhor, preencherá V. M. I. os deveres de Pai, tão caros ao Seu Coração; pagará o tributo à Pátria, que o viu nascer, e que é sempre tão sagrado para o homem de bem; recompensará todos os sacrifícios que têm feito à Causa da Legitimidade, e da razão à fiel Nação Portuguesa, que tão digna se tem tornado de tão ilustre recompensa; nisto finalmente, achará V. M. I. com que completar os nobres sentimentos de Seu magnânimo Coração.  Com efeito, Senhor, tentar todos os meios para restaurar generosamente a Sua Augusta Filha uma Coroa, e para afortunar uma Nação inteira com as generosas instituições que V. M. I. mesmo Lhe havia dado, é hoje a obra mais digna, e será no futuro o mais claro ornamento da memória de um Príncipe, que tendo abdicado duas Coroas quis fundar na Sua generosidade, na Sua independência, o monumento mais duradouro da Sua glória.A este discurso sincero e cheio de patriotismo, respondeu D. Pedro:Em Nome de Minha Augusta Filha, a Rainha de Portugal, e em Meu Nome, Agradeço à Regência, os sentimentos de respeito, e de amor, que a animam; e às valorosas Tropas, e leais Povos dos Açores, os sacrifícios que têm feito, e a lealdade que em tão difíceis circunstâncias, têm tão exemplarmente provado, e Tomando na devida consideração, quanto a deputação expõe, Farei tudo o que houver por mais conveniente aos interesses da Causa de Minha Augusta Filha e da Carta Constitucional.No dia 3 de março de 1832 apareceu no horizonte, pelas 9 horas da manhã, a fragata Rainha de Portugal, em que vinha o augusto pai da Rainha e propugnador de seus direitos. Meia hora depois içou o pavilhão real que firmou com 21 tiros, correspondendo-lhe as fortalezas de terra; e pelas 11 horas chegavam a bordo os membros da Regência com os seus secretários, sendo recebidos com uma salva de artilharia e levados à presença de Sua Majestade Imperial, pelo presidente da Regência o Marquês de Palmela, que pronunciou o seguinte discurso:Senhor.  Quando em 1826 Vossa Majestade Imperial houve por bem decretar para a Monarquia Portuguesa, de que então era Rei pelo incontestável direito de primogenitura, uma Carta Constitucional que, tendo sido positivamente aceite e jurada por todas as Ordens do Estado, ficou sendo o Pacto Fundamental e o vínculo sagrado entre o Rei e a Nação, levantou-se entre os Portugueses um desejo geral, publicamente manifestado, de que Vossa Majestade, que era o autor de tão importante Obra, fosse também quem, com a Sua Augusta Presença e com Seu firme braço, viesse pôr em execução as sábias e salutares reformas delineadas na Carta, vencer os poderosos obstáculos que velhos abusos e os interesses fundados neles opunham a toda a inovação, e lançar assim os sólidos fundamentos da prosperidade nacional. O que os Portugueses não puderam conseguir naquele tempo, nós o gozamos hoje; e este dia, trazido pelos imperscrutáveis Decretos da Providência Divina por caminhos que os mortais não podem explicar, é o dia mais desejado e de maior glória para os Membros da Regência que Vossa Majestade Imperial, como Pai e Tutor da Rainha, criou em 13 de junho de 1829, e para todos os Portugueses que, no Reino ou na Emigração, suspiram pelo triunfo da Legitimidade e da Liberdade Constitucional.  Quatro anos são quase passados, Senhor, depois que nesta ilha, no dia 22 de junho de 1828, se proclamou altamente a sustentação dos direitos de Vossa Majestade e da Senhora D. Maria II, nossa Rainha pela Sua Abdicação, declarando-se guerra aberta à usurpação e a seus sequazes. Esta gloriosa luta foi dirigida ao princípio por um Governo interino, ao qual se seguiu uma Junta Provisória, escolhidos ambos em .sessões extraordinárias da Câmara, e dos mais respeitáveis habitantes desta Cidade de Angra em perfeito acordo com as Autoridades Civis, e com os oficiais militares: a Junta Provisória entregou o governo ao Governador e Capitão-General mandado em Nome da Rainha, e este o entregou à Regência nomeada por Vossa Majestade; e em todo este tempo foi necessário combater a oposição interna fomentada pelas incessantes intrigas do Governo Usurpador, e a força externa com que o mesmo Governo procurou destruir este baluarte do patriotismo, e da lealdade.  O valor, e a constância venceram todos os obstáculos; restabeleceu-se a ordem no interior da Ilha; o dia 11 de agosto de 1829 viu aniquilar-se na baía da Vila da Praia a poderosa expedição mandada para a subjugar; e um bloqueio de perto de três anos nem causou o menor abalo nos peitos dos bravos que defendiam a Ilha, nem impediu os Emigrados que estavam fora, de solicitarem à porfia todas as ocasiões possíveis de virem reunir-se a eles; até que não podendo uns e outros conter por mais tempo seus brios dentro dos limites da guerra defensiva, ousaram sem embarcações de guerra, sem cómodos transportes, e sem nenhum dos meios reputados indispensáveis para expedições marítimas, ir, havendo nas águas dos Açores duas corvetas inimigas, atacar as tropas da usurpação em todas as Ilhas deste arquipélago, aonde por tão longo tempo estavam estabelecidas e fortificadas.  Senhor, se este acometimento foi temerário, o sucesso foi venturoso e ilimitada a glória que as tropas fiéis nele ganharam; e a esta temeridade devemos hoje a ventura de podermos, ao tempo em que fazemos a Vossa Majestade entrega do Governo e Regência do Reino, oferecer-lhe com ele os humildes e respeitosos votos da obediência, devoção, e lealdade da guarnição. e habitantes de todas as Ilhas dos Açores, os quais todos estão prontos sacrificar vidas e fazendas para bem do serviço da Augusta Rainha, em Nome de quem Vossa Majestade Imperial entra a governar, e para o serviço pessoal de Vossa Majestade.  Os Membros da Regência, Senhor, nas árduas e difíceis circunstâncias em que por muitas vezes estiveram colocados nunca tiveram outro fim em vista, senão o triunfo da Causa da Legitimidade e da Liberdade Constitucional, o melhor serviço da Rainha, e o maior bem de Seus leais súbditos; e se alguma vez pareceu exceder os limites das suas atribuições Constitucionais, tem na lei da necessidade a maior e melhor justificação: reconhecem todavia que muitas faltas haverão cometido involuntariamente, e delas pedem humildemente perdão, que esperam lhes seja graciosamente outorgado por Vossa Majestade Imperial, em Nome da Rainha.  Não podemos sair da presença de Vossa Majestade, sem recomendar-mos muito positivamente os muitos, e muito importantes serviços prestados à Rainha desde 22 de junho de 1828, por todos os empregados e autoridades, militares, diplomáticas, e civis que têm tido parte ativa na gloriosa luta de que a feliz vinda de Vossa Majestade assegura o próximo triunfo; e muito especialmente recomendamos os serviços dos bravos que formaram a guarnição da Ilha Terceira nas duas memoráveis épocas que terminaram: a primeira no dia 11 de agosto de 1829, e a segunda com a tomada da Ilha de São Miguel no princípio de agosto de 1831.  Senhor, o contentamento que sentimos depositando nas Augustos mãos de Vossa Majestade Imperial um poder que tanto excedia as nossas débeis forças, redobra, se é possível, pela certa e segura esperança que temos, de que, debaixo do Governo e Regência de Vossa Majestade, em breves dias será destruída a usurpação, restaurado o trono legítimo, e consolidadas, e inteiramente desenvolvidas, as instituições políticas ordenadas, ou exigidas, pela Carta Constitucional. Este é o fim de todos os nossos desejos, e o objeto das ardentes súplicas que não cessaremos de dirigir ao Todo Poderoso, a quem pedimos que conserve, e prospere a preciosa vida de Vossa Majestade, e felicite todos os atos da sua Regência.Respondeu-lhe D. Pedro:Agradeço à Regência os sentimentos que manifesta; restituir à Minha Augusta Filha o trono, e aos Portugueses o governo da Carta Constitucional, é hoje o único objeto dos meus desejos, como até agora o tem sido o louvável zelo da Regência.Nesta mesma ocasião recebeu a Regência o Decreto da sua dissolução, escrito a bordo e datado de 3 de março, louvando os seus membros e declarando assumir a autoridade de Regente em nome da Rainha. Em seguida leu a seguinte proclamação:Portugueses  Chegando à Europa, em o dia dez de junho do ano próximo passado, achei a causa de Sua Majestade Fidelíssima a senhora D. Maria II, Minha Augusta Filha e vossa Rainha, a ponto de perder-se, e conjuntamente com aquela, a causa constitucional portuguesa, apesar de todos os esforços feitos por vós: compelido pelo amor de pai e pelo dever de homem filantropo, parti, no dia vinte do referido mês para Inglaterra, aonde, primeiro que tudo, cumpria tratar negócio de tão alta monta: ali dirigi eu mesmo as negociações políticas, tomando grande parte nelas, e ordenei que se contratasse um empréstimo, sem o qual baldados seriam todos os meus bons desejos. Enquanto às minhas ordens se dava a devida execução, voltei à França para advogar, como advoguei, a nobre causa constitucional perante Sua Majestade, meu muito amado e prezado tio, o Rei dos Franceses.  Neste meio tempo, a Regência, que eu havia criado para vos governar, enviou uma deputação à presença de minha augusta filha e à minha, a, dizer-me, em nome da mesma Regência e em vosso nome, que me pusesse ostensivamente à frente dos negócios de Sua Majestade Fidelíssima. Este desejo tão expressivamente manifestado por vós não podia deixar de mover meu imperial coração a condescender com ele, e a ajuntar gostosamente aos desvelos e cuidados que já me devia tão sagrada causa, o sacrifício da minha tranquilidade pessoal, e dos interesses que me são mais caros.  Concluído que foi o empréstimo, e apenas, por meio dele e à custa de bastantes trabalhos e de não poucas dificuldades, se pôde conseguir que se aprontasse uma esquadra capaz de sustentar os direitos da senhora D. Maria II e os dos seus fiéis súbditos, guiado pelo amor da humanidade, pelo da minha augusta filha e pupila, e pelo da Carta Constitucional, decidi-me a embarcar em Belle-Isle e a fazer-me à vela, logo que pude, para esta ilha, egrégio baluarte da fidelidade e da liberdade portuguesa.  Acudindo deste modo ao chamamento dos seus povos, venho, em nome da vossa Rainha, e pessoalmente, agradecer à Regência, a todos os habitantes das ilhas dos Açores, e às valorosas tropas que as guarnecem, tantos sacrifícios feitos, tanta fidelidade provada, tanta constância desenvolvida, que seguramente vos tornam aos olhos do mundo civilizado vivos exemplos daquela heroicidade e amor da pátria com que os Albuquerques e os Castros se distinguiram na Índia.  Satisfazendo pois aos meus mais sagrados deveres, como pai, tutor, e natural defensor da vossa legítima soberana, e aos vossos desejos, em tudo dignos de tais leais súbditos da mesma augusta senhora, vos declaro que passo imediatamente a reassumir aquela mesma autoridade que, por estar ausente, havia depositado na Regência, a qual conservarei até que, estabelecido em Portugal o governo legítimo de minha augusta filha, deliberem as Cortes Gerais se convém que eu continue no livre exercício dos direitos que se acham designados no artigo 92. da Carta Constitucional. Firme nos meus princípios, eu me glorio de tomar uma parte ativa convosco na nobre empresa de derribar a tirania que há perto de quatro anos tem assolado Portugal; de marchar à testa de tão bravos militares, com o intento unicamente de livrar a humanidade oprimida, de estabelecer o império da lei, e de firmar a autoridade e o trono de minha augusta filha e vossa Rainha, a qual, educada nos verdadeiros princípios constitucionais, quando vier a governar-vos não perderá de vista esta máxima:  que a Carta Constitucional tão inteiramente a deve reger a ela como a seus fiéis súbditos.  A bordo da fragata Rainha de Portugal, surta no porto de Angra, aos 3 de março de 1832.  D. Pedro, Duque de Bragança.Feito isto, Sua Majestade Imperial, acompanhado do Marquês de Loulé, de Paulo Martins de Almeida, seu guarda-roupa, de Cândido José Xavier, secretário do seu gabinete, e pelos ministros que nomeara, o Marquês de Palmela, dos negócios estrangeiros e do reino, José Xavier Mouzinho da Silveira, da fazenda e justiça, e Agostinho José Freire, da guerra e marinha, e finalmente do Conde de Vila Flor, desceu da fragata para um escaler que o conduziu a terra. No momento do desembarque no cais, onde esperavam D. Pedro os generais, oficiais de todas as graduações e grande número de habitantes da ilha Terceira, romperam todos em repetidos vivas à Rainha D. Maria II, a Sua Majestade Imperial Duque de Bragança e à Carta Constitucional, ao que o augusto príncipe respondeu com muito agrado.Pôs-se o cortejo em marcha, entre vivas e aclamações e salvas nos castelos de São João Baptista e São Sebastião, que se achavam embandeirados, e das embarcações de guerra surtas no porto. À entrada da cidade, onde se achava um arco triunfal, veio a Câmara Municipal esperar Sua Majestade Imperial para o conduzir à Catedral debaixo do pálio, honra que não aceitou, dizendo que devia ser reservado somente para sua augusta filha. O presidente da Câmara pronunciou o seguinte discurso congratulatório, a que o excelso príncipe respondeu muito lisongeiramente:Senhor.  São majestosos sempre os caminhos por onde a Providência marcha ao complemento dos seus desígnios. Foi Vossa Majestade Imperial destinado para ser o Fundador das Liberdades Portuguesas; forçoso era cumprir-se tão importante missão.  Estava igualmente marcado em seus altos mistérios, que esta parte da Monarquia Lusitana, já distinta na história pela sua constância e lealdade, fosse o asilo da liberdade perseguida, o baluarte contra o qual se despedaçassem os impotentes furores da usurpação, o foco de onde partisse a salvação da Pátria; e assim tem acontecido.  Aos prodígios pois de valor, e devoção a seus legítimos Soberanos, de amor à justa liberdade, e de firmeza que tornam distintos entre os heróis do tempo os bravos defensores da Terceira, e os habitantes dos Açores, em um século tão fecundo em grandes acontecimentos, obedecendo ao invisível poder da Providência, vem hoje em fim reunir-se o móvel poderoso por Ela destinado para libertar a Pátria desgraçada, restaurar o Trono tão iniquamente usurpado à Augusta Filha de Vossa Majestade Imperial; e fazer prosperar o tenro Arbusto, com que do fundo da América Se Dignou Vossa Majestade Imperial beneficiar os Portugueses.  Os votos dos habitantes dos Açores, que a Regência em Nome da Rainha se dignou levar à Presença de Vossa Majestade Imperial, foram ouvidos; e Vossa Majestade Imperial dando mais uma prova decisiva da sua Real Magnanimidade, e Amor Paternal, veio colocar-Se à frente dos heróis da Legitimidade Constitucional.  A ventura dos Portugueses já não é duvidosa; a bênção dos Povos, e a administração das gerações futuras serão o prémio de tão grande ação.  Digne-se pois Vossa Majestade Imperial acolher, com aquela Bondade que lhe é própria, a sincera expressão dos puros sentimentos de adesão, agradecimento, e respeito que os membros da Câmara desta Cidade de Angra por si, e em nome dos Povos a que presidem, vem tributar a Vossa Majestade. Estes são os sentimentos de todos os Açorianos, e de muitos milhares de Portugueses que suspiram pelo desejado instante de se poderem unir ao Augusto pai de sua legítima Soberana, ao Libertador da Monarquia, para debelarem o férreo jugo que os oprime.  Para tão desejado fim são poucos todos os sacrifícios. Não poupar-se a eles é a divisa dos fiéis Açorianos.  Francisco de Meneses Lemos e Carvalho, presidente interino.Resposta de D. Pedro:É muito agradável para Mim ter de agradecer à Câmara desta Cidade as expressões de consideração que Me dirige; e ainda mais às provas de fidelidade, que tem dado a Minha Augusta Filha. Fiel aos sentimentos do meu coração, e ao chamamento dos leais Povos dos Açores, venho hoje unir-Me a eles, para restabelecer, com o Trono da Senhora D. Maria II, o governo da Carta Constitucional.Prosseguiu o cortejo, precedido da Câmara, pelas Ruas Direita e da Sé, onde se achavam postados os corpos da guarnição, vendo-se as janelas vistosamente guarnecidas de sedas, onde as senhoras com os lenços saudavam a feliz chegada do príncipe.À porta da Sé esperava Sua Majestade Imperial o Cabido, que o conduziu à capela-mor, onde não quis tomar lugar debaixo do docel, e, sobre os degraus da capela, assistiu ao Te Deum que se cantou diante de um seleto auditório, findo o qual, Sua Majestade do mesmo modo conduzido, se dirigiu ao palácio do governo, destinado para sua residência.
  • DUQUE DE PALMELA  - D.PEDRO DE SOUSA HOLSTEIN (1781-1850) ENTÃO COMO CONDE DE PALMELA EMBAIXADOR  DE SUA ALTEZA REAL O PRINCIPE REGENTE FUTURO DOM D. JOÃO  VI DE PORTUGAL JUNTO A SUA MAJESTADE BRITANICA.  CARTA DIRIGIDA A A MESSIER LE MAIRE (PREFEITO DO 2. ARRONDISSEMNT DA CIDADE DE PARIS). EXCERTOS DO TEXTO: O CONDE DE PALMELLA EMBAIXADOR DE SUA ALTEZA REAL O PRINCIPE REGENTE DE PORTUGAL JUNTO A SUA MAJESTADE BRITÂNICA TEM A HONRA DE CUMPRIMENTAR A MESSIER LE MAIRE DO 2.  ARRONDISSEMNT DA CIDADE DE PARIS E PEÇO-LHE QUERIA DISPENSAR O ALOJAMENTO MILITAR NA CASA  N. 18 DA RUA DA VITORIA CHAMPS DANTIN, VISTO QUE O CONDE DE PALMELLA ALUGOU OS APARTAMENTOS PARA LÁ SE INSTALAR. ESPERO QUE O MESSIER  LE MAIRE TENHA A COMPLACENCIA QUE LHE PEÇO E APROVEITO ESTA OPORTUNIDADE PARA ASSEGURAR-LHE MINHA CONSIDERAÇÃO .PARIS, 20 DE JULHO DE 1815. O CONDE DE PALMELLA. PALMELLA ESTAVA EM PARIS EM 1815 PARA ATENDER INTERESSES PORTUGUESES NO ECO DO CONGRESSO DE VIENA NO QUAL REPRESENTOU PORTUGAL. O ACORDO  IMPUNHA SANSÕES A FRANÇA APÓS A DERROTA DE NAPOLEÃO BONAPARTE MAS O CONGRESSOD E VIENA FOI TOMADO DE SURPRESA COM O RESSURGIMENTO DE NAPOLEAO BONAPARTE NO PERIODO CHAMADO DE 100 DIAS QUE PRECEDEU SUA DERROTA FINAL. PALMELLA CHEGOU EM PARIS 5 DIAS APÓS A PRISÃO DE NAPOLEÃO BONAPATE E SEU EXILIO PARA ILHA DE ELBA EM 15 DE JULHO DE 1815. A PATIR DAÍ INICIARAM-SE AS TRATATIVAS QUE CULMINARAM NO TRATADO DE PARIS CELEBRADO NESTE ANO ENTRE REINO UNIDO, ÁUSTRIA, RÚSSIA E PRÚSSIA. O TRATADO ESTABELECEU QUE A FRANÇA DEVERIA VOLTAR ÀS FRONTEIRAS DE 1790 E PAGAR INDENIZAÇÕES PELOS DANOS CAUSADOS NO CONTINENTE POR NAPOLEÃO BONAPARTE. O TRATADO DE PARIS DE 1815 FOI ASSINADO EM 20 DE NOVEMBRO DE 1815, APÓS A DERROTA DO EXÉRCITO FRANCÊS LIDERADO POR NAPOLEÃO BONAPARTE NA BATALHA DE WATERLOO. APÓS O PERÍODO DOS CEM DIAS QUE SEGUIU A EVASÃO DE NAPOLEÃO DA ILHA DE ELBA, ESTE TRATADO FOI MAIS SEVERO QUE O TRATADO DE 1814, NEGOCIADO POR TALLEYRAND, DADO O RECENTE APOIO POPULAR A NAPOLEÃO NA FRANÇA: A FRANÇA FOI REDUZIDA A SUAS FRONTEIRAS DE 1790  ELA PERDIA AS CONQUISTAS TERRITORIAIS DOS EXÉRCITOS REVOLUCIONÁRIOS DE 1790-92, QUE O TRATADO ANTERIOR PERMITIA À FRANÇA MANTER  E DEVIA PAGAR 700 MILHÕES DE FRANCOS DE INDENIZAÇÕES, ALÉM DE MANTER A SEUS CUSTOS UM EXÉRCITO DE OCUPAÇÃO DE 150 000 SOLDADOS NOS TERRITÓRIOS FRONTEIRIÇOS DO PAÍS POR UM PERÍODO MÁXIMO DE CINCO ANOS. ENQUANTO QUE ALGUNS ALIADOS, E PARTICULARMENTE A PRÚSSIA, EXIGIAM INICIALMENTE QUE A FRANÇA ABANDONASSE UMA PARTE IMPORTANTE DE SEU TERRITÓRIO A LESTE, A RIVALIDADE ENTRE AS POTÊNCIAS VENCEDORAS E O DESEJO GERAL DE GARANTIR A RESTAURAÇÃO DOS BOURBON TORNARAM A PAZ MENOS ONEROSA DO QUE ELA PODERIA TER SIDO. NOTA: Duque de Palmela, filho do diplomata D. Alexandre de Sousa e Holstein, D. Pedro nasceu em 1781, em Turim, e morreu em 1850. Estudou em Londres e em Portugal, para onde veio pela primeira vez em 1795.Em 1802, com apenas vinte e um anos, iniciou a sua carreira diplomática em Roma como conselheiro da embaixada. Nesta cidade sentiu-se maravilhado com tudo o que se relacionava com a Antiguidade e as Belas-Artes. Em 1805 conheceu Madame de Staël e em casa desta traduziu para francês alguns episódios d'Os Lusíadas. Em 1810 foi enviado a Cádis como ministro plenipotenciário, para tentar que a rainha D. Carlota Joaquina, então no Rio de Janeiro, fosse nomeada regente de Espanha.Em 1812 recebeu o título de conde de Palmela e foi nomeado embaixador de Portugal em Londres, vindo depois a representar o país no Congresso de Viena. Nomeado para a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, assumiu o cargo em 1820, momento em que a revolução do Porto já estava em curso. Defensor da volta da corte para Portugal e da manutenção de Lisboa como metrópole do império luso, apresentou ao príncipe regente um projeto com as bases de uma constituição que assegurava a participação do monarca no Poder Legislativo. Sua proposta não foi seguida, o que o levou a demitir-se do cargo. Acompanhou d. João no regresso a Lisboa, em abril de 1821, tendo sido impedido de fixar-se em Portugal. Somente retornou à vida pública em 1823, quando foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Foi demitido e preso no decurso do movimento absolutista liderado por d. Miguel, mas reassumiu o cargo de ministro com o exílio deste. Em 1825 retornou a Londres como embaixador. Teve papel importante na restauração de Dona Maria II como rainha de Portugal, sendo o artífice da diplomacia de DomPedro I junto a corte inglesa para arregimentar esforções nesse sentido. Durante o reinado de D. Maria II deteve várias pastas ministeriais como a dos Negócios Estrangeiros, dos Eclesiásticos e Justiça e da Fazenda e liderou o primeiro Governo Constitucional, cargo que lhe foi renovado em 1842 e em 1846.. Recebeu o título de conde em 1812, o de marquês em 1825 e o de duque de Palmela em 1833. Morreu em Lisboa, em 12 de outubro de 1850.
  • DUQUE DE PALMELA PORCELANA COMPANHIA DAS INDIAS  COVILHETE  EM PORCELANA CIA DAS INDIAS PERTENCENTE AO SERVIÇO DO DUQUE DE PALMELA D.PEDRO DE SOUSA HOLSTEIN (1781-1850). BELA DECORAÇÃO COM ESMALTES DO PERÍODO JIAQING. BORDA COM GUIRLANDA EM OURO. CORPO E CALDEIRA COM ÁRVORE DE ROMÃ E SEUS FRUTOS TENDO AO FUNDO CIDADELA. NÃO FORA RARO POR TER PERTENCIDO AO SERVIÇO DESSE TITULAR É TAMBÉM DE RARA BELEZA, UMA PEÇA SURPREENDENTE DA LAVRA DOS ARTESÃOS DE PORCELANA CHINESA DO INICIO DO PERÍODO OITOCENTISTA. EXEMPLAR DESTE SERVIÇO ESTA REPRODUZIDO NO LIVRO LOUÇA DA ARISTOCRACIA NO BRASIL, POR JENNY DREYFUS. PAG. 135, 14 CM DE DIÂMETRO. NOTA: D.Pedro de Sousa Holstein (1781-1850) o primeiro Duque de Palmela foi um dos artífices da Revolução Liberal que entronizou Dona Maria II em Portugal com a deposição do usurpador D. Miguel. Era afilhado de batismo da Rainha Dona Maria I e do rei Dom Pedro III. Foi feito conde por Dona Maria I, sua madrinha, Marquês por Dom joão VI e Duque por Dom Pedro I quando este regia o Reino de Portugal em favor de sua Filha D. Maria II. Foi um militar que desempenhou papel importante nas guerras peninsulares pela libertação de Portugal do jugo de Napoleão Bonaparte. Foi também ministro plenipotenciário em Londres e guardião de Dona Maria II quando esta viveu em na Inglaterra a aguardar as guerras que destronariam seu tio e marido Dom Miguel I que lhe usurpou o trono português. Em 1817 foi chamado a exercer o cargo de ministro dos negócios estrangeiros. Como tal, viajou para oRio de Janeiro, onde a corte portuguesa se encontrava desde as invasões francesas. No entanto, contrário à presença da corte noBrasil, e não emLisboa, acaba por se demitir; só após aRevolução Liberalde 24 de Agosto de 1820, e o subsequente regresso dorei, em 1821, Palmela aceitou o cargo; nessa altura foi incumbido de viajar ao Brasil e acompanhar o rei no seu regresso triunfal a Portugal. Até à sua morte desempenhou numerosos cargos políticos e militares. Por sua lealdade foi recompensado por Dom Pedro I que o tornou grande no Reino. D. Pedro de Sousa Holstein, 1º conde, marquês e duque de Palmela e 1º duque do Faial, descendente da Casa de Bragança e da Família Real Dinamarquesa; foi primeiro-ministro de Portugal.
  • JOÃO CARLOS DE BRAGANÇA E LIGNE DE SOUSA TAVARES MASCARENHAS DA SILVA, 2. MARECHAL DE PORTUGAL, DUQUE DE LAFÕES (LISBOA, 6 DE MARÇO DE 1719  LISBOA, 10 DE NOVEMBRO DE 1806), CARTA DE KARL WILHELM FERDINAND DE BRUNSWICK-WOLFENBÜTTE PRÍNCIPE ALEMÃO, DUQUE HEREDITÁRIO DE BRUNSWICK E LÜNEBURG E DESDE 26 DE MARÇO DE 1780 SOBERANO NO SUBPRINCIPADO DE BRUNSWICK-WOLFENBÜTTEL FOI DESTRONADO POR NAPOLEÃO BONAPARTE. O TÍTULO DE DUQUE DE LAFÕES FOI CRIADO POR DECRETO DE 17 DE FEVEREIRO DE 1718 E CONFIRMADO POR CARTA DE 5 DE SETEMBRO DO MESMO ANO, DO REI D. JOÃO V DE PORTUGAL, EM FAVOR DE SEU SOBRINHO D. PEDRO HENRIQUE DE BRAGANÇA, FILHO DO INFANTE D. MIGUEL DE BRAGANÇA, UM FILHO ILEGÍTIMO QUE SEU PAI PEDRO II DE PORTUGAL TIVERA DE UMA SENHORA FRANCESA DE NOME ANA ARMANDA DE VERGÉ.A RESIDÊNCIA PRINCIPAL DA FAMÍLIA DOS DUQUES DE LAFÕES ERA O PALÁCIO DO GRILO. NÃO TENDO GERADO DESCENDÊNCIA LEGÍTIMA, O TÍTULO PASSOU PARA O IRMÃO, O GENERAL JOÃO CARLOS DE BRAGANÇA, O MAIS FAMOSO DUQUE DAQUELE TÍTULO. O 2.º DUQUE DE LAFÕES FOI FIGURA DE DESTAQUE NA ÉPOCA. D. JOÃO CARLOS DE BRAGANÇA PRETENDEU PROSSEGUIR OS ESTUDOS EM COIMBRA, MAS AS DÚVIDAS DO REITOR E LENTES DA UNIVERSIDADE SOBRE O TRATAMENTO ADEQUADO A UM PERSONAGEM DE SANGUE REAL, APRESENTADA AO MONARCA, MOTIVOU A ORDEM DE D. JOÃO V PARA QUE REGRESSASSE À CORTE SEM SE DESPEDIR DE PESSOA ALGUMA. POR OCASIÃO DO TERRAMOTO DE 1755, O DUQUE DE LAFÕES FOI UM DOS VOLUNTÁRIOS QUE PERMANECEU EM LISBOA PARA TRATAR DOS VIVOS E ENTERRAR OS MORTOS. DEDICAVA-SE À LEITURA DE BONS LIVROS E AO CULTIVO DAS ARTES, EM ESPECIAL DA MÚSICA, MAS O MEIO LISBOETA NÃO SE APRESENTAVA MUITO FAVORÁVEL NA ÉPOCA. AUSENTOU-SE DO REINO, ONDE SÓ VOLTARIA VINTE E UM ANOS DEPOIS. VÁRIAS RAZÕES TÊM SIDO APONTADAS PARA ESSA SAÍDA, INCLUSIVE A DE QUE D. JOSÉ LHE TERIA RECUSADO A TRANSMISSÃO DO TÍTULO, HIPÓTESE SEM CONSISTÊNCIA, VISTO QUE SEU IRMÃO D. PEDRO HENRIQUE FALECEU 4 ANOS APÓS D. JOÃO CARLOS DE BRAGANÇA SE TER AUSENTADO, SENDO MAIS PLAUSÍVEL TER SAÍDO POR SUA VONTADE, ATÉ PORQUE MANTEVE CORDIAIS RELAÇÕES COM D. JOSÉ E COM O MARQUÊS DE POMBAL. PERMANECEU VÁRIOS MESES EM INGLATERRA, TENDO SIDO ELEITO MEMBRO DA ROYAL SOCIETY DE LONDRES. DAÍ PARTIU PARA VIENA DE ÁUSTRIA. OBTEVE AUTORIZAÇÃO PARA INGRESSAR NOS EXÉRCITOS AUSTRÍACOS, TENDO PARTICIPADO NA GUERRA DOS SETE ANOS. ASSINADA A PAZ EM 1763, VIAJOU PELA ÁUSTRIA, ITÁLIA, FRANÇA, RÚSSIA ALEMANHA, SUÉCIA, DINAMARCA E TURQUIA, SÓ REGRESSANDO A PORTUGAL APÓS A SUBIDA AO TRONO DE D. MARIA I. A SOBERANA DEVOLVEU-LHE TODAS AS HONRAS E MERCÊS, AS COMENDAS DE SUA CASA E O TÍTULO DE DUQUE DE LAFÕES. FOI CONSELHEIRO DE ESTADO E DE GUERRA, GOVERNADOR DAS ARMAS DA CORTE, MARECHAL GENERAL DO EXÉRCITO PORTUGUÊS, MORDOMO-MOR DO PRÍNCIPE REGENTE D. JOÃO, E MINISTRO ENCARREGADO DOS NEGÓCIOS DA GUERRA.EXCERTOS DO TEXTO:  BRUNSWICK 8 DE DEZEMBRO DE 1780. SENHOR, O CUIDADO QUE  VOSSA ALTEZA TEVE EM SE INTERESSAR PELO DESTINO DO DESAFORTUNADO JOSEPH TEIXEIRA EM VIRTUDE DA INTERCESSÃO QUE OUSEI DIRIGIR-LHE HÁ DOIS ANOS, ESTE ATO DE HUMANIDADE NÃO PODE DEIXAR DE LHE CONCILIAR O APREÇO E A ESTIMA DE TODAS AS PESSOAS HONESTAS., ASSIM COMO LHE ELEVOU UM MONUMENTO PERPÉTUO DE RECONHECIMENTO NO CORAÇÃO DESTE JOVEM HOMEM CUJOS INFORTÚNIOS ALIVIOU. AGORA, EM PARTE PELA COMPLACÊNCIA COM A QUAL SE DIGNOU NESSA OCASIÃO ATENDER AO MEU PEDIDO, OUSO PELO PRESENTE DIRIGIR-LHE UM NOVO PEDIDO QUE EMBORA NÃO ABRANJA PRECISAMENTE UM OBJETO TÃO GRAVE QUANTO AQUELE PELO QUAL SOLICITEI ANTERIORMENTE SUA ASSISTENCIA, INTERESSA CONTUDO, A FORTUNA DE UMA FAMÍLIA HONESTA EM HAMBURGO, QUE, PELA MÁ VONTADE DE UM DE SEUS DEVEDORES EM LISBOA, SE VÊ FRUSTRADA A TODO MOMENTO DE UMA PRESTENÇÃO DAS MAIS LEGÍTIMAS CORRENDO O RISCO, INCLUSIVE DE PERDE-LA INTEIRAMENTE. O MEMORIAL QUE ME FOI DIRIGIDO A ESTE RESPEITO QUE ME PERMITO A LIBERDADE DE COMUNICAR EM COPIA ANEXA A VOSSA ALTEZA, INFORMARÁ MAIS PRECISAMENTE SOBRE O FATO EM QUESTÃO, E VOSSA ALTEZA PODERÁ OBSERVAR, POR SEU CONTEÚDO, QUE O SUPLICANTE, FILHO DA VIUVA QUE FORMULA ESTA PRETENSÃO, DEPOSITA TODA A CONFIANÇA NA PODEROSA PROTEÇÃO DE VOSSA ALETEZA E RECLAMA PARA ESTE EFEITO MINHA INTERCESSÃO JUNTO A ELA. COMO É UM HOMEM PERFEITAMENTE HONESTO QUE SOB TODOS OS ASPECTOS MERECE ESTA ASSISTENCIA DE MINHA PARTE, TEREI UMA OBRIGAÇÃO INFINITA PARA COM VOSSA ALTYEZA SE A ELE DIGNAR COM A AJUDA DE VOSSA PODEROSA PROTEÇÃO, FAZER JUSTIÇA A PESSOAS HONESTAS QUE POR FALTA DE APOIO, FORAM ALVO DE CHICANAS. MEU RECONHECIMENTO PARA COM VOSSA ALTEZA SERÁ ILIMITADO, MAS NADA IGUALARÁ MINHA SATISFAÇÃO SE ALGUM DIA ME COLOCAR NA SITUAÇÃO DE LHE TESTEMUNHAR TODA A MINHA GRATIDÃO PELOS SERVIÇOS RECIPROCOS, PEÇO-VOS PARA ESTE EFEITO, QUE NÃO ME POUPEIS E QUE ESTEJAIS PERSUADIDO DOS SENTIMENTOS DE ALTA E DISTINTA CONASIDERAÇÃO COM AS QUAIS TENHO A HONRA DE SER DE VOSSA ALTEZA VOSSO MUITO HUMILDE E OBEDIENTE SERVO. FERDINAND DUQUE DE BRUNSWICK E LÜNEBURGNOTA: Karl Wilhelm Ferdinand de Brunswick-Wolfenbüttel (também Carl Wilhelm Ferdinand ; nascido em 9 de outubro de 1735 em Wolfenbüttel ;  10 de novembro de 1806 em Ottensen , perto de Hamburgo ) foi um príncipe alemão, duque hereditário de Brunswick e Lüneburg e desde 26 de março de 1780 soberano no subprincipado de Brunswick-Wolfenbüttel .Karl Wilhelm Ferdinand foi um marechal de campo a serviço da Prússia . Na Guerra da Primeira Coalizão, ele comandou o exército Aliado de 1792 a 1794. Ele foi lembrado acima de tudo pelo manifesto do Duque de Brunswick de 25 de julho de 1792, que pretendia intimidar os revolucionários franceses, mas conseguiu o oposto e desencadeou a tomada das Tulherias . À frente do exército prussiano, ele sofreu um ferimento grave na Batalha de Auerstedt em 14 de outubro de 1806, da qual sucumbiu cerca de quatro semanas depois.Como filho e sucessor de Carlos I (17131780), Carlos Guilherme Fernando é erroneamente listado em algumas fontes posteriores como Carlos II ou Carlos II Guilherme Fernando . Neste caso, ele não deve ser confundido com seu neto, o duque Carlos II de Brunswick (18041873), chefe do Ducado de Brunswick , estado sucessor do Principado de Brunswick-Wolfenbüttel.Carlos Guilherme Fernando era filho do duque  1  Carlos I de Brunswick-Wolfenbüttel e da filipina Carlota da Prússia , irmã do rei Frederico II da Prússia . Crescendo entre seus 13 irmãos, ele recebeu uma educação adequada como príncipe hereditário do principado do teólogo Johann Friedrich Wilhelm Jerusalem .Devido aos laços familiares estreitos com a família real prussiana e a um acordo de subsídio no qual o Principado de Brunswick-Wolfenbüttel forneceu tropas para a Prússia, o jovem Karl Wilhelm Ferdinand lutou do lado dos Aliados contra a França nas Batalhas de Hastenbeck , Minden e Warburg durante a Guerra dos Sete Anos . Houve até um conflito violento entre ele e seu pai, que lhe pediu para deixar o exército. Ele foi apenas inundado de incentivos contrários por seus tios Ludwig e Ferdinand . O infeliz príncipe herdeiro foi finalmente resgatado de seu dilema pelo rei Frederico, que, com força gentil, trouxe o duque Carlos de volta à coalizão do norte da Alemanha.Em 16 de janeiro de 1764, Charles William Ferdinand se casou com a irmã mais velha do Rei George III. da Grã-Bretanha, Princesa Augusta de Hanover . A relação entre os cônjuges era convencional e mantinha formas cortesãs. Os casamentos de suas filhas Auguste Caroline e Caroline Amalie fracassaram, e de seus quatro filhos, apenas o mais novo, Friedrich Wilhelm , estava física e mentalmente saudável o suficiente para suceder seu pai em 1806. Em uma viagem à Itália em 1766, o duque Karl Wilhelm Ferdinand conheceu sua amante de longa data Maria Antonia von Branconi ( 7 de julho de 1793). Dessa relação nasceu um filho, Karl Anton Ferdinand Graf von Forstenburg .Em 1777, ele se separou de Maria Antonia von Branconi e a substituiu por Luise von Hertefeld. Ele viveu feliz com essa amante (e separado de sua própria esposa) por quase 30 anos. Sua filha Karoline descreveu Luise von Hertefeld como a criatura mais bela e espirituosa da corte.  Em 1780, Karl Wilhelm Ferdinand sucedeu seu pai como Príncipe de Brunswick-Wolfenbüttel. Seu governo foi inicialmente administrado com habilidade. Reformas bem-sucedidas permitiram que o pequeno principado de Brunswick prosperasse. Sob a influência do abade Jerusalém e do pedagogo Joachim Heinrich Campe, o duque foi um príncipe verdadeiramente esclarecido que também promoveu a arte, por exemplo. B. o cantor Karl Melchior Jakob Moltke . Gotthold Ephraim Lessing , bibliotecário da Herzog August Bibliothek em Wolfenbüttel, também ajudou Karl Wilhelm Ferdinand no inverno de 1780/1781, quando as propriedades imperiais conservadoras quiseram tomar medidas de censura contra ele por causa da disputa dos fragmentos .  Mas sua maior paixão continuou sendo o exército. Em 1773 ele assumiu o antigo regimento  Schwerin zu Fu  em Halberstadt . Em 1787, Karl Wilhelm Ferdinand foi nomeado marechal de campo prussiano . No verão de 1787, ele marchou com um exército para Wesel e, em setembro, ocupou a Holanda , quando o estadunidense Guilherme V e sua esposa Guilhermina estavam em dificuldades e a guerra civil já estava ameaçando por um ano. Seus oponentes, os Patriotas , fugiram para Amsterdã . O duque decidiu ignorar a fortemente defendida Utrecht e se concentrar diretamente na Holanda. Ele preparou um ataque a Amsterdã pelo lado norte.  A cidade rendeu-se após três semanas, em 10 de outubro. Foi provavelmente por esta razão que o Portão de Brandemburgo , por ordem do Rei Frederico Guilherme II , que veio em auxílio da sua irmã com um exército de 26.000 homens.  Durante a Primeira Guerra de Coalizão, ele recebeu o comando supremo das tropas prussianas e austríacas que derrotariam o Exército Revolucionário Francês. Com o manifesto desajeitado do Duque de Brunswick , de 25 de julho de 1792, que anunciava o bombardeio de Paris para prejudicar a família real, ele provocou a tomada das Tulherias e, assim, contribuiu para o fim da monarquia na França . O plano falhou com o canhão de Valmy . Ele foi vitorioso na Batalha de Kaiserslautern em 1793 . O duque renunciou ao comando em 1794.Em 1796, ele liderou o corpo de observação no Weser , que deveria proteger a linha de demarcação estabelecida pela Paz de Basileia no lado prussiano. Durante a Guerra da Terceira Coalizão, Braunschweig recebeu o comando supremo das tropas reunidas na na SilésiaePrússia Frederico Guilherme III o enviou. em missão diplomática à corte em São Petersburgo para restaurar o acordo com a Rússia que havia sido prejudicado pelo Tratado de Schönbrunn .Durante a Quarta Guerra de Coalizão , Frederico Guilherme III. No verão de 1806, Karl Wilhelm Ferdinand recebeu o comando supremo do exército principal prussiano. Para ele e em público, ele foi considerado o maior general prussiano do final do século XVIII devido a um hino de louvor de Frederico, o Grande; Outros criticaram sua crescente indecisão à medida que envelhecia. O próprio Karl Wilhelm Ferdinand inicialmente resistiu porque sofreu um duro golpe do destino com a morte de Luise von Hertefeld.No início da Batalha de Auerstedt , em 14 de outubro de 1806, uma bala de rifle vinda do lado destruiu ambos os olhos. A perda do comandante-chefe contribuiu significativamente para a derrota prussiana. Karl Wilhelm Ferdinand chegou a Braunschweig em uma maca em 20 de outubro. Renunciando aos seus filhos mais velhos, que eram deficientes visuais, ele nomeou o mais novo, Friedrich Wilhelm von Oels, como herdeiro do trono. Em uma mensagem a Napoleão , ele pediu misericórdia para seu país neutro e que lhe fosse permitido morrer em paz. Como Napoleão recusou isso, ele deixou Braunschweig novamente em 25 de outubro e chegou  via Celle e Harburg a Altona e, portanto, ao território dinamarquês neutro. Ele se hospedou na pousada Am Felde 5 em Ottensen . Lá, ele pôde se despedir de sua esposa, irmã e dois filhos mais velhos antes de sucumbir às consequências de seus ferimentos em 10 de novembro de 1806, aos 71 anos. Inicialmente enterrado na Christianskirche em Ottensen, ele encontrou seu lugar de descanso final em 1819 na cripta da Catedral de Braunschweig
  • HISTOIRIE DE LAÉRONAUTIQUE. TEXTE ET DOCUMENTATION DE CHARLES DOLLFUS & HENRI BOUCHÉ. EDITORA LILUSTRATION PARIS 1932. 572 PÁGINAS. 30CM X 39CM. CONTÉM CRONOLOGIA AERONAUTICA, ORIGEM DOS DOCUMENTOS FOTOGRÁFICOS, ÍNDICE GERAL. ÍNDICE CRONOLÓGICO. ÍNDICE DE CAPÍTULOS. FRONTISPÍCIO COLORIDO, FORA DO TEXTO. NUMEROSAS ILUSTRAÇÕES E FOTOS EM PRETO E BRANCO NO TEXTO. NUMEROSAS PLACAS DE FOTOGRAFIAS EM FOTOGRAVURA, FAC-SÍMILES EM PRETO E BRANCO E DESENHOS COLORIDOS. ALGUMAS PLACAS DE ILUSTRAÇÕES COLADAS EM CORES, FORA DO TEXTO. MUITAS REFERENCIAS E FOTOS DE ALBERTO SANTOS DUMONT. ENCADERNAÇÃO ORIGINAL EM CAPA DURA REVESTIDO EM MARROQUIM PRETO COM ILUSTRAÇÃO EM AUTORELEVO. CONTRACAPA EM PAPEL MARMORIZADO EM TONS DE AZUL.Nota: Trecho do prefácio do editor: Em breve completará quatro anos, o Sr. André Schelcher, amigo da nossa Casa, piloto de esférico e dirigível, organizador dos "rallies" do Aéro-Club de France, veio nos presentear com três volumes. Era uma bela história de navegação aérea e tinha a particularidade de que L'Illustration era o autor sem saber: o Sr. Schelcher, de fato, gostava de organizar as páginas que durante trinta anos dedicamos à aeronáutica. Este álbum foi cheio de interesse. Primeiro pensamos em publicá-lo quase dessa forma. No entanto, o espaço dado aos eventos aeronáuticos em L'Illustration dependia sobretudo do interesse momentâneo que apresentavam para a opinião pública. Com o passar do tempo, foi necessária uma reclassificação e também a introdução de matérias importantes que ficavam fora do âmbito das notícias semanais. Além disso, o Sr. Schelcher, sendo tão jovem que começou a escrever esses álbuns, não conseguiu reunir o material da coleção completa do nosso jornal. Por fim, por mais antiga que fosse a Ilustração, a aspiração aeronáutica dos homens e até mesmo a navegação aérea eram ainda mais antigas. Assim, chegamos a conceber uma História da Aeronáutica na qual os documentos de L'Illustration receberiam o lugar apropriado, mas na qual o assunto seria tratado em toda a sua extensão. Adotado o princípio de uma História, restava encontrar os historiadores. Sem dúvida, L'Illustration já contava, desde 1925, com a colaboração regular do Sr. Henri Bouché, que, tendo ingressado na aviação de guerra em 1915, talvez deva à sua formação universitária e normalista parte do objetivo com o qual ele tentou informar a opinião pública sobre as realidades da navegação aérea. Mas, desta vez, era necessário voltar às origens, e foi então que, de acordo com o Sr. Bouché, L'Illustration decidiu confiá-lo ao Sr. Charles Dellfus. Aeronauta com longa experiência tanto em balões livres quanto em dirigíveis, usuário frequente de locomoção africana, maserator e um dos fundadores do Museu Nacional do Ar oficial, o Sr. Charles Dollfas dedicou sua vida à pesquisa paciente sobre a história da navegação aérea. Ele pôde compartilhar com nosso livro sua erudição e também os preciosos arquivos de sua coleção particular, a primeira do mundo em número de gravuras, livros e documentos reunidos no espaço de trinta anos sobre este único assunto. Entre os dois autores, ligados por uma antiga colaboração que ainda contribuiria para a unidade da obra, a divisão do trabalho ocorreu de forma bastante natural. Os três primeiros capítulos, que vão das origens à guerra de 1914-1918, são obra do Sr. Charles Dollfus: eles explicam a gênese da navegação aérea. O uso de aeronaves desde 1914 e as perspectivas futuras abertas por esta implementação são estudadas pelo Sr. Henri Benché nos capítulos IV e V. Esses cinco capítulos correspondem a cinco períodos principais: O período da aeronáutica sem motor, que é o das asas e bolhas artificiais; O período mecânico e experimental (1843-1900), dominado pela contribuição do vapor; O período do motor de combustão interna e suas realizações atuais (1900-1914): dirigibilidade de balões, voo sustentado de aviões, primeiras viagens de Aber; O período da guerra 1914-1918; O período de emprego generalizado que estamos vivenciando. A introdução no início de cada capítulo especifica essas definições. Uma cronologia fundamentada também expressa o espírito da obra.
  • OS BALÕES E AS VIAGENS AEREAS POR FULGENCIO MARION. VERSÃO DE ALEXANDRE DA CONCEIÇÃO. OBRA ILUSTRADA COM 34 GRAVURAS. EDIÇÃO PORTO MAGALHÃES & MONIZ, 1885. CHANCELADO PELA LIVRARIA DO GLOBO NA RUA QUINTINO BOCAIUVA EM SÃO PAULO. 351 PÁGINAS. 12CM X 18CM. MIOLO FRAGILIZADO PELO TEMPO. CONTÉM NOTAS DO AUTOR. ÍNDICE. ENCADERNADO EM CAPA DURA REVESTIDO EM TECIDO ENVELHECIDO PELO TEMPO. ILUSTRAÇÃO E TEXTO EM DOURADO. LOMBAR DECORADA COM MOLDURAS EM NEGRO COM ILUSTRAÇÕES E TEXTOS EM BAIXO RELEVO. QUARTA CAPA COM INSIGNA.Nota: ÍNDICE DO TEXTO: PRIMEIRA PARTE. A CONQUISTA DO CEU; A Fanfarra de 1783; Tentativas antigas imaginadas em diversos tempos para ascender aos ares; Theoria da ascensão dos aeróstatos; primeira experiência publica em Annonay a 5 de junho de 1783. Segunda experiência no Campo de Marte a 27 de agosto de 1783; Terceira experiência em Paris, no bairro de Santo Antonio perante a commissão da Academia. Tentativas; Quarta experiencia, em Versalhes a 19 de setembro de 1783 na presença do rei Luiz XVI. Experiências de ensaio de viagens aéreas. Primeira viagem aérea; A segunda viagem aérea (1.º de dezembro de 1783) Charles e Robert nas Tulherias...
  • PRINCESA DE JOINVILLE  DONA FRANCISCA CAROLINA DE BRAGANÇA IRMÃ DE DOM PEDRO II. CARTA DIRIGIDA A JOSÉ DE ARAÚJO RIBEIRO, PRIMEIRO E ÚNICO BARAO E VISCONDE DE RIO GRANDE PELO MINISTRO PLENIPOTENCIARIO FRANCES DECARE LOGO APÓS O CASAMENTO DA PRINCESA DONA FRANCISCA EM 1. DE MAIO DE 1843. JOSÉ ARAUJO RIBEIRO NA ÉPOCA DO CASAMENTO DA PRINCESA DONA FRANCISCA ERA MINISTRO PLENIPOTENCIARIO DO BRASIL EM PARIS.  EXCERTOS DO TEXTO: PARIS, 29 DE JUNHO DE 1843. MEU CARO MONSIER RIBEIRO, NÃO VOU DEIXAR PARTIR SEM QUE LEVE UMA LEMBRANÇA MINHA, POIS QUERO LHE AGRADECER E DESEJAR UMA AGRADÁVEL VIAGEM E SEU PRONTO RETORNO. ESPERO TER EM BREVE A  HONRA DE NOS ENCONTRARMOS AOS PÉS  DE MADAME LA PRINCESSE DE JOINVILLE PARA DIZER A ELA QUE TODAS AS FAMÍLIAS, DEVOTADAS A SUA NOVA FAMÍLIA, NÃO SÃO MENOS GRATAS QUE A NOSSA E MAIS HONRADAS PELO BELO PRESENTE QUE SEU NOBRE PAÍS FEZ AO NOSSO. SEU AMIGO DECARENOTA: Nascida no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, em 2 de Agosto de 1824, A Princesa Dona Francisca de Bragança cresceu ao lado dos irmãos D. Pedro II do Brasil, Paula Mariana e D. Januária.Seu nome foi escolhido por seu pai como forma de homenagear o rio São Francisco.Francisca perdeu sua mãe, D. Maria Leopoldina, com menos de três anos de idade. Aos sete anos, ela viu o pai, D. Pedro I (IV de Portugal), sua madrasta (Amélia de Leuchtenberg) e sua irmã mais velha (a futura Maria II de Portugal) partirem para Lisboa. A princesa cresceu sob educação extremamente rigorosa.Em 1837, Francisco Fernando de Orléans, príncipe de Joinville, aportou no Brasil a caminho da Ilha de Santa Helena, onde deveria buscar os restos mortais de Napoleão Bonaparte e levá-los de volta à França. Durante sua escala, ele foi recebido pelo imperador D. Pedro II e conheceu sua irmã, a jovem princesa D. Francisca.Francisco Fernando, um almirante, era o terceiro filho do rei Luís Filipe I de França e da rainha Maria Amélia de Bourbon-Nápoles. Retornou ao Brasil em 1843, casando-se com a princesa no dia 1 de maio daquele mesmo ano no Rio de Janeiro. O casal seguiu então na fragata "La Belle Poule" para a França. Por seu casamento, ela se torna  Sua Alteza Real a Princesa de Joinville Na corte francesa, a educada e bela D. Francisca logo se tornou uma das princesas mais populares da corte. Era chamada de "La Belle Françoise". Tornou-se amiga de uma fidalga brasileira casada com um nobre francês, a condessa de Barral, que mais tarde, por recomendação de Dona Francisca tornou-se preceptora das filhas do imperador Pedro II , das princesas Isabel e Leopoldina do BrasilEm 1848 a monarquia foi extinta na França, e os Orléans seguiram para o exílio. Dotada de espírito combativo, D. Francisca negociou com vigor com os republicanos a fuga de sua família. Exilou-se e manteve uma intensa troca de correspondência com seu irmão no Brasil.Sua única filha, a princesa Françoise de Orléans, casou-se com seu primo, o príncipe Robert, duque de Chartres, e se tornou a mãe do pretendente do trono Francês, o príncipe Jean, duque de Guise. Seu filho Pierre nunca se casou, mas teve dois filhos ilegítimos com uma mulher casadaTratada carinhosamente como "Mana Chica" por D. Pedro II, D. Francisca defendia medidas enérgicas contra o crescimento do republicanismo no Brasil.Em 1864, ela ajudou o irmão Dom Pedro II nas negociações de matrimônio de suas filhas, e enviou os príncipes Gastão d'Orléans, o conde d'Eu, e Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota para o Brasil, onde se casariam com suas sobrinhas, D. Leopoldina e D. Isabel, respectivamente. Entretanto, os casais preferiram trocar. Após a queda da Casa de Bonaparte do Segundo Império , a família Orléans retornou à França; A própria Francisca morreu em Paris aos 73 anos. Seu marido sobreviveu a ela por dois anos, morrendo em Paris em 1900. Ambos estão enterrados na capela real de Dreux. Francisca faleceu sete anos depois de seu irmão mais novo, Dom Pedro II.A Cidade de Joinville (antiga Colônia Dona Francisca), Santa Catarina, tem esse nome em homenagem ao marido da Princesa Dona Francisca, que recebeu aquelas terras como dote. Em 1848, o casal negociou as terras pelo menos em parte, com a Sociedade Colonizadora Hamburguesa, pois o pai de Francisco, o rei da França Luís Felipe havia sido destronado e a família encontrava-se em dificuldades financeiras.Através de sua filha, a Duquesa de Chartres, Francisca foi avó materna da princesa Maria da Dinamarca, mãe de Ana de Bourbon-Parma, esposa do rei Miguel I da Romênia. Francisca também é ancestral comum do atual pretendente ao trono francês. JOSÉ DE ARAÚJO RIBEIRO, primeiro e único barão e Visconde de Rio Grande, (Barra do Ribeiro, 20 de julho de 1800  25 de julho de 18791) foi  um advogado, diplomata e político brasileiro.Filho do comendador José Antônio de Araújo Ribeiro que era charqueador em Barra do Ribeiro.2 Formou-se em direito civil pela Universidade de Coimbra, doutorando-se em 1823.2Entrou na carreira diplomática em 1826, quando foi nomeado secretário da legação em Nápoles, tendo passado a servir na França, em 1828, e no fim do mesmo ano foi nomeado embaixador em Washington. Em 1833 foi nomeado presidente da província de Minas Gerais, a qual governou de 4 de julho a 4 de novembro de 1833. Neste período apaziguou uma revolta em Ouro Preto, sendo enviado à Grã-Bretanha logo em seguida. Em 1834 foi enviado a Portugal, encarregado de cumprimentar a rainha Maria II de Portugal, por sua ascensão ao trono, ao fim da Guerra Civil Portuguesa. De volta ao Brasil foi nomeado presidente da província do Rio Grande do Sul, então no início da Revolução Farroupilha.2 Sua posse foi negada pela Assembleia Legislativa, controlada pelo revolucionários, o que agravou o rumo do conflito.2 Governou a província por duas vezes, de 15 de junho a 4 de julho de 1836 e de 24 de julho de 1836 a 5 de janeiro de 1837.Em 1837 é enviado à França como ministro plenipotenciário, tendo desempenhado missão na Inglaterra, em 1843, e logo depois retornado à França, da qual retirou-se em 1849, após a queda da família de Orleans, devido à Revolução de 1848. Foi responsável pela reaproximação do Brasil com Portugal, após a independência; pela serenização dos ânimos na questão do Oiapoque na França, e pela amenização dos efeitos da Lei Aberdeen da Inglaterra, restringindo o tráfico de escravos. Foi deputado geral e, em 1847, quando foi aumentado o número de senadores do Império do Brasil, enquanto ainda se encontrava na França, foi escolhido para o cargo, como representante do Rio Grande do Sul. Exerceu o mandato de 1849 até seu falecimento, em 1879.Recebeu o título de barão de Rio Grande, em 1866; foi elevado a visconde em 1874.Escreveu O fim da criação ou a natureza interpretada pelo senso comum, obra filosófica, publicada no Rio de Janeiro em 1875. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, comendador da Ordem de Cristo e oficial da Legião de honra da França.Morto em 1879, deixou no seu testamento significativas doações às casas de caridade de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande.
  • REVUE POLITIQUE DE LEUROPE EM 1825. QUINTA EDIÇÃO. (REVISÃO POLÍTICA DA EUROPA EM 1825.) ELES LUTAM PELA LIBERDADE, ESTES PELA DOMINAÇÃO. PARIS, IMPRESSO PELA BOSSANGE FRÈRES, LIBRAIRES NOVEMBRO DE 1825.103 PÁGINAS. 13CM X 20CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA. PAPEL MARMORIZADO EM BEGE DOURADO E PRETO COM LOMBAR DECORADA EM DOURADO. CONTRACAPA EM PAPEL MARMORIZADO EM VERDE, DOURADO, VERMELHO, PRETO E BRANCO. Nota: trecho do livro. Aqueles que sabem o quanto o homem e as leis humanas são capazes de perfeição seguem com olhar atento o movimento geral das sociedades, que as conduz para uma civilização até então desconhecida, tão fatal aos preconceitos que regiam o velho mundo, tão favorável aos princípios que devem regular a nova ordem que se anuncia. Nunca a filosofia teve um tema tão amplo para meditação; nunca houve um espetáculo maior e mais digno da admiração dos homens: é novo no mundo; a antiguidade não ofereceu. Este grande estado de civilização, este assunto de tantos raciocínios falsos, de tantos medos insensatos, que alguns consideram como a maturidade dos corpos políticos e a aproximação da sua decadência, que outros consideram como uma fonte mais aberta dos vícios e males das sociedades humanas; Esta civilização, tão temida, injustamente criticada, cegamente combatida, foi ignorada e ainda é. Ela não é de Memphis, nem de Atenas, nem de Roma. Ela era suspeita por alguns sábios da antiguidade, que só podiam fazer desejos por ela; Não foi estabelecido por nenhum rei: não poderia ser. Sua existência é produto de séculos e das relações universais dos homens; É obra do tempo e da própria humanidade....
  • APHRODITE DE PIERRE LOUYS. ILUSTRAÇÃO DE MARIETE LYDIS. 1934. LIVRO DE ROMANCES E CONTOS - ORIGINALMENTE COM 258 PÁGINAS. ESTE EXEMPLAR CONSERVA 21 LINDAS GRAVURAS ALGUMAS AQUARELADAS. EMBORA VÁRIAS PÁGINAS DE TEXTO TENHAM SIDO RETIRADAS A ESTRUTURA, O LIVRO ESTÁ MUITO BEM PRESERVADO E BASTANTE APRESENTÁVEL DO PONTO DE VISTA ARTÍSITICO. O OBJETIVO PARECE TER SIDO O DE VALORIZAR AS GRAVURAS NESTA COMPOSIÇÃO. OS DESENHOS DE MARIETTE LYDIS FORAM REPRODUZIDOS EM FAC-SÍMILE POR DANIEL JACOMET. ENCADERNAÇÃO EM MEIA PELE COM CANTOS EM MARROQUIM. LOMBADA NERVURADA DECORADA COM TÍTULO DOURADO. 18CM X 23CM.Nota: Pierre-Félix Lous nasceu na França dia 10 de dezembro de 1870. Foi um poeta e escritor belga, mais conhecido por temas lésbicos e clássicos em alguns de seus escritos. Ele é conhecido como um escritor que buscou "expressar a sensualidade pagã com perfeição estilística". Ele foi feito primeiro um Chevalier e depois um Oficial da Légion d'honneur por suas contribuições à literatura francesa. Em 1896, Lous publicou seu primeiro romance, Afrodite  Maneiras Antigas, uma descrição da vida cortesã em Alexandria . É considerado uma mistura de excesso literário e refinamento, e foi a obra mais vendida de qualquer autor francês vivo da época. Mariette Lydis 1887 1970. Foi uma pintora austro-argentina . Lydis nasceu em Viena, Áustria, sob o nome de Marietta Ronsperger. Ela era a terceira filha dos comerciantes judeus, Franz Ronsperger e Eugenia Fischer, e irmã de Richard e Edith Ronsperger, criadora de livros de ópera que mais tarde morreu por suicídio. Mariette Lydis começou sua carreira artística como uma jovem artista autodidata que começou no mundo da arte depois de viajar para a França com Bontempelli em 1925, onde entrou nos círculos artísticos de Paris. Logo ela desenvolveu uma reputação como uma talentosa pintora e ilustradora.
  • IMPERIAL ORDEM DE SÃO BENTO DE AVIS  GRAU DE COMENDADOR -   PLACA PEITORAL DE COMENDADOR. SINGULAR PLACA EM OURO MACIÇO, PRATA DE LEI E RICOS ESMALTES.. PRODUÇÃO DE MESMO ENCOMENDANTE E FABRICANTE DA OFERTADA NO PROXIMO LOTE. ESTRELA RAIADA  REMATADA EM PONTA DE DIAMANTE CONFERE UM BRILHO ESPETACULAR A ESTA PLACA. EMOLDURADA POR ESPESSO LAUREO EM OURO DE ALTO TEOR COM RESERVA  EM ESMALTE CONTENDO A CRUZ DA ORDEM NO TOPO CORAÇAO FLAMEJANTE ESMALTADO DO QUAL DESPONTA CRUZ EM AZUL DA MESMA ESPÉCIE. MAGNIFICA E MUITO APROPRIADA PARA COLEÇÃO DE ALTO NIVEL PELA VIRTUOSA OURIVESSARIA EMPREGADA EM SUA CONFECÇAO. BRASIL, SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. 6 CM DE ALTURA 31,33 GNOTA: NOTA: A morte de D. João VI, em Março de 1826, e a aclamação do Imperador Dom Pedro I como Rei de Portugal e Algarves , apesar de efémera, elevou, transitoriamente, D. Pedro à dignidade de Grão-Mestre das Ordens Militares e Honoríficas Brasileiras e Portuguesas , e veio suscitar a necessidade de resolver a questão pendente da definição dos termos da posse e gozo pelo Império do Brasil , de todos os direitos e privilégios anteriormente concedidos pela Santa Sé ao reis de Portugal, enquanto administradores do Grão-Mestrado das Ordens Militares de Cristo, Avis e Santiago. D. Pedro solicitou ao Papa Leão XII a concessão de tais direitos e privilégios, dele tendo obtido a bula Praeclara Portugalliae Algarbiorumque Regum, remetida de Roma, aos 15 de Maio de 1827, mediante a qual foi criado no Brasil um novo Grão-Mestrado das Ordens Militares de Cristo, de São Bento de Avis e de Santiago da Espada, independente do Grão-Mestrado das Ordens Militares de Portugal . Além disso, concedia à Ordem de Cristo brasileira o padroado das igrejas e benefícios do Império, transformando os Imperadores do Brasil em seus Grão-Mestres perpétuos. No entanto, tal bula uma vez submetida ao escrutínio do poder legislativo brasileiro, seria liminarmente rejeitada pela Câmara dos Deputados, em Outubro de 1827, como manifestamente ofensiva à Constituição e aos direitos de Sua Majestade o Imperador. As antigas Ordens Militares Portuguesas deixaram de existir desde então no Brasil, tendo sido substituídas por outras com a mesma denominação, mas reformuladas nas suas insígnias. Foi, de fato, nesse período, entre 1825 e 1827, que D. Pedro I modificou as insígnias brasileiras, para que se distinguissem claramente das portuguesas, nelas introduzindo emblemática nova, específica do Império do Brasil , apesar de inspirada na Legião de Honra francesa: - a estrela de cinco braços bifurcados que forma o resplendor das insígnias da Ordem Imperial do Cruzeiro ; inclusão da coroa imperial brasileira nos hábitos das Ordens, cujo uso já vinha do Primeiro Reinado ; a estrela do Cruzeiro, assente numa coroa de ramos de café e de fumo e suspensa da coroa imperial; - manutenção na cabeceira da placa raiada do emblema do Sagrado Coração, em vez da coroa imperial que figura nas placas do Cruzeiro. Tão prematura introdução das novas insígnias das Imperiais Ordens de Cristo, de Avis e de Santiago é, de resto, atestada por dois óleos iconografando D. Pedro e D. Maria da Glória (futura D. Maria II), que integram a galeria dos retratos dos senhores Reis de Portugal da Real Companhia Velha de Gaia, onde ambos já as ostentam em data anterior à abdicação do Imperador A abdicação de D. Pedro I abriu um longo período de regência, que se prolongou de Abril de 1831 até à declaração da maioridade de D. Pedro II, em 1840, e durante o qual não foram concedidas mercês honoríficas. A nacionalização das Ordens Militares Portuguesas por D. Pedro II, doravante, consideradas Ordens Imperiais Brasileiras, meramente civis e políticas , bem assim como a concessão dos seus graus no Império do Brasil seria final e definitivamente regularizada e regulamentada pelo Decreto n.º 321, de 9 de Setembro em 1843, cujos três primeiros artigos estabeleciam: Art. 1.º - As Ordens Militares de Cristo, São Bento de Avis e São Tiago da Espada ficam de ora em diante tidas e consideradas como meramente civis e políticas, destinadas para remunerar serviços feitos ao Estado, tanto pelos súbditos do Império como por estrangeiros beneméritos. Art. 2.º - Cada uma destas Ordens constará de Cavaleiros e Comendadores, sem número determinado, e de 12 Grã-Cruzes; não compreendidos neste número os Príncipes da Família Imperial e os estrangeiros, que serão reputados supranumerários. Art. 3.º - Os Cavaleiros, Comendadores e Grã-Cruzes das três Ordens continuarão a usar das mesmas insígnias de que até agora têm usado, e com as fitas das mesmas cores; sendo, porém as das Ordens de Cristo e S. Tiago orladas de azul, e a da Ordem de S Bento de Avis orlada de encarnado. Quanto à placa, constata-se que, além dos incontáveis exemplos de fabrico local, existiram dois modelos distintos dessas placas, um português e outro brasileiro, adotados pelos fabricantes franceses para satisfazer as encomendas das Ordens Militares, de ambas as proveniências. O modelo francês para o Brasil segue a tipologia adotada desde finais do Primeiro Reinado.
  • IMPERIAL ORDEM DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO  GRAU DE COMENDADOR -   PLACA PEITORAL DE COMENDADOR. SINGULAR PLACA EM OURO MACIÇO, PRATA DE LEI E RICOS ESMALTES. UMA DAS MAIS BONITAS QUE JÁ VI. PRODUÇÃO DE MESMO ENCOMENDANTE E FABRICANTE DA OFERTADA NO PROXIMO LOTE. ESTRELA RAIADA  REMATADA EM PONTA DE DIAMANTE CONFERE UM BRILHO ESPETACULAR A ESTA PLACA. EMOLDURADA POR ESPESSO LAUREO EM OURO DE ALTO TEOR REMATADO POR MICROFLORES E RAMAGENS ESMALTADOS EM RELEVO ESTÁ UMA RESERVA TAMBÉM EM ESMALTE CONTENDO A CRUZ DE MALTA. NO TOPO CORAÇAO FLAMEJANTE ESMALTADO DO QUAL DESPONTA CRUZ EM AZUL DA MESMA ESPÉCIE. MAGNIFICA E MUITO APROPRIADA PARA COLEÇÃO DE ALTO NIVEL PELA VIRTUOSA OURIVESSARIA EMPREGADA EM SUA CONFECÇAO. BRASIL, SEGUNDA METADE DO SEC. XIX. 6 CM DE ALTURA 33.58 GNOTA: Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus, ou simplesmente chamada Ordem de Cristo, é uma ordem de cavalaria instituída pelo imperador Pedro I do Brasil em 7 de Dezembro de 1822, com base da ORDEM DE CRISTO portuguesa fundada pelo rei Dom Dinis e pelo papa João XXII em 1316-1319. A ordem foi usada para premiar pessoas por serviços excepcionais que resultaram em utilidade notável e comprovada para a religião(catolicismo romano), para a humanidade e para o estado .Cavaleiros da Ordem de Cristo faziam parte da nobreza sem título do Império do Brasil. Até Dom João VI a Ordem de Cristo era concedida mediante rigoroso exame do postulante, duas características eram fundamentais: Sangue Limpo (que significava não haver em sua linhagem precedente elementos com ascendência judaica, moura ou negra) e comprovar que pelo menos há três gerações não houve registro de mácula mecânica ou seja depender da subsistência por esforço braçal. A partir do séc. XVIII, sob o reinado de DOM JOSÉ I, e da filha DONA MARIA I para garantir a fidelidade dos vassalos na colônia foi preciso dispensar alguns critérios na concessão da ordem e com a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil houve um afrouxamento sem precedentes desses critérios. Não foi tarefa fácil transformar a rude colônia em sede de reino e para aglutinar esses esforços Dom João VI passou a oferecer aos ricos proprietários de terra a possibilidade de ascender a categoria de Nobreza não Titulada com a concessão da Ordem de Cristo. Essa estratégia esbarrava em alguns problemas técnicos por assim dizer, difícil era quem não tivesse no Brasil miscigenação de sangue ou que não tivesse dado duro para chegar a condição de senhor. Havia ainda uma categoria de cidadãos abastados enriquecidos de forma escandalosa como o tráfico de escravos. Tudo isso fez com que a partir daí a Ordem de Cristo, ou os critérios para sua concessão, nunca mais fossem os mesmos no Brasil ou em Portugal. Embora a posição de senhor de engenho por si só já oferecesse status privilegiado e uma posição de destaque dentro do cenário colonial muitos senhores de engenho almejavam obter títulos de nobreza devido às vantagens que o ser nobre conferia aos titulados. Fazer parte da nobreza como membros das ordens militares, por exemplo, significava estar isento de impostos como o dízimo, o que interessava a muitos senhores de engenho e em contrapartida era uma das razões para a relutância da Coroa em conceder estas honras. Uma patente de oficial miliciano, assinada pelo rei, proporcionava aos senhores de terra não só a tão almejada distinção, mas também regalias que se caracterizavam como um estilo de vida peculiar da nobreza, que incluía ter serviçais à disposição, usar montaria, gozar de regalias, como obter autorização para celebrar missas no oratório da casa e demonstrar refinamento de maneira e de costumes, a fim de serem reconhecidos enquanto homens bons. Aos homens bons cabia também a escolha, entre o seu meio, dos eleitores que, por sua vez, elegeriam os vereadores, juízes ordinários, procuradores, escrivães, almotacés e outros cargos das câmaras municipais das Vilas. Com a Independência do Brasil também era premente garantir as alianças locais e fidelidade dos súditos do Império nascente além da instituição de uma nobreza que garantisse a ordem social necessária ao aparato imperial. Depois daIndependência do Brasil, oimperadorDom Pedro Icontinuou sua autoridade inerente como a fonte de honras transmitida por seu pai, o reiDom João VIde Portugal.Seu direito estendia-se a conferir títulos de nobreza e também as três antigas ordens portuguesas de cavalaria:Ordem de Cristo,Ordem de Avize aOrdem de São Tiago da Espada.Dom Pedro I tornou-se o primeiro Grão-Mestre do ramo brasileiro da Ordem de Cristo.Segundo o historiador Roderick J. Barman, Dom Pedro I declarou em um decreto que seu direito se originou em: Soberanos Reis meus Predecessores, e especialmente pelo meu Santo e Soberano Padre D. João VI.Após a morte de seu pai, Dom Pedro I também se tornou o Grão-Mestre da Ordem Portuguesa de Cristo como Rei Pedro IV de Portugal. Em 1834 a Ordem de Cristo foi reformada pelo governo liberal de Portugal e pela rainha Maria II(irmã do imperador Dom Pedro II).A ordem perdeu suas prerrogativas militares com a reforma e tornou-se uma ordem nacional.Como tal, o ramo brasileiro da Ordem de Cristo era o único ramo que mantinha seu status militar.Em 1843 o ramo brasileiro também foi reformado pelo Imperador Dom Pedro IIe tornou-se uma ordem nacional com o decreto N. 2853. Como tal, a Ordem de Cristo terminou a sua existência como uma ordem militarem Portugal e no Brasil; no entanto, a ordem permaneceu altamente considerada pela nobreza do Brasil e Portugal como resultado de sua importância para a história e o prestígio que proporcionava aos cavaleiros.Membros de todas as ordens brasileiras de cavaleiros faziam parte da nobreza sem título ,independentemente do grau, dependendo do grau do cavaleiro eles também recebiam honras militares,saudações e estilos honoríficos. Em 22 de março de 1890, a ordem foi cancelada como ordem nacional pelo governo interino dos Estados Unidos do Brasil.No entanto, desde a deposição em 1889 do último monarca brasileiro, o imperador Pedro II, a ordem é reivindicada como uma ordem de casa, sendo concedida pelos chefes da Casa de Orleans-Bragança, pretendentes ao extinto trono do Brasil.A atual família imperial brasileira é dividida em dois ramos, Petrópolis e Vassouras, e o título Grão-Mestre da Ordem é disputado entre esses dois ramos.
  • LÉPOPÉE DU COSTUME MILITAIRE FRANÇAIS. AQUARELLES ET DESSÍNS ORIGINAUX DE JOB. ( A ÉPICA DO TRAJE MILITAR FRANCÊS. AGUARELAS E DESENHOS ORIGINAIS POR TRABALHO.) PARIS. SOCIETE FRANÇAISE DEDITIONS DART. L. HENRI MAY . FORAM RETIRADAS 50 CÓPIAS EM PAPEL JAPONÊS. 30 DE NOVEMBRO DE 1898. GRAVURAS PRETO E BRANCO E COLORIDAS DE M. RAYMOND E MM. DUCOURTIOUX E HUILLARD. 299 PÁGINAS. 25CM X 33CM. ENCADERNAÇÃO EM CAPA DURA EM MARROQUIM VERMELHO COM PAPEL MARMOREADO COLORIDO. LOMBAR COM TEXTO EM DOURADO. CONTRACAPA EM PAPEL MARMOREADO COLORIDO. MIOLO SUPERIOR EM OURO.Nota: Ao Sr. COTTREAU, Oferecemos a você este livro, que se beneficiou muito de seus conselhos e orientação impecável. Talvez não esteja à altura de sua erudição especial, porque, querendo procurar o homem sob o uniforme e casar a alma com o corpo, inclinamo-nos mais prontamente para ideias gerais e deduzimos do estudo do traje o que ele contém de filosofia. O essencial é que o nosso trabalho não ofenda ninguém, que não ofenda aqueles que, como você, se esforçaram muito na ciência da moral militar, sem deixar de ter muito alta a fé do carvoeiro em cujo exército todos, no momento, são, serão ou foram. (H. BOUCHOT). TRECHO DO PRÓLOGO: ÉPICO nem sempre significa glória, conquista ou triunfo; vemos a expressão sublime escondendo também as grandes misérias, as horas más, tudo o que pode nos fazer amar mais o arreio amigo, testemunha das dores. O épico deixou muitos ilustres derrotados e, desde a Durandal de Roland, cantada nos séculos antigos, muitas boas espadas quebradas em batalha tiveram sua própria história fascinante e nobre. Este livro não se debruçará sobre desastres; ele os conhecerá se cair em reconhecê-los, exaltá-los até, ao mesmo tempo em que mostra o que pode, no homem vitorioso ou vencido, o poder da tradição e a força da a ideia. Um filósofo alemão quis inverter o provérbio; Ele escreveu: as roupas às vezes fazem o homem. Mais precisamente, ele teria sugerido que o uniforme faz o soldado. E ele faz o soldado tão perfeitamente que, pouco a pouco, ao longo dos anos, ele transforma o físico e o moral, e passa a despertar qualidades especiais no menos guerreiro dos camponeses, a despertar atavismos entorpecidos e a transformar um grosseirão em herói. Melhor ainda, e esta é a base da nossa tese, se esse herói existe, se ele se condena à privação e ao trabalho duro sem reclamar muito, não é o amor à ostentação que o constrange. Uma coisa o cativou, sobre a qual ele não raciocina e que teríamos dificuldade em deduzir. Há uma espécie de sedução nas roupas que ele veste, mesmo que estejam em farrapos e cobertas de lama; então nascem sentimentos indefiníveis, "bravura" segundo a antiga palavra, e por um botão de metal costurado em um macacão, por uma pena plantada em feltro, o civil mais indiferente a princípio sente algo diferente logo, e de bom grado o marca. Os maiores homens de guerra são aqueles que compreenderam esses êxtases particulares e os exaltaram.

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